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Search for: Nassim Calixto e Sebastião Cronemberger
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Abstract
OBJETIVO: Descrever os achados da biomicroscopia ultra-sônica (UBM) em pacientes com síndrome de Sturge-Weber associada ou não a glaucoma. MÉTODOS: Onze olhos (dois sem glaucoma e nove com glaucoma) de oito pacientes portadores de síndrome de Sturge-Weber foram submetidos à biomicroscopia ultra-sônica objetivando-se estudar o seio camerular, a esclera, o corpo ciliar e a pars plana. RESULTADOS: Identificou-se pela biomicroscopia ultra-sônica imagens compatíveis com a suspeita de vaso intra-escleral dilatado em todos os olhos com ou sem glaucoma. Efusão supraciliar foi encontrada em oito (88,9%) dos nove olhos com glaucoma, porém, em nenhum dos olhos sem glaucoma. Descolamento da pars plana foi diagnosticado em um olho com glaucoma e nos dois olhos sem glaucoma. Em oito (88,9%) olhos com glaucoma e nos dois sem glaucoma, observou-se imagem arredondada apresentando baixa a média ecogenicidade no interior do corpo ciliar, sugestiva de vaso dilatado (possível angioma) do corpo ciliar. CONCLUSÃO: Na síndrome de Sturge-Weber, a biomicroscopia ultra-sônica mostrou a presença de imagens sugestivas de vasos dilatados no interior da esclera e do corpo ciliar (possíveis angiomas) em olhos glaucomatosos e não glaucomatosos. Paradoxalmente, diagnosticou-se efusão supraciliar em oito (88,9%) dos nove olhos com glaucoma. Estes achados combinados com o angioma coroidiano e o aumento da pressão venosa episcleral em percentual elevado de olhos com esta síndrome, podem contribuir para explicar a patogenia do glaucoma, bem como as complicações per e pós-operatórias que acompanham as cirurgias antiglaucomatosas nesses olhos.
Keywords: Síndrome de Sturge-Weber; Angiomatose; Glaucoma; Microscopia; Esclera; Corpo ciliar
Abstract
OBJETIVO: Relatar os resultados do uso de mitomicina C (MMC) na cirurgia do glaucoma congênito refratário. MÉTODOS: 44 olhos de 30 pacientes com glaucoma congênito primário refratário, submetidos a trabeculectomia com MMC entre 1993 e 2002 no Serviço de Glaucoma do Hospital São Geraldo, foram estudados retrospectivamente, por meio de análise dos prontuários com seguimento mínimo de seis meses. RESULTADOS: A média de Po reduziu-se de 21,7± 7,2 mmHg no pré-operatório para 12,2±6,8 mmHg no tempo médio de acompanhamento pós-operatório de 42,8 meses (p<0,001). A complicação registrada foi a hipotonia crônica (Po<6 mmHg) em quatro olhos (9,1%), um deles com vazamento de humor aquoso pela bolsa fistulante (teste de Seidel positivo). Não se detectou relação estatisticamente significativa entre a incidência de complicações e o sexo (p=0,14), idade à época da cirurgia (p=0,65), Po pré-operatória (p=0,29), número de colírios no pré-operatório (p=0,39) e número de cirurgias prévias (p=0,94). CONCLUSÃO: O uso de MMC na cirurgia fistulante do glaucoma congênito primário mostrou-se eficaz na redução da Po, porém, a incidência de hipotonia ocular pós-operatória foi alta.
Keywords: Trabeculectomia; Mitomicina; Glaucoma; Glaucoma; Pressão intra-ocular
Abstract
Relatar os resultados obtidos com a ressecção de bolsa hiperfuncionante pós-trabeculectomia (TREC) com mitomicina C (MMC) para o tratamento da hipotonia ocular crônica. Cinco pacientes portadores de hipotonia ocular crônica causada por hiperfunção de bolsa fistulante pós- trabeculectomia com mitomicina foram tratados pela ressecção da bolsa. O diagnóstico de hiperfunção da bolsa foi feito com base em critérios estabelecidos pelos autores. A hipotonia ocular foi revertida nos cinco pacientes, sem medicação num seguimento mínimo de cinco e máximo de 26 meses (média de 14,0 ± 7,9 meses). A ressecção da bolsa foi procedimento eficaz para reverter a hipotonia ocular crônica causada pela hiperfunção da mesma pós-trabeculectomia com mitomicina.
Keywords: Hipotensão ocular; Trabeculectomia; Glaucoma; Mitomicina; Injeções; Pressão intra-ocular; Complicações pós-operatórias; Resultado de tratamento; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Estudar as variáveis que caracterizam a morfometria do segmento anterior usando a biomicroscopia ultra-sônica (UBM), em pacientes com o exame oftalmológico normal, em amostra de tamanho significativo, de forma sistematizada, com o intuito de avaliar sua reprodutibilidade intra-observador. Dois novos parâmetros tiveram sua reprodutibilidade intra-observador também testada. MÉTODOS: Foram examinados 190 olhos de 101 pacientes com exame oftalmológico normal empregando-se a UBM. Em cada olho, além da profundidade da câmara anterior (PCA), onze outros parâmetros que caracterizam a morfometria do segmento anterior foram medidos nos meridianos superior, nasal, inferior e temporal, em dois momentos distintos com intervalo mínimo de quatro semanas entre eles, pelo mesmo observador. RESULTADOS: Não se observaram diferenças estatisticamente significativas entre a primeira e a segunda medida (M1 e M2) de cada parâmetro estudado, exceto quanto a duas variáveis em dois meridianos nos olhos direitos (OD), e duas variáveis em um meridiano nos olhos esquerdos (OE). Mesmo estas diferenças mostraram-se clinicamente não significantes, por serem inferiores a 0,006 mm. Os dois novos parâmetros testados também apresentaram boa reprodutibilidade intra-observador. CONCLUSÃO: Este estudo confirmou a boa reprodutibilidade intra-observador das variáveis que caracterizam a morfometria do segmento anterior pela UBM.
Keywords: Segmento anterior do olho; Ultra-sonografia; Microscopia de video; Valores de referência; Reprodutibilidade de resultados; Transdutores
Abstract
OBJETIVO: Verificar em pacientes suspeitos de glaucoma e glaucomatosos se existe correlação entre a espessura corneana central (ECC) e a pressão intra-ocular (Po), medidos durante a curva diária de pressão intra-ocular (CDPo), incluindo-se as medidas da ECC e da Po às 6:00 horas da manhã no leito. Avaliar também comparativamente o diâmetro axial ântero-posterior (Diâm. axial) em ambos os grupos. MÉTODOS: 114 olhos de 73 pacientes selecionados no Serviço de Glaucoma do Hospital São Geraldo, foram divididos em dois grupos: grupo I - pacientes suspeitos de glaucoma e grupo II - pacientes glaucomatosos. Ambos os grupos foram submetidos à CDPo com medidas da Po nos horários de 9h00, 12h00, 18h00, 22h30 (paciente sentado) e no dia seguinte às 6h00 no leito e no escuro antes de o paciente levantar-se. Utilizando-se o paquímetro ultra-sônico DGH 5100®, realizou-se a medida do Diâm. axial e as medidas da ECC nos horários de 9h00 (após a tonometria), 18h00 (antes da tonometria), 22h30 (após a tonometria) e no dia seguinte às 6h00 no leito antes de o paciente levantar-se (após a tonometria). RESULTADOS: Na amostra global e, separadamente em cada grupo, a Po média foi mais elevada às 6h00, decrescendo nos outros horários da CDPo. Comparando-se os grupos, verificou-se que a Po média foi significativamente menor no grupo I (suspeitos de glaucoma) em todos os horários das medidas. A espessura corneana central não variou significativamente entre os diferentes horários intragrupo. Também não se evidenciou diferença, comparativamente, de espessura corneana entre os dois grupos. O Diâm. axial médio do grupo I foi de 23,07±0,95 mm e o do grupo II, 23,62±1,27 mm, não tendo havido diferença estatisticamente significativa entre eles. CONCLUSÕES: Em pacientes suspeitos de glaucoma e glaucomatosos, não houve variação significativa da ECC em diferentes horários, o que significa que apenas uma medida da ECC é suficiente. Não se evidenciou diferença estatisticamente significativa na ECC entre pacientes suspeitos de glaucoma e glaucomatosos. Também não houve diferença estatisticamente significativa no Diâm. axial entre os dois grupos.
Keywords: Pressão intra-ocular; Glaucoma; Córnea; Estudo comparativo; Técnicas; Técnicas
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência da espessura corneana central e periférica na medida da pressão intra-ocular (Po) obtida com o Tonopen XL. MÉTODOS: Avaliou-se a Po de 58 olhos de pacientes suspeitos ou portadores de glaucoma crônico simples com o tonômetro de aplanação de Goldmann e com o Tonopen XL na região central (Tonopen Central) e na periferia corneana (Tonopen Periférico), além da espessura corneana (paquímetro DGH 5100e), também na região central (Paquimetria Central) e na periferia da córnea (Paquimetria Periférica). Compararam-se estatisticamente os grupos Goldmann com Tonopen Central, Goldmann com Tonopen Periférico, Tonopen Central com Tonopen Periférico e Paquimetria Central com Paquimetria Periférica. RESULTADOS: A Po média (± desvio-padrão) em mmHg com o Goldmann foi de 14,6 (±3,3), com o Tonopen Central de 18,9 (±2,9) e com o Tonopen na periferia da córnea de 20,7 (±3,7), tendo sido encontrada diferença altamente significativa (p<0,0001). A média (± desvio-padrão) da Paquimetria Central em micra foi de 526 (±42,3) e da Paquimetria Periférica foi de 639 (±52,9), sendo esta diferença altamente significativa (p<0,001). Houve correlação positiva entre as medidas da Po pelo Goldmann e Tonopen Central (r=0,71, p<0,001) e entre as medidas pelo Goldmann e Tonopen Periférico (r=0,65, p<0,0001) e Tonopen Central e Tonopen Periférico (r=0,64, p<0,0001). CONCLUSÕES: Houve correlação positiva entre as medidas com o Tonopen XL e o Goldmann, mas a Po média pelo Tonopen foi maior que aquela obtida pelo Goldmann. A Po média pelo Tonopen Periférico foi maior que a pelo Tonopen Central. O Tonopen, além de fornecer valores de Po maiores que o Goldmann, é influenciado pela espessura corneana apresentando valores de Po mais elevados na periferia da córnea que na região central.
Keywords: Córnea; Medidas; Pressão intra-ocular; Tonometria ocular
Abstract
OBJETIVO: Relatar a prevalência de cistos iridociliares em olhos de pacientes submetidos à biomicroscopia ultra-sônica (UBM). MÉTODOS: Analisaram-se retrospectivamente as imagens de UBM de 1.557 pacientes examinados de setembro de 1995 a junho de 2004. O critério de inclusão foi a UBM ter sido realizada nos quatro quadrantes (superior, inferior, nasal e temporal) do globo ocular. Avaliaram-se e classificaram-se os cistos quanto: a) ao número em cada quadrante; b) ao quadrante de localização; c) à morfologia, medindo o maior diâmetro (vertical ou horizontal), a maior espessura da parede e a área da lesão cística; d) à área de recesso angular (ARA) para cada um dos quadrantes em que havia cisto; e) à hipótese diagnóstica e/ou indicação da UBM. Utilizou-se o "software" UBM Pro 2000 para medir o diâmetro, a espessura da parede, a área do cisto e a ARA. RESULTADOS: Foram encontrados 103 cistos em 56 pacientes correspondendo à prevalência de 4,9% numa amostra de 1.132 pacientes selecionados. Dos 1.132 pacientes, 650 (57,4%) eram do sexo feminino e 482 (42,6%) eram do sexo masculino. Dos 56 pacientes com cisto, 37 (66,1%) eram do sexo feminino e 19 (33,9%) eram do sexo masculino. Dos 1.480 olhos examinados, 774 (52,3%) eram olhos direitos e 706 (47,7%) eram olhos esquerdos. Foram encontrados cistos em 38 (64,4%) olhos direitos e 21 (35,6%) olhos esquerdos. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os sexos nem entre os olhos direito e esquerdo. Os cistos com maior média de diâmetro e área estavam localizados nos quadrantes temporal e superior, onde foram encontrados os menores valores de grau de abertura do seio camerular. CONCLUSÕES: Os cistos iridociliares são mais prevalentes nos quadrantes inferior e temporal. Os cistos de maior diâmetro e área situam-se nos quadrantes temporal e superior onde encontram-se menores valores médios de grau de abertura do seio camerular. A espessura da parede dos cistos é praticamente a mesma nos quatro quadrantes. Em 64,3% dos pacientes, a presença de cistos foi um achado ocasional do exame de UBM.
Keywords: Prevalência; Cistos; Neoplasias da íris; Microscopia; Ultra-sonografia
Abstract
OBJETIVO: Determinar, utilizando o autoperímetro Octopus 1-2-3, os valores da sensibilidade retiniana em dB, nos 26 graus centrais do campo visual, em voluntários normais, distribuídos em grupos etários homogêneos. Comparar os valores da sensibilidade retiniana com aqueles considerados normais no pacote estatístico do programa do autoperímetro Octopus 1-2-3 obtidos por estudo multicêntrico realizado em 1994. MÉTODOS: Avaliaram-se 181 voluntários, distribuídos em seis grupos etários homogêneos: 10 a 19; 20 a 29; 30 a 39; 40 a 49; 50 a 59 e 60 e mais anos. Foram calculados dados relativos à sensibilidade visual e idade, sensibilidade média nas regiões central e paracentral e influência da excentricidade. RESULTADOS: A sensibilidade visual média de todos os grupos foi de 26,77 dB (desvio-padrão de 1,74 dB). A relação entre sensibilidade visual e idade avaliada pela regressão linear foi de 28,4 - 0,04 x (idade) para toda a amostra e de 28,7 - 0,05 x (idade) para maiores de 19 anos. A redução da sensibilidade com a excentricidade foi de -0,30 dB/grau para toda a amostra e de -0,30 dB/grau para maiores de 19 anos. CONCLUSÕES: Os valores da sensibilidade retiniana encontrados neste estudo: 28,4 - 0,04 x (idade) para toda a amostra e 28,7 - 0,05 x (idade) para maiores de 19 anos são diferentes daqueles utilizados nos autoperímetros Octopus e, a rigor, não podem ser comparados aos obtidos nos outros modelos Octopus (101, 201 e 500) em face das suas distintas características.
Keywords: Perimetria; Perimetria; Campos visuais; Grupos etários; Limiar sensorial; Envelhecimento
Abstract
OBJETIVOS: Estabelecer o perfil dos pacientes com glaucoma agudo primário (GAP) e proceder a uma análise clínica e morfométrica comparativa entre o olho que sofreu a crise de GAP e o olho contralateral (OCL). Métodos: Estudo prospectivo. Foram avaliados pacientes no período de setembro de 2005 a março de 2007. Critério de inclusão: diagnóstico de GAP. Critérios de exclusão: catarata (exceto "glaukomflecken") à biomicroscopia que acarrete baixa acuidade visual ou miopização, glaucomas secundários, sinais de crise GAP prévio ou de procedimento cirúrgico anterior no OCL, impossibilidade de controle clínico do GAP, íris em platô. Foram avaliados: incidência do GAP, idade, sexo, raça, história familiar de glaucoma, acuidade visual com (AVCC) e sem correção (AVSC) na escala decimal, equivalente esférico (EE), escavação do disco óptico (E/D), gonioscopia, ceratometria (K), espessura central da córnea (ECC) e dados ecobiométricos [profundidade central da câmara anterior (PCCA), diâmetro axial ântero-posterior do olho (AXL), espessura do cristalino (CR)], e relação espessura do cristalino e diâmetro axial (CR/AXL). RESULTADOS: Foram admitidos 1346 pacientes no período de setembro de 2005 a março de 2007, 28 (2,1%) tiveram o diagnóstico de GAP. A incidência de GAP no SGHSG (Serviço de Glaucoma do Hospital São Geraldo) foi de 20,8 por 1000 atendimentos. Os pacientes com GAP eram, na grande maioria, do sexo feminino, leucodérmicos, com história familiar negativa para glaucoma e média de idade de 59,6 anos. Na comparação entre olhos com GAP e os OCLs verificou-se diferença estatisticamente significativa nos seguintes parâmetros clínicos: AVSC (GAP:0,27 ± 0,32; OCL:0,57 ± 0,33, p=0,000); AVCC (GAP:0,53 ± 0,44; OCL:0,88 ± 0,23, p=0,000); EE (GAP: +0,49 ± 1,98; OCL: +1,21 ± 2,03, p=0,007); E/D (GAP: 0,51 ± 0,28; OCL: 0,42 ± 0,20; p=0,031). Além disso, à gonioscopia, os olhos com GAP apresentaram com maior freqüência os seios camerulares fechados quando comparados com os OCLs. Os olhos com GAP apresentaram: K médio de 45,21 ± 1,96 D, ECC média de 534,46 ± 34,15 mm, PCCA média de 2,43 ± 0,28 mm; AXL médio de 21,68 ± 0,96 mm, CR média de 4,85 ± 0,32 mm, e a relação CR/AXL de 2,24 ± 0,16. Os OCLs apresentaram: K médio de 44,92 ± 1,86 D, ECC média de 533,18 ± 31,41 mm, PCCA média de 2,51 ± 0,29 mm; AXL médio de 21,82 ± 0,92 mm, CR média de 4,85 ± 0,36 mm, e a relação CR/AXL de 2,23 ± 0,18. Houve diferença estatisticamente significativa apenas na comparação de K e PCCA, entre os olhos que tiveram GAP e os OCLs. CONCLUSÕES: A incidência de GAP foi de 20,8/1000, sendo mais freqüente em mulheres, leucodérmicas, com história familiar negativa para glaucoma e média de idade de 59,6 anos. Os olhos com GAP apresentaram, de modo estatisticamente significativo, pior acuidade visual, menor equivalente esférico hipermetrópico, maior escavação do disco óptico, maior K médio e menor PCCA que os OCLs.
Keywords: Glaucoma; Acuidade visual; Topografia da córnea; Biometria
Abstract
OBJETIVOS: Determinar a incidência do glaucoma agudo primário no Serviço de Glaucoma do Hospital São Geraldo; estabelecer o perfil destes pacientes e identificar possíveis fatores de risco. MÉTODOS: Estudo transversal. Período de análise: setembro/2005 a agosto/2006. Inclusão: diagnóstico de glaucoma agudo primário. Exclusão: presença de catarata que acarrete baixa acuidade visual ou miopização, glaucomas secundários, íris em platô. Foram avaliados: número de atendimentos, incidência de glaucoma agudo primário, idade, sexo, raça, história familiar de glaucoma, ceratometria, e dados biométricos. RESULTADOS: Dentre 879 pacientes atendidos, 20 (2,3%) tiveram o diagnóstico de glaucoma agudo primário, desse modo, a incidência de glaucoma agudo primário foi de 22,7 por 1000 atendimentos. Dos pacientes com glaucoma agudo primário: 6 (30,0%) eram do sexo masculino e 14 (70,0%) feminino; a idade variou de 40 a 73 anos (média: 60,4 ± 8,1 anos); 12 (60,0%) eram leucodérmicos e 8 (40,0%) feodérmicos; 5 (25,0%) com história familiar positiva para glaucoma. O risco relativo para o sexo feminino foi de 1,44 (IC 95%). Onze (55,0%) pacientes tiveram glaucoma agudo primário no olho direito e 9 (45,0%) no esquerdo. Não houve diferença estatisticamente significativa na comparação dos parâmetros biométricos e ceratometria entre os olhos afetados e os contralaterais. CONCLUSÕES: A incidência de glaucoma agudo primário no Serviço de Glaucoma do Hospital São Geraldo foi de 22,7 por 1000 atendimentos, sendo mais freqüente em mulheres, leucodérmicas, com história familiar negativa para glaucoma e média de idade de 60,4 anos. Os olhos afetados e olhos contralaterais foram semelhantes nos parâmetros biométricos.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Glaucoma de ângulo fechado; Biometria; Fatores de risco; Estudo transversal; Estudo comparativo
Abstract
O termo íris em platô foi primeiramente inventado em 1958 para descrever a configuração da íris de um paciente. Dois anos depois o conceito de íris em platô foi publicado. Em 1977, a configuração de íris em platô foi classicamente definida como alterações pré-cirúrgicas de um olho com uma profundidade de câmara anterior relativamente normal, íris plana pela biomicroscopia convencional, mas mostrando um ângulo extremamente estreito ou fechado pela gonioscopia. Por outro lado, a síndrome de íris em platô foi definida como uma crise de glaucoma agudo em um olho com uma profundidade de câmara anterior relativamente normal e uma iridectomia patente ao exame direto, apresentando fechamento angular confirmado pela gonioscopia após midríase. Em 1992, as alterações anatômicas dessa anomalia foram estudadas utilizando a biomicroscopia ultra-sônica. Finalmente, a configuração de íris em platô refere-se à alteração anatômica em que há a angulação anterior da periferia da íris, do seu ponto de inserção na parede do ângulo iridocorneal e centralmente, com anteriorização dos processos ciliares, diagnosticada pela biomicroscopia ultra-sônica. O tratamento clínico da síndrome da íris em platô pode ser feito com a administração tópica de pilocarpina, porém o tratamento definitivo é feito com a iridoplastia periférica com o laser de argônio.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Câmara anterior; Gonioscopia; Doenças da íris; Síndrome
Abstract
OBJETIVO: Comparar características morfométricas entre olhos contralaterais com fechamento angular primário agudo (FAPA) e olhos glaucomatosos ou suspeitos com ângulo estreito (AE). MÉTODOS: Olhos contralaterais de 30 pacientes com FAPA unilateral e olhos de 30 pacientes com AE foram avaliados através da biomicroscopia ultra-sônica (BUS) no claro e escuro. Parâmetros da BUS como a profundidade central de câmara anterior (PCA), distância da abertura angular a 250 µm/500 µm do esporão escleral (AOD250/AOD500), distância entre o processo ciliar e o trabeculado (TCPD) e distância do contato iris-cristalino (ILCD) foram medidos nos quadrantes superior (QS) e inferior (QI). RESULTADOS: Diferenças significativas entre olhos contralaterais de FAPA e olhos com AE foram encontradas na PCA, p<0,001; AOD250 no QS e QI, p<0,001; AOD500 no QS e QI, p<0,001; TCPD no claro, p=0,010 e TCPD no escuro no QS, p=0,031; e TCPD no claro no QI, p=0,010. Diferenças significativas entre exames no claro e escuro realizados em olhos contralaterais com FAPA foram encontradas na ILCD (p=0,009) no QS e ILCD no QI (p=0,006), e em olhos com SE na ILCD no QS (p=0,047) e ILCD no QI (p<0,001). CONCLUSÕES: Olhos contralaterais de FAPA apresentam um segmento anterior mais aglomerado e uma PCA menor que olhos com AE. ILCD diminui em ambos os grupos quando as condições de iluminação mudam do claro para o escuro.
Keywords: Olho; Microscopia; Ultra-sonografia; Biometria; Câmara anterior; Câmara anterior; Segmento anterior do olho; Segmento anterior do olho
Abstract
OBJETIVO: Avaliar, através da curva diária de pressão intraocular (CDPo), a eficácia do latanoprosta (L) e do travoprosta (T) como monoterapia e do L e T associados ao maleato de timolol 0,5% (LTim 0,5% e TTim 0,5%) em pacientes glaucomatosos. MÉTODOS: Análise retrospectiva da curva diária de pressão intraocular de pacientes glaucomatosos em uso de L ou T ou das associações LTim 0,5% e TTim 0,5%. Foram excluídos os pacientes que não usaram a(s) medicação(ões) de maneira correta na curva diária de pressão intraocular e aqueles que estavam em uso de L ou T associado a outro hipotensor qão o timolol 0,5% ou em uso de mais de dois colírios antiglaucomatosos. Foram analisados, em cada grupo, a pressão média (Pm) e a variabilidade (V) e seus respectivos desvios padrões. Utilizou-se o programa SPSS 11.0 na análise estatística. Raça, idade, sexo e tipo de glaucoma não foram critérios para a inclusão ou a exão dos pacientes. RESULTADOS: Foram incluídos 75 pacientes (142 olhos) com idade média de 61,7 anos, sendo 33 (44,0%) do sexo masculino e 42 (56,0%) do feminino. Treze pacientes (26 olhos - 18,3%) usavam L; 18 pacientes (33 olhos - 23,2%) usavam T; 18 pacientes (32 olhos - 22,5%) estavam em tratamento com LTim 0,5% e 26 pacientes (51 olhos - 35,9%) usavam a associação TTim 0,5%. Sessenta e nove pacientes (92,0%) eram portadores de glaucoma crônico simples; 5 (6,7%) de glaucoma congênito e 1 (1,3%) de glaucoma pós-pseudofacia. Nos grupos L e T, os valores da Pm foram 15,2 (± 4,2) mmHg e 14,8 (±3,2) mmHg e os da V foram 2,0 (± 1,2) e 3,2 (± 1,9), respectivamente. Nos grupos LTim 0,5% e TTim 0,5%, os valores da Pm foram 14,9 (± 2,2) mmHg e 15,0 (±3,2) mmHg e os da V foram 2,4 (± 1,2) e 2,8 (± 1,6), respectivamente. Não houve diferença estatisticamente significativa na Pm entre as drogas isoladas (L e T) nem associadas (LTim 0,5% e TTim 0,5%), assim como entre a V das drogas associadas (LTim 0,5% e TTim 0,5%). Entretanto, houve significância estatística na diferença da V entre as drogas isoladas (L e T) (t= -2,9; p=0,005), com menor flutuação da Po na curva diária de pressão intraocular nos usuários de L. CONCLUSÃO: Na curva diária de pressão intraocular realizada com a medida das 6 horas no leito e no escuro, o L e o T associados ao maleato de timolol 0,5%, mostraram eficácia similar, porém, em monoterapia, a Pm foi também similar com ambas as drogas, mas a V obtida com o L foi menor com significância estatística.
Keywords: Glaucoma; Pressão intraocular; Prostaglandinas F sintéticas; Anti-hipertensivos; Cloprostenol; Timolol; Combinação de medicamentos; Fatores de tempo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o prognóstico de diferentes tipos de glaucoma como causa de cegueira monocular e binocular num Hospital Universitário. MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de portadores de glaucoma que possuíam dados completos de história clínica, acuidade visual, campo visual, fundo de olho e diagnóstico. Os pacientes foram classificados como: não portadores de cegueira e portadores de cegueira legal (melhor acuidade visual corrigida <0,1 e/ou campo visual <20º), ou total (ausência de percepção luminosa) em um ou ambos os olhos. Foram excluídos os pacientes com prontuários incompletos, com cegueira devida a glaucoma congênito e outras causas de cegueira não glaucomatosa. RESULTADOS: Três mil setecentos oitenta e seis (76,3%) de 4.963 prontuários preencheram os critérios. De 3.786 pacientes glaucomatosos, 1.939 (51,2%) não apresentavam cegueira e 1.847 (48,8%) eram cegos. Mil trezentos cinquenta e nove pacientes (73,6%) apresentavam cegueira legal e 488 (26,4%) cegueira total, 1.333 (72,2%) tinham cegueira unilateral e 514 (27,8%), bilateral. Mil quinhentos sessenta quatro pacientes (84,7%) já eram cegos (74,9% com cegueira legal e 25,1% com cegueira total) quando chegaram ao Serviço e apenas 283 (15,3%) tornaram-se cegos após a sua matrícula no Serviço. O glaucoma neovascular apresentou a maior proporção (95,6%) de cegueira. O glaucoma pós-cirúrgico foi o segundo que mais causou cegueira (72,7%) e, em terceiro lugar, o glaucoma primário de ângulo fechado com 67,4%. O glaucoma primário de ângulo aberto foi o que apresentou a menor proporção de pacientes com cegueira (40,5%). CONCLUSÕES: O pior prognóstico coube ao GNV (maior proporção de pacientes cegos e com cegueira total), seguido pelo glaucoma pós-cirúrgico e pelo GPAF que causou cegueira aproximadamente 1,7 vezes mais que o GPAA. O melhor prognóstico recaiu no GPAA (menor proporção de pacientes cegos). A proporção de pacientes que ficaram cegos após a matrícula no Serviço foi muito baixa em relação à de pacientes que já chegaram cegos.
Keywords: Cegueira; Glaucoma; Glaucoma; Prognóstico
Abstract
OBJETIVO: Comparar, biometricamente, olhos portadores de configuração da íris em platô (CIP) e olhos portadores de glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito. MÉTODOS: Estudo prospectivo comparativo envolvendo 20 olhos de 11 pacientes portadores de íris em platô e 45 olhos de 27 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito. Os parâmetros avaliados foram: curvatura corneana, espessura central da córnea, profundidade central da câmara anterior, espessura do cristalino (EC), comprimento axial (CAx), relação entre a espessura do cristalino e o comprimento axial (EC/CAx), posição do cristalino (PC) e posição relativa do cristalino (PRC). RESULTADOS: Os olhos com íris em platô apresentaram valores ceratométricos superiores àqueles dos olhos com glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito, embora sem diferença clínica ou estatística (P=0,090). Os olhos com configuração da íris em platô apresentaram maior espessura central da córnea com diferença estatisticamente significativa, quando comparados aos olhos com CIP (P=0,010). Diferença estatisticamente significativa foi encontrada entre os olhos com configuração da íris em platô e os olhos com glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito no CAx (21,69 ± 0,98 vs. 22,42 ± 0,89; P=0,003). Não houve diferença significativa entre: profundidade central da câmara anterior (2,62 ± 0,23 e 2,71 ± 0,31; P=0,078); EC (4,67 ± 0,36 e 4,69 ± 0,45; P=0,975); EC/CAx (2,16 ± 0,17 e 2,10 ± 0,21; P=0,569); PC (4,95 ± 0,25 e 5,06 ± 0,34; P=0,164) e PRC (0,23 ± 0,01 e 0,22 ± 0,14; P=0,348). CONCLUSÃO: Os olhos com configuração da íris em platô possuem menor comprimento axial e maior espessura central da córnea em comparação aos olhos com glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito, com significância estatística.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Câmara anterior; Gonioscopia; Doenças da íris; Pressão intraocular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar comparativamente a pressão intraocular (Po) e a rigidez ocular (E) antes e após 1, 3, 6 e 24 meses em olhos submetidos a LASIK. MÉTODOS: Foram avaliados a Po (pela tonometria de aplanação de Goldmann - TAG e pela tonometria diferencial com os pesos 5,5 e 10 g do tonômetro de Schioetz (ST) e E (pela tonometria diferencial) antes e após 1, 3, 6 e 24 meses em 23 olhos submetidos a LASIK. Foram também avaliados o volume de depressão corneana (Vc) e a pressão tonométrica (Pt) com o tonômetro de Schioetz repousando sobre o olho. RESULTADOS: Os valores médios da Po (TAG) 6 e 24 meses após o LASIK foram menores que os obtidos antes e 1 e 3 meses após o LASIK. Os valores médios de E foram significativamente inferiores após 1, 3, 6 e 24 meses após o LASIK que antes da cirurgia. A redução da espessura central da córnea pelo LASIK causou aumento dos valores médios de Vc e diminuição dos de Pt. Por sua vez, essas alterações de Vc e Pt foram as responsáveis pelos menores valores das medidas de Po (TAG) e de E. CONCLUSÕES: A cirurgia por LASIK diminui os valores da leitura da Po medida pelo tonômetro de Goldmann, porém não altera os valores de Po obtidos pela tonometria de Schioetz. A cirurgia também diminui a rigidez ocular. As medidas da Po (TAG) apresentaram menores valores 6 e 24 meses após o Lasik. A avaliação da Po pelo ST parece ser mais confiável que pelo TAG. Observou-se estabilização dos valores de Vc, Pt and E seis meses após o LASIK.
Keywords: Pressão intraocular; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ
Abstract
OBJETIVO: Investigar o mecanismo do bloqueio pupilar em olhos com fechamento angular primário agudo ou intermitente por meio da biomicroscopia ultrassônica. MÉTODOS: Inicialmente, fez-se estudo piloto de 13 olhos com fechamento angular primário agudo sem medicação. Medimos pela biomicroscopia ultrassônica, no claro e no escuro, a amplitude do seio camerular, a profundidade da câmara posterior e a espessura da íris no quadrante temporal. Posteriormente, avaliamos pela biomicroscopia ultrassônica 32 olhos com fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente sem medicação, no claro e no escuro e antes e após iridectomia periférica. Medimos a distância de contato irido-cristaliniano e o ângulo irido-cristaliniano no quadrante temporal e a profundidade central da câmara anterior. RESULTADOS: No estudo piloto, demonstrou-se com significância estatística redução da amplitude do seio camerular e aumento da espessura iriana quando se passou do claro para o escuro. Antes e após a iridectomia periférica, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na distância de contato irido-cristaliniano (p<0,001) e no ângulo irido-cristaliniano (p<0,001) ambos no claro e no escuro. Foram encontradas diferenças, estatisticamente significativas, no claro e no escuro, antes da iridectomia periférica no ângulo irido-cristaliniano (p=0,005) e, após a iridectomia periférica na distância de contato irido-cristaliniano (p<0,001). Nenhuma diferença significativa ocorreu na profundidade central da câmara anterior. CONCLUSÕES: A diminuição da amplitude do seio camerular correspondeu somente ao aumento da espessura da íris. Após a iridectomia periférica, os olhos com fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente apresentaram, com significância estatística, aumento da distância de contato irido-cristaliniano e diminuição do ângulo irido-cristaliniano. A profundidade central da câmara anterior não se alterou. Esses achados contradizem a teoria de que o fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente ocorre por bloqueio pupilar.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Microscopia; Câmara anterior; Cristalino; Íris
Abstract
OBJETIVO: Investigar, através de imagens de biomicroscopia ultrassônica, a presença de configuração da íris em platô em olhos com seio camerular estreito em portadores de glaucoma primário de ângulo aberto e em olhos com fechamento angular primário agudo. Avaliar as características biométricas nestes olhos, comparando-os a olhos normais. MÉTODOS: As imagens de biomicroscopia ultrassônica foram analisadas retrospectivamente, sendo que 196 pacientes eram portadores de glaucoma primário de ângulo aberto e 32 pacientes eram portadores de fechamento angular primário agudo. O critério de inclusão para configuração da íris em platô baseado em imagens de biomicroscopia ultrassônica foi definido pela presença de corpo ciliar posicionado anteriormente, íris acentuadamente angulada em seu ponto de inserção seguida de uma angulação descendente a partir da parede corneoescleral, íris central plana e sulco ciliar ausente (configuração da íris em platô completa) ou parcialmente ausente (configuração da íris em platô incompleta). Os parâmetros biométricos medidos pela biomicroscopia ultrassônica foram comparados entre os olhos com configuração da íris em platô completa e incompleta. Os mesmos parâmetros de ambos os grupos foram comparados com os de olhos normais. Foram medidos: profundidade central da câmara anterior; a distância da abertura do ângulo a 500 µm do esporão escleral; a espessura da íris a 500 µm do esporão escleral; a distância íris-processo ciliar, a distância faixa trabecular-processo ciliar e a área de recesso angular. RESULTADOS: A configuração da íris em platô foi encontrada em 33 olhos de 20 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto (10,2% de um total de 196) e 4 olhos de 2 pacientes portadores de fechamento angular primário agudo (6,3% de um total de 32). Dezessete (77,3%) eram do sexo feminino e 5 (22,7%) do sexo masculino. Dos 37 olhos, 23 (62,2%) apresentaram configuração da íris em platô completa e 14 (37,8%) apresentaram configuração da íris em platô incompleta. Olhos com configuração da íris em platô completa e incompleta apresentaram características biométricas muito similares exceto para a distância íris-processo ciliar. Olhos com configuração da íris em platô possuem características biométricas completamente diferentes das de olhos normais exceto a espessura da íris a 500 µm do esporão escleral. CONCLUSÕES: A configuração da íris em platô esteve presente em 10,2% dos pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto e em 6,3% dos pacientes portadores de fechamento angular primário agudo. Entre a configuração da íris em platô completa e incompleta, foi encontrada diferença estatisticamente significativa apenas na distância íris-processo ciliar. Quando comparados olhos normais e olhos com configuração da íris em platô, todos os parâmetros apresentaram diferenças altamente significativas, à exceção de espessura da íris a 500 µm do esporão escleral.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Câmara anterior; Gonioscopia; Doenças da íris
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a importância da medida da pressão intraocular (Po) às 6 h no leito e no escuro para o diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico e o controle do tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). MÉTODOS: Análise retrospectiva da curva diária de pressão intraocular (CDPo) de suspeitos e glaucomatosos com perda de campo visual em tratamento. Suspeitos: Po de 19 a 24 mmHg e/ou relação escavação/disco (E/D) > 0,7 num olho ou nos dois olhos e/ou assimetria de E/D > 0,3 e campo visual normal. Cada curva diária de pressão intraocular: cinco a sete medidas (tonômetro de Goldmann) feitas às 9:00, 12:00, 15:00 e/ou 18:00 e 22:00 e/ou 24:00 h e na manhã seguinte às 6:00 h (tonômetro de Perkins) com o paciente em decúbito dorsal e no escuro, antes de levantar-se. Analisadas apenas as curvas diária de pressão intraocular que apresentavam pico de Po (diferença entre o maior e o menor valor de Po) >6 mmHg. Nessas curvas diária de pressão intraocular, calculamos a pressão média (Pm) e a variabilidade (V) e as comparamos com os limites superiores da normalidade: média + dois desvios-padrões da Pm e da V obtidos no Serviço de pacientes normais do mesmo grupo etário. As curvas diária de pressão intraocular com Pm e/ou V acima dos limites superiores da normalidade foram consideradas anormais. Excluídas: CDPos de glaucomas secundário e congênito. RESULTADOS: Analisadas curvas diária de pressão intraocular de 565 olhos: 361 olhos de suspeitos e 204 de glaucomatosos. Picos de Po às 6:00 h foram encontrados em 64,3% dos suspeitos e em 68,6% dos glaucomatosos. Em 5,3% dos suspeitos e em 5,9% dos glaucomatosos, o perfil da CDPo foi invertido (menor valor da Po às 6:00 h). CONCLUSÃO: Picos de Po às 6:00 h foram responsáveis pelo diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico em 64,3% dos suspeitos e revelaram inadequado controle da Po em 68,6% dos olhos glaucomatosos. Em casos duvidosos, a medida da Po às 6:00 h no leito e no escuro com um tonômetro de aplanação é indispensável para confirmar o diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico e para a adequada avaliação do tratamento antiglaucomatoso.
Keywords: Pressão intraocular; Hipertensão ocular; Glaucoma de ângulo aberto; Ritmo circadiano; Tonometria ocular; Monitorização fisiológica
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