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Abstract
Tumor vasoproliferativo da retina é doença rara, benigna, caracterizada por lesão exsudativa retiniana periférica. Pode ser de origem primária (idiopática) ou secundária a uma gama de acometimentos retinianos prévios. O exame oftalmológico cuidadoso se torna necessário para estabelecer o diagnóstico. As opções terapêuticas incluem: observação, crioterapia, fotocoagulação a laser e braquiterapia. No presente estudo, os autores ilustram um caso de tumor vasoproliferativo idiopático da retina associado a edema macular. Serão discutidos aspectos do tumor na fundoscopia, angiofluoresceinografia, ultra-sonografia e tomografia de coerência óptica.
Keywords: Neoplasias da retina; Hemangioma; Neovascularização retiniana; Edema macular cistóide; Angiofluoresceinografia; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a tomografia de coerência óptica como método objetivo de diagnóstico e de seguimento da coriorretinopatia serosa central. MÉTODOS: Estudo observacional descritivo de 16 (dezesseis) olhos de portadores de coriorretinopatia serosa central unilateral, em fase aguda. Estes pacientes foram submetidos à medida da acuidade visual e a exame oftalmológico completo, incluindo biomicroscopia da mácula, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica. Nenhum dos pacientes foi submetido a qualquer tipo de tratamento. RESULTADO: Dos 16 casos consecutivos de coriorretinopatia serosa central, 12 pacientes completaram o seguimento até a resolução da doença. A idade variou entre 27 e 50 anos, com média de 38,9 anos. A predominância foi do sexo masculino. Na tomografia de coerência óptica, o descolamento da retina neurossensorial foi observado em todos os casos e 33,3% dos pacientes apresentaram descolamento do epitélio pigmentado da retina. Houve diferença significativa em todas as variáveis estudadas, constatando melhora na acuidade visual, diminuição na espessura e no volume macular na resolução da doença. CONCLUSÃO: Tomografia de coerência óptica mostrou boa eficácia para detectar e quantificar alterações maculares em olhos com coriorretinopatia serosa central, podendo ser útil em avaliações clínicas na fase aguda e na resolução da doença.
Keywords: Máculalútea; Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Processamento de imagem assistida por computador; Angiofluoresceinografia; Tomografia
Abstract
Relato de caso de um paciente com telangiectasia justafoveal idiopática (TJI) tipo 1A, no olho direito, submetido a 4 mg de triancinolona intravítrea. O resultado foi avaliado por meio da acuidade visual e da tomografia de coerência óptica. A acuidade visual e a espessura retiniana macular medida na tomografia de coerência óptica, antes da injeção intravítrea de triancinolona, foram respectivamente de 20/100 e 569 µm e, após três semanas do tratamento foram de 20/60 e 371 µm e na sexta semana de 20/100 e 614 µm. A estabilização da parede vascular obtida com injeção intravítrea de triancinolona proporciona melhora transitória da visão e do edema macular em olhos com TJI-1A. Não foi demonstrada nenhuma ajuda permanente à fotocoagulação prévia.
Keywords: Fóvea central; Fundo de olho; Neovascularização retiniana; Telangiectasia; Triancinolona; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos [tipo de publicação]
Abstract
OBJETIVO: Demonstrar a eficácia da tomografia de coerência óptica na avaliação da estrutura anatômica macular em olhos com a cavidade vítrea preenchida por óleo de silicone. MÉTODOS: Estudo observacional descritivo de 28 (vinte e oito) pacientes submetidos a vitrectomia com utilização de óleo de silicone como substituto vítreo. Estes pacientes foram avaliados pela biomicroscopia, oftalmoscopia indireta e pela tomografia de coerência óptica. RESULTADO: Todos os pacientes apresentaram retina aplicada no pós-operatório. A realização da tomografia de coerência óptica não apresentou dificuldade técnica na sua execução. O "cisto" de retina, membrana epi-retiniana e buraco lamelar foram apenas detectados na tomografia de coerência óptica. CONCLUSÃO: A tomografia de coerência óptica demonstrou boa eficácia para detectar alterações maculares em olhos com óleo de silicone. Assim, evidenciamos que é factível a execução deste exame e que este pode nos ajudar a diagnosticar alterações subclínicas no pós-operatório nestes pacientes.
Keywords: Óleos de silicone; Vitrectomia; Tomografia de coerência óptica; Retina; Descolamento retiniano
Abstract
OBJETIVO: Comprovar a presença do óleo de silicone no espaço subconjuntival de pacientes submetidos previamente à cirurgia vitreorretiniana por meio de estudo histopatológico das amostras conjuntivais obtidas, nos quais o exame biomicroscópico não foi capaz de comprovar sua presença. Determinar qual a incidência da presença do óleo de silicone no espaço subconjuntival em uma série de casos e quais implicações clínico-patológicas. MÉTODOS: Estudo prospectivo em 30 olhos de 30 pacientes. Foram incluídos no estudo os pacientes que haviam sido submetidos previamente à cirurgia vitreorretiniana com implante intra-ocular de óleo de silicone e que possuíssem indicação para retirada do óleo de silicone e que não apresentassem ao exame biomicroscópico sinais da presença do óleo de silicone no espaço subconjuntival. Após sua retirada, a amostra era encaminhada para análise histopatológica pelo método de hematoxilina-eosina. RESULTADOS: Foi observada a presença de espaços vazios correspondentes às áreas de localização do óleo de silicone, removido durante processamento histológico, em 10 (33%) amostras. Observou-se também a presença de sinais inflamatórios na substância própria caracterizada por congestão vascular, leucostase e infiltrado linfomononuclear em 27 (90%) amostras. CONCLUSÃO: Portanto, em pacientes submetidos ao implante intra-ocular do óleo de silicone, devemos suspeitar que o óleo esteja presente no espaço subconjuntival, mesmo que o exame biomicroscópico pareça normal.
Keywords: Óleos de silicone; Retina; Corpo vítreo; Biopsia; Cuidados pós-operatórios
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a sensibilidade ao contraste na retinopatia diabética (RD) tratada por panfotocoagulação com laser de argônio. MÉTODOS: Estudo prospectivo de portadores de retinopatia diabética e acuidade visual de 20/20, tratados com panfotocoagulação retiniana, conforme critérios do ETDRS. Os pacientes foram submetidos, inicialmente, a exame oftalmológico completo e teste de sensibilidade ao contraste (Vision Contrast Test System). Após 3 meses do tratamento, foram reavaliados por meio da acuidade visual e sensibilidade ao contraste. RESULTADOS: A amostra foi composta por 28 pacientes (28 olhos), todos portadores de diabetes tipo 2. A idade variou entre 45 a 77 anos (média de 57,8 ± 8,0), sendo 19 pacientes (67,9%) do sexo masculino e 9 (32,1%) do feminino. Quanto ao tipo de retinopatia, 18 (64,3%) apresentavam RD proliferativa e 10 (35,7%), RD não proliferativa muito grave. Não foi observada nenhuma alteração na acuidade visual pós-tratamento. Quanto à sensibilidade ao contraste, não houve alteração entre o pré e pós-tratamento em todas freqüências espaciais avaliadas: 1,5 (p=0,191); 3,0 (p=0,850); 6,0 (p=0,374); 12,0 (p=0,674) e 18,0 (p=0,443). CONCLUSÃO: Não foi evidenciada alteração significante na sensibilidade ao contraste de portadores de retinopatia diabética após panfotocoagulação com laser de argônio no período estudado.
Keywords: Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Coagulação por laser; Diabetes mellitus; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar função e estrutura macular de pacientes submetidos a cirurgia de descolamento regmatogênico da retina. MÉTODOS: Estudo prospectivo de pacientes submetidos a retinopexia pneumática ou introflexão escleral com seguimento feito por meio de exame oftalmológico completo e tomografia de coerência óptica. RESULTADOS: A amostra foi composta por 14 olhos (14 pacientes), sendo 10 (71,4%) submetidos a introflexão escleral e 4 (28,6%), a retinopexia pneumática. A idade variou entre 24 e 59 anos, média de 39,3 anos. Houve correlações negativas entre a acuidade visual final e a idade (r= -0,64 e p= 0,0127) e entre a acuidade visual final e o tempo de descolamento (r= -0,54 e p= 0,0447). Houve correlação positiva entre as acuidades visual do seguimento inicial e final (r= 0,69 e p= 0,0059). Na tomografia de coerência óptica, quatro olhos (28,6%) apresentaram descolamento residual na fóvea, com resolução espontânea e melhora na acuidade visual (p= 0,031); não houve relação entre tempo de resolução e acuidade final (p= 0,5546). CONCLUSÃO: Os resultados mostram que quanto mais jovem o paciente e mais precoce a intervenção cirúrgica, melhor acuidade visual final. Adicionalmente, quanto maior acuidade no início do pós-operatório, melhor acuidade final. Todos os casos de descolamento foveal evidenciados por meio da tomografia de coerência óptica, no pós-operatório, cursaram com reabsorção do líquido subfoveal e melhora da visão.
Keywords: Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Macula lútea; Complicações pós-operatórias; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
As drogas anti-angiogênicas foram introduzidas recentemente no arsenal terapêutico das membranas neovasculares coroidais. O objetivo deste relato é descrever um caso de membranas neovasculares coroidais oculta com extenso descolamento do epitélio pigmentado da retina, tratada com bevacizumab (Avastin®) intravítrea. A eficácia da medicação foi avaliada por meio da acuidade visual e de exames complementares (angiografia fluoresceínica, videoangiografia com indocianina verde e tomografia de coerência óptica). Após três injeções intravítreas de bevacizumab, obteve-se uma resposta anatômica e visual satisfatória, denotando benefícios da droga, apesar do extenso descolamento do epitélio pigmentado da retina associada a membranas neovasculares coroidais oculta.
Keywords: Degeneração macular; Mácula lútea; Neovascularização coroidal; Neovascularização coroidal; Inibidores de angiogênese; Fatores de crescimento do endotélio vascular; Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Feminino; Humanos; Idoso; Relatos
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OBJETIVO: Avaliar dano estrutural macular na doença de Stargardt por meio da tomografia de coerência óptica, correlacionando-o com acuidade visual e duração da doença. MÉTODOS: Foram incluídos portadores da doença de Stargardt, submetidos à medida da acuidade visual (logMAR) e exames complementares (retinografia, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica). Todos os casos foram reexaminados para confirmação diagnóstica, sendo determinada duração da doença. O grupo controle foi composto pelo mesmo número de casos, pareados por sexo, idade e sem qualquer alteração oftalmológica. RESULTADOS: A amostra foi composta por 22 pacientes (44 olhos), sendo 11 (50%) do sexo masculino e 11 (50%), do feminino. A duração da doença variou de 3 a 21 anos (média de 11,4 ± 5,3 anos). Os grupos não apresentaram diferença significante na idade (p=0,98) e no sexo. O grupo caso apresentou valores de espessura macular na tomografia de coerência óptica significativamente menores em relação ao grupo controle (p<0,001). Foi evidenciada correlação negativa entre duração da doença e espessura macular na tomografia de coerência óptica (r=-0,57 e p=0,005). Houve correlação positiva entre duração da doença e acuidade visual (r=0,50 e p=0,0167) e correlação negativa entre acuidade visual e espessura macular na tomografia de coerência óptica (r=-0,83 e p=0,0001). CONCLUSÃO: Evidenciou-se que portadores da doença de Stargardt possuem menor espessura macular quando comparados a indivíduos normais, e esta redução está relacionada com tempo de duração da doença. Adicionalmente, tanto a espessura quanto a duração da doença influenciam no prognóstico visual dos pacientes.
Keywords: Retina; Macula lútea; Degeneração retiniana; Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
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OBJETIVO: Avaliar alterações na camada de fibras nervosas da retina na retinopatia diabética tratada por panfotocoagulação com laser de argônio. MÉTODOS: Estudo prospectivo de portadores de retinopatia diabética submetidos a panfotocoagulação retiniana. Inicialmente, foram realizados exame oftalmológico completo e tomografia de coerência óptica. Todos pacientes foram submetidos a panfotocoagulação em um dos olhos. A camada de fibras nervosas foi avaliada por meio da tomografia de coerência óptica na 1ª semana, no primeiro, terceiro e sexto meses do tratamento. RESULTADOS: A amostra foi composta por 27 pacientes (27 olhos) portadores de diabetes mellitus tipo 2. A idade variou entre 41 e 64 anos (média de 53,7 ± 6,2 anos), sendo 10 (37%) pacientes do sexo masculino e 17 (63%) do feminino. Quanto ao tipo de retinopatia, 22,2% apresentavam RD proliferativa e 77,8%, RD não proliferativa muito grave. Houve aumento significante nas medidas da espessura da camada de fibras nervosas, permanecendo nos setores temporal, 3 e 4 horas após seis meses de seguimento. Não foi observada qualquer redução na espessura em todos parâmetros analisados. CONCLUSÃO: Não foi evidenciada, a curto e médio prazo, redução na espessura da camada de fibras nervosas em portadores de retinopatia diabética tratada por panfotocoagulação que possa ser identificável por meio da tomografia de coerência óptica. Por outro lado, alguns setores mostraram aumento na espessura durante o seguimento.
Keywords: Fibras nervosas; Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Coagulação por laser; Diabetes mellitus; Glaucoma; Tomografia de coerência óptica
Abstract
OBJETIVO: Comparar espessura macular e acuidade visual em pacientes portadores de retinopatia diabética, com e sem edema de mácula, submetidos à panfotocoagulação retiniana com laser de argônio. MÉTODOS: Os pacientes foram classificados em dois grupos antes do tratamento, sendo submetidos a exame oftalmológico e tomografia de coerência óptica. Todos os pacientes foram tratados com panfotocoagulação. O resultado foi avaliado por meio da acuidade visual no 3º mês e pela tomografia de coerência óptica na 1ª semana, nos 1º e 3º meses do tratamento. RESULTADOS: A amostra foi composta por 37 pacientes (37 olhos). Grupo 1 foi constituído por 29 portadores de retinopatia diabética sem edema macular e Grupo 2, por 8, com edema. Os grupos não apresentaram diferenças na idade, sexo e nas médias de disparos da panfotocoagulação. Os grupos apresentaram diferença na acuidade visual (p<0,001), sendo que o Grupo 2 teve piora da visão após tratamento (p<0,001). Quanto à espessura macular na tomografia de coerência óptica, o Grupo 2 apresentou médias de espessuras maculares maiores (p<0,001) e maior variabilidade entre os momentos avaliados. CONCLUSÃO: Evidenciou-se que portadores de retinopatia diabética com edema macular evoluíram com variação acentuada na espessura macular e perda visual após a panfotocoagulação. Naqueles sem edema, observou-se aumento na espessura macular ao longo do seguimento, porém sem repercussões funcionais.
Keywords: Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Edema macular cistóide; Coagulação por laser; Diabetes mellitus; Acuidade visual; Tomografia de coerência óptica
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da triancinolona como marcador vítreo na vitrectomia 3D para tratamento da tração vitreomacular do diabetes. MÉTODOS: Realizou-se um estudo prospectivo intervencionista numa série de portadores de tração vitreomacular sintomática. Na avaliação pré e pós-operatória foram realizadas a medida da acuidade visual, retinografia, pressão intra-ocular e tomografia de coerência óptica. Todos pacientes foram submetidos à vitrectomia pelo mesmo cirurgião (OOMJ). No intra-operatório, utilizou-se triancinolona como marcador vítreo. Os parâmetros do vitreófago (Accurus 800CS, Alcon) foram programados no sistema 3D (dual dynamic drive), sendo utilizadas lentes de contato (grande angular e plana) para visibilização. Realizou-se circuncisão vítrea periférica 360° com alto corte, desfazendo cuidadosamente as adesões vitreomaculares no pólo posterior por meio de gancho ou pinças vítreo-retinianas adequadas. RESULTADOS: A amostra foi composta por cinco pacientes (cinco olhos) consecutivos com tração vitreomacular sintomática. Três eram do sexo feminino e dois, do masculino. A idade variou de 54 a 71 anos (média de 62,6 ± 6,3 anos). Durante o procedimento cirúrgico, os locais de tração vitreomacular foram identificados com boa visibilidade após aplicação da triancinolona. Não foram observadas intercorrências tanto no intra quanto no pós-operatório. Houve melhora estatisticamente significante na acuidade visual após procedimento cirúrgico (p=0,0313). CONCLUSÃO: A triancinolona tem ação facilitadora no tratamento cirúrgico da tração vitreomacular, por melhorar visibilização tanto do humor vítreo quanto da interface vítreo-retina. A cirurgia de vitrectomia 3D, guiada por triancinolona, mostrou-se ser um procedimento eficiente nesses casos.
Keywords: Corpo vítreo; Vitrectomia; Macula lútea; Triancinolona; Complicações pós-operatórias; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da mitomicina C (MMC) na prevenção da recorrência quando previamente utilizada no transplante autólogo de conjuntiva (TAC). A avaliação da proliferação celular epitelial pelo antígeno Ki-67 e a cariometria do núcleo dos fibroblastos foram usados como auxiliares na avaliação do tratamento. MÉTODOS: Vinte e nove pacientes com pterígio recidivado foram divididos em três grupos: Grupo (G) 1-TAC e colírio placebo (PLA); G2-TAC, MMC 0,015% subconjuntival e PLA; G3-TAC e colírio de MMC 0,02%. A imuno-histoquímica foi realizada no tecido excisado para o antígeno Ki-67, como a cariometria dos núcleos dos fibroblastos (divididos em lado nasal e temporal). A cariometria dos núcleos dos fibroblastos foi avaliada de acordo com os seguintes parâmetros: volume (Vl) e área (Ar) em pelos menos 50 células por paciente. RESULTADOS: A porcentagem das células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 no lado nasal e temporal após o tratamento dos três grupos estudados foi: nasal (3,30% G1, 4,49% G2 e 3,38% G3) e temporal (3,30% G1, 4,46% G2 e 4,14% G3) não mostrando diferença significativa. A cariometria do núcleo dos fibroblastos foi: Vl nasal (792,1 µ3 G1, 605,1 µ3 G2, e 549,9 µ3 G3) e a Ar (100,58 µ2 G1, 83,13 µ2 G2, e 78,41 µ2 G3). Os três grupos mostraram uma diferença significativa p=0,039 e p=0,035, respectivamente do Vl e da Ar no lado nasal. Após seis meses de tratamento, os três grupos apresentaram a seguinte taxa de recidiva: 22,22% G1, 18,18%, G2 e 33,33% G3 respectivamente. CONCLUSÃO: O uso da MMC não interferiu nas células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 no pterígio recidivado, mas acarretou diminuição do volume e área dos núcleos dos fibroblastos no lado nasal do pterígio. As células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 parecem não ter relação com a recidiva do pterígio após seis meses da cirurgia. Outros estudos devem ser realizados para avaliar o papel da proliferação das células epiteliais na recorrência do pterígio.
Keywords: Antígeno Ki-67; Pterígio; Recidiva; Mitomicina; Células epiteliais; Fibroblastos; Cariometria
Abstract
OBJETIVO: Avaliação dos pacientes com o quadro clínico de ceratite herpética (CH) típicas e atípicas, pela reação em cadeia da polimerase (PCR) correlacionando com o diagnóstico clínico. MÉTODOS: Foi realizada a PCR em 28 pacientes com ceratite herpética típica e atípica. RESULTADOS: A PCR foi positiva em 57,14% (n=16) do total (n=28). Nos casos de CH típica a positividade foi de 60,00% (n=12) em 20 casos. Para CH epitelial a positividade foi de 69,23% (n=9), sendo 77,78% (n=7) apenas para as lesões epiteliais dendríticas. Os casos de CH atípica apresentaram positividade de 50% (n=4) em oito casos. CONCLUSÃO: Quadro clínico típico de CH teve boa correlação com o resultado positivo observado na PCR. Entretanto, metade dos pacientes com o quadro de CH atípica apresentou PCR positivo, portanto, o exame do PCR é teste importante para o auxílio e diagnóstico da CH. No caso de CH estromal, foi demonstrado que a técnica da PCR conseguiu identificar o vírus HSV.
Keywords: Ceratite; Ceratite herpética; Herpes simples; Reação em cadeia da polimerase; Córnea
Abstract
Os autores descrevem um paciente portador de descolamento macular secundário à fosseta congênita do nervo óptico no olho direito, submetido à vitrectomia, drenagem do fluido sub-retiniano, perfluorcarbono, endolaser e gás perfluoropropano (C3F8). Foi retirada amostra do humor vítreo para análise comparativa com o fluido sub-retiniano. São apresentadas retinografia, tomografia de coerência óptica e ilustrações do procedimento cirúrgico. Após 6 meses da cirurgia, houve resolução do descolamento evidenciada por meio da tomografia de coerência óptica. A acuidade visual melhorou de 20/400 para 20/30. A técnica cirúrgica utilizada pode ter melhorado os resultados obtidos. Adicionalmente, a análise bioquímica qualitativa e comparativa do fluido sub-retiniano e do vítreo mostrou composição semelhante. Apesar das limitações técnicas, esta análise pode corroborar na fisiopatogênese da doença, sugerindo que o fluido sub-retiniano pode ser originado da cavidade vítrea na fosseta congênita de papila.
Keywords: Nervo óptico; Corpo vítreo; Vitrectomia; Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Descrever os aspectos clínicos e tomográficos do microburaco macular. MÉTODOS: Estudaram-se pacientes portadores de microburaco macular de forma retrospectiva e observacional. Apurou-se história clínica, medida de acuidade visual, biomicroscopia de polo posterior, retinografia, angiofluoresceinografia retiniana e tomografia de coerência óptica. RESULTADOS: Examinaram-se oito olhos de sete pacientes portadores de microburaco macular. A idade variou entre 26 e 63 anos (média de 48,8 anos). Seis pacientes eram do sexo feminino (85,7%). Cinco pacientes apresentaram o microburaco macular no olho direito (62,5%). Quanto à sintomatologia, cinco indivíduos referiram diminuição da acuidade visual (71,4%), um referiu escotoma central (14,3%) e um não apresentou queixas visuais (14,3%). A angiofluoresceinografia retiniana não mostrou alterações maculares em cinco dos olhos (71,4%). À tomografia de coerência óptica, os oito olhos apresentaram uma lesão foveal hiporrefletiva e menor do que 100 micra, que acometia as camadas mais profundas da retina neurossensorial. CONCLUSÃO: Microburaco macular é um pequeno defeito lamelar presente na camada externa profunda da retina, que é evidente à biomicroscopia macular como uma lesão arredondada avermelhada de tamanho diminuto, levando a pouca repercussão na função visual, sem caráter progressivo. A história clínica, a acuidade visual, a biomicroscopia de fundo e a tomografia de coerência óptica são os principais elementos para a detecção e o estudo dos mecanismos fisiopatológicos responsáveis pela sua origem e evolução.
Keywords: Perfurações retinianas; Tomografia de coerência óptica; Angiofluoresceinografia
Abstract
OBJETIVO: Relatar o uso da ressecção do tarso da pálpebra superior e enxerto na pálpebra inferior para a elevação da rima palpebral e liberação do eixo visual, sem causar complicações corneanas em pacientes portadores de ptose miogênica mitocondrial. MÉTODOS: Estudo prospectivo. A técnica cirúrgica consiste na tarsectomia da pálpebra superior e autoenxerto do tarso na lamela posterior da pálpebra inferior. As cirurgias foram realizadas sob anestesia local. No caso de diplopia, a cirurgia foi realizada em apenas um olho. RESULTADOS: O procedimento foi realizado em 9 olhos de 6 pacientes com miopatia mitocondrial. Cinco pacientes eram do sexo feminino, a média de idade foi de 59,8 anos e o seguimento variou de 30 a 60 meses. A rima palpebral elevou em todos os pacientes, descobrindo o eixo visual na posição primária do olhar e melhorando a posição viciosa de cabeça. Não houve complicações decorrentes da exposição do globo ocular. CONCLUSÃO: A técnica de transposição da rima palpebral é útil na correção do mau posicionamento das pálpebras em pacientes sem mecanismos de proteção porque eleva a pálpebra superior e a inferior, diminuindo ou eliminando o risco de causar lagoftalmo com complicações corneanas.
Keywords: Blefaroptose; Blefaroptose; Oftalmoplegia externa progressiva crônica; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Miopatias mitocondriais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os serviços de assistência ocular do ponto de vista do usuário em população de baixa renda, na zona leste da cidade de São Paulo - Brasil. MÉTODOS: Estudo realizado por meio de inquérito domiciliar em uma amostra por conglomerados em três distritos de baixa renda da cidade de São Paulo - Brasil. No período de julho/2004 a janeiro/2005 foram realizadas 1.055 entrevistas com um representante do domicílio, sendo aplicado o questionário de responsividade aos serviços de assistência ocular em entrevista individual. RESULTADOS: Dos participantes, 71,56% eram mulheres. A idade dos respondentes variou de 18 a 92 anos (41,42 ± 15,67 anos). Quanto à escolaridade, 525 (49,77%) tinham 4 anos ou menos; 489 (46,35%) entre 5 e 11 anos; 40 (3,79%) 11 ou mais anos de estudo. Quanto à necessidade de utilização dos serviços de assistência ocular: 712 (67,49%) relataram que algum morador do seu domicílio necessitou e obteve assistência ocular e 135 (12,80%) nunca precisaram de assistência ocular. A barreira mais frequentemente citada para obtenção dos serviços de assistência ocular pelos respondentes foi o custo da consulta (77,29%) seguida de tentativa frustrada de obtenção da assistência ocular (42,21%). A frequência de avaliações positivas para os critérios contidos no questionário foi de 63,37%. Dos 36,63% respondentes insatisfeitos, o tempo de espera na sala de recepção dos serviços de assistência ocular foi o fator mais frequentemente apontado. CONCLUSÃO: As principais barreiras para obter assistência ocular foram o custo da consulta e a falta de acesso aos serviços, 63,37% dos indivíduos que necessitaram e obtiveram assistência ocular nos últimos 12 meses mostraram-se satisfeitos.
Keywords: Satisfação do paciente; Serviços de saúde ocular; Qualidade da assistência à saúde; Garantia da qualidade dos cuidados de saúde; Oftalmopatias; Serviços urbanos de saúde
Abstract
A síndrome de Wyburn-Mason é uma desordem vascular rara, caracterizada por malformações arteriovenosas (MAV) do mesencéfalo e retina. Pode causar sintomas visuais por sua localização e extensão. Hemorragia vítrea, intrarretiniana e glaucoma neovascular já foram descritos. Descreve-se um caso de descolamento regmatogênico de retina em uma paciente com síndrome de Wyburn-Mason. Uma paciente feminina de 27 anos com diagnóstico prévio de síndrome de Wyburn-Mason procurou atendimento com queixa de baixa acuidade visual súbita no olho direito há três meses. Apresentava hemorragia vítrea moderada e descolamento de retina com rotura superior. Foi submetida a vitrectomia posterior com implante intravítreo de óleo de silicone, com reaplicação da retina. Descolamento regmatogênico de retina em paciente com síndrome de Wyburn-Mason não havia sido previamente descrito na literatura. A vitrectomia nesse caso apresentou dificuldades relacionadas ao risco de sangramento intraoperatório, à presença de rotura no polo posterior entre as MAVs e à dificuldade de obtenção de retina livre para fotocoagulação.
Keywords: Malformações arteriovenosas; Malformações arteriovenosas; Descolamento retiniano; Hemorragia vítrea; Malformações arteriovenosas intracranianas; Malformações arteriovenosas intracranianas; Artéria retiniana; Veia retiniana; Síndrome; Relatos de casos
Abstract
Objetivo: Avaliar se o tempo de intervalo entre o diagnóstico do diabetes mellitus (DM) tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho está relacionado com a gravidade da retinopatia diabética (RD). Métodos: Inquérito realizado em 105 pacientes portadores de DM tipo 2 que foram referenciados para avaliação oftalmológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Resultados: Quanto à classificação da RD, dos 105 pacientes, 15 (14,28%) não apresentavam sinais de RD e 90 (85,72%) demonstraram presença de sinais de RD ao exame de fundo de olho. Somente 15,23% dos pacientes avaliados foram examinados no primeiro ano do diagnóstico de DM. Sessenta pacientes foram submetidos à laserterapia, 46,66% relataram mal controle do DM. Quando examinados em até 5 anos de diagnóstico de DM, 36 (34,30%), pacientes, 58,33% não apresentaram sinais ou demonstravam sinais de RD grau leve e 22,20% RD proliferativa. Trinta pacientes receberam exame oftalmológico superior a 11 anos do diagnóstico de DM, 21,62% não apresentavam sinais de RD e 59,46% classificados com RD proliferativa. Conclusão: Este estudo demonstrou significância estatística na relação entre o intervalo de tempo do diagnóstico do DM tipo 2 e o primeiro exame de fundo de olho com a gravidade de RD.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética
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