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Search for: Augusto Paranhos Jr.
Abstract
Objetivo: Analisar a reprodutibilidade das medidas da espessura da camada de fibras nervosas da retina intra e inter-observador. Material e Métodos: As medidas da camada de fibras nervosas foram realizadas em 26 olhos normais por três examinadores diferentes, os quais tomaram três imagens de cada olho. Com base nestas imagens foi executada a média das imagens pelo programa do aparelho. A cada examinador foi solicitado que escolhesse a melhor imagem para cada exame. Foram analisados os resultados obtidos com a melhor imagem, bem como os da média das imagens. Foi calculada a média da espessura da camada de fibras nervosas nas regiões superior, nasal, temporal e inferior e suas relações. Determinou-se a reprodutibilidade nestas circunstâncias tanto inter como intra-observador por meio de teste de análise de variância por postos de Friedman. Resultados: Na análise intra-observador houve ótima reprodutibilidade do exame. Para o examinador G (glaucomatólogo) os valores de p foram os seguintes: região superior = 0,48; inferior = 0,89; temporal = 0,30 e nasal = 0,89. Para o examinador R (residente) os valores de p foram os seguintes: região superior = 0,89; inferior = 0,24; temporal = 0,89 e nasal = 0,30 e para o examinador T (tecnóloga) os valores de p foram os seguintes: região superior = 0,76; inferior = 0,70; temporal = 0,22 e nasal = 0,63. Na análise inter-observador, não foi observada diferença estatisticamente significante das variáveis isoladas considerando-se a média das imagens (p superior = 0,52; inferior = 0,37; temporal = 0,43 e nasal = 0,52). Considerando-se as relações entre as regiões temos que apenas a relação S/I mostrou diferença estatisticamente significante. As demais relações: S/T, S/N, I/T, I/N e T/N não mostraram diferença estatisticamente significante. Para a melhor imagem observou-se diferença estatisticamente significante entre os três examinadores para as variáveis superior/temporal (p = 0,02), nferior/temporal (p = 0,03) e temporal/nasal (p = 0,007) e superior/inferior (p = 0,037) e para as médias de espessura nos quadrantes inferior (p = 0,04) e temporal (p = 0,003). Conclusões: A análise dos dados indica ótima reprodutibilidade do exame intra-observador, e na avaliação inter-observador os melhores resultados de reprodutibilidade são obtidos quando a média das imagens fornecida pelo programa do equipamento é empregada.
Keywords: GDx; Analisador de fibras nervosas da retina; Camada de fibras nervosas da retina
Abstract
Objetivo: Comparar a eficácia do latanoprost 0,005% e da apraclonidina 1% na prevenção da hipertensão ocular pós-capsulotomia posterior com YAG laser, em pacientes não- glaucomatosos. Método: Trinta e seis pacientes (36 olhos) incluídos foram divididos em três grupos que usaram latanoprost 0,005%, apraclonidina 1% ou placebo. Foram realizadas medidas da pressão ocular antes da instilação de qualquer colírio, 30 minutos após a dilatação, 1 hora e 4 horas após o YAG laser. Resultados: Não houve diferença significativa entre os 3 grupos em relação à idade, pressão ocular inicial e pós-dilatação, assim como em quantidade de energia utilizada. Na primeira hora, tanto para a diferença absoluta quanto para o percentual de alteração da pressão intra-ocular, o grupo da apraclonidina apresentou redução estatisticamente maior em relação ao grupo controle (p < 0,05). O grupo do latanoprost não diferiu estatisticamente dos dois outros grupos(p > 0,05). Na 4a. hora não houve diferença significativa entre os grupos (p > 0,05). As medidas de pressão nos 4 intervalos não apresentaram variação estatisticamente significativa (p > 0,05). A quantidade de energia utilizada não mostrou correlação significativa com o aumento da Po (p > 0,05). Conclusão: A apraclonidina 1% apresentou maior eficácia na profilaxia da hipertensão após capsulotomia posterior com YAG laser quando comparada com latanoprost 0,005%.
Keywords: Glaucoma; capsulotomia; hipertensão ocular; apraclonidina; latanoprost; prevenção
Abstract
Objetivo: Correlacionar os parâmetros de variação da pressão intraocular (flutuação e pico) com o dano funcional em pacientes tratados com glaucoma primário de ângulo aberto, e comparar esses parâmetros de pressão intraocular entre olhos com dano funcional assimétrico.
Métodos: Estudo observacional prospectivo foi realizado incluindo consecutivamente pacientes tratados com glaucoma primário de ângulo aberto. Foram excluídos indivíduos com outras doenças oculares que não o glaucoma ou cirurgia prévia incisional de glaucoma. Os principais critérios de inclusão foram: ≥3 testes de campo visual e ≥2 anos de acompanhamento, sem quaisquer alterações no regime medicamentoso atual. Parâmetros de pressão intraocular de longo prazo foram obtidos através de medidas de pressão intraocular isoladas de cada consulta (as últimas 5 consultas de cada paciente foram consideradas para análise). Para avaliação dos parâmetros de pressão intraocular de curto prazo, todos os pacientes foram submetidos ao teste de sobrecarga hídrica. Inicialmente, calculamos os coeficientes de correlação parcial de cada parâmetro de variação da pressão intraocular com o nível de dano funcional, baseado no índice Mean Deviation (MD), ajustando para a pressão intraocular basal e o número de medicações antiglaucomatosas. Além disso, comparamos cada parâmetro de pressão intraocular entre os olhos com melhor e pior nível de dano funcional em pacientes com perda de campo visual assimétrica (definida como diferença no índice mean deviation entre os olhos de pelo menos 3 dB).
Resultados: Foram incluídos 87 olhos (87 pacientes) com glaucoma primário de ângulo aberto. A idade média foi de 61,9 ± 12,5 anos e 59,8% eram mulheres. Em geral, os pacientes foram submetidos a 5 testes (mediana) de campo visual, com um seguimento médio de 4,3 ± 1,4 anos. Nem os parâmetros de variação da pressão intraocular de longo prazo nem aqueles obtidos pelo teste de sobrecarga hídrica se correlacionaram significativamente com o nível de dano no campo visual (p≥0,117). No subgrupo com perda de campo visual assimétrica (64 olhos de 32 pacientes; idade média, 65,0 ± 11,4 anos), nem os parâmetros de variação da pressão intraocular de longo prazo nem os obtidos pelo teste de sobrecarga hídrica diferiram significativamente entre olhos com melhor e pior nível de dano funcional
(p≥ 0,400).
Conclusão: Nossos resultados indicam que não apenas parâmetros de variação da pressão intraocular de longo prazo, mas também medidas de pressão intraocular derivadas do teste de sobrecarga hídrica, não parecem se correlacionar com o nível de dano do campo visual, nem diferem significativamente entre olhos com nível de dano funcional assimétrico. Esses achados sugerem que outros fatores poderiam explicar essa assimetria funcional e que o teste de sobrecarga hídrica não acrescenta informações significativas a esses casos.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intraocular/ fisiologia; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Ingestão de líquidos; Água; Ritmo circadiano
Abstract
Objetivo: Avaliar o impacto da acuidade visual, danos no campo visual e outros fatores na qualidade de vida em pacientes brasileiros com glaucoma.
Métodos: Este foi um estudo transversal prospectivo incluindo 49 pacientes com glaucoma selecionados com base na presença de defeitos por perimetria automatizada padrão reprodutíveis em pelo menos um olho no momento da avaliação. Um exame oftalmológico detalhado foi realizado em cada paciente. Todos os pacientes possuíam perimetria automatizada padrão reprodutível e preencheram um questionário NEI VFQ-25. As associações dos escores de qualidade de vida à acuidade visual melhor corrigida e à perda de campo visual dos melhores e piores olhos foram investigadas.
Resultados: A média dos escores de qualidade de vida dos pacientes foi de 58,8 ± 18,7 unidades. Os maiores e menores valores médios (85,0 ± 24,2 e 37,5 ± 36,5 unidades) foram observados nas subescalas “Social Functioning Subscale” e “Driving Subscale”, respectivamente. Pacientes com glaucoma avançado (desvio médio <-12 dB) no pior olho tiveram escores de qualidade de vida significativamente menores (p=0,007). Houve correlação significativa entre escores de qualidade de vida e a acuidade visual dos olhos melhores e piores (r2=13%; p=0,010 e r2=32%; p<0,001; respectivamente). Houve também uma correlação significativa entre os escores de qualidade de vida e desvios médios da perimetria automatizada padrão dos olhos melhores e piores (r2=13%; p=0,023 e r2=47%; p<0,001; respectivamente). Em um modelo multivariado contendo dados socioeconômicos e de comorbidades, a qualidade de vida permaneceu significativamente relacionada ao desvio médio padrão da perimetria automatizada do olho melhor e pior (r2=23%; p=0,29 e r2=49%; p<0,001, respectivamente) bem como para a acuidade visual do olho melhor e pior (r2=18%; p= 0,017 e r2=40%; p<0,001, respectivamente).
Conclusão: O desvio padrão da perimetria automatizada padrão e a acuidade visual dos olhos melhor e pior foram associados à menor qualidade de vida em pacientes brasileiros com glaucoma. A qualidade de vida foi em grande parte altamente associada ao desvio padrão da perimetria automatizada padrão do pior olho.
Keywords: Glaucoma; Saúde ocular; Qualidade de vida; Campo visual; Inquéritos e questionários/normas; Acuidade visual
Abstract
Keywords:
Abstract
OBJETIVO: Investigar a ação de colírios esteróides na doença de superfície ocular em pacientes a serem submetidos a cirurgia de trabeculectomia.
MÉTODOS: Foram incluídos 31 olhos de 31 pacientes com glaucoma em uso de pelo menos 3 medicações tópicas anti- hipertensivas há mais de 6 meses. Todos os pacientes foram tratados com colírio de etabonato de loteprednol 0,5% (1 gota a cada 6 horas) durante os 7 dias precedentes à cirurgia de trabeculectomia. Além disso, foram submetidos a exame oftalmológico completo e responderam questionário validado que visa avaliar parâmetros subjetivos correlacionados a doenças da superfície ocular (Ocular Surface Disease Index). Os aspectos clínicos avaliados foram: tempo de ruptura lacrimal, coloração da córnea após colírio de fluoresceína (ceratite) e hiperemia conjuntival. Os pacientes foram, ainda, submetidos à análise da superfície ocular através de novo
software tecnológico denominado “Keratographic”, tecnologia não invasiva que permite avaliar a doença da superfície ocular. A comparação da doença de superfície ocular antes e após a trabeculectomia foi avaliada estatisticamente através do teste pareado.
RESULTADOS: A média de idade dos participantes foi de 69,90 ± 10,77 anos. A AV média foi de 0,40 ± 0,34 logMAR. A taxa de prevalência global da Ocular Surface Disease Index foi de 27,20 ± 17,56 unidades. Em relação à avaliação clínica, não houve diferença significativa em relação hiperemia, ruptura lacrimal e ceratite antes e após a cirurgia (p>0,05 para todas as comparações). Em relação à análise com o “keratograph (menisco lacrimal, hiperemia, tempo de ruptura do filme lacrimal, meibografia para a pálpebra superior e inferior), os dois únicos parâmetros que diferiram significativamente antes e após a trabeculectomia, foram hiperemia e a média do tempo de rupture do filme lacrimal. Após a cirurgia de trabeculectomia, os pacientes apresentaram aumento da hiperemia conjuntival e diminuição do tempo de ruptura do filme lacrimal (p=0,013 e p=0,041, respectivamente).
CONCLUSÕES: O presente estudo, não somente confirma a elevada prevalência da doença de superfície ocular em pacientes com glaucoma, como também demonstra que a mesma pode ser mensurada objetivamente através de parâmetros mensurados pelo Keratograph. Apesar de ter utilizado etabonato de loteprednol 0,5% uma semana antes da cirurgia, nossa amostra apresentou piora da hiperemia conjuntival e diminuição no tempo de ruptura do filme lacrimal no pós-operatório.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Doença de superfície ocular; Trabeculectomia
Abstract
Objetivo: Determinar os efeitos do bevacizumab, combinados ou não à mitomicina C (MMC), na pressão intraocular e processo cicatricial pós-cirurgia filtrante anti-glaucomatosa modificada em coelhos.
Métodos: Os coelhos foram submetidos à cirurgia filtrante anti-glaucomatosa modificada e alocados em três grupos de acordo com o tratamento instituído - Grupo A: bevacizumab subconjuntival; Grupo B: bevacizumab subconjuntival e à mitomicina C ; Grupo C: à mitomicina C. A pressão intraocular foi aferida no período pré-operatório imediato e nos dias 8, 14, 17, 21, 26 e 30. O processo cicatricial foi avaliado no trigésimo dia de pós-operatório por meio de análise histopatológica utilizando-se hematoxilina eosina, tricrômio de Masson e picrosirius. A expressão do fator de crescimento do Endotélio Vascular (VEGF) foi avaliada por meio de análise imuno-histoquímica. Todas as análises foram feitas por um observador mascarado.
Resultados: O Grupo A apresentou maior pressão intraocular que os grupos B e C (p<0.01). Não foram encontradas alterações significativas entre os grupos B e C. A quantidade de fibrose encontrada nos grupos foi similar com os 3 corantes utilizados: o Grupo A apresentou maior nível de fibrose em relação aos grupos B e C (p>0,05). Houve menor expressão de Fator de Crescimento do Endotélio Vascular no Grupo A em relação aos grupos B e C (p<0,01). Não houve diferença estatisticamente significante na expressão de Fator de Crescimento do Endotélio Vascular entre os grupos B e C.
Conclusão: O bevacizumab associado à MMC apresentou pressões intraoculares mais baixas e menos fibrose, mas estes não foram estatisticamente significantes quando comparados ao uso da mitomicina C isolada. Uma maior inibição do fator de crescimento do endotélio vascular foi encontrada quando o bevacizumab foi usado isoladamente, em detrimento do seu uso associado à mitomicina C.
Keywords: Bevacizumab; Mitomicina; Glaucoma/cirurgia; Cirurgia filtrante; Período intraoperatório; Cicatrização; Coelhos
Abstract
Objetivo: O objetivo inicial era comparar a eficácia e a segurança do implante de drenagem e a trabeculectomia em crianças com glaucoma congênito primário após falência de cirurgia angular. Como o estudo foi descontinuado devido à taxa de complicações, o objetivo deste artigo foi descrever os resultados das duas técnicas neste grupo específico.
Métodos: Ensaio clínico randomizado, não mascarado, incluindo pacientes com idade de 0 a 13 anos previamente submetidos à goniotomia ou trabeculotomia. Os pacientes, que apresentavam glaucoma não controlado com pressão intraocular ≥21 mmHg em terapia medicamentosa máxima, foram randomizados para o implante de drenagem de Baerveldt 250 mm2 (Grupo Tubo) ou trabeculectomia com mitomicina (grupo TREC). O principal desfecho avaliado foi o controle da pressão intraocular. Sucesso completo (sem medicação ocular hipotensora) e sucesso qualificado (com medicação) foram descritos. A falência foi baseada na pressão intraocular não controlada, presença de complicações sérias, aumento anormal das dimensões oculares e diminuição confirmada da acuidade visual.
Resultados: Treze olhos de 13 crianças foram estudados (cinco no grupo Tubo e oito no grupo TREC). Ambos os procedimentos reduziram a pressão intraocular em relação às medidas iniciais após 12 meses da intervenção (grupo Tubo 22.8 ± 5.9 mmHg para 12.20 ± 4.14 mmHg, p=0.0113; grupo TREC, 23.7 ± 7.3 mmHg para 15.6 ± 5.9 mmHg, p=0.0297). Nenhum paciente no grupo Tubo e 37.5% do grupo TREC alcançaram o sucesso completo após 12 meses de acompanhamento (p=0.928, teste qui-quadrado). Dois pacientes (40%) apresentaram sérias complicações no momento da abertura do tubo (extrusão do implante e descolamento de retina).
Conclusão: Os dois grupos estudados apresentaram resultados semelhantes quanto ao controle da pressão intraocular, mas o sucesso completo foi mais frequente no grupo da trabeculectomia. Implantes de drenagem não valvulados podem cursar com potenciais complicações visuais no momento da abertura do tubo. Devido ao pequeno tamanho da amostra, não foi possível determinar quaisquer dados de segurança conclusivos em relação à técnica estudada.
Keywords: Glaucoma congênito primário; Implantes para drenagem de glaucoma; Trabeculectomia; Mitomicina; Pressão intraocular
Abstract
Objetivo: Comparar os valores dos limites de normalidade da amplitude e tempo de culminação do eletrorretinograma (ERG) de 2 laboratórios diferentes. Métodos: Dados normativos do ERG disponibilizados pelo fabricante de aparelhos de eletrofisiologia com o programa UTAS (LKC Technologies), que incluíam 110 indivíduos normais de 22 a 79 anos de idade, foram comparados com valores normais de nosso laboratório publicados anteriormente, referentes a 42 indivíduos normais com idades variando de 6 a 72 anos, cujo exame foi realizado em um dos modelos LKC (EPIC 2000). O método de registro do ERG foi o de estimulação simples ("single flash") e seguiu as recomendações da ISCEV (International Society of Clinical Electrophysiology of Vision). Resultados: Todos os parâmetros do ERG, tanto de amplitude quanto de tempo de culminação, com exceção da amplitude dos potenciais oscilatórios (p = 0,0779) e do tempo de culminação da onda-b da resposta máxima combinada (p = 0,7771), foram significativamente (p < 0,0001) diferentes. Conclusão: Cada laboratório de eletrofisiologia deve ter seus próprios parâmetros de normalidade, os quais podem ser resultado do intervalo de confiança de 95% da média de sua amostra de normais, ou os percentis 2,5 e 97,5. No primeiro caso os limites serão bastante estreitos, aumentando a sensibilidade do teste, ocorrendo o inverso no segundo.
Keywords: Eletrorretinografia; Valores de referência; Eletrofisiologia; Intervalos de confiança; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Verificar existência de alteração funcional das células magnocelulares por meio da tecnologia de freqüência duplicada (FDT), após o incremento de pressão gerado pela técnica de "laser assisted in situ keratomileusis" (LASIK), e avaliar os benefícios de realizar este em pacientes candidatos à cirurgia refrativa, considerando-se os custos envolvidos nos procedimentos. MÉTODOS: Estudo prospectivo em 19 pacientes com ametropias, submetidos à cirurgia "laser assisted in situ keratomileusis", no Hospital Oftalmológico de Sorocaba. Foram realizados 2 exames de tecnologia de freqüência duplicada em ambos os olhos dos pacientes antes da cirurgia por "laser assisted in situ keratomileusis", e um exame após a cirurgia. A avaliação da diferença entre as medidas de MD ("mean deviation") e PSD ("pattern standard deviation") efetuadas pela tecnologia de freqüência duplicada antes e depois da cirurgia refrativa foram avaliadas por meio do teste de t pareado. A diferença entre as medidas de MD (Delta MD) foi considerada variável dependente para elaborações de uma avaliação de regressão múltipla. Foi realizada uma análise de custos do exame de tecnologia de freqüência duplicada e da cirurgia "laser assisted in situ keratomileusis". RESULTADOS: Não houve diferença entre as medidas de MD no exame de tecnologia de freqüência duplicada antes e após o procedimento (p= 0,4454) assim como para PSD (p= 0,9716). Nenhuma variável contínua testada influiu significantemente no Delta MD (r²= 4,1%; F= 0,15; p= 0,960). Considerando a realização de 1500 cirurgias de "laser assisted in situ keratomileusis" ao ano no Hospital Oftalmológico de Sorocaba, o custo médio desta cirurgia é de R$ 373,27 e o custo do exame de tecnologia de freqüência duplicada é de R$ 13,15 por paciente. CONCLUSÕES: Não houve diferença estatisticamente significante entre as medidas de MD no exame de tecnologia de freqüência duplicada antes e após o procedimento assim como para PSD. A tecnologia de freqüência duplicada, exame com alta sensibilidade e especificidade, e de baixo custo poderia ser utilizado como exame pré-operatório em pacientes submetidos à cirurgia refrativa (LASIK), de alto custo, com o propósito de evitar tal procedimento em pacientes com glaucoma.
Keywords: Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Análise custo-benefício; Erros de refração; Células ganglionares da retina; Perimetria
Abstract
OBJETIVO: Verificar se há mudança na concentração circadiana de peptídeo natriurético tipo C (CNP) no humor aquoso de coelhos. MÉTODOS: Quarenta e um coelhos machos da raça New Zealand foram admitidos numa rotina de 12 horas de luz e 12 de escuridão; luzes eram acesas na hora zero e apagadas na hora 12. O peptídeo natriurético tipo C era medido em três períodos com luz acesa (2, 6 e 10 h) e 3 com luz apagada (14, 18 e 22 h). Todos os grupos tinham 4 animais com exceção de dois períodos em que o n foi incrementado para aumentar o poder dos testes (6 h, n=12; 22 h, n=13). A dependência entre os olhos foi testada por meio da correlação de Pearson. A média dos dois olhos foi usada para a análise. Diferença quanto à concentração média de peptídeo natriurético tipo C em pg/200 ml foi avaliada por meio do teste de one-way ANOVA, teste t e análise de COSINOR. RESULTADOS: Não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os 6 grupos analisados (one-way ANOVA; p=0,157). Reunidos em dois grupos (luz e escuridão), a concentração de peptídeo natriurético tipo C com a luz acesa foi mais baixa (2,626±0,92 pg/200 ml) quando comparada ao grupo com luz apagada (3,02±1,16 pg/200 ml) porém sem alcançar significância estatística (teste de t p=0,23). Análise de COSINOR não foi estatisticamente significante (R%=7,72 p=0,209). CONCLUSÃO: Nossos dados demonstraram que a concentração do CNP no humor aquoso de coelhos não mostrou variação circadiana estatisticamente significante quando analisadas num ritmo de luz/escuro 12/12 h.
Keywords: Natriuréticos; GMP cíclico; Humor aquoso; Pressão intra-ocular; Fisiologia ocular; Glaucoma; Peptídeo natriurético tipo C; Ritmo circadiano; Coelhos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a influência de um filtro para o espectro azul da luz, semelhante à lente intra-ocular Acrysof Natural®, nos exames de perimetria automatizada padrão (branco-no-branco) e de comprimento de onda curto (azul-no-amarelo). MÉTODOS: Vinte pacientes jovens sem alterações oculares (20 olhos) realizaram seqüência de 4 exames de campo visual: perimetria automatizada padrão e azul-no-amarelo com e sem o filtro para o espectro azul da luz. Os índices de limiar foveal (FT), desvio médio (MD) e desvio-padrão (PSD) obtidos em todos os exames e a diferença causada pela excentricidade nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo foram analisados. Variabilidade interindivíduos (desvio-padrão dos pontos testados) foi calculada. RESULTADOS: Observou-se redução estatisticamente significante no desvio médio (p<0.001) e no limiar foveal (p<0.001) medidos pela perimetria automatizada azul-no-amarelo com o uso do filtro para o espectro azul da luz comparado quando realizado sem o filtro. Nenhum outro índice avaliado apresentou diferença estatisticamente significante nos exames de perimetria automatizada padrão ou azul-no-amarelo. Foi notado aumento da variabilidade interindivíduos com a excentricidade nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo com e sem o uso do filtro para o espectro azul da luz, assim como a diferença de sensibilidade entre os hemisférios inferior e superior (hemisfério inferior menos superior), mas não houve diferença estatisticamente significante quando comparados os exames com e sem o uso do filtro. Quando foram comparados os 4 pontos mais inferiores e os 4 pontos mais superiores, a diferença inferior-superior aumentou com e sem o uso do filtro para o espectro azul da luz. CONCLUSÃO: Observou-se redução estatisticamente significante no desvio médio e limiar foveal nos exames de perimetria automatizada azul-no-amarelo com o uso do filtro para o espectro azul da luz, mas não nos exames de perimetria automatizada padrão.
Keywords: Extração de catarata; Implante de lente intra-ocular; Campo visual; Perimetria; Cristalino; Sensibilidade e especificidade; Degeneração macular; Percepção visual; Macula lutea
Abstract
OBJETIVOS: A possibilidade de prever e entender quais propriedades biomecânicas da córnea podem ser responsáveis pelo progresso ou estabilização do ceratocone pode ser uma importante ferramenta clínica e cirúrgica para o oftalmologista. Neste trabalho foi desenvolvido um modelo em elementos finitos da córnea, o qual prevê o surgimento de deformações semelhantes ao ceratocone e sua evolução baseado em propriedades biomecânicas do tecido corneano. MÉTODOS: As propriedades biomecânicas da córnea foram modeladas segundo dados disponíveis na literatura para olhos esquemáticos. Softwares comerciais foram usados para simular propriedades de superfície e material quando a córnea foi submetida a diferentes parâmetros locais de elasticidade. RESULTADOS: As simulações conduzidas aqui mostraram que, dependendo do formato inicial da córnea, mudanças nas propriedades locais do material para diferentes pressões intraoculares, induzem uma protuberância localizada e um aumento significativo de curvatura quando comparado ao restante da córnea. CONCLUSÕES: A técnica apresentada aqui permite o estudo mais preciso e quantitativo da natureza biomecânica do ceratocone. O modelo implementado demonstrou que mudanças locais de propriedades biomecânicas relacionais à elasticidade para uma mesma pressão intraocular, estão intrinsecamente relacionados ao surgimento e evolução de deformações que podem ter relação direta com o ceratocone.
Keywords: Córnea; Biomecânica; Topografia da córnea; Ceratocone; Erros de refração; Processamento de imagem assistida por computador; Pressão intraocular
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Objetivo: Avaliar o fluxo sanguíneo da artéria oftálmica em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. Métodos: Parâmetros da ultrassonografia Doppler em cores da artéria oftálmica de 18 pacientes com insuficiência cardíaca crônica em diferentes estágios da doença foram comparados com 21 voluntários saudáveis (grupo controle). Estes parâmetros foram também correlacionados com avaliação ecocardiográfica e quadro clínico cardiológico. Resultados: A média da velocidade diastólica foi 5,14 ± 2,4 cm/s no grupo insuficiência cardíaca crônica e 7,44 ± 3,5 cm/s no grupo controle (p=0,007). O índice de resistência da artéria oftálmica foi de 0,76 ± 0,08 no grupo insuficiência cardíaca crônica e 0,70 ± 0,08 no grupo controle (p=0,04). A média de velocidade sistólica da artéria oftálmica foi 22,03 ± 7,7 cm/s no grupo insuficiência cardíaca crônica e 25,32 ± 9,2 cm/s no grupo controle (p=0,24). A pressão arterial sistêmica dos pacientes com insuficiência cardíaca crônica correlacionou-se negativamente com o índice de resistência da artéria oftálmica (r= -0,47, p=0,007) e positivamente com a velocidade diastólica da artéria oftálmica (r=0,44, p=0,02). Conclusão: Velocidade diastólica mais baixa e índice de resistência mais alto foram observados na artéria oftálmica de pacientes com insuficiência cardíaca crônica quando comparados ao grupo controle, o que provavelmente reflete a presença de vasoconstrição orbital em resposta ao baixo débito cardíaco. Portanto, a influência desses achados sobre a estrutura e função da cabeça do nervo óptico merece ser investigada.
Keywords: Ecocardiografia Doppler em cores; Velocidade do fluxo sanguíneo; Insuficiência cardíaca; Doença crônica; Pressão intraocular; Artéria oftálmica
Abstract
OBJETIVO: Analisar a correlação entre fatores relacionados aos pacientes com ceratocone e suas medidas quantitativas e os resultados da qualidade de vida com o implante do anel intraestromal (ICRS). MÉTODOS: O questionário de qualidade de vida relacionado a visão (QdV-v) NEI-RQL (National Eye Institute Refractive Error Quality of Life) validado na língua portuguesa foi administrado a pacientes com indicação de implante do anel intraestromal antes e depois da cirurgia quando eles já estavam usando a correção por pelo menos 40 dias. Acuidade visual com a melhor correção, topografia de córnea, aberrometria e sensibilidade ao contraste foram medidos antes e três meses após a cirurgia. RESULTADOS: Foram incluídos neste estudo prospectivo 42 pacientes (69 olhos): 19 homens e 23 mulheres com idade média de 24,9 ± 5 anos. Houve melhora estatisticamente significante na acuidade visual com a melhor correção binocular (0,13 ± 0,03 antes para -0,01 ± 0,01 logMAR após a cirurgia, p<0,001), na refração esférica média (2,81 ± 0,44 para 1,71 ± 0,31), no componente cilíndrico (3,89 ± 0,22 para 1,82 ± 0,21), no equivalente esférico (4,55 ± 0,46 para 2,40 ± 0,30), na ceratometria máxima (55,92 D ± 0,62 para 52,16 D ± 0,58 D) e no RMS (root mean square) de baixa ordem (p<0,001). O RMS de alta ordem não teve melhora significante p=0,422. A sensibilidade ao contraste (SC) melhorou significativamente em todas as frequências especialmente na de 6 cpg. Houve melhora significante em todas as escalas do NEI-RQL após a cirurgia. A análise multivariada mostrou que sexo (homens com melhores índices de QdV-v que as mulheres), cilindro (1 D de redução aumenta em 5 pontos a escala geral do NEI-RQL) e SC normal nas frequências de 3 e 6 cpg são os fatores que interferem nos escores de QdV-v dos pacientes com implante de anel intraestromal. As outras variáveis como acuidade visual com a melhor correção, aberrometria e ceratometria máxima não influenciaram nos escores do NEI-RQL. CONCLUSÕES: Os fatores que se correlacionam a melhores pontuações na QdV-v dos pacientes com implante de anel intraestromal são: sexo, SC normal nas frequências de 3 e 6 cpg e diminuição do cilindro. A análise das medidas objetivas em conjunto com o NEI-RQL foi fundamental para identificar os fatores que influenciam nos resultados subjetivos dos pacientes com ceratocone e implante de anel intraestromal.
Keywords: Córnea; Topografia da córnea; Substância própria; Ceratocone; Ceratoplastia penetrante; Qualidade de vida; Satisfação do paciente; Acuidade visual; Aberrometria
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Abstract
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