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Search for: Antonio Augusto Velasco Cruz
Abstract
Objetivo: Descrever um raro caso de hemangiopericitoma orbital. Métodos: Relato de caso de associação entre hemangipericitoma orbital e blefaroptose. Resultados: A exérese da neoplasia normalizou o posicionamento palpebral. Conclusões: Lesões orbitais anteriores são causas de blefaroptose por compressão do músculo elevador palpebral.
Keywords: Hemangiopericitoma; Neoplasias orbitárias; Blefaroptose
Abstract
Objetivo: Sistematizar (classificar e caracterizar) os problemas ciliares vistos no setor de oculoplástica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. Métodos: Avaliaram-se consecutiva e prospectivamente 59 pacientes do setor de oculoplástica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, no ano de 1999, com doenças ciliares, excluindo-se aqueles com tratamento prévio que não fosse epilação. Foi investigado presença de doença associada (local e/ou sistêmica), queixa e duração dos sinais e sintomas, presença de alterações palpebrais e de alterações da superfície ocular. Os cílios patológicos foram caracterizados em relação à cor, espessura e localização e lateralidade da pálpebra. Resultados: A principal doença ciliar encontrada foi a triquíase, aparecendo em 56 pacientes ou 94,9% dos casos. Um caso raro encontrado foi o de um cílio ectópico incarnatum internum. O tracoma foi a principal etiologia associada à triquíase. A triquíase tracomatosa diferenciou-se da não-tracomatosa quanto ao número de segmentos palpebrais atingidos, lateralidade, pálpebra afetada (superior e inferior) e magnitude do dano à superfície ocular. Alterações de tamanho, cor e espessura dos cílios patológicos foram verificadas tanto na triquíase tracomatosa como não-tracomatosa. Conclusões: A triquíase tracomatosa ainda é o principal problema ciliar no HCFMRP-USP. Alterações de cor e espessura ciliar são vistas tanto na triquíase tracomatosa como na não-tracomatosa e, portanto, não são critérios válidos para diferenciar distiquíase adquirida de triquíase.
Keywords: Cílios; Tracoma; Doenças palpebrais; Pálpebras
Abstract
OBJETIVO: Relatar o caso de paciente de 17 anos de idade com granuloma eosinofílico (GE) na parede superior da órbita com regressão espontânea após biópsia. MÉTODOS: Relato de caso. RESULTADOS: Remissão espontânea após biópsia incisional, via palpebral, de lesão de teto orbitário, sem evidências clínicas e tomográficas de recorrência com seguimento de 22 meses. A análise histopatológica da biópsia confirmou granuloma de aspecto proliferativo apresentando macrófagos, eosinófilos e células de Langerhans sem características neoplásicas. CONCLUSÃO: A remissão espontânea do caso descrito levanta a hipótese de que seguimento cuidadoso de pacientes com GE orbitário, confirmado por biópsia incisional, com exames de controle rotineiros, pode ser uma maneira menos invasiva e eficaz de abordagem.
Keywords: Granuloma eosinófílo; Histiocitose de células de Langerhans; Doenças orbitárias; Biópsia; Relato de caso; Adolescente
Abstract
OBJETIVO: Comparar o efeito de duas técnicas de facectomia (facoemulsificação e extracapsular) no posicionamento da pálpebra superior. MÉTODOS: Foi analisado o posicionamento palpebral de dois grupos de pacientes submetidos à cirurgia de catarata: facoemulsificação e extracapsular. As imagens foram digitalizadas (antes e 30 dias após a cirurgia) e processadas com o programa NIH 1.62. O posicionamento palpebral foi medido em relação a uma linha horizontal que unia os cantos medial e lateral da fenda palpebral, passando pelo centro da pupila. RESULTADOS: O posicionamento palpebral foi afetado de maneira diferente segundo a técnica utilizada. Na facoemulsificação a diferença média entre a posição palpebral superior pós e pré-operatória foi de -0,54 mm. Na extracapsular esta diferença aumentou para -1,41 mm. O teste t de Student (amostras pareadas) mostrou que as médias das diferenças entre os dois grupos são significativamente diferentes (p=0,0068). CONCLUSÃO: A técnica de cirurgia de facoemulsificação induziu menor variação do posicionamento palpebral em relação à cirurgia extracapsular no pós-operatório recente.
Keywords: Blefaroptose; Extração de catarata; Facoemulsificação; Pálpebras; Processamento de imagem assistida por computador; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos
Abstract
Os autores relatam um caso de neurofibroma orbitário, isolado, associado à endotropia do olho esquerdo, incomitante, de aparecimento lento e progressivo há 5 anos, sem referência à diplopia. O exame da sensorialidade mostrava acuidade visual normal em ambos os olhos e ausência de diplopia devido à supressão alternante. Exames de imagem da órbita (tomografia computadorizada e ressonância magnética) revelaram lesão alongada intracônica junto ao músculo reto lateral esquerdo. A paciente foi submetida à orbitotomia para exérese de massa intra-orbitária, sem procedimento específico para a correção do estrabismo, deixada para uma segunda oportunidade. Após a cirurgia, houve diminuição do ângulo do desvio, com manutenção do quadro supressivo.
Keywords: Neurofibroma; Neoplasias orbitárias; Esotropia; Relato de caso; Literatura de revisão; Adulto; Feminino
Abstract
Em crianças, as inflamações orbitárias idiopáticas são extremamente raras e de difícil diagnóstico. O presente trabalho tem por objetivo descrever um caso de inflamação orbitária idiopática aguda em criança de um ano e um mês de idade, que evoluiu com importante seqüela oculomotora. Além do estudo de caso, discute-se o diagnóstico diferencial entre a celulite orbitária e as inflamações orbitárias idiopáticas e faz-se uma revisão da literatura sobre a ocorrência das inflamações orbitárias idiopáticas na infância.
Keywords: Estrabismo; Doenças orbitárias; Diagnóstico diferencial; Celulite; Inflamação; Órbita; Tomografia computadorizada por raios x; Neoplasias orbitárias; Relato de caso; Criança
Abstract
OBJETIVOS: Fazer estudo epidemiológico do tracoma no povoado de Serrolândia, município de Ipubi, na chapada do Araripe, sertão de Pernambuco, região historicamente conhecida como bolsão. MÉTODOS: Em outubro e novembro de 2002 foi realizado trabalho de campo prospectivo, no qual se examinaram 1.239 indivíduos. A idade dos indivíduos variou de 1 a 93 anos (média de 25,3 anos). O exame foi realizado com lupa binocular de 2,5 vezes de magnificação e obedeceu-se a classificação clínica de tracoma preconizada pela OMS. RESULTADOS: O tracoma foi diagnosticado clinicamente em 250 (20,5%) indivíduos, com predileção pelo sexo masculino. A média de idade dos indivíduos com tracoma folicular (TF) foi 13 anos e com tracoma cicatricial (TS) 49 anos. Observaram-se as seguintes gradações do tracoma: 107 (8,6%) casos de TF, 2 (0,2%) de TI (tracoma inflamatório), 139 (11,2%) de TS, 1 (0,1%) de TT (triquíase tracomatosa) e nenhum caso de CO (opacificação corneana). CONCLUSÕES: Pode-se considerar que o tracoma na comunidade de Serrolândia, Ipubi-PE, apresenta baixa endemicidade (8,8% TF / TI), apesar de localizar-se em região de baixo nível socio-econômico da chapada do Araripe, conhecida como bolsão de tracoma. Não é, portanto, um grave problema de saúde pública nessa comunidade.
Keywords: Tracoma; Tracoma; Chlamydia trachomatis; Infecções por Chlamydia; Conjuntivite; Cegueira; Brasil
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OBJETIVO: Quantificar a ação do músculo frontal. MÉTODOS: A ação do músculo frontal foi quantificada por meio da medida da mobilidade do supercílio em 81 sujeitos normais, divididos, segundo a faixa etária, em três grupos: crianças com idades entre 6 e 12 anos (n = 20), adultos com idades entre 20 e 38 anos (n = 33) e idosos com idades entre 60 e 80 anos (n = 28). As medidas foram realizadas com o processamento digital de imagem. Obteve-se uma imagem da face do sujeito com o frontal em repouso e outra com contração voluntária da fronte. Como índice de ação frontal foi tomada a excursão do supercílio na parte média da fenda palpebral. RESULTADOS: Os valores médios da excursão superior do supercílio variaram, de acordo com o grupo etário, de 7,57 a 9,02 mm. Apesar de nítida tendência de aumento da mobilidade com a idade, as diferenças entre os três grupos não foram significativas. CONCLUSÕES: A magnitude da excursão da porção central do supercílio independe da idade.
Keywords: Músculos faciais; Fibras musculares; Músculos oculomotores; Pálpebras; Sobrancelhas; Contração muscular
Abstract
OBJETIVO: A proposta deste estudo é descrever e analisar o comportamento palpebral após escuridão abrupta em indivíduos normais. MÉTODOS: Foram captadas imagens das pálpebras em ambiente claro e após escurecimento total. Os grupos foram crianças com idades entre 2 a 11 meses, 22 a 36 meses e adultos entre 19 e 61 anos. A distância entre o centro pupilar e a margem palpebral superior foi medida nas duas imagens. RESULTADOS: Houve elevação da pálpebra superior após privação de luz em todos os indivíduos, sendo que nas crianças houve maior amplitude. CONCLUSÕES: A privação de luz provoca elevação transitória da pálpebra superior em crianças e adultos.
Keywords: Escuridão; Pálpebras; Grupos etários; Lactente; Pré-escolar
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Os autores relatam 2 casos de pacientes com melanoma em cavidade anoftálmica secundária a eviscerações ocorridas há 30 e 60 anos. Em ambos os casos a análise histopatológica mostrou que o tumor estava aderido a remanescentes esclerais. A implicação desses casos foi discutida no contexto das indicações de evisceração e enucleação.
Keywords: Melanoma; Neoplasias uveais; Exenteração orbitária; Anoftalmia; Adulto; Relato de caso; Revisão
Abstract
OBJETIVO: Comparar a sensação de dor produzida pela realização de facoemulsificação com anestesia tópica com a induzida pela infiltração peribulbar de solução anestésica. MÉTODOS: Usando-se uma escala visual análoga de dor de 10 níveis, mediu-se em 20 pacientes, a dor provocada pela realização de facoemulsificação com anestesia tópica (tetracaína 2%). A mesma escala foi usada para medir em 21 outros pacientes, a dor provocada pela infiltração peribulbar de solução anestésica (lidocaína a 2% e bupivacaína 0,5%). As infiltrações peribulbares e cirurgias foram feitas pelo mesmo cirurgião. As facoemulsificações foram realizadas com acesso "clear cornea" e implante de lente intra-ocular dentro do saco capsular. Não foi administrada qualquer medicação venosa ou via oral. Os valores de dor nos dois grupos estudados foram comparados pelo teste, não paramétrico, de Mann-Whitney U. RESULTADOS: A distribuição dos valores de dor da facectomia com anestesia tópica variou de 0 a 5, com mediana igual a 2. Com a infiltração peribulbar a distribuição obtida foi mais ampla, de 0 a 7, com mediana igual a 3. O teste de Mann-Whitney U, revelou que o "rank" médio do grupo da cirurgia com anestesia tópica (15,78) foi significantemente diferente do obtido com a infiltração peribulbar (25,98) (p=0,0056). CONCLUSÃO: Quando não se emprega sedação, a sensação de dor induzida pela realização da cirurgia da facoemulsificação com anestesia tópica é menor do que a causada pela anestesia peribulbar.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Anestesia local; Dor pós-operatória; Medição da dor; Anestésicos locais; Dor; Estudo comparativo
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Keywords:
Abstract
OBJETIVO: Avaliar quantitativamente as mudanças da posição palpebral e as medidas da fenda palpebral de indivíduos acima dos 50 anos. MÉTODOS: Estudo observacional, tendo sido avaliados 325 indivíduos, com idade acima de 50 anos, segundo distância intercantal, largura e altura da fenda palpebral, ângulo palpebral externo e interno, distância entre o reflexo pupilar e a margem da pálpebra superior (distância reflexo-margem) e a área total da fenda palpebral. Utilizou-se filmadora Sony Lithium para obtenção das imagens digitais, com o indivíduo fixando um objeto a 1 metro de distância, sendo as imagens transferidas posteriormente para computador McIntosh G4 e processadas pelo programa NIH 1.58. Os dados foram submetidos à análise estatística. RESULTADOS: Os participantes apresentavam dermatocálase (96,5%), ptose do supercílio (60,8%), prolapso de gordura orbital (50,0%) ou ptose palpebral (39,1%). As alterações foram bilaterais em 68,8% dos indivíduos. A distância intercantal aumentou com a idade; a largura da fenda palpebral, a distância reflexo-margem e a medida do ângulo externo diminuíram nos mais idosos. As diferenças foram mais significativas quando os olhos foram estudados separadamente. CONCLUSÃO: A distância intercantal aumenta, ao passo que a largura da fenda palpebral, a distância reflexo-margem e a área total da fenda palpebral diminuem com o aumento da idade.
Keywords: Pálpebras; Medidas; Diagnóstico por imagem; Análise quantitativa Idoso; Adulto
Abstract
OBJETIVO: Descrever os achados tomográficos em celulites orbitárias secundárias à sinusite. MÉTODOS: Os prontuários e filmes tomográficos de 45 pacientes consecutivos com celulite orbitária secundária à sinusite tratados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto foram analisados por um radiologista e dois cirurgiões de órbita. RESULTADOS: Três principais tipos de alterações tomográficas foram observadas: infiltração difusa da gordura, abscesso subperiósteo e abscesso orbitário. Infiltração difusa da gordura (caracterizada por aumento da densidade da gordura extra ou intraconal) foi vista em 11 pacientes (24,44%). Abscesso subperiósteo foi diagnosticado em 28 pacientes (62,23%). Abscesso orbitário comprovado cirurgicamente foi detectado em 6 pacientes (13,33%). CONCLUSÕES: Em todos os casos de celulite orbitária secundária à sinusite foram detectadas mudanças intra-orbitárias na tomografia computadorizada: infiltração difusa da gordura orbitária, descolamento da periórbita (abscesso subperiósteo) ou abscesso orbitário verdadeiro. A categoria I da classificação de celulite orbitária de Chandler (edema inflamatório) deve ser entendida como estágio de um processo que já está ocorrendo dentro da órbita. Nesse sentido, a expressão "celulite pré-septal" que designa infecção palpebral não deve ser usada para nomear a categoria I da classificação de Chandler.
Keywords: Celulite; Sinusite; Órbita; Abscesso; Tomografia computadorizada por raio-x
Abstract
A avaliação do senso cromático tem grande valor na clínica oftalmológica, tanto para diagnóstico dos defeitos congênitos (daltonismo), como para diagnóstico e acompanhamento dos defeitos adquiridos. Diversos testes clínicos podem ser aplicados para esse fim. Porém, é necessário conhecermos a proposta e a sensibilidade de cada um deles, pois existem grandes variações de resultados, dependendo da doença que se procura diagnosticar, se congênita ou adquirida. Buscamos com este trabalho revisar os tipos de defeitos da sensibilidade cromática e fornecer informações sobre os principais testes utilizados, bem como sua melhor aplicação. Enfatizamos, ainda, a importância da padronização da iluminação do ambiente onde são aplicados esses testes.
Keywords: Defeitos da visão cromática; Luz; Percepção de cores; Testes de percepção de cores; Testes visuais; Olho
Abstract
Relato de três casos de ectrópio congênito devido a sua raridade e confusa classificação. Caso 1: JPT, 2 dias, masculino, negro. Apresentava eversão de pálpebra superior esquerda com quemose, passível de redução mecânica. Resolução após 48 horas de oclusão compressiva. Caso 2: AJL, 6 anos, feminino, branco, com síndrome de Down. Apresentava hiperemia, lagoftalmo e leucoma inferior em olho esquerdo, sendo realizada cirurgia de encurtamento horizontal ("tarsal strip" superior e inferior) complementada com enxerto de pele, sendo perdido o acompanhamento dois meses após a cirurgia. Caso 3: GSD, 4 anos, masculino, branco, com síndrome de Down. Apresentava mesmo quadro e tratado com mesma cirurgia bilateral. O primeiro caso, conforme classificação de Picó, é grau II que ocorre devido a eversão das pálpebras durante passagem pelo canal do nascimento, mais freqüentemente encontrados em negros, e tratado quase exclusivamente clinicamente. E os segundo e terceiro casos representam grau III, decorrente da alteração da pele palpebral, cuja associação à síndrome de Down é bem estabelecida, tratado exclusivamente com cirurgias como as realizadas aqui. Discordamos da classificação de Picó, a única existente na literatura, pois o grupo I (ausência de tarso) não possui nenhum artigo científico comprovando sua existência, o grupo II deveria ser denominado como eversão palpebral congênita, o grupo IV (microftalmia e cisto orbitário) trata de doença primariamente orbitária. O grupo III refere-se ao ectrópio verdadeiro, diagnosticado pelo alongamento horizontal das pálpebras superiores e inferiores (megalobléfaro).
Keywords: Ectrópio; Síndrome de Down; Pestanas; Pálpebras
Abstract
OBJETIVO: Determinar as características histológicas e biomecânicas de escleras humanas preservadas em glicerol. MÉTODOS: Escleras de ambos os olhos de 55 doadores foram limpas e preservadas com glicerol a 98% sob refrigeração (4 a 8ºC). A amostra foi dividida em grupo controle sem preservação e 5 grupos de 19 escleras com 7, 15, 30, 90 e 180 dias de preservação. Todas as amostras foram submetidas à avaliação histológica e aos testes de tração e distensão. RESULTADOS: A preservação em glicerol não provocou alterações na arquitetura histológica do tecido escleral. A carga média necessária para romper o tecido escleral aumentou com o tempo de preservação segundo uma função sigmóide. Um incremento significativo na resistência mecânica e diminuição da elasticidade do tecido ocorreram após 90 dias de preservação. CONCLUSÕES: A preservação escleral com glicerol mantém a integridade tecidual. O material preservado torna-se menos distensível após 90 dias de preservação. Cirurgiões que usam esclera preservada em procedimentos oftalmológicos devem estar conscientes das propriedades mecânicas do material e levar em conta o tempo de preservação do material.
Keywords: Esclera; Glicerol; Preservação de tecido; Histologia
Abstract
A displasia fibrosa é considerada uma desordem óssea benigna, de progressão lenta na qual há substituição de osso normal por tecido fibroso Quando associada a hiperpigmentação de pele e distúrbios endocrinológicos denomina-se síndrome de McCune Albright. Relatamos um caso raro de síndrome de McCune Albright em uma criança do sexo masculino que apesar de apresentar mínimas distorções crânio-facial externas, mostrou um envolvimento difuso e bilateral das órbitas.
Keywords: Displasia fibrosa poliostótica; Doenças orbitárias; Anormalidades craniofaciais; Ossos faciais
Abstract
Paciente masculino de 68 anos com história de orbitotomia lateral para exérese de tumor no nervo óptico 18 meses antes em outro serviço. O exame histológico demonstrou glioma do nervo óptico com padrão pilocítico. Um ano após, observou-se novo episódio de proptose no olho direito. Ressonância nuclear magnética das órbitas mostrou massa preenchendo quase toda a cavidade orbitária direita com extensão pelo canal óptico até o quiasma. Foi realizada exenteração da órbita direita com excisão da porção posterior do tumor via transcraniana pela neurocirurgia e reconstrução orbitária. A histologia confirmou astrocitoma pilocítico de baixo grau do nervo óptico.
Keywords: Glioma do nervo óptico; Astrocitoma; Nervo óptico; Imagem por ressonância magnética; Idoso; Relatos de casos
Abstract
Relatamos o caso de uma menina de 11 anos com doença falciforme, trazida à sala de emergência após ser atingida por um bloco de barro na região frontal esquerda. Apresentava ao exame proptose do olho esquerdo, edema palpebral, diminuição da acuidade visual e defeito pupilar aferente, sem quaisquer sinais inflamatórios como febre, hiperemia ou aumento de sensibilidade. A tomografia computadorizada de órbitas demonstrou um extenso hematoma subperiósteo superomedial na órbita esquerda. A paciente foi tratada com cantotomia, cantólise e drenagem cirúrgica do hematoma. Dois dias após a drenagem, ela permaneceu com um hematoma subperiósteo e a acuidade visual diminuída. Uma ampla exploração através de incisão no sulco palpebral superior revelou um rebordo orbitário superior espessado, e múltiplos defeitos ósseos ao longo do teto da órbita com sangramento persistente. Foi realizada hemostasia com cera óssea. A compressão orbitária foi resolvida, e a paciente recuperou a acuidade visual normal prévia.
Keywords: Hematoma; Trauma crânio-cerebral; Órbita; Anemia falciforme; Traumatismos do nervo óptico; Osso frontal; Relatos de casos
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