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Search for: José Alvaro Pereira Gomes
Abstract
Objetivo: A membrana amniótica tem se consolidado como útil adjuvante no tratamento de afecções da superfície ocular. Sua utilização baseia-se na capacidade de beneficiar o processo de epitelização, além de reduzir os processos inflamatório, angiogênico e cicatricial. O objetivo deste trabalho foi investigar a utilização da membrana amniótica como adjuvante no tratamento das ceratoconjuntivites cicatriciais. Métodos: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesárea e conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e conservada à -80ºC. Onze olhos de 10 pacientes portadores de ceratoconjuntivite cicatricial grave foram submetidos à cirurgia reconstrutiva da superfície ocular empregando membrana amniótica associada (8 casos) ou não (3 casos) a transplante de limbo e conjuntiva. Dos 10 pacientes, 3 tinham diagnóstico de síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) (4 olhos), 6 queimadura ocular por álcali (6 olhos) e 1 trauma mecânico (1 olho). Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 5,22 meses (variação entre 2 e 13 meses). Um caso de SSJ apresentou infecção pós-operatória e foi excluído da análise dos resultados. Dos outros 10 casos, obtivemos êxito na reconstrução da superfície ocular em 8 casos (80%). Insucesso foi observado em 2 casos de SSJ que apresentavam necrose de córnea no momento da cirurgia (20%). Em relação à acuidade visual, observamos que todos os pacientes apresentaram melhora ou manutenção da acuidade visual. Conclusões: O uso de membrana amniótica constitui uma opção alternativa de grande utilidade na reconstrução da superfície ocular dos casos graves de ceratoconjuntivites cicatriciais que não estejam apresentando necrose estromal. Estudos com maior casuística e tempo de seguimento são necessários para melhor avaliar esse procedimento.
Keywords: Ceratoconjuntivite cicatricial; Membrana amniótica; Transplante de limbo
Abstract
As ceratoconjuntivites cicatriciais (CCC) representam um grupo de doenças que induz seis tipos principais de alterações oculares: olho seco; alterações palpebrais; destruição do limbo e células germinativas corneais; destruição da membrana basal; processo inflamatório; alteração na integração neuroanatômica da superfície ocular. Essas alterações acabam causando instabilidade epitelial corneal, vascularização e inflamação crônica. O resultado final é a perda de transparência da córnea e diminuição da acuidade visual. O autor descreve os seis tipos de alterações e faz uma revisão atualizada do tratamento de cada um deles.
Keywords: Ceratoconjuntivites cicatriciais; Superfície ocular
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito terapêutico das punções do estroma anterior corneal em pacientes com ceratopatia bolhosa (CB). Métodos:Vinte e cinco pacientes com CB sintomáticos, com baixa visão, com e sem indicação de transplante de córnea, foram avaliados antes, uma, 4 e 12 semanas após punções estromais anteriores realizadas com agulha #25 à lâmpada de fenda. Em cada visita, os pacientes foram questionados sobre intensidade da dor, fotofobia, sensação de corpo estranho, além de serem submetidos a exame oftalmológico completo, estesiometria e paquimetria. Resultados: As comparações realizadas entre os valores antes e após o procedimento referentes a dor (p<0,001), fotofobia (p=0,0198), sensação de corpo estranho (CE) (p<0,001), insônia (p=0,0015) e estesiometria (p=0,00654) apresentaram diferenças estatisticamente significantes quanto à diminuição desses sintomas e da sensibilidade corneal. A paquimetria média não apresentou diferença estatisticamente significante entre as avaliações antes e após as punções estromais (p=0,873). Não foram observadas alterações importantes na vascularização corneal após o procedimento. Conclusão: As punções do estroma anterior da córnea representam uma modalidade efetiva, simples e de baixo custo para o tratamento dos pacientes com CB sintomáticos.
Keywords: Ceratopatia bolhosa; Edema de córnea; Tratamento
Abstract
Objetivo: Apresentar uma técnica de exame e de coloração de amostras de citologia de impressão da superfície ocular desenvolvida em serviço de referência. Método: Obtiveram-se 28 amostras de citologia de impressão de pacientes com alterações da superfície ocular no Setor de Doenças Externas Oculares no período de julho a novembro de 1999. Coraram-se e avaliaram-se as amostras microscopicamente no Laboratório de Microbiologia Ocular, do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista Medicina. Resultados: Desenvolveu-se um modelo de papel de filtro com ápice, base e abertura lateral, que forneceu seu posicionamento correto no olho no momento da colheita e na lâmina para a fixação e coloração. A técnica de coloração descrita, que usa ácido periódico-Schiff, hematoxilina e Papanicolaou, é um procedimento econômico e fácil, cora as células caliciformes de róseo e as epiteliais de roxo. Conclusões: A técnica de exame mostrou-se ideal na avaliação celular das amostras de citologia de impressão. A citologia de impressão é um método bastante confiável para o estudo da superfície ocular, no acompanhamento da evolução de patologias externas, e provou ser um procedimento realmente simples, mais barato e mais confortável para o paciente que as biópsias invasivas.
Keywords: Técnicas citológicas; Córnea; Conjuntiva; Citodiagnóstico; Coloração
Abstract
Objetivo: Descrever alterações corneanas pós-tracoma não associadas a deformidades palpebrais. Métodos: Foi realizada avaliação oftalmológica completa em 7 pacientes do ambulatório de Córnea e Doenças Externas da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Para o nosso estudo selecionamos pacientes com diagnóstico prévio de tracoma sem deformidades palpebrais, história pregressa de correção de entrópio ou epilação, mas com opacidades corneanas. Resultados: Dentre os achados oftalmológicos observados neste estudo destacaram-se: opacidade corneana bilateral em 100% dos casos, afinamento corneano em 85,7% dos casos, pannus superior bilateral em 71,4% dos casos e fibrose da conjuntiva tarsal superior bilateral em 85,7% dos casos. Conclusão: As alterações corneanas pós-tracomatosas podem-se manifestar sob diversas formas clínicas, incluindo opacidades, afinamentos, ceratites secundárias a infecção, vas-cularização, ectasias, alteração da sensibilidade e xerose. Na ausência de entrópio ou triquíase, estas alterações podem resultar de inflamação tracomatosa, ceratite intersticial ou formas de tratamento utilizadas no passado, no entanto a sua fisiopatologia ainda é controversa.
Keywords: Opacidade de córnea; Tracoma; Entrópio
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Objetivo: Estudar o comportamento da refração e da curvatura corneana em pacientes com esotropia essencial submetidos à cirurgia monocular para correção do estrabismo. Métodos: Estudo prospectivo em que 42 olhos de 21 pacientes com esotropia essencial de ângulo moderado, sem quaisquer outros estrabismos associados, foram selecionados e submetidos ao exame oftalmológico completo e à cirurgia monocular. O olho contralateral serviu como grupo controle. Foram feitas avaliações de pré-operatório, pós-operatório de 1 mês e pós-operatório de 6 meses. O astigmatismo pré-operatório foi confrontado com os astigmatismos pós-operatórios por análise vetorial e cálculo do valor polar. Resultados: Obtivemos, nos olhos operados, redução significante (p<0,05) na médio do equivalente esférico, de 3,28 ±1,98 dioptrias para 3,05 ± 1,95 dioptrias. Na refração houve um aumento significante da média do componente a 90° do astigmatismo, de 0,458 ± 0,594 dioptrias para 1,002 ± 0,718 dioptrias, também observado na ceratometria: 1,083 ± 0,560 dioptrias para 1,690 ± 0,591 dioptrias. A média do astigmatismo induzido pela cirurgia, na refração, foi de 0,63 ± 0,27 dioptrias a um eixo médio de 92,30 ± 14,91 graus e de 0,71 ± 0,27 dioptrias a um eixo médio de 94,45 ± 15,69 graus na ceratometria, evidenciáveis graficamente pelo mapa diferencial da topografia corneana. Conclusões: Observa-se aumento estatisticamente significante e clinicamente relevante do astigmatismo a-favor-da-regra em pacientes esotrópicos submetidos ao retrocesso/ressecção monocular. Essa mudança é estável ao longo do tempo e é acompanhada de diminuição significante do equivalente esférico.
Keywords: Esotropia; Refração ocular; Estrabismo; Astigmatismo; Procedimentos cirúrgicos operatórios
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Métodos: Quatro olhos de 4 pacientes que apresentavam complicações pós-trabeculectomia com mitomicina-A (vazamento de humor aquoso com teste de Seidel +, 3 olhos, e bolha hiperfiltrante, 1 olho) foram submetidos à cirurgia para reconstrução da bolha filtrante com uso de membrana amniótica. Resultados: A média do tempo de seguimento foi de 5,75 meses (variação de 2 a 9 meses). Conseguiu-se resolução do quadro em todos os casos, sendo que em 1 caso necessitou-se de aplicação de cola e lente de contato para resolução do quadro. Em média, a epitelização ocorreu em 14,75 dias (variação de 8 a 21 dias). A acuidade visual melhorou em apenas 1 paciente e manteve-se inalterada nos outros 3 casos. Após as cirurgias, a pressão intra-ocular manteve-se sob controle com uso de medicação antiglaucomatosa tópica em todos os pacientes. Conclusão: O uso de membrana amniótica constitui uma opção viável para o tratamento do vazamento do humor aquoso e bolha hiperfiltrante pós-trabeculectomia resistentes ao tratamento convencional. Mais casos são necessários para melhor avaliar e refinar a técnica operatória.
Keywords: Curativos biológicos; Trabeculotomia
Abstract
Objetivo: Apresentar um método prático baseado nos valores topográficos para adaptação de lente de contato rígida gás-permeável (LCRGP) em pacientes com ceratocone. Método: Foram estudados 33 olhos de 17 pacientes consecutivos portadores de ceratocone, no período de julho de 1997 a abril de 1999. O exame inicial consistiu de medida da acuidade visual, refração, biomicroscopia e topografia de córnea com o topógrafo computadorizado Eye Sys. As sessões de adaptação foram feitas com lentes de contato de teste, com curva-base selecionada a partir da topografia de córnea. Foi considerada como referência inicial o valor médio de K 1,5 mm superior ao centro óptico de cada olho a 90º. Resultados: A adaptação de lente de contato rígida gás-permeável foi bem sucedida em 30 olhos (91%). Em todos esses casos houve melhora significativa da acuidade visual, que no final variou de 20/20 a 20/60. Para a adaptação inicial, foram necessárias, em média, 3 ± 1 tentativas. Foi realizada readaptação com sucesso em 3 casos (10%). Na maioria dos casos (57%), as lentes pedidas possuíam curva-base com valor mais próximo de K 1,5 mm a 90º em relação a K. Esse achado foi comprovado por análise estatística das medidas individualmente e das médias das diferenças entre as duas medidas topográficas e a curva-base final de lente pedida. Conclusão: A adaptação baseada na topografia de córnea 1,5mm superiormente 90º ao centro óptico mostrou-se rápida e eficaz nos casos de ceratocone.
Keywords: Ceratocone; Lente de contato; Topografia da córnea; Astigmatismo; Adaptação ocular
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OBJETIVOS: O objetivo deste estudo é caracterizar por meio do exame oftalmológico os pacientes com suspeita clínica de penfigóide cicatricial ocular e apresentar os resultados obtidos com a técnica de imunofluorescência direta. MÉTODOS: Estudo prospectivo realizado no setor de Córnea e Doenças Externas da Universidade Federal de São Paulo. Foram examinados 18 pacientes com suspeita clínica de penfigóide cicatricial ocular e realizadas biópsias de conjuntiva para o processamento da imunofluorescência direta em 13 pacientes (26 olhos), que não estavam na vigência de imunossupressão sistêmica ou terapêutica antiglaucomatosa tópica. RESULTADOS: Segundo o estadiamento de Foster, a proporção de olhos classificados de I a IV foram: 3,8%, 3,8%, 77%, 15,4% respectivamente. Apenas 3 (23%) pacientes apresentaram imunofluorescência direta positiva. CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes encontravam-se em estágio avançado da doença, o que denota retardo no diagnóstico. A imunofluorescência direta apresentou baixa sensibilidade em detectar depósitos de imunocomplexos na membrana basal da conjuntiva, quando comparada aos dados da literatura.
Keywords: Penfigóide mucomembranoso benigno; Dermatopatias vesiculobolhosas; Membrana basal; Conjuntiva; Técnica direta de fluorescência para anticorpo
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OBJETIVO: Investigar a utilização da membrana amniótica como adjuvante no tratamento e restabelecimento de espessura dos afinamentos córneo-esclerais e epitelização corneal. MÉTODOS: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesáreo e conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e conservada a -80ºC. Sete olhos de 7 pacientes, sendo 4 portadores de afinamento corneal por afecções neurotróficas (Grupo 1: 2 herpes simples vírus; 1 após transplante de córnea; 1 por radioterapia) e 3 portadores de afinamento escleral após exérese de pterígio (Grupo 2: 2 com beta-terapia e 1 sem beta-terapia) foram submetidos à cirurgia para restabelecimento da superfície ocular e espessura córneo-escleral empregando membrana amniótica. RESULTADOS: O tempo médio de seguimento foi de 12 meses (variação entre 11 meses e 15 meses). Um caso de úlcera neurotrófica secundária a radioterapia apresentou insucesso. Obtivemos sucesso do restabelecimento da superfície ocular e da espessura nos outros 6 casos. Em relação à acuidade visual, 1 caso obteve melhora e os outros 6 permaneceram inalterados. A média de tempo de epitelização foi de 26,6 ± 5,8 dias para o grupo 1 e 10,6 ± 4,0 dias para o grupo 2. CONCLUSÕES: O uso de membrana amniótica constitui opção alternativa de grande utilidade na reconstrução da superfície ocular dos casos de afinamento córneo-escleral. Estudos com maior casuística e tempo de seguimento são necessários para melhor avaliar esse procedimento.
Keywords: Âmnio; Transplante de tecido fetal; Preservação de tecido; Transplante homólogo; Córnea; Córnea; Conjuntiva; Esclera; Epitélio da córnea; Seguimentos
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OBJETIVO: Avaliar o efeito terapêutico do transplante de membrana amniótica no tratamento da ceratopatia bolhosa. MÉTODOS: Nove pacientes portadores de ceratopatia bolhosa sintomática, com baixa acuidade visual, com e sem indicação de transplante de córnea foram avaliados antes, 1, 3, 6 e 12 meses após transplante de membrana amniótica. Em cada visita, os pacientes foram questionados sobre intensidade da dor, fotofobia, sensação de corpo estranho, e submetidos a exame oftalmológico completo,estesiometria e paquimetria. RESULTADOS: As comparações realizadas entre os valores antes e após o procedimento referentes à dor, fotofobia, sensação de corpo estranho e estesiometria apresentaram diferenças estatisticamente significantes quanto à diminuição desses sintomas e da sensibilidade corneal (p<0,05). A paquimetria apresentou aumento da espessura logo após o procedimento e uma diminuição entre as avaliações de 6 e 12 meses, que foram estatisticamente significantes (p<0,05). Após o sexto mês de seguimento, observou-se reabsorção parcial da membrana amniótica em 3 casos (33,3%) e reabsorção total em outros 3 casos (33,3%). CONCLUSÃO: O transplante de membrana amniótica representa modalidade efetiva no controle dos sintomas da ceratopatia bolhosa por até 12 meses.
Keywords: Âmnio; Transplante heterotópico; Doenças da córnea
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OBJETIVO: Avaliar a segurança, a eficácia e a recidiva tumoral após o uso de mitomicina C (MMC) tópica no tratamento de neoplasias intra-epiteliais (NIC) primárias e recidivadas e carcinomas espinocelulares (CEC) recidivados. MÉTODOS: Dois grupos de pacientes foram tratados. Grupo 1 com diagnóstico de NIC primário ou recidivado fez uso do colírio de MMC 0,02%, 4 vezes ao dia por 28 dias. O grupo 2 com diagnóstico de CEC recidivado fez uso do colírio de MMC 0,02%, 4 vezes ao dia por 21 a 28 dias. Após o término do tratamento era feita citologia exfoliativa para controle ou biópsia nos casos de lesão residual. RESULTADOS: Oito pacientes com NIC e 1 com CEC mostraram regressão total da lesão e citologia exfoliativa de controle negativa para células neoplásicas. Em 1 paciente com NIC e 2 com CEC, houve regressão parcial das lesões, tendo sido necessária exérese cirúrgica da lesão residual, com exame anatomopatológico negativo para neoplasia. Os efeitos colaterais foram transitórios e desapareceram após a suspensão do colírio. Não houve recidiva tumoral num seguimento médio de 24,9 meses. CONCLUSÃO: Os resultados preliminares desse estudo su-gerem que o uso da MMC tópica é opção segura e eficaz como tratamento único de NIC primária ou recidivada e no tratamento do CEC recidivado, porém não evitando a cirurgia na maioria dos pacientes com CEC. Não foram observadas recidivas tumorais durante o segmento. Mais estudos são necessários, com maior número de pacientes e maior tempo de seguimento para confirmar esses resultados.
Keywords: Mitomicina; Neoplasias oculares; Neoplasias da conjuntiva; Carcinoma de células escamosas; Epitélio da córnea
Abstract
OBJETIVO: Analisar pela citologia de impressão a presença de células caliciformes na superfície de córneas com sinais clínicos de conjuntivalização. MÉTODOS: Foram realizados exames de citologia de impressão do epitélio córneo-conjuntival em 65 olhos de 65 pacientes com sinais clínicos de conjuntivalização com ou sem tratamento cirúrgico prévio. Os pacientes foram divididos em dois grupos segundo a história anterior de cirurgia de reconstrução da superfície ocular com transplante de limbo e membrana amniótica de tal forma que no grupo I foram estudados 49 pacientes sem cirurgia prévia e no grupo II estudaram-se 16 pacientes após cirurgia para reconstrução da superfície e com sinais de conjuntivalização recorrente. As amostras foram colhidas do olho afetado entre fevereiro de 2000 e fevereiro de 2002 no Laboratório de Doenças Externas Oculares do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. Definiu-se que o diagnóstico de deficiência límbica era confirmado por citologia de impressão quando uma ou mais células caliciformes íntegras eram encontradas na superfície da córnea. RESULTADOS: No grupo I uma ou mais células caliciformes foram evidenciadas na superfície da córnea em 21 olhos (42,85%). No grupo II foi possível detectá-las na superfície da córnea em 9 pacientes (56,25%). CONCLUSÃO: A presença de células caliciformes na superfície da córnea detectada no exame de citologia de impressão em pacientes com conjuntivalização pode confirmar o diagnóstico de deficiência de limbo no local pesquisado, porém, a ausência destas células não exclui o diagnóstico.
Keywords: Limbo da córnea; Conjuntiva; Células caliciformes; Células epiteliais; Neovascularização patológica; Técnicas citológicas; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
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OBJETIVOS: Verificar a possibilidade de contaminação do líquido amniótico e da membrana amniótica no tempo zero e em diferentes tempos após o parto. MÉTODO: Nove amostras de líquido amniótico foram colhidas através de punção uterina. Nove membranas amnióticas foram obtidas de placentas após cesáreas eletivas em gestantes com sorologias negativas (hepatite B, C, sífilis, HIV). Obtiveram-se amostras de membranas amnióticas em três diferentes momentos após o parto (zero, trinta e sessenta minutos). As amostras de membrana foram inoculadas em meios para cultivo bacteriano e fúngico. RESULTADOS: Verificou-se cultivo positivo para bactérias em quatro amostras do líquido amniótico e em todas membranas amnióticas. Staphylococcus coagulase negativo cresceu nas nove membranas estudadas. No tempo zero houve crescimento de Staphylococcus coagulase negativo em todas as membranas, de Staphylococcus aureus em duas, de Enterobacter, Neisseria sp. e Streptococcus viridans em uma cada. No tempo trinta, o Staphylococcus coagulase negativo também cresceu em todas as membranas e o Streptococus viridans em uma. No tempo sessenta, o Staphylococcus coagulase negativo cresceu em oito das nove membranas, o Staphylococcus aureus em duas e o Streptococus viridans em uma. Staphylococcus coagulase negativo foi encontrado em três amostras de líquido e membranas amnióticas correspondentes. CONCLUSÃO: Contaminação bacteriana foi evidenciada em todas as membranas amnióticas. Cuidados assépticos devem ser realizados durante todo o manuseio da membrana antes de sua utilização. Estudos quantitativos com maior número de amostras são necessários para comparação mais acurada da variação da contaminação da membrana amniótica em diferentes tempos após a sua retirada.
Keywords: Contaminação; Bactérias; Líquido amniótico; Córnea; Staphylococcus
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OBJETIVO: Avaliar as características morfológicas da membrana amniótica desepitelizada por diferentes técnicas. MÉTODOS: A membrana amniótica humana foi coletada no momento do parto, fixada em concentrações crescentes de glicerol (0-50% em DMEM) e preservada a 80°C até a hora de ser usada. O estudo consistiu de 4 grupos: epitélio intacto (controle) e membranas desepitelizadas pela tripsina (2 mg/mL a 1:250), dispase (1,2 U/mL em solução salina balanceada de Hank livre de Mg2+ e Ca2+) e ácido etilenodiaminotetra-acético (EDTA), 0,02%). As amostras foram submetidas à análise por microscopia eletrônica (de varredura e de transmissão). RESULTADOS: A microscopia eletrônica de varredura mostrou epitélio intacto no grupo controle e sua ausência nas membranas amnióticas desepitelizadas pela tripsina e pela dispase. Naquelas tratadas com o ácido etilenodiaminotetra-acético, havia áreas com e sem epitélio. Quando avaliadas pela microscopia eletrônica de transmissão, o epitélio estava intacto e firmemente aderido à membrana basal através de hemidesmossomos nos grupos controle e em parte do ácido etilenodiaminotetra-acético. Havia apenas fibras colágenas nas membranas tratadas com dispase e tripsina. CONCLUSÕES: O tratamento da membrana amniótica com tripsina e dispase pode causar completa retirada do epitélio e da membrana basal, ao passo que o ácido etileno- diaminotetra-acético pode preservar áreas com epitélio intacto e parcialmente destruir a membrana basal em outras.
Keywords: Âmnio; Ácido edético; Doenças da córnea; Tripsina; Endopeptidases; Microscopia eletrônica
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As drogas antineoplásicas proporcionam aumento da sobrevida dos portadores de neoplasias, mas podem induzir efeitos adversos em vários órgãos e tecidos. A mucosite é efeito adverso freqüentemente observado durante a administração de certos quimioterápicos. A toxicidade ocular dessas drogas pode se manifestar por alterações da superfície ocular e do filme lacrimal. O objetivo foi avaliar alterações da superfície ocular induzidas pelos quimioterápicos e estabelecer sua correlação clínica com mucosite e quimioterapia. Trinta e nove pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo, citologia de impressão e estudo microbiológico da conjuntiva. Comparamos 2 grupos: com manifestação de mucosite (caso) e sem manifestação de mucosite (controle). Para análise estatística, utilizamos o software Statistical Package for Social Sciences. A mucosite foi identificada em 51,4% dos pacientes avaliados após a quimioterapia. O tempo de quebra do filme lacrimal mostrou redução significativa após a quimioterapia (p<0,0001), acompanhado por epiteliopatia puntata (78,4%). O teste de Schirmer não apresentou alterações estatisticamente significativas considerando o pré x pós-quimioterapia. A quimioterapia é capaz de induzir alterações no filme lacrimal. A mucosite induzida pela quimioterapia compromete também a mucosa conjuntival, caracterizada subjetivamente pelos sintomas oculares relatados pelos pacientes e comprovada laboratorialmente em nosso estudo.
Keywords: Quimioterapia; Mucosite; Neoplasias; Conjuntiva
Abstract
OBJETIVO: Comparar, por microscopia eletrônica, a integridade anatômica e a presença de fatores de crescimento e citocinas da membrana amniótica preservada com glicerol/MEM (1:1) e dimetilsulfóxido puro. MÉTODOS: As membranas amnióticas preservadas em glicerol/MEM (1:1) ou dimetilsulfóxido puro foram processadas para microscopia eletrônica de transmissão e varredura. Como controle, membrana amniótica fresca foi imediatamente fixada após coleta e processada para microscopia eletrônica. As citocinas e os fatores de crescimento avaliados foram: TGF-beta- fator transformador de crescimento beta; TGF-beta ativ- fator transformador de crescimento beta ativado; EGF- fator recombinante de crescimento epitelial humano; FGF-4- fator de crescimento fibroblástico 4; FGF-beta- fator de crescimento fibroblástico básico; IL-4- interleucina 4; PGE2- prostaglandina E2; IL-10- interleucina 10; KGF- fator de crescimento de queratinócito; HGF- fator de crescimento de hepatócito. RESULTADOS: As membranas amnióticas do grupo controle apresentavam epitélio íntegro, com microvilos na superfície e complexos juncionais entre as células e a membrana basal. As membranas amnióticas preservadas em glicerol/MEM tinham aspecto semelhante às do controle, com maior altura das células epiteliais. Já as membranas amnióticas preservadas em dimetilsulfóxido mostraram redução das junções intercelulares e destacamento do epitélio da membrana basal. As citocinas e fatores de crescimento não apresentaram diferenças entre os grupos, exceto FGF-4, FGF-beta, PGE2 e KGF. CONCLUSÕES: A membrana amniótica preservada em meio glicerol/MEM apresentou melhor integridade tecidual, com menor desprendimento do epitélio da membrana basal, em comparação com a preservada no dimetilsulfóxido puro. Os fatores de crescimento e citocinas estavam, em sua maior parte, preservados com as duas técnicas de preservação.
Keywords: Âmnio; Microscopia eletrônica; Glicerol; Dimetilsulfóxido; Citocina; Fator transformador de crescimento beta
Abstract
OBJETIVO: Investigar a utilização da membrana amniótica humana na reconstrução da superfície ocular após exérese de carcinoma de células escamosas da conjuntiva. MÉTODOS: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesárea, conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e armazenada a -80º C. Os critérios de inclusão foram: pacientes portadores de lesão proliferativa conjuntival com características de carcinoma de células escamosas (lesão esbranquiçada plana ou elevada com aspecto em "carne de peixe"), envolvendo conjuntiva, limbo e córnea. Oito olhos de 8 pacientes portadores de "carcinoma de células escamosas" da conjuntiva foram submetidos a cirurgia de exérese do tumor conjuntival, associado a transplante de membrana amniótica. Destes, 3 foram submetidos a epiteliectomia total da córnea e a transplante de limbo do olho contralateral. RESULTADOS: O tempo médio de seguimento foi de 17,8 meses (variação entre 10 e 35 meses). Cinco pacientes (71,4%) obtiveram sucesso com o tratamento cirúrgico, com adequada reconstrução da área conjuntival retirada. Dois pacientes (28,6%) obtiveram sucesso parcial, com presença de alterações cicatriciais leves (simbléfaro pequeno ou pequena fibrose). Um paciente foi excluído porque apresentou recidiva agressiva do tumor, com invasão intraocular, necessitando ser submetido a exenteração. CONCLUSÃO: O uso de membrana amniótica humana pode constituir uma importante opção para a reconstrução da superfície ocular após remoção de carcinoma de células escamosas.
Keywords: Neoplasias da conjuntiva; Carcinoma de células escamosas; Âmnio; Conjuntiva
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da liofilização da membrana amniótica (MA) para a reconstrução da superfície ocular em coelhos. MÉTODOS: A liofilização é processo de preservação que mantém a MA estável durante longo tempo mesmo em temperatura ambiente. A córnea de um olho de cada coelho macho da raça Nova Zelândia foi marcada e desepitelizada. Essa área desepitelizada foi coberta com: Grupo 1: MA criopreservada (n=6); Grupo 2: MA liofilizada (n=6) e Grupo 3: Não coberta (n=3). A MA nos grupos 1 e 2 e a periferia da córnea no grupo 3 foram suturadas com nylon 10-0. A avaliação clínica foi realizada por um observador cego em relação à hiperemia, neovascularização e edema de córnea e reepitelização nos dia 1, 7 e 30 pós-operatórios. Após o dia 30 os ratos foram eutanizados e suas córneas enviadas para análise histopatológica e ultra-estrutural. RESULTADOS: Dois olhos no grupo 2 foram excluídos da análise devido à infecção. Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação à avaliação clínica. Na microscopia eletrônica de transmissão, a membrana basal nos grupos de MA liofilizada e controle foi mais contínua e homogênea em relação ao grupo da MA criopreservada. CONCLUSÕES: O processo de liofilização parece ser boa opção para a preservação da membrana amniótica humana para utilização na reconstrução da superfície ocular.
Keywords: Amnio; Liofilização; Criopreservação; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Preservação de tecido; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a importância da presença de células 3T3 para estabelecer cultura de suspensão de células epiteliais do limbo obtido de rimas córneo-esclerais. MÉTODOS: Rimas de diferentes doadores tiveram seus estroma posterior e endotélio removidos (n=6). Cada rima foi dividida em três segmentos iguais, que foram colocados em cultura em três diferentes condições: um segmento foi colocado na placa de cultura com o lado epitelial para cima (Grupo A). Os dois segmentos restantes foram tripsinizados e a suspensão de células obtida foi cultivada com (Grupo B) ou sem (Grupo C) células 3T3 irradiadas. As células foram mantidas em meio de cultura "supplemental hormonal epithelial médium" (SHEM), a migração epitelial e a formação de clones nos grupos A, B e C foram avaliadas pela microscopia de contraste de fase e por coloração pela rodamina B. Os resultados foram comparados estatisticamente. RESULTADOS: O crescimento de células epiteliais foi observado em 4/6 rimas (Grupo A). Todas as suspensões de células epiteliais que foram cultivadas com células 3T3 (Grupo B) formaram clones. Nenhuma adesão ou formação de clones verdadeiros (holo ou meroclones) foi observada na cultura de células que foi cultivada sem 3T3 (Grupo C) (p=0,009). CONCLUSÕES: Suspensão de células epiteliais límbicas obtidas de rimas córneo-esclerais no modelo utilizado precisa ser cultivada com células 3T3 para formar clones e estabelecer colônias epiteliais com perspectivas para uso terapêutico na reconstrução da superfície ocular.
Keywords: Células epiteliais; Técnicas de cultura de células; Diferenciação celular; Células-tronco; Limbo da córnea
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