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Search for: Tiago Eugênio Arantes
Abstract
Com a popularização do "bungee jumping" vem se observando aumento na ocorrência de lesões associadas a sua prática, entre elas lesões oculares. O objetivo deste relato é descrever um caso de diminuição aguda da acuidade visual e alterações campimétricas após "bungee jumping". Os autores apresentam o caso de paciente de sexo feminino, 48 anos, sem história de doença ocular ou sistêmica, que chega a consulta em emergência oftalmológica com queixa de baixa da acuidade visual após "bungee jumping", apresentando ao exame oftalmológico inicial, hemorragias em pólo posterior de ambos os olhos. A angiografia fluoresceínica apresentava áreas hipofluorescentes, por bloqueio do contraste, correspondendo às hemorragias, sem outras alterações vasculares. Avaliada após 14 semanas, observou-se reabsorção das hemorragias e rarefação do epitélio pigmentar da retina em pólo posterior; evoluiu clinicamente com melhora da visão, mas permaneceu com queixa de escotoma e alterações campimétricas mesmo cinco meses após o evento inicial. A ocorrência de lesões corporais, entre elas lesões oculares, com risco de diminuição da acuidade visual deve ser informada aos candidatos à prática deste esporte, sendo papel do oftalmologista prover informações à população em geral sobre possíveis afecções oculares, neste esporte e no cotidiano.
Keywords: Retina; Traumatismos em atletas; Hemorragia retiniana; Escotoma; Angiofluoresceinografia; Jogos e brinquedos; Acuidade visual; Desaceleração; Atividades de laser
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a flora bacteriana conjuntival e seu padrão de resistência a antibióticos em olhos de pacientes a serem submetidos a cirurgias de catarata. MÉTODOS: Foram avaliados, prospectivamente, os olhos de 50 pacientes a serem submetidos a facectomias na Fundação Altino Ventura, Recife (PE), durante o período de agosto a outubro de 2004. Foi coletado material para cultura da conjuntiva no dia da cirurgia, antes da aplicação de anestésicos, antibióticos ou iodo povidona tópicos. A partir do material coletado foram realizados bacterioscopias e semeio. Em caso de crescimento bacteriano, foram realizadas culturas para isolamento e identificação das bactérias e preparação de antibiogramas. RESULTADOS: Entre os 50 olhos estudados, sete (14,0%) apresentaram culturas negativas e 43 (86,0%) culturas positivas. A bactéria mais freqüentemente isolada foi o Staphylococcus coagulase-negativo, encontrada em 27 olhos (54,0%). Entre os isolados desta bactéria, mais de 90% foram sensíveis a cefalotina, vancomicina, cloranfenicol, ofloxacino e gatifloxacino; 70 a 90% destes microrganismos foram sensíveis a gentamicina, cefotaxima, oxacilina e ciprofloxacino; menos que 70% deles foram sensíveis à neomicina. Encontrou-se quatro (10,5%) isolados de bactérias resistentes a quatro ou mais antibióticos, sendo que dois deles foram de Staphylococcus coagulase-negativo (7,4% dos isolados desta bactéria). CONCLUSÃO: A bactéria mais freqüentemente encontrada na conjuntiva foi o Staphylococcus coagulase-negativo, sendo que estes isolados mostraram alta resistência aos aminoglicosídeos, principalmente à neomicina, com alta suscetibilidade à cefalotina, vancomicina, cloranfenicol, ofloxacino e gatifloxacino.
Keywords: Conjuntiva; Antibioticoprofilaxia; Resistência microbiana a drogas; Extração de catarata; Endoftalmite; Staphylococcus
Abstract
OBJETIVO: Investigar as possíveis alterações no potencial visual evocado em portadores de hanseníase. MÉTODOS: Foram realizados exames de potencial visual evocado em 13 portadores de hanseníase, cinco da forma multibacilar e oito da paucibacilar, no momento do diagnóstico da doença. O grupo controle foi formado por 15 indivíduos saudáveis, sem hanseníase. RESULTADOS: Os valores das latências variaram de 102,0 a 120,5 ms, com média 110,1±5,7 ms. Na forma multibacilar, os valores variaram de 109,0 a 120,0 ms, média 111,1±5,4 ms. Na paucibacilar, de 102,0 a 120,5 ms, com média de 109,5±6,1 ms. Os valores das latências foram significantemente maiores nos pacientes com hanseníase (p<0,0001), mesmo se forem comparadas, separadamente, as formas multibacilar e paucibacilar. Não houve, porém, diferença significante quando se compararam os grupos pauci e multibacilar. CONCLUSÃO: Os valores das latências foram significantemente maiores nos pacientes com hanseníase, sendo recomendável a realização de PVE nesses pacientes, como forma de investigar precocemente suas complicações, bem como prevenir seus danos.
Keywords: Hanseníase; Potenciais evocados visuais; Electrofisiologia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar função e estrutura macular de pacientes submetidos a cirurgia de descolamento regmatogênico da retina. MÉTODOS: Estudo prospectivo de pacientes submetidos a retinopexia pneumática ou introflexão escleral com seguimento feito por meio de exame oftalmológico completo e tomografia de coerência óptica. RESULTADOS: A amostra foi composta por 14 olhos (14 pacientes), sendo 10 (71,4%) submetidos a introflexão escleral e 4 (28,6%), a retinopexia pneumática. A idade variou entre 24 e 59 anos, média de 39,3 anos. Houve correlações negativas entre a acuidade visual final e a idade (r= -0,64 e p= 0,0127) e entre a acuidade visual final e o tempo de descolamento (r= -0,54 e p= 0,0447). Houve correlação positiva entre as acuidades visual do seguimento inicial e final (r= 0,69 e p= 0,0059). Na tomografia de coerência óptica, quatro olhos (28,6%) apresentaram descolamento residual na fóvea, com resolução espontânea e melhora na acuidade visual (p= 0,031); não houve relação entre tempo de resolução e acuidade final (p= 0,5546). CONCLUSÃO: Os resultados mostram que quanto mais jovem o paciente e mais precoce a intervenção cirúrgica, melhor acuidade visual final. Adicionalmente, quanto maior acuidade no início do pós-operatório, melhor acuidade final. Todos os casos de descolamento foveal evidenciados por meio da tomografia de coerência óptica, no pós-operatório, cursaram com reabsorção do líquido subfoveal e melhora da visão.
Keywords: Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Macula lútea; Complicações pós-operatórias; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
As drogas anti-angiogênicas foram introduzidas recentemente no arsenal terapêutico das membranas neovasculares coroidais. O objetivo deste relato é descrever um caso de membranas neovasculares coroidais oculta com extenso descolamento do epitélio pigmentado da retina, tratada com bevacizumab (Avastin®) intravítrea. A eficácia da medicação foi avaliada por meio da acuidade visual e de exames complementares (angiografia fluoresceínica, videoangiografia com indocianina verde e tomografia de coerência óptica). Após três injeções intravítreas de bevacizumab, obteve-se uma resposta anatômica e visual satisfatória, denotando benefícios da droga, apesar do extenso descolamento do epitélio pigmentado da retina associada a membranas neovasculares coroidais oculta.
Keywords: Degeneração macular; Mácula lútea; Neovascularização coroidal; Neovascularização coroidal; Inibidores de angiogênese; Fatores de crescimento do endotélio vascular; Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Feminino; Humanos; Idoso; Relatos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar dano estrutural macular na doença de Stargardt por meio da tomografia de coerência óptica, correlacionando-o com acuidade visual e duração da doença. MÉTODOS: Foram incluídos portadores da doença de Stargardt, submetidos à medida da acuidade visual (logMAR) e exames complementares (retinografia, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica). Todos os casos foram reexaminados para confirmação diagnóstica, sendo determinada duração da doença. O grupo controle foi composto pelo mesmo número de casos, pareados por sexo, idade e sem qualquer alteração oftalmológica. RESULTADOS: A amostra foi composta por 22 pacientes (44 olhos), sendo 11 (50%) do sexo masculino e 11 (50%), do feminino. A duração da doença variou de 3 a 21 anos (média de 11,4 ± 5,3 anos). Os grupos não apresentaram diferença significante na idade (p=0,98) e no sexo. O grupo caso apresentou valores de espessura macular na tomografia de coerência óptica significativamente menores em relação ao grupo controle (p<0,001). Foi evidenciada correlação negativa entre duração da doença e espessura macular na tomografia de coerência óptica (r=-0,57 e p=0,005). Houve correlação positiva entre duração da doença e acuidade visual (r=0,50 e p=0,0167) e correlação negativa entre acuidade visual e espessura macular na tomografia de coerência óptica (r=-0,83 e p=0,0001). CONCLUSÃO: Evidenciou-se que portadores da doença de Stargardt possuem menor espessura macular quando comparados a indivíduos normais, e esta redução está relacionada com tempo de duração da doença. Adicionalmente, tanto a espessura quanto a duração da doença influenciam no prognóstico visual dos pacientes.
Keywords: Retina; Macula lútea; Degeneração retiniana; Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
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OBJETIVOS: Avaliar os dados de freqüência e estadiamento da retinopatia diabética em Pernambuco, Brasil, comparando a região metropolitana com cidades do interior do estado. MÉTODOS: Os prontuários de 2.223 pacientes diabéticos (1.568 mulheres e 655 homens; idade média de 58,4 ± 12,0 anos; duração média do diabetes de 8,1 ± 6,3 anos), que fizeram parte de um programa de triagem para retinopatia diabética na Fundação Altino Ventura entre os meses de junho de 2004 e junho de 2005, foram revistos quanto à presença de retinopatia. Os pacientes foram divididos em dois grupos quanto à origem: grupo I, pacientes residentes em Recife e região metropolitana; grupo II, pacientes residentes no interior do estado de Pernambuco. RESULTADOS: No grupo I, 477 (24,2%) pacientes apresentavam retinopatia diabética ao passo que no grupo II, 89 (39,4%) pacientes (p<0,0001). A freqüência de retinopatia diabética proliferativa, edema macular, hemorragia vítrea e descolamento tracional de retina foi maior entre os pacientes do grupo II com significância estatística (p<0,05). CONCLUSÕES: Pacientes oriundos do interior do estado de Pernambuco apresentam maior prevalência de retinopatia diabética bem como de formas avançadas da doença em relação aos pacientes da região metropolitana quando atendidos na Campanha de Diabetes. Medidas de implantação de telemedicina ou descentralização das unidades são sugeridas para melhorar a qualidade da triagem de diabéticos residentes no interior do estado.
Keywords: Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Prevalência; Triagem
Abstract
OBJETIVO: Avaliar alterações da flora conjuntival após uso dos colírios de ciprofloxacino e gatifloxacino 0,3% na profilaxia dos pacientes submetidos à facectomia. MÉTODOS: Quarenta pacientes submetidos a facectomia foram alocados em dois grupos, conforme o colírio antibiótico utilizado: Grupo A: ciprofloxacino 0,3% e Grupo B: gatifloxacino 0,3%. Os pacientes usaram os colírios 1 hora antes da cirurgia e nos primeiros 14 dias pós-operatórios. Foi coletado material da conjuntiva em cinco momentos: 1 hora antes da cirurgia, sem medicações tópicas (t0); imediatamente antes da aplicação de iodopovidona (PVPI) (t1), antes do início da cirurgia, após iodopovidona (t2), 14 dias após a cirurgia (t3) e 28 dias após a cirurgia (t4). RESULTADOS: O uso de antibióticos no pré-operatório diminuiu a positividade das culturas anteriores ao uso do iodopovidona em ambos os grupos; no Grupo A esta redução não alcançou significância estatística (Grupo A - p=0,07 e Grupo B - p=0,04). A positividade das culturas foi reduzida nos dois grupos após aplicação de iodopovidona e 14 dias após a cirurgia (p<0,05). Em t4 a freqüência do Staphylococcus coagulase-negativo foi menor no grupo A quando comparado ao grupo B (p<0,05) e a sensibilidade ao ciprofloxacino em relação a t0 foi menor em todos grupos. CONCLUSÃO: O colírio de gatifloxacino aplicado 1 hora antes da cirurgia reduziu significantemente a positividade das culturas. Ambos antibióticos promoveram redução da flora quando administrados no pós-operatório.
Keywords: Conjuntiva; Antibioticoprofilaxia; Ciprofloxacino; Povidone-iodine; Resistência microbiana a drogas; Extração de catarata; Soluções oftálmicas; Endoftalmite
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características e evolução clínica de pacientes com retinite por citomegalovírus relacionada à AIDS após o advento da terapia antirretroviral potente. MÉTODOS: Estudo retrospectivo dos prontuários de 30 pacientes consecutivos (44 olhos) com AIDS e retinite por citomegalovírus ativa recém-diagnosticada, atendidos entre janeiro de 2005 e dezembro de 2007. RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 34,8 anos, 18 pacientes (60,0%) eram do sexo masculino e a mediana do tempo de diagnóstico de AIDS era 90 meses. Dezenove pacientes (63,3%) apresentavam evidência de falência da terapia antirretroviral potente e a mediana da contagem de linfócitos T CD4+ era 12,5 células/µl. A acuidade visual inicial era melhor ou igual a 20/40 em 27 olhos (61,4%). A retinite acometia a Zona 1 em 13 olhos (39,5%). Apesar da terapia antirretinite por citomegalovírus específica, 16 olhos (36,4%) apresentaram recidiva da retinite e 10 olhos (22,7%) perderam pelo menos três linhas de visão. Quando comparado aos de pacientes com boa resposta à terapia antirretroviral potente, olhos de pacientes com falência à terapia antirretroviral potente apresentaram mais recidiva da retinite (p=0,03) e perda de pelo menos três linhas de visão (p=0,03). CONCLUSÃO: Os pacientes nesta série são essencialmente homens jovens com longo tempo de diagnóstico de AIDS, má resposta à terapia antirretroviral potente e com um perfil imunológico semelhante ao encontrado antes do advento da terapia antirretroviral potente. Estes achados têm implicações no manejo da doença e confirmam a importância da triagem periódica e racional após o diagnóstico de AIDS.
Keywords: Citomegalovírus; Retinite; Síndrome de imunodeficiência adquirida; Terapia antirretroviral de alta atividade; Infecções oportunistas relacionadas com a AIDS; Uveíte posterior; Infecções oculares; Infecções por HIV
Abstract
OBJETIVO: Avaliar achados demográficos, de exame ocular, alterações vasculares e estruturais por meio de angiografias com fluoresceína e indocianina verde e de tomografia de coerência óptica em retina e coroide em pacientes com doença de Behçet com controle clínico. MÉTODO: Revisão de prontuários de 16 pacientes com doença de Behçet em fase inativa da doença. Foram submetidos a exame oftalmológico, angiografias com fluoresceína e indocianina e tomografia de coerência óptica e divididos em dois grupos de acordo com o tempo de doença. RESULTADOS: Avaliou-se 13 pacientes do sexo feminino e 3 do sexo masculino. Os principais achados de exame ocular foram estreitamento vascular, catarata, atrofia do disco óptico e membrana epirretiniana macular. Sessenta e dois e meio por cento dos pacientes estavam com acuidade visual igual ou melhor que 0,1. Os principais achados na angiografia com fluoresceína foram vazamento capilar e impregnação da parede vascular, na angiografia com indocianina verde foram lesões hipofluorescentes bem definidas e na tomografia de coerência óptica foram membrana epirretiniana e atrofia retiniana. Analisando a acuidade visual, não se encontrou diferença estatística entre os parâmetros de sexo, tempo de doença, presença de edema retiniano na tomografia de coerência óptica ou na angiografia com fluoresceína. O aumento da espessura macular não se correlacionou positivamente com a idade, tempo de doença ou com a acuidade visual. O encontro de afinamento vascular na angiografia com fluoresceína correlacionou-se com maior duração da doença (p=0,033). Os demais achados dos exames não se correlacionaram com o tempo de doença. CONCLUSÃO: Os exames de angiografias com fluoresceína e indocianina verde e tomografia de coerência óptica fornecem dados importantes do acometimento do polo posterior na doença de Behçet. Apesar do aparente controle clínico, esses exames podem evidenciar atividade inflamatória persistente, a qual ocasiona progressão da perda visual e significante número de pacientes com cegueira legal.
Keywords: Síndrome de Behçet; Uveíte; Coroide; Retina; Angiofluoresceinografia; Verde de indocianina; Tomografia de coerência óptica
Abstract
A doença de Fabry é um erro inato no metabolismo de glicosfingolipides (GL) ligado ao cromossomo X. O acúmulo de GL nos tecidos pode afetar múltiplos órgãos e sistemas. Os sintomas iniciais incluem episódios de dor nas extremidades, córnea verticilata e lesões na pele. Em estágios avançados, os rins, coração e cérebro podem ser envolvidos. Este relato de caso enfatiza para importância da córnea verticilata para o diagnóstico de doença de Fabry em paciente jovem com dor nos membros inferiores.
Keywords: Doença de Fabry; Opacidade da córnea; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Avaliar achados ultrassonográficos nas três principais formas de apresentação da toxocaríase ocular (granulomas de periferia e polo posterior e endoftalmite crônica), em pacientes com diagnóstico confirmado de toxocaríase ocular. MÉTODOS: Foram analisados no estudo 11 pacientes (11 olhos), de forma prospectiva, com diagnóstico de toxocaríase forma ativa, com teste ELISA positivo. Os pacientes foram submetidos ao exame de ultrassonografia ocular (transdutor 10 MHz, técnica de contato). RESULTADOS: Na série de 11 pacientes, com idade média de 7,9 anos (variando de 2 a 17 anos), 73% homens, referiram contato prévio com cães (91%), e com solo (50%), sem referência à perversão do apetite. Na avaliação dos olhos comprometidos (11 olhos), o exame oftalmológico revelou a seguinte distribuição das três formas de toxocaríase ocular: 7 (63,6%), granuloma de polo posterior; 1 (9,1%), endoftalmite crônica; 2 (18,2%), granuloma periférico; e 1 (9,1%), quadro associado de granuloma de polo posterior e endoftalmite crônica. Acuidade visual comprometida: sem percepção luminosa (3 olhos, 27,3%); visão de vultos (4 olhos, 36,4%); contar dedos a 10 cm (1 olho, 9,1%); 20/200 (1 olho, 9,1%); 20/70 (1 olho, 9,1%); indeterminado (1 olho, 9,1%). Sorologia para Toxocara canis foi positiva (teste ELISA) em 100% dos casos. Oftalmoscopia foi difícil ou impossível em 64% dos casos devido à opacidade de meios. Características ultrassonográficas observadas: membranas vítreas com retina aplicada (100%); lesões de parede (granulomas) com refletividade alta (80%) ou média (20%). CONCLUSÃO: O achado ultrassonográfico mais consistente no olho portador de toxocaríase foi a presença de massa retiniana de alta refletividade, localizada no polo posterior ou periferia, que pode ser calcificada, e que apresenta como principal característica a aderência de membranas vítreas. Em combinação com a história, exame clínico e sorologia, a ultrassonografia pode ajudar no diagnóstico da toxocaríase ocular, principalmente nos casos com opacidade de meios.
Keywords: Toxocaríase; Toxocaríase; Toxocaríase; Ultrassonografia ocular; Granuloma; Uveíte; ELISA; Infecções oculares parasitárias; Toxocara; Doenças retinianas; Doenças retinianas
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados anatômicos e funcionais da vitrectomia via pars plana 25-gauge transconjuntival sem sutura em pacientes com uveítes. MÉTODOS: Realizou-se vitrectomia em 20 olhos com vitreíte residual secundária a uveíte infecciosa e não infecciosa. Os pacientes foram avaliados uma semana antes e após a cirurgia, no primeiro dia, 1ª, 4ª e 12ª semana. Acuidade visual (AV), pressão intraocular, células e "flare" na câmara anterior e "haze" vítreo foram medidos. RESULTADOS: A AV média melhorou de 2,06 ± 0,94 logMAR antes da cirurgia para 0,58 ± 0,46 logMAR na 12ª semana (p<0,05). Nenhum caso necessitou de conversão para instrumentos de 20-gauge ou realização de sutura e não foram observadas complicações intraoperatórias. Hipotonia transitória foi observada em três olhos. Um paciente com retinocoroidite por toxoplasmose teve recidiva durante o acompanhamento. CONCLUSÃO: Vitrectomia 25-gauge provou sua eficácia na remoção do vítreo opacificado e na melhora da AV em pacientes com vitreíte residual secundária a uveítes, com mínima inflamação pós-operatória e complicações.
Keywords: Vitrectomia; Uveítes; Corpo vítreo; Infecções oculares
Abstract
Relatamos caso de um paciente de 14 anos, sexo masculino, que foi admitido com queixa de embaçamento visual bilateral há dois anos. Ao exame oftalmológico observou-se leve hiperemia e edema de disco óptico bilateral, exsudação retiniana, poucas hemorragias retinianas, múltiplos aneurismas, assim como sinais de vasculite. A angiofluoresceinografia demonstrou isquemia periférica extensa, dilatações e hiperfluorescência das paredes dos vasos, e vazamento tardio do disco óptico nas fases finais do exame em ambos os olhos. Este caso representa uma rara entidade caracterizada por oclusão retiniana vascular periférica, vasculite retiniana, múltiplos aneurismas retinianos e neurorretinite (IRVAN). Avaliação sistêmica e laboratorial não revelaram nenhuma anormalidade. O paciente foi submetido à panfotocoagulação de retina com laser de argônio em ambos os olhos, e iniciado tratamento com prednisona via oral, com manutenção da acuidade visual de 20/25 depois de um ano de acompanhamento. O tratamento com laser deve ser considerado quando houver qualquer evidência angiográfica de má perfusão retiniana, e antes do desenvolvimento de qualquer sinal de neovascularização de retina.
Keywords: Uveíte; Retinite; Aneurisma; Vasculite retiniana; Angiofluoresceinografia; Glucocorticoides; Síndrome; Humanos; Masculino; Adolescente; Relato de casos
Abstract
Objetivo: Analisar a espessura corneal e ângulo da câmara anterior (CA) utilizando a tomografia de coerência óptica de segmento anterior (OCT-SA) em pacientes com uveíte anterior aguda (UAA). Métodos: Foram selecionados 24 olhos de 22 pacientes com UAA. Todos foram submetidos a exame oftalmológico completo, tonometria de aplanação e OCT-SA na consulta inicial e após 15 dias de início do tratamento. Resultados: Na visita inicial, as médias da espessura corneal foram de 564,2 ± 44,2 µm e 580,0 ± 44,3 µm e 580,1 ± 2,9 µm, respectivamente para as regiões central, pericentral e paracentral. Após 15 dias de tratamento, observou-se redução da espessura para 529,5 ± 33,1 µm (p=0,0091) e 542,6 ± 33,6 µm (p=0,0068), respectivamente para a córnea central e pericentral; e um valor de 557,8 ± 35,3 µm para a região paracentral, porém para um p não significante (p=0,1253). Não foi observada mudança estatisticamente significante nos valores da porção temporal do ângulo da CA; 44,3 ± 14,4 graus na visita inicial e de 44,7 ± 14,7 graus após 15 dias de tratamento (p=0,9343) e na média das pressões intraoculares (PIO), 10,8 ± 4,5 mmHg na visita inicial e 12,3 ± 3,0 mmHg após tratamento (p=0,1874). Conclusão: No grupo estudado, obteve-se uma redução dos valores da espessura corneal após início do tratamento da UAA. Os valores da porção temporal do ângulo da CA e PIO não sofreram mudanças significantes.
Keywords: Uveíte anterior/diagnóstico; Tomografia de coerência óptica; Segmento anterior do olho; Inflamação; Paquimetria corneana
Abstract
Objetivo: Analisar as características clínicas e epidemiológicas das uveítes em um serviço de atendimento oftalmológico de urgência. Métodos: Estudo prospectivo, observacional de pacientes com uveíte ativa admitido entre maio e julho de 2012, em um serviço de atendimento oftalmológico de emergência. Resultados: A maioria dos pacientes eram do sexo masculino (63,2%) e a média de idade foi de 43,2 anos; 66,2% dos pacientes tinham etnia mista, 22,5% eram brancos e 11,3% negros. Uveíte anterior foi observada em 70,1% dos pacientes, uveíte posterior em 26,5%, e panuveíte em 3,4%, nenhum foi diagnosticado com uveíte intermediária. Todos os pacientes tiveram apresentação súbita e aguda. Os sintomas mais frequentes foram: dor ocular (76,9%), hiperemia conjuntival (59,8%) e baixa visual (46,2%). A maioria dos pacientes tinha doença unilateral (94,9%), com duração média dos sintomas de 6,2 dias. Uveítes anteriores e difusas foram associadas com dor ocular (p<0,001). Escotomas e a "floaters" foram mais frequentes na uveíte posterior (p=0,003 e p=0,016, respectivamente). Pacientes com uveíte anterior apresentaram melhor acuidade visual (p=0,025). Precipitados ceráticos granulomatosos foram mais frequentes em pacientes com uveíte posterior (p=0,038). Um diagnóstico etiológico com base na avaliação inicial no serviço de emergência foi possível em 45 pacientes (38,5%). Conclusão: A uveíte anterior aguda foi a uveíte mais frequentemente encontrada no serviço de urgência oftalmológica. A avaliação inicial do paciente forneceu informações suficientes para a conduta terapêutica primária, e possibilitou diagnóstico etiológico em um número considerável de pacientes.
Keywords: Uveíte/etiologia; Uveíte/epidemiologia; Uveíte/diagnóstico; Uveíte/ classificação; Emergência
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito do colírio de cetorolaco de trometamina 0,45% associado à carboximetilcelulose sem conservante em comparação ao uso isolado de lágrimas artificiais sem conservantes nos sinais e sintomas da conjuntivite viral aguda. Métodos: Ensaio clínico duplo-mascarado randomizado incluindo 50 pacientes com diagnóstico de conjuntivite viral aguda, distribuídos em dois grupos (Grupo 0: lágrimas artificiais e Grupo 1: cetorolaco 0,45% + carboximetilcelulose). Os pacientes foram orientados a utilizar a medicação quatro vezes ao dia. Sinais (hiperemia conjuntival, quemose, folículos e secreção) e sintomas (desconforto ocular geral, prurido, sensação de corpo estranho, lacrimejamento, vermelhidão e inchaço de pálpebras) foram avaliados na consulta inicial, no terceiro e no sétimo dia de tratamento utilizando um questionário padronizado e biomicroscopia de segmento anterior. Resultados: Ambos os grupos apresentaram melhora dos sinais e sintomas de conjuntivite nas visitas de reavaliação. Não foi observado diferença estatística na mudança dos escores dos sinais e sintomas entre o Grupo 0 e o Grupo 1 durante as visitas do estudo (p>0.05). A frequência de efeitos colaterais durante o tratamento foi similar entre os dois grupos (p>0.05). Conclusão: O uso do cetorolaco de trometamina 0,45% não se mostrou superior ao uso isolado de lágrimas artificiais no alívio dos sinais e sintomas da conjuntivite viral.
Keywords: Conjuntivite viral/quimioterapia; Cetorolaco de trometamina/uso terapêutico; Soluções oftálmicas
Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar a função visual e arquitetura da retina central e peripapilar em pacientes com retinocoroidite toxoplásmica inativa fora da região macular e peripapilar (zonas 2 e 3).Métodos:Estudo transversal de 20 olhos (18 pacientes) com cicatrizes toxoplásmicas nas zonas 2 e 3 com acuidade visual ≥20/25. Os pacientes foram submetidos à perimetria Humphrey 10-2, teste de sensibilidade ao contraste (Teste Mars) e teste de visão de cores (L'Anthony D-15 dessaturado). As espessuras da camada de fibras nervosas da retina (CFNR) e da mácula foram determinadas pela tomografia de coerência óptica.Resultados:A média de idade dos pacientes foi 27,4 ± 10,3 anos, e a duração média da remissão da retinocoroidite foi de 6,15 ± 5,19 meses. Alterações na sensibilidade ao contraste e cores foram observada em, respectivamente, 3 olhos (15,0%) e 4 olhos (20,0%). Os índices perimétricos mean deviation (MD) e pattern standard deviation (PSD) estiveram fora do intervalo de confiança de 95% do perímetro em 14 olhos (70,0%) e 7 olhos (35,0%), respectivamente. A espessura foveal e da CFNR média estiveram dentro do limite da normalidade em todos os olhos. Olhos com retinocoroidite na zona 2 tiveram menor sensibilidade foveal que olhos com lesões na zona 3 (p=0,041). Olhos com remissão de longa duração tiveram um MD mais alto (r=0,575; p=0,013) e um PSD mais baixo (r=-0,593; p=0,010).Conclusão:Apesar da arquitetura normal da retina central e peripapilar, olhos com retinocoroidite inativa nas zonas 2 e 3 podem apresentar anormalidades da visão de cores, sensibilidade ao contras e perimetria macular. A retinocoroidite na zona 2 está associada a uma menor sensibilidade foveal. Longos intervalos de remissão da retinocoroidite estiveram associados a melhores parâmetros perimétricos (MD e PSD).
Keywords: Toxoplasmose ocular; Coriorretinite; Campos visuais; Tomografia de coerência óptica; Visão de cores; Sensibilidade de contraste
Abstract
Este relato de caso descreve os achados da tomografia de coerência óptica (TCO) da retina de uma criança com microcefalia e atrofia macular presumivelmente causada por infecção intra-uterina pelo vírus Zika. Tomografia de coerência óptica demonstrou camadas externas da retina e atrofia coriocapilar, incluindo a camada nuclear externa e zona de elipsóide, associada a hiperreflectividade do epitélio pigmentar da retina e aumento de penetração da tomografia de coerência óptica em camadas mais profundas da coróide e esclera. Uma grande preocupação associada com esta infecção é o aumento aparente da incidência de microcefalia em fetos nascidos de mães infectadas com o vírus Zika. É cada vez mais difícil ignorar o surto de microcefalia congênita observada no Brasil. Recentemente, foram descritos achados oculares em crianças com microcefalia associados à infecção pelo vírus Zika intra-uterino. Este é o primeiro relato de tomografia de coerência óptica com atrofia macular em uma criança com microcefalia associada a infecção presumida por vírus Zika.
Keywords: Retina; Microcefalia; Zika vírus; Tomografia de coerência óptica; Manifestações oculares
Abstract
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