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Search for: Cataract extraction; Phacoemulsification; Anesthesia, local; Pain, postoperative; Pain measurement; Anesthetics, local; Pain; Comparative study
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a relação entre a incidência de complicações e reações emocionais durante a cirurgia de catarata sob anestesia tópica em pacientes funcionalmente monoculares.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, transversal, caso-controle de vinte e dois pacientes monoculares e dezenove controles pareados por idade e sexo . Dados demográficos foram analisados: idade, sexo e escolaridade. As cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião e durante o procedimento os sinais vitais dos pacientes (como pressão arterial sistêmica e frequência cardíaca) e eventos cirúrgicos (duração da cirurgia, movimentos corporais, sinais de aumento da pressão vítrea, dificuldade de realização da capsulorrexis e complicações) foram coletados. A acuidade visual pré e pós foi analisada. A distribuição normal dos dados foi confirmada com o teste de Shapiro-Wilk. Os dados foram expressos como média ± DP e porcentagem. A comparação dos diferentes testes clínicos entre os grupos foi realizada utilizando Student’s t-test e ANOVA com correção de Bonferroni. O qui-quadrado foi usado para comparar dados demográficos. Valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significante.
RESULTADOS: Este estudo incluiu vinte e dois olhos de 22 pacientes funcionalmente monoculares (6 homens e 13 mulheres) e dezenove olhos de 19 controles (11 homens e 11 mulheres). A média de idade foi de 73,05 ± 13,31 anos nos indivíduos monoculares e 69,74 ± 16,81 no controle. Considerando-se os sinais vitais não houve diferença significativa entre os grupos (p>0,05). Durante o procedimento, a percepção do cirurgião em relação aos movimentos excessivos de olho, pálpebra ou cabeça em ambos os grupos foi semelhante, assim como sinais de aumento da pressão vítrea (p=0,2 e p=0,1, respectivamente).
CONCLUSÃO: Este estudo sugere que é seguro realizar a extração de catarata com anestesia tópica em pacientes funcionalmente monoculares. Esses pacientes aparentemente se comportam de maneira semelhante aos pacientes binoculares.
Keywords: Facoemulsificação/psicologia; Capsulorrexe; Anestésicos locais; Acuidade visual
Abstract
PURPOSE: This study aimed to compare the safety and effectiveness of intraocular pressure reduction between micropulse transscleral cyclophotocoagulation and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation in patients with refractory primary open-angle glaucoma.
METHODS: We included patients with primary open angle glaucoma with at least 12 months of follow-up. We collected and analyzed data on the preoperative characteristics and postoperative outcomes. The primary outcomes were a reduction of ≥20% of the baseline value (criterion A) and/or intraocular pressure between 6 and 21 mmHg (criterion B).
RESULTS: We included 128 eyes with primary open-angle glaucoma. The preoperative mean intraocular pressure was 25.53 ± 6.40 and 35.02 ± 12.57 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The mean intraocular pressure was reduced significantly to 14.33 ± 3.40 and 15.37 ± 5.85 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups at the last follow-up, respectively (p=0.110). The mean intraocular pressure reduction at 12 months was 11.20 ± 11.46 and 19.65 ± 13.22 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The median preoperative logMAR visual acuity was 0.52 ± 0.69 and 1.75 ± 1.04 in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The mean visual acuity variation was -0.10 ± 0.35 and -0.074 ± 0.16 in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation, respectively (p=0.510). Preoperatively, the mean eye drops were 3.44 ± 1.38 and 2.89 ± 0.68 drugs in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p=0.017), but those were 2.06 ± 1.42 and 1.02 ± 1.46 at the end of the study in the slow cook” and micropulse transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The success of criterion A was not significant between both groups. Compared with 11 eyes (17.74%) in the slow cook” transscleral cyclophotocoagulation group, 19 eyes (28.78%) in the micropulse transscleral cyclophotocoagulation group showed complete success (p=0.171). For criterion B, 28 (42.42%) and 2 eyes (3.22%) showed complete success after micropulse- and slow cook” transscleral cyclophotocoagulation, respectively (p<0.001).
CONCLUSION: Both techniques reduced intraocular pressure effectively.
Keywords: Sclera/surgery; Glaucoma, open-angle/surgery; Ciliary body/surgery; Intraocular pressure; Laser coagulation/methods; Lasers, semiconductor; Comparative study; Effectiveness
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo é investigar os efeitos dos antidepressivos tricíclicos, dos inibidores da recaptação da serotonina e dos inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina na superfície ocular.
Métodos: Foram incluídos no estudo 330 olhos de 165 pacientes em uso de antidepressivos e 202 olhos de 101 controles. Foi medido o tempo de ruptura do fluido lacrimal e foram administrados o teste de Schirmer I e o questionário Ocular Surface Disease Index (OSDI). Os Inventários de Depressão e de Ansiedade de Beck foram aplicados ao uso dos medicamentos e foram registrados as dosagens, a duração da doença psiquiátrica e o tempo de remissão.
Resultados: No grupo de estudo, o tempo médio de ruptura do fluido lacrimal foi de 14,29 ± 4,81 segundos (intervalo de 4-26 segundos) e o valor médio do teste de Schirmer I foi de 16,05 ± 5,89 mm (intervalo de 2-28 mm). No grupo controle. o tempo médio de rompimento do fluido lacrimal foi de 18,16 ± 2,12 segundos (intervalo de 15-24 segundos) e o valor do teste de Schirmer I foi de 16,64 ± 2,31 mm (intervalo de 15-24 mm), com p<0,001 e p=0,005, respectivamente. No grupo de estudo, 38,18% (n=63) dos pacientes tinham olho seco, enquanto no grupo controle 17% (n=18) tinham olho seco (p<0,001). O escore médio no OSDI foi de 82,56 ± 16,21 (intervalo 66-100) no grupo dos antidepressivos tricíclicos, 60,02 ± 29,18 (10-100) no grupo dos inibidores da recaptação da serotonina e 22,30 ± 20,87 (0-75) no grupo dos inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (p<0,001). O tempo médio de rompimento do fluido lacrimal foi de 14,36 ± 3,35 segundos (intervalo de 10-20 segundos) no grupo dos antidepressivos tricíclicos, 13,94 ± 5,81 segundos (intervalo de 4-26 segundos) no grupo dos inibidores da recaptação de serotonina e 14,93 ± 4,20 segundos (intervalo de 6-20 segundos) no grupo dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (p=0,730). O valor médio do teste de Schirmer I foi de 9,90 ± 7,22 mm (intervalo de 2-30 mm) no grupo dos antidepressivos tricíclicos, 15,55 ± 5,15 mm (intervalo de 2-25 mm) no grupo dos inibidores da recaptação da serotonina e 17,71 ± 4,21 mm (intervalo de 10-30 mm) no grupo dos inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (p<0,001). Não houve diferença estatisticamente significativa no escore OSDI, no tempo de ruptura do fluido lacrimal e nos valores do teste de Schirmer I entre os subgrupos de pacientes em uso de inibidores da recaptação de serotonina e de inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina.
Conclusões: Olho seco é uma queixa comum em usuários de antidepressivos, mas no que diz respeito à superfície ocular, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina podem ser mais confiáveis que outros antidepressivos. Pacientes em uso de inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina têm escores menores no questionário OSDI. Os inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina, úteis nas síndromes de dor crônica, também podem ter um efeito corretivo nos sintomas de olho seco.
Keywords: Inibidores de recaptação de serotonina; Antidepressivos tricíclicos; Serotonina; Depressão; Dor crônica; Síndromes do olho seco; Norepinefrina; Inquéritos e questionários; Ansiedade; Preparações farmacêuticas.
Abstract
Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os resultados clínicos após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante nos olhos contralaterais dos mesmos pacientes.
Métodos: Nesta série de casos comparativa e retrospectiva, avaliaram-se os seguintes dados de resultados clínicos: melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo, densidade de células endoteliais, perda de células endoteliais, espessura central da córnea e pressão intraocular. Esses dados foram avaliados aos 6, 12, 24 e 36 meses após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante. Também foram avaliadas as complicações.
Resultados: Foram incluídos 52 olhos (26 pacientes), sendo que 19 pacientes apresentavam ceratocone, 6 apresentavam distrofia estromal e 1 apresentava ectasia após ceratomileuse in situ assistida por laser. O tempo médio de acompanhamento foi de 44,1 ± 10,5 meses no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda e 47,9 ± 11,9 meses no grupo da ceratoplastia penetrante. Nenhuma diferença significativa foi observada nas médias da melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo e espessura central da córnea entre os grupos da ceratoplastia lamelar anterior profunda e da ceratoplastia penetrante durante o acompanhamento. A densidade de células endoteliais foi significativamente maior no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,022 e 0,013, respectivamente). A perda de células endoteliais foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,025 e 0,001, respectivamente). A pressão intraocular foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 6 meses de pós-operatório (p=0,015). Ocorreu microperfuração em 4 olhos (15%) durante a cirurgia de ceratoplastia lamelar anterior profunda; entretanto, a ceratoplastia penetrante não foi necessária. Não ocorreu nenhuma rejeição endotelial no grupo da ceratoplastia penetrante durante o período de acompanhamento.
Conclusões: Durante o acompanhamento de 3 anos, a perda de células endoteliais e a pressão intraocular foram significativamente menores no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante, mas os resultados visuais e refrativos foram semelhantes.
Keywords: Doenças da córnea/cirurgia; Ceratocone/cirurgia; Ceratoplastia penetrante/métodos; Transplante de córnea/métodos; Pressão intraocular; Estudo comparativo.
Abstract
Objetivo: Determinar se codeína (30 mg) mais paracetamol (500 mg) após ceratectomia fotorrefrativa fornece efeitos benéficos sobre a qualidade do sono, níveis de atividade e ingestão de alimentos além de seu efeito analgésico.
Métodos: Quarenta pacientes (80 olhos) foram incluídos neste estudo randomizado, duplo-cego, pareado, placebo-controlado, add-on. Cada olho foi tratado com 2 semanas de intervalo, sendo aleatoriamente alocado para placebo ou intervenção (4x/dia durante 4 dias). Os resultados incluíram a qualidade do sono, atividade diária e ingestão de alimentos dentro de 24-72 horas de pós-operatório, conforme medido pelo McGill Pain Questionnaire.
Resultados: A qualidade do sono e os níveis de atividade foram inversamente associados aos escores de dor nas primeiras 48 horas após o ceratectomia fotorrefrativa. Durante a intervenção, os pacientes foram significativamente mais propensos a classificar seu sono como bom em 24 horas (risco relativo=2,5, intervalo de confiança de 95%: 1,48-4,21, p<0,001) e 48 horas comparado ao placebo (risco relativo=1,37, intervalo de confiança de 95%: 1,03-1,84, p=0,023). A probabilidade de relatar bons níveis de atividade em 24 e 72 horas após ceratectomia fotorrefrativa também foi significativamente maior durante a intervenção em comparação com placebo (risco relativo=3,0, intervalo de confiança de 95%: 1,49-6,15, p=0,006 e risco relativo=1,31, intervalo de confiança de 95%: 1,02 -1,67, p=0,021, respectivamente). Nenhuma diferença foi observada entre a intervenção e placebo em relação à alimentação oral.
Conclusão: A combinação de codeína e paracetamol melhorou significativamente a qualidade do sono e atividades diárias nas primeiras 24-72 horas após o ceratectomia fotorrefrativa em comparação com placebo.
Keywords: Codeina; Ceratectomia fotorrefrativa; McGill Pain Questionnaire; Dor; Acetaminofen; Sono; Atividades cotidianas
Abstract
Objetivo: Comparar a dor e o desconforto da ceratectomia fotorefrativa mecânica vs transepitelial.
Métodos: Este estudo comparativo prospectivo incluiu 190 olhos de 95 pacientes com hipermetropia, astigmatismo e miopia que foram submetidos a ceratectomia fotorefrativa mecânica em um olho e ceratectomia fotorefrativa transepithelial no olho contralateral usando o laser excimer wavelight Allegretto EX500.O intervalo entre as operações no mesmo paciente foi de 15 a 30 dias. Ambos os olhos tiveram a refração similar antes da cirurgia, com uma diferença máxima de 15-µm na ablação. Os questionários pós-operatórios foram aplicados nos dias 1 e 7 para avaliar o nível de desconforto dos pacientes (0= sem desconforto para 5= desconforto extremo) com os seguintes sintomas: dor, sensação de queimação, coceira, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão dos olhos, sensação corpo estranho e inchaço das pálpebras. Os pacientes também foram questionados sobre qual método eles preferiram.
Resultados: A amostra foi composta por 61 (64,21%) mulheres e 34 (35,79%) Homens. A idade média (SD) do paciente era 31.66 (6.69) anos. No primeiro dia pós-operatório, os pacientes relataram menos desconforto no olho que recebeu ceratectomia fotorefrativa mecânica do que ceratectomia fotorefrativa transepithelial (1,9 ± 1,74 vs 2,5 ± 1,83; p=0,017), sensação de queimação (1,8 ± 1,56 vs 2,5 ± 1,68; p=0,004), lacrimejamento (2,3 ± 1,71 vs 3,1 ± 1,69; p=0,001), e sensação corpo estranho (1,9 ± 1,77 vs 2,5 ± 1,86; p=0,024). Não foram encontradas diferenças significativas entre ceratectomia fotorefrativa mecânica e ceratectomia fotorefrativa transepithelial no dia 7 pós-operatório. Cinquenta e nove pacientes (62,10%) preferiram ceratectomia fotorefrativa mecânica, enquanto 32 (33,68%) preferiram ceratectomia fotorefrativa transepithelial. Quatro pacientes (4,22%) não expressaram nenhuma preferência.
Conclusões: Nossos resultados mostraram que os escores de dor foram significativamente menores nos olhos tratados pelo ceratectomia fotorefrativa mecânica do que nos olhos tratados com ceratectomia fotorefrativa transepithelial no primeiro dia pós-operatório, o que pode ter proporcionado maior conforto do paciente após a cirurgia e os levou a ter uma preferência pela técnica ceratectomia fotorefrativa mecânica.
Keywords: Dor pós-operatoria; Astigmatismo; Miopia; Hiperopia; Ceratectomia fotorrefrativa; Laser de excimer/uso terapêutico
Abstract
Objetivo: Uma das desvantagens mais importantes do uso de stents Mini Monoka no reparo de lacerações canaliculares pediátricas é a perda prematura do stent. Neste estudo, objetivamos comparar os resultados clínicos dos stents monocanaliculares Mini Monoka e Masterka em crianças e discutir as possíveis causas da perda prematura do stent.
Métodos: Foram incluídos nesta revisão retrospectiva 36 pacientes <18 anos de idade que se submeteram ao reparo cirúrgico de uma laceração canalicular com um stent Mini Monoka ou Masterka e tiveram pelo menos 6 meses de acompanhamento após a remoção do stent. Foram analisados os dados demográficos, o mecanismo da lesão, o tipo de stent utilizado, a ocorrência de perda prematura de stent e o sucesso da intervenção. O sucesso foi definido como a ausência de epífora após a remoção do stent, sem a perda prematura deste.
Resultados: Vinte e sete pacientes preencheram os critérios do presente estudo e foram incluídos nas análises. O stent Mini Monoka foi usado em 14 pacientes (51,9%), enquanto o Masterka foi usado em 13 pacientes (48,1%). As características clínicas pré-operatórias, incluindo idade, sexo e mecanismo de lesão, foram semelhantes entre os dois grupos. A média de idade foi de 8,3 ± 5,5 anos no grupo Mini Monoka e de 7,8 ± 5,9 anos no grupo Masterka (p=0,61). Três pacientes do grupo Mini-Monoka (21,4%) tiveram que ser operados novamente por perda prematura do stent. Nenhuma perda prematura do stent foi observada no grupo Masterka. Como resultado, a taxa de sucesso foi de 78,6% no grupo Mini Monoka e de 100% no grupo Masterka (p=0,22).
Conclusões: Embora nenhuma diferença estatisticamente significativa tenha sido detectada entre os dois grupos em termos de taxas de sucesso, não observamos nenhuma perda prematura de stent no grupo Masterka. São necessários mais estudos, com séries maiores e randomizadas, para chegar a maiores conclusões sobre esses achados.
Keywords: Traumatismos oculares; Aparelho lacrimal/lesões; Ducto nasolacrimal; Lacerações; Stents; Microcirurgia; Intubação/métodos; Laceração canalicular; Criança; Estudo comparativo
Abstract
PURPOSE: To evaluate the effect of using a single iris retractor, affixed to the anterior capsulorhexis at the 12 o'clock position, on the ease of capsular tension ring implantation.
METHODS: This prospective comparative study comprised 37 patients with zonular weakness attributed to pseudoexfoliation syndrome who underwent capsular tension ring implantation during cataract surgery. In Group 1, a single iris retractor was inserted into the anterior capsulorhexis at the 12 o'clock position. Group 2 did not receive this intervention. Zonular weakness was graded on a scale of 1–5, and the subjective difficulty of capsular tension ring implantation was categorized as easy, medium, or difficult.
RESULTS: Group 1 and 2 comprised 20 and 17 patients, respectively. There were no significant differences between the groups in age, sex distribution, and presence of glaucoma (p=0.53, p=0.28, and p=1.00, respectively). The mean zonular weakness score was significantly higher in Group 1 (3.35 ± 0.45) than in Group 2 (2.71 ± 0.59; p=0.02). Capsular tension ring implantation was significantly easier in the iris retractor group (p<0.001).
CONCLUSIONS: Placement of a single iris retractor attached to the anterior capsulorhexis at the 12 o'clock position may facilitate easier capsular tension ring implantation, even in patients with greater zonular weakness. This technique could reduce the risk of capsular tension ring displacement into the iridocorneal angle or ciliary sulcus.
Keywords: Capsular tension ring; Cataract; Iris hook; Pseudoexfoliation syndrome; Zonular weakness; Cataract extraction; Phacoemulsification; Capsulorhexis.
Abstract
The advantages and disadvantages of using perioperative subconjunctival steroid injections in dropless cataract surgery continue to be debated. A systematic review of PubMed, EMBASE, and the Cochrane Central database identified five studies—two randomized controlled trials and three non-randomized studies—encompassing 70,751 eyes. Among these, 12,319 eyes (17.4%) received subconjunctival steroid injections, while 58,432 eyes (82.6%) were managed with topical steroids. The Cochrane Collaboration’s RoB 2 tool was applied for bias assessments in randomized controlled trials, and heterogeneity was assessed using the I² statistics. No statistically significant differences were found between the two groups regarding macular edema (p=0.249), visual acuity (p=0.73), or laser flare count (p=0.45). Both subconjunctival injections and topical steroids demonstrated comparable efficacy and safety in controlling postoperative inflammation after cataract surgery. Additional research is warranted to validate these conclusions.
Keywords: Cataract extraction; Phacoemulsification; Lens implantation, intraocular; Postoperative care; Intravitreal injections; Anti-inflammatory agents, non-steroidal/administration & dosage; Glucocorticoids; Triamcinolone acetonide; Research design; Randomiz
Abstract
PURPOSE: To assess musculoskeletal symptoms, identify the most affected body areas, and investigate factors associated with the development of musculoskeletal disorders among ophthalmologists in Brazil.
METHODS: A survey was conducted using an online questionnaire and snowball sampling. Statistical analyses were performed using Jamovi version 2.3.28, and graphs were generated using RStudio version 2023.06.2 + 561.
RESULTS: A total of 233 participants (42 ophthalmology residents and 191 ophthalmologists) were included, with a mean age of 40.4 years (standard deviation 11.3; range 25–73 years). Musculoskeletal symptoms were reported by 83% of participants. The cervical region (57.1%), upper back (54.5%), and lumbar region (53.6%) were the most frequently reported sites of pain. A high body mass index was identified in 54.9% of the sample, and 50.2% of participants reported using painkillers in the previous year for musculoskeletal symptoms. The mean duration of professional activity in ophthalmology was 13.5 years, and the mean weekly workload was 39 hours. A significant association was observed between weekly workload and the presence of musculoskeletal disorders (p=0.045).
CONCLUSION: This study demonstrated a high prevalence of musculoskeletal disorders among ophthalmologists in Brazil, particularly involving the cervical, lumbar, and upper back regions, consistent with findings reported in international studies. Important contributing factors include long working hours, a high patient volume, and repetitive or awkward postures during examinations and procedures. Preventive strategies and improvements in working conditions are needed to protect the health and well-being of ophthalmologists.
Keywords: Musculoskeletal Diseases/epidemiology; Back pain; Lumbar Vertebrae; Occupational diseases/epidemiology; Ergonomics; Ophthalmic practice; Ophthalmologists/statistics & numerical data; Brazil/epidemiology
Abstract
PURPOSE: Posterior capsule rupture is defined as an intraoperative posterior capsule tear resulting in vitreous loss. This study aimed to analyze the clinical characteristics, preoperative risk factors, intraoperative management strategies, and postoperative complications associated with posterior capsule rupture during phacoemulsification surgery.
METHODS: This was a retrospective observational cohort study of the medical records for 25,224 phacoemulsification surgeries performed at our tertiary eye care center between 2017 and 2022. We collected and collated the demographic characteristics and clinical findings of the patients in our cohort. Intraoperative management strategies and postoperative outcomes over a 1-year followup period were also recorded.
RESULTS: Posterior capsule rupture occurred in 351 eyes (351 patients), giving an overall posterior capsule rupture rate of 1.3%. The mean patient age was 68.6 ± 10.8 years. Pseudoexfoliation syndrome, mature cataracts, brown cataracts, and surgery performed by a resident were identified as risk factors for posterior capsule rupture (p<0.05 for each; the risk ratios were 2.70, 2.15, 2.44, 1.34, respectively). The most common intraoperative complications were dislocated lens fragments in the vitreous (8%) and iris damage (7.1%). The mean best-corrected visual acuity improved from 1.31 ± 0.84 (logMAR) postoperatively to 0.51 ± 0.56 at the end of the 1-year follow-up period (p<0.001). Corneal edema (55.6%) and elevated intraocular pressure (33.3%) were the most common early postoperative complications. Persistently elevated intraocular pressure (11.1%) and cystoid macular edema (5.1%) were the most common late postoperative complications.
CONCLUSION: Posterior capsule rupture is a common complication of phacoemulsification surgery that requires prolonged postoperative follow-up and a multidisciplinary approach. Despite the increased incidence of complications when rupture occurs, appropriate intraoperative and postoperative management can lead to satisfactory visual outcomes.
Keywords: Cataract extraction; Phacoemulsification; Posterior capsule rupture; Corneal edema; Risk factors; Postoperative complications; Intraoperative complications
Abstract
PURPOSE: To compare endothelial corneal cell changes following cataract surgery performed by phacoemulsification with intraocular lens implantation, conducted by surgeons with varying levels of experience.
METHODS: Two hundred and eighty-three eyes diagnosed with cataract were included. Lens opacity was classified into three categories (I, II, and III). Surgeons were categorized into four experience levels (1, 2, 3, and 4), based on years of practice and lifetime surgeries performed. Corneal endothelial characteristics were assessed using non-contact specular microscopy, with measurements taken before surgery and 30-60 days post-surgery.
RESULTS: Pre- and postoperative endothelial analysis showed no significant differences between surgeon levels regarding visual acuity achieved, corneal thickness, and endothelial hexagonality. However, the central endothelial cell density index showed a significantly greater reduction among level 1 surgeons (p=0.026). Grade II cataracts exhibited significant variations in the central endothelial cell density (p=0.011) and average cell size, with level 1 surgeons showing the largest increases (p=0.024).
CONCLUSIONS: The analysis revealed significant differences in visual acuity and endothelial indices between surgeon experience levels, with less experienced surgeons showing greater variations and poorer performance. Clinical protocols should consider these data to establish safer training protocols.
Keywords: Cataract extraction; Phacoemulsification; Endothelium; corneal; Lens implantation, intraocular; Visual acuity; Internship and residency; Surgeons
Abstract
PURPOSE: The OrbiTau surgical simulator is a synthetic eye model developed to enhance cataract surgical training. Herein, we aimed to describe the perspectives of Harvard’s Ophthalmology faculty and residents regarding the effectiveness of OrbiTau.
METHODS: A cross-sectional study was conducted in which 11 surgeons from the Massachusetts Eye and Ear Infirmary, with prior experience utilizing simulated phacoemulsification platforms, conducted cataract surgery with the OrbiTau. Subsequently, they completed a satisfaction questionnaire using the Likert scale.
RESULTS: Regarding the various OrbiTau components, 90.90% of the participants reported that the OrbiTau lens capsule was comparable to that of the human lens during capsulotomy. Furthermore, 72.72% of the participants found that the OrbiTau lens consistency was analogous to that of the human lens nucleus. Approximately 63.63% of the participants reported that the model’s posterior lens capsule resembled the native posterior capsule, and 72.72% of the participants noted that the model’s red reflex was similar to that of the dilated human pupil. Most participants believed that the OrbiTau was easier to use and more realistic than other commercially available simulators.
CONCLUSION: Our single-institution survey of the Orbitau demonstrated that this model realistically replicates ocular structures and may be a viable option for cataract surgery training.
Keywords: Cataract extraction/education; Simulation training/methods; Ophthalmology/education; Phacoemulsification/education; Ophthalmologists/education; Surgeons/education; High fidelity simulation training
Abstract
O presente relato de caso identificou a maculopatia média aguda paracentral como a causa de baixa de acuidade visual severa e irreversível após cirurgia de catarata. Existem fatores de risco bem estabelecidos para o desenvolvimento da maculopatia média aguda paracentral que devem ser conhecidos pelos cirurgiões de catarata. Nesse contexto cirúrgico, precauções extras no tocante a procedimentos anestésicos, pressão intraocular e alguns outros aspectos da cirurgia devem ser consideradas. A maculopatia média aguda paracentral é descrita como um sinal clínico observado no exame de tomografia de coerência óptica por domínio espectral e se trata, provavelmente, da evidência de um evento isquêmico no tecido vascular retiniano. Esse diagnóstico deve ser cogitado nos casos de perda de acuidade visual súbita no pós-operatório imediato associada com exame fundoscópico normal, como evidenciado no caso apresentado.
Keywords: Tomografia, coerência óptica; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Complicações pós-operatórias; Fatores de risco; Catarata; Extração de catarata; Baixa visão; Saúde oc
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