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Abstract
Relatamos o caso de uma paciente com sintomas de cegueira noturna congênita estacionária (CNCE) no qual constatamos alterações oftalmoscópicas peculiares da doença de Oguchi, inédita, nos limites de nosso conhecimento, à consideração da literatura médica brasileira publicada. Observamos e documentamos as alterações clássicas desta doença e do seu importante comemorativo, o também infreqüente, fenômeno de Mizuo-Nakamura. O exame eletrorretinográfico (ERG) também mostrou sinais típicos. Acrescentamos, brevemente, revisão bibliográfica da doença.
Keywords: Cegueira noturna; Adaptação à escuridão; Eletrorretinografia; Relato de caso; Adulto; Feminino
Abstract
A vasculopatia coroidiana polipóide idiopática é entidade recentemente descrita relacionada a descolamentos recorrentes sero-sanguinolentos do epitélio pigmentado da retina ou da retina neuro-sensorial. Decorre de alterações na vascularização coroidiana que levam à formação de canais vasculares ramificados em rede vascular que termina em lesões nodulares polipóides na região justapapilar temporal. Este estudo relata cinco casos cujas características clínicas são compatíveis com este distúrbio. A média das idades era 66 anos (51 a 79 anos), um paciente da raça negra, três (60%) do sexo masculino. O tempo médio de seguimento foi de 13,4 meses (3 meses a 2 anos). As características epidemiológicas e clínicas são discutidas.
Keywords: Doenças vasculares; Coróide; Doenças da coróide; Angiofluoresceinografia; Indocianina verde
Abstract
O meduloepitelioma é um tumor intra-ocular congênito originário do epitélio medular primitivo que, por sua vez, é responsável pela formação do epitélio não pigmentado do corpo ciliar. Ocorre geralmente na infância, de forma unilateral, acometendo o corpo ciliar. O objetivo deste trabalho é documentar um caso raro de meduloepitelioma teratóide originário da retina. Paciente de nove anos, feminina, apresentava baixa acuidade visual (AV), estrabismo e leucocoria no olho esquerdo (OE). A AV era de 1,0 no olho direito e movimentos de mão no OE. Foi observada tumoração retrocristaliniana branco-acinzentada no OE, aparentemente subretiniana, vascularizada, de grande extensão, com alterações císticas na sua superfície. Foram realizadas tomografia de crânio e órbitas e ecografia ocular. A paciente foi submetida à enucleação com suspeita clínica de retinoblastoma. Pelo aspecto histopatológico foi feito o diagnóstico de meduloepitelioma teratóide benigno originário da retina. Na maioria dos casos apresentados na literatura o meduloepitelioma tem origem a partir do epitélio não pigmentado do corpo ciliar. No nosso caso, a neoplasia parece ter tido origem a partir da retina, já que os cortes revelaram epitélio do corpo ciliar preservado e não foi reconhecida a estrutura normal da retina. Embora o tumor apresentado neste relato tenha sido classificado como benigno, o fato de ser lesão de grandes proporções e de crescimento aparentemente recente, justifica a conduta cirúrgica empregada. O tratamento do meduloepitelioma deve objetivar a intervenção cirúrgica precoce, na tentativa de se evitar a disseminação extra-ocular.
Keywords: Tumores neuroectodérmicos primitivos; Teratoma; Neoplasias da retina; Retinoblastoma; Criança; Feminino
Abstract
Os autores descrevem um caso de endoftalmite endógena por Candida albicans, em recém-nascido prematuro, refratária ao tratamento com anfotericina B endovenosa e que apresentou resolução com o uso do fluconazol endovenoso. Ressaltam ainda os aspectos clínicos da endoftalmite endógena por Candida albicans por meio de revisão da literatura.
Keywords: Candidíase; Endoftalmite; Infecções oculares fúngicas; Prematuro; Candida albicans; Fluconazol
Abstract
Tumor vasoproliferativo da retina é doença rara, benigna, caracterizada por lesão exsudativa retiniana periférica. Pode ser de origem primária (idiopática) ou secundária a uma gama de acometimentos retinianos prévios. O exame oftalmológico cuidadoso se torna necessário para estabelecer o diagnóstico. As opções terapêuticas incluem: observação, crioterapia, fotocoagulação a laser e braquiterapia. No presente estudo, os autores ilustram um caso de tumor vasoproliferativo idiopático da retina associado a edema macular. Serão discutidos aspectos do tumor na fundoscopia, angiofluoresceinografia, ultra-sonografia e tomografia de coerência óptica.
Keywords: Neoplasias da retina; Hemangioma; Neovascularização retiniana; Edema macular cistóide; Angiofluoresceinografia; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Descrever caso de descolamento de retina bilateral associado a alterações de comportamento. RESULTADO: Paciente de 62 anos, sexo feminino, apresentou-se com baixa de visão bilateral, progressiva, de 3 meses de duração, associada a alterações de comportamento e agitação psicomotora. Ao exame oftalmológico apresentava acuidade visual de percepção luminosa em olho direito; e conta dedos a 30 cm em olho esquerdo. A biomicroscopia evidenciou reação de câmara anterior; à fundoscopia, apresentava edema e hiperemia do disco óptico bilateralmente, áreas extensas de descolamento de retina seroso, placas sub-retinianas amareladas peripapilares e exsudação sub-retiniana e intra-retiniana em ambos os olhos. O exame sorológico para sífilis foi positivo (FTA-Abs e VDRL). A análise liquórica revelou FTA-Abs e teste de hemaglutinação indireta positivos. Foi feito, então, diagnóstico de neurossífilis, e a paciente foi internada para antibioticoterapia endovenosa, e prednisona oral 40 mg/dia (0,5 mg/kg). Após 2 semanas, a paciente passou a apresentar melhora importante do quadro ocular com reabsorção da exsudação e melhora da acuidade visual. CONCLUSÃO: A sífilis é doença pleomórfica, podendo ter como manifestação ocular uma uveíte difusa associada a descolamento de retina exsudativo bilateral. O envolvimento do sistema nervoso central deve sempre ser considerado e descartado, e o tratamento eficaz da doença pode promover melhora da função visual e diminuir suas seqüelas.
Keywords: Sífilis; Sorodiagnóstico da sífilis; Sífilis; Prednisolona; Descolamento de retina; Uveíte; Reações falso-positivas; Manifestações neurocomportamentais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a tomografia de coerência óptica como método objetivo de diagnóstico e de seguimento da coriorretinopatia serosa central. MÉTODOS: Estudo observacional descritivo de 16 (dezesseis) olhos de portadores de coriorretinopatia serosa central unilateral, em fase aguda. Estes pacientes foram submetidos à medida da acuidade visual e a exame oftalmológico completo, incluindo biomicroscopia da mácula, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica. Nenhum dos pacientes foi submetido a qualquer tipo de tratamento. RESULTADO: Dos 16 casos consecutivos de coriorretinopatia serosa central, 12 pacientes completaram o seguimento até a resolução da doença. A idade variou entre 27 e 50 anos, com média de 38,9 anos. A predominância foi do sexo masculino. Na tomografia de coerência óptica, o descolamento da retina neurossensorial foi observado em todos os casos e 33,3% dos pacientes apresentaram descolamento do epitélio pigmentado da retina. Houve diferença significativa em todas as variáveis estudadas, constatando melhora na acuidade visual, diminuição na espessura e no volume macular na resolução da doença. CONCLUSÃO: Tomografia de coerência óptica mostrou boa eficácia para detectar e quantificar alterações maculares em olhos com coriorretinopatia serosa central, podendo ser útil em avaliações clínicas na fase aguda e na resolução da doença.
Keywords: Máculalútea; Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Processamento de imagem assistida por computador; Angiofluoresceinografia; Tomografia
Abstract
Relato de caso de um paciente com telangiectasia justafoveal idiopática (TJI) tipo 1A, no olho direito, submetido a 4 mg de triancinolona intravítrea. O resultado foi avaliado por meio da acuidade visual e da tomografia de coerência óptica. A acuidade visual e a espessura retiniana macular medida na tomografia de coerência óptica, antes da injeção intravítrea de triancinolona, foram respectivamente de 20/100 e 569 µm e, após três semanas do tratamento foram de 20/60 e 371 µm e na sexta semana de 20/100 e 614 µm. A estabilização da parede vascular obtida com injeção intravítrea de triancinolona proporciona melhora transitória da visão e do edema macular em olhos com TJI-1A. Não foi demonstrada nenhuma ajuda permanente à fotocoagulação prévia.
Keywords: Fóvea central; Fundo de olho; Neovascularização retiniana; Telangiectasia; Triancinolona; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos [tipo de publicação]
Abstract
OBJETIVO: Demonstrar a eficácia da tomografia de coerência óptica na avaliação da estrutura anatômica macular em olhos com a cavidade vítrea preenchida por óleo de silicone. MÉTODOS: Estudo observacional descritivo de 28 (vinte e oito) pacientes submetidos a vitrectomia com utilização de óleo de silicone como substituto vítreo. Estes pacientes foram avaliados pela biomicroscopia, oftalmoscopia indireta e pela tomografia de coerência óptica. RESULTADO: Todos os pacientes apresentaram retina aplicada no pós-operatório. A realização da tomografia de coerência óptica não apresentou dificuldade técnica na sua execução. O "cisto" de retina, membrana epi-retiniana e buraco lamelar foram apenas detectados na tomografia de coerência óptica. CONCLUSÃO: A tomografia de coerência óptica demonstrou boa eficácia para detectar alterações maculares em olhos com óleo de silicone. Assim, evidenciamos que é factível a execução deste exame e que este pode nos ajudar a diagnosticar alterações subclínicas no pós-operatório nestes pacientes.
Keywords: Óleos de silicone; Vitrectomia; Tomografia de coerência óptica; Retina; Descolamento retiniano
Abstract
OBJETIVO: O Ki-67 é antígeno nuclear que se expressa em todas as fases do ciclo celular, exceto no período de repouso. Este é um estudo de casos com correlação clínico-patológica que visa avaliar a taxa de proliferação celular, medida pelo antígeno Ki-67, em 2 olhos enucleados com retinoblastoma. MÉTODOS: Um paciente com retinoblastoma unilateral familiar (mãe com doença unilateral - paciente 1) e outro com retinoblastoma unilateral esporádico (paciente 2) foram submetidos à enucleação ocular sem outro tratamento prévio. A taxa de proliferação celular foi avaliada segundo índice obtido pela contagem de células marcadas com Ki-67, em 5 campos sob microscópia óptica (células marcadas/100 células). RESULTADOS: O paciente 1, com 23 meses de idade, apresentou tumor exofítico com neovascularização de íris associada; o paciente 2, de 6 anos, apresentou tumor de crescimento endofítico, com sementes vítreas importantes. Ambos os olhos enucleados apresentaram margens cirúrgicas do nervo óptico livres de neoplasia. O índice de células positivas no paciente 1 variou de 75 a 90 (Média ± DP: 79,5 ± 6,61), e no paciente 2, de 38 a 60 (Média ± DP: 46,6 ± 8,2). O retinoblastoma familiar, além de sua manifestação em idade mais precoce, apresentou 45,8% mais células positivas que o retinoblastoma esporádico com o mesmo estadiamento. CONCLUSÃO: O retinoblastoma familiar, além de surgimento mais precoce, apresentou 45,8% mais células em proliferação que o retinoblastoma esporádico em mesmo estádio. Essa taxa de proliferação pode explicar a menor idade de aparecimento do tumor nos casos de doença herdada.
Keywords: Neoplasias da retina; Retinoblastoma; Proliferação de células; Fragmentação de DNA; DNA de neoplasias; Antígenos Ki-67
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a sensibilidade ao contraste na retinopatia diabética (RD) tratada por panfotocoagulação com laser de argônio. MÉTODOS: Estudo prospectivo de portadores de retinopatia diabética e acuidade visual de 20/20, tratados com panfotocoagulação retiniana, conforme critérios do ETDRS. Os pacientes foram submetidos, inicialmente, a exame oftalmológico completo e teste de sensibilidade ao contraste (Vision Contrast Test System). Após 3 meses do tratamento, foram reavaliados por meio da acuidade visual e sensibilidade ao contraste. RESULTADOS: A amostra foi composta por 28 pacientes (28 olhos), todos portadores de diabetes tipo 2. A idade variou entre 45 a 77 anos (média de 57,8 ± 8,0), sendo 19 pacientes (67,9%) do sexo masculino e 9 (32,1%) do feminino. Quanto ao tipo de retinopatia, 18 (64,3%) apresentavam RD proliferativa e 10 (35,7%), RD não proliferativa muito grave. Não foi observada nenhuma alteração na acuidade visual pós-tratamento. Quanto à sensibilidade ao contraste, não houve alteração entre o pré e pós-tratamento em todas freqüências espaciais avaliadas: 1,5 (p=0,191); 3,0 (p=0,850); 6,0 (p=0,374); 12,0 (p=0,674) e 18,0 (p=0,443). CONCLUSÃO: Não foi evidenciada alteração significante na sensibilidade ao contraste de portadores de retinopatia diabética após panfotocoagulação com laser de argônio no período estudado.
Keywords: Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Coagulação por laser; Diabetes mellitus; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito da aplicação intravítrea de triancinolona na espessura macular medida pela tomografia de coerência óptica (Stratus-OCT), pressão intra-ocular e acuidade visual no tratamento do edema macular diabético não responsivo ao tratamento prévio com fotocogulação a laser, no período de 6 meses. MÉTODOS: Foram estudados 21 indivíduos (22 olhos) submetidos a exame oftalmológico completo, medida da acuidade visual, pressão intra-ocular e análise pela tomografia de coerência óptica, tratados previamente com no mínimo 2 sessões de laser. Os indivíduos participantes do estudo foram tratados com aplicação intravítrea de acetato triancinolona na dose de 4 mg / 0,1 ml. As visitas de acompanhamento foram agendadas no 1º dia pós-aplicação, 1º, 3º e 6º meses. Foram estudados o resultado visual e anatômico assim como as possíveis complicações relacionadas com o procedimento da aplicação intravítrea. RESULTADOS: O estudo demonstrou redução significativa da espessura macular média analisada pelo OCT nos 1º, 3º e 6º meses pós-aplicação (p=0,001), acompanhado de melhora da acuidade visual média (p<0,001). A espessura macular central média ± DP na primeira visita foi de 399 ± 121 µm e diminuiu em 39,9% (239 ± 53 µm) no primeiro mês (p<0,001), 35,5% (255 ± 93 µm) no terceiro mês (p<0,001) e 18,1% (326 ± 135 µm) no sexto mês (p=0,001). A melhora da acuidade visual média foi de 18 e 16 letras na tabela ETDRS nos 3º e 6º meses respectivamente. As complicações relatadas foram o aumento da pressão intra-ocular em 7 olhos (33,3% casos). CONCLUSÕES: Foi observada redução da média das espessuras da retina ao longo de todo o tempo de acompanhamento, com aumento significante da espessura macular entre o 3º e 6º mês. Foi observado melhora estatisticamente significante da média da acuidade visual ao final do acompanhamento, porém não houve melhora entre o 3º e 6º mês.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular cistóide; Triancinolona; Injeções; Corpo vítreo; Tomografia de coerência óptica; Macula lútea; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar função e estrutura macular de pacientes submetidos a cirurgia de descolamento regmatogênico da retina. MÉTODOS: Estudo prospectivo de pacientes submetidos a retinopexia pneumática ou introflexão escleral com seguimento feito por meio de exame oftalmológico completo e tomografia de coerência óptica. RESULTADOS: A amostra foi composta por 14 olhos (14 pacientes), sendo 10 (71,4%) submetidos a introflexão escleral e 4 (28,6%), a retinopexia pneumática. A idade variou entre 24 e 59 anos, média de 39,3 anos. Houve correlações negativas entre a acuidade visual final e a idade (r= -0,64 e p= 0,0127) e entre a acuidade visual final e o tempo de descolamento (r= -0,54 e p= 0,0447). Houve correlação positiva entre as acuidades visual do seguimento inicial e final (r= 0,69 e p= 0,0059). Na tomografia de coerência óptica, quatro olhos (28,6%) apresentaram descolamento residual na fóvea, com resolução espontânea e melhora na acuidade visual (p= 0,031); não houve relação entre tempo de resolução e acuidade final (p= 0,5546). CONCLUSÃO: Os resultados mostram que quanto mais jovem o paciente e mais precoce a intervenção cirúrgica, melhor acuidade visual final. Adicionalmente, quanto maior acuidade no início do pós-operatório, melhor acuidade final. Todos os casos de descolamento foveal evidenciados por meio da tomografia de coerência óptica, no pós-operatório, cursaram com reabsorção do líquido subfoveal e melhora da visão.
Keywords: Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Macula lútea; Complicações pós-operatórias; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
As drogas anti-angiogênicas foram introduzidas recentemente no arsenal terapêutico das membranas neovasculares coroidais. O objetivo deste relato é descrever um caso de membranas neovasculares coroidais oculta com extenso descolamento do epitélio pigmentado da retina, tratada com bevacizumab (Avastin®) intravítrea. A eficácia da medicação foi avaliada por meio da acuidade visual e de exames complementares (angiografia fluoresceínica, videoangiografia com indocianina verde e tomografia de coerência óptica). Após três injeções intravítreas de bevacizumab, obteve-se uma resposta anatômica e visual satisfatória, denotando benefícios da droga, apesar do extenso descolamento do epitélio pigmentado da retina associada a membranas neovasculares coroidais oculta.
Keywords: Degeneração macular; Mácula lútea; Neovascularização coroidal; Neovascularização coroidal; Inibidores de angiogênese; Fatores de crescimento do endotélio vascular; Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Feminino; Humanos; Idoso; Relatos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar dano estrutural macular na doença de Stargardt por meio da tomografia de coerência óptica, correlacionando-o com acuidade visual e duração da doença. MÉTODOS: Foram incluídos portadores da doença de Stargardt, submetidos à medida da acuidade visual (logMAR) e exames complementares (retinografia, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica). Todos os casos foram reexaminados para confirmação diagnóstica, sendo determinada duração da doença. O grupo controle foi composto pelo mesmo número de casos, pareados por sexo, idade e sem qualquer alteração oftalmológica. RESULTADOS: A amostra foi composta por 22 pacientes (44 olhos), sendo 11 (50%) do sexo masculino e 11 (50%), do feminino. A duração da doença variou de 3 a 21 anos (média de 11,4 ± 5,3 anos). Os grupos não apresentaram diferença significante na idade (p=0,98) e no sexo. O grupo caso apresentou valores de espessura macular na tomografia de coerência óptica significativamente menores em relação ao grupo controle (p<0,001). Foi evidenciada correlação negativa entre duração da doença e espessura macular na tomografia de coerência óptica (r=-0,57 e p=0,005). Houve correlação positiva entre duração da doença e acuidade visual (r=0,50 e p=0,0167) e correlação negativa entre acuidade visual e espessura macular na tomografia de coerência óptica (r=-0,83 e p=0,0001). CONCLUSÃO: Evidenciou-se que portadores da doença de Stargardt possuem menor espessura macular quando comparados a indivíduos normais, e esta redução está relacionada com tempo de duração da doença. Adicionalmente, tanto a espessura quanto a duração da doença influenciam no prognóstico visual dos pacientes.
Keywords: Retina; Macula lútea; Degeneração retiniana; Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar alterações na camada de fibras nervosas da retina na retinopatia diabética tratada por panfotocoagulação com laser de argônio. MÉTODOS: Estudo prospectivo de portadores de retinopatia diabética submetidos a panfotocoagulação retiniana. Inicialmente, foram realizados exame oftalmológico completo e tomografia de coerência óptica. Todos pacientes foram submetidos a panfotocoagulação em um dos olhos. A camada de fibras nervosas foi avaliada por meio da tomografia de coerência óptica na 1ª semana, no primeiro, terceiro e sexto meses do tratamento. RESULTADOS: A amostra foi composta por 27 pacientes (27 olhos) portadores de diabetes mellitus tipo 2. A idade variou entre 41 e 64 anos (média de 53,7 ± 6,2 anos), sendo 10 (37%) pacientes do sexo masculino e 17 (63%) do feminino. Quanto ao tipo de retinopatia, 22,2% apresentavam RD proliferativa e 77,8%, RD não proliferativa muito grave. Houve aumento significante nas medidas da espessura da camada de fibras nervosas, permanecendo nos setores temporal, 3 e 4 horas após seis meses de seguimento. Não foi observada qualquer redução na espessura em todos parâmetros analisados. CONCLUSÃO: Não foi evidenciada, a curto e médio prazo, redução na espessura da camada de fibras nervosas em portadores de retinopatia diabética tratada por panfotocoagulação que possa ser identificável por meio da tomografia de coerência óptica. Por outro lado, alguns setores mostraram aumento na espessura durante o seguimento.
Keywords: Fibras nervosas; Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Coagulação por laser; Diabetes mellitus; Glaucoma; Tomografia de coerência óptica
Abstract
OBJETIVOS: Pesquisa experimental, com laser de diodo infravermelho, para estimar a segurança, a reprodutibilidade e a permeabilidade da parede ocular à sua atuação clínica, quando aplicado via transescleral, em condições de baixa visibilidade. MÉTODOS: Submetemos olhos de coelhos pigmentados da raça Nova Zelândia à fotocoagulação retiniana por laser de diodo infravermelho. No olho direito, realizamos fotocoagulação via transescleral sob parâmetros de potência e tempo pré-determinados clinicamente. No olho esquerdo, foram repetidos os mesmos valores da potência e tempo usados no olho direito, desta vez, via transpupilar. Imediatamente e após 2 meses, estudos clínicos baseados na retinografia e histopatológicos foram realizados. RESULTADOS: A permeabilidade da parede ocular, quando da aplicação do laser de diodo infravermelho via transescleral, variou entre 58,95 e 63,87%. A média da permeabilidade da parede ocular a 300 mW (63,14%) mostrou-se significativamente superior àquela da permeabilidade da parede ocular encontrada a 500 mW (59,11%), (P<0,05). CONCLUSÕES: Este estudo sugere a existência da relação dose-resposta em relação aos parâmetros empregados na aplicação do laser de diodo infravermelho via transescleral, com permeabilidade da parede ocular mensurável e reprodutível. Nenhuma rotura, hemorragia ou descolamento da retina ou vítreo foi constatado aos exames subseqüentes às aplicações do laser de diodo infravermelho, o que torna o uso da fotocoagulação via transescleral, no modelo experimental, seguro, mesmo sob condições de baixa visibilidade dos meios.
Keywords: Retina; Doenças retinianas; Coagulação por laser; Fotorreceptores; Epitélio pigmentado ocular; Baixa visão; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Relação dose-resposta em radiação; Animais; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Comparar espessura macular e acuidade visual em pacientes portadores de retinopatia diabética, com e sem edema de mácula, submetidos à panfotocoagulação retiniana com laser de argônio. MÉTODOS: Os pacientes foram classificados em dois grupos antes do tratamento, sendo submetidos a exame oftalmológico e tomografia de coerência óptica. Todos os pacientes foram tratados com panfotocoagulação. O resultado foi avaliado por meio da acuidade visual no 3º mês e pela tomografia de coerência óptica na 1ª semana, nos 1º e 3º meses do tratamento. RESULTADOS: A amostra foi composta por 37 pacientes (37 olhos). Grupo 1 foi constituído por 29 portadores de retinopatia diabética sem edema macular e Grupo 2, por 8, com edema. Os grupos não apresentaram diferenças na idade, sexo e nas médias de disparos da panfotocoagulação. Os grupos apresentaram diferença na acuidade visual (p<0,001), sendo que o Grupo 2 teve piora da visão após tratamento (p<0,001). Quanto à espessura macular na tomografia de coerência óptica, o Grupo 2 apresentou médias de espessuras maculares maiores (p<0,001) e maior variabilidade entre os momentos avaliados. CONCLUSÃO: Evidenciou-se que portadores de retinopatia diabética com edema macular evoluíram com variação acentuada na espessura macular e perda visual após a panfotocoagulação. Naqueles sem edema, observou-se aumento na espessura macular ao longo do seguimento, porém sem repercussões funcionais.
Keywords: Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Edema macular cistóide; Coagulação por laser; Diabetes mellitus; Acuidade visual; Tomografia de coerência óptica
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da triancinolona como marcador vítreo na vitrectomia 3D para tratamento da tração vitreomacular do diabetes. MÉTODOS: Realizou-se um estudo prospectivo intervencionista numa série de portadores de tração vitreomacular sintomática. Na avaliação pré e pós-operatória foram realizadas a medida da acuidade visual, retinografia, pressão intra-ocular e tomografia de coerência óptica. Todos pacientes foram submetidos à vitrectomia pelo mesmo cirurgião (OOMJ). No intra-operatório, utilizou-se triancinolona como marcador vítreo. Os parâmetros do vitreófago (Accurus 800CS, Alcon) foram programados no sistema 3D (dual dynamic drive), sendo utilizadas lentes de contato (grande angular e plana) para visibilização. Realizou-se circuncisão vítrea periférica 360° com alto corte, desfazendo cuidadosamente as adesões vitreomaculares no pólo posterior por meio de gancho ou pinças vítreo-retinianas adequadas. RESULTADOS: A amostra foi composta por cinco pacientes (cinco olhos) consecutivos com tração vitreomacular sintomática. Três eram do sexo feminino e dois, do masculino. A idade variou de 54 a 71 anos (média de 62,6 ± 6,3 anos). Durante o procedimento cirúrgico, os locais de tração vitreomacular foram identificados com boa visibilidade após aplicação da triancinolona. Não foram observadas intercorrências tanto no intra quanto no pós-operatório. Houve melhora estatisticamente significante na acuidade visual após procedimento cirúrgico (p=0,0313). CONCLUSÃO: A triancinolona tem ação facilitadora no tratamento cirúrgico da tração vitreomacular, por melhorar visibilização tanto do humor vítreo quanto da interface vítreo-retina. A cirurgia de vitrectomia 3D, guiada por triancinolona, mostrou-se ser um procedimento eficiente nesses casos.
Keywords: Corpo vítreo; Vitrectomia; Macula lútea; Triancinolona; Complicações pós-operatórias; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
Os autores descrevem um paciente portador de descolamento macular secundário à fosseta congênita do nervo óptico no olho direito, submetido à vitrectomia, drenagem do fluido sub-retiniano, perfluorcarbono, endolaser e gás perfluoropropano (C3F8). Foi retirada amostra do humor vítreo para análise comparativa com o fluido sub-retiniano. São apresentadas retinografia, tomografia de coerência óptica e ilustrações do procedimento cirúrgico. Após 6 meses da cirurgia, houve resolução do descolamento evidenciada por meio da tomografia de coerência óptica. A acuidade visual melhorou de 20/400 para 20/30. A técnica cirúrgica utilizada pode ter melhorado os resultados obtidos. Adicionalmente, a análise bioquímica qualitativa e comparativa do fluido sub-retiniano e do vítreo mostrou composição semelhante. Apesar das limitações técnicas, esta análise pode corroborar na fisiopatogênese da doença, sugerindo que o fluido sub-retiniano pode ser originado da cavidade vítrea na fosseta congênita de papila.
Keywords: Nervo óptico; Corpo vítreo; Vitrectomia; Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos
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