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Abstract
Introdução: Queimaduras oculares químicas podem produzir danos importantes à superfície ocular, resultando em incapacidade visual transitória ou permanente. Objetivos: Levantar dados acerca da epidemiologia e do tratamento inicial aplicado aos pacientes vítimas de queimaduras oculares químicas que chegam a um hospital-escola. Métodos: Foi realizado exame oftalmológico em 47 pacientes vítimas de queimaduras oculares químicas no pronto- socorro do Hospital São Paulo - Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo. Resultados: A maioria das vítimas era de jovens do sexo masculino e acidentes de trabalho foram bastante freqüentes (46,8%). Agentes de natureza básica (alcalina) foram envolvidos em 55,32% dos casos. A córnea foi afetada em 95,7% dos casos. Os graus I (78,8%) e II (12,8%) da classificação de Hughes foram os mais observados. O tratamento inicial dos pacientes foi realizado em 89,4% dos casos (irrigação copiosa do olho afetado com solução salina e remoção de debris) e 21 (44,68%) casos receberam medicações tópicas. Conclusões: Foram observados vários erros na abordagem inicial dos pacientes, o que pode ter influenciado o prognóstico de alguns pacientes.
Keywords: Queimaduras oculares; Epidemiologia; Tratamento de emergência
Abstract
Os anéis de Kayser-Fleischer (K-F) são alterações pigmentadas localizadas na membrana de Descemet, principalmente na região perilímbica na córnea. Estão associadas à doença de Wilson, sendo a manifestação oftalmológica mais comum da mesma e se correlacionam diretamente ao tempo de evolução desta doença. Os anéis de K-F caracterizam-se pela deposição de granulações de cobre de tamanhos e formas variadas na córnea e predominam na periferia corneana. A doença diretamente ligada ao aparecimento dos anéis de K-F, a doença de Wilson, caracteriza-se por distúrbio metabólico com acúmulo de cobre nos tecidos humanos, principalmente no fígado. A presença de anéis pigmentados na córnea nem sempre é diagnóstico de anéis de K-F, devendo ser diferenciados de outras alterações pigmentadas da córnea não ligadas à doença de Wilson. Estas englobam a vasta maioria de doenças hepato-biliares que podem ocasionar acúmulo de cobre, além de corpos estranhos intra-oculares contendo cobre, mieloma múltiplo, entre outras. O objetivo do presente artigo é revisar alguns aspectos desta alteração pigmentada corneana, os anéis de K-F, além de descrever algumas características da principal doença ligada ao seu aparecimento.
Keywords: Degeneração hepatolenticular; Doenças da córnea; Transtornos da pigmentação; Membrana de Descemet
Abstract
Objetivos: Detectar os principais achados fundoscópicos em crianças portadoras de hemoglobinopatias falciformes. Métodos: Foram estudados 26 pacientes com hemoglobinopatias falciformes, no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal, RN, que foram submetidos a protocolo de pesquisa pré-estabelecido. Os resultados foram avaliados estatisticamente pelo teste qui-quadrado. Resultados: A idade média foi de 10,6 anos, com acuidade visual igual ou melhor que 20/25 na maioria, excetuando-se 3 olhos, que apresentavam outras doenças associadas. O tipo mais freqüente foi o SS com 57,7% (15/26) dos casos, seguido pelos SC e SA com 15,4% (4/26) cada, e pelo S-Thal com 11,5% (3/26). A freqüência da retinopatia por células falciformes foi maior após os 10 anos de idade, sendo mais freqüente, em valores relativos, no tipo S-Thal (100% dos casos) e, em valores absolutos, no tipo SS (9 casos). Os dois achados mais comuns foram tortuosidade venosa (12/26) e "black sunburst" (7/26). Conclusões: Observamos que a incidência de retinopatia por células falciformes aumentou após os 10 anos de idade e não evidenciamos achados da doença proliferativa. Portanto, enfatizamos a necessidade do exame oftalmológico precoce nos portadores de anemia falciforme, como forma de prevenir futuras complicações oculares.
Keywords: Anemia falciforme; Hemoglobinopatias; Fundo de olho; Doença da hemoglobina C; Doença da hemoglobina SC; Doenças retinianas; Criança
Abstract
OBJETIVO: Comparar as características clínicas e os resultados do tratamento cirúrgico entre casos com e sem hidropisia aguda, do total de 567 pacientes com ceratocone. MÉTODOS: Foram revistos os prontuários de todos os casos de ceratocone acompanhados entre 1982 e 2000 no Hospital Universitário Antônio Pedro - UFF e na Clínica Oftalmológica Souza Pena, em Niterói. Acuidade visual, tempo de evolução, tipo de correção ótica, morfologia do ceratocone, classificação ceratométrica e resultados cirúrgicos foram as principais variáveis comparadas entre os dois grupos. RESULTADOS: A incidência de hidropisia aguda foi 5,8%. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto ao sexo, história familiar e atopia. No grupo da hidropisia aguda, 72,7% dos casos foram classificados como periféricos, contrastando com 21,4% do grupo controle (p < 0,05). Dezenove por cento dos pacientes foram submetidos à ceratoplastia penetrante. Dentre os 1062 olhos que não desenvolveram hidropisia aguda, 8,4% foram operados, ao passo que 88,4% dos olhos com hidropisia submeteram-se ao transplante de córnea (p < 0,05). O resultado pós-operatório não diferiu entre os dois grupos. CONCLUSÃO: O ceratocone periférico esteve mais associado à hidropisia aguda e, conseqüentemente, à indicação de ceratoplastia penetrante. O prognóstico do tratamento cirúrgico não diferiu entre os grupos desta amostra.
Keywords: Ceratocone; Edema da córnea; Ceratoplastia penetrante; Acuidade visual; Estudos retrospectivos
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OBJETIVO: Os autores relatam um caso de paciente com síndrome mascarada como primeira manifestação de adenocarcinoma pulmonar. MÉTODOS: Paciente de 57 anos com história clínica de embaçamento visual unilateral (olho direito) de seis meses de evolução e diagnóstico inicial de uveíte recidivante com tratamento à base de corticóide tópico. Referida por permanência dos sintomas mesmo com tratamento. Ao exame ocular apresentava hiperemia conjuntival com injeção ciliar moderada e lesão peripapilar na coróide. Solicitados os exames complementares. RESULTADOS: A paciente foi diagnosticada com adenocarcinoma pulmonar (lesão primária). As alterações em fundo de olho foram sugestivas de lesões metastáticas na coróide. CONCLUSÕES: A incidência das metástases uveais varia de 0,7 a 12% dos pacientes com tumores pulmonares. O tratamento depende de características como tamanho da lesão, número de metástases, acuidade visual, bilateralidade e estado geral do paciente. O envolvimento ocular pode ser a primeira manifestação clínica de adenocarcinoma pulmonar, conforme observado neste caso.
Keywords: Uveíte; Neoplasias pulmonares; Adenocarcinoma; Neoplasias da coróide; Metástase neoplásica; Relato de caso
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OBJETIVO: Estudar a incidência e fatores de risco (tempo de doença e presença de hipertensão arterial sistêmica) para retinopatia diabética em 1002 pacientes encaminhados pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitário Onofre Lopes no período de 1992 - 1995. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus encaminhados ao Setor de Retina do Departamento de Oftalmologia pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitário e submetido, sob a supervisão do autor, a exame oftalmológico, incluindo medida da acuidade visual corrigida (tabela de Snellen), biomicroscopia do segmento anterior e posterior, tonometria de aplanação e oftalmoscopia binocular indireta sob midríase (tropicamida 1% + fenilefrina 10%). Foi realizada análise dos prontuários referente ao tempo de doenças e diagnostico clínico de hipertensão arterial sistêmica. RESULTADOS: Dos 1002 diabéticos examinados (em 24 deles a fundoscopia foi inviável), 978 foram separados em 4 grupos: sem retinopatia diabética (SRD), 675 casos (69,01%); com retinopatia diabética não proliferativa (RDNP), 207 casos (21,16%); com retinopatia diabética proliferativa (RDP), 70 casos (7,15%); e pacientes já fotocoagulados (JFC), 26 casos (2,65%). Do total, 291 eram do sexo masculino (29%) e 711 do sexo feminino (71%). Os 4 grupos foram ainda avaliados quanto ao sexo, a faixa etária, a acuidade visual, tempo de doença, presença de catarata e hipertensão arterial sistêmica e comparados entre si. Com relação ao tipo de diabetes, 95 eram do tipo I (9,4%), 870 pacientes eram do tipo II (86,8%), e em 37 casos (3,7%) o tipo de diabetes não foi determinado. CONCLUSÕES: Comprovou-se que os pacientes com maior tempo de doença tinham maior probabilidade de desenvolver retinopatia diabética, e que a hipertensão arterial sistêmica não constituiu fator de risco em relação à diminuição da acuidade visual nos pacientes hipertensos.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Cuidados primários de saúde; Cegueira; Avaliação de programas
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OBJETIVOS: Avaliar a prevalência de estrabismo do município de Natal, entre os estudantes de I e II graus das escolas públicas e privadas, e detectar os possíveis fatores etiológicos. MÉTODO: 1024 alunos foram escolhidos de forma aleatória, sendo submetidos a um questionário e a um exame oftalmológico completo, pelos médicos docentes e residentes em Oftalmologia da UFRN. RESULTADOS: Dos 1024 estudantes, foram analisados 1015; 29 eram portadores de estrabismo (2,9%), sendo 20 com exotropia manifesta (2%), 2 com exotropia intermitente (0,2%), 6 com esotropia (0,6%) e 1 com anisotropia em V (0,1%). CONCLUSÕES: A prevalência de estrabismo da população de estudantes de Natal é semelhante a estudos de prevalência publicados anteriormente. Em apenas um dos estudantes havia lesão ocular (cicatriz de retinocoroidite em pólo posterior de ambos os olhos) causando estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Saúde ocular; Serviços de saúde escolar; Estudantes
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OBJETIVO: Realizar um estudo epidemiológico em estudantes de Natal/Brasil, com relação à anisometropia refracional, avaliando os seguintes critérios: sexo, idade e associação com estrabismo e ambliopia. MÉTODOS: Foram estudados 1.024 estudantes, randomicamente selecionados, pertencentes aos diversos distritos da cidade de Natal/Brasil, pelo Departamento de Oftalmologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), observando os seguintes aspectos, quanto à anisometropia > 2 dioptrias esférica ou cilíndrica, sexo, idade, associação com estrabismo e ambliopia, e os tipos de anisometropia. RESULTADOS: Encontrou-se prevalência de anisometropia de 2% (N=21) nos estudantes. O sexo feminino predominou com 81% (N=17). Nos estudantes com anisometropia, observou-se associação com estrabismo em 9,5% (N=2), ambos com exotropia. A associação de anisometropia com ambliopia ocorreu em 47,6% (N=10), sendo 8 casos com ambliopia unilateral e 2 casos com ambliopia bilateral. CONCLUSÃO: Houve predominância de anisometropia no sexo feminino; e aumento da prevalência de estrabismo e de ambliopia em estudantes com anisometropia.
Keywords: Anisometropia; Ambliopia; Estudantes, Erros de refração; Estrabismo
Abstract
OBJETIVO: Determinar a prevalência dos achados oculares das estruturas externas e segmento anterior do olho detectados ao exame biomicroscópico em uma população de estudantes de Natal (RN) - Brasil. MÉTODOS: 1024 escolares do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas da cidade de Natal foram avaliados de março a junho de 2001 após seleção randomizada prévia. Todos foram submetidos a protocolo de pesquisa pré-estabelecido consistindo em identificação, dados demográficos e exame oftalmológico biomicroscópico com lâmpada de fenda, realizados por oftalmologistas do Hospital Universitário Onofre Lopes. RESULTADOS: As alterações da conjuntiva e das pálpebras foram as mais prevalentes, (10,4% e 6,2% respectivamente). Dentre estas, folículos e papilas conjuntivais representaram os achados mais evidenciados ao exame da conjuntiva (4,2% e 3,0% respectivamente), ao passo que blefarite anterior (3,5%) e meibomite (1,1%) foram as anormalidades mais encontradas nas pálpebras. Ao exame da córnea, íris, cristalino e vítreo anterior, os achados mais freqüentes foram: nubécula (0,5%), restos da membrana pupilar (0,5%), opacidade de cápsula posterior (0,8%) e resquício da artéria hialóide (2,0%). CONCLUSÃO: Os achados mais prevalentes acometeram com maior freqüência as estruturas externas do olho (pálpebras e conjuntivas), tendo como seus principais representantes a blefarite anterior e reação folicular da conjuntiva, respectivamente. Já as anormalidades mais evidenciadas na córnea, íris, cristalino e vítreo anterior foram: nubécula, resquício da membrana pupilar, opacidade da cápsula posterior e resquício da artéria hialóide, nesta ordem.
Keywords: Segmento anterior do olho; Oftalmopatias; Saúde escolar; Testes visuais; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Estudos transversais
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OBJETIVO: Determinar a prevalência das ametropias em estudantes das redes pública e privada de Natal-RN. MÉTODOS: Foi realizada refratometria de 2.048 olhos de estudantes matriculados no ano letivo de 2001 e os dados avaliados com planilha do SPSS Data Editor 11. As ametropias foram divididas em: 1- de 0,1 até 0,99D (dioptria); 2- 1,0 até 2,99D; 3- 3,00 até 5,99D e 4- 6D ou maior. O astigmatismo foi reagrupado em I- a favor da regra (eixo entre 0 a 30 e 150 a 180 graus), II- contra a regra (eixo entre 60 e 120 graus) e III- oblíquo (eixo entre >30 e <60 e >120 e <150 graus). A faixa etária foi categorizada em 1- 5 a 10 anos, 2- 11 a 15 anos, 3- 16 a 20 anos, 4- 21anos ou mais. RESULTADOS: Dos erros refrativos, a hipermetropia foi o mais comum com 71%, em seguida astigmatismo, 34% e miopia, 13,3%. 48,5% dos míopes e 34,1% dos hipermétropes tinham astigmatismo. De acordo com as dioptrias, 58,1% dos míopes estão no grupo 1, 39% distribuídos entre os grupos 2 e 3. Os hipermétropes enquadram-se em sua maioria no grupo 1 (61,7%) e o astigmatismo no mesmo grupo com 70,6%. A associação dos eixos do astigmatismo dos dois olhos mostrou 95,2% com eixo a favor da regra nos dois olhos, diminuindo a porcentagem para os do eixo contra a regra (82,1%) e menor ainda para os do eixo oblíquo, apenas 50%. CONCLUSÃO: Os resultados encontrados mostraram discordância com a maioria dos trabalhos internacionais, principalmente os orientais, que apontam a miopia como o erro refrativo mais comum e corrobora os nacionais, com a grande parte sendo hipermétropes.
Keywords: Erros de refração; Miopia; Astigmatismo; Hiperopia; Estudantes
Abstract
OBJETIVO: Descrever as alterações observadas na camada de fibras nervosas da retina de olhos portadores de neurorretinite subaguda unilateral difusa (DUSN) em fase crônica e compará-las aos valores obtidos em olhos normais pelo analisador de fibras nervosas da retina (GDx®). MÉTODOS: Trata-se de estudo retrospectivo caso-controle, no qual foram avaliadas a camada de fibras nervosas retiniana (CFNR) de 49 olhos portadores da doença em fase crônica examinados entre maio/97 e dezembro/01. Os olhos com neurorretinite subaguda unilateral difusa foram comparados estatisticamente com olhos normais contralaterais (Grupo Controle I) e com olhos de pacientes sem doença ocular (Grupo Controle II). RESULTADOS: Os olhos dos grupos Controle I e II tiveram maior freqüência do status "within normal limits". Os olhos com neurorretinite subaguda unilateral difusa tiveram maior freqüência relativa dos status "outside normal limits" e "borderline". Os grupos Controle I e II apresentaram valores absolutos diferentes do Grupo Doente em praticamente todos os parâmetros testados (p<0,05), as exceções foram o parâmetro "Symetry" em relação aos 2 grupos controles, e dos parâmetros "Average thickness" e "Superior integral" com relação ao Grupo Controle II. CONCLUSÃO: Os pacientes acometidos por neurorretinite subaguda unilateral difusa em fase crônica apresentaram diminuição da espessura da neurorretinite subaguda unilateral difusa demonstrada ao GDx®. As áreas da retina que contam com maior suporte vascular e maior quantidade de fibras nervosas apresentaram maior diminuição no retardo da luz medido pelo analisador de fibras nervosas.
Keywords: Eletrorretinografia; Potenciais evocados visuais; Neurite óptica; Retinite; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Lasers; Perimetria; Uveíte posterior
Abstract
A síndrome de Cogan é entidade multissistêmica rara caracterizada por ceratite intersticial associada à disfunção áudio-vestibular e possível surdez irreversível classificada em duas formas clínicas: típica e atípica. Há discordância na literatura quanto à presença de acometimento corneano na forma atípica. Uma paciente de 32 anos queixando-se de hiperemia e dor ocular, fotofobia e baixa da acuidade visual no olho direito, associada à perda súbita de audição à esquerda, vômitos, diarréia, oligúria, dor na orofaringe e febre. História prévia de semelhante acometimento do olho esquerdo e audição direita. Havia intensa hiperemia conjuntival, esclerite nodular, episclerite e infiltrados circulares no estroma corneano. A paciente recebeu pulsoterapia com metilprednisolona e ciclofosfamida. Evoluiu com grande melhora ocular, porém com resposta auditiva pobre. O caso reportado pode constituir forma típica da síndrome de Cogan (de acordo com autores que defendem o não-acometimento corneano na forma atípica) com alguns achados característicos da forma atípica ou um caso da forma atípica da síndrome de Cogan (para aqueles que defendem o acometimento corneano na forma atípica). O diagnóstico diferencial também é discutido.
Keywords: Doenças da córnea; Esclerite; Perda auditiva; Doença de Meniere; Artrite; Síndrome; Doenças vestibulares; Surdez; Imunossupressores; Relatos de casos [tipo de publicação]
Abstract
OBJETIVO: Embora tenha sido proposto que a vasculatura retínica apresenta estrutura fractal, nenhuma padronização do método de segmentação ou do método de cálculo das dimensões fractais foi realizada. Este estudo objetivou determinar se a estimação das dimensões fractais da vasculatura retínica é dependente dos métodos de segmentação vascular e dos métodos de cálculo de dimensão. MÉTODOS: Dez imagens retinográficas foram segmentadas para extrair suas árvores vasculares por quatro métodos computacionais ("multithreshold", "scale-space", "pixel classification" e "ridge based detection"). Suas dimensões fractais de "informação", de "massa-raio" e "por contagem de caixas" foram então calculadas e comparadas com as dimensões das mesmas árvores vasculares, quando obtidas pela segmentação manual (padrão áureo). RESULTADOS: As médias das dimensões fractais variaram através dos grupos de diferentes métodos de segmentação, de 1,39 a 1,47 para a dimensão por contagem de caixas, de 1,47 a 1,52 para a dimensão de informação e de 1,48 a 1,57 para a dimensão de massa-raio. A utilização de diferentes métodos computacionais de segmentação vascular, bem como de diferentes métodos de cálculo de dimensão, introduziu diferença estatisticamente significativa nos valores das dimensões fractais das árvores vasculares. CONCLUSÃO: A estimação das dimensões fractais da vasculatura retínica foi dependente tanto dos métodos de segmentação vascular, quanto dos métodos de cálculo de dimensão utilizados.
Keywords: Fractais; Retina; Técnicas de diagnósticos e procedimentos; Biometria
Abstract
Relato de caso de uma paciente com inflamação idiopática da órbita com extensão extra-orbital. Foi realizada biópsia para confirmar o diagnóstico e a tomografia computadorizada demonstrou o comprometimento extra-orbital do processo inflamatório. O tratamento foi feito com metotrexato e radioterapia.
Keywords: Granuloma de células plasmáticas orbital; Neoplasias orbitárias; Radioterapia adjuvante; Metotrexato; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Descrever a evolução de uma série de casos de neurorretinite subaguda difusa unilateral (NSDU) tratados com albendazol. MÉTODOS: Relato de série de casos intervencionista. Os autores desenvolveram protocolo de ensaio clínico não controlado, para estudar a evolução clínica de casos de neurorretinite subaguda difusa unilateral tratados com albendazol. Segundo os critérios do protocolo, foram selecionados seis pacientes até o momento desta publicação, que serão descritos separadamente. RESULTADOS: Dos seis pacientes estudados, quatro apresentavam larva. Todos os seis pacientes tratados com a droga anti-helmíntica apresentaram melhora da acuidade visual e das lesões coriorretinianas multifocais. As larvas identificadas nos pacientes foram inativadas com o tratamento. Nenhum efeito colateral foi observado. CONCLUSÕES: A terapia anti-helmíntica com albendazol parece ser benéfica e segura para pacientes com neurorretinite subaguda difusa unilateral. Mais estudos são necessários para avaliar a eficácia do albendazol no tratamento da neurorretinite subaguda difusa unilateral.
Keywords: Retinite; Albendazol; Infecções oculares parasitárias; Retina; Baixa visão; Acuidade visual
Abstract
A membrana de látex é um material extraído da Hevea brasiliensis, e devido às suas propriedades neoangiogênicas, de adesão celular e formação de matriz extracelular, é utilizada em recobrimentos de úlceras, meringoplastias e outras feridas, com sucesso. Neste caso descrevemos seu uso, inédito, na ferida pós-exenteração orbitária por carcinoma basocelular em paciente do sexo masculino, 72 anos, procedente da Bahia com lesão na pálpebra do olho esquerdo há dois anos com prurido, sangramento, lacrimejamento, e dor. Ao exame oftalmológico do olho esquerdo evidenciou-se lesão ulcerada de pálpebra superior e canto medial, hiperemia conjuntival, afilamento corneano, catarata, perfuração ocular. Sem alterações significativas à direita. A tomografia de órbitas revelou lesão expansiva palpebral com invasão pré-septal, osso frontal e lâmina papirácea à esquerda. Realizada exenteração total com curativo de biomembrana de látex; troca a cada 24 horas nos primeiros sete dias e a cada 48 horas nos outros sete dias. Retirou-se a biomembrana de látex por não ter sido evidenciada granulação, o que só ocorreu após um mês e quinze dias. A exenteração orbitária consiste na retirada de todo o conteúdo da órbita, incluindo olho e partes moles. É considerada total quando as pálpebras são incluídas, e subtotal quando as mesmas são preservadas. Existem várias técnicas de reconstrução da cavidade exenterada: como granulação espontânea, enxerto de pele, retalho frontal, retalho miocutâneo, entre outros. Neste caso utilizamos curativo com biomembrana de látex, material que se mostrou eficaz no recobrimento de outros tecidos cruentos como úlceras, mas sem o mesmo sucesso em nossa experiência. Mais estudos são necessários para que possamos concluir as vantagens e desvantagens do uso da biomembrana de látex na área da oftalmologia.
Keywords: Látex; Exenteração orbitária; Neoplasias palpebrais; Hevea; Relatos de casos
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Atualmente tem-se desenvolvido novos tipos de lentes intra-oculares (LIO) que objetivam eliminar a presbiopia e o seu uso vem se popularizando. Descreve-se o caso de um paciente com catarata bilateral e irregularidades corneanas e astigmatismo maior que 2 D à topografia, no qual implantou-se a LIO AcrySof® ReSTOR® no olho esquerdo associado à realização de incisões limbares relaxantes para tentar diminuir o astigmatismo corneano observado. A acuidade visual pós-operatória, tanto para perto quanto para longe, ficou abaixo das expectativas, sem melhora à refração e sem uma outra alteração que a justificasse, além das citadas. Após 45 dias, sem melhora da acuidade visual, efetuou-se o explante desta LIO, seguindo-se de implante de uma monofocal, sendo observada melhora da acuidade visual corrigida final. Assim, o presente caso clínico reforça a necessidade de uma correta seleção pré-operatória dos pacientes candidatos ao implante deste tipo de LIO multifocal, atentando inclusive para os dados topográficos.
Keywords: Pseudofacia; Facoemulsificação; Implante de lente intra-ocular; Extração de catarata; Acuidade visual; Relatos de casos
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OBJETIVO: Desenvolver um sistema de apoio à pesquisa no campo da informática, baseado na busca automática de informações sobre a porcentagem de pacientes com determinadas características e o cruzamento dessas informações entre si. MÉTODOS: Utilizou-se um computador com processador Pentium III 650 MHz, 128 MB de RAM, placa de vídeo de 32 MB, 20 MB livres em disco rígido e capacitado com Windows 98/2000/XP. O banco de dados utilizado para armazenar as informações é o Interbase versão 6.1 e o programa foi desenvolvido em linguagem Delphi 5.0. Foram cadastradas 304 fichas dos pacientes operados de esotropia no setor de Motilidade Ocular Extrínseca do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no período de 02/07/76 a 09/03/92. Para cadastrar os pacientes no programa, foi elaborado um questionário, com as possíveis variações clínicas relevantes para esse tipo de desvio. Foram apresentados exemplos de totalizações e cruzamentos de informações. RESULTADOS: Esse novo programa poderá contribuir para a pesquisa científica, agilizando o levantamento de dados. Após o cadastro dos pacientes, qualquer tipo de levantamento, seleção de um grupo específico de pacientes ou cruzamento de dados poderá ser obtido em segundos. CONCLUSÃO: Pode ser feito em todas as especialidades oftalmológicas, variando o questionário de acordo com cada especialidade. Assim um relatório atual poderá ser acessado instantaneamente quando se deseja fazer uma pesquisa ou consulta.
Keywords: Projeto de sistemas; Sistemas computadorizados de registros médicos; Sistemas de informação; Transtornos da motilidade ocular; Oftalmologia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da mitomicina C (MMC) na prevenção da recorrência quando previamente utilizada no transplante autólogo de conjuntiva (TAC). A avaliação da proliferação celular epitelial pelo antígeno Ki-67 e a cariometria do núcleo dos fibroblastos foram usados como auxiliares na avaliação do tratamento. MÉTODOS: Vinte e nove pacientes com pterígio recidivado foram divididos em três grupos: Grupo (G) 1-TAC e colírio placebo (PLA); G2-TAC, MMC 0,015% subconjuntival e PLA; G3-TAC e colírio de MMC 0,02%. A imuno-histoquímica foi realizada no tecido excisado para o antígeno Ki-67, como a cariometria dos núcleos dos fibroblastos (divididos em lado nasal e temporal). A cariometria dos núcleos dos fibroblastos foi avaliada de acordo com os seguintes parâmetros: volume (Vl) e área (Ar) em pelos menos 50 células por paciente. RESULTADOS: A porcentagem das células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 no lado nasal e temporal após o tratamento dos três grupos estudados foi: nasal (3,30% G1, 4,49% G2 e 3,38% G3) e temporal (3,30% G1, 4,46% G2 e 4,14% G3) não mostrando diferença significativa. A cariometria do núcleo dos fibroblastos foi: Vl nasal (792,1 µ3 G1, 605,1 µ3 G2, e 549,9 µ3 G3) e a Ar (100,58 µ2 G1, 83,13 µ2 G2, e 78,41 µ2 G3). Os três grupos mostraram uma diferença significativa p=0,039 e p=0,035, respectivamente do Vl e da Ar no lado nasal. Após seis meses de tratamento, os três grupos apresentaram a seguinte taxa de recidiva: 22,22% G1, 18,18%, G2 e 33,33% G3 respectivamente. CONCLUSÃO: O uso da MMC não interferiu nas células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 no pterígio recidivado, mas acarretou diminuição do volume e área dos núcleos dos fibroblastos no lado nasal do pterígio. As células epiteliais positivas para o antígeno Ki-67 parecem não ter relação com a recidiva do pterígio após seis meses da cirurgia. Outros estudos devem ser realizados para avaliar o papel da proliferação das células epiteliais na recorrência do pterígio.
Keywords: Antígeno Ki-67; Pterígio; Recidiva; Mitomicina; Células epiteliais; Fibroblastos; Cariometria
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