Showing of 1 until 20 from 29 result(s)
Search for: Carlos G. Arce
Abstract
Objetivo: Determinar a incidência e a etiologia dos casos de uveítes em Curitiba-PR. Métodos: Foram estudados 68 casos de uveítes em Curitiba, PR, atendidos no ambulatório de oftalmologia no período de janeiro a abril de 1998 procurando estabelecer o diagnóstico a partir de ampla investigação clínica e laboratorial. Resultados: Em nosso estudo, constatamos que a uveíte posterior foi a mais encontrada (49%), seguindo-se a panuveíte (29%) e, com menor freqüência, a uveíte anterior (22%). A etiologia mais freqüente para as uveítes posteriores foi a toxoplasmose, responsável por 88% dos casos. Entre as panuveítes, novamente a toxoplasmose prevaleceu, com 85% e, dentro das uveítes anteriores, a principal causa foi a espondilite anquilosante com 20%. Conclusão: Em Curitiba, há um predomínio de uveítes posteriores e panuveítes, sendo a causa mais comum a toxoplasmose. No entanto, enfatiza-se que existem outras causas importantes de uveítes que devem ser lembradas pelo oftalmologista na investigação clínica.
Keywords: Uveíte; Toxoplasmose; Etiologia
Abstract
Objetivo: Transposição vertical dos músculos retos horizontais é a técnica de eleição para as anisotropias verticais em que não há disfunção de músculos oblíquos que as justifique. O objetivo foi avaliar o resultado das transposições efetuadas e identificar quais os fatores determinantes do resultado, para estabelecer-se relação que informe a magnitude da transposição que deva ser realizada para determinada magnitude de anisotropia. Métodos: Avaliaram-se retrospectivamente 43 pacientes portadores de anisotropias em A ou V, associado a estrabismos horizontais essenciais, sem disfunção de músculos oblíquos, submetidos à transposição vertical bilateral e simétrica dos músculos retos horizontais Resultados: 81,4% dos pacientes apresentavam esotropia com forma em A. A média das anisotropias situou-se em torno das 19 DP e a maior parte das transposições foi de 4mm, obtendo-se 66,7 a 79,5% de sucesso, isto é, casos com anisotropias residuais em A até 5 DP ou V até 10 DP. A correção da anisotropia correlaciona-se intensamente com a magnitude da anisotropia pré-operatória e com a magnitude da transposição efetuada, sobretudo com aquela, sugerindo assim ser o procedimento auto-ajustável. A equação linear com as 3 variáveis mostrou-se clinicamente incoerente e foi, portanto, abandonada. Conclusões: A transposição vertical e simétrica dos músculos retos horizontais é eficaz para o tratamento das anisotropias verticais sem disfunção de oblíquos, sendo este resultado estável em seguimento prolongado.
Keywords: Transposição; Anisotropia
Abstract
Pacientes que fazem uso de cloroquina ou hidróxi-cloroquina, drogas que são freqüentemente administradas para o tratamento de artrite reumatóide, lúpus eritrematoso ou malária, podem sofrer alterações na visão de cores e na sensibilidade de contraste. O presente estudo avaliou a função visual destes pacientes em um estudo conjunto da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, e da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. Trinta e dois pacientes usuários de cloroquina sem alterações no exame de fundo de olho foram avaliados em São Paulo (n=10, 38 a 71 anos, média=55,8 anos) e em Belém (n=22, 20 a 67 anos, média=40 anos). A dose acumulada de cloroquina prescrita foi de 45 a 430 g (média=213 g; dp=152 g) para o grupo de São Paulo, e de 36 a 540 g (média=174 g; dp=183 g) para o grupo de Belém. Os testes foram realizados monocularmente com o estado refracional corrigido. A discriminação de cor foi avaliada utilizando o Teste de Cor de Cambridge (CCT): o limiar de discriminação de cor foi mensurado primeiro nos eixos protano, deutano e tritano, e em seqüência, três elipses de MacAdam foram determinadas. A visão de cores dos pacientes também foi avaliada com testes de arranjo de cores: o teste de 100 matizes de Farnsworth-Munsell (FM100), o D15 de Farnsworth-Munsell, e o teste Lanthony Dessaturado (D15d). A sensibilidade de contraste foi também medida com grades senoidais preto-e-brancas em 22 pacientes. Os resultados foram comparados com controles sem patologias oftalmológicasou neuro-oftalomológicas. 24 pacientes apresentaram discromatopsia adquirida, com perdas seletivas (11 pessoas) ou difusas (13 pessoas). Embora as perdas estivessem presentes no FM100, não houve correlação entre o escore de erro do FM100 e a área elíptica medida pelo CCT. Além disso, três pacientes que tiveram escores normais no FM100 falharam para alcançar limiares normais no CCT. O teste de Lanthony foi menos sensível do que os outros dois testes, tal que falhou em indicar perda em cerca de metade dos pacientes afetados, e o D15 foi o teste menos sensível, deixando de indicar déficits em 9 de 10 pacientes. A sensibilidade de contraste esteve dentro dos valores normais para pacientes submetidos a este teste. A extensão das perdas na discriminação de cores foi positivamente correlacionada com a dose acumulada. O CCT é recomendado para o acompanhamento destes pacientes, pois forneceu dados quantitativos que podem ser diretamente interpretados no espaço cromático da CIE (Commission Internationelle d'Éclairage).
Keywords: Cloroquina; Retinopatia; Visão de cores; Sensibilidade de contraste; Neurotoxicologia; Bateria de testes neurocomportamentais; Discromatopsia
Abstract
Keywords:
Abstract
Objetivo: Descrever novo método de medida da posição anômala da cabeça (PAC) usando celular.
Métodos: Foi utilizado o recurso de rotação de fotografias do aplicativo fotos do iPhone®. Com paciente em uma cadeira, foram fixadas duas faixas, uma horizontal, na parede ao fundo e outra sagital sobre o assento. Fotografias: frontal (1 A e 1 B), com a cabeça inclinada sobre um ombro, e superior (1 C e 1 D), visualizando testa e nariz. Também fotografada uma folha sulfite com duas retas desenhadas formando um ângulo de 32º. Trinta examinadores foram orientados a mensurar a rotação necessária para alinhar os pontos de referência com os eixos ortogonais. Para estabelecer medidas de referência a serem comparadas com aquelas obtidas pelos examinadores, foram acrescentadas digitalmente linhas azuis nas fotos frontal e superior.
Resultados: Na foto da folha de papel (p=0,380 e a=5%), os valores observados não diferem estatisticamente do valor conhecido de 32º. Média das medidas: foto frontal 1A, 22,8 ± 2,77, frontal 1B, 21,4 ± 1,61, superior 1C, 19,6 ± 2,36 e superior 1D, 20,1±2,33. A média das diferenças das medidas na foto frontal 1A foi de -1,88 (IC 95% -2,88 a -0,88), frontal 1B de -0,37 (IC 95% -0,97 a 0,17), superior 1C de 1,43 (IC 95% 0,55 a 2,24) e superior 1D foi 1,87 (IC 95% 1,02 a 2,77).
Conclusões: O método utilizado neste estudo para medida da posição anômala da cabeça é reprodutível e apresenta variação máxima de 2,88º nas posições anômalas da cabeça ao redor do eixo X e 2,77º do Y.
Keywords: Smartphone; Estrabismo; Nistagmo fisiológico; Cabeça; Torcicolo
Abstract
Keywords:
Abstract
Objetivo: Análise dos resultados cirúrgicos da correção dos estrabismos horizontais em portadores de alta miopia, em pacientes do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Métodos: Foram estudados os prontuários de 24 pacientes esotrópicos e 17 exotrópicos, portadores de miopia maior que 6,00 DE operados para correção do estrabismo. Consideramos como bons resultados cirúrgicos desvios residuais entre esotropia e exotropia de 10delta. Resultados: Observou-se grande incidência de maus resultados entre os pacientes esotrópicos altos míopes. Conclusão: Concluímos que existe uma tendência a piores resultados cirúrgicos nos pacientes esotrópicos com miopia maior que -6,00 DE, em comparação com esotrópicos com erro refrativo entre -0,75 DE e +3,50 DE.
Keywords: Estrabismo; Miopia; Exotropia; Esotropia; Cirurgia
Abstract
O objetivo deste trabalho é relatar dois casos de cegueira cortical atendidos no serviço de urgência da Clínica de Olhos da Santa Casa de Belo Horizonte. A cegueira cortical é uma condição clínica rara e bilateral, de causa isquêmica, caracterizada por lesão no córtex cerebral. Nos presentes casos, o diagnóstico foi feito pela sintomatologia clínica, pelos achados oftalmológicos e pelas alterações obtidas por imagem. Em ambos houve evolução rápida da doença, com perda visual súbita importante. O acompanhamento oftalmológico não revelou melhora significativa da acuidade visual final. A baixa acuidade visual é um sinal importante em oftalmologia e deve ser avaliada com cautela e atenção, visto que pode ser causada pela cegueira cortical, condição rara, grave e ainda pouco estudada no nosso meio.
Keywords: Cegueira cortical; Tomografia computadorizada por raios x; Transtornos da visão; Relato de caso
Abstract
Objetivo: Desenvolvimento de metodologia para avaliar a torção ocular reflexa. Métodos: Modificações no ceratômetro de Hemholtz. que permitem a avaliação da ceratometria de ambos os olhos na posição primária do olhar e durante as inclinações laterais da cabeça, para a direita e para a esquerda a 30 graus. Foram examinados um total de 16 pacientes e 32 olhos com astigmatismo refracional de 0,50 a 3,50 dioptrias (média de 1,18 ± 0,61). Resultados: Registrou-se intorção reflexa semelhante no olho direito e esquerdo (5,22 ± 3,91 para olho esquerdo e 5,31 ± 4,23 para olho direito). O mesmo ocorreu com os valores de extorção reflexa (7,84 ± 4,79 para olho esquerdo e 7,78 ± 4,09 para olho direito). Conclusão: As modificações no ceratômetro de Helmholtz permitiram a observação e quantificação da torção ocular reflexa em pacientes com astigmatismo, através de metodologia inédita e de fácil reprodutibilidade.
Keywords: Astigmatismo; Reflexo vestibulo-ocular; Movimentos oculares; Torção ocular; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o poder dióptrico da porção central da córnea normal. MÉTODOS: Análise retrospectiva da topografia por varredura de fenda de luz e disco de Plácido em 30 olhos normais. RESULTADOS: Os poderes médios ceratométrico, anterior, da espessura e total; ópticos ceratométrico e total; axiais ceratométrico e total; tangencial total, equivalente e a soma do poder médio de ambas superfícies foram semelhantes (p>0,8361) nas quatro áreas centrais analisadas (0,04, 1, 3 e 5 mm de diâmetro). O poder médio posterior diminuiu de -6,62 D até -6,35 D (p=0,0030). A espessura média aumentou de 524 µm até 554 µm (p=0,0231), representando 0,13 D do poder total da córnea. Os poderes óptico (p<0,0167), axial (p<0,0099) e médio (p<0,0030) ceratométricos foram aproximadamente 1,50 D mais positivos que os respectivos poderes totais. O poder médio total foi igual ao poder equivalente (p>0,4907) e à soma do poder de ambas superfícies (p>0,3868). O poder médio anterior foi ao redor de 7,5 vezes maior que o poder médio posterior. CONCLUSÕES: O poder real da córnea calculado usando ambas superfícies, sua espessura e os índices de refração fisiológicos é menor que o poder convencionalmente aceito e determinado pela medição da curvatura da superfície anterior e o índice de refração ceratométrico da córnea (F Keywords: Córnea; Topografia da córnea; Refração ocular; Lentes intra-oculares
Abstract
OBJETIVO: Constatar a presença do azul de Evans na córnea normal estipulando o período de tempo de concentração máxima do corante após inoculação endovenosa e estudar a permeabilidade vascular em modelo animal da inflamação corneal induzida por queimadura química por meio de injeção de azul de Evans. MÉTODOS: Cinquenta coelhos foram divididos em 3 grupos: Grupo I (25 animais): injetou-se 20 mg/kg de azul de Evans e os animais foram sacrificados após 8, 10, 12, 14 e 16 horas. Retirou-se a córnea e quantificou-se o corante por meio de micrométodo espectrofotométrico. Grupo II: em 15 animais injetou-se o corante e, após 10 horas, fragmentou-se centralmente o tecido com trépanos de 6, 8 e 10 mm. Procedeu-se à extração do azul de Evans da mesma forma que no grupo I. Grupo III: induziu-se queimadura na córnea do olho direito de 10 animais com NaOH a 1 N. Cinco dias após o procedimento, os animais foram sacrificados, sendo que, 10 horas antes do sacrifício, foi inoculado o azul de Evans para que posteriormente se pudesse quantificá-lo. A córnea esquerda serviu como controle. RESULTADOS: No grupo I, a média da concentração do azul de Evans às 10 h. foi de 15,28 ± 0,09 mg/mg. No grupo II, as médias das concentrações do corante foram: 6 mm: 0,93 ± 0,01mg/mg; 8 mm: 1,20 ± 0,06 mg/mg; 10 mm: 1,32 ± 0,05 mg/mg. No grupo III, as médias das concentrações do azul de Evans foram: olho direito (queimadura): 23,74 ± 2,64 mg/mg e olho esquerdo (controle): 16,71 ± 2,04 mg/mg. CONCLUSÕES: Quantificou-se o azul de Evans pela primeira vez na córnea de coelhos e constatou-se que, após 10 horas de inoculação endovenosa, o corante atingiu seu pico de concentração no tecido. Concluiu-se que o azul de Evans serve como bom método de quantificação da permeabilidade vascular alterada na córnea de coelhos.
Keywords: Azul de Evans; espectrofotometria; Permeabilidade; Córnea; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Descrever os sistemas eletrônicos de comunicação utilizados por um paciente com esclerose lateral amiotrófica (ELA) e a doença oftal-mológica apresentada por um grupo de pacientes gravemente incapacitados. A partir deste relato, revisamos as manifestações oftalmológicas da esclerose lateral amiotrófica, os sistemas de comunicação não convencionais e a importância do atendimento domiciliar e da comunicação no tratamento destes pacientes. MÉTODOS: Relato de casos clínicos, descrição de equipamento e revisão da literatura. RESULTADOS: O paciente com esclerose lateral amiotrófica apresentou sintomas de origem bulbar, comprometimento da musculatura respiratória e dos membros, com musculatura ocular extrínseca parcialmente poupada, intelecto e estado de consciência intactos. Utilizando a mobilidade facial e a ocular, equipamento eletrônico e computador, ele conseguiu comunicar-se e trabalhar como desenhista gráfico. Atualmente, o tratamento paliativo recomendado para pacientes crônicos acamados é prestado por equipes multi-profissionais como a Assistência Domiciliar da Unimed-Campinas (ADUC). A doença oftalmológica encontrada neles é diversa. CONCLUSÕES: A esclerose lateral amiotrófica, assim como outras doenças crônicas podem deteriorar drasticamente a qualidade de vida. O seu tratamento e planejamento de custos de longo prazo devem proporcionar a maior autonomia possível, boa comunicação e meio ambiente digno e adequado, visando à saúde física e psicológica dos pacientes e a de seus familiares. O oftalmologista deve estar preparado para formar parte deste atendimento. Medidas simples, como piscar diante uma cartela, ou sofisticadas, como usar computador, são úteis e possibilitaram a "comunicação visual" dos pacientes, isto é, a expressão de idéias e pensamentos mediante os olhos e as pálpebras.
Keywords: Esclerose lateral amiotrófica; Manifestações oculares; Comunicação não verbal; Cinesia; Informática médica; Serviços de assistência domiciliar; Movimentos sacádicos; Computadores
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a prevalência de estrabismo do município de Natal, entre os estudantes de I e II graus das escolas públicas e privadas, e detectar os possíveis fatores etiológicos. MÉTODO: 1024 alunos foram escolhidos de forma aleatória, sendo submetidos a um questionário e a um exame oftalmológico completo, pelos médicos docentes e residentes em Oftalmologia da UFRN. RESULTADOS: Dos 1024 estudantes, foram analisados 1015; 29 eram portadores de estrabismo (2,9%), sendo 20 com exotropia manifesta (2%), 2 com exotropia intermitente (0,2%), 6 com esotropia (0,6%) e 1 com anisotropia em V (0,1%). CONCLUSÕES: A prevalência de estrabismo da população de estudantes de Natal é semelhante a estudos de prevalência publicados anteriormente. Em apenas um dos estudantes havia lesão ocular (cicatriz de retinocoroidite em pólo posterior de ambos os olhos) causando estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Saúde ocular; Serviços de saúde escolar; Estudantes
Abstract
OBJETIVO: Determinar a retenção de conhecimento teórico ao longo dos anos, após a aprovação para o título de especialista em oftalmologia. MÉTODOS: Foram selecionados aleatoriamente três grupos, com sete médicos cada, entre ex-residentes do Departamento de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas. Os médicos do grupo 1 tinham sido aprovados para o título de especialista em oftalmologia do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) há um ano, os do grupo 2 há cinco anos e os do grupo 3 há dez anos. Cada oftalmologista respondeu um teste escrito composto por 25 questões escolhidas aleatoriamente entre as provas aplicadas pelo CBO entre os anos 1994 e 2003. Cada questão valeu 4 pontos de um total de 100 possíveis. RESULTADOS: A média de idade dos grupos 1, 2 e 3 foi de 27, 30 e 36 anos, respectivamente. Preponderância do sexo masculino ocorreu em todos os grupos. A média de acertos do grupo 1 foi de 88 pontos, do grupo 2 foi de 77 pontos e do grupo 3 foi de 64 pontos (p<0,05). CONCLUSÕES: Houve diminuição significativa da retenção de conhecimento teórico ao longo dos anos, após a aprovação para o título de especialista em oftalmologia.
Keywords: Educação médica continuada; Competência clínica; Oftalmologia; Ensaios controlados aleatórios; Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Abstract
OBJETIVO: Medir a espessura retiniana pela tomografia de coerência óptica (OCT) no edema macular angiográfico do pseudofácico (ACME). MÉTODOS: Trabalho prospectivo composto de um grupo de estudo com 36 olhos pseudofácicos, entre a 4ª e a 6ª semana de pós-operatório, submetidos ao mapa macular com a tomografia de coerência óptica 2 e à angiofluoresceinografia no mesmo dia e, um grupo controle com 22 olhos pseudofácicos com visão igual a 20/20 e no mínimo 6 meses de pós-operatório, submetidos apenas ao mapa macular com o tomografia de coerência óptica 2. Os critérios de exclusão foram diabetes e maculopatias e exames de qualidade insuficiente para análise. Os angiogramas foram divididos em 3 grupos segundo a intensidade do edema: Grupo I: nível 0 (ausência de edema macular angiográfico do pseudofácico); grupo II: níveis 1 e 2 (edema macular angiográfico do pseudofácico perifoveal incompleto e completo) e grupo III: níveis 3 e 4 (edema macular angiográfico do pseudofácico até um e maior que um diâmetro papilar de área). As nove zonas do mapa macular da tomografia de coerência óptica foram comparadas entre o controle os três subgrupos do grupo de estudo e, entre o grupo I e os grupos II e III. RESULTADOS: Dos 36 olhos do grupo de estudo, 23 (64%) foram classificados como grupo I, 10 (28%) como grupo II e 3 (8%) como grupo III. A espessura para a zona fóvea foi de 185±15 µm no grupo controle, de 189±24 µm no grupo I, de 213±33 µm no grupo II e de 455± 38 µm no grupo III. Diferenças significativas para esta região foram observadas entre o grupo controle ou grupo I e o grupo III para todas as zonas (p<0,01) e, entre o grupo I e o grupo II para a zona fóvea e a temporal interna (p<0,05). CONCLUSÃO: O programa de mapa macular da tomografia de coerência óptica 2 é útil para o diagnóstico de edema macular angiográfico do pseudofácico.
Keywords: Catarata; Edema macular cistóide; Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Retina
Abstract
OBJETIVO: Embora tenha sido proposto que a vasculatura retínica apresenta estrutura fractal, nenhuma padronização do método de segmentação ou do método de cálculo das dimensões fractais foi realizada. Este estudo objetivou determinar se a estimação das dimensões fractais da vasculatura retínica é dependente dos métodos de segmentação vascular e dos métodos de cálculo de dimensão. MÉTODOS: Dez imagens retinográficas foram segmentadas para extrair suas árvores vasculares por quatro métodos computacionais ("multithreshold", "scale-space", "pixel classification" e "ridge based detection"). Suas dimensões fractais de "informação", de "massa-raio" e "por contagem de caixas" foram então calculadas e comparadas com as dimensões das mesmas árvores vasculares, quando obtidas pela segmentação manual (padrão áureo). RESULTADOS: As médias das dimensões fractais variaram através dos grupos de diferentes métodos de segmentação, de 1,39 a 1,47 para a dimensão por contagem de caixas, de 1,47 a 1,52 para a dimensão de informação e de 1,48 a 1,57 para a dimensão de massa-raio. A utilização de diferentes métodos computacionais de segmentação vascular, bem como de diferentes métodos de cálculo de dimensão, introduziu diferença estatisticamente significativa nos valores das dimensões fractais das árvores vasculares. CONCLUSÃO: A estimação das dimensões fractais da vasculatura retínica foi dependente tanto dos métodos de segmentação vascular, quanto dos métodos de cálculo de dimensão utilizados.
Keywords: Fractais; Retina; Técnicas de diagnósticos e procedimentos; Biometria
Abstract
Keywords:
Abstract
A exotropia permanente (XT) acomete cerca de 1 a 2% da população. Seu tratamento é clínico: antiambliogênico e correção dos erros refrativos, e cirúrgico. O objetivo do tratamento cirúrgico é alinhar os olhos na posição primária do olhar, proporcionando melhor resultado estético. Há muito tempo diversos autores estudam os fatores pré, per e pós-operatórios relacionados ao resultado cirúrgico, uma vez que a taxa de sucesso varia de 60 a 80%. Ainda são poucos os estudos que comparam a presença de ambliopia como fator de influência no resultado final. OBJETIVO: Comparar o resultado cirúrgico dos pacientes amblíopes e não-amblíopes submetidos à cirurgia de correção de XT. MÉTODOS: Análise retrospectiva de 37 prontuários de pacientes amblíopes (Grupo A) e não-amblíopes (Grupo B) submetidos à correção cirúrgica de XT por retrocessoressecção monocular, sendo avaliados os registros pós-operatórios imediatos e tardios. Idade: grupo A 24,7 ± 14,2 anos, grupo B 22,6 ±18,6 anos; Desvio pré-operatório: grupo A 29,1± 7,2Δ, grupo B 28,4 ± 6,8Δ. RESULTADOS: A taxa de sucesso foi de 60% e 100% (p<0,05), no pós-operatório imediato e 50% e 82,3% (p=0,082), no pós-operatório final, nos grupos A e B, respectivamente. Não houve diferença significante quanto aos desvios pós-operatórios imediatos, tardios e variação do desvio. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que o grupo B mostrou melhor resultado no pós-operatório imediato; porém não houve diferença no resultado cirúrgico de correção de exotropia permanente entre pacientes amblíopes e não-amblíopes no período pós-operatório de seis meses.
Keywords: Exotropia; Ambliopia
Abstract
Anormalidades da pupila em pacientes com doença de Hansen, ocorrem mais comumente devido a irite crônica com perda do estroma iriano, miose, diminuição da reação à luz, e dificuldade de dilatação em resposta a colírios anticolinérgicos. Relatamos dois pacientes com doença de Hansen na forma lepromatosa que desenvolveram pupilas tônicas, caracterizadas por midríase, ausência de reação a luz e para perto e hipersensibilidade a fraca concentração de solução colinérgica. O exame revelou irite e atrofia iriana. Em ambos os casos a instilação de pilocarpina 0,1% causou miose nos olhos afetados. A pupila tônica tem sido relatada em muitas condições, mas sua associação com doença de Hansen ainda não havia sido descrita.
Keywords: Pupila tônica; Midríase; Hanseníase; Irite; Iris/lesões; Atrofia; Relato de casos
Abstract
Keywords:
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000