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Abstract
Objetivo: Estudar o comportamento e características de usuários de lentes de contato ligados à área de saúde. Método: Realizou-se um levantamento entre universitários da área de saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, no período de 23 a 27 de novembro de 1998. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário auto-aplicável, previamente testado. Resultados e Discussão: Dentre 1.173 estudantes, 207 (17,2%) usavam lentes de contato, sendo 78,3% do sexo feminino e 21,7% do sexo masculino. Eram usuários de lentes rígidas 12,1% e 87,9% utilizavam hidrofílicas, demonstrando um aumento progressivo das últimas quando se compara a estudos nacionais anteriores. Dos usuários de lentes de contato hidrofílicas, 57,6% utilizavam descartáveis e desses 88,5% não as utilizavam de acordo com os padrões de uso e descartabilidade estabelecidos. Do número total de usuários, 37,7% relataram algum problema ocular durante o uso. Embora 97,1% tenham feito a adaptação com o oftalmologista, 14,2% dos usuários de descartáveis não obtiveram novas lentes em clínicas oftalmológicas. Por outro lado, 81,1% procuraram o oftalmologista, semestral ou anualmente, para a revisão da adaptação. Recomendação: Para reduzir o número de complicações e a desistência do uso de lentes de contato, o usuário deve ser educado sobre a forma correta de utilizá-las, ser orientado sobre os sinais e sintomas de alerta para problemas oculares e receber as informações também por escrito.
Keywords: Lentes de contato; Lentes de contato descartáveis; Comportamento de usuários de lentes de contato
Abstract
Objetivo: Descrever a apresentação clínica e os achados diagnósticos aos exames de imagem de um caso incomum de cisto hemático intraconal espontâneo da órbita. Métodos: O paciente foi submetido a exame clínico e oftalmológico completos, tomografia computadorizada, ultra-sonografia orbitária, imagem por ressonância magnética e abordagem cirúrgica da lesão. Resultados: Observou-se proptose intensa com sinais congestivos e baixa visual. A tomografia computadorizada mostrou massa homogênea de limites bem definidos na órbita, comprimindo o globo ocular anteriormente. A ultra-sonografia mostrou lesão com baixa refletividade no seu interior. A imagem por ressonância magnética revelou lesão arredondada que nos cortes enfatizando T1 apresentava sinal isointenso em seu interior associado a halo de hipersinal periférico e possuía hipersinal nos cortes enfatizando T2, achados estes indicativos de lesão com sangue no seu interior. A abordagem cirúrgica confirmou a presença de cisto hemático da órbita que foi drenado com excelente recuperação funcional. Conclusões: Cisto hemático intraconal deve ser incluído no diagnóstico diferencial das lesões bem delimitadas e de evolução aguda ou subaguda da órbita que apresentem hipersinal em T1 e em T2 à imagem por ressonância magnética. O tratamento deve ser feito em caráter de urgência, nos casos em que há proptose intensa ou risco de comprometimento visual.
Keywords: Doenças orbitárias; Cistos; Hemorragia; Tomografia computadorizada por raios-x; Ultra-sonografia
Abstract
OBJETIVO: Verificar a existência de associações entre grau evolutivo e padrão topográfico do ceratocone com as lentes de contato (LC) adaptadas. MÉTODOS: Estudo retrospectivo do tratamento de 454 pacientes (881 olhos) com ceratocone, 746 adaptados com lentes de contato, de julho de 1996 a junho de 2000. Classificou-se o ceratocone segundo grau evolutivo e padrão topográfico. A primeira lente de contato testada foi rígida gás-permeável (RGP) monocurva. Quando não se alcançou a adaptação desejada, testou-se as rígidas gás-permeáveis bicurvas e outros desenhos, procurando-se relação lente-córnea com livramento apical ou discreto toque apical. Em caso de insucesso com as rígidas foram testadas as lentes de contato gelatinosas, esféricas, tóricas e com desenhos especiais. RESULTADOS: Para 15 (3,3%) pacientes foram receitados óculos; 111 olhos (12,6%) permaneceram sem correção; 746 (84,68%) olhos foram adaptados com LC; 39 olhos (4,44%) de 39 pacientes (8,6%) foram encaminhados para transplante de córnea. O grau evolutivo mais encontrado foi o avançado (575 olhos - 66,86%), seguido do incipiente (160 olhos - 18,6%). O valor ceratométrico médio do meridiano mais plano (K) foi de 47,80 (±3,73) para os olhos adaptados com lentes de contato gelatinosas; de 49,03 (±3,7) para as lentes de contato rígidas gás-permeáveis monocurvas; de 51,62 (±3,6) para as lentes de contato bicurvas e de 51,14 (±3,5) para o sistema "piggyback". Quanto à classificação topográfica, o mais freqüente foi o periférico inferior (436 olhos - 50,7%), seguido pelo central assimétrico (348 olhos - 40,46%). No olho direito, a análise das variáveis padrão topográfico e tipo de lente adaptada demonstrou associação estatisticamente significante (p=0,045) de lentes de contato gelatinosas tóricas e sistema "piggyback" com percentual maior de adaptações nos ceratocones centrais. Com as lentes de contato rígidas gás-permeáveis monocurvas e bicurvas houve percentual semelhante de adaptações em relação aos padrões topográficos encontrados. No olho esquerdo não se observou associação estatisticamente significante, apenas tendências. CONCLUSÕES: A maioria dos ceratocones pode ser adaptada com lentes de contato rígidas monocurvas, mas é importante contar com outros desenhos para adaptar os cones de graus avançados e severos. Isso permite, para a maior parte dos pacientes, postergar a necessidade do transplante de córnea. As lentes de contato gelatinosas tóricas e o sistema "piggyback" foram mais adaptados nos cones centrais; enquanto nos cones periféricos inferiores, foram as lentes de contato monocurvas e as bicurvas.
Keywords: Ceratocone; Acomodação ocular; Lentes de contato, Ceratoplastia penetrante; Lentes de contato hidrofílicas; Topografia da córnea
Abstract
O meduloepitelioma é um tumor intra-ocular congênito originário do epitélio medular primitivo que, por sua vez, é responsável pela formação do epitélio não pigmentado do corpo ciliar. Ocorre geralmente na infância, de forma unilateral, acometendo o corpo ciliar. O objetivo deste trabalho é documentar um caso raro de meduloepitelioma teratóide originário da retina. Paciente de nove anos, feminina, apresentava baixa acuidade visual (AV), estrabismo e leucocoria no olho esquerdo (OE). A AV era de 1,0 no olho direito e movimentos de mão no OE. Foi observada tumoração retrocristaliniana branco-acinzentada no OE, aparentemente subretiniana, vascularizada, de grande extensão, com alterações císticas na sua superfície. Foram realizadas tomografia de crânio e órbitas e ecografia ocular. A paciente foi submetida à enucleação com suspeita clínica de retinoblastoma. Pelo aspecto histopatológico foi feito o diagnóstico de meduloepitelioma teratóide benigno originário da retina. Na maioria dos casos apresentados na literatura o meduloepitelioma tem origem a partir do epitélio não pigmentado do corpo ciliar. No nosso caso, a neoplasia parece ter tido origem a partir da retina, já que os cortes revelaram epitélio do corpo ciliar preservado e não foi reconhecida a estrutura normal da retina. Embora o tumor apresentado neste relato tenha sido classificado como benigno, o fato de ser lesão de grandes proporções e de crescimento aparentemente recente, justifica a conduta cirúrgica empregada. O tratamento do meduloepitelioma deve objetivar a intervenção cirúrgica precoce, na tentativa de se evitar a disseminação extra-ocular.
Keywords: Tumores neuroectodérmicos primitivos; Teratoma; Neoplasias da retina; Retinoblastoma; Criança; Feminino
Abstract
Cataratas polares anteriores piramidais são opacidades cônicas que se projetam para a câmara anterior a partir da cápsula anterior do cristalino. Na grande maioria dos pacientes a opacidade permanece aderida e estável durante toda a vida. O objetivo deste trabalho é documentar uma manifestação incomum desse tipo de catarata: a deiscência espontânea das pirâmides para a câmara anterior causando descompensação endotelial e edema corneal bilateral. Relatamos o caso de uma paciente feminina, de 66 anos, branca, que apresentava edema corneal localizado inferiormente no olho direito associado à lesão nodular branco-esclerótica compatível com a pirâmide anterior da catarata polar. O olho esquerdo apresentava edema corneal difuso intenso e presença de uma catarata polar anterior com a região piramidal deslocada para a câmara anterior. Sabe-se que a pirâmide anterior pode permanecer inabsorvida na câmara anterior por longo período, pois é composta de tecido colágeno denso. Isto causa perda endotelial progressiva e edema corneal e deve ser considerada indicação de remoção cirúrgica da catarata polar anterior e de seu fragmento. Ressalta-se, também, a importância do bom senso no julgamento das cataratas polares anteriores, considerando-se tamanho da opacidade, simetria das opacidades e componente cortical associado, na tentativa de se evitar ambliopia.
Keywords: Catarata; Edema da córnea; Segmento anterior do olho; Células epiteliais; Cristalino; Ambliopia; Relato de casos
Abstract
OBJETIVO: Descrever a técnica de fixação monoescleral da lente intra-ocular (LIO) após extração extra-capsular de cristalinos subluxados em pacientes com síndrome de Marfan. MÉTODOS: Estudo retrospectivo conduzido em 14 olhos de 7 pacientes atendidos consecutivamente com subluxação do cristalino associada à síndrome de Marfan. A cirurgia foi indicada quando: 1) a margem do cristalino era observada na área pupilar, em condições normais de iluminação, causando ofuscamento visual; ou 2) a melhor acuidade visual corrigida era menor que 20/70; ou 3) o paciente queixava-se de diplopia monocular. Foram excluídos pacientes com história de glaucoma, descolamento de retina, trauma ou outras doenças sistêmicas. RESULTADOS: O acompanhamento pós-operatório médio foi de 15,43± 9,33 meses (variação, 6 a 30 meses). A melhor acuidade visual corrigida com óculos variou de 20/25 a 20/60, dos quais 71,43% alcançaram 20/30, ou melhor. Nenhum caso mostrou piora da acuidade visual, além de não terem sido observadas complicações per ou pós-operatórias (descentração da lente intra-ocular, bloqueio pupilar, glaucoma ou descolamento de retina). A complicação pós-operatória mais freqüente foi o astigmatismo, observando-se valores maiores que 1,5 dioptrias em 3 casos (21,43%). CONCLUSÕES: Esta técnica mostrou bons resultados cirúrgicos e visuais, além de poucas complicações, sendo opção cirúrgica para os casos de subluxação do cristalino associada com a síndrome de Marfan, especialmente em alguns países ou regiões onde a facoemulsificação não está disponível.
Keywords: Síndrome de Marfan; Ectopia lentis; Extração da catarata; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Implantação da lente intra-ocular
Abstract
A doença de Lyme é afecção sistêmica causada pela espiroqueta Borrelia burgdorferi, transmitida pelo carrapato. É descrita principalmente nos países do hemisfério norte, sendo pouco relatada no Brasil. O objetivo deste trabalho é documentar uma paciente com doença de Lyme que apresentou pupila tônica bilateral como única seqüela oftálmica da afecção. Trata-se de uma menina de 13 anos de idade, com diagnóstico de doença de Lyme, que apresentou paralisias facial periférica e do oculomotor bilaterais. Após recuperação do quadro neurológico manteve anisocoria, fraco reflexo fotomotor, amplitude de acomodação inferior ao normal, constrição pupilar tônica para perto e redilatação lenta em ambos os olhos. O teste com pilocarpina a 0,1% foi positivo em ambos os olhos, confirmando a suspeita clínica de pupila tônica bilateral. Este é o primeiro caso relatado de pupila tônica bilateral causado pela doença de Lyme.
Keywords: Pupila tônica; Doença de Lyme; Doença de Lyme; Ceftriaxona; Doença de Lyme; Papiledema; Meningoencefalite; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Descrever caso de descolamento de retina bilateral associado a alterações de comportamento. RESULTADO: Paciente de 62 anos, sexo feminino, apresentou-se com baixa de visão bilateral, progressiva, de 3 meses de duração, associada a alterações de comportamento e agitação psicomotora. Ao exame oftalmológico apresentava acuidade visual de percepção luminosa em olho direito; e conta dedos a 30 cm em olho esquerdo. A biomicroscopia evidenciou reação de câmara anterior; à fundoscopia, apresentava edema e hiperemia do disco óptico bilateralmente, áreas extensas de descolamento de retina seroso, placas sub-retinianas amareladas peripapilares e exsudação sub-retiniana e intra-retiniana em ambos os olhos. O exame sorológico para sífilis foi positivo (FTA-Abs e VDRL). A análise liquórica revelou FTA-Abs e teste de hemaglutinação indireta positivos. Foi feito, então, diagnóstico de neurossífilis, e a paciente foi internada para antibioticoterapia endovenosa, e prednisona oral 40 mg/dia (0,5 mg/kg). Após 2 semanas, a paciente passou a apresentar melhora importante do quadro ocular com reabsorção da exsudação e melhora da acuidade visual. CONCLUSÃO: A sífilis é doença pleomórfica, podendo ter como manifestação ocular uma uveíte difusa associada a descolamento de retina exsudativo bilateral. O envolvimento do sistema nervoso central deve sempre ser considerado e descartado, e o tratamento eficaz da doença pode promover melhora da função visual e diminuir suas seqüelas.
Keywords: Sífilis; Sorodiagnóstico da sífilis; Sífilis; Prednisolona; Descolamento de retina; Uveíte; Reações falso-positivas; Manifestações neurocomportamentais
Abstract
OBJETIVO: Descrever nova técnica de ceratectomia fotorrefrativa baseada em topografia para correção da hipermetropia secundária à ceratotomia radial. MÉTODOS: Estudo retrospectivo realizado em pacientes submetidos a ceratectomia fotorrefrativa baseada em topografia para a correção da hipermetropia secundária à ceratotomia radial. Os pacientes apresentavam, no mínimo, 3 dioptrias de hipermetropia no pré-operatório, e apresentavam acompanhamento mínimo de 3 meses. RESULTADOS: Neste estudo foram avaliados 24 olhos de 21 pacientes com idade entre 36 e 55 anos (média de 45,54 ± 6,03 anos). O período médio de acompanhamento foi de 7,71 ± 4,6 meses (variando de 3 a 17 meses). A média do EE no pré-operatório foi de +3.92 ± 1.57, com variação de +1,25 D a +7,75 D e após a ablação, a média foi -0,29 ± 1,43 variando de 3,75 D a +2,50 D (p<0,01). Acuidade visual de 20/25 ou melhor foi encontrada em 45,83% dos olhos analisados, 83,33% apresentaram visão de 20/40 ou melhor e 100% dos olhos com 20/60 ou melhor. Todos os pacientes ficaram satisfeitos com o resultado cirúrgico e referiram melhora subjetiva da qualidade visual. CONCLUSÃO: Ao se avaliar os resultados aqui apresentados, consideramos a ceratectomia fotorrefrativa baseada em topografia mais uma opção para a correção da hipermetropia secundária à ceratotomia radial. Como é um procedimento de retratamento realizado em olhos com córneas muito instáveis e irregulares e com alto grau de hipermetropia, pode-se considerar bons os resultados e que a técnica é segura e eficaz.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa por excimer laser; Ceratotomia radial; Hiperopia; Astigmatismo; Erros de refração
Abstract
As lentes de contato terapêuticas são úteis para o tratamento de uma série de doenças da superfície ocular. Suas principais finalidades são: reduzir a dor; proteger a córnea; facilitar e manter a cicatrização epitelial; restaurar a câmara anterior e liberar medicamentos na superfície ocular. Há uma variedade de tipos e materiais, sendo que a escolha depende da doença a ser tratada, tempo de uso e necessidades fisiológicas do olho doente. Doenças como a ceratopatia bolhosa, erosão recorrente do epitélio corneano, olho seco e defeitos epiteliais pós-operatórios, além de várias outras doenças que afetam a superfície ocular podem ser tratadas com a utilização das lentes de contato terapêuticas. Elas não devem ser utilizadas em processos infecciosos ou em pacientes que estão impossibilitados de retornar para acompanhamento regular. A adaptação, controle e manutenção adequados das lentes de contato terapêuticas são fundamentais para prevenir complicações, como: neovascularização corneana, conjuntivite papilar gigante ou ceratite infecciosa. O controle e manutenção foram facilitados com o advento das lentes de contato terapêuticas de silicone-hidrogel. Essas lentes permitem trocas menos freqüentes devido a sua maior oxigenação e, em casos selecionados, aceleram a reepitelização corneana.
Keywords: Lentes de contato hidrofílicas; Hidrogéis; Silicones; Epitélio anterior; Cicatrização de feridas; Ceratite; Ceratectomia fotorrefrativa; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia, previsibilidade e estabilidade da ceratectomia fotorrefrativa (PRK) guiada pela frente de onda corneana para o tratamento da hipermetropia secundária à ceratotomia radial. MÉTODOS: Este estudo prospectivo analisou 60 olhos de 36 pacientes consecutivos, submetidos a PRK personalizado com o laser Esiris-Schwind. A técnica constou de desepitelização mecânica, fotoablação e utilização de mitomicina-C 0,02%. Os pacientes foram acompanhados por 12 meses. RESULTADOS: O intervalo médio entre a ceratotomia radial e o PRK foi de 18,4 anos ± 3,8 (DP); o equivalente esférico (EE) médio antes da ceratotomia radial era -4,35 dioptrias (D) ± 1,55. As medidas prévias ao PRK mostraram grau esférico médio de +5,00 D ± 2,28, astigmatismo médio de -1,47 D ± 1,06, EE médio de +4,27 D ± 2,18 e AV corrigida (AVcc) média de 0,174 ± 0,139 (logMAR). O EE médio programado no laser foi +4,74 D ± 2,11. Os resultados encontrados um ano após a cirurgia foram: EE médio de +0,04 D ± 1,03 (P<0,001), astigmatismo médio de -1,03 ± 0,75 D (P=0,015), AV média sem correção de 0,265 ± 0,197 e AVcc de 0,079 ± 0,105 (P<0,001). A AVcc mostrou ganho médio de uma linha; 20 olhos (33,3%) melhoraram duas ou mais linhas e somente um olho perdeu duas linhas. Ocorreu redução estatisticamente significante do coma (P=0,002), trefoil (P=0,004), aberração esférica (P<0,001) e quatrefoil (P=0,002). Houve 48 olhos (80%) entre ± 1,00 D do EE planejado. A regressão média entre seis e 12 meses foi de +0,17 ± 0,67 D. CONCLUSÃO: O PRK personalizado pela frente de onda corneana foi eficaz, previsível e estável pelo período de um ano para a redução da hipermetropia após a ceratotomia radial. No pós-operatório, observou-se melhora significativa da AVsc, AVcc e das aberrações corneanas. Número do ClinicalTrials.gov:NCT00917657
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Mitomicina; Ceratotomia radial; Hipermetropia; Astigmatismo
Abstract
OBJETIVO: Analisar a segurança da ceratectomia fotorrefrativa (PRK) com mitomicina-C (MMC) em olhos com hipermetropia consecutiva à ceratotomia radial. MÉTODOS: Foram avaliados prospectivamente 60 olhos de 36 pacientes consecutivos, submetidos à ceratectomia fotorrefrativa personalizada pela frente de onda corneana com o laser Esiris Schwind. Realizaram-se desepitelização mecânica, seguida da fotoabla ção, e utilização de MMC 0,02% por 20 ou 40 segundos. Em 16 olhos (26,7%) a MMC foi aplicada por 40 segundos. Estes foram submetidos a ablações mais profundas do que 100 micra ou apresentavam córneas submetidas a suturas prévias. Os pacientes foram acompanhados por um ano. RESULTADOS: O equivalente esférico (EE) médio antes do PRK era +4,27 D ± 2,18 e a acuidade visual corrigida (AVcc) média era 0,174 ± 0,139 (logMAR). O EE médio programado no laser foi +4,74 D ± 2,11, resultando em uma profundidade de ablação de 78 ± 28 µm (de 33 a 148). Não foram observadas complicações intraoperatórias. Após um ano observaram-se: EE médio de + 0,04 D ± 1,03 (p<0,001) e AVcc de 0,079 ± 0,105 (p<0,001). Observou-se melhora de duas ou mais linhas de AVcc em 20 olhos (33,3%) e somente 1 olho (1,7%) perdeu duas linhas. A análise de correlação mostrou que a melhora da AVcc foi inversa mente correlacionada à AVcc pré-operatória (r=-0,694; p<0,001). ''Haze'' periférico grau 2 ou 3 foi observado em cinco olhos e ''haze'' central discreto, em um olho. Não houve correlação significativa do ''haze'' central ou periférico com o número de incisões radiais, com a profun didade da fotoablação ou com a AVcc pós-operatória. A contagem endotelial média no pré-operatório foi de 2.681± 455 cel/mm2 e após 1 ano foi de 2.481 ± 378 cel/mm2 (p=0,124). Um olho desenvolveu ectasia corneana, devido ao alargamento progressivo de uma incisão radial inferior, e foi submetido à sutura da incisão. CONCLUSÃO: O PRK com MMC mostrou-se seguro após um ano para a redução da hipermetropia secundária a ceratotomia radial. Observou-se melhora significativa da AVcc, com pequena incidência de ''haze'' e de outras complicações.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Mitomicina; Ceratotomia radial; Hiperopia; Astigmatismo; Acuidade visual; Procedimentos cirúrgicos refrativos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a taxa de recidiva e complicações pós-operatórias em transplante autólogo de conjuntiva com uso de cola de fibrina para adesão do enxerto conjuntival em pterígios primários. Secundariamente, comparar os resultados obtidos aos de um grupo submetido à mesma técnica cirúrgica, com uso de suturas. MÉTODOS: Foram incluídos prospectivamente 106 olhos de 100 pacientes operados de pterígio com uso de cola de fibrina e retrospectivamente 58 olhos de 51 pacientes operados com uso de suturas. Avaliaram-se: idade, localização, grau e invasão do pterígio e complicações pós-operatórias. Os pacientes foram acompanhados por um período mínimo de cinco meses. RESULTADOS: Dentre os 106 olhos operados com uso de cola, 12 (11,3%) apresentaram recidiva, sendo 4 (3,8%) conjuntivais e 8 (7,5%) corneanas. Entre os fatores estudados, somente a idade foi estatisticamente inferior nos casos recidivados (média de 34,6 vs. 43,7; P=0,033). O tempo até a recidiva variou de 1,6 a 13,1 meses (média de 4,4). Dentre as recidivas corneanas, dois olhos apresentaram invasão além do limbo de até 0,5 mm e seis olhos de 0,6 a 1,0 mm. Nenhum olho foi submetido a reoperação. Outras complicações incluíram: formação de granuloma transitório em três casos; descolamento parcial ou retração do enxerto em três; e "dellen" em um. Dentre os 58 olhos operados com suturas, 15 (25,9%) apresentaram recidiva, sendo 8 conjuntivais (13,8%) e 7 corneanas (12,1%). O tempo até a recidiva variou de 0,7 a 9,7 meses (média de 4,5). Um caso de recidiva corneana foi reoperado com transplante de membrana amniótica. A taxa de recidiva conjuntival foi estatisticamente inferior nos casos em que se utilizou cola do que naqueles com sutura (P=0,023), porém não se observou esta diferença em relação à recidiva corneana (P=0,232). CONCLUSÃO: O uso da cola de fibrina, como método alternativo à sutura, traz bons resultados cirúrgicos e pequena incidência de complicações. Apesar de resultar em menor taxa de recidiva conjuntival, esta técnica não parece diminuir significativamente a incidência de recidiva corneana.
Keywords: Pterígio; Transplante autólogo; Conjuntiva; Adesivo tecidual de fibrina; Recidiva
Abstract
Objetivo: Descrever o uso da ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet para manejar descompensação endotelial após implante de lente intraocular multifocal.
Métodos: Neste estudo retrospectivo, foram revisados e avaliados os resultados cirúrgicos de 9 olhos de 9 pacientes que foram submetidos a ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet para manejar descompensação endotelial após implante de lente intraocular multifocal.
Resultados: Descompensação endotelial ocorreu por distrofia endotelial de Fuchs (n=3), ceratopatia bolhosa do pseudofácico (n=3), descolamento da membrana de Descemet (n=2) e síndrome tóxica do segmento anterior (n=1). No ato per operatório de todos os olhos não houve intercorrência, com injeção de ar sendo necessário em dois olhos no pós-operatório por descolamento parcial do enxerto. Um mês após a cirurgia, todas as córneas estavam claras. Após seis meses, excluindo um olho com ambliopia, a acuidade visual média corrigida para longe foi de 0,10 logMAR, com todos os olhos atingindo 0,18 logMAR ou melhor.
Conclusões: Este é o primeiro relato de ceratoplastia endotelial da membrana de Descemet após implante de lente intraocular multifocal, sugerindo que bons resultados podem ser alcançados sem a troca da lente intraocular multifocal.
Keywords: Lâmina limitante posterior; Ceratoplastia endotelial com remoção da lâmina limitante posterior; Distrofia endotelial de Fuchs; Transplante de córnea; Implante de lente intraocular
Abstract
O relato a seguir descreve um caso da síndrome do Leucoma Apical após cirurgia ceratorrefrativa hipermetrópica depois de Laser hiperópico in situ keratomileusis, e o subsequente tratamento desta complicação com ceratectomia fototerapêutica focal. O paciente foi submetido à ceratectomia fototerapêutica focal transepitelial com ablação de 70 µm e diâmetro de 1,5 mm, após correção de offset pupilar. Depois de um ano, foi observada uma melhora significativa da acuidade visual permanecendo apenas leve opacidade residual na biomicroscopia e tomografia de coerência óptica. A ceratectomia fototerapêutica focal foi efetiva e segura para o tratamento desta complicação.
Keywords: Hiperopia/terapia; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Cirurgia da córnea a laser; Ceratectomia fotorrefrativa
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