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Abstract
Os autores descrevem um caso de otite média aguda pós-perfuração de membrana timpânica, que evoluiu com trombose de seio transverso esquerdo, paresia facial central à direita e paresia troclear bilateral assimétrica. O exame oftalmológico mostrou hipofunção do OS e hiperfunção do OI nos dois olhos, mais intensas no olho direito. O sinal de Bielchowsky era positivo à direita e negativo à esquerda. A acuidade visual estava preservada, além de ausência de papiledema à fundoscopia. A arteriografia cerebral revelou unicamente trombose do seio transverso à esquerda. O tratamento instituido foi antibioticoterapia via oral e cumarínico. Após seis meses de evolução a diplopia persistia apenas em infralevoversão, porém persistia a paresia facial central à direita. Não se encontrou na literatura relato semelhante ao descrito.
Keywords: Paresia; Nervo troclear; Trombose dos seios intracranianos; Otite; Relato de caso
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A osteopetrose congênita é uma rara desordem genética autossômica recessiva caracterizada por osso esclerótico associado a anormalidades hematológicas e neurológicas. Os autores fazem revisão da literatura e relatam um caso de uma criança do sexo feminino com 2 anos e 5 meses de vida apresentando amaurose bilateral por osteopetrose congênita.
Keywords: Osteopetrose; Osteopetrose; Cegueira; Relato de caso; Criança
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Keywords:
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A miastenia gravis é uma doença crônica, caracterizada por fatigabilidade anormal de músculos estriados, podendo acometer grupos musculares isolados ou tornar-se generalizada. Os autores descrevem um caso de miastenia gravis congênita generalizada e oftalmoplegia parcial em um paciente de 10 anos de idade, portador de sintomas sistêmicos motores e de ausência na adução, abdução e elevação em ambos os olhos e com ptose palpebral bilateral, sendo reduzida à função de infraversão. O paciente foi diagnosticado aos dois anos e seis meses, sendo iniciado tratamento com piridostigmina em doses subterapêuticas, sem alteração importante no quadro clínico. Aos quatro anos de idade, procurou esta instituição, sendo ajustada à dose da medicação, seguindo-se melhora significativa dos sintomas motores sistêmicos, melhora parcial da ptose palpebral e sem alteração na oftalmoplegia externa.
Keywords: Miastenia gravis; Miastenia gravis; Piridostigmina/brometo; Oftalmoplegia; Blefaroptose; Relato de Caso
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Os autores descrevem um caso de síndrome de Moebius associada a artogripose múltipla congênita, uma situação rara, sem relatos prévios na literatura latino-americana. A síndrome de Moebius é caracterizada por paralisia dos VII e VI pares cranianos, geralmente associada a outras anomalias ósseas e musculares, mais freqüentemente localizadas na parte distal das extremidades. A artrogripose múltipla congênita consiste de um grupo heterogêneo de alterações, sendo caracterizada por extrema rigidez e contratura das articulações, associada a hipoplasia ou ausência de desenvolvimento muscular e de tecidos moles. Pode ser parte de um complexo de anomalias congênitas multissistêmicas. Uma criança do sexo masculino, de cor branca, 3 anos, apresentava estrabismo convergente, oftalmoplegia, paralisia do VII par craniano e disgenesia da musculatura lingual, alterações compatíveis com a síndrome de Moebius. Associada às alterações oculares, foram encontradas alterações músculo-esqueléticas - mãos e antebraços em flexão e hipotrofia da cintura escapular - compatíveis com artrogripose. Foi realizado o tratamento cirúrgico do estrabismo com boa evolução pós-operatória. Sugerimos que, nos pacientes que apresentam síndrome de Moebius associada a alterações congênitas ósseas e musculares de extremidades, seja investigada a presença de artrogripose, pois acreditamos que tal síndrome não está sendo bem diagnosticada por ser pouco conhecida.
Keywords: Síndrome de Moebius; Artrogripose; Estrabismo; Oftalmoplegia; Relato de caso
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Objetivos: Descrever os achados oftalmológicos, dermatológicos e de microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) de nova distrofia macular associada à síndrome dos cabelos anágenos frouxos (SCAF). Métodos: Uma família de sete pacientes, quatro deles afetados, foi examinada. Os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico completo, teste de cores (Ishihara e Farnsworth D-15), ecografia, angiografia, exames laboratoriais e dermatológico, teste do suor, microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura dos fios de cabelo. Resultados: Em duas irmãs afetadas encontramos no fundo de olho dispersões pigmentares em pólo posterior da retina, com estafiloma da mácula. Em dois irmãos foram encontradas as mesmas dispersões pigmentares em pólo posterior, com maior pigmentação e coloração amarelada em área macular e sem estafiloma. A avaliação na microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura dos indivíduos afetados confirmou a SCAF. Em uma mulher e em um homem não afetados todos os exames foram normais, exceto que na MO e MEV encontramos algumas semelhanças com os indivíduos afetados. Quanto ao modo de herança, o heredograma é compatível com herança autossômica recessiva com expressão parcial no heterozigoto. Conclusões: Há somente um relato na literatura internacional da associação de SCAF e coloboma ocular. Neste trabalho descrevemos os achados de nova distrofia macular associada à síndrome dos cabelos anágenos frouxos, distrofia cujos achados fundoscópicos são diferentes entre homens e mulheres. Por se tratar do primeiro relato na literatura, os achados descritos sugerem fortemente que esta associação pode ser parte de uma nova entidade nosológica.
Keywords: Alopecia; Cabelo; Síndrome dos cabelos anágenos frouxos; Distrofias hereditárias da córnea; Microscopia eletrônica de varredura; Hipotricose
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OBJETIVOS: 1. Verificar a capacidade de cola do adesivo biológico de fibrina quando utilizado para reduzir o arco de contato do músculo reto superior com a esclera de coelhos. 2. Comparar a redução da função do músculo reto superior tratado com a função do músculo reto superior contralateral, utilizado como controle. MÉTODOS: A amostra foi constituída por 30 coelhos, 60 olhos. Em cada coelho, realizou-se mioescleropexia posterior com adesivo biológico em um dos olhos (30 olhos), enquanto o outro serviu como controle (30 olhos). Todos os animais foram sacrificados após 60 dias pós-operatórios. Avaliaram-se a hipofunção muscular e o tamanho da aderência mioescleral produzida imediatamente pela cirurgia e após 60 dias. RESULTADOS: O coágulo de fibrina formou-se imediatamente à sua aplicação no músculo, e as fibras musculares apresentaram-se aderidas em poucos segundos à esclera. Todos os olhos operados com adesivo bio-lógico de fibrina demonstraram hipofunção muscular após 60 dias, quando comparada ao músculo contralateral. O tamanho do coágulo formado inicialmente, relacionado às medidas obtidas após 60 dias, demonstrou uma porcentagem de redução de 28,48% e uma correlação ascendente e positiva (r=0,367204), porém fraca, elucidando a existência de múltiplas variáveis influenciando nessa redução. Não houve sinais de hiperemia, secreção conjuntival, ou qualquer outra complicação atribuída à cirurgia, ao final de 60 dias. CONCLUSÃO: O adesivo biológico de fibrina provoca adesão músculo-escleral, encurtando o arco de contato, ocasionando a hipofunção desejada. A aplicação do adesivo facilita a mioescleropexia posterior, evitando a possibilidade de perfuração ocular.
Keywords: Adesivo tecidual de fibrina; Músculos oculomotores; Técnicas de sutura; Animal; Coelhos
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Miopatia mitocondrial é um distúrbio genético caracterizado por oftalmoplegia externa crônica progressiva e ptose palpebral superior, apresentando-se a partir da 3ª e 4ª década de vida. Os autores revisaram a literatura e relataram 2 casos do sexo feminino com diplopia à leitura.
Keywords: Miopatias mitocondriais; Oftalmoplegia externa progressiva crônica; Diplopia; Relatos de casos
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OBJETIVOS: Avaliar a prevalência da retinopatia da prematuridade em prematuros atendidos no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, oriundos da Maternidade Darcy Vargas no período de junho de 1992 a junho de 1999. Descrever os fatores de risco que predispõem ao desenvolvimento da retinopatia da prematuridade na Maternidade Darcy Vargas e estabelecer critérios para melhorar o "screening". MÉTODOS: Foram selecionados 286 prematuros dentro dos critérios pré-definidos (idade gestacional menor que 37 semanas, primeiro exame com 4-12 semanas de vida, mínimo de três consultas oftalmológicas até 180 dias de vida e estar cadastrado no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem. Procedeu-se à análise do grupo total de prematuros para classificá-los no Grupo I (sem retinopatia da prematuridade) e Grupo II (com retinopatia da prematuridade) e descreveram-se os fatores relacionados com a presença ou não da retinopatia da prematuridade nos prematuros. Para avaliação da freqüência da retinopatia da prematuridade e dos fatores associados à sua ocorrência foram utilizados os testes Qui-quadrado ou teste Exato de Fisher. Nível de significancia de 5%. RESULTADOS: Duzentos e vinte e oito prematuros não apresentaram retinopatia da prematuridade (grupo I) e 58 apresentaram (grupo II). A prevalência da retinopatia da prematuridade foi de 20%, sendo 9% no estádio 1, 7% no estádio 2, 4% no estádio 3 e 1% no estádio 4 a. Os fatores mais envolvidos foram: peso ao nascimento (p<0,0001), oxigenoterapia (p<0,0000), idade gestacional (p=0,0006), doenças pulmonares (p=0,0041), transfusão sanguínea (p=0,0002), alterações sistema nervoso central (p=0,0259), infecções graves (p=0,0278) e Apgar menor que 7 no primeiro minuto (p=0,0442). Os prematuros que necessitaram de tratamento tinham menos que 1.399 g e 33 semanas. CONCLUSÃO: Com base nestes dados a prevalência de retinopatia da prematuridade é de 20%. Os prematuros de risco para retinopatia da prematuridade se concentram abaixo de 1.400 g e 33 semanas. Prematuros maiores devem ser observados quando apresentam um ou mais dos fatores de maior risco (oxigenoterapia, transfusão de sangue, doenças pulmonares, alterações sistema nervoso central, infecções graves e Apgar menor que 7 no primeiro minuto).
Keywords: Prematuro; Retinopatia da prematuridade; Fatores de risco
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OBJETIVO: Comparar o nível sérico de testosterona total entre mulheres pós-menopausa divididas em 3 grupos: controle, olho seco leve a moderado e olho seco intenso. MÉTODOS: No ambulatório de climatério foram selecionadas 29 mulheres pós-menopausa que não faziam reposição hormonal há pelo menos 8 semanas. Critérios de exclusão: alterações palpebrais mecânicas, pterígio, obstrução de vias lacrimais, inflamação intra-ocular e uso de lente de contato. As mulheres selecionadas foram submetidas à dosagem de testosterona total, aplicação do questionário OSDI (Ocular Surface Disease Index) e exame oftalmológico para detecção de olho seco. As mulheres foram divididas em 3 grupos conforme o resultado do escore OSDI e do exame oftalmológico. RESULTADOS: Cinco pacientes foram classificadas como ausência de olho seco, 15 com olho seco leve a moderado e 4 com olho seco intenso. Não houve diferença estatisticamente significativa entre a média dos valores das idades (p=0,3915); nível de instrução (p=0,9333); doenças associadas (p=0,2551); tipo de medicação utilizada (p=0,2844) e nível sérico de testosterona total entre os grupos (p=0,1275). CONCLUSÃO: Não encontramos diferença estatisticamente significativa entre o nível de testosterona total entre mulheres pós-menopausa com olho seco. Novos estudos clínicos com maior amostra são necessários para melhor esclarecer a relação dos níveis séricos dos androgênios nos portadores de olho seco.
Keywords: Síndromes do olho seco; Testosterona; Hormônios; Pós-menopausa; Questionários
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OBJETIVOS:A proposta deste trabalho é criar base de dados clínicos e cirúrgicos informatizada, usando programa de computador (software), no qual pacientes com 19 doenças selecionadas da retina e vítreo possam ser incluídos. MÉTODOS: Foram selecionados os principais livros-texto da especialidade para que servissem de base estrutural do protocolo. Utilizou-se também artigos retirados de revistas e de bases de dados ligados à rede internacional de computadores (Internet). A informatização dos dados foi realizada através da interface do programa SINPE© (Sistema integrado de protocolos eletrônicos), desenvolvido no Laboratório de Informática e Multimídia do Programa de Pós-Graduação em Clínica Cirúrgica do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná. RESULTADOS: Com a informatização dos dados, criou-se o protocolo mestre, o qual abrange todo o conteúdo em pastas principais, seguido de 19 protocolos específicos originados do mestre e referentes às doenças com dados individualizados de cada uma. O programa, permite coleta de dados de pacientes com suas características clínicas, exames complementares, tratamento realizado e seguimento pós-tratamento. Qualquer fonte de interesse dentro do protocolo pode ser cruzada de acordo com o tipo de estudo desejado. CONCLUSÕES: Os objetivos deste trabalho que eram criar estrutura de informação abrangente e atualizada de doenças vitreorretinianas de interesse, adaptando estes dados a um programa computadorizado (software) específico e incorporar este dispositivo no SINPE© foram atingidos.
Keywords: Base de dados; Retina; Corpo vítreo; Protocolos eletrônicos; Informática médica; Sistemas computadorizados de registros médicos
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A síndrome de ictiose folicular, alopecia e fotofobia (IFAP) é uma doença rara, com possível modo de herança ligado ao cromossomo X. O paciente apresentou achados oftalmológicos de fotofobia, cicatrizes e erosão corneanas, neovascularização superficial e profunda da córnea e miopia. Foi iniciado uso de lubrificantes e oclusão do ponto lacrimal com discreta melhora da fotofobia. Após uso de retinóide sistêmico (Acitretina) por três meses e posterior transplante de membrana amniótica no olho esquerdo apresentou melhora importante da fotofobia, das erosões corneanas e do desenvolvimento neuropsicomotor.
Keywords: Ictiose; Alopecia; Fotofobia; Ictiose; Alopecia; Fotofobia; Ictiose; Alopecia; Fotofobia; Retinóides; Âmnio; Cromossomos humanos X; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Comparar a estrutura retiniana da mácula e fóvea entre prematuros com retinopatia da prematuridade (ROP) estágios II e III pós-tratamento, com ROP estágios II e III regredida espontaneamente e sem ROP, através de exames de tomografia de coerência óptica (OCT) e da oftalmoscopia binocular indireta (OBI). MÉTODOS: Estudo do tipo transversal, observacional e não cego. Foram incluídas crianças prematuras nascidas entre 06/1992 e 06/2006 e examinadas entre 06/2009 e 12/2010; idade gestacional menor ou igual a 32 semanas e peso ao nascer menor ou igual a 1.599 g; com mínimo de três consultas durante o período de seleção; sem retinopatia da prematuridade ou com diagnóstico de ROP estágios II ou III em pelo menos um dos olhos com regressão espontânea ou após tratamento; máximo de seis meses de idade cronológica para o primeiro exame no serviço; idade cronológica mínima de quatro anos no período da reavaliação. Foram excluídas crianças prematuras que não compareceram ou que não tinham condições clínicas para a realização dos exames de reavaliação. Os prematuros foram divididos em três grupos: G1- com ROP pós-tratamento; G2- com ROP pós-regressão espontânea; e G3- sem ROP. Os exames realizados foram OBI e OCT. RESULTADOS: Vinte e quatro prematuros (48 olhos) apresentaram os critérios exigidos para a pesquisa, com idade média cronológica entre 5 e 6 anos. À OBI, houve diferença estatística significativa para a presença de alterações na retina dos prematuros do grupo G1. No entanto estas alterações corresponderam às lesões cicatriciais deixadas pelo tratamento da ROP, sem comprometimento visível da região macular. À OCT houve diferença estatística significativa para a maior espessura foveal para os prematuros do grupo G1. Considerando-se o olho esquerdo, não houve diferença estatística significativa relacionada à espessura da fóvea entre G1 e G3. Não houve diferença entre os três grupos estudados quanto às alterações encontradas nas camadas da retina ao OCT. CONCLUSÃO: Os prematuros com ROP pós-tratamento apresentaram espessura foveal maior que os prematuros com ROP pós-regressão espontânea e espessura foveal semelhante aos prematuros sem ROP em relação à avaliação do olho esquerdo. Em relação às alterações das camadas da retina detectadas ao OCT, os três grupos foram semelhantes, sem expressão de diferença para o grupo tratado neste estudo.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Mácula lutea; Tomografia de coerência óptica; Oftalmoscopia; Pré-escolar
Abstract
Objetivo: Observar se há diferença nas funções visuais entre os prematuros com retinopatia da prematuridade (ROP) pós-tratamento em relação aos prematuros com retinopatia da prematuridade pós-regressão espontânea. E entre cada um destes grupos com o controle sem ROP. Métodos: Estudo transversal, observacional, não cego. Incluídas crianças prematuras nascidas entre 06/1992-06/2006 e examinadas entre 06/2009 e 12/2010; idade gestacional menor ou igual a 32 semanas e peso ao nascimento menor ou igual a 1.599 g; cadastrados no banco de dados do Hospital de Olhos Sandalla Amin Ghanem; com diagnóstico de retinopatia estágio II ou III em pelo menos um dos olhos com regressão espontânea ou por tratamento da ROP e sem retinopatia da prematuridade; mínimo de três consultas no período de seleção; máximo de seis meses de idade cronológica para o primeiro exame no HOSAG; idade cronológica mínima de quatro anos no período da reavaliação. Foram excluídas crianças prematuras que não responderam ou não foram localizados para os exames de reavaliação; e que não ofereciam condições de realização dos exames, por apresentarem comprometimento severo do sistema nervoso central ou síndromes impeditivas. Os prematuros foram divididos em três grupos: G1- prematuros com ROP pós-tratamento; G2- com ROP pós-regressão espontânea; e G3- sem ROP. Função visual avaliada por meio da acuidade visual (AV), teste de sensibilidade ao contrate (TSC), teste de cores (TC), exame de motricidade ocular e estereopsia. Resultados: Foram examinados 24 prematuros (48 olhos). No grupo G1 formado por 7 prematuros; G2, 8 prematuros e G3, 9 prematuros. AV normal: 64,28% (G1), 87,5% (G2) e 100% (G3); TSC normal: 66,67% (G1), 100% (G2) e 55,56% (G3); TC de Ishihara normal, 100% (G1 e G2) e 86% (G3); TC de Farnsworth normal: 20% (G1), 75% (G2) e 50% (G3). Estereopsia normal: 0,00% (G1), 25% (G2) e 3,5% (G3). Estrabismo: 37% (G2), 0,00% (G1 e G3). A prevalente tendência de respostas abaixo do esperado no TSC e TC entre os prematuros do grupo G3 exige novos estudos sobre o assunto em prematuros com maior idade. Conclusão: As funções visuais não apresentaram diferença entre os três grupos de prematuros estudados.
Keywords: Prematuro; Doenças do prematuro; Retinopatia da prematuridade; Acuidade visual; Pré-escolar
Abstract
Objetivos: Descrever os resultados da aplicação de laser térmico em três casos de descolamento do epitélio pigmentado da retina associado à degeneração macular relacionada à idade. Métodos: Três pacientes com descolamento do epitélio pigmentado seroso avascular receberam tratamento com fotocoagulação a laser de diodo verde. A aplicação em forma de "grid" macular suave, semelhante ao tratamento de edema macular diabético foi realizada após tratamento sem sucesso com antiangiogênico intravítreo. Resultados: Após um ano da aplicação do laser, dois casos obtiveram resolução anatômica, com absorção total do fluido seroso sub-epitelial e melhora da acuidade visual. Houve estabilidade da acuidade visual e redução parcial do fluido sub-epitelial no terceiro caso. Não ocorreram complicações relacionadas ao tratamento até a conclusão deste estudo. Conclusões: A fotocoagulação a laser em "grid" macular produziu regressão do descolamento do epitélio pigmentado seroso avascular associado à degeneração macular relacionada à idade no seguimento de curto prazo. Apesar de necessitar de estudos prospectivos de longo seguimento e com maior tamanho de amostra, trata-se de um método que pode ser aplicado em pacientes selecionados, com ausência de neovascularização sub-retiniana ou componente sub-epitelial fibrovascular.
Keywords: Epitélio pigmentado da retina; Drusas retinianas; Laser; Degeneração macular; Retina
Abstract
RESUMOObjetivos:Avaliar a capacidade da tomografia ocular de coerência de domínio espectral Spectral Domain-Optical Coherence Tomography (SD-OCT) diagnosticar alterações maculares no pré e pós-operatório da cirurgia de catarata e a variação da espessura foveal central (CFT) de acordo com a idade, sexo, presença ou não de oftalmopatias associadas, pelo período de 6 meses após a cirurgia.Método:Estudo prospectivo com pacientes avaliados pela SD/FD-OCT no pré-operatório (dia da cirurgia) e 7, 30, 60, 90 e 180 dias após, no que se refere à EFC e presença de maculopatia.Resultados:Foram avaliados 98 olhos de 98 pacientes, 35 homens e 63 mulheres. O estudo mostrou a seguintes médias: idade = 71,4 anos, AV pré-operatória = 0,27, AV final = 0,73. Vinte-um olhos eram de pacientes com diabetes mellitus (DM), 10 apresentavam degeneração macular relacionada à idade (AMD), 3 com membrana epirretiniana e 4 tinham glaucoma. Sessenta olhos apresentavam-se normais, ou seja, sem outras oftalmopatias (NOO). Avaliando a EFC do grupo NOO observou-se uma CFT média no pré-operatório de 222 μm, que mostrou um aumento progressivo até o 60o dia de pós-operatório, quando atingiu média de 227,2 μm. Não foi observado edema macular cistóide do pseudofácicos. Ao comparar a diferença entre a CFT média de pacientes NOO e pacientes diabéticos, observou-se que os valores são significativos (p<0,001) a partir do 30º dia de pós-operatório. Quatro olhos apresentaram, pela oftalmoscopia, diagnóstico pré-operatório de DMRI. Após a realização do exame de OCT, horas antes da cirurgia, observou-se que mais 6 pacientes apresentavam AMD. Do total de 98 olhos, 10 tiveram o diagnóstico de maculopatia somente pelo exame de OCT. A oftalmoscopia binocular indireta (BIO) não foi capaz de detectar tais alterações.Conclusão:O OCT diagnosticou doenças maculares pré-operatórias em 21,4% dos pacientes, sendo mais efetivo que a BIO (11,2%). Mostrou um aumento progressivo da CFT em diabéticos até 180 dias de pós-operatório. Detectou que a CFT é maior em pacientes do sexo masculino, e que a CFT dos pacientes com mais de 70 anos é maior que em pacientes mais jovens.
Keywords: Extração de catarata; Fóvea central; Diabetes mellitus; Tomografia de coerência óptica; Acuidade visual
Abstract
RESUMOObjetivos:Avaliar e comparar as alterações topográficas da córnea após a vitrectomia via pars plana com o sistema transconjuntival sem suturas de 23 gauge (g) e 25 g e com o sistema tradicional de vitrectomia via pars plana 20 g.Método:Neste estudo prospectivo, as alterações topográficas da córnea foram avaliadas em 45 olhos de 45 pacientes, divididos em 3 grupos de acordo com o sistema de vitrectomia utilizado (20, 23 e 25 g). Todos os pacientes foram submetidos a topografia corneana computadorizada utilizando-se o topógrafo EyeSys System 3000 antes da cirurgia, e com 1 semana, 1 mês e 3 meses após a cirurgia.Resultados:No período pós-operatório, no grupo de vitrectomia 20 g, foram encontradas alterações estatisticamente significativas nos parâmetros da curvatura corneana estudados, com um aumento médio da curvatura de 0,98 ± 0,18 D (p<0,001) e 0,93 ± 0,21D (p<0,001) após uma semana, e um mês, respectivamente. Não se observou diferença estatisticamente significativa na visita realizada 3 meses após a cirurgia. Nos grupos 23 g e 25 g, não se observaram alterações estatisticamente significativas nos parâmetros da curvatura corneana em nenhum dos momentos analisados no pós-operatório.Conclusão:A vitrectomia transconjuntival sem suturas 23 g e 25 g não induziu alterações topográficas da córnea após a cirurgia, enquanto que a vitrectomia 20 g induziu alterações topográficas da córnea transitórias que retornaram aos níveis pré-operatórios três meses após a cirurgia.
Keywords: Retina; Vitrectomia; Córnea; Topografia corneana; Astigmatismo
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Incontinentia pigmenti (IP) é uma desordem ligada ao X dominante afetando a pele, dentes, olhos e sistema nervoso central. Alterações oculares são comuns e podem levar a severa perda visual. Nós relatamos manifestações oculares de duas jovens pacientes com IP, enfatizando a assimetria da condição em cada olho e também alterações retinianas que possam ocorrer. Tratamento a laser na periferia isquêmica da retina gera bons resultados e estabiliza a visão.
Keywords: Incontinência pigmentar/diagnóstico; Incontinência pigmentar/terapia; Terapia a laser; Relatos de casos
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