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Abstract
Introdução: Alterações topográficas podem ocorrer secundariamente ao uso de uso de lentes de contato duras ou gelatinosas. O termo "corneal warpage" é utilizado para denominar as deformidades corneanas causadas pelas lentes. O quadro topográfico da fase inicial do ceratocone pode ser muito parecido com o de um paciente com este quadro. Objetivo: Mostrar um paciente portador de ceratocone, usuário de lentes de contato rígida gás-permeável (RGP) que desenvolveu quadro de "corneal warpage", diagnosticado e acompanhado por topografias e exames clínicos seriados. Relato de caso: O paciente é um engenheiro de 40 anos com diagnóstico de ceratocone bilateral há 12 anos, usando lentes RGP desde então. No primeiro exame em 5/95, a refração de OD foi impossível de se determinar e a ceratometria era maior que 60,00 D. Foi feita topografia, que se mostrou compatível com ceratocone, tendo sido adaptada uma lente Soper, com visão de 20/70. Após um ano, uma topografia de controle mostrou aumento da curvatura central e aplanamento da periferia inferior. O uso da lente foi suspenso e após 6 meses houve regressão das mudanças, tendo sido adaptadas novas lentes com melhor padrão e visão de 20/40. Discussão: O caso apresentado evidencia a ocorrência de deformidade corneana em um portador de ceratocone usuário de lente RGP. O autor discute a fisiopatologia e o diagnóstico clínico e topográfico do "corneal warpage", lembrando que a exemplo de pacientes normais, os pacientes com ceratocone podem apresentar estas alterações, que devem ser diferenciadas da própria evolução da doença.
Keywords: Ceratocone; Lente de contato; Deformidade corneana
Abstract
Objetivo: O ceratocone é uma ectasia corneana bilateral e assimétrica que leva a afinamento corneano inferior e protrusão da córnea, não existe consenso sobre qual é o melhor caminho para adaptar lentes de contato em pacientes com ceratocone, considerando seus diferentes padrões topográficos e graus de evolução. O objetivo desse estudo é associar o grau de evolução e padrão topográfico com o tipo/desenho da lente adaptada. Métodos: Análise retrospectiva das lentes de contato adaptadas em 185 pacientes com ceratocone (325 olhos) no Departamento de Lentes de Contato. O ceratocone foi classificado de acordo com a ceratometria em graus I, II, III e IV e de acordo com a morfologia em cone redondo, oval, globoso e indeterminado. Resultados: Foram avaliados 325 olhos. Em 66,1% dos olhos com grau I foi adaptada lente monocurva. Dos 162 olhos classificados como graus I e II foram adaptadas lentes monocurva em 51%, bicurva em 30% e outros em 19%. Em relação aos olhos grau III, em 52,1% foram adaptadas lentes bicurvas e o mesmo aconteceu em 62,2% dos olhos com grau IV. Apenas 26% dos olhos grau III ou IV receberam lentes monocurva, com necessidade de bicurvas em 55%. 45% dos cones ovais foram adaptados com lentes monocurva, 35% com bicurvas e 20% com outros tipos, enquanto 55% dos cones redondos foram adaptados com lentes bicurvas, apenas 30% com monocurvas e 15% com outros desenhos. Conclusão: Lentes de contato rígida gás-permeável (LCRGP) monocurvas são mais frequentemente utilizadas em ceratocones leves e moderados e em ovais, enquanto bicurvas são mais usadas para casos graves e avançados e em cones redondos.
Keywords: Doenças da córnea; Ceratocone; Ceratocone/classificação; Lentes de contato; Desenho de equipamento
Abstract
Objetivo: Avaliar o processo de adaptação de uma lente escleral que permite vários ajustes de parâmetros durante os testes e após o período inicial do seu uso; verificar quais os ajustes foram necessários, quais foram os mais utilizados, as suas indicações, a frequência com que estes recursos foram utilizados, e avaliar os resultados das mudanças realizadas.
Métodos: A adaptação da lente de contato escleral foi analisada prospectivamente, de forma sequencial, não aleatória e não comparativa. Todos os pacientes foram submetidos a um exame oftalmológico completo e tinham indicação para o uso de lentes esclerais. Foi utilizada a lente Zenlens (Alden Optical).
Resultados: Foi analisada a adaptação de lentes de contato esclerais em 80 olhos de 45 pacientes. Quanto ao diagnóstico, 72% tinham ceratocone, 12% tinham sido submetidos a ceratotomia radial, 5% tinham ectasia pós-cirurgia refrativa, 5% tinham olho seco, e 3%, alta miopia. Em 66 dos 80 olhos estudados (82,5%), os parâmetros foram modificados quando as lentes foram encomendadas. As razões foram: toque apical ou diminuição da altura sagital, aumento da altura sagital, sobre-refração cilíndrica, baixa acuidade visual, flexão da lente, toque periférico, compressão da borda em 360° e compressão da borda horizontal e/ou vertical.
Conclusão: O uso de lentes esclerais Zenlens demonstrou ser uma forma de correção muito promissora para os pacientes que requerem o uso de lentes esclerais. Embora o estudo sugira uma curva de aprendizagem, é possível personalizar as lentes de acordo com as necessidades de cada pacientes. Este fato melhora a adaptação e aumenta a chance de sucesso do uso.
Keywords: Lentes de contato; Adaptação; Ceratocone; Ceratotomia radial; Lente escleral, adaptação de lente escleral; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Reabilitação; Curva de aprendizado
Abstract
Introdução: Apesar da sua aparente simplicidade, o uso de lentes descartáveis deve ser feito respeitando-se os critérios de forma de uso, conservação e descarte. A úlcera de córnea bacteriana é a complicação mais temida em usuários de lente e pode ter relação com vários fatores tais como higiene, conservação e principalmente o uso prolongado. Objetivo: Descrever um caso de úlcera bilateral por Pseudomonas em um paciente usuário de lentes descartáveis, evidenciando e discutindo a importância do exame prévio, orientação e seguimento adequados, bem como ressaltando que por ser descartável a lente não é isenta de complicações graves. Relato do caso: Um estudante de 17 anos, usando lentes descartáveis há 6 meses, sem exame ou prescrição médica, nos procurou queixando-se de dor em OE no qual observou-se úlcera corneana infiltrada na meia periferia. Foi colhido material e iniciado tratamento com colírios fortificados. Após 8 horas, retornou referindo agora dor em OD, tendo sido observada ceratite difusa com secreção mucopurulenta. A conduta foi a mesma. Os exames revelaram Pseudomonas em ambos os olhos e o quadro regrediu sem seqüelas após uma semana de tratamento. Discussão: O autor discute os principais fatores envolvidos com o aparecimento de ceratite infecciosa em usuários de lentes de contato, lembrando que as lentes descartáveis, apesar da sua aparente simplicidade também estão relacionadas com este grave quadro. Ressalta ainda que o uso prolongado é considerado um dos seus principais fatores de risco. O relato de um caso de ceratite bilateral serve de alerta para o uso deste tipo de lente sem a devida orientação e acompanhamento.
Keywords: Úlcera de córnea; Lente de contato; descartável; bilateral
Abstract
OBJETIVO: Relatar a experiência inicial com o uso de lentes de contato esclerais rígidas. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 13 olhos de 7 pacientes usuários de lentes de contato esclerais, no Setor de Lentes de Contato da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina. Foram coletados os seguintes dados: idade, sexo, diagnóstico, acuidades visuais inicial e final, número de horas de uso diário, complicações, queixas e o tempo de seguimento dos pacientes. RESULTADOS: Foram estudados 13 olhos de 7 pacientes portadores de lentes esclerais rígidas, sendo 11 lentes de polimetilmetacrilato e 2 de material gás-permeável. Deste total, 6 pacientes eram portadores de ceratocone e 1 paciente havia sido submetido à ceratotomia radial. Em todos os olhos estudados houve melhora da acuidade visual. Os pacientes foram estudados em média por 8 meses. CONCLUSÃO: A utilização de lentes de contato esclerais pode ser uma opção na clínica de lentes de contato, propiciando melhora da acuidade visual em pacientes com ectasias corneanas ou submetidos à cirurgia refrativa, que aguardam transplante de córnea, como também, ser uma alternativa de tratamento clínico destes pacientes.
Keywords: Lentes de contato; Esclera; Acuidade visual; Transtornos da visão; Doenças da córnea; Ceratocone; Desenho de equipamento
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a adaptação e o uso de lente de contato em pacientes que foram submetidos à cirurgia refrativa. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 53 pacientes submetidos à cirurgia refrativa, que posteriormente passaram a usar lente de contato, no período de 1999 a 2003. Foram avaliados a ametropia prévia, tipo de cirurgia realizada, refração pós-cirúrgica, equivalente esférico pós-cirurgia, ceratometria pós-operatória, curva base da lente adaptada, tipo de lente de contato adaptada, acuidade visual com óculos no pós-operatório, acuidade visual final com lente de contato, complicações e motivo da interrupção do uso. O tempo de seguimento variou de 1 mês a 84 meses (média de 42,5 meses). RESULTADOS: Dos 53 pacientes analisados, 19 pacientes foram submetidos a LASIK (Laser Assisted in Situ Keratomileusis), 29 pacientes foram submetidos à RK (ceratotomia radial), 4 pacientes foram submetidos a PRK (ceratectomia fotoablativa) e em um paciente não foi possível obter o tipo de cirurgia realizado. Em 61,29% dos pacientes, (57 olhos de um total de 93), foram adaptadas lentes de contato rígidas gás-permeáveis esféricas. Houve melhora da acuidade visual em 60,21% dos casos (AV>20/40), com poucas complicações. CONCLUSÃO: Devido ao número cada vez maior de cirurgias refrativas realizadas, espera-se que aumente o número de pacientes insatisfeitos com o resultado no pós-operatório e para os quais o uso de lentes de contato venha a ser a melhor opção. A adaptação de lentes de contato pós-cirurgia refrativa exige conhecimento e dedicação e em geral tem bons resultados principalmente pela melhora da acuidade visual.
Keywords: Lentes de contato; Erros de refração; Acuidade visual; Estudos retrospectivos
Abstract
OBJETIVO: Estudar pacientes portadores de ceratocone numa faixa etária menor do que a usual e tentar detectar algum fator que possa influenciar no prognóstico e na evolução da doença. MÉTODOS: Foram analisados pacientes menores de 15 anos, com diagnóstico de ceratocone. Todos se submeteram a um questionário, exame ocular e ceratoscopia computadorizada. Estes pacientes foram divididos em 3 grupos e submetidos a um teste com lente de contato: 1) um grupo em que foi possível a adaptação de lente de contato; 2) um grupo em que foi indicado o transplante penetrante de córnea; 3) um grupo em que foi indicada a correção com óculos. RESULTADOS: Pacientes com acuidade visual de 20/40 ou maior, geralmente não evoluíram para transplante no período estudado. Ao contrário, pacientes com visão de 20/60 ou menor, evoluíram para transplante penetrante mais rapidamente. Ao serem estudados casos em faixa etária menor (10-15 anos), 44% evoluíram para transplante. Observa-se que o ápice corneano tem localização muito variável, o que explica os diferentes níveis de dificuldade na adaptação de lentes de contato. Todos os pacientes com ápice deslocado superiormente e valores maiores que 66 D foram encaminhados para cirurgia, ao passo que olhos com valores menores que 66 D tiveram sucesso na adaptação. Nos olhos com ápice central, a adaptação foi mais fácil. Nos casos de ápice inferior não foi possível determinar um padrão para indicação de cirurgia. Nos olhos adaptados com lente de contato e curvatura menor que 51,10 D houve menos chance de evolução para transplante penetrante de córnea, quando comparados com pacientes de curvatura 57,60 ou maior. CONCLUSÃO: Pacientes com curvaturas maiores que 57,40, acuidade menor que 20/60 e com idade menor de 18 anos tem uma chance maior de evoluir para transplante de córnea. Quando o ápice do ceratocone é central a adaptação de lente de contato fica mais fácil.
Keywords: Ceratocone; Prognóstico; Transplante de córnea; Lentes de contato; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Comparar a função visual e a resposta dos pacientes ao índice de qualidade de vida quando estes são corrigidos com óculos com lentes progressivas ou lente de contato progressiva. MÉTODOS: Foram selecionados 35 pacientes présbitas, usuários de óculos com acuidade visual igual, ou melhor, a logMAR zero (longe) e J1 (perto), para adaptarem a lente de contato Focus Progressive®. Foram comparadas medidas de acuidade visual para longe, perto e sensibilidade ao contraste com a lente de contato e com os óculos. Os resultados do questionário de avaliação de qualidade de vida NEI VFQ-25 dos mesmos pacientes corrigidos com os óculos e com a lente de contato progressiva foram comparados, levando-se em consideração o tipo de ametropia e a idade. RESULTADOS: A acuidade visual para longe, perto e a sensibilidade ao contraste foram significantemente piores com lente de contato progressiva do que com os óculos. As respostas do questionário não diferiram quanto à forma de correção quando se analisou o tipo de ametropia, entretanto foram significantemente piores com a lente de contato nos grupos míope e hipermétrope abaixo das suas respectivas medianas da idade e maiores no hipermétrope acima de sua mediana. CONCLUSÃO: As funções visuais foram significantemente piores com a lente de contato e o tipo de ametropia não influenciou nas respostas ao índice de qualidade de vida quanto à forma de correção, mas sim, quanto à idade.
Keywords: Presbiopia; Qualidade de vida; Acomodação ocular; Lentes de contato; Óculos; Acuidade visual; Questionários; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: A prevalência do astigmatismo refracional e sua relação com a acuidade visual de resolução foram avaliados em amostra de crianças pré-verbais. MÉTODOS: Foram submetidas a exame oftalmológico 482 crianças normais com idades variando entre 2 e 36 meses. Após exclusão da amostra de 14 crianças com evidências de doenças oculares que pudessem alterar a acuidade visual, permaneceram 468 crianças (936 olhos), sendo 230 (49%) do sexo masculino e 238 (51%) do feminino. Todas foram submetidas a exame de acuidade visual binocular e monocular pelo procedimento do olhar preferencial através do método dos cartões de acuidade de Teller. Foi realizado em todas as crianças exame de refração sob cicloplegia e fundoscopia com oftalmoscópio indireto. RESULTADOS: O astigmatismo foi encontrado em 222 (47,43%), crianças da amostra, com predomínio do tipo hipermetrópico composto e da forma a favor da regra em todas as faixas etárias. Em relação à magnitude, esta ametropia foi maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica em 24,35% dos sujeitos, maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica em 24,35% dos sujeitos, maior ou igual a 2,00 dioptrias cilíndricas em 5,55%, menor que 1,00 dioptria cilíndrica em 26,92% e maior ou igual a 1,00 dioptria cilíndrica e menor que 2,00 dioptrias cilíndricas em 18,73%. A acuidade visual esteve dentro da faixa de normalidade em 219 crianças da amostra, independentemente da magnitude, tipo e orientação do astigmatismo. CONCLUSÃO: A acuidade visual de resolução medida pelo método dos cartões de acuidade de Teller não foi influenciada pelo astigmatismo.
Keywords: Astigmatismo; Prevalência; Acuidade visual; Criança
Abstract
OBJETIVO: Relatar a experiência inicial com o uso de lentes de contato gelatinosas especiais para ceratocone. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 80 olhos de 66 pacientes usuários de lentes de contato gelatinosas especial para ceratocone, no Setor de Lentes de Contato da UNIFESP e em clínicas particulares. Os pacientes foram classificados de acordo com o grau de gravidade da doença pela avaliação ceratométrica. Foram coletados os seguintes dados: idade, sexo, diagnóstico, ceratometria, acuidade visual com a lente, equivalente esférico (ES), curvatura da lente e indicação para o seu uso. RESULTADOS: Foram estudados 80 olhos de 66 pacientes usuários de lente gelatinosa para ceratocone. A média de idade foi de 29 anos, sendo 51,5% homens e 48,5% de mulheres. De acordo com os grupos: incipiente: 15,0%, moderado: 53,7%, avançado: 26,3%, grave: 5,0%. A maioria dos olhos estudados (91,25%) apresentou acuidade visual melhor que 20/40 com a lente. Foram adaptadas 58% lentes de poder esférico (média de -5,45 dioptrias) e 41% lentes com grau esferocilíndrico (variando de -0,50 a -5,00 dioptrias cilíndricas). A curva esférica mais utilizada foi de 7,6 mm (61% dos olhos). As principais razões para a escolha e adaptação desta lente foram devido à intolerância e ao padrão de adaptação insatisfatório com outras lentes. CONCLUSÃO: A lente gelatinosa para ceratocone pode ser usada em casos de difícil adaptação, como uma opção para melhorar o conforto e possibilitar a reabilitação visual em pacientes que não obtiveram alternativas a não ser algum procedimento cirúrgico.
Keywords: Lentes de contato hidrofílicas; Acuidade visual; Transtornos da visão, Doenças da córnea; Ceratocone; Acomodação ocular
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar o desempenho visual e o conforto de lentes de contato de material híbrido, quanto ao apresentado por pacientes portadores de ceratocone e astigmatismo miópico composto, e comparar com a lente de contato rígida-gás-permeável nos dois grupos de pacientes. MÉTODOS: Foram submetidos à adaptação com lentes de contato 22 pacientes, sendo 8 portadores de astigmatismo miópico composto e 14 com diagnóstico de ceratocone. Entre os pacientes, 7 eram do sexo masculino e 15 do feminino, com idade média de 32,13 anos ± 8,12. Cada paciente recebeu uma lente de contato de material híbrido e, no contralateral, uma lente rígida-gás-permeável. A escolha da lente a ser adaptada no olho direito ou esquerdo foi feita aleatoriamente, sendo o trabalho duplo-mascarado. Os pacientes foram submetidos aos seguintes exames: medida do conforto por meio da escala visual analógica, tempo de ruptura do filme lacrimal, acuidade visual pela escala de Bailey-Lovie adaptada para quatro metros, sensibilidade ao contraste pelo "functional acuity contrast test" e análise das aberrações oculares pela análise de frentes de onda. RESULTADOS: Com relação ao conforto não houve associação com o tipo de lente (p=0,350). Houve variação no conforto referido ao longo do tempo até 7 dias (p=0,001), estabilizando-se após este período. A medida da acuidade visual sofreu aumento entre a adaptação e a medida obtida aos 7 dias, bem como desta para a medida de 15 dias, estabilizando-se então. A acuidade visual não apresentou diferenças com relação ao tipo de lente estudada. Verificou-se que não houve diferença no tempo de ruptura do filme lacrimal (p=0,989) com relação aos tipos de lentes, porém houve diminuição deste (p=0,001) quando comparadas as medidas antes do início do uso das lentes e com dois meses de uso. Os tipos de lentes não revelaram associação com a sensibilidade ao contraste e não diferiram das medidas feitas com o uso de óculos, exceto para a freqüência B (3 cpg), maior nos usuários de óculos. As aberrações de alta ordem analisadas apresentaram diminuição estatisticamente significante, quando comparados os pacientes sem e com uso de lentes de contato, com exceção da aberração esférica e do coma. CONCLUSÃO: A lente de contato de material híbrido, quando utilizada por portadores de ceratocone e astigmatismo miópico composto, propiciaram desempenho visual e conforto satisfatórios, em níveis que não diferiram, das lentes de contato rígidas-gás-permeáveis nos dois grupos de pacientes.
Keywords: Lentes de contato; Ceratocone; Miopia; Astigmatismo; Sensibilidade de contraste
Abstract
OBJETIVO: Traçar o perfil epidemiológico de crianças encaminhadas para adaptação de lente de contato. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de pacientes registrados no Setor de lente de contato da Universidade Federal de São Paulo. Os pacientes com até 12 anos de idade foram avaliados quanto ao sexo, idade, diagnóstico, indicação e tipo de lente de contato testada na primeira consulta. RESULTADOS: Dos 73 prontuários avaliados, 34 (46,6%) pertenciam a crianças do sexo masculino e 39 (53,4%) a crianças do sexo feminino. A idade variou de 2 a 12 com média de 10,2 e desvio-padrão de 2,42 anos. O diagnóstico mais encontrado foi afacia em 16 (21,9%) crianças, seguido de ceratocone em 14 (19,1%), leucoma em 11 (15%), anisometropia em 10 (13,7%), ametropia em 9 (12,3%), astigmatismo irregular em 7 (9,5%) e ectopia lentis em 4 (5,4%). Uma criança era alta míope (1,3%) e outra emétrope (1,3%) que possuía desejo de usar lente de contato estética. Em relação às indicações, 52 (71,2%) pacientes tinham indicação médica, 9 (12,3%) indicação óptica e 12 (16,4%) indicação cosmética. Foram testadas lentes em 103 olhos sendo as mais testadas a rígida gás permeável esférica em 43 (41,7%), a gelatinosa esférica em 41 (39,8%) e a gelatinosa cosmética em 11 (10,6%). CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico dos usuários de lente de contato nessa faixa etária tem como diagnóstico mais prevalente a afacia, a indicação mais freqüente a de ordem médica e a lente mais testada a rígida gás permeável esférica.
Keywords: Lentes de contato; Epidemiologia; Afacia; Anisometropia; Criança
Abstract
A correta manutenção das lentes de contato é fundamental para se obter sucesso e manter a continuidade de seu uso. É grande o número de pacientes que abandonam o uso de suas lentes por problemas que poderiam ser solucionados com tratamentos relativamente simples ou com uma orientação mais adequada. O mau uso das lentes, associado à má adaptação, contaminação, doenças oculares prévias e fatores ambientais, podem aumentar o número de infecções corneanas através da proliferação de microorganismos. O presente artigo visa apresentar as atualizações em relação aos cuidados e manutenção com as lentes de contato.
Keywords: Lentes de contato; Soluções para lentes de contato; Infecções oculares; Infecções oculares bacterianas; Infecções oculares parasitárias; Higiene; Desinfetantes
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar e comparar o desempenho visual, por meio da análise de frentes de onda, de seis diferentes tipos de lentes de contato gelatinosas [Cooperflex® (Coopervision), Frequency® 55 Aspheric (Coopervision), World Vision FW® (World Vision), Pure Vision® (Bausch & Lomb), Focus® Monthly (Ciba Vision), Focus® Choice AB (Ciba Vision)]. MÉTODOS: Realizou-se estudo prospectivo em amostra constituída por 130 olhos de 71 indivíduos portadores de miopia ou hipermetropia até 6,00D e astigmatismo até 1,50D, com acuidade visual corrigida com óculos igual ou superior a 20/20. Os sujeitos foram inicialmente submetidos ao exame clínico oftalmológico e posteriormente, ao exame de análise de frentes de onda com o aberrômetro LADARWave® (Alcon), em duas condições: sem correção óptica e em uso de um dos tipos de lente de contato incluídos no estudo, com grau correspondente ao equivalente esférico do paciente e corrigido pela distância vértice. Para análise de resultados os indivíduos foram divididos em seis grupos similares, sendo testado em cada grupo um dos tipos de lente incluídos no estudo. RESULTADOS: Mudanças nos valores das aberrações de alta ordem foram verificadas durante uso das lentes de contato. De 130 olhos estudados, 78 apresentaram aumento no valor de RMS total durante o uso da lente. Os seis tipos de lente estudados demonstraram tendência ao aumento no valor médio de RMS total durante seu uso, sem diferença estatisticamente significante entre as mesmas. O estudo demonstrou tendência ao aumento no valor médio das aberrações tipo "coma" durante o uso das lentes. As lentes Frequency® Aspheric e Cooperflex® apresentaram melhor desempenho visual em relação ao "coma". O estudo demonstrou tendência à diminuição no valor médio das aberrações esféricas durante o uso das lentes, sendo esta tendência maior nos pacientes míopes em relação aos hipermétropes. Foi demonstrado tendência ao aumento no valor médio de outras aberrações de alta ordem (que exclui coma de terceira ordem e aberração esférica de quarta ordem), caracterizada pelo componente "outros" no exame de aberrometria. As lentes Focus® Choice AB apresentaram melhor desempenho visual em relação a este componente. CONCLUSÕES: O uso de lentes de contato gelatinosas alteram o comportamento das aberrações de alta ordem, com tendência ao aumento no valor médio das aberrações de Zernike assimétricas. Tal tendência ao aumento não foi verificada para as aberrações simétricas. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes ao compararmos o padrão de influência obtido com os seis tipos de lentes incluídos no estudo.
Keywords: Miopia; Lentes de contato; Refração ocular; Erros de refração; Acuidade visual; Estudos prospectivos
Abstract
A síndrome de Alport é descrita como uma doença hereditária que afeta um gene relacionado à produção de colágeno das membranas basais causando nefrite hemorrágica associada com surdez e alterações oculares. A forma ligada ao X é a mais comum e afeta principalmente homens. Os achados oculares típicos são retinopatia em ponto-mancha, lenticone anterior e distrofia polimorfa posterior. Alguns casos foram descritos de associação entre a distrofia polimorfa posterior e ectasia corneana. Nós apresentamos um caso de paciente do sexo feminino, 33 anos, diagnóstico de síndrome de Alport, distrofia polimorfa posterior e astigmatismo irregular, que apresenta melhora da acuidade visual após adaptação com lentes de contato rígidas gás permeáveis.
Keywords: Doenças do colágeno; Nefrite hereditária; Distrofias hereditárias da córnea/ etiologia; Lentes de contato
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