Showing of 1 until 18 from 18 result(s)
Search for: Marcelo Ventura
Abstract
Os autores relatam caso de uma criança de 2 anos com hipótese diagnóstica de paresia de VI nervo esquerdo, congênita. O paciente foi submetido a cirurgia no olho esquerdo, com amplo retrocesso do reto medial e grande ressecção do reto lateral, sendo que as características peroperatórias e resultado cirúrgico reforçam a hipótese diagnóstica inicial.
Keywords: Paralisia; Doenças dos nervos cranianos; Diagnóstico diferencial; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a variação do astigmatismo entre o pré-operatório, 1º mês e 12º mês pós-operatórios dos pacientes submetidos à cirurgia de catarata, com realização de incisões relaxantes limbares para redução do astigmatismo pré-operatório. MÉTODOS: Foram avaliados 16 pacientes submetidos a cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação através de incisão escleral tunelizada de 5,5 mm, na Fundação Altino Ventura, no período entre abril e julho de 2002, na qual foram realizados incisões relaxantes no limbo (IRL), seguindo o nomograma modificado de Gills (1D - 1 IRL de 6 mm; 1-2D - 2 IRL de 6 mm; 2-3D - 2 IRL de 8 mm), nos meridianos corneanos mais curvos determinados por topografia corneana pré-operatória. RESULTADOS: Ocorreu redução significante do astigmatismo pré-operatório no 1º mês pós-operatório, no grupo de 2 incisões relaxantes no limbo de 6 mm (57% do astigmatismo topográfico e 87% do refracional) e o de 2 incisões relaxantes no limbo de 8 mm (50% do astigmatismo topográfico e 65% do refracional), mantendo-se sem alteração significante este astigmatismo até o 12º mês pós-operatório. O grupo de 1 incisão relaxante no limbo de 6 mm não alcançou redução significante do astigmatismo, no entanto, não houve alteração significante até o 12º mês pós-operatório. Não foram observadas, ainda, complicações pós-operatórias como "glare", aniseiconia, diplopia, desconforto, infecção da ferida e afinamento ou ectasia corneana. CONCLUSÃO: A realização de 2 incisões relaxantes no limbo de 8 e 6 mm, para correção de astigmatismo pré-operatório de 2 a 3 e 1 a 2 dioptrias, respectivamente, mostraram-se eficazes, seguras e com efeito estável ao longo do primeiro ano de acompanhamento pós-operatório. A realização de 1 incisão relaxante no limbo de 6 mm para redução de 1 dioptria de astigmatismo pré-operatório não se mostrou eficaz, no entanto, não levou a complicações pós-operatórias significativas.
Keywords: Astigmatismo; Extração de catarata; Limbo da córnea; Topografia da córnea; Cuidados pré-operatórios; Cuidados pós-operatórios; Estudo comparativo; Seguimentos
Abstract
OBJETIVOS: Relatar os resultados de vitrectomia via pars plana com utilização de perfluocarbono líquido (Perfluoroctano-Ophtalmos®), como tamponante vítreo-retiniano de curta duração, no pós-operatório de portadores de descolamento de retina, por ruptura gigante. MÉTODOS: Estudaram-se dez desses pacientes. Todos os casos eram complicados por vitreorretinopatia proliferativa grau B ou pior com rupturas que variavam em extensão de 90º a 210º. O perfluorocarbono líquido foi introduzido, por via pars plana, com o volume necessário para ultrapassar o limite posterior da ruptura, permanecendo no pós-operatório por cinco dias, estando os pacientes em decúbito dorsal. Após esse período submetiam-se a segunda intervenção para troca do perfluorocarbono líquido para gás ou óleo de silicone. RESULTADOS: Após período de acompanhamento médio de 16,2 ± 12,4 meses (2 a 43 meses), 80% das retinas estavam aplicadas, sendo necessária a repetição desta técnica em 1 caso (10%) caso e em 2 casos (20%) não houve reaplicação da retina por vitreorretinopatia avançada. Houve melhora da acuidade visual em 5 casos (50%). CONCLUSÃO: Observaram-se bons resultados quanto à aplicação da retina (80%) e melhora da acuidade visual (50%) quando do uso do perfluorocarbono líquido como tamponante vitreorretiniano de curta duração no pós-operatório de cirurgias de descolamento de retina por rupturas gigantes.
Keywords: Descolamento da retina; Doenças retinianas; Lágrimas; Vitreorretinopatia proliferativa; Fluorocarbonetos; Vitrectomia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados pós-operatórios da subluxação congênita do cristalino, corrigida por uma nova abordagem cirúrgica. MÉTODOS: Foram estudados 21 olhos de 13 pacientes, portadores de subluxação não traumática do cristalino submetidos à cirurgia na Fundação Altino Ventura, no período de abril de 1999 a abril de 2004. A idade média foi de 8,7 ± 5,4 anos, e o tempo médio de seguimento foi 21,5 ± 19,3 meses. Os pacientes foram submetidos à facoaspiração, implante do anel endocapsular e lente intraocular (LIO). Uma das alças da LIO foi amputada e apoiada sobre o anel, no interior do saco capsular, centralizando a LIO. RESULTADOS: Houve melhora da acuidade visual (AV) em todos os casos, e redução significante do equivalente esférico e componente esférico comparando-se a refração pré e pós-operatória (p<0,01). Não houve diferença entre o componente cilíndrico pré e pós-operatório (p=0,71). Opacificação da cápsula posterior do cristalino foi a complicação encontrada em 71,4% dos casos. Foi realizada capsulotomia posterior precoce nestes pacientes sem intercorrências. CONCLUSÃO: Implante de LIO com uma alça amputada e apoiada sobre o anel endocapsular é uma opção no tratamento cirúrgico da subluxação congênita do cristalino, podendo-se observar centralização da LIO e melhora da AV no pós-operatório.
Keywords: Subluxação do cristalino; Implante de prótese; Síndrome de Marfan; Homocistinúria; Lentes intraoculares; Ectopia do cristalino; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados visuais e investigar, através da biomicroscopia ultrassônica, o posicionamento das lentes intraoculares e do anel endocapsular em 17 olhos de 10 portadores de subluxação congênita do cristalino, submetidos à mesma técnica cirúrgica pelo mesmo cirurgião. MÉTODOS: O estudo foi realizado no Hospital de Olhos de Pernambuco e Fundação Altino Ventura. A técnica cirúrgica consistiu em facoaspiração com implante de anel endocapsular e de lentes intraoculares com amputação de uma das alças. A idade variou entre 7 e 22 anos. Foram coletados dados sobre acuidade visual para longe pré e pós-operatória, tempo de seguimento após a cirurgia e complicações. Os pacientes foram submetidos à biomicroscopia ultrassônica. RESULTADOS: O tempo de seguimento médio foi de 2,8 anos. Houve melhora da acuidade visual para longe nos 17 (100%) olhos: 12 olhos (70,6%) apresentaram acuidade visual para longe melhor que 20/40; 4 (23,5%) apresentaram acuidade visual para longe entre 20/40 e 20/100 e 1 (5,9%) apresentou acuidade visual para longe pior que 20/100, porém melhor que acuidade visual para longe pré-operatória. A opacificação da cápsula posterior ocorreu em 10 olhos (58,9%). Na biomicroscopia ultrassônica observou-se que todas as lentes intraoculares estavam parcialmente descentralizadas, contudo sem atingir o bordo pupilar. Em todos os casos observou-se um adequado posicionamento do anel e um bom suporte capsular. CONCLUSÃO É possível concluir que o tratamento cirúrgico avaliado proporciona uma boa centralização das lentes intraoculares e do anel endocapsular, com melhora da acuidade visual para longe, sendo uma opção viável, eficaz e segura na reabilitação visual dos pacientes com subluxação congênita do cristalino.
Keywords: Subluxação do cristalino; Facoemulsificação; Lentes intraoculares; Microscopia acústica; Síndrome de Marfan; Acuidade visual
Abstract
O edema macular cistóide é um efeito colateral incomum, porém bem conhecido, do latanoprost. São descritos dois casos de edema macular cistóide bilateral e simultâneo associado ao uso de latanoprost, em que foi observada completa resolução do edema após a suspensão da droga.
Keywords: Mácula lútea; Edema macular; Glaucoma; Prostaglandina F; Relatos de casos; Humanos; Adultos
Abstract
Objetivo: Comparar os resultados da gonioscopia com as medidas morfométricas do segmento anterior obtidas pela tomografia (Pentacam High Resolution - HR), utilizando imagens ópticas de Scheimpflug na avaliação do ângulo da câmara anterior (ACA). Métodos: Realizado estudo transversal com avaliação de 112 olhos de 74 pacientes avaliados no Setor de Glaucoma da Universidade Federal Fluminense, submetidos ao exame da gonioscopia e do Pentacam HR. Na gonioscopia o ACA foi classificado utilizando a Classificação de Shaffer (SC), realizado por um único examinador experiente, e seus resultados foram comparados às medidas do Pentacam HR. Ângulos estreitos foram classificados nos olhos em que a malha posterior trabecular não foi observada em dois ou mais quadrantes na gonioscopia tradicional (SC Grau 2 ou menor). As imagens dos quadrantes nasal e temporal obtidas pelo Pentacam HR foram avaliadas por um software personalizado que obtêm automaticamente as seguintes medidas da câmara anterior: ângulo da câmara anterior (ACA), volume da câmara anterior (ACV) e profundidade da câmara anterior (ACD). Resultados: Com base nos resultados gonioscopia, 74 (60,07%) olhos foram classificados como ângulo aberto (SC 3 e 4) e 38 (33,93%) olhos foram classificados como ângulo estreito (SC 1 e 2). A morfometria de não contato com as imagens Scheimpflug revelou uma média de ACA 39,20 ± 5,31 graus nos ângulos abertos e 21,18 ± 7,98 graus nos ângulos estreitos. O grupo classificado como ângulo aberto mostrou medidas significativamente maiores de ACV e ACD quando comparado ao grupo de ângulo estreito (ACV de 193 ± 36 mm³ vs 90 ± 25 mm³, respectivamente, p <0,001 e ACD de 3,09 ± 0,42 mm vs 1,55 ± 0,64 mm, respectivamente, p<0,0001). Na diferenciação dos olhos com ângulo aberto e olhos com ângulo estreito no Pentacam, a análise das curvas ROC demonstraram que na medida de 20º (SC Grau 2) resultaram em 52,6% de sensibilidade em 100% de especificidade. Conclusões: O Pentacam HR mostrou habilidade em detectar os olhos com risco de fechamento angular na analise do ACV e do ACD.
Keywords: Câmara anterior; Córnea; Gonioscopia; Processamento de imagem assistida por computador
Abstract
Objetivo: Analisar os possíveis fatores de desencadeamento de processos judiciais na área de oftalmologia. Método: Estudo retrospectivo de 70 casos de processos judiciais cíveis em oftalmologia. Foram avaliados em cada processo, a anamnese, o exame oftalmológico, os dados do paciente no momento do incidente, sexo, idade, diagnóstico inicial e diagnóstico da causa do processo, número de consultas antes e após o fato desencadeante, a realização de exames pré-operatórios mínimos de acordo com os protocolos da Cooperativa Estadual de Serviços Administrativos em Oftalmologia - COOESO, termo de consentimento informado, as folhas de descrição do procedimento, de enfermagem, de materiais e medicamentos do centro cirúrgico, do anestesista, da alta hospitalar e o valor da indenização. Resultados: Dos 70 casos analisados, com relação à acuidade visual final, 45 (64,3%) apresentavam amaurose. Quanto às condições prévias ao tratamento, os diagnósticos foram: catarata 46 (65,7%), ametropias 12 (17,1%), trauma ocular 8 (11,4%), glaucoma 3 (4,3%) e descolamento de retina 1 (1,4%). Com relação às principais complicações secundárias ao tratamento efetuado que deram motivação à lide, os diagnósticos foram: descolamento de retina 37 (52,8%), acuidade visual insatisfatória pós cirurgia de catarata 12 (17,1%), irregularidades corneanas após cirurgia refrativa 8 (11,4%), endoftalmites 4 (5,7%), desconforto com óculos prescritos 4 (5,7%) e atrofia bulbar 4 (5,7%). O número de consultas antes do início do processo foi de até duas em 67,1% dos casos. Os processos decorrentes de cirurgia representaram 94,3% da amostra. Termo de consentimento informado não foi utilizado em 63% do total de casos cirúrgicos. Os valores de indenização pagos foram menores do que 50 mil reais em 72,7%. Conclusões: Foram fatores importantes relacionados aos processos judiciais oftalmológicos: amaurose, tratamento cirúrgico, descolamento de retina, número reduzido de consultas pré-operatórias e ausência de termo de consentimento.
Keywords: Imperícia; Consentimento livre e esclarecido; Oftalmologia; Responsabilidade legal; Procedimentos cirúrgicos refrativos
Abstract
Amiloidose familiar do tipo finlandes (FAF) é uma forma de amiloidose sistêmica autossômica dominante com grande concentração geográfica na Finlândia. É causada por uma mutação, 654G-A, no gene gelsolin. O subtipo dinamarquês da FAF foi previamente descrito em três famílias, com achados clínicos similares mas com a mutação 654G-T no gene gelsolin. Três membros de duas gerações da mesma família, com diagnóstico de amiloidose familiar, foram submetidos a screening de mutações no gene gelsolin. O DNA genômico foi extraído de linfócitos do sangue periférico, sendo realizada reação em cadeia de polimerase (PCR) em condições padronizadas. A análise do sequenciamento revelou uma transição de G para T no nucleotidio 654 do gene gelsolin. Este é o primeiro relato de uma amiloidose familiar relacionada ao gene gelsolin em uma família brasileira, que apresenta uma forma rara de mutação, descrita previamente em três famílias, sem ancestrais finlandeses (tipo dinamarquês).
Keywords: Amiloidose; Gelsolina; Distrofia hereditária da córnea; Córnea; Humano; Feminino; Masculino; Adulto; Relato de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o impacto das doenças oculares sobre a qualidade de vida de uma população idosa do sertão de Pernambuco, localizado na região nordeste do Brasil. MÉTODOS: Foram entrevistados 580 indivíduos acima de 59 anos, por meio do questionário de avaliação de qualidade de vida "Visual Functioning Questionnaire" (VFQ). Todos os indivíduos foram submetidos a exame oftalmológico completo. Os resultados das variáveis quantitativas foram expressos por suas médias e desvios- padrão. Os resultados das variáveis qualitativas foram expressos por suas frequências absolutas e relativas. RESULTADOS: A média de idade foi de 70 ± 8,1 anos. Cerca de 86,0% dos entrevistados declararam ser analfabetos ou ter o ensino fundamental incompleto. As principais queixas foram: baixa visual (71,1%) e ardor/prurido (69,0%). A acuidade visual não era normal em 37,4% dos idosos. Por volta de 75,0% dos entrevistados relataram ter saúde regular ou ruim, e 77,0% diziam ter uma visão regular ou ruim. A qualidade de vida foi considerada pior conforme a piora da condição visual do idoso. CONCLUSÃO: O déficit visual representou um impacto negativo sobre a qualidade de vida dos idosos do sertão Pernambucano.
Keywords: Idoso; Qualidade de vida; Acuidade visual; Brasil
Abstract
OBJETIVOS: Relatar os resultados visuais e as complicações da cirurgia de catarata congênita com implante primário de lente intraocular em olhos microftálmicos de crianças menores de 4 anos. MÉTODOS: Esta série de casos retrospectiva incluiu 14 olhos microftálmicos de 10 crianças menores de 4 anos que foram submetidas à cirurgia de catarata congênita com implante primário de lente intraocular. Sete pacientes tinham catarata bilateral (11 foram incluídos no estudo) e 3 tinham catarata unilateral. Os prontuários dos pacientes foram revisados para se obter informação sobre o exame oftalmológico pré- e pós-operatório. As principais variáveis analisadas foram pressão intraocular, acuidade visual com melhor correção e complicações intra- e pós-operatórias. RESULTADOS: A média da idade dos pacientes na época da cirurgia foi de 21,7 ± 2,9 meses. O diâmetro antero-posterior médio foi de 19,2 ± 0,9 mm. A pressão intraocular média pré-operatória foi 9,7 ± 1,7 mmHg e 10,3 ± 3,1 mmHg no último exame de acompanhamento pós-operatório (P=0,18). Não houve complicações intraoperatórias. Dois (15,4%) olhos desenvolveram opacificação secundária do eixo visual, dos quais um foi reoperado devido à baixa visual significativa (0,5 logMAR). AV pré- e pós-operatórias foram 2,09 ± 0,97 logMAR e 0,38 ± 0,08 logMAR em casos de catarata congênita bilateral e 1,83 ± 1,04 logMAR e 0,42 ± 0,13 logMAR em casos unilaterais, respectivamente. CONCLUSÃO: O implante primário de lente intraocular em cirurgia de catarata congênita em olhos microftálmicos resultou em uma melhora significativa da acuidade visual com nenhuma complicação intraoperatória e com pouca complicação no pós-operatório.
Keywords: Catarata; Extração de catarata; Microftalmia; Acuidade visual; Lente intraocular; Complicações pós-operatórias
Abstract
Keywords:
Abstract
Pacientes que fazem uso de cloroquina ou hidróxi-cloroquina, drogas que são freqüentemente administradas para o tratamento de artrite reumatóide, lúpus eritrematoso ou malária, podem sofrer alterações na visão de cores e na sensibilidade de contraste. O presente estudo avaliou a função visual destes pacientes em um estudo conjunto da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, e da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. Trinta e dois pacientes usuários de cloroquina sem alterações no exame de fundo de olho foram avaliados em São Paulo (n=10, 38 a 71 anos, média=55,8 anos) e em Belém (n=22, 20 a 67 anos, média=40 anos). A dose acumulada de cloroquina prescrita foi de 45 a 430 g (média=213 g; dp=152 g) para o grupo de São Paulo, e de 36 a 540 g (média=174 g; dp=183 g) para o grupo de Belém. Os testes foram realizados monocularmente com o estado refracional corrigido. A discriminação de cor foi avaliada utilizando o Teste de Cor de Cambridge (CCT): o limiar de discriminação de cor foi mensurado primeiro nos eixos protano, deutano e tritano, e em seqüência, três elipses de MacAdam foram determinadas. A visão de cores dos pacientes também foi avaliada com testes de arranjo de cores: o teste de 100 matizes de Farnsworth-Munsell (FM100), o D15 de Farnsworth-Munsell, e o teste Lanthony Dessaturado (D15d). A sensibilidade de contraste foi também medida com grades senoidais preto-e-brancas em 22 pacientes. Os resultados foram comparados com controles sem patologias oftalmológicasou neuro-oftalomológicas. 24 pacientes apresentaram discromatopsia adquirida, com perdas seletivas (11 pessoas) ou difusas (13 pessoas). Embora as perdas estivessem presentes no FM100, não houve correlação entre o escore de erro do FM100 e a área elíptica medida pelo CCT. Além disso, três pacientes que tiveram escores normais no FM100 falharam para alcançar limiares normais no CCT. O teste de Lanthony foi menos sensível do que os outros dois testes, tal que falhou em indicar perda em cerca de metade dos pacientes afetados, e o D15 foi o teste menos sensível, deixando de indicar déficits em 9 de 10 pacientes. A sensibilidade de contraste esteve dentro dos valores normais para pacientes submetidos a este teste. A extensão das perdas na discriminação de cores foi positivamente correlacionada com a dose acumulada. O CCT é recomendado para o acompanhamento destes pacientes, pois forneceu dados quantitativos que podem ser diretamente interpretados no espaço cromático da CIE (Commission Internationelle d'Éclairage).
Keywords: Cloroquina; Retinopatia; Visão de cores; Sensibilidade de contraste; Neurotoxicologia; Bateria de testes neurocomportamentais; Discromatopsia
Abstract
Objetivo: Avaliar a incidência da opacificação da cápsula posterior com o implante de uma lente intraocular acrílica hidrofílica. Métodos: Cinquenta e oito olhos, de 58 pacientes, selecionados de forma aleatória, foram examinados 4 anos após a cirurgia de facoemulsificação com implante da lente intraocular Ioflex em uma campanha comunitária para pessoas carentes. Os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico a fim de detectar opacificação da cápsula posterior. Foi obtido histórico médico detalhado. A acuidade visual corrigida antes e 1 mês após a cirurgia foi obtida através de revisão em prontuário médico. O teste t de student foi utilizado para a análise estatística. Resultados: A idade média dos pacientes sem opacificação da cápsula posterior foi 74,6 ± 9,5 anos, e 70,3 ± 15 anos nos pacientes com opacificação da cápsula posterior. Após 4 anos da cirurgia, 39 olhos (67%) foram diagnosticados com opacificação da cápsula posterior, e 24 olhos (41,3%) tiveram redução da acuidade visual causada pela opacificação da cápsula posterior, sendo encaminhados para realização de capsulotomia com Nd:YAG laser. Três olhos (5,1%) tiveram redução da acuidade visual causada por glaucoma, opacificação da lente intraocular e degeneração macular relacionada á idade. Em outros 12 olhos (20,7%) que apresentaram opacificação da cápsula posterior, a acuidade visual ficou mantida. Dentre as doenças sistêmicas, a hipertensão arterial foi relatada por 45% da amostra avaliada e 3,5% referiram diabetes mellitus. Conclusão: O estudo encontrou incidência de 67% de opacificação da cápsula posterior na lente intraocular Ioflex 4 anos após a cirurgia.
Keywords: Cápsula posterior do cristalino; Opacificação da cápsula; Complicações pósoperatórias; Catarata/epidemiologia; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Identificar causas de baixa acuidade visual e morbidades sistêmicas que dificultem a deambulação e o acesso à tratamento oftalmológico em clínicas geriátricas do Rio de Janeiro. Métodos: Estudo transversal com 187 indivíduos de 3 clínicas geriátricas do Rio de Janeiro, no período de janeiro de 2010 à janeiro de 2011. O critério de inclusão foi todos os indivíduos com acuidade visual menor ou igual a 20/200 em qualquer olho (118 indivíduos) e sem atualização da correção óptica. O critério de exclusão foi indivíduos que se recusaram à participar do estudo e indivíduos incapazes de realizarem os exames por déficit mental (6 indivíduos). Dos 187 indivíduos avaliados, 63 indivíduos tinham acuidade visual melhor que 20/200. Resultados: Participaram do estudo efetivamente, após os critérios de inclusão e exclusão, 118 indivíduos com variadas causas de acuidade visual menor ou igual 20/200. Foram encontrados no estudo 57 (48,3%) indivíduos com a presença de morbidades sistêmicas incapacitantes. Dos 118 indivíduos com baixa acuidade visual, que participaram do estudo, 27,96% apresentaram catarata e 26,27% ametropias. Conclusão: A maioria dos indivíduos destas clínicas geriátricas apresentou morbidades oculares que com tratamento adequado permitem a melhora da acuidade visual. Foi encontrado um problema mais de cunho social pela dificuldade de acesso à consulta oftalmológica.
Keywords: Oftalmopatias; Acuidade visual/epidemiologia; Idoso; Serviços de saúde para idosos; Saúde do idoso; Acesso aos serviços de saúde; Saúde da pessoa com deficiência; Morbidade
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia do uso de anti-inflamatório não-esteróide no pré-operatório e aplicação da técnica de re-dilatação quando necessária para minimizar a variação do tamanho pupilar ao comparar o grau de midríase antes do tratamento com laser de femtosegundo no início da facoemulsificação.
Métodos: Esse estudo retrospectivo incluiu pacientes que foram submetidos à cirurgia de catarata usando o LenSx (Alcon Laboratories, Inc., Fort Worth, TX). Nosso regime de dilatação de rotina com flurbiprofeno, tropicamida e fenilefrina foi usado. A técnica de re-dilatação doi aplicada em olhos que se manifestaram com um diâmetro pupilar menor do que o diâmetro da capsulotomia programado após o pré-tratamento a laser. A técnica consiste em superar a contração pupilar pela instilação de tropicamida e fenilefrina antes da facoemulsificação. O tamanho pupilar foi avaliado antes da aplicação do laser de femtosegundo e no inicio da facoemulsificação.
Resultados: Setenta e cinco olhos (70 pacientes) foram incluídos. Nove (12%) olhos foram submetidos à técnica de re-dilatação. Não houve diferença significativa no diâmetro pupilar médio e na área pupilar média entre os dois tempos cirúrgicos estudados (p=0,412 e 0,437, respectivamente). A constrição global da área pupilar foi de 2,4 mm2. Imediatamente antes de abrir as incisões para a facoemulsificação, nenhum dos olhos apresentava diâmetro pupilar <5 mm e 61 (85,3%) olhos apresentavam um diâmetro pupilar >6 mm.
Conclusões: O administração pré-operatória de anti-inflamatório não-esteróide e da técnica de re-dilatação resultaram em uma variação significativa do tamanho pupilar em olhos que foram pré-tratados com laser de femtosegundo, comparando as medidas realizadas antes da aplicação do laser e no inicio da facoemulsificação. Essa abordagem pode evitar a necessidade de prosseguir com a extração da catarata com uma pupila contraída.
Keywords: Extração de catarata; Período pré-operatório; Terapia a laser; Complicações intraoperatórias; Miose; Anti-inflamatórios não esteroides
Abstract
Objetivo: Descrição de um método simples, acessível e confiável para a medida das disfunções dos músculos oblíquos, utilizando-se smartphone.
Métodos: Foi utilizado o recurso de rotação de fotografias do aplicativo FOTOS do iPhone®; 75 examinadores avaliaram 22 fotos de 9 pacientes, obtidas em infra e supra dextroversão, infra e supra levoversão (nem todos os pacientes foram fotografados nas 4 posições citadas). Conferiu-se aos pacientes uma pontuação para a função do músculo oblíquo superior e músculo oblíquo inferior, que variou de -4 (negativo para hipofunção) a +4 (positivo para hiperfunção), ou 0 (normofuncionantes), antes e depois da edição das fotografias. Esses valores foram comparados à avaliação prévia atribuída pelos assistentes do estrabismo. Computou-se a diferença da pontuação entre eles em números naturais (inteiros e não negativos); foram calculadas média e desvio padrão dessas medidas.
Resultado: A medida da maioria das fotos editadas apresentou média inferior as não editadas, à exceção de um paciente com hiperfunção de oblíquo superior esquerdo. Pacientes sem disfunção de oblíquos demonstraram, após edição das fotos, maior similaridade com o valor inicialmente determinado (p<0,05), assim como os pacientes com oblíquo superior direito hiperfuncionantes (p<0,01). Os mesmos resultados são encontrados nos pacientes com hipofunção dos oblíquos e hiperfunção de oblíquo inferior direito (p<0,01).
Conclusão: O método utilizado para medida das funções musculares nos estrabismos verticais é reprodutível, acessível, simples, confiável, e confere maior uniformidade à aferição.
Keywords: Estrabismo; Músculo oculomotor; Anisotropia; Smartphone; Telefone celular
Abstract
Objetivo: Comparar os achados oculares em longo prazo de crianças que se submeteram à cirurgia de catarata congênita antes dos dois anos de idade e receberam uma injeção intracameral de triancinolona no intraoperatório ou usaram prednisolona oral no pós-operatório para modular a inflamação ocular.
Métodos: Neste estudo prospectivo de coorte, todos os pacientes que participaram de um ensaio clínico anterior, que analisou os resultados cirúrgicos de 1 ano da cirurgia de catarata congênita usando triancinolona intracameral (Grupo de Estudo) ou prednisolona oral (Grupo Controle), eram elegíveis para participar. Os prontuários médicos dos pacientes foram revisados e as crianças foram submetidas a um exame oftalmológico completo no acompanhamento final. As principais medidas de desfecho foram: achados biomicroscópicos, pressão intraocular, espessura central da córnea, a necessidade de intervenções cirúrgicas adicionais e achados compatíveis com glaucoma.
Resultados: Vinte e seis olhos (26 pacientes) foram incluídos (Grupo de Estudo = 11 olhos; Grupo de Controle = 15 olhos). O seguimento médio foi de 8,2 ± 1,2 anos e 8,1 ± 1,7 anos nos Grupos de Estudo e Controle, respectivamente (p=0,82). Todos os olhos apresentavam lente intraocular centrada. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos com relação à presença de sinéquia posterior (p=0,56), pressão intraocular (p=0,49) ou espessura central da córnea (p=0,21). Nenhum dos olhos preencheu os critérios diagnósticos para glaucoma, apresentou opacificação secundária do eixo visual ou foi reoperado.
Conclusão: Os achados oculares em longo prazo de crianças que se submeteram à cirurgia de catarata congênita e receberam uma injeção intracameral de triancinolona no intraoperatório foram semelhantes aos que usaram prednisolona oral no pós-operatório para modular a inflamação ocular, sugerindo que a triancinolona intracameral pode substituir a prednisolona oral na cirurgia de catarata congênita, facilitando o tratamento pós-operatório e a adesão ao mesmo.
Keywords: Catarata congênita; Triancinolona; Prednisolona; Esteroides; Complicações pós-operatórias; Criança
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000