Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (1 )
:157-160
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000100028
Abstract
A vasculopatia coroidiana polipóide idiopática é entidade recentemente descrita relacionada a descolamentos recorrentes sero-sanguinolentos do epitélio pigmentado da retina ou da retina neuro-sensorial. Decorre de alterações na vascularização coroidiana que levam à formação de canais vasculares ramificados em rede vascular que termina em lesões nodulares polipóides na região justapapilar temporal. Este estudo relata cinco casos cujas características clínicas são compatíveis com este distúrbio. A média das idades era 66 anos (51 a 79 anos), um paciente da raça negra, três (60%) do sexo masculino. O tempo médio de seguimento foi de 13,4 meses (3 meses a 2 anos). As características epidemiológicas e clínicas são discutidas.
Keywords: Doenças vasculares; Coróide; Doenças da coróide; Angiofluoresceinografia; Indocianina verde
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (5 )
:844-850
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000500021
Abstract
OBJETIVOS: Verificar a relação entre alterações anatômicas (drusas duras, drusas moles, hiperpigmentação, neovasos, descolamento do epitélio pigmentado da retina, hipopigmentação e atrofia coriorretiniana) e a sensibilidade à luz em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI); analisar a sensibilidade macular em áreas com ausência de lesões anatômicas nos pacientes com DMRI comparando-as ao grupo de controles, para avaliar a existência ou não de lesão funcional em área sem lesão anatômica. MÉTODOS: Estudo comparativo, descritivo e analítico, de corte transversal. O grupo de casos foi formado por 31 indivíduos portadores de DMRI com idade entre 51 e 88 anos. O grupo de controles ficou composto por 31 indivíduos considerados "sadios", não portadores de DMRI com idade entre 61 e 80 anos. Os grupos foram pareados por sexo e idade. Realizou-se a perimetria macular estática, vermelho-vermelho, com o oftalmoscópio de rastreamento a laser (ORL). Os resultados da perimetria macular foram correlacionados à lesão anatômica identificada no local correspondente pelo laser infravermelho e fotografias coloridas. RESULTADOS: As áreas com neovasos ou atrofia apresentaram sensibilidade significantemente diferente em relação às áreas com ausência de lesões anatômicas nos pacientes com DMRI. Houve perda funcional significativa em áreas com ausência de lesões anatômicas nos pacientes com DMRI em relação ao grupo de controles. CONCLUSÕES: Áreas com neovasos ou atrofia podem ser fatores individuais de piora da sensibilidade macular localizada. Pode ocorrer perda funcional mesmo sem lesão anatômica aparente nos pacientes com DMRI.
Keywords: Perimetria; Oftalmoscópios; Degeneração macular; Neovascularização coroidal; Fatores etários
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (5 )
:729-733
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000500024
Abstract
A hiperhomocisteinemia é fator de risco para fenômenos trombo-embólicos retinianos associados a quadro de oclusão vascular venosa e arterial. Descrevemos um paciente com obstrução arterial retiniana periférica, sem sinais de vasculite ativa, associada a proliferação de neovasos com tração vítreo-retiniana e hemorragia vítrea recidivante. O alto nível sérico de homocisteína decorrente de deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, sem outras alterações na cascata da coagulação, inclusive com a pesquisa do fator V de Leiden, sugere que a hiper-homocisteinemia esteja diretamente ligada como fator causal deste quadro clínico. Embora apresentasse PPD elevado, o diagnóstico diferencial mais importante de doença de Eales foi menos considerado por ser diagnóstico de exclusão. O controle do quadro clínico foi feito com suplemento de vitaminas (B12 e ácido fólico) e fotocoagulação retiniana periférica. A homocisteína plasmática total deve ser dosada em pacientes com obstrução vascular retiniana, já que a hiper-homocisteinemia é fator de risco modificável e de fácil tratamento por meio de dieta ou suplementação vitamínica.
Keywords: Artéria retiniana; Oclusão da artéria retiniana; Homocisteína; Vasculite retiniana; Vasos retinianos; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (6 )
:874-877
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000600022
Abstract
Os autores descrevem um paciente portador de descolamento macular secundário à fosseta congênita do nervo óptico no olho direito, submetido à vitrectomia, drenagem do fluido sub-retiniano, perfluorcarbono, endolaser e gás perfluoropropano (C3F8). Foi retirada amostra do humor vítreo para análise comparativa com o fluido sub-retiniano. São apresentadas retinografia, tomografia de coerência óptica e ilustrações do procedimento cirúrgico. Após 6 meses da cirurgia, houve resolução do descolamento evidenciada por meio da tomografia de coerência óptica. A acuidade visual melhorou de 20/400 para 20/30. A técnica cirúrgica utilizada pode ter melhorado os resultados obtidos. Adicionalmente, a análise bioquímica qualitativa e comparativa do fluido sub-retiniano e do vítreo mostrou composição semelhante. Apesar das limitações técnicas, esta análise pode corroborar na fisiopatogênese da doença, sugerindo que o fluido sub-retiniano pode ser originado da cavidade vítrea na fosseta congênita de papila.
Keywords: Nervo óptico; Corpo vítreo; Vitrectomia; Descolamento retiniano; Descolamento retiniano; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos