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Abstract
Os autores relatam caso de paciente de 56 anos com alta miopia e estrabismo restritivo (eso e hipotropia) muito grande, desenvolvido progressivamente. O acesso operatório para a secção completa do reto medial foi facilmente conseguido por uma orbitotomia transcaruncular, não apenas pela impossibilidade de uso de técnicas convencionais, como pelo alto risco de rutura escleral em casos assim. O reto lateral foi ressecado e reinserido acima de seu trajeto original, após ter sido achado no quadrante ínfero-temporal do olho. O resultado cirúrgico imediato (uma exotropia de cerca de 12delta) foi considerado muito bom, já que tais desvios tendem à recidiva.
Keywords: Miopia; Estrabismo; Estrabismo; Orbitotomia
Abstract
Objetivo: Descrição de quadro clínico de criança com síndrome de Opitz, estrabismo e outros distúrbios oculomotores. Relato de caso: Paciente de 3 anos com hipospádia peno-escrotal, escroto bífido, ânus anteriorizado, micrognatia, pálato alto, fronte ampla, raiz nasal baixa, hipertelorismo e epicanto, implantação baixa de orelhas, clinodactilia, espinha bífida e retardo do desenvolvimento neuromotor, interpretadas como manifestações da síndrome de Opitz (OMIM *145410). Apresentava uma ET alternante com fixação cruzada (síndrome de Ciancia), associada a manifestações da síndrome de Duane bilateral e desvio vertical (E/D), possivelmente devido a uma dissociação motora entre o RSD e músculos palpebrais do OD. A criança faleceu após cirurgia para reconstrução anorretal. Discussão: Apesar de comprometimentos oculares, não há publicações referentes à síndrome de Opitz em periódicos oftalmológicos. As com menções sobre estrabismo não são acompanhadas por relatos mais pormenorizados da motilidade ocular. O caso apresentava dissociações oculomotoras importantes, mas seus esclarecimentos não foram possíveis pelo falecimento prematuro da criança.
Keywords: Síndrome de Opitz; Estrabismo
Abstract
Objetivo: Estudo retrospectivo dos resultados de cirurgias para correção de estrabismo horizontal num hospital-escola. Métodos: Selecionados casos de eso ou exotropias aproximadamente concomitantes, sem sinais evidentes de paralisias musculares ou de processos de contenção das rotações oculares, em que se realizaram, apenas, cirurgias de recuo dos retos mediais (grupo A), ou laterais (grupo C), ou de recuo e ressecção em esotropias (grupo B), ou exotropias (grupo D), com ou sem transposições das inserções dos músculos operados. Resultados: Esotropias foram mais freqüentes que exotropias (nA = 66; nB = 28; nC = 27; nD = 22) e cirurgias com transposições (96) superaram as sem (47). A distribuição dos ângulos pré-operatórios (m = 42,49D, s = 11,68D nas esotropias; m = 35,39D; s = 9,93D nas exotropias) e a das correções obtidas (m = 38,95D, s = 13,57D nas esotropias; m = 31,64D, s = 14,58D nas exotropias) são praticamente equivalentes e, além disso, altas correlações foram observadas entre o ângulo pré-operatório e a quantidade da operação respectiva. Todavia, as correlações entre os ângulos pré-operatórios e os resultados proporcionais da cirurgia (em D/mm) foram, todas, baixas. As quantidades de correções adequadas quando considerados ângulos residuais de desvio de ±5D, ±10D e ±15D, foram respectivamente de 31,9%, 62,8%, e 80,8% nas esotropias e 40,8%, 55,1% e 73,5% nas exotropias. Conclusões: Embora planejamentos cirúrgicos e suas execuções produzam resultados coletivos satisfatórios, os individuais mostram ainda uma imprevisibilidade muito alta.
Keywords: Músculos oculomotores; Estrabismo; Hospitais universitários; Estudos retrospectivos; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Movimentos oculares
Abstract
Homem de 25 anos apresentou diplopia em todas as posições do olhar, associada à movimentação ocular dolorosa, após sofrer traumatismo contuso em região orbitária direita. Tomografia computadorizada revelou fratura isolada indireta de parede medial de órbita direita. A correção cirúrgica da fratura levou ao desaparecimento da queixa de diplopia e melhorou o campo de visão binocular.
Keywords: Fraturas orbitárias; Traumatismos oculares; Diplopia; Estrabismo; Movimentos oculares; Visão binocular; Campos visuais; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Determinar a prevalência de erros refrativos, estrabismo, ambliopia e anisometropia nas crianças pertencentes à população em estudo, utilizando dois métodos de rastreamento (triagem na escola e triagem durante o dia da vacinação contra a poliomielite). MÉTODOS: Foram examinadas 2.640 crianças, residentes da cidade de São Caetano do Sul, entre zero e seis anos de idade, divididas em duas amostras (A e B). A amostra A consistiu de 476 crianças que foram examinadas por dez oftalmologistas e onze técnicos oftálmicos, durante o Dia Nacional de Vacinação (20 de junho de 1998) contra a Poliomielite. A amostra B consistiu de 2.164 crianças que freqüentavam escolas municipais, entre quatro e seis anos de idade e foram examinadas por dois oftalmologistas durante o ano de 1998. RESULTADOS: Na amostra A, a prevalência de estrabismo foi de 3,36% e de anisometropia foi de 1,26%. O principal tipo de erro refrativo encontrado foi a hipermetropia < 2D. Necessitaram de prescrição óptica 14,11% das crianças. Em relação à amostra B, a prevalência de estrabismo foi de 1,43%. Nas crianças que falharam na triagem, a prevalência de ambliopia foi de 1,39%, 2,8% de anisometropia e necessitaram de prescrição óptica, 56,48%. O principal tipo de erro refrativo encontrado foi o astigmatismo hipermetrópico composto. CONCLUSÃO: Embora em município com perfil socioeconômico privilegiado, a prevalência de estrabismo, anisometropia, ambliopia e erro refrativo não foi inferior à relatada na literatura. Com relação à metodologia de rastreamento, o Dia Nacional de Vacinação contra a Poliomielite mostrou-se eficiente ferramenta metodológica já que houve grande participação da população alvo.
Keywords: Triagem de massa; Ambliopia; Erros de refração; Estrabismo; Fatores socioeconômicos; Participação comunitária; Lactente; Pré-escolar; Criança
Abstract
O artigo descreve as células satélites musculares, marcadores, quantificação e distribuição, fatores de crescimento e hormônios envolvidos na sua regulação, interação com monócitos e macrófagos, respostas funcionais a estados fisiológicos e de doença, modelos genéticos de miopatia e de regeneração muscular, formação de músculo ectópico, formação do músculo e células precursoras, origem das células satélites, células periféricas, musculatura ocular externa e células satélites.
Keywords: Células satélites; Músculo esquelético; Fibra muscular; proteína MyoD
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a camada de fibras nervosas da retina (CFN) por meio da polarimetria a laser, em pacientes em uso crônico de cloroquina. MÉTODOS: Foram estudados 44 olhos de 22 pacientes em uso de cloroquina por doenças reumatológicas, por pelo menos um ano. Como controle, foram incluídos vinte indivíduos sem uso de cloroquina com idade, gênero e raça similares. Foram excluídos os pacientes que apresentavam história familiar de hipertensão ocular ou glaucoma. Ambos os olhos foram submetidos à análise da camada de fibras nervosas da retina, com o aparelho GDx® Nerve Fiber Analyser, pelo mesmo examinador. RESULTADOS: Nos usuários crônicos de cloroquina, verificou-se alteração em mais de dois parâmetros do GDx em 28 olhos (63,6%). Ocorreu também alteração no gráfico "Deviation from normal" com perda de fibras nervosas em 11 olhos (25%). Quando comparado com o grupo controle, os parâmetros que demonstraram diferença estatisticamente significante foram: Superior Ratio, Inferior Ratio, Superior Nasal, Elipse Modulation, The Number, Superior Average e Superior Integral. Houve também associação estatisticamente significante entre o tempo de uso de cloroquina e perda da CFN. CONCLUSÕES: Comprovou-se a associação entre o uso crônico da cloroquina e a alteração da CFN detectada pelo GDx. Desta forma, esses resultados podem contribuir para o diagnóstico precoce da perda de fibras nervosas na retinopatia por cloroquina.
Keywords: Cloroquina; Fibras nervosas; Retina; Doenças reumáticas; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Estudo de casos e controles
Abstract
A posição viciosa de cabeça é uma condição compensatória que visa proporcionar aos pacientes melhor rendimento visual. Pode ser causada por problemas oftalmológicos, como distúrbios oculomotores (nistagmos, estrabismos) e altos astigmatismos. No entanto, compromete a estética e, a longo prazo, pode causar transtornos ortopédicos (coluna cervical) e assimetrias faciais. Relatamos o caso de uma garota, JL, 8 anos, com cabeça inclinada para esquerda havia vários anos. Fazia uso de óculos prescritos em outro serviço para correção de astigmatismo misto: OD= +2,00 DE Ç -5,50 DC a 180º e OE= +2,25 DE Ç -5,75 DC a 180º. No exame oftálmico, a paciente apresentava cabeça inclinada para a esquerda e acuidade visual com correção de 0,5 no OD e 0,7 OE. Os testes de cobertura simples e alternado não evidenciaram desvio ocular. Rotações oculares, biomicroscopia e fundoscopia também não mostraram alterações. Na refratometria sob cicloplegia e teste de lentes foram encontrados: OD= +3,50 DE Ç -6,00 DC a 10º e OE= +3,50 DE Ç -6,00 DC a 170º, com acuidade visual igual a 1,0 nos olhos direito e esquerdo. Foram prescritas as lentes encontradas no exame e a paciente retornou com a correção nova sem a inclinação de cabeça. Erros refracionais mal corrigidos também podem gerar torcicolo e, muitas vezes, passam despercebidos. Refratometria sob cicloplegia e teste de lentes são fundamentais para um diagnóstico preciso.
Keywords: Cabeça; Postura; Astigmatismo; Estrabismo; Reflexo vestibulo-ocular; Nistagmo patológico; Músculos oculomotores; Refratometria; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Estudar a camada de fibras nervosas da retina de portadores de esquistossomose mansônica hepatoesplênica. MÉTODOS: Foram submetidos ao exame com o GDx Scanning Laser System, 23 portadores de esquistossomose na forma hepatoesplênica que tinham sido submetidos, quando crianças, a esplenectomia, ligadura da veia gástrica esquerda e auto-implante de tecido esplênico no omento maior. Todos apresentaram pressão intra-ocular menor que 21 mmHg. No grupo controle foram estudados 23 indivíduos com idade e condição socioeconômico-geográfica similar, sem esquistossomose. RESULTADOS: Em apenas um paciente do grupo portador de esquistossomose foram observadas alterações em quatro parâmetros: superior nasal, média superior, média da espessura e número de fibra. Todos os indivíduos do grupo controle apresentaram GDx com parâmetros dentro da normalidade. CONCLUSÃO: No estudo realizado não foi encontrado diferença significante entre os dois grupos. Apenas um paciente mostrou redução da camada de fibras nervosas.
Keywords: Fibras nervosas; Retina; Esquistossomose; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Microscopia eletrônica de varredura
Abstract
OBJETIVOS: Analisar os resultados cirúrgicos, a longo prazo, em uma série consecutiva de pacientes com a seqüência de Möbius, submetidos à correção cirúrgica do estrabismo. MÉTODOS: Dez portadores da seqüência de Möbius atenderam aos critérios de inclusão. Todos apresentaram esotropia no exame pré-operatório maior ou igual a 15 dioptrias prismáticas (DP), variando de 15 a 85. Todos os pacientes demonstraram hipofunção dos músculos retos laterais, seis, apresentaram hipertropia associada maior ou igual que 10 DP e, cinco, anisotropia em A ou em V. Os pacientes foram submetidos de forma consecutiva à cirurgia para a correção do estrabismo em julho de 2002, de acordo com protocolo previamente elaborado. Todos os casos foram reavaliados periodicamente, analisando-se o resultado visual final no segundo ano pós-operatório, quanto a: acuidade visual, desvio ocular, rotações oculares, estética e socialização. RESULTADOS: Os pacientes apresentaram resultado cirúrgico satisfatório final em oito casos, considerando-se um eso ou exo desvio de até 15 DP e uma hipertropia menor que 10 DP. Quatro (40%) pacientes apresentaram correção da anisotropia pré-operatória. Observou-se variação do desvio ocular em posição primária do olhar (entre o 90º dia e o 2º ano pós-operatório) em 9 pacientes (90%), demonstrando que a estabilização da correção cirúrgica do estrabismo requer tempo. CONCLUSÕES: O resultado cirúrgico final mostrou-se bastante satisfatório, elevando a auto-estima dos pacientes e a de seus genitores, facilitando a sua inclusão social.
Keywords: Estrabismo; Síndrome de Möbius; Paralisia facial; Músculos oculomotores; Fixação ocular
Abstract
Este relato de caso descreve achados clínicos de mãe e filho com síndrome de Brown bilateral e discute a possibilidade de predisposição genética.
Keywords: Transtornos da motilidade ocular; Transtornos da motilidade ocular; Estrabismo; Síndrome; Tendões; Músculos oculomotores; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Analisar e comparar os efeitos dos agentes hipotensores tópicos, sobre a pressão intra-ocular (PIO), após capsulotomia posterior com laser Nd:YAG em olhos pseudofácicos de indivíduos não-portadores de glaucoma. MÉTODOS: Cento e quarenta e cinco olhos pseudofácicos foram submetidos à capsulotomia por laser Nd:YAG. Antes da capsulotomia, foram instilados hipotensores: apraclonidina 1% (n=21), brimonidina 0,2% (n=20), dorzolamida 2% (n=23), latanoprosta 0,005% (n=20), pilocarpina 2% (n=20) e timolol 0,50% (n=20). Grupo controle (n=21) recebeu placebo. A PIO foi medida de forma mascarada, 1 hora antes da capsulotomia, 1 e 2 horas após o procedimento. Caso a pressão estivesse maior que 20 mmHg, seria medida após 4 e 24 horas. A capsulotomia foi executada com lente de Abraham, anestesia tópica e com YAG laser. A PIO foi medida com tonômetro de aplanação de Goldmann. Seria considerado hipertensão ocular se o aumento da pressão intra-ocular estivesse acima de 4 mmHg quando comparada aos valores do período de pré-procedimento a laser. A energia média empregada foi de 2,1 ± 1 mJ. RESULTADOS: A PIO pré-procedimento não diferiu estatisticamente entre os grupos. A PIO média de 1h (11,9 ± 3,8) e 2 horas (11,5 ± 3,0) do grupo tratado foi estatisticamente significante inferior à do grupo controle (12,6 ± 2,8) (p=0,001). Para as demais medidas não foram observadas diferenças significantes. Após 2 horas, houve aumento porcentual médio (%) de PIO de 8,7 ± 19,1% (13,5 ± 3,2 mmHg) no grupo controle e de 1,2 ± 26,3% (12,5 ± 3,6 mmHg) no grupo pilocarpina. Para os demais grupos, às 2 horas, observou-se redução porcentual de PIO, nos grupos tratados com apraclonidina de -24,7 ± 15,5% (9,8 ± 2,6 mmHg), brimonidina de -8,9 ± 15,5% (10,1 ± 1,7 mmHg), dorzolamida de -6,9 ± 20,3% (12,1 ± 2,8 mmHg), latanoprosta de -0,4 ± 25,9% (12,1 ± 2,9 mmHg) e timolol de -16,2 ± 14,1% (10,3 ± 1,7mmHg). As diferenças de 2 horas foram significantes (p=0,001). Quanto à freqüência de hipertensão entre os grupos, não houve diferença significante (p=0,148). CONCLUSÃO: A apraclonidina apresentou o maior efeito hipotensor após a capsulotomia com YAG laser quando comparada aos grupos brimonidina, dorzolamida, latanoprosta, pilocarpina, timolol e grupo controle.
Keywords: Hipertensão ocular; Cápsula do cristalino; Lasers; Anti-hipertensivos
Abstract
OBJETIVOS: Analisar as indicações, tipo, complicações do uso de lentes de contato e acuidade visual em crianças de serviços de Oftalmologia público e privado. MÉTODOS: Os dados dos prontuários de 59 crianças usuárias de lentes de contato em serviço privado (Hospital de Olhos de Pernambuco - Grupo 1), e 43 no serviço público (Fundação Altino Ventura - Grupo 2), foram analisados. A coleta de dados incluiu características sociodemográficas, idade da primeira consulta, indicação do uso da lente, tipo de lente, complicações e acuidade visual. RESULTADOS: As mais comuns indicações do uso de lente de contato no grupo 1 foram: ametropia (55,9%), anisometropia (18,6%) e esotropia (16,9%). Neste grupo o leucoma e phthisis não estavam presentes. No grupo 2, as indicações mais comuns foram: anisometropia (23,2%), ametropia e leucoma (18,6%) cada, e phthisis (16,3%). A esotropia não apareceu no grupo 2. O tipo de lente de contato mais prescrita foi a gelatinosa de uso permanente (não descartável) no grupo 1 (45,8%) e no grupo 2 (32,6%). A complicação mais encontrada no grupo 1 foi desconforto (33,3%) e no grupo 2 perda da lente (60%). CONCLUSÕES: A indicação de ametropia predominou nos pacientes privados e as anisometropias nos públicos. O tipo de lente de contato mais prescrita nos dois grupos foi a gelatinosa de uso permanente. A complicação mais frequente no grupo 1 foi desconforto e no grupo 2 perda da lente. A acuidade visual na maioria dos pacientes manteve-se.
Keywords: Lente de contato; Acuidade visual; Crianças; Hospitais públicos; Hospitais privados; Análise comparativa
Abstract
OBJETIVOS: Traçar o perfil do usuário da Sala de Recursos para Deficiente Visual na cidade de Assis - SP, avaliar a porcentagem de deficientes visuais empregados e comparar o emprego com idade, gênero, tipo de deficiência e doença causadora da deficiência, entre dois períodos: de 1984 a 1996 e de 1997 a 2009. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo dos prontuários médicos e da ficha escolar dos portadores de deficiência visual que frequentaram a Sala de Recursos para Deficiente Visual, no período de 1984 a 2009 na cidade de Assis - SP, divididos em dois períodos de 1984 a 1996 (G1) e de 1997 a 2009 (G2). Analisaram-se dados demográficos, a doença que provocou a baixa visão, o tipo de deficiência visual (cegueira ou baixa visão), escolaridade, recursos ópticos, frequência à Sala de Recursos para Deficiente Visual e taxa de emprego. Foi feita associação da taxa de emprego com: idade, gênero, raça/cor, tipo de deficiência e doença nos dois diferentes períodos. RESULTADOS: Foram encontrados 149 deficientes visuais sendo: 61,07% homens, 38,9% mulheres, 82,5% brancos e 17,4% não brancos e a mediana da idade foi de 18 anos. Dos 149 deficientes visuais, 63,75% eram portadores de baixa visão e 36,24% portadores de cegueira. As principais doenças que levaram à deficiência visual dos 149 pacientes foram em ordem decrescente: retinocoroidite por toxoplasmose (17,40%), atrofia óptica congênita (12,10%), alta hipermetropia (8,72%), retinose pigmentar e alta miopia (6,71% cada uma) e glaucoma congênito e catarata congênita (6,04% cada uma). A frequência à Sala de Recursos para Deficiente Visual foi boa em mais de 50% dos pacientes. Estavam trabalhando regularmente 44,7% e 12,3% dos maiores de 14 anos respectivamente nos períodos de 1984 - 1996 e de 1997 - 2009. Não houve diferença entre os dois períodos quanto às características demográficas, tipo de deficiência e doenças, havendo correlação da taxa de emprego apenas com a idade (pacientes com média de idade maior apresentavam maior porcentagem de emprego). CONCLUSÕES: Os deficientes visuais eram na maioria homens, brancos, portadores de baixa visão e portadores de toxoplasmose ocular. Quase metade (44,7%) dos pacientes com mais de 14 anos encontrava-se trabalhando regularmente até 1996 sugerindo que esforços conjuntos de oftalmologistas e educadores auxilia na inclusão social destes pacientes. A taxa de emprego caiu no período de 1997 a 2009 e a de aposentados aumentou.
Keywords: Transtornos da visão; Cegueira; Baixa visão; Emprego; Serviços de saúde comunitária; Socialização
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OBJETIVOS: Determinar as variações no ângulo de posicionamento ocular pós-operatório em pacientes submetidos a cirurgias para correção de estrabismo e identificar possíveis fatores de risco associados a tal ocorrência. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 819 pacientes portadores de estrabismo submetidos à cirurgia para correção do desvio ocular entre janeiro de 1995 e dezembro de 2005 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram divididos em quatro grupos quanto ao tipo de desvio pré-operatório (esotropia alternante, esotropia monocular, exotropia alternante e exotropia monocular) e as variações no posicionamento ocular foram quantificadas em cada grupo. RESULTADOS: A prevalência de variações no posicionamento ocular (pós-operatório) maiores que 10∆ entre o total de pacientes estudado foi de 33,5% (274 pacientes). Entre estes, foi verificada maior frequência de desvios no sentido exotrópico (178 pacientes ou 65,0%) do que no sentido esotrópico (96 pacientes ou 35,0%), diferença esta que foi estatisticamente significativa (teste do qui-quadrado; p<0,001). CONCLUSÕES: Instabilidade no posicionamento ocular pode ocorrer ao longo do tempo em pacientes submetidos a cirurgias de estrabismo. Tal ocorrência reforça a necessidade do desenvolvimento de alternativas terapêuticas a fim de proporcionar maior estabilidade ao sistema oculomotor no pós-operatório de cirurgias de estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Esotropia; Exotropia; Músculos oculomotores; Estrabismo; Transtornos da motilidade ocular; Período pós-operatório
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Relatamos caso de um homem de 66 anos, com antecedente de alta miopia, que referiu baixa de acuidade visual aguda no olho direito. O mapeamento de retina e o exame de tomografia de coerência óptica (OCT) mostraram discreta membrana epirretiniana (ERM) e isquise retiniana. Foi realizada vitrectomia via pars plana com injeção intravítrea de triancinolona, retirada da hialóide posterior, peeling da membrana epirretiniana e tamponamento com gás perfluorpropano (C3F8) a 12%. O paciente permaneceu assintomático por 17 meses, quando queixou-se de novo episódio de baixa de acuidade visual súbita no olho direito e o tomografia de coerência óptica mostrou recorrência da isquise miópica. Ele foi submetido a nova vitrectomia com peeling da membrana limitante interna (ILM). Após 6 meses, a acuidade visual corrigida era de 20/25. A tomografia de coerência óptica mostrou melhora importante da anatomia macular, com área de tração residual observada na arcada inferotemporal, que foi atribuída à rigidez do próprio vaso. A retirada da membrana limitante interna é uma manobra desafiadora em olhos alto míopes, mesmo estando corada. A resolução da isquise miópica pode ser atingida sem o peeling da membrana limitante interna, mas sua remoção deve ser considerada em casos de recorrência.
Keywords: Cirurgia vitreorretiniana; Vitrectomia; Retinosquise; Tomografia de coerência óptica; Miopia/complicações; Miopia degenerativa; Membrana epirretiniana/ cirurgia; Humanos; Relatos de casos
Abstract
Glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva, caracterizada pela perda de células ganglionares e seus axônios. O principal fator de risco que leva à perda de campo visual relacionada ao glaucoma é a elevação da pressão intraocular (PIO) e vários estudos mostraram que a redução da pressão intraocular diminui o risco de progressão do glaucoma. Atualmente, uma nova classe de drogas hipotensoras foi desenvolvida e tem sido cada vez mais estudada, os inibidores da Rho-Kinase. Essas drogas reduzem a pressão intraocular aumentando a drenagem de humor aquoso através da via de drenagem primária do humor aquoso no olho, a malha trabecular. Além de aumentar o escoamento pela malha trabecular, inibidores da Rho-kinase também aumentam a sobrevivência das células ganglionares retinianas após isquemia e aumentam o fluxo ocular sanguíneo.
Keywords: Glaucoma; Pressão intraocular; Quinases associadas a Rho; Humor aquoso; Malha trabecular
Abstract
Objetivo: Avaliar a espessura de coroide (EC) e sua variação durante o teste de sobrecarga hídrica (TSH) em olhos emétropes (EE) e míopes (ME) utilizando a tomografia de coerência óptica Spectral-Domain (SD-OCT). Métodos: Ensaio clinico realizado em um hospital terciário. 30 olhos selecionados randomizadamente, 15 míopes e 15 emétropes de 15 pacientes em cada grupo foram submetidos ao TSH e scans maculares com SD-OCT realizados 10 e 45 minutos após a ingestão de água. Os principais resultados avaliados foram média da EC na região macular pelo SD-OCT e pressão intraocular (PIO) durante o TSH. Resultados: O equivalente esférico médio foi de 0.15 ± 0.24 dioptrias em emétropes e -7,1 ± 1,75 dioptrias nos olhos míopes (p<0,001). Não foram encontradas diferenças estatísticas durante a resposta ao TSH entre EE e ME. EE apresentaram maior EC em comparação com ME, tanto na região foveal (361,4 ± 55,4 vs 257,9 ± 95,3; p<0,001), 3 milímetros nasal à fóvea (158,0 ± 71,8 vs 122,5 ± 54,5; p=0,047) e 3 mm temporal à fóvea (310,6± 52.4 vs 247,6 ± 90,1; p=0,05). Em relação à variação da EC, diferenças estatisticamente significativas foram demonstrados na região foveal, 10 minutos após a ingestão de água em ambos EE e ME, sem diferenças entre os grupos. Moderada correlação entre pico de PIO durante o TSH e EC foi demonstrada em ME ( r=0,52; p=0,04). Conclusão: A diferença na variação da EC provocada pelo TSH não foi estatisticamente diferente entre olhos emétropes e míopes, o que sugere um comportamento semelhante da coroide nestes dois grupos quando submetidos ao TSH. Além disso, a EC é mais fina nos olhos alto míopes, e a variação na EC não explica o aumento da PIO durante o TSH.
Keywords: Miopia; Coroide; Tomografia de coerência óptica; Comprimento axial do olho; Pressão intraocular; Água; Ingestão de líquidos; Osmose
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