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Search for: Carlos Alexandre de Amorim Garcia
Abstract
Objetivos: Detectar os principais achados fundoscópicos em crianças portadoras de hemoglobinopatias falciformes. Métodos: Foram estudados 26 pacientes com hemoglobinopatias falciformes, no Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário Onofre Lopes, Natal, RN, que foram submetidos a protocolo de pesquisa pré-estabelecido. Os resultados foram avaliados estatisticamente pelo teste qui-quadrado. Resultados: A idade média foi de 10,6 anos, com acuidade visual igual ou melhor que 20/25 na maioria, excetuando-se 3 olhos, que apresentavam outras doenças associadas. O tipo mais freqüente foi o SS com 57,7% (15/26) dos casos, seguido pelos SC e SA com 15,4% (4/26) cada, e pelo S-Thal com 11,5% (3/26). A freqüência da retinopatia por células falciformes foi maior após os 10 anos de idade, sendo mais freqüente, em valores relativos, no tipo S-Thal (100% dos casos) e, em valores absolutos, no tipo SS (9 casos). Os dois achados mais comuns foram tortuosidade venosa (12/26) e "black sunburst" (7/26). Conclusões: Observamos que a incidência de retinopatia por células falciformes aumentou após os 10 anos de idade e não evidenciamos achados da doença proliferativa. Portanto, enfatizamos a necessidade do exame oftalmológico precoce nos portadores de anemia falciforme, como forma de prevenir futuras complicações oculares.
Keywords: Anemia falciforme; Hemoglobinopatias; Fundo de olho; Doença da hemoglobina C; Doença da hemoglobina SC; Doenças retinianas; Criança
Abstract
OBJETIVO: Estudar a incidência e fatores de risco (tempo de doença e presença de hipertensão arterial sistêmica) para retinopatia diabética em 1002 pacientes encaminhados pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitário Onofre Lopes no período de 1992 - 1995. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus encaminhados ao Setor de Retina do Departamento de Oftalmologia pelo Programa de Diabetes do Hospital Universitário e submetido, sob a supervisão do autor, a exame oftalmológico, incluindo medida da acuidade visual corrigida (tabela de Snellen), biomicroscopia do segmento anterior e posterior, tonometria de aplanação e oftalmoscopia binocular indireta sob midríase (tropicamida 1% + fenilefrina 10%). Foi realizada análise dos prontuários referente ao tempo de doenças e diagnostico clínico de hipertensão arterial sistêmica. RESULTADOS: Dos 1002 diabéticos examinados (em 24 deles a fundoscopia foi inviável), 978 foram separados em 4 grupos: sem retinopatia diabética (SRD), 675 casos (69,01%); com retinopatia diabética não proliferativa (RDNP), 207 casos (21,16%); com retinopatia diabética proliferativa (RDP), 70 casos (7,15%); e pacientes já fotocoagulados (JFC), 26 casos (2,65%). Do total, 291 eram do sexo masculino (29%) e 711 do sexo feminino (71%). Os 4 grupos foram ainda avaliados quanto ao sexo, a faixa etária, a acuidade visual, tempo de doença, presença de catarata e hipertensão arterial sistêmica e comparados entre si. Com relação ao tipo de diabetes, 95 eram do tipo I (9,4%), 870 pacientes eram do tipo II (86,8%), e em 37 casos (3,7%) o tipo de diabetes não foi determinado. CONCLUSÕES: Comprovou-se que os pacientes com maior tempo de doença tinham maior probabilidade de desenvolver retinopatia diabética, e que a hipertensão arterial sistêmica não constituiu fator de risco em relação à diminuição da acuidade visual nos pacientes hipertensos.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Cuidados primários de saúde; Cegueira; Avaliação de programas
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OBJETIVOS: Avaliar a prevalência de estrabismo do município de Natal, entre os estudantes de I e II graus das escolas públicas e privadas, e detectar os possíveis fatores etiológicos. MÉTODO: 1024 alunos foram escolhidos de forma aleatória, sendo submetidos a um questionário e a um exame oftalmológico completo, pelos médicos docentes e residentes em Oftalmologia da UFRN. RESULTADOS: Dos 1024 estudantes, foram analisados 1015; 29 eram portadores de estrabismo (2,9%), sendo 20 com exotropia manifesta (2%), 2 com exotropia intermitente (0,2%), 6 com esotropia (0,6%) e 1 com anisotropia em V (0,1%). CONCLUSÕES: A prevalência de estrabismo da população de estudantes de Natal é semelhante a estudos de prevalência publicados anteriormente. Em apenas um dos estudantes havia lesão ocular (cicatriz de retinocoroidite em pólo posterior de ambos os olhos) causando estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Estrabismo; Saúde ocular; Serviços de saúde escolar; Estudantes
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OBJETIVO: Realizar um estudo epidemiológico em estudantes de Natal/Brasil, com relação à anisometropia refracional, avaliando os seguintes critérios: sexo, idade e associação com estrabismo e ambliopia. MÉTODOS: Foram estudados 1.024 estudantes, randomicamente selecionados, pertencentes aos diversos distritos da cidade de Natal/Brasil, pelo Departamento de Oftalmologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), observando os seguintes aspectos, quanto à anisometropia > 2 dioptrias esférica ou cilíndrica, sexo, idade, associação com estrabismo e ambliopia, e os tipos de anisometropia. RESULTADOS: Encontrou-se prevalência de anisometropia de 2% (N=21) nos estudantes. O sexo feminino predominou com 81% (N=17). Nos estudantes com anisometropia, observou-se associação com estrabismo em 9,5% (N=2), ambos com exotropia. A associação de anisometropia com ambliopia ocorreu em 47,6% (N=10), sendo 8 casos com ambliopia unilateral e 2 casos com ambliopia bilateral. CONCLUSÃO: Houve predominância de anisometropia no sexo feminino; e aumento da prevalência de estrabismo e de ambliopia em estudantes com anisometropia.
Keywords: Anisometropia; Ambliopia; Estudantes, Erros de refração; Estrabismo
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OBJETIVO: Determinar a prevalência dos achados oculares das estruturas externas e segmento anterior do olho detectados ao exame biomicroscópico em uma população de estudantes de Natal (RN) - Brasil. MÉTODOS: 1024 escolares do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas da cidade de Natal foram avaliados de março a junho de 2001 após seleção randomizada prévia. Todos foram submetidos a protocolo de pesquisa pré-estabelecido consistindo em identificação, dados demográficos e exame oftalmológico biomicroscópico com lâmpada de fenda, realizados por oftalmologistas do Hospital Universitário Onofre Lopes. RESULTADOS: As alterações da conjuntiva e das pálpebras foram as mais prevalentes, (10,4% e 6,2% respectivamente). Dentre estas, folículos e papilas conjuntivais representaram os achados mais evidenciados ao exame da conjuntiva (4,2% e 3,0% respectivamente), ao passo que blefarite anterior (3,5%) e meibomite (1,1%) foram as anormalidades mais encontradas nas pálpebras. Ao exame da córnea, íris, cristalino e vítreo anterior, os achados mais freqüentes foram: nubécula (0,5%), restos da membrana pupilar (0,5%), opacidade de cápsula posterior (0,8%) e resquício da artéria hialóide (2,0%). CONCLUSÃO: Os achados mais prevalentes acometeram com maior freqüência as estruturas externas do olho (pálpebras e conjuntivas), tendo como seus principais representantes a blefarite anterior e reação folicular da conjuntiva, respectivamente. Já as anormalidades mais evidenciadas na córnea, íris, cristalino e vítreo anterior foram: nubécula, resquício da membrana pupilar, opacidade da cápsula posterior e resquício da artéria hialóide, nesta ordem.
Keywords: Segmento anterior do olho; Oftalmopatias; Saúde escolar; Testes visuais; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Estudos transversais
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OBJETIVO: Determinar a prevalência das ametropias em estudantes das redes pública e privada de Natal-RN. MÉTODOS: Foi realizada refratometria de 2.048 olhos de estudantes matriculados no ano letivo de 2001 e os dados avaliados com planilha do SPSS Data Editor 11. As ametropias foram divididas em: 1- de 0,1 até 0,99D (dioptria); 2- 1,0 até 2,99D; 3- 3,00 até 5,99D e 4- 6D ou maior. O astigmatismo foi reagrupado em I- a favor da regra (eixo entre 0 a 30 e 150 a 180 graus), II- contra a regra (eixo entre 60 e 120 graus) e III- oblíquo (eixo entre >30 e <60 e >120 e <150 graus). A faixa etária foi categorizada em 1- 5 a 10 anos, 2- 11 a 15 anos, 3- 16 a 20 anos, 4- 21anos ou mais. RESULTADOS: Dos erros refrativos, a hipermetropia foi o mais comum com 71%, em seguida astigmatismo, 34% e miopia, 13,3%. 48,5% dos míopes e 34,1% dos hipermétropes tinham astigmatismo. De acordo com as dioptrias, 58,1% dos míopes estão no grupo 1, 39% distribuídos entre os grupos 2 e 3. Os hipermétropes enquadram-se em sua maioria no grupo 1 (61,7%) e o astigmatismo no mesmo grupo com 70,6%. A associação dos eixos do astigmatismo dos dois olhos mostrou 95,2% com eixo a favor da regra nos dois olhos, diminuindo a porcentagem para os do eixo contra a regra (82,1%) e menor ainda para os do eixo oblíquo, apenas 50%. CONCLUSÃO: Os resultados encontrados mostraram discordância com a maioria dos trabalhos internacionais, principalmente os orientais, que apontam a miopia como o erro refrativo mais comum e corrobora os nacionais, com a grande parte sendo hipermétropes.
Keywords: Erros de refração; Miopia; Astigmatismo; Hiperopia; Estudantes
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OBJETIVO: Descrever as alterações observadas na camada de fibras nervosas da retina de olhos portadores de neurorretinite subaguda unilateral difusa (DUSN) em fase crônica e compará-las aos valores obtidos em olhos normais pelo analisador de fibras nervosas da retina (GDx®). MÉTODOS: Trata-se de estudo retrospectivo caso-controle, no qual foram avaliadas a camada de fibras nervosas retiniana (CFNR) de 49 olhos portadores da doença em fase crônica examinados entre maio/97 e dezembro/01. Os olhos com neurorretinite subaguda unilateral difusa foram comparados estatisticamente com olhos normais contralaterais (Grupo Controle I) e com olhos de pacientes sem doença ocular (Grupo Controle II). RESULTADOS: Os olhos dos grupos Controle I e II tiveram maior freqüência do status "within normal limits". Os olhos com neurorretinite subaguda unilateral difusa tiveram maior freqüência relativa dos status "outside normal limits" e "borderline". Os grupos Controle I e II apresentaram valores absolutos diferentes do Grupo Doente em praticamente todos os parâmetros testados (p<0,05), as exceções foram o parâmetro "Symetry" em relação aos 2 grupos controles, e dos parâmetros "Average thickness" e "Superior integral" com relação ao Grupo Controle II. CONCLUSÃO: Os pacientes acometidos por neurorretinite subaguda unilateral difusa em fase crônica apresentaram diminuição da espessura da neurorretinite subaguda unilateral difusa demonstrada ao GDx®. As áreas da retina que contam com maior suporte vascular e maior quantidade de fibras nervosas apresentaram maior diminuição no retardo da luz medido pelo analisador de fibras nervosas.
Keywords: Eletrorretinografia; Potenciais evocados visuais; Neurite óptica; Retinite; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Lasers; Perimetria; Uveíte posterior
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A síndrome de Cogan é entidade multissistêmica rara caracterizada por ceratite intersticial associada à disfunção áudio-vestibular e possível surdez irreversível classificada em duas formas clínicas: típica e atípica. Há discordância na literatura quanto à presença de acometimento corneano na forma atípica. Uma paciente de 32 anos queixando-se de hiperemia e dor ocular, fotofobia e baixa da acuidade visual no olho direito, associada à perda súbita de audição à esquerda, vômitos, diarréia, oligúria, dor na orofaringe e febre. História prévia de semelhante acometimento do olho esquerdo e audição direita. Havia intensa hiperemia conjuntival, esclerite nodular, episclerite e infiltrados circulares no estroma corneano. A paciente recebeu pulsoterapia com metilprednisolona e ciclofosfamida. Evoluiu com grande melhora ocular, porém com resposta auditiva pobre. O caso reportado pode constituir forma típica da síndrome de Cogan (de acordo com autores que defendem o não-acometimento corneano na forma atípica) com alguns achados característicos da forma atípica ou um caso da forma atípica da síndrome de Cogan (para aqueles que defendem o acometimento corneano na forma atípica). O diagnóstico diferencial também é discutido.
Keywords: Doenças da córnea; Esclerite; Perda auditiva; Doença de Meniere; Artrite; Síndrome; Doenças vestibulares; Surdez; Imunossupressores; Relatos de casos [tipo de publicação]
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OBJETIVO: Embora tenha sido proposto que a vasculatura retínica apresenta estrutura fractal, nenhuma padronização do método de segmentação ou do método de cálculo das dimensões fractais foi realizada. Este estudo objetivou determinar se a estimação das dimensões fractais da vasculatura retínica é dependente dos métodos de segmentação vascular e dos métodos de cálculo de dimensão. MÉTODOS: Dez imagens retinográficas foram segmentadas para extrair suas árvores vasculares por quatro métodos computacionais ("multithreshold", "scale-space", "pixel classification" e "ridge based detection"). Suas dimensões fractais de "informação", de "massa-raio" e "por contagem de caixas" foram então calculadas e comparadas com as dimensões das mesmas árvores vasculares, quando obtidas pela segmentação manual (padrão áureo). RESULTADOS: As médias das dimensões fractais variaram através dos grupos de diferentes métodos de segmentação, de 1,39 a 1,47 para a dimensão por contagem de caixas, de 1,47 a 1,52 para a dimensão de informação e de 1,48 a 1,57 para a dimensão de massa-raio. A utilização de diferentes métodos computacionais de segmentação vascular, bem como de diferentes métodos de cálculo de dimensão, introduziu diferença estatisticamente significativa nos valores das dimensões fractais das árvores vasculares. CONCLUSÃO: A estimação das dimensões fractais da vasculatura retínica foi dependente tanto dos métodos de segmentação vascular, quanto dos métodos de cálculo de dimensão utilizados.
Keywords: Fractais; Retina; Técnicas de diagnósticos e procedimentos; Biometria
Abstract
Neovascularização de coróide é uma complicação muito rara na uveíte intermediária(1). Paciente feminino, 27 anos, com diagnóstico de uveíte intermediária dois anos atrás. Apresentava acuidade visual de 20/200, "snowballs", "snowbanks" e edema macular cistóide no olho direito observado na angiofluoresceinografia (AGF) e tomografia de coerência óptica (OCT). Fotocoagulação foi realizada na retina periférica inferior em ambos os olhos. A paciente recusou a submeter-se ao tratamento clínico prescrito. Ela retornou doze meses mais tarde apresentando acuidade visual de conta dedos, retina sem edema e granuloma sub-retiniano macular observado no OCT(2). Paciente feminino, 15 anos, com diminuição da acuidade visual no olho direito (20/400) há oito dias. Apresentava vasculite e papilite em ambos os olhos, no olho direito, hemorragia e membrana neovascular sub-retiniana observada na AGF e OCT. Foi tratada com 40 mg de prednisona e injeção intra-vítreo de bevacizumab (1,25 mg). Cinco meses depois, apresentou acuidade visual de 20/50 e granuloma extramacular observada no OCT. A formação de granuloma sub-retiniano na uveíte intermediária é uma possibilidade quando complicada por membrana neovascular sub-retiniana.
Keywords: Neovascularização coroidal; Uveíte intermediária; Acuidade visual; Inibidores de angiogênese; Granuloma; Relatos de casos
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OBJETIVO: Avaliar o uso do OCT3 (Carl-Zeiss) para medir a espessura da camada de fibras nervosas em pacientes com neuroretinite unilateral subaguda difusa (DUSN) e correlacionar com a acuidade visual. MÉTODOS: Foi medido a espessura da camada de fibras nervosas, utilizando programa "RNFL thickness 3.4" e a melhor acuidade visual de pacientes com DUSN entre janeiro de 2005 e dezembro 2006. RESULTADOS: Trinta e oito pacientes, com idade entre 9-42 anos foram selecionados para este estudo, sendo que 20 casos apresentavam larva viva localizada. A média da RNFL foi 71,55 ± 27,26 nos olhos com DUSN e 103,07 ± 20,66 nos olhos contralaterais (p<0,001). Correlação de Pearson entre a acuidade visual e a espessura da camada de fibras nervosas foi r= -0,522 (p<0,001) nos olhos com DUSN e r= -0,097 (p=0,509) nos olhos contralaterais. CONCLUSÃO: A espessura da camada de fibras nervosas de pacientes com DUSN apresenta uma correlação diretamente proporcional com a acuidade visual. Novos estudos são necessários para reforçar a correlação entre a acuidade visual e a espessura da camada de fibras nervosas nos pacientes com DUSN com a finalidade de acompanhar os pacientes após o tratamento.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Neurite óptica; Retinite; Infecções oculares parasitárias; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
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