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Abstract
OBJETIVO: Estudar as variáveis que caracterizam a morfometria do segmento anterior usando a biomicroscopia ultra-sônica (UBM), em pacientes com o exame oftalmológico normal, em amostra de tamanho significativo, de forma sistematizada, com o intuito de avaliar sua reprodutibilidade intra-observador. Dois novos parâmetros tiveram sua reprodutibilidade intra-observador também testada. MÉTODOS: Foram examinados 190 olhos de 101 pacientes com exame oftalmológico normal empregando-se a UBM. Em cada olho, além da profundidade da câmara anterior (PCA), onze outros parâmetros que caracterizam a morfometria do segmento anterior foram medidos nos meridianos superior, nasal, inferior e temporal, em dois momentos distintos com intervalo mínimo de quatro semanas entre eles, pelo mesmo observador. RESULTADOS: Não se observaram diferenças estatisticamente significativas entre a primeira e a segunda medida (M1 e M2) de cada parâmetro estudado, exceto quanto a duas variáveis em dois meridianos nos olhos direitos (OD), e duas variáveis em um meridiano nos olhos esquerdos (OE). Mesmo estas diferenças mostraram-se clinicamente não significantes, por serem inferiores a 0,006 mm. Os dois novos parâmetros testados também apresentaram boa reprodutibilidade intra-observador. CONCLUSÃO: Este estudo confirmou a boa reprodutibilidade intra-observador das variáveis que caracterizam a morfometria do segmento anterior pela UBM.
Keywords: Segmento anterior do olho; Ultra-sonografia; Microscopia de video; Valores de referência; Reprodutibilidade de resultados; Transdutores
Abstract
A avulsão do nervo óptico representa uma entidade rara, levando a resultados devastadores na maioria dos casos e com prognóstico reservado. A presença de meios translúcidos possibilita, na maioria das vezes, diagnósticos acurados, mostrando a fundoscopia tipicamente uma cavidade localizada no local da retração do disco óptico para sua bainha dural. Embora exames complementares raramente sejam necessários para o diagnóstico desta afecção, quadros clínicos associados a graus variados de turvação de meios dióptricos e algum grau residual da visão, como nas roturas parciais, podem levar à dificuldade do diagnóstico e mesmo retardar o processo terapêutico. Neste artigo, relatamos a fase aguda de um caso típico de avulsão completa do nervo óptico, examinado no Serviço de Retina e Vítreo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia - MG.
Keywords: Traumatismo do nervo óptico; Hemorragia retiniana; Traumatismos oculares; Hemorragia vítrea; Tomografia computadorizada por raios x; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Determinar a incidência de reações adversas em pacientes submetidos à angiofluoresceinografia pela primeira vez e determinar se hipertensão arterial sistêmica, diabetes ou história de alergia aumentam a chance de reações à fluoresceína intravenosa. MÉTODOS: Os dados foram coletados entre janeiro de 2001 e outubro de 2002 em Recife, Brasil. Pacientes com angiofluoresceinografia prévia, gestantes ou pacientes em uso de medicamentos corticosteróides, imunossupressores ou anti-histamínicos foram excluídos. RESULTADOS: Dos 1.500 pacientes iniciais, 1.039 (69,3%) realizavam o exame pela primeira vez. A idade média foi de 58 ± 16 anos e a mediana de 60 anos. Dentre esses, 628 (60,4%) pessoas eram do sexo feminino. Náusea ocorreu em 71 (6,83%) pacientes, vômito em 14 (1,35%), urticária em 11 (1,06%), broncoespasmo em 4 (0,38%) e edema de laringe em 1 (0,01%). Cinco pacientes apresentaram mais de uma reação adversa. Maiores incidências de reações adversas foram observadas em diabéticos [p<0,002, RR=1,80 (IC=1,24-2,60)], hipertensos [p<0,002, RR=1,84 (IC=1,26-2,71)] e pacientes com história de alergia [p<0,001, RR=3,90 (IC=2,70-5,63)]. CONCLUSÕES: Uma incidência cumulativa de 9,72% de reações adversas foi observada em pacientes submetidos à angiofluoresceinografia pela primeira vez. Presença de história de alergia, diabetes ou hipertensão arterial aumentou a incidência de reações adversas ao contraste.
Keywords: Angiofluoresceinografia; Anafilaxia; Hipersensibilidade a medicamentos; Reações adversas
Abstract
OBJETIVOS: Verificar a relação entre a prescrição de óculos e a presença de afecções oculares encontradas em crianças na idade escolar. MÉTODOS: Crianças na idade escolar que foram examinadas na Campanha " Olho no Olho" em Recife no ano de 2004. Foram seguidas etapas recomendadas pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia para realização desta Campanha, desde a preparação dos professores para triagem das crianças até a consulta com os oftalmologistas. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a necessidade de prescrição de óculos, sendo relacionados com a presença de doença ocular ou não. Trata-se de um estudo descritivo de delineamento transversal que teve seus resultados analisados a partir do programa estatístico Epi Info versão 6.0. RESULTADOS: De uma amostra de 1.994 escolares, 686 deles apresentaram necessidade de óculos (34,4% Grupo1), sendo que 543 (27,2%) não apresentaram qualquer doença ocular, enquanto 143 (7,17%) tinham alguma doença ocular. Em 1.308 crianças (65,5% Grupo 2) não houve necessidade de óculos. Destas, 1.256 (62,5%) não apresentavam doença oftalmológica, enquanto 52 (2,6%) apresentavam algum tipo de afecção ocular. Os grupos 1 e 2 foram comparados entre si verificando que crianças que necessitam de óculos apresentam um risco relativo de possuírem doença ocular de 5,24 (Intervalo de Confiança de 95%: 3,87 a 7,10) vezes maior que as crianças que não precisam dos mesmos, com diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (p= 0.0000001). CONCLUSÃO: Conclui-se que escolares que necessitam de óculos apresentam maior probabilidade de ter doença ocular, sendo necessário um exame oftalmológico completo na infância realizado por oftalmologistas capacitados para a detecção e tratamento das diversas afecções encontradas além da prescrição adequada dos óculos.
Keywords: Saúde escolar; Promoção da saúde; Óculos; Oftalmopatias; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a eficácia e segurança da fotocoagulação com laser verde na retinopatia da prematuridade (ROP) limiar. MÉTODOS: Foram revisados prontuários dos neonatos submetidos à fotocoagulação com laser verde para ROP limiar, na Universidade Federal de Pernambuco, entre janeiro 2004 e janeiro 2006. Tratamento foi realizado com anestesia tópica, sob monitorização de neonatologistas. Foi utilizado laser verde de estado sólido com diodo de freqüência dobrada de 532 nm. Presença de túnica vasculosa lentis ou catarata foi excluída antes do tratamento. Foram obtidos os seguintes dados pré-operatórios: idade, peso ao nascer e estágio da ROP. Dados pós-operatórios incluíram complicações associadas com o tratamento, estágio da ROP e avaliação da necessidade de cirurgia por falha do tratamento com fotocoagulação. RESULTADOS: Vinte e dois neonatos foram submetidos à fotocoagulação com laser verde para ROP limiar. Um total de 31 olhos foi incluído no estudo. A idade gestacional média foi de 30 ± 3 semanas e a média do peso ao nascer foi de 1120 ± 490 g. Regressão da doença após terapia com laser foi observada em 30 olhos (96,7%). Apesar do tratamento um olho evoluiu para estágio 4A. Apenas 7 olhos precisaram de mais uma sessão de laser. Não houve efeitos adversos na câmara anterior como queimaduras ou sangramentos. Também não foram observados efeitos colaterais no segmento posterior. Formação de catarata não foi observada até o final do acompanhamento. CONCLUSÕES: A fotocoagulação com laser verde é uma alternativa efetiva e segura à fotocoagulação com laser vermelho e à crioterapia para o tratamento da ROP limiar.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Coagulação por laser; Resultado de tratamento
Abstract
OBJETIVO: Estudar a ocorrência dos erros refracionais em escolares de nosso meio. MÉTODOS: Estudo transversal avaliando crianças da pré-escola e do ensino básico, quanto ao sexo, tipo de erro refracional, acuidade visual e tratamento realizado. RESULTADOS: Quatro mil seiscentos e vinte e três crianças foram submetidas a exame de acuidade visual, das quais 8,1% apresentaram necessidade de exame oftalmológico completo. Houve 63,2% de portadores de astigmatismo hipermetrópico, 15,7% de astigmatismo miópico, 12,5% de astigmatismo misto, 4,9% de hipermetropia e 3,7% de miopia. Foi indicada a prescrição de lentes corretoras para 48,7% da amostra estudada. A frequência de erros refracionais na população foi de 3,9%. CONCLUSÃO: O astigmatismo hipermetrópico foi o erro de refracional mais frequente, havendo necessidade de tratamento em cerca de 50% das crianças triadas com frequência de 3,9% de erro refracional passível de correção na população de estudo.
Keywords: Erros de refração; Portadores de deficiência visual; Acuidade visual; Pré-escolar; Criança
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