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Abstract
Objetivo: A membrana amniótica tem se consolidado como útil adjuvante no tratamento de afecções da superfície ocular. Sua utilização baseia-se na capacidade de beneficiar o processo de epitelização, além de reduzir os processos inflamatório, angiogênico e cicatricial. O objetivo deste trabalho foi investigar a utilização da membrana amniótica como adjuvante no tratamento das ceratoconjuntivites cicatriciais. Métodos: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesárea e conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e conservada à -80ºC. Onze olhos de 10 pacientes portadores de ceratoconjuntivite cicatricial grave foram submetidos à cirurgia reconstrutiva da superfície ocular empregando membrana amniótica associada (8 casos) ou não (3 casos) a transplante de limbo e conjuntiva. Dos 10 pacientes, 3 tinham diagnóstico de síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) (4 olhos), 6 queimadura ocular por álcali (6 olhos) e 1 trauma mecânico (1 olho). Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 5,22 meses (variação entre 2 e 13 meses). Um caso de SSJ apresentou infecção pós-operatória e foi excluído da análise dos resultados. Dos outros 10 casos, obtivemos êxito na reconstrução da superfície ocular em 8 casos (80%). Insucesso foi observado em 2 casos de SSJ que apresentavam necrose de córnea no momento da cirurgia (20%). Em relação à acuidade visual, observamos que todos os pacientes apresentaram melhora ou manutenção da acuidade visual. Conclusões: O uso de membrana amniótica constitui uma opção alternativa de grande utilidade na reconstrução da superfície ocular dos casos graves de ceratoconjuntivites cicatriciais que não estejam apresentando necrose estromal. Estudos com maior casuística e tempo de seguimento são necessários para melhor avaliar esse procedimento.
Keywords: Ceratoconjuntivite cicatricial; Membrana amniótica; Transplante de limbo
Abstract
Objetivo: Avaliar indicações, evolução e complicações do uso do adesivo de cianoacrilato no tratamento dos afinamentos e perfurações corneanas. Material e Métodos: Vinte e seis olhos de 26 pacientes portadores de afinamento ou perfuração corneana (£ 2,5 mm de diâmetro) receberam adesivo tecidual à base de metil 2-cianoacrilato e, a seguir, lente de contato terapêutica hidrofílica sobre a área colada. Resultados: Entre as indicações para aplicação do adesivo de cianoacrilato, detectaram-se 12 (46%) casos de perfuração corneana causada por úlcera de córnea infecciosa. Dos 26 olhos que receberam adesivo, 15 (57,7%) necessitaram de uma única aplicação e 11 (42,3%) de duas aplicações. Houve evolução para leucoma corneano após desprendimento da cola em 13 (50%) olhos; necessidade de intervenção cirúrgica em 4 (15%) e permanência da cola em 9 (35%). A acuidade visual manteve-se inalterada em 15 (57,7%) olhos, melhorou em 7 (27%) e diminuiu em 4 (15,3%). Conclusões: O adesivo de cianoacrilato pode ser usado com sucesso no tratamento imediato dos afinamentos e perfurações corneanas, prorrogando ou até mesmo dispensando um futuro procedimento cirúrgico.
Keywords: Córnea; perfurações; adesivo
Abstract
Relatamos um caso de deficiência primária de vitamina A com apresentação inicial ocular tratado tópica e sistemicamente com vitamina A 100.000 UI por dia via oral e colírio de 5.000 UI/ml, quatro vezes ao dia. Com o tratamento houve total resolução das manifestações oftalmológicas.
Keywords: Manchas de Bitot; Hipovitaminose A
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Objetivo: Dentre todos os transplantes, o corneano tem sido o mais realizado na atualidade. Geralmente é bem sucedido, mas a rejeição do enxerto corneano pode ser uma complicação. A rejeição é estudada há muitos anos, já tendo sido estabelecidos alguns fatores predisponentes. Este estudo tem como objetivo analisar os casos de rejeição ocorridos em nosso serviço para detectar algum fator peculiar para a ocorrência da mesma. Métodos: Realizamos um estudo retrospectivo analisando 113 casos de transplante de córnea ópticos efetuados no ano de 1998. Destes, selecionamos todos os casos de rejeição e avaliamos a patologia de base, presença de sinéquias, neovasos, aumento da pressão intra-ocular, antecedente de transplante prévio, idade do doador, tempo de captação e de preservação da córnea, experiência do cirurgião. Resultados: Dos 113 transplantes realizados, 20 casos (17,69%) apresentavam rejeição do botão transplantado. Destes 20 casos, 9 apresentavam sinéquias, 4 tinham neovasos, 8 apresentaram aumento da pressão intra-ocular e 7 já haviam se submetido a transplante de córnea prévio. Conclusões: Encontramos em nosso trabalho uma maior incidência de rejeição nos casos em que havia fatores predisponentes. Aparentemente houve mais rejeições quando os cirurgiões eram inexperientes. Também deve ser considerado o fato de sermos um serviço terciário, o qual recebe casos mais complexos e com maior chance de complicações.
Keywords: Transplante de córnea; Rejeição; Banco de olhos; Cirurgia ocular
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Objetivo: Apresentar a freqüência e o tipo de fungos identi-ficados de infecções corneanas. Métodos: Levantamento retrospectivo dos casos de ceratites micóticas, no Laboratório de Microbiologia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) no período entre 1995 a 1998. Descrição dos isolamentos de fungos, análise dos fatores desencadeantes e relação com o número de ceratites infecciosas no mesmo período. Resultados/Conclusão: Ceratites micóticas foram diagnos-ticadas em 61 (5,48%) dos 1113 pacientes que apresentaram úlcera de córnea de etiologia infecciosa, com variação de 3,46-9,25%, ao ano. Fungos filamentosos foram identificados em 47 casos (77,04%) e leveduras em 14 (22,95%). Fusarium foi o gênero mais freqüente (50,82%), seguido de Candida (22,95%) e Aspergillus (8,19%). Foram também isolados fungos raros como agentes etiológicos de ceratites como: Phaeosiaria sp; Phoma sp; Fonsecaea pedrosoi e Exserohilum rostratum.
Keywords: Infecções oculares micóticas; Úlceras de córnea; Ceratite; Córnea
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Os autores descrevem o caso de paciente portadora de leucemia mielóide aguda que apresentou como primeira manifestação da doença, infiltração leucêmica conjuntival. São feitas considerações a respeito das manifestações sistêmicas e oftalmológicas e atualização desta doença.
Keywords: Leucemia mielóide; Infiltração; Conjuntiva; Cloroma; Sarcoma granulocítico
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Objetivo: Avaliar o efeito terapêutico das punções do estroma anterior corneal em pacientes com ceratopatia bolhosa (CB). Métodos:Vinte e cinco pacientes com CB sintomáticos, com baixa visão, com e sem indicação de transplante de córnea, foram avaliados antes, uma, 4 e 12 semanas após punções estromais anteriores realizadas com agulha #25 à lâmpada de fenda. Em cada visita, os pacientes foram questionados sobre intensidade da dor, fotofobia, sensação de corpo estranho, além de serem submetidos a exame oftalmológico completo, estesiometria e paquimetria. Resultados: As comparações realizadas entre os valores antes e após o procedimento referentes a dor (p<0,001), fotofobia (p=0,0198), sensação de corpo estranho (CE) (p<0,001), insônia (p=0,0015) e estesiometria (p=0,00654) apresentaram diferenças estatisticamente significantes quanto à diminuição desses sintomas e da sensibilidade corneal. A paquimetria média não apresentou diferença estatisticamente significante entre as avaliações antes e após as punções estromais (p=0,873). Não foram observadas alterações importantes na vascularização corneal após o procedimento. Conclusão: As punções do estroma anterior da córnea representam uma modalidade efetiva, simples e de baixo custo para o tratamento dos pacientes com CB sintomáticos.
Keywords: Ceratopatia bolhosa; Edema de córnea; Tratamento
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Contexto: A vasculite leucocitoclástica é uma doença que acomete pequenos vasos mais comumente associada a distúrbios do tecido conectivo, caracterizada clinicamente pela presença de lesões purpúricas palpáveis. Manifestações oftalmológicas são raras. Objetivo: Descrever quadro clínico de paciente portador de vasculite leucocitoclástica como manifestação incomum de padrão granulomatoso do erythema elevatum diutinum (EED). Relato de Caso: Paciente de 64 anos, masculino, apresentando baixa de acuidade visual e aparecimento de lesões nodulares em mãos. Ao exame oftalmológico, evidenciou-se afinamento corneano superior bilateral com perfuração corneana do olho esquerdo e espessamento da conjuntiva limbar em ambos os olhos, associada a intensa atividade inflamatória. Exame anatomopatológico da conjuntiva revelou vasculite granulomatosa com intenso exsudato neutrofílico, células gigantes multinucleadas, além de proliferação fibroblástica. Exame anatomopatológico de biopsia da pele evidenciou alterações semelhantes compatíveis com EED, porém não foi visto célula gigante sugerindo lesão granulomatosa. Conclusão: Ceratólise auto-imune secundária a vasculite leucocitoclástica cutânea (EED) não havia sido descrito na literatura, tampouco encontramos referências sobre a reação granulomatosa (encontrada na conjuntiva) em EED.
Keywords: Vasculite leucocitoclástica; Ceratólise; Erythema elevatum diutinum; Perfuração ocular
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Objetivo: Apresentar uma técnica de exame e de coloração de amostras de citologia de impressão da superfície ocular desenvolvida em serviço de referência. Método: Obtiveram-se 28 amostras de citologia de impressão de pacientes com alterações da superfície ocular no Setor de Doenças Externas Oculares no período de julho a novembro de 1999. Coraram-se e avaliaram-se as amostras microscopicamente no Laboratório de Microbiologia Ocular, do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista Medicina. Resultados: Desenvolveu-se um modelo de papel de filtro com ápice, base e abertura lateral, que forneceu seu posicionamento correto no olho no momento da colheita e na lâmina para a fixação e coloração. A técnica de coloração descrita, que usa ácido periódico-Schiff, hematoxilina e Papanicolaou, é um procedimento econômico e fácil, cora as células caliciformes de róseo e as epiteliais de roxo. Conclusões: A técnica de exame mostrou-se ideal na avaliação celular das amostras de citologia de impressão. A citologia de impressão é um método bastante confiável para o estudo da superfície ocular, no acompanhamento da evolução de patologias externas, e provou ser um procedimento realmente simples, mais barato e mais confortável para o paciente que as biópsias invasivas.
Keywords: Técnicas citológicas; Córnea; Conjuntiva; Citodiagnóstico; Coloração
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Objetivo: Comparar o exame de gotas de colírios antiglaucomatosos norte-americanos e brasileiros, e a repercussão no custo do tratamento. Métodos: Estudo volumétrico da gota e conseqüente número de gotas por mililitro, com estabelecimento da duração média de cada frasco de colírio para a posologia e custo anual do tratamento. Resultados: A gota de Alphagan® brasileiro foi em média 18% maior que a norte-americana, com duração média de 30,8 dias e custo anual de R$ 440,70; o AlphaganTM norte-americano teve duração média de 36,3 dias e custo anual de R$374,10, ou seja, 17,8% de diferença no custo anual. A gota de Betoptic S® brasileiro foi 38,4% maior que a norte-americana, com duração de 31,3 dias e custo anual de R$ 192,60; o Betoptic S TM norte-americano teve duração de 43,3 dias e custo anual de R$ 139,40, ou seja, 38,1% de diferença no custo anual. A gota de Iopidine® brasileiro foi 46,3% maior que a norte-americana, com duração de 35,7 dias e custo anual de R$ 365,00; o IopidineTM norte-americano teve duração de 52,6 dias e custo anual de R$ 248,40, ou seja, 46,9% de diferença no custo anual. A gota de Timoptol® foi 14,7% maior que a norte-americana, com duração de 45,4 dias e custo anual de R$ 58,40; o TimopticTM norte-americano teve duração de 52,1 dias e custo anual de R$ 51,00, ou seja, 14,5% de diferença no custo anual. Conclusões: Em todos os colírios o volume da gota brasileira foi estatisticamente maior, acarretando menor duração do frasco, maior custo anual do tratamento com desperdício significativo e prejuízo para o consumidor.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma; Soluções oftálmicas; Custos de medicamentos; Qualidade de medicamentos; Estudo comparativo; Brasil; Estados Unidos
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Objetivo: Descrever alterações corneanas pós-tracoma não associadas a deformidades palpebrais. Métodos: Foi realizada avaliação oftalmológica completa em 7 pacientes do ambulatório de Córnea e Doenças Externas da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Para o nosso estudo selecionamos pacientes com diagnóstico prévio de tracoma sem deformidades palpebrais, história pregressa de correção de entrópio ou epilação, mas com opacidades corneanas. Resultados: Dentre os achados oftalmológicos observados neste estudo destacaram-se: opacidade corneana bilateral em 100% dos casos, afinamento corneano em 85,7% dos casos, pannus superior bilateral em 71,4% dos casos e fibrose da conjuntiva tarsal superior bilateral em 85,7% dos casos. Conclusão: As alterações corneanas pós-tracomatosas podem-se manifestar sob diversas formas clínicas, incluindo opacidades, afinamentos, ceratites secundárias a infecção, vas-cularização, ectasias, alteração da sensibilidade e xerose. Na ausência de entrópio ou triquíase, estas alterações podem resultar de inflamação tracomatosa, ceratite intersticial ou formas de tratamento utilizadas no passado, no entanto a sua fisiopatologia ainda é controversa.
Keywords: Opacidade de córnea; Tracoma; Entrópio
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Objetivo: Apresentar os achados ultra-sonográficos em olhos com suspeita clínica de endoftalmite. Métodos: Estudo prospectivo (agosto/97 a abril/99) de olhos com suspeita clínica de endoftalmite infecciosa. Utilizou-se ultra-sonografia ocular (sonda de 10 MHz, modos A e B) com técnica de contato direto (UltraScan®, Alcon). Resultados microbiológicos da punção da câmara anterior e/ou vítreo, quando presentes, foram anexados à ficha ultra-sonográfica, por ocasião do estudo dos casos. Resultados: Foram estudados 25 olhos (pacientes entre 2 e 79 anos). A fonte de infecção foi exógena em 23 e endógena em 2. Das exógenas, 12 pacientes tinham história de cirurgia prévia (7 pós-cirurgia de catarata com implante de LIO, 4 pós-cirurgia de glaucoma, 1 pós-transplante de córnea), 6 referiam história de trauma perfurante, 4 apresentavam úlcera de córnea e 1 fora submetido a sutura de córnea e extração do cristalino após trauma penetrante. Dos casos de etiologia metastática, 1 paciente era diabético e 1 era imunodeprimido. A presença de ecos membranáceos e/ou puntiformes foi a alteração ultra-sonográfica comum a todos os pacientes. Em 2 casos, os ecos tênues e simétricos em relação ao olho normal contralateral possibilitaram afastar a hipótese de comprometimento vítreo. O grau de acometimento do vítreo pareceu ser proporcional à densidade dos ecos membranáceos. A condensação dos ecos, a mobilidade em bloco e a presença de cavitações ou vacúolos denotaram severidade do quadro. Outras alterações ultra-sonográficas comuns foram: espessamento global da coróide (12 casos), descolamento de coróide (8 casos) e retina (5 casos), impregnação da membrana hialóide (4 casos) e comprometimento orbitário (1 caso). Não foi possível correlacionar os achados ultra-sonográficos aos agentes etiológicos. Conclusão: A ultra-sonografia, um método não-invasivo e de fácil acesso, demonstrou ter valor nos casos com suspeita clínica de endoftalmite, principalmente quanto ao grau de comprometimento do segmento posterior.
Keywords: Endoftalmite; Infeções oculares; Ultra-som
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Objetivos: Estudar a microbiota aeróbica conjuntival em pacientes com quadro clínico de conjuntivite viral aguda. Método: Trinta pacientes entre 18 e 40 anos portadores de conjuntivite adenoviral e 30 pacientes sem a doença foram submetidos à colheita de material da conjuntiva para cultura. Os portadores de conjuntivite adenoviral foram submetidos ao exame até 3 dias após o início dos sintomas. As culturas foram realizadas utilizando-se os meios de ágar-sangue e ágar-chocolate. Pacientes em uso de medicação tópica ou sistêmica, usuários de lentes de contato e aqueles com doença ocular prévia ou doença sistêmica foram excluídos. Resultados: Houve positividade significantemente maior das culturas de conjuntiva nos pacientes com conjuntivite adenoviral (33,3%, sendo Haemophylus influenzae em 50% e Streptococcus pneumoniae em 50%) quando comparados ao grupo controle (6,6% - Staphylococcus coagulase negativo). O grupo de pacientes com conjuntivite e que apresentaram culturas positivas, não diferiu em nenhum dos critérios clínicos analisados do grupo com culturas negativas. Conclusão: Pacientes com conjuntivite adenoviral apresentaram maior freqüência de exames de cultura de amostra de conjuntiva positivas quando comparados aos controles normais. Os pacientes com conjuntivite adenoviral com cultura positiva apresentaram evolução clínica semelhante aos pacientes com cultura negativa. Os agentes isolados na microbiota conjuntival no grupo com conjuntivite foram diferentes do observado no grupo normal. Porém o resultado das culturas não apresentou correlação com a evolução clínica.
Keywords: Infecção por adenoviridae; Infecção por adenoviridae; Conjuntivite viral; Bactérias aeróbicas
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Objetivo: Avaliação de transplante de córnea em ceratite por herpes simples. Métodos: Foram revisados os prontuários de 38 pacientes submetidos a transplante de córnea por herpes simples, no período de 1993 a 1998. Todos os pacientes tinham apenas um olho acometido. Foi avaliada a transparência do botão corneano, reação de rejeição, recidiva da infecção herpética e acuidade visual final. Pacientes que usaram profilaxia antiviral foram comparados com os que não usaram. O seguimento pós-operatório variou de 6 a 68 meses (média de 21). Resultados: Trinta e um enxertos (81,6%) permaneceram transparentes. Reação de rejeição ocorreu em 14 pacientes (36,8%) e recidiva da ceratite herpética em 4 (10,5%). A acuidade visual pós-operatória foi melhor ou igual a 0,25 em 60% dos pacientes. Não houve diferença estatisticamente significante na sobrevivência do enxerto entre o grupo que usou e o que não usou antiviral sistêmico profilático. Conclusão: Melhores resultados têm sido alcançados no transplante de córnea em ceratite herpética.
Keywords: Transplante de córnea; Ceratite herpética; Rejeição de enxerto; Complicações pós-operatórias; Recidiva; Estudos retrospectivos
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OBJETIVO: Investigar a utilização da membrana amniótica como adjuvante no tratamento e restabelecimento de espessura dos afinamentos córneo-esclerais e epitelização corneal. MÉTODOS: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesáreo e conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e conservada a -80ºC. Sete olhos de 7 pacientes, sendo 4 portadores de afinamento corneal por afecções neurotróficas (Grupo 1: 2 herpes simples vírus; 1 após transplante de córnea; 1 por radioterapia) e 3 portadores de afinamento escleral após exérese de pterígio (Grupo 2: 2 com beta-terapia e 1 sem beta-terapia) foram submetidos à cirurgia para restabelecimento da superfície ocular e espessura córneo-escleral empregando membrana amniótica. RESULTADOS: O tempo médio de seguimento foi de 12 meses (variação entre 11 meses e 15 meses). Um caso de úlcera neurotrófica secundária a radioterapia apresentou insucesso. Obtivemos sucesso do restabelecimento da superfície ocular e da espessura nos outros 6 casos. Em relação à acuidade visual, 1 caso obteve melhora e os outros 6 permaneceram inalterados. A média de tempo de epitelização foi de 26,6 ± 5,8 dias para o grupo 1 e 10,6 ± 4,0 dias para o grupo 2. CONCLUSÕES: O uso de membrana amniótica constitui opção alternativa de grande utilidade na reconstrução da superfície ocular dos casos de afinamento córneo-escleral. Estudos com maior casuística e tempo de seguimento são necessários para melhor avaliar esse procedimento.
Keywords: Âmnio; Transplante de tecido fetal; Preservação de tecido; Transplante homólogo; Córnea; Córnea; Conjuntiva; Esclera; Epitélio da córnea; Seguimentos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito terapêutico do transplante de membrana amniótica no tratamento da ceratopatia bolhosa. MÉTODOS: Nove pacientes portadores de ceratopatia bolhosa sintomática, com baixa acuidade visual, com e sem indicação de transplante de córnea foram avaliados antes, 1, 3, 6 e 12 meses após transplante de membrana amniótica. Em cada visita, os pacientes foram questionados sobre intensidade da dor, fotofobia, sensação de corpo estranho, e submetidos a exame oftalmológico completo,estesiometria e paquimetria. RESULTADOS: As comparações realizadas entre os valores antes e após o procedimento referentes à dor, fotofobia, sensação de corpo estranho e estesiometria apresentaram diferenças estatisticamente significantes quanto à diminuição desses sintomas e da sensibilidade corneal (p<0,05). A paquimetria apresentou aumento da espessura logo após o procedimento e uma diminuição entre as avaliações de 6 e 12 meses, que foram estatisticamente significantes (p<0,05). Após o sexto mês de seguimento, observou-se reabsorção parcial da membrana amniótica em 3 casos (33,3%) e reabsorção total em outros 3 casos (33,3%). CONCLUSÃO: O transplante de membrana amniótica representa modalidade efetiva no controle dos sintomas da ceratopatia bolhosa por até 12 meses.
Keywords: Âmnio; Transplante heterotópico; Doenças da córnea
Abstract
OBJETIVO: Avaliar possíveis erros na administração de drogas intravítreas para o tratamento da endoftalmite e propor técnica que seja reprodutível e acessível. MÉTODOS: Avaliação de técnicas utilizadas e aferição dos volumes retidos nas agulhas utilizando balança analítica. RESULTADOS: A média e o desvio padrão dos volumes retidos nas agulhas de 26, 22 (25 x 0,7 mm e 30 x 0,7 mm) e 18 G (gauge) foram 0,051±0,006, 0,056±0,005, 0,055±0,004 e 0,075±0,004, respectivamente, para a marca Ryncos® e 0,050±0,003, 0,056±0,002, 0,063±0,002 e 0,084±0,004, respectivamente, para a marca Becton-Dickinson®. Houve diferença estatisticamente significante entre os volumes retidos das duas marcas para as agulhas de 26, 22 (30 x 0,7 mm) e 18 G com p = 0,01, p < 0,01 e p < 0,01 respectivamente. Não foi encontrada diferença estatisticamente significante apenas para as agulhas de 25 x 0,7 mm (22 G) com p= 0,83. CONCLUSÃO: A maioria das agulhas utilizadas na injeção intravítrea comporta um volume residual no espaço morto que deve ser valorizado, minimizando assim erros na injeção de drogas intravítreas no tratamento da endoftalmite.
Keywords: Endoftalmite; Corpo vítreo; Antibióticos; Injeções; Erros de medicação
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a toxicidade ocular do colírio de iodo-povidona a 2,5% e a 0,5% sobre a superfície ocular, na regeneração do epitélio corneal e as alterações histopatológicas da córnea. MÉTODOS: Realizaram-se estudos experimentais consecutivos em coelhos albinos, nos quais se fez a ablação do epitélio de uma área circular central da córnea de 6,5 mm de diâmetro. Em cada experimento foram utilizados 20 animais (40 olhos), sendo que no olho direito foi instilado o colírio de iodo-povidona (caso) e no olho esquerdo água destilada (controle), em intervalos de uma hora, durante três dias consecutivos. Durante o experimento, os animais foram submetidos a exames biomicroscópicos diários para avaliação da superfície córneo-conjuntival e realização de fotografias seriadas da área sem epitélio, corada com fluoresceína, para medida da área projetada da lesão com auxílio de analisador de imagem computadorizado. No final do experimento, os animais foram sacrificados para avaliação histopatológica das córneas. RESULTADOS: O colírio de iodo-povidona a 2,5% comprometeu a regeneração epitelial, causou conjuntivite em 100% dos olhos, com produção de secreção de aspecto mucoso em 80%, ceratite ponteada em 40% e edema estrômico leve em 10% dos casos. Os achados histopatológicos foram úlcera de córnea, degeneração hidrópica das células endoteliais e infiltrado inflamatório com predomínio de eosinófilos em 100% dos casos. Nos olhos em que se instilou iodo-povidona a 0,5%, assim como nos controles, observou-se completa regeneração da lesão epitelial (p<0,001) após 72 horas do início do experimento. Do ponto de vista histopatológico, epitelização normal em todos os casos e controles, em apenas um caso observou-se discreto infiltrado de leucócitos perilímbicos. CONCLUSÃO: A toxicidade ocular do colírio de iodo-povidona é dependente da concentração da solução, sendo que o colírio a 2,5% mostrou-se inadequado para utilização em intervalos de uma hora e a 0,5% não causou toxicidade significante.
Keywords: Povidona-iodo; Soluções oftálmicas; Epitélio da córnea; Conjuntiva; Experimentação animal; Coelhos
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