Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (4 )
:657-660
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000400018
Abstract
Descrevemos 2 casos de coroidopatia lúpica, uma manifestação ocular incomum do lúpus eritematoso sistêmico, caracterizada por elevação serosa do epitélio pigmentário retiniano e/ou retina sensorial e moteamento do epitélio pigmentário.
Keywords: Lupus eritematoso sistêmico; Manifestações oculares; Doenças da coróide; Coróide; Coróide; Epitélio pigmentado retiniano; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (3 )
:405-406
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000300026
Abstract
O macrovaso retiniano congênito é rara anomalia vascular em que um vaso grande e suas tributárias cruzam a mácula. Descrevemos um caso de macrovaso retiniano em paciente com queixa de baixa acuidade visual.
Keywords: Malformações arteriovenosas; Doenças retinianas; Retina; Vasos retinianos; Fluxo sanguíneo regional; Acuidade visual; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (4 )
:561-564
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000400027
Abstract
Relatamos o uso da terapia fotodinâmica com verteporfirina em neovascularização coroidiana subfoveal secundária a coriorretinopatia serosa central. O paciente apresentou melhora da acuidade visual (0,5 para 1,0) 30 dias após a primeira sessão. Depois de 141 dias, apresentou reativação da membrana, sendo submetido a nova sessão, obtendo melhora da acuidade visual (0,5 para 1,0) após 30 dias. O quadro mantém-se inalterado há 20 meses. A terapia fotodinâmica pode ser eficiente no tratamento de neovascularização coroidiana secundária a coriorretinopatia serosa central.
Keywords: Doenças da coróide; Neovascularização coroidal; Neovascularização coroidal; Doenças retinianas; Descolamento retiniano; Fotoquimioterapia; Agentes fotossensibilizantes; Porfirinas
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (5 )
:615-618
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000500007
Abstract
OBJETIVO: Avaliar qualidade do filme lacrimal pelo corante rosa bengala e sua estabilidade por meio do tempo de ruptura, relacionando com a largura da fenda palpebral e a exoftalmia em pacientes com oftalmopatia de Graves. MÉTODOS: Foram estudados 54 olhos de 27 pacientes com oftalmopatia de Graves, tanto em fase inflamatória quanto em fase crônica. A avaliação consistiu de análise qualitativa do filme lacrimal pelo corante rosa bengala por meio da classificação de van Bijsterveld, análise da estabilidade do filme lacrimal pelo tempo de ruptura, medida da largura da fenda palpebral e exoftalmometria. A análise estatística foi realizada com o teste do Qui-quadrado. RESULTADOS: Entre os 27 pacientes estudados, 77,8% eram do sexo feminino e 22,2% do masculino. A idade média foi de 44,26 anos (DP 12,67). O tempo médio de doença foi de 5,85 anos (DP 4,47) e o de oftalmopatia foi de 5,81 anos (DP 5,37). Dos 54 olhos em estudo, 37% apresentaram teste positivo pela escala de graduação de van Bijsterveld, 33,3% tempo de ruptura do filme lacrimal menor que 5 segundos, 57,4% largura da fenda palpebral maior que 11 mm e 55,6% exoftalmometria maior que 19 mm. Quando relacionamos o tempo de ruptura do filme lacrimal menor que 5 segundos com a largura da fenda palpebral maior que 11 mm encontramos odds ratio igual a 11,2 (p=0,0008). As demais relações estudadas não mostraram significância estatística. CONCLUSÕES: O olho seco diagnosticado pela coloração com rosa bengala e pelo tempo de ruptura do filme lacrimal ocorre com freqüência na oftalmopatia de Graves. A largura da fenda palpebral correlaciona-se com o tempo de ruptura do filme lacrimal na oftalmopatia de Graves. Seu aumento pode levar à instabilidade do filme lacrimal.
Keywords: Doença de Graves; Rosa bengala; Ceratite; Exoftalmia; Lágrimas; Coloração e rotulagem
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (1 )
:119-121
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000100023
Abstract
Os autores descrevem um caso no qual o diagnóstico inicial, clínico e laboratorial, era compatível com quadro de toxocaríase ocular. Porém a evolução clínica somada a realização de exame histopatológico revelou diagnóstico diferente, demonstrando à importância do exame histopatológico, principalmente nos quadros em que o diagnóstico é presumido.
Keywords: Toxocaríase; Infecções oculares parasitárias; Granuloma; Uveíte; Biópsia; Diagnóstico diferencial; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (2 )
:157-160
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000200004
Abstract
OBJETIVO: Descrever comparativamente os resultados da cirurgia do buraco macular associada à remoção da membrana limitante interna com e sem a coloração pela indocianina verde. MÉTODOS: Foram avaliadas 142 cirurgias consecutivas de buraco macular com remoção de membrana limitante interna realizadas no período de janeiro de 2001 a março de 2004. Estas foram divididas em dois grupos, baseados no uso ou não da coloração da membrana limitante interna pela indocianina verde. RESULTADOS: Os grupos estudados foram semelhantes no que diz respeito ao perfil dos pacientes e estágio pré-operatório dos buracos maculares. A acuidade visual pré-operatória média foi igual a 0,12±0,15 no grupo com coloração por indocianina verde e 0,18±0,18 no grupo sem a coloração pela indocianina verde (p=0,02). A acuidade visual pós-operatória média foi igual a 0,27±0,27 no grupo com uso e 0,43±0,25 no grupo sem uso (p=0,0002). Observamos melhora da acuidade visual em 63% dos casos no grupo com corante e em 80,3% dos casos no grupo sem corante. O fechamento do buraco macular ocorreu em 76,5% dos casos com uso de indocianina verde e em 95,1% dos casos sem utilização do corante. CONCLUSÃO: As cirurgias do buraco macular com remoção da membrana limitante interna sem uso de corantes apresentam melhores resultados visuais e anatômicos quando comparadas àquelas com o auxílio da coloração pela indocianina verde. Recomendamos cautela ao utilizar a coloração com indocianina verde na cirurgia do buraco macular pelo seu possível efeito tóxico.
Keywords: Mácula lútea; Perfurações retinianas; Mácula lútea; Verde de indocianina; Membrana basal; Estudo comparativo
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (2 )
:203-206
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000200013
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a presença de alterações fundoscópicas em pacientes portadores de miopia degenerativa. MÉTODOS: Quarenta pacientes com erro refrativo de pelo menos -6,00 dioptrias foram selecionados para exame oftalmológico, complementado por retinografia do pólo posterior e ecobiometria. RESULTADOS: Foram estudados 57 olhos de 37 pacientes com erro refrativo de -6,25 a -28,50 dioptrias, com média de -14,05, e comprimento axial de 26,06 a 32,86 mm, com média de 28,01. Encontramos crescente temporal em 36,5% e circunferencial em 21% dos olhos. Vasos da coróide foram visualizados em 35% dos olhos. As alterações do pólo posterior foram as seguintes: estafiloma posterior em 10,5%, mancha de Fuchs em 3,5% e "lacquer cracks" em 1,5%. O exame da periferia retiniana evidenciou atrofia corio-retiniana tipo pavimentosa em 17,5%, branco sem pressão em 10,5%, degeneração "lattice" em 5%, ruptura retiniana em 3,5% e retinosquise em 1,5% dos olhos examinados. CONCLUSÕES: Alterações fundoscópicas que levam à baixa visual são freqüentes em pacientes com miopia degenerativa. O exame da periferia retiniana é muito importante nestes pacientes devido ao risco aumentado de descolamento de retina.
Keywords: Miopia; Miopia; Erros de refração; Retina; Degeneração macular; Fundus oculi
Arq. Bras. Oftalmol. 2006;69 (5 )
:745-747
| DOI: 10.1590/S0004-27492006000500024
Abstract
A fosseta congênita do disco óptico é uma anomalia rara que pode levar a importante comprometimento visual associado ao acúmulo de líquido sub-retiniano. Os autores descrevem o estudo pela tomografia de coerência óptica de três casos de fossetas congênitas do disco óptico não tratadas com diferente comprometimento visual e diferente apresentação das coleções de líquido intra-retiniano.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Disco óptico; Disco óptico; Descolamento retiniano; Descolamento retiniano
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (4 )
:581-584
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000400022
Abstract
O buraco macular traumático é doença cuja patogênese não é totalmente esclarecida e a melhor conduta terapêutica ainda é controversa. Relatamos 2 casos de buraco macular traumático para os quais adotamos condutas diferentes. No primeiro caso, um menino de 9 anos apresentou buraco macular traumático secundário a trauma ocular contuso com uma pedra, com visão inicial de 20/300. Foi submetido a tratamento cirúrgico e obteve visão final igual a 20/70 com buraco fechado após 1 ano de seguimento. No segundo caso, mulher de 20 anos sofreu traumatismo penetrante por projétil de arma de fogo na fronte, do lado esquerdo. O trauma causou avulsão do nervo óptico no olho esquerdo com perda de percepção luminososa neste olho. No olho direito apresentou buraco macular traumático e sinais sugestivos de coriorretinite esclopetária, com acuidade visual igual a 20/60. O caso foi inicialmente observado e a visão melhorou para 20/30 com diminuição do diâmetro do buraco. A visão e o diâmetro do buraco mantiveram-se estáveis por 8 meses.
Keywords: Mácula lútea; Mácula lútea; Traumatismos oculares; Acuidade visual; Tomografia de coerência óptica; Humano; Feminino; Masculino; Criança; Adulto; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (2 )
:186-188
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000200018
Abstract
O edema macular cistóide é um efeito colateral incomum, porém bem conhecido, do latanoprost. São descritos dois casos de edema macular cistóide bilateral e simultâneo associado ao uso de latanoprost, em que foi observada completa resolução do edema após a suspensão da droga.
Keywords: Mácula lútea; Edema macular; Glaucoma; Prostaglandina F; Relatos de casos; Humanos; Adultos