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Search for: Fabio Henrique Casanova
Abstract
Objetivo: Avaliar a ação da toxina botulínica em paralisias adquiridas de VI e III nervos. Pacientes e métodos: Foram tratados com toxina botulínica 15 pacientes, com diagnóstico de paralisia de VI e III nervos, aguda ou crônica. Foram estudados de forma prospectiva, durante os meses de agosto de 1998 a maio de 1999. O estudo incluiu, além da avaliação do estrabismo, avaliação oftalmológica completa. Os pacientes foram acompanhados por um período de 2 a 7 meses após a última aplicação. Resultados: Onze pacientes (73%) apresentaram paralisias do VI nervo e 4 pacientes (27%), paralisias de III nervo. Seis casos foram agudos (40%) e 9 casos (60%), crônicos. Cinco dos 6 casos agudos (83%) conseguiram controlar o desvio com a toxina botulínica como único tratamento e obter fusão. Dos 9 casos crônicos, 2 casos (22%) corrigiram o desvio só com a toxina, os outros 7, além da aplicação, foram submetidos à cirurgia, dos quais 4 casos (46%) foram corrigidos e os outros 3 casos (32%) não. Conclusão: Concluímos que nos casos em que houve força muscular residual, após a paralisia, e bom potencial de fusão, a toxina botulínica foi o melhor tratamento, pois foi possível controlar o desvio e obter fusão, sem cirurgia.
Keywords: Toxina botulínica; Estrabismo paralítico adquirido
Abstract
Contexto: A vasculite leucocitoclástica é uma doença que acomete pequenos vasos mais comumente associada a distúrbios do tecido conectivo, caracterizada clinicamente pela presença de lesões purpúricas palpáveis. Manifestações oftalmológicas são raras. Objetivo: Descrever quadro clínico de paciente portador de vasculite leucocitoclástica como manifestação incomum de padrão granulomatoso do erythema elevatum diutinum (EED). Relato de Caso: Paciente de 64 anos, masculino, apresentando baixa de acuidade visual e aparecimento de lesões nodulares em mãos. Ao exame oftalmológico, evidenciou-se afinamento corneano superior bilateral com perfuração corneana do olho esquerdo e espessamento da conjuntiva limbar em ambos os olhos, associada a intensa atividade inflamatória. Exame anatomopatológico da conjuntiva revelou vasculite granulomatosa com intenso exsudato neutrofílico, células gigantes multinucleadas, além de proliferação fibroblástica. Exame anatomopatológico de biopsia da pele evidenciou alterações semelhantes compatíveis com EED, porém não foi visto célula gigante sugerindo lesão granulomatosa. Conclusão: Ceratólise auto-imune secundária a vasculite leucocitoclástica cutânea (EED) não havia sido descrito na literatura, tampouco encontramos referências sobre a reação granulomatosa (encontrada na conjuntiva) em EED.
Keywords: Vasculite leucocitoclástica; Ceratólise; Erythema elevatum diutinum; Perfuração ocular
Abstract
Introdução: A catarata é responsável por 50% da cegueira no mundo, com um número estimado de 15 milhões de casos que necessitariam cirurgia. Diferentes técnicas para a extração extra-capsular da catarata com implante de lente intra-ocular foram propostas. Objetivo: Comparar as técnicas para extração extra-capsular de catarata com implante de lente intra-ocular utilizando incisão limbar e incisão escleral tunelizada. Métodos: Foram avaliados, prospectivamente, 59 olhos de 54 pacientes com acompanhamento pós-operatório de 6 meses. Aleatoriamente, os pacientes foram divididos em dois grupos. No Grupo I (n=30), a técnica realizada foi a de extração extra-capsular com implante de lente intra-ocular com incisão limbar e no Grupo II (n=29), com incisão tunelizada. Foram avaliadas as medidas da acuidade visual corrigida, inflamação intra-ocular (células e "flare"), tempo de cirurgia, microscopia especular, astigmatismo ceratométrico induzido e paquimetria. Resultados: O tempo de cirurgia, a perda de células endoteliais e o astigmatismo ceratométrico induzido foram estatisticamente maiores no Grupo I que no Grupo II. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos I e II quanto à acuidade visual, a quantidade de células na câmara anterior, a quantidade de "flare" na câmara anterior e paquimetria. Conclusão: A técnica para extração extra-capsular de catarata com incisão tunelizada apresentou vantagens quanto ao tempo de cirurgia, perda de células endoteliais e astigmatismo induzido em relação à técnica com incisão limbar. Os passos utilizados nessa técnica visam facilitar a extração da catarata, além de treinar o cirurgião para uma transição mais segura para facoemulsificação, sem aumentar o custo da cirurgia.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Implante de lente intra-ocular; Técnicas de sutura
Abstract
Introdução: A apresentação clínica do corpo estranho intra-orbitário (CEIO) é variada. A conduta e o prognóstico vão depender da composição do corpo estranho, localização e presença ou não de infecção. Objetos metálicos e de vidro são os mais freqüentes e bem tolerados, ao passo que os orgânicos causam maior reação inflamatória, podendo levar a sérias complicações. É freqüentemente difícil identificar e localizar o corpo estranho intra-orbitário apesar dos modernos métodos de exames de imagem. Objetivo: Avaliar a contribuição dos exames de imagem no diagnóstico bem como a conduta adotada em pacientes com corpo estranho intra-orbitário orgânico. Métodos: Foram avaliados 3 pacientes com corpo estranho intra-orbitário de natureza orgânica após trauma penetrante. Resultados: Todos os pacientes foram submetidos à remoção do corpo estranho, apresentando melhora do quadro clínico. A tomografia computadorizada (TC) foi essencial na avaliação, identificação e localização do corpo estranho. Conclusão: A identificação pré-operatória, com auxílio da tomografia computadorizada, do corpo estranho intra-orbitário foi útil para a condução do caso. A remoção do corpo estranho de natureza orgânica deve ser feita com o objetivo de minimizar possíveis complicações.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Orbita; Tomografia computadorizada por raio-x; Traumatismos oculares; Prognóstico; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito da eletro-acupuntura na prevenção da catarata induzida por selenito de sódio em modelo experimental. MÉTODO: Cinqüenta filhotes de ratos Wistar foram randomizados em 5 grupos: no Grupo 1 (Controle, n=10) nenhum procedimento foi realizado. Grupo 2 (Selenito, n=10), selenito de sódio (30 µmoles/kg) foi injetado por via subcutânea no décimo dia de vida. No Grupo 3 (Anestesia, n=10), filhotes receberam a mesma dose de selenito e sofreram anestesia inalatória com éter etílico durante 10 minutos diariamente por 1 semana. Grupo 4 (eletro-acupuntura, n=10), os animais sofreram os mesmos procedimentos do Grupo 3, porém também receberam eletro-acupuntura (2 Hz, 50 mA) aplicada nos pontos Neiguan (PC 6) e Guangming (GB37) durante o período de anestesia. Grupo 5 (Sham, n=10), os ratos foram submetidos aos mesmos procedimentos que o Grupo 4, porém as agulhas foram aplicadas em pontos falsos. O desenvolvimento da catarata foi avaliado após uma semana por lâmpada de fenda. RESULTADOS: Todos os animais controles (Grupo 1) não desenvolveram catarata. Todos os ratos dos grupos 2, 3 e 5 desenvolveram catarata grave. No Grupo 4 (eletro-acupuntura), 45% dos olhos não desenvolveram catarata e trinta por cento desenvolveram catarata menos grave que aos Grupos 2, 3 e 5. A diferença entre os grupos foi estatisticamente significante (p<0,001). A média do grau de opacificação do cristalino nos Grupos 1 e 4 foi mais baixo que nos Grupos 2, 3 e 5 (p<0,001). CONCLUSÃO: Eletro-acupuntura diminuiu a taxa de formação de catarata induzida por selenito em filhotes de ratos quando as agulhas foram aplicadas em pontos de acupuntura específicos.
Keywords: Catarata; Antioxidantes; Eletro-acupuntura; Radicais livres; Ratos Wistar
Abstract
OBJETIVO: Avaliar e comparar, por microscopia eletrônica de varredura (MEV), a superfície de lâminas cirúrgicas novas e sem uso com lâminas utilizadas consecutivamente no LASIK (Laser in situ keratomileusis). MÉTODOS: Foram utilizadas 25 lâminas cirúrgicas AccuGlide® (Bausch & Lomb, EUA), divididas em 3 grupos: Grupo 1 (controle), cinco lâminas novas e sem uso; Grupo 2, dez lâminas utilizadas duas vezes (cirurgia bilateral simultânea); Grupo 3, dez lâminas utilizadas quatro vezes (duas cirurgias bilaterais simultâneas e consecutivas). Cada lâmina foi analisada em quatro pontos aleatórios, dois centrais e dois periféricos, com aumentos de 50, 350 e 1.000 vezes. RESULTADOS: Irregularidades e deposição de material orgânico na superfície da lâmina foram observados em todas lâminas reutilizadas (Grupos 2 e 3). Além disso, as lâminas do Grupo 3 apresentaram mais irregularidades do que as do Grupo 2 nos pontos centrais (p=0,0094) e periféricos (p=0,0098), bem como em relação ao depósito de material orgânico (p=0,0204 and p=0,0909, respectivamente). Não foram observados presença de material metálico e denteamento da superfície cortante em nenhuma lâmina examinada. CONCLUSÃO: Não foi observada diferença quanto à borda cortante entre lâminas novas e as utilizadas até 4 vezes após LASIK. Por outro lado, observou-se depósito de material orgânico e irregularidades da superfície de todas as lâminas reutilizadas. As implicações clínicas destes achados precisam ser avaliadas devido à possibilidade de estarem relacionados com complicações pós-operatórias interlamelares comumente encontradas no LASIK.
Keywords: Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Cirurgia a laser; Complicações pós-operatórias; Inflamação
Abstract
OBJETIVO: Avaliar resultados refracionais utilizando a fórmula SRK/T no cálculo de lentes intraoculares (LIO) em olhos com comprimento axial médio após facoemulsificação. MÉTODOS: Este estudo prospectivo envolveu 33 olhos com catarata nuclear que foram submetidos a facoemulsificação. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião com lentes intraoculares no saco capsular. O mesmo tecnólogo, o qual não sabia o objetivo do estudo, realizou todas as medidas biométricas. O erro refracional atingido um mês após a cirurgia foi comparado ao erro refracional pós-operatório previsto pela fórmula SRK/T. RESULTADOS: O comprimento axial variou entre 22,2 mm e 24,5 mm. A refração média prevista foi -0,431 ± 0,181 dioptrias (D) e o equivalente esférico pós-operatório alcançado foi -0,220 ± 0,732 D. Dezoito olhos (55%) obtiveram erro refracional de ± 0,50 D e 30 olhos (91%) entre ± 1,00 D da refração prevista. Houve tendência a um erro hipermetrópico (média±SD: 0,211 ± 0,708 D, p=0,009). CONCLUSÃO: A fórmula SRK/T demonstrou acurácia satisfatória no cálculo do erro refracional em olhos de comprimento axial médio.
Keywords: Biometria; Extração de catarata; Implante de lente intraocular; Doenças do cristalino; Facoemulsificação; Erros de refração; Refração ocular
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