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Abstract
OBJETIVO: Relatar a prevalência de cistos iridociliares em olhos de pacientes submetidos à biomicroscopia ultra-sônica (UBM). MÉTODOS: Analisaram-se retrospectivamente as imagens de UBM de 1.557 pacientes examinados de setembro de 1995 a junho de 2004. O critério de inclusão foi a UBM ter sido realizada nos quatro quadrantes (superior, inferior, nasal e temporal) do globo ocular. Avaliaram-se e classificaram-se os cistos quanto: a) ao número em cada quadrante; b) ao quadrante de localização; c) à morfologia, medindo o maior diâmetro (vertical ou horizontal), a maior espessura da parede e a área da lesão cística; d) à área de recesso angular (ARA) para cada um dos quadrantes em que havia cisto; e) à hipótese diagnóstica e/ou indicação da UBM. Utilizou-se o "software" UBM Pro 2000 para medir o diâmetro, a espessura da parede, a área do cisto e a ARA. RESULTADOS: Foram encontrados 103 cistos em 56 pacientes correspondendo à prevalência de 4,9% numa amostra de 1.132 pacientes selecionados. Dos 1.132 pacientes, 650 (57,4%) eram do sexo feminino e 482 (42,6%) eram do sexo masculino. Dos 56 pacientes com cisto, 37 (66,1%) eram do sexo feminino e 19 (33,9%) eram do sexo masculino. Dos 1.480 olhos examinados, 774 (52,3%) eram olhos direitos e 706 (47,7%) eram olhos esquerdos. Foram encontrados cistos em 38 (64,4%) olhos direitos e 21 (35,6%) olhos esquerdos. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os sexos nem entre os olhos direito e esquerdo. Os cistos com maior média de diâmetro e área estavam localizados nos quadrantes temporal e superior, onde foram encontrados os menores valores de grau de abertura do seio camerular. CONCLUSÕES: Os cistos iridociliares são mais prevalentes nos quadrantes inferior e temporal. Os cistos de maior diâmetro e área situam-se nos quadrantes temporal e superior onde encontram-se menores valores médios de grau de abertura do seio camerular. A espessura da parede dos cistos é praticamente a mesma nos quatro quadrantes. Em 64,3% dos pacientes, a presença de cistos foi um achado ocasional do exame de UBM.
Keywords: Prevalência; Cistos; Neoplasias da íris; Microscopia; Ultra-sonografia
Abstract
OBJETIVO: Comparar os efeitos cardiovasculares e midriáticos da fenilefrina tópica nas concentrações de 2,5 e 10,0%. MÉTODOS: Ensaio clínico do tipo caso controle, randomizado, com auto-emparelhamento. Foram monitoradas a freqüência cardíaca (FC), a pressão arterial (PA) e a midríase em voluntários sadios, com idade entre 18 e 45 anos, após a instilação da fenilefrina a 2,5 e a 10,0% em duas ocasiões diferentes. RESULTADOS: A amostra foi constituída de 28 voluntários, sendo 17 do sexo masculino e 11 do sexo feminino, com a idade média de 26,5 anos. Não foi verificado nenhum padrão de mudanças com relação à freqüência cardíaca e à pressão arterial sistólica. Com relação à pressão arterial diastólica média dos indivíduos, não foi encontrada variação significativa após a instilação da fenilefrina a 2,5% nos tempos de um, cinco, dez e 30 minutos, o que se revelou bem diferente quando do uso da fenilefrina a 10,0%, com a qual houve aumento da pressão arterial diastólica média após cinco e dez minutos, e subseqüente queda após 30 minutos, porém sem significância estatística. A midríase foi maior com a fenilefrina a 10,0% nos dois olhos, sendo a diferença estatisticamente significativa. CONCLUSÕES: Observou-se maior efeito midriático da fenilefrina a 10,0%, quando comparada a 2,5%, com significância estatística. Já com relação aos efeitos cardiovasculares não houve diferença estatística entre as duas concentrações.
Keywords: Fenilefrina; Freqüência cardíaca; Pressão arterial; Midriáticos; Sistema cardiovascular; Soluções oftalmológicas; Oftalmologia
Abstract
OBJETIVOS: Estabelecer o perfil dos pacientes com glaucoma agudo primário (GAP) e proceder a uma análise clínica e morfométrica comparativa entre o olho que sofreu a crise de GAP e o olho contralateral (OCL). Métodos: Estudo prospectivo. Foram avaliados pacientes no período de setembro de 2005 a março de 2007. Critério de inclusão: diagnóstico de GAP. Critérios de exclusão: catarata (exceto "glaukomflecken") à biomicroscopia que acarrete baixa acuidade visual ou miopização, glaucomas secundários, sinais de crise GAP prévio ou de procedimento cirúrgico anterior no OCL, impossibilidade de controle clínico do GAP, íris em platô. Foram avaliados: incidência do GAP, idade, sexo, raça, história familiar de glaucoma, acuidade visual com (AVCC) e sem correção (AVSC) na escala decimal, equivalente esférico (EE), escavação do disco óptico (E/D), gonioscopia, ceratometria (K), espessura central da córnea (ECC) e dados ecobiométricos [profundidade central da câmara anterior (PCCA), diâmetro axial ântero-posterior do olho (AXL), espessura do cristalino (CR)], e relação espessura do cristalino e diâmetro axial (CR/AXL). RESULTADOS: Foram admitidos 1346 pacientes no período de setembro de 2005 a março de 2007, 28 (2,1%) tiveram o diagnóstico de GAP. A incidência de GAP no SGHSG (Serviço de Glaucoma do Hospital São Geraldo) foi de 20,8 por 1000 atendimentos. Os pacientes com GAP eram, na grande maioria, do sexo feminino, leucodérmicos, com história familiar negativa para glaucoma e média de idade de 59,6 anos. Na comparação entre olhos com GAP e os OCLs verificou-se diferença estatisticamente significativa nos seguintes parâmetros clínicos: AVSC (GAP:0,27 ± 0,32; OCL:0,57 ± 0,33, p=0,000); AVCC (GAP:0,53 ± 0,44; OCL:0,88 ± 0,23, p=0,000); EE (GAP: +0,49 ± 1,98; OCL: +1,21 ± 2,03, p=0,007); E/D (GAP: 0,51 ± 0,28; OCL: 0,42 ± 0,20; p=0,031). Além disso, à gonioscopia, os olhos com GAP apresentaram com maior freqüência os seios camerulares fechados quando comparados com os OCLs. Os olhos com GAP apresentaram: K médio de 45,21 ± 1,96 D, ECC média de 534,46 ± 34,15 mm, PCCA média de 2,43 ± 0,28 mm; AXL médio de 21,68 ± 0,96 mm, CR média de 4,85 ± 0,32 mm, e a relação CR/AXL de 2,24 ± 0,16. Os OCLs apresentaram: K médio de 44,92 ± 1,86 D, ECC média de 533,18 ± 31,41 mm, PCCA média de 2,51 ± 0,29 mm; AXL médio de 21,82 ± 0,92 mm, CR média de 4,85 ± 0,36 mm, e a relação CR/AXL de 2,23 ± 0,18. Houve diferença estatisticamente significativa apenas na comparação de K e PCCA, entre os olhos que tiveram GAP e os OCLs. CONCLUSÕES: A incidência de GAP foi de 20,8/1000, sendo mais freqüente em mulheres, leucodérmicas, com história familiar negativa para glaucoma e média de idade de 59,6 anos. Os olhos com GAP apresentaram, de modo estatisticamente significativo, pior acuidade visual, menor equivalente esférico hipermetrópico, maior escavação do disco óptico, maior K médio e menor PCCA que os OCLs.
Keywords: Glaucoma; Acuidade visual; Topografia da córnea; Biometria
Abstract
O termo íris em platô foi primeiramente inventado em 1958 para descrever a configuração da íris de um paciente. Dois anos depois o conceito de íris em platô foi publicado. Em 1977, a configuração de íris em platô foi classicamente definida como alterações pré-cirúrgicas de um olho com uma profundidade de câmara anterior relativamente normal, íris plana pela biomicroscopia convencional, mas mostrando um ângulo extremamente estreito ou fechado pela gonioscopia. Por outro lado, a síndrome de íris em platô foi definida como uma crise de glaucoma agudo em um olho com uma profundidade de câmara anterior relativamente normal e uma iridectomia patente ao exame direto, apresentando fechamento angular confirmado pela gonioscopia após midríase. Em 1992, as alterações anatômicas dessa anomalia foram estudadas utilizando a biomicroscopia ultra-sônica. Finalmente, a configuração de íris em platô refere-se à alteração anatômica em que há a angulação anterior da periferia da íris, do seu ponto de inserção na parede do ângulo iridocorneal e centralmente, com anteriorização dos processos ciliares, diagnosticada pela biomicroscopia ultra-sônica. O tratamento clínico da síndrome da íris em platô pode ser feito com a administração tópica de pilocarpina, porém o tratamento definitivo é feito com a iridoplastia periférica com o laser de argônio.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Câmara anterior; Gonioscopia; Doenças da íris; Síndrome
Abstract
OBJETIVO: Comparar características morfométricas entre olhos contralaterais com fechamento angular primário agudo (FAPA) e olhos glaucomatosos ou suspeitos com ângulo estreito (AE). MÉTODOS: Olhos contralaterais de 30 pacientes com FAPA unilateral e olhos de 30 pacientes com AE foram avaliados através da biomicroscopia ultra-sônica (BUS) no claro e escuro. Parâmetros da BUS como a profundidade central de câmara anterior (PCA), distância da abertura angular a 250 µm/500 µm do esporão escleral (AOD250/AOD500), distância entre o processo ciliar e o trabeculado (TCPD) e distância do contato iris-cristalino (ILCD) foram medidos nos quadrantes superior (QS) e inferior (QI). RESULTADOS: Diferenças significativas entre olhos contralaterais de FAPA e olhos com AE foram encontradas na PCA, p<0,001; AOD250 no QS e QI, p<0,001; AOD500 no QS e QI, p<0,001; TCPD no claro, p=0,010 e TCPD no escuro no QS, p=0,031; e TCPD no claro no QI, p=0,010. Diferenças significativas entre exames no claro e escuro realizados em olhos contralaterais com FAPA foram encontradas na ILCD (p=0,009) no QS e ILCD no QI (p=0,006), e em olhos com SE na ILCD no QS (p=0,047) e ILCD no QI (p<0,001). CONCLUSÕES: Olhos contralaterais de FAPA apresentam um segmento anterior mais aglomerado e uma PCA menor que olhos com AE. ILCD diminui em ambos os grupos quando as condições de iluminação mudam do claro para o escuro.
Keywords: Olho; Microscopia; Ultra-sonografia; Biometria; Câmara anterior; Câmara anterior; Segmento anterior do olho; Segmento anterior do olho
Abstract
OBJETIVO: Comparar, biometricamente, olhos portadores de configuração da íris em platô (CIP) e olhos portadores de glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito. MÉTODOS: Estudo prospectivo comparativo envolvendo 20 olhos de 11 pacientes portadores de íris em platô e 45 olhos de 27 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito. Os parâmetros avaliados foram: curvatura corneana, espessura central da córnea, profundidade central da câmara anterior, espessura do cristalino (EC), comprimento axial (CAx), relação entre a espessura do cristalino e o comprimento axial (EC/CAx), posição do cristalino (PC) e posição relativa do cristalino (PRC). RESULTADOS: Os olhos com íris em platô apresentaram valores ceratométricos superiores àqueles dos olhos com glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito, embora sem diferença clínica ou estatística (P=0,090). Os olhos com configuração da íris em platô apresentaram maior espessura central da córnea com diferença estatisticamente significativa, quando comparados aos olhos com CIP (P=0,010). Diferença estatisticamente significativa foi encontrada entre os olhos com configuração da íris em platô e os olhos com glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito no CAx (21,69 ± 0,98 vs. 22,42 ± 0,89; P=0,003). Não houve diferença significativa entre: profundidade central da câmara anterior (2,62 ± 0,23 e 2,71 ± 0,31; P=0,078); EC (4,67 ± 0,36 e 4,69 ± 0,45; P=0,975); EC/CAx (2,16 ± 0,17 e 2,10 ± 0,21; P=0,569); PC (4,95 ± 0,25 e 5,06 ± 0,34; P=0,164) e PRC (0,23 ± 0,01 e 0,22 ± 0,14; P=0,348). CONCLUSÃO: Os olhos com configuração da íris em platô possuem menor comprimento axial e maior espessura central da córnea em comparação aos olhos com glaucoma primário de ângulo aberto com seio camerular estreito, com significância estatística.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Câmara anterior; Gonioscopia; Doenças da íris; Pressão intraocular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Investigar, através de imagens de biomicroscopia ultrassônica, a presença de configuração da íris em platô em olhos com seio camerular estreito em portadores de glaucoma primário de ângulo aberto e em olhos com fechamento angular primário agudo. Avaliar as características biométricas nestes olhos, comparando-os a olhos normais. MÉTODOS: As imagens de biomicroscopia ultrassônica foram analisadas retrospectivamente, sendo que 196 pacientes eram portadores de glaucoma primário de ângulo aberto e 32 pacientes eram portadores de fechamento angular primário agudo. O critério de inclusão para configuração da íris em platô baseado em imagens de biomicroscopia ultrassônica foi definido pela presença de corpo ciliar posicionado anteriormente, íris acentuadamente angulada em seu ponto de inserção seguida de uma angulação descendente a partir da parede corneoescleral, íris central plana e sulco ciliar ausente (configuração da íris em platô completa) ou parcialmente ausente (configuração da íris em platô incompleta). Os parâmetros biométricos medidos pela biomicroscopia ultrassônica foram comparados entre os olhos com configuração da íris em platô completa e incompleta. Os mesmos parâmetros de ambos os grupos foram comparados com os de olhos normais. Foram medidos: profundidade central da câmara anterior; a distância da abertura do ângulo a 500 µm do esporão escleral; a espessura da íris a 500 µm do esporão escleral; a distância íris-processo ciliar, a distância faixa trabecular-processo ciliar e a área de recesso angular. RESULTADOS: A configuração da íris em platô foi encontrada em 33 olhos de 20 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto (10,2% de um total de 196) e 4 olhos de 2 pacientes portadores de fechamento angular primário agudo (6,3% de um total de 32). Dezessete (77,3%) eram do sexo feminino e 5 (22,7%) do sexo masculino. Dos 37 olhos, 23 (62,2%) apresentaram configuração da íris em platô completa e 14 (37,8%) apresentaram configuração da íris em platô incompleta. Olhos com configuração da íris em platô completa e incompleta apresentaram características biométricas muito similares exceto para a distância íris-processo ciliar. Olhos com configuração da íris em platô possuem características biométricas completamente diferentes das de olhos normais exceto a espessura da íris a 500 µm do esporão escleral. CONCLUSÕES: A configuração da íris em platô esteve presente em 10,2% dos pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto e em 6,3% dos pacientes portadores de fechamento angular primário agudo. Entre a configuração da íris em platô completa e incompleta, foi encontrada diferença estatisticamente significativa apenas na distância íris-processo ciliar. Quando comparados olhos normais e olhos com configuração da íris em platô, todos os parâmetros apresentaram diferenças altamente significativas, à exceção de espessura da íris a 500 µm do esporão escleral.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Câmara anterior; Gonioscopia; Doenças da íris
Abstract
Objetivo: Comparar, clinica e biometricamente, olhos acometidos por fechamento angular primário agudo (FAPA) com seus contralaterais e olhos com glaucoma primário de ângulo aberto e estreito. Métodos: Série de casos comparativos; 30 pacientes com FAPA e 27 glaucomatosos com ângulo estreito (AE) foram avaliados. Olhos afetados por FAPA e seus contralaterais foram analisados. Ceratometria (K), espessura corneana central (ECC), espessura do cristalino (CR), diâmetro antero-posterior do olho (AXL), e profundidade central da câmara anterior (PCA) foram medidos. PC (posição do cristalino) e PRC (posição relativa do cristalino) foram calculadas. Resultados: Diferença biométrica entre olhos afetados por FAPA e seus contralaterais foi encontrada somente na PC (P=0,046). Quando os olhos contralaterais foram comparados com os olhos glaucomatosos com AE, diferenças foram encontradas na PCA (P=0,009), AXL (P=0,010), e CR/AXL (P=0,005). A comparação entre os olhos afetados e os olhos glaucomatosos com AE mostrou diferenças significativas em quase todos os parâmetros biométricos, exceto na CR (P=0,148) e PRC (P=0,374). Verificamos que o modelo de regressão logística (MRL), construído com 3 parâmetros (K, ECC e CR/AXL), quando apresenta valores maiores de 0,334 pode ser um instrumento razoável para diferençar olhos com FAPA de olhos glaucomatosos com AE. Conclusões: O presente estudo mostrou que olhos afetados por FAPA e seus contralaterais apresentam características biométricas similares, e olhos glaucomatosos com AE apresentam um segmento anterior menos aglomerado. O MRL construído mostrou resultados promissores para diferençar olhos com FAPA de olhos glaucomatosos com AE.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Câmara anterior; Biometria
Abstract
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Abstract
Objetivo: Avaliar a estabilidade intraoperatória, segurança e eficácia dos 30 primeiros casos operados com um novo anel expansor de pupilas.
Métodos: Série de casos de 30 olhos de 29 pacientes submetidos a cirurgia de catarata com Anel de Canabrava (AJL Oftalmic, SPAIN). Trata-se do primeiro anel expansor de íris produzido com indentações não alinhadas entre as regiões superiores e inferiores. Devido a isso, apresenta altura vertical de 0,4 mm, diminuindo os riscos de toque endotelial. O diâmetro pupilar dos pacientes era menor que 5 mm. Os diâmetros verticais e horizontais foram avaliados antes, durante e um mês após a cirurgia.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 64 ± 11,8 (desvio padrão) anos. O anel permaneceu estável em todas as cirurgias, exceto uma. Todas as pupilas foram expandidas no intraoperatório para um diâmetro de 6,3 mm. Apesar de patologias pupilares pré-existentes, o diâmetro médio da pupila retornou a um tamanho próximo após 1 mês de cirurgia. Os tamanhos médios da pupila no pós-operatório e pré-operatório foram medidos em 4,41 e 3,77 mm, respectivamente (p<0,05). As complicações pós-operatórias ocorreram em 8 olhos: 1 reativação de toxoplasmose, 1 descolamento de retina, 1 ruptura de cápsula posterior, 1 opacificação da cápsula posterior, 4 sinéquias posteriores. Essas complicações ocorreram nos olhos com patologias traumáticas, infecciosas ou sinéquias pré-existentes.
Conclusão: O Anel de Canabrava parece efetivo na expansão e manutenção de pupilas pequenas submetidas à cirurgia de catarata. O aumento do diâmetro da pupila pós-operatória é clinicamente pouco relevante e provavelmente pode ser atribuído à patologias pré-existentes que afetam as inervações pupilares. Outros estudos em larga escala são necessários para suportar os achados do estudo.
Keywords: Extração de catarata; Miose; Pupila/fisiologia; Próteses e implantes; Expansão de tecido/instrumentação
Abstract
Objetivo: Utilizar aprendizado de máquina para predizer o risco de picos de pressão intraocular às 6 AM em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto e suspeitos.
Métodos: Esse estudo observacional transversal incluiu 98 olhos de 98 pacientes submetidos à curva de 24 horas de pressão intraocular (incluindo as medidas às 6 AM). A curva diurna de pressão intraocular foi definida como uma série de três medidas da curva de 24 horas de pressão intraocular às 8 AM, às 9 AM e às 11 AM. Duas novas variáveis foram apresentadas: inclinação e concavidade. A inclinação da curva às 8 AM foi calculada como a diferença entre pressão intraocular às 9 AM e 8 AM e reflete a variação da pressão intraocular na primeira hora. A concavidade da curva foi calculada como a diferença entre as inclinações às 9 AM e às 8 AM e pode ser para cima ou para baixo. Uma árvore de classificação foi usada para determinar um algoritmo multivariado a partir das medidas da curva diurna para prever o risco de pressão intraocular elevada às 6 AM.
Resultados: Quarenta e nove (50%) olhos apresentaram pressão intraocular às 6 AM >21 mmHg e a mediana do pico de pressão intraocularPIO foi 26 mmHg. Os melhores preditores de pressão intraocular às 6 AM >21 mmHg foram a pressão intraocular às 8 AM e a concavidade. O modelo proposto apresentou uma sensibilidade de 100% e uma especificidade de 86%, com uma acurácia de 93%.
Conclusões: A abordagem de aprendizado de máquina foi capaz de prever o risco de picos de pressão intraocular às 6 AM com uma boa acurácia. Essa nova abordagem para a curva diurna de pressão intraocular pode se tornar uma ferramenta amplamente utilizada na prática clínica e a indicação da curva de 24 horas de pressão intraocular pode ser racionalizada de acordo com a estratificação de risco.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma de ângulo aberto; Suspeita de glaucoma; Pressão intraocular; Aprendizado de máquina
Abstract
O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível em todo o mundo e pode afetar uma ampla gama de atividades diárias, incluindo a direção veicular. Recentemente, estudos que investigam a relação entre o desempenho na condução veicular e o glaucoma têm recebido grande interesse. A avaliação do comportamento de dirigir não é direta porque dirigir é uma habilidade complexa que envolve habilidade multitarefa significativa. Nesta revisão, resumimos trabalhos recentes de estudos clínicos que investigam como o glaucoma pode afetar o desempenho na direção. Pacientes com glaucoma têm maior probabilidade de se envolverem em colisões de veículos motorizados quando comparados a indivíduos saudáveis. Descrevemos aqui como os testes funcionais convencionais realizados em pacientes com glaucoma, como as medições de campo visual por meio de perimetria automática padrão, estão associados ao desempenho na direção. No entanto, o risco de colisão de veículo motorizado não é totalmente atribuível ao comprometimento do campo visual no glaucoma, sugerindo que outros fatores também são responsáveis pela segurança e pelo desempenho. Finalmente, mostramos diferentes estudos sugerindo que os parâmetros dos simuladores de direção podem ser úteis porque eles podem identificar o impacto da perda visual em situações de complexas.
Keywords: Glaucoma; Condução de veículo; Qualidade de vida; Campo visual; Veículos automotores; Acidentes de trânsito
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