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Objetivo: O retinoblastoma é o tumor maligno intraocular mais freqüente da infância. O objetivo deste estudo foi avaliar aspectos clínicos, de diagnóstico, tratamento e prognóstico em pacientes portadores de retinoblastoma atendidos em três centros de referência para esta patologia na cidade do Recife - PE. Métodos: Revisamos 85 prontuários de portadores de retinoblastoma e apresentamos o resultado da análise de 66 destes pacientes, atendidos durante o período de janeiro de 1985 a julho de 1997. Resultados: Apenas 4,5% tinham história pregressa da doença. O sexo masculino foi mais acometido numa razão homem/mulher de 1,12. A média de idade ao surgimento dos primeiros sintomas foi de 23,8 meses, sendo leucocoria e hiperemia ocular os mais freqüentes. A média de idade ao diagnóstico foi de 31,7 meses e a média de idade ao tratamento cirúrgico foi de 32,8 meses. O olho direito, com 42,4% dos casos, foi mais acometido que o esquerdo (37,9%). O tumor era unilateral em 80,3% dos casos e bilateral em 19,7%. Os tumores eram extra-oculares ao diagnóstico em 62,1%, e intra-oculares em 37,9%. O tratamento mais instituído foi a cirurgia associada à quimioterapia, em 47% dos casos. 27,3% dos pacientes tratados foram a óbito e 19,7% abandonaram o tratamento. Conclusões: Os dados encontrados em nosso estado asseme-lham-se àqueles observados em países em desenvolvimento, no que concerne à epidemiologia do retinoblastoma.
Keywords: Retinoblastoma; clínica; diagnóstico; tratamento; prognóstico
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Objetivo: Este estudo observacional transversal controlado visou quantificar os potenciais evocados visuais com estímulo de padrões alternantes (PEV), a espessura e o volume das camadas retinianas com tomografia de coerência óptica (TCO) num grupo de pacientes com doença de Parkinson (DP). Métodos: Quarenta e três pacientes com DP e 38 controles. Procedimentos: pacientes e controles foram submetidos a exames neurológico e oftalmológico detalhados, sendo incluídos pacientes com DP idiopática e excluídos casos com glaucoma ou aumento da pressão intraocular. Todos os participantes foram estudados com PEV e TCO de Fourier, sendo quantificadas as latências de P100, a espessura e o volume das camadas retinianas interna e externa. Resultados: A média das idades e desvio-padrão dos pacientes com DP e controles foram respectivamente 63,1(7,5) e 62,4 (7,2) anos. Os pacientes com DP situaram-se predominantemente nos estágios iniciais de Hoehn-Yahr (34.8% no estágio 1 ou 1.5; 55.8 % no estágio 2). Não foram observadas diferenças entre os dois grupos quanto às latências dos PEV, a espessura e o volume das camadas retinianas. Observamos uma correlação negativa entre a espessura das camadas retinianas e a idade em ambos os grupos. Não se observou diferença significativa quanto à espessura da camada retiniana das fibras do nervo óptico (CRFNO), que foi de 102,7 μm nos pacientes e 104,2 μm nos controles. Conclusões: A espessura das camadas retinianas, os PEV e a espessura da CRFNO foi semelhante nos pacientes com DP e controles. Apesar desse grupo representativo de pacientes com DP e da alta resolução da TCO utilizada neste estudo, mais estudos são necessários para estabelecer o papel da TCO e dos PEV como biomarcadores anatômico e funcional na avaliação da retina e da via visual dos pacientes com DP.
Keywords: Potenciais evocados visuais; Tomografia de coerência óptica/métodos
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Objetivo: Quantificar produtos de degradação de fibrina (PDF) após uso tópico e subconjunctival de ativador de plasminogênio tecidual recombinante (r-TPA) em coelhos. Métodos: Formação de fibrina foi induzida na câmara anterior em 25 coelhos. Cinco coelhos foram submetidos a injeção intracameral de r-TPA (controle positivo). Dez coelhos foram submetidos a injeção subconjuntival de r-TPA e dez coelhos foram submetidos a instilação tópica de r-TPA. Amostras de humor aquoso foram coletados e uma análise quantitativa dos produtos de degradação de fibrina foi realizada. Resultados: Não foi observado diferença estatisticamente significativa na degradação de fibrina em nenhum dos momentos estudados quando comparados com o controle. Porém foi observado diferença estatisticamente significante na quantificação do produtos de degradação de fibrina no grupo controle e no grupo subconjuntival. Conclusão: Produtos de degradação de fibrina foi observado nas amostras do grupo subconjunctival, porém, provavelmente não foi suficiente para degradar a fibrin presente. r-TPA tópico não foi efetivo em absorver fibrina na câmara anterior.
Keywords: Ativador de plasminogênio tecidual; Câmera anterior; Hifema; Complicações pós-operatórias; Animais; Coelhos
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RESUMOObjetivo:Foi determinada a prevalência de lesões similares as da síndrome dos pontos brancos evanescentes (MEWDS) diagnosticados à angiografia, traçando um perfil epidemiológico e destacando os principais aspectos angiográficos encontrados. O objetivo final visa a atentar o examinador menos experiente para identificação desta entidade clínica, muitas vezes subdiagnosticada, além de tranquilizar o paciente acerca do prognóstico da doença.Método:Estudo transversal de todas as angiografias fluorescentes realizadas no período de julho de 2006 a outubro de 2012 (total de 6.111 exames), provenientes dos atendimentos de emergência oftalmológica seguidos de análise angiográfica. Assim, os casos diagnosticados como MEWDS foram estudados no que compete às diferentes manifestações angiográficas desta doença.Resultados:Dentre as 6.111 angiografias analisadas, de pacientes provenientes da emergência, foram detectados 15 casos de MEWDS, com perfil epidemiológico de idade variando entre 13 e 42 anos, sendo 9 homens (60%) e 6 mulheres (40%). Os aspectos angiográficos mais encontrados foram os pontos hiperfluorescentes difusos, pontos hiperfluorescentes associados a manchas hiperfluorescentes em média periferia, e aspecto foveal granulado, este último em aproximadamente metade dos casos (46%).Conclusão:MEWDS possui bom prognóstico pela involução espontânea e dificilmente é diagnosticada, devido ao retardo do acesso do paciente ao atendimento oftalmológico e, principalmente, à angiografia, que evidencia melhor as lesões. Este estudo tornou-se possível em virtude da facilidade do acesso à emergência oftalmológica privada, além de avaliação por oftalmologista experiente e da complementação diagnóstica pela angiofluoresceinografia. O fechamento deste diagnóstico permite tranquilizar o paciente acerca da boa evolução do quadro, além de afastar causas de baixa visual de mau prognóstico.
Keywords: Retina; Angiofluoresceinografia; Escotoma; Baixa visão; Retinite; Doenças retinianas; Síndrome
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Objetivo: Estudar retrospectivamente aspectos clínicos e terapêuticos em crianças portadoras de celulite orbitária e pré-septal. Métodos: Foram analisados 52 prontuários de pacientes com idades variando de um mês a doze anos, internados no período compreendido entre 1990 e 1998, com quadro de celulite orbitária ou pré-septal. Resultados: Trauma foi o fator predisponente mais freqüente das celulites orbitárias e pré-septais na infância, seguido pela sinusite e causas não-definidas. As infecções, na grande maioria, tiveram localização pré-septal (94,2%). As hemoculturas, realizadas em 21 pacientes, resultaram em 71% de negatividade, seguido por positividade para S. aureus (19%), H. influenzae (4,7%) e flora mista (4,7%). Todos os pacientes foram tratados e curados com antibioticoterapia utilizando 16 quimioterápicos em 25 diferentes esquemas terapêuticos. A drenagem cirúrgica foi realizada em apenas 7 pacientes. Conclusão: A despeito da falta de uniformidade e diversidade de esquemas terapêuticos empregados nos casos estudados e da falta de avaliação oftalmológica na maioria dos casos, os pacientes foram curados sem complicações. Tal fato indica a necessidade de estudos prospectivos que visem a elaboração de protocolo terapêutico para as celulites da região orbitária na infância, que leve em consideração a relação custo-benefício positiva.
Keywords: Doenças orbitárias; Celulite; Criança; Pré-escolar
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Introdução: A catarata é responsável por 50% da cegueira no mundo, com um número estimado de 15 milhões de casos que necessitariam cirurgia. Diferentes técnicas para a extração extra-capsular da catarata com implante de lente intra-ocular foram propostas. Objetivo: Comparar as técnicas para extração extra-capsular de catarata com implante de lente intra-ocular utilizando incisão limbar e incisão escleral tunelizada. Métodos: Foram avaliados, prospectivamente, 59 olhos de 54 pacientes com acompanhamento pós-operatório de 6 meses. Aleatoriamente, os pacientes foram divididos em dois grupos. No Grupo I (n=30), a técnica realizada foi a de extração extra-capsular com implante de lente intra-ocular com incisão limbar e no Grupo II (n=29), com incisão tunelizada. Foram avaliadas as medidas da acuidade visual corrigida, inflamação intra-ocular (células e "flare"), tempo de cirurgia, microscopia especular, astigmatismo ceratométrico induzido e paquimetria. Resultados: O tempo de cirurgia, a perda de células endoteliais e o astigmatismo ceratométrico induzido foram estatisticamente maiores no Grupo I que no Grupo II. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos I e II quanto à acuidade visual, a quantidade de células na câmara anterior, a quantidade de "flare" na câmara anterior e paquimetria. Conclusão: A técnica para extração extra-capsular de catarata com incisão tunelizada apresentou vantagens quanto ao tempo de cirurgia, perda de células endoteliais e astigmatismo induzido em relação à técnica com incisão limbar. Os passos utilizados nessa técnica visam facilitar a extração da catarata, além de treinar o cirurgião para uma transição mais segura para facoemulsificação, sem aumentar o custo da cirurgia.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Implante de lente intra-ocular; Técnicas de sutura
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Objetivo: Estudar a topografia de córnea após perfurações oculares grau 1. Métodos: Por meio de estudo clínico transversal controlado, foram realizados exames de topografia computadorizada de córnea (topógrafo EyeTech CT-2000) em ambos os olhos em 21 pacientes que haviam sido atendidos e submetidos à correção cirúrgica de perfuração corneana em um dos olhos pela equipe do Pronto Socorro do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo no período de janeiro a dezembro de 1998. Os olhos contralaterais formaram o grupo controle. Resultados: Quinze pacientes (71%) apresentaram lesões menores que 4 mm. O astigmatismo topográfico no grupo de olhos perfurados foi 2,66 ± 2,64 D, e 0,52 ± 0,25 D no grupo controle. Ao comparar distribuição dos pacientes com astigmatismo topográfico maior ou menor que 2,00 D nas categorias do tamanho médio e da configuração da lesão, observaram-se diferenças estatisticamente significativas (p=0,04 e p=0,02 respectivamente). A localização não mostrou diferença estatisticamente significativa (p=1,00). Não houve diferença estatisticamente significativa (p=0,98) entre o poder dióptrico corneal de olhos perfurados e do grupo controle. A distribuição, quanto ao padrão topográfico corneal, foi semelhante no grupo de olhos perfurados, grupo controle, bem como na literatura. Melhor acuidade visual corrigida melhor ou igual a 0,5 foi encontrado em 81% dos pacientes. Conclusões: O astigmatismo topográfico resultante de lesão de córnea foi maior que o do grupo controle, porém não houve mudança qualitativa do padrão topográfico destes olhos, excluindo os casos de topografia irregular. Confirma-se a correlação do astigmatismo topográfico com o tamanho da lesão, reafirmando-se o tamanho crítico de 4 mm. Perfurações grau 1 têm bom prognóstico visual, ao passo que pior prognóstico é esperado para padrões topográficos irregulares ou lesões maiores que 4 mm.
Keywords: Topografia da córnea; Traumatismos oculares; Ferimentos oculares
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Os autores descrevem um caso de furúnculo nasal que evoluiu com trombose séptica de seio cavernoso, bilateral e assimétrica, e de seios transverso e sigmóide e de veia jugular interna a esquerda, associada à meningite bacteriana, em um paciente previamente hígido. Apesar da trombose séptica extensa de seios venosos, o paciente apresentou boa evolução, após tratamento clínico agressivo com antibióticos, corticosteróides e anticoagulantes. Porém, manteve como seqüela: paresia de VI nervo à esquerda e lesão parcial de nervo óptico homolateral.
Keywords: Trombose do corpo cavernoso; Furunculose; Doenças nasais; Antibióticos; Corticosteróides; Meningite bacteriana; Paresia; Relato de caso
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OBJETIVO: Avaliar os resultados refracionais e a segurança do procedimento cirúrgico PRK (ceratectomia fotorrefrativa) com base na topografia de córnea no pré-operatório. MÉTODOS: Participantes - 44 sujeitos que tinham realizado cirurgia refrativa, com o procedimento ceratectomia fotorrefrativa, os quais apresentaram topografias irregulares pré-operatórias. O grupo controle consistiu de 44 sujeitos com topografia regular pré-operatória. Os 88 olhos foram submetidos a ceratectomia fotorrefrativa utilizando-se o "Summit Apex plus Excimer Laser". As topografias irregulares e regulares foram obtidas pelo "Corneal Analysis System"(EyeSys), sendo consideradas como topografias irregulares os seguintes achados: ápice deslocado acima de 1,5 D (AD), asfericidade maior que 0,25 D/mm (AS), obliquidade maior que 15 graus (OB), assimetria inferior-superior igual ou maior que 1,5 D (IS), curvatura maior que 47 D (CU) e combinação de 2 critérios (CB). Principal efeito medido: perda de uma ou mais linhas que foram definidas com segurança para o prognóstico. RESULTADOS: Todos os pacientes foram acompanhados por 6 meses. Verificou-se perda significativa de acuidade visual corrigida em pacientes submetidos ao procedimento PRK-AD (p< 0,001), PRK-CO (p<0,05). CONCLUSÃO: Este estudo sugere que pacientes que desejam ser submetidos a cirurgia refrativa devem realizar a topografia de córnea pré-operatória e que, se encontradas irregularidades topográficas nestes pacientes, isto pode indicar a perda de linha de visão corrigida pós-operatória.
Keywords: Miopia; Cirurgia a laser; Topografia da córnea; Ceratectomia fotorrefrativa por excimer laser; Erros de refração; Baixa visão
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Os autores apresentam dois casos de pacientes com linfoma não-Hodgkin, diagnosticados inicialmente como uveite crônica de etiologia não determinada. Os exames posteriores a partir da presença de outros sinais e sintomas demonstraram a presença de linfoma não-Hodgkin nestes pacientes. Um dos pacientes apresentava "flecks" ao nível do epitélio pigmentar da retina e o outro paciente apresentava descolamento sólido do epitélio pigmentar da retina. Estas formas de envolvimento do epitélio pigmentar da retina não são usuais em linfoma não-Hodgkin.
Keywords: Linfoma não-Hodgkin; Uveítes; Síndrome; Neoplasias do sistema nervoso central; Angiofluoresceinografia; Epitélio pigmentado ocular; Relatos de casos
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OBJETIVO: Descrevemos os achados clínicos oftalmológicos de 16 olhos de 8 pacientes imunocompetentes que apresentavam características fundoscópicas da síndrome de histoplasmose ocular. MÉTODOS: Os pacientes foram submetidos aos exames oculares de rotina e ainda à fluoresceinografia e à indocianinografia, além de exames laboratoriais para histoplasmome, toxoplasmose, sífilis, síndrome de insuficiência imunológica adquirida, tuberculose. RESULTADOS: Os exames fundoscópicos, fluoresceinográficos e indocianinográficos demonstraram múltiplas coroidites em saca-bocado, atrofia peripapilar e neovascularização de coróide. Os exames laboratoriais foram considerados normais. CONCLUSÃO: Uma outra etiologia que não a histoplasmose pode ser considerada para os achados encontrados. Uma micobactéria atípica ou o Mycobacterium avium que causam lesões semelhantes às descritas nos exames oculares podem ser consideradas.
Keywords: Histoplasmose; Histoplasma; Histoplasma; Infecções oculares fungicas; Coroidite; Angiofluoresceinografia; Fundo de olho; Neovascularização coroidal; Estudos observacionais
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OBJETIVOS: Relatar os achados da angiografia com indocianina verde, realizados em pacientes com recidiva de toxoplasmose ocular. MÉTODOS: Análise institucional e prospectiva de 23 olhos de 23 pacientes, imunocompetentes com idades entre 17 e 41 anos. Estes pacientes foram submetidos a exame oftalmológico de rotina e a angiografia com indocianina verde. RESULTADOS: Foram encontrados múltiplos pontos hipofluorescentes distantes da lesão ativa recidivada da toxoplasmose retino-coroidiana em 26,08% dos casos, chamados por nós de pontos remotos e encontramos também, pontos hipofluorescentes circundando ou próximos da lesão ativa recidivada em 69,56% dos casos. CONCLUSÃO: Os pontos hipofluorescentes distantes da lesão ativa recidivada, chamados de pontos remotos, não descritos previamente na doença, demonstram um maior envolvimento da coróide e podem significar coleções remotas de células inflamatórias ou infecção subclínica.
Keywords: Toxoplasmose ocular; Coroidite; Angiofluoresceinografia; Verde de indocianina; Retinite; Recidiva
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O objetivo deste trabalho é correlacionar os dados clínicos de um caso de distrofia granular com o exame de tomografia de coerência óptica (OCT) de 820 nm de modo a determinar o nível intra-estromal dos depósitos corneanos. É relatado um caso de distrofia granular em paciente de 38 anos do sexo masculino. Foi realizado exame oftalmológico completo e OCT para documentação do caso. O aparelho utilizado foi o Stratus OCT III, originalmente desenvolvido para avaliação do segmento posterior. A acuidade visual corrigida foi de 20/50 em ambos os olhos. À biomicroscopia, foram observadas opacidades em "floco de neve" em diferentes níveis do estroma corneano bilateral e de forma simétrica. A avaliação pelo OCT revelou múltiplos pontos hiperreflectivos nas camadas superficiais e profundas do estroma. Foi possível acessar a anatomia morfológica da córnea através de cortes seriados realizados pelo Stratus OCT III e confirmar a profundidade dos depósitos corneanos.
Keywords: Córnea; Distrofias hereditárias da córnea; Substância própria; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos
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INTRODUÇÃO: A distrofia corneana é definida como doença primária da córnea, bilateral e simétrica, sem associação com inflamação ocular prévia. Distrofias corneanas são classificados de acordo com a camada corneana envolvida em distrofia superficial, estromal e posterior. A incidência de cada distrofia varia de acordo com a região geográfica estudada. OBJETIVO: Avaliar a prevalência de distrofias corneanas estromal em botões corneanos de espécimes obtidos por ceratoplastia penetrante (CP), oriundos do arquivo de um laboratório de patologia ocular e correlacionar o diagnóstico com a idade e o sexo dos pacientes. MÉTODOS: Os botões corneanos oriundos de ceratoplastia penetrante recebidos entre janeiro de 1996 e maio de 2009 foram selecionados dos arquivos do Henry C. Witelson Ocular Pathology and Registry Laboratory, em Montreal, Canadá. Os casos com diagnóstico histopatológico de distrofias corneanas estromal foram corados com colorações especiais ("Peroxid acid Schiff", tricrômico de Masson, vermelho Congo analisadas sob luz polarizada, e "alcian blue") para a classificação e foram correlacionados com dados epidemiológicos (idade na época da ceratoplastia penetrante e sexo) dos pacientes. RESULTADOS: 1.300 casos de botões corneanos com diagnóstico clínico de distrofia corneana foram recuperados. Distrofia corneana estromal foi encontrada em 40 (3,1%) dos casos. Distrofia corneana lattice foi a mais prevalente com 26 casos (65%). Dezenove eram do sexo feminino (73,07%) e CP foi realizada em média com 59,3 anos de idade. Distrofia corneana combinada foi encontrada em 8 (20%) casos, 5 (62,5%) eram do sexo feminino e a idade média da CP foi de 54,8 anos. Distrofia corneana granular foi encontrada em 5 (12,5%) casos, e 2 (40%) deles eram do sexo feminino. A ceratoplastia penetrante foi realizada na média de idade de 39,5 anos, em casos de distrofia corneana granular. A distrofia corneana macular esteve presente em apenas um caso (2,5%), 36 anos de idade do sexo feminino. CONCLUSÃO: A abordagem histopatológica e avaliação sistemáticas, incluindo colorações especiais em todas as distrofias corneanas é essencial para estabelecer o correto diagnóstico.
Keywords: Distrofias hereditárias da córnea; Distrofias hereditárias da córnea; Ceratoplastia penetrante; Substância própria
Abstract
Relato de um caso de glaucoma bilateral de ângulo fechado induzido pelo topiramato. Este raro efeito colateral é uma idiosincrasia causada por efusão uveal e deslocamento do cristalino para frente, causando aumento da pressão intraocular e perda visual. Descrevemos o caso de uma paciente de 55 anos com migrânea, torcicolo espasmódico e tremor essencial, que desenvolveu glaucoma bilateral de ângulo fechado uma semana após iniciar o uso de topiramato, 25 mg/dia. A paciente foi atendida no setor de Emergências Oftalmológicas da Fundação Penido Burnier (Campinas, SP, Brasil), com história de 4 horas de embaçamento visual, dor ocular e visão de flashes brilhantes. O exame com lâmpada de fenda revelou injeção conjuntival moderada, edema corneano e câmara anterior rasa em ambos os olhos. A pressão intraocular era de 48 mmHg bilateralmente e a fundoscopia era normal. Foi tratada com colírios de timolol, brimonidina, dorzolamida, pilocarpina e acetato de prednisona e acetazolamida via oral. Uma hora após essas medidas, a pressão intraocular era 30 mmHg, e a paciente recebeu uma injeção intravenosa de manitol, ocorrendo normalização da pressão intraocular após essa medida. Após 24 horas foi realizada iridectomia com Yag laser. O topiramato foi interrompido e ela se recuperou totalmente após uma semana.
Keywords: Glaucoma, ângulo-fechado; Glaucoma, ângulo-fechado; Anticonvulsivantes; Pressão intraocular; Doenças uveais; Relato de caso
Abstract
A síndrome da fibrose sub-retinina é uma doença rara e considerada como parte de um grupo de condições que recebem a denominação de síndrome dos pontos brancos. No entanto, alguns autores a consideram como uma entidade distinta dessas outras doenças com características próprias. Com os casos apresentados, podemos observar muitas dessas características já descritas, como localização e aspecto clínico das lesões, sua evolução e o prognóstico visual final. Seu diagnóstico é muito importante a se considerar em diversos tipos de uveíte, pois o tratamento precoce pode evitar o acometimento bilateral.
Keywords: Uveítes; Epitélio pigmentado da retina; Fibrose; Retina; Oftalmia simpática; Descolamento de retina; Humanos, Masculino; Adulto; Relatos de casos
Abstract
A dacriocistocele congênita é um tipo incomum de obstrução lacrimal. Devido ao risco de se tornar infectada (dacriocistite aguda) e potencialmente letal com septicemia, podemos tratá-la com antibióticos e remoção cirúrgica. Relatamos um caso de dacriocistocele congênita com diagnóstico ultrassonográfico antenatal (intrauterino) e reavaliação pós-natal.
Keywords: Dacriocistite/congênito; Dacriocistite/ultrassonografia; Dacriocistorinostomia/métodos; Gravidez; Diagnóstico pré-natal; Humanos; Feminino; Recémnascido; Relatos de casos
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