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Search for: Orbital implants; Orbit; Biomaterials, compatible
Abstract
Objetivo: Comparar as alterações nos parâmetros do segmento anterior após a cirurgia ExPRESS Mini Glaucoma Shunt vs. trabeculectomia usando a câmera Scheimpflug Pentacam rotativa.
Métodos: Neste estudo comparativo prospectivo, 27 pacientes com glaucoma tratados no Centro Médico Rabin de 2009 a 2013 foram incluídos neste estudo comparativo prospectivo: 19 participantes (19 olhos) foram submetidos ao implante de derivação ExPRESS e 12 (13 olhos) foram submetidos à trabeculectomia. Alterações nos parâmetros da câmara anterior no dia 1 e em 3 meses de pós-operatório foram avaliadas pelas imagens de Scheimpflug.
Resultados: A pressão intraocular diminuiu significativamente em relação aos valores iniciais nos dois grupos. A diminuição nos dois grupos foi semelhante no 3º mês pós-operatório (p=0,82). A cirurgia com ExPRESS causou um aumento temporário do astigmatismo posterior da córnea (p=0,008) e uma diminuição temporária da profundidade da câmara anterior (p=0,016) e do volume (p=0,006) no primeiro dia do pós-operatório. Ao final de três meses, esses parâmetros não foram mais estatisticamente significativos (p=0,065, p=0,51 e p=0,57, respectivamente). A trabeculectomia causou um aumento temporário do astigmatismo anterior e posterior da córnea no primeiro dia do pós-operatório (p=0,003 e p=0,005, respectivamente), mas isso não foi observado ao final de 3 meses (p=1,0 e p=1,0, respectivamente). Após 3 meses, tanto o EXPRESS quanto a trabeculectomia mostraram alterações semelhantes nos parâmetros da câmara anterior.
Conclusões: O implante ExPRESS Mini para glaucoma e a trabeculectomia diminuíram significativamente a pressão intraocular e tiveram efeitos temporários nos parâmetros do segmento anterior, com pequenas diferenças entre os métodos.
Keywords: Glaucoma/cirurgia; Implantes para drenagem de glaucoma; Trabeculectomia/métodos; Pressão intraocular
Abstract
Objetivo: Avaliar a resposta tecidual e clínica a um implante orbitário de polimetilmetacrilato, oco e multiperfurado em sua porção posterior em modelo animal após evisceração.
Métodos: Dezesseis coelhos da raça Nova Zelândia foram submetidos à evisceração do globo ocular direito. Todos receberam implante oco de polimetilmetacrilato de 12 mm de diâmetro, multiperfurado em sua semiesfera posterior. O estudo foi dividido em avaliação clínica e histopatológica. A avaliação clínica foi diária até 14 dias pós-evisceração e, a cada sete dias, até completar 180 dias. Os animais foram divididos em grupos de quatro animais e cada um foi submetido à exenteração com 07, 30, 90 e 180 dias e depois à eutanásia. A análise histopatológica teve por fim caracterizar o padrão inflamatório, a estrutura do colágeno e o grau de neovascularização. Para isso, além da tradicional coloração pela hematoxilina-eosina, utilizou-se o corante Picrosirius Red (PSR) e imuno-histoquímica com o marcador CD 34.
Resultados: Não houve sinais de infecção, afinamento conjuntival ou escleral, exposição ou extrusão do implante em nenhum animal durante o estudo. Já no sétimo dia, o tecido neoformado migrou para dentro do implante formando uma rede fibrovascular através dos canais posteriores. A resposta inflamatória diminuiu ao longo do tempo avaliado e não foram encontradas células gigantes multinucleadas.
Conclusão: O implante analisado permite a sua integração aos tecidos orbitários pelo crescimento fibrovascular em seu interior. Os autores acreditam que este modelo de implante orbital pode fazer parte de testes com humanos.
Keywords: Implantes orbitários; Polimetilmetacrilato; Evisceração ocular; Anoftalmia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Coelhos.
Abstract
Objetivo: Apresentar nossos resultados de longo período de vitrectomia pars plana combinada com fotocoagulação panretiniana com endolaser, implantação da válvula Ahmed para glaucoma e/ou facoemulsificação em pacientes com glaucoma neovascular complicado. Métodos: Foram incluídos no estudo 15 olhos de 15 pacientes com glaucoma neovascular como complicação da retinopatia diabética e devido à oclusão isquêmica da veia central da retina. Todos os casos tiveram hemorragia vítrea. Além disso, 8 dos casos apresentaram diferentes graus de hifema. A injeção intravítrea de bevacizumabe foi administrada em todos os casos 3 dias antes da cirurgia. Facoemulsificação, vitrectomia pars plana e implantação da válvula Ahmed para glaucoma foram realizadas em 12 pacientes fáquicos. A vitrectomia pars plana e a implantação da válvula Ahmed para glaucoma foram realizadas em 3 pacientes pseudofáquicos. Complicações perioperatórias e pós-operatórias, valores de pressão intraocular e valores de melhor acuidade visual corrigida pré-operatório e pós-operatório foram registrados.
Resultados: O acompanhamento médio foi de 24,4 ± 14,56 meses. A média da pressão intraocular pré-operatória foi de 50,06 ± 7,6 mmHg. Em 1 dia, 7 dias e 1,3,6,12 meses, e última visita após cirurgia, a média da pressão intraocular foi de 11,06 ± 8,22, 12,66 ± 7,27, 13,8 ± 7,73, 18,64 ± 7,05, 19,28 ± 4,61, 16,28 ± 1,68 e 16,92 ± 2,12 mmHg, respectivamente (p=0,001 para cada visita de acompanhamento). A média da acuidade visual na última visita foi de 1,18 ± 0,42 logMar (p=0,001 para cada visita de acompanhamento). Vários graus de reações de hifema e fibrina foram registrados como complicações precoces pós-operatórias. Phthisis bulbi foi desenvolvido em um caso durante o acompanhamento. A cirurgia de revisão da válvula Ahmed para glaucoma foi necessária em 4 casos.
Conclusões: Os procedimentos cirúrgicos combinados que realizamos são seguros, eficazes e preferenciais, tanto em termos de controle da alta pressão intraocular quanto fornecimento de habilidades visuais razoáveis em pacientes com glaucoma neovascular complicado.
Keywords: Glaucoma neovascular/complicações; Vitrectomia; Implantes para drenagem de glaucoma; Facoemulsificação
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the prevalence of orbital conditions in a tertiary ophthalmic outpatient hospital in Sao Paulo, Brazil, with a focus on the main diagnoses and their distribution.
METHODS: A retrospective chart review was conducted involving patients registered and admitted to the orbital disease unit at the Department of Ophthalmology, University of São Paulo Medical School, from January 2004 to March 2018. A total of 838 medical charts were analyzed, of which 37 were excluded due to incomplete data. The remaining charts were categorized into eight diagnostic groups: Graves’ orbitopathy , inflammatory disorders, tumors, vascular lesions, acquired structural abnormalities, congenital structural abnormalities, infectious diseases, and others.
RESULTS: Of the 837,300 ophthalmological appointments, 3,372 (0.4%) were related to orbital diseases. The study included 801 patients, of whom 63.45% were women. The patients’ mean age was 42.86 years. Graves’ orbitopathy was the most common (55%), followed by tumor (17%), inflammatory disorders (9%), vascular lesions (7%), acquired structural abnormalities (5%), congenital structural abnormalities (4%), others (2%), and infectious diseases (1%). The study found significant differences in the incidence and types of orbital diseases, indicating the specialized nature of tertiary care and referral biases.
CONCLUSION: Published data on epidemiological orbital diseases is scarce. Therefore, this study focused on the diverse nature of orbital diseases and their low incidence among ophthalmology appointments. The major trends align with other epidemiological studies, demonstrating a preponderance of Graves’ orbitopathy in middle-aged adults and a bimodal distribution of tumors. These findings are essential in shaping resident training programs and healthcare policies, particularly in tertiary settings. Understanding the epidemiology of orbital diseases can improve diagnostic accuracy, treatment approaches, and patient outcomes as well as support future systemic prospective studies.
Keywords: Orbital diseases; Orbital tumors; Neoplasms; Inflammation; Graves’ ophthalmopathy; Outpatients
Abstract
PURPOSE: To quantitatively compare eyebrow and eyelid positions in anophthalmic sockets reconstructed with conical or spherical orbital implants combined with customized external ocular prostheses.
METHODS: This cross-sectional observational study included 38 patients with unilateral anophthalmic sockets, of whom 21 received conical implants, and 17 received spherical implants. Eyelid and eyebrow parameters—including margin reflex distance 1 and 2, vertical and horizontal palpebral fissure dimensions, eyebrow-to-upper-eyelid margin distance in primary gaze and infraduction, medial and lateral eyelid angles in primary gaze, and superior eyelid sulcus depth —were quantitatively assessed using standardized digital photographs analyzed with Image J software. The contralateral healthy eye served as the control. Statistical analyses were performed to compare measurements between groups.
RESULTS: In the primary gaze position, conical and spherical implants showed comparable margin-reflex distance1, margin-reflex distance2, vertical palpebral fissure height, eyelid margin position, and medial and lateral eyelid angles. During infraduction, the upper eyelid margin was significantly lower in sockets reconstructed with conical implants. Compared with contralateral normal eyes, anophthalmic sockets exhibited a reduced horizontal palpebral fissure and a deeper superior eyelid sulcus, irrespective of implant shape.
CONCLUSION: Anophthalmic sockets reconstructed with conical or spherical implants demonstrate similar eyebrow and eyelid positioning in primary gaze. However, conical implants are associated with a lower eyelid margin during infraduction. Independent of implant format, anophthalmic sockets show a narrower horizontal palpebral fissure and increased superior sulcus depth compared with normal eyes.
Keywords: Anophthalmos; Prosthesis implantation; Anophthalmic socket; Conical implants; Spherical implants; Orbital implants; Eyelid measurements
Abstract
PURPOSE: To evaluate the accuracy of a short-term intravitreal dexamethasone sodium phosphate challenge in predicting the anatomical response to a sustained-release dexamethasone implant (Ozurdex) in patients with refractory diabetic macular edema.
METHODS: This prospective, non-randomized, Phase 2 pilot study enrolled 12 pseudophakic eyes with diabetic macular edema refractory to anti-vascular endothelial growth factor (anti-VEGF) therapy. Participants underwent a challenge phase (Day 0) consisting of a single intravitreal injection of 0.08-mg dexamethasone sodium phosphate, followed by a maintenance phase (Day 7), during which all subjects received a 0.7-mg dexamethasone implant. The primary outcome was concordance between the anatomical response at Day 3 (post-dexamethasone sodium phosphate) and Day 60 (post-implant), defined as a ≥10% reduction in central macular thickness. Secondary outcomes included achieving a clinically "dry" macula (central macular thickness ≤300 μm) at Day 60, changes in best-corrected visual acuity, safety outcomes (intraocular pressure), and spectral-domain optical coherence tomography biomarker analysis.
RESULTS: The dexamethasone sodium phosphate challenge induced significant macular drying by Day 3 (median central macular thickness reduction, −21 μm; p=0.002). A positive response to dexamethasone sodium phosphate strongly predicted response to the dexamethasone implant, with a positive predictive value and specificity of 100%. The negative predictive
value was 80%. Irreversible biomarkers, including disorganization of retinal inner layers and ellipsoid zone disruption, were more prevalent among nonresponders (60% vs. 28.6%). Safety outcomes were acceptable; 16.7% of patients developed ocular hypertension, which was successfully managed with topical therapy.
CONCLUSION: A short-term dexamethasone sodium phosphate challenge is a safe,
low-cost, and highly specific predictor of dexamethasone implant efficacy. This "test-and-treat" strategy may optimize resource allocation in resource-constrained settings by identifying responders before high-cost implantation.
Keywords: Diabetic retinopathy; Macular edema; Dexamethasone; Drug implants; Biomarkers, pharmacological
Abstract
PURPOSE: This study aims to compare the initial ocular discomfort symptoms resulting from trabeculectomy and Ahmed glaucoma valve implantation surgeries.
METHODS: A prospective comparative study was conducted. The evaluation of ocular discomfort employed a questionnaire designed to identify the frequency and severity of distinct symptoms: ocular pain, general discomfort, tearing, foreign body sensation, and burning. This questionnaire was administered prior to surgery as a baseline, and subsequently at 7, 30, and 90 days post-surgery. Simultaneously, the Ocular Surface Disease Index (OSDI) was applied at these same time intervals.
RESULTS: The study encompassed a total of 17 patients (9 undergoing trabeculectomy and 8 undergoing Ahmed glaucoma valve implantation). The Ahmed glaucoma valve implantation group exhibited higher tearing levels at baseline (p=0.038). However, no statistically significant differences in symptoms were observed between the two surgeries at 7 and 30 days post-surgery. At the 90-day mark following surgery, patients who had undergone trabeculectomy reported a significantly higher foreign body sensation (p=0.004). Although OSDI scores did not differ between groups at baseline, the trabeculectomy group showed significantly higher OSDI scores than the Ahmed glaucoma valve implantation group at 7, 30, and 90 days after surgery (p<0.05).
CONCLUSION: Post-surgery, patients who had undergone trabeculectomy experienced increased foreign body sensation. Trabeculectomy appears to cause greater early postoperative ocular discomfort compared to the Ahmed glaucoma valve implantation group.
Keywords: Glaucoma/surgery; Paresthesia; Trabeculectomy; Glaucoma drainage implants; Postoperative care
Abstract
OBJETIVO: Este estudo visou avaliar os mecanismos da lesão e os tipos de fraturas orbitárias e sua relação com commotio retinae simultânea.
MÉTODOS: Este estudo retrospectivo avaliou registros de pacientes com fraturas orbitárias cujos diagnósticos foram confirmados por tomografia computadorizada entre julho de 2017 e setembro de 2019. Foram registrados os dados demográficos, circunstâncias da lesão, os resultados do exame oftalmológico e achados radiológicos. A análise estatística dos dados usou os testes de t-Student bicaudal, qui-quadrado e cálculos de odds ratio. O significado estatístico foi fixada em p<0,05.
RESULTADOS: Dos 204 pacientes com fraturas orbitárias incluídos neste estudo, 154 (75,5%) eram sexo masculino (75,5%). A média de idade foi de 42,1 anos. As fraturas orbitárias envolvendo uma parede orbital (58,8%) foram mais comuns do que as que acometeram várias paredes (41,2%). A maioria das fraturas acometeu a parede inferior (60,3%), sendo as paredes mediais as próximas mais frequentemente afetadas (19,6%). A causda mais comum de lesão foi agressão (59,3%), e a segunda mais comum foi queda (24%). A commotio retinae foi observada em 20,1% dos casos de fratura orbital e foi mais associada a lesões causadas por agressão (OR=5,22, p<0,001) e menos associada com aquelas causadas por quedas (OR=0,06, p<0,001). As restrições de movimentos oculares eram mais comuns na comoção central do que na periférica (OR=3,79, p=0,015) e com fraturas da parede medial do que com fraturas de outras paredes orbitais (OR=7,16, p<0,001). As chances de comoção não foram maiores em pacientes com fraturas orbitais de paredes múltiplas do que naqueles com fraturas de parede simples (p=0,967).
CONCLUSÕES: Na população do estudo, a agressão foi a causa mais comum de fraturas orbitais e resultou em commotio retinae mais grave do que qualquer outra causa. Os oftalmologistas devem estar cientes da probabilidade de commotio retinae em pacientes com fraturas orbitais resultantes de agressão, independentemente da extensão das lesões do paciente.
Keywords: Fraturas orbitárias; Movimentos oculares; Retina; Ferimentos e lesões
Abstract
PURPOSE: This study aimed to analyze the association between magnetic resonance imaging apparent diffusion coefficient map value and histopathological differentiation in patients who underwent eye enucleation due to retinoblastomas.
METHODS: An observational chart review study of patients with retinoblastoma that had histopathology of the lesion and orbit magnetic resonance imaging with apparent diffusion coefficient analysis at Hospital de Clínicas de Porto Alegre between November 2013 and November 2016 was performed. The histopathology was reviewed after enucleation. To analyze the difference in apparent diffusion coefficient values between the two major histopathological prognostic groups, Student's t-test was used for the two groups. All statistical analyses were performed using SPSS version 19.0 for Microsoft Windows (SPSS, Inc., Chicago, IL, USA). Our institutional review board approved this retrospective study without obtaining informed consent.
RESULTS: Thirteen children were evaluated, and only eight underwent eye enucleation and were included in the analysis. The others were treated with photocoagulation, embolization, radiotherapy, and chemotherapy and were excluded due to the lack of histopathological results. When compared with histopathology, magnetic resonance imaging demonstrated 100% accuracy in retinoblastoma diagnosis. Optic nerve invasion detection on magnetic resonance imaging showed a 66.6% sensitivity and 80.0% specificity. Positive and negative predictive values were 66.6% and 80.0%, respectively, with an accuracy of 75%. In addition, the mean apparent diffusion coefficient of the eight eyes was 0.615 × 103 mm2/s. The mean apparent diffusion coefficient value of poorly or undifferentiated retinoblastoma and differentiated tumors were 0.520 × 103 mm2/s and 0.774 × 103 mm2/s, respectively.
CONCLUSION: This study revealed that magnetic resonance imaging is useful in the diagnosis of retinoblastoma and detection of optic nerve infiltration, with a sensitivity of 66.6% and specificity of 80%. Our results also showed lower apparent diffusion coefficient values in poorly differentiated retinoblastomas with a mean of 0.520 ×
103 mm2/s, whereas in well and moderately differentiated, the mean was 0.774 × 103 mm2/s.
Keywords: Retinoblastoma; Prognosis; Retinal neoplasms; Orbit; Diffusion magnetic resonance imaging
Abstract
Os autores relatam o caso de um homem diabético de 46 anos de idade em tratamento para mucormicose rino-orbital-cerebral com anfotericina B lipossomal e desbridamento cirúrgico. Piora clínica foi observada, com acometimento de motilidade ocular e acuidade visual de ausência de percepção luminosa, sendo evidenciada extensão radiológica da infecção, com invasão do seio cavernoso. Com base nos achados oftalmológicos, uma exenteração, procedimento potencialmente desfigurante, foi indicada, mas optamos por realizar amplo desbridamento cirúrgico e administração intraconal de anfotericina B por cateter. Melhora clínica e resolução da inflamação ocorreram após duas semanas de tratamento. Dessa forma, a mucormicose rino-orbital-cerebral foi efetivamente controlada com a administração intraconal de anfotericina B, evitando a exenteração. A intervenção deve ser considerada como um tratamento adjuvante em casos selecionados de mucormicose rino-orbital-cerebral antes que a exenteração seja realizada.
Keywords: Mucormicose; Celulite orbitária; Anfotericina B; Órbita; Infecções fúngicas
Abstract
O objetivo deste relato é apresentar o caso de uma paciente de 97 anos com início agudo e espontâneo de hiperemia e edema palpebral. Estes sinais não levaram a uma suspeita diagnóstica de fístula carótido-cavernosa até um segundo momento, quando a paciente apresentou progressão importante do quadro clínico. Apesar da realização de tratamento efetivo com embolização da fístula, a paciente manteve alterações oculares como edema de córnea, coágulos e turvação no humor aquoso, e manteve perda visual definitiva.
Keywords: Fístula carótidocavernosa; Celulite orbitária; Doença orbitária, Perda visual; Procedimentos endovasculares; Humanos; Relatos de casos
Abstract
A trombose séptica do seio cavernoso é uma condição rara, mas frequentemente debilitante e potencialmente fatal. Descrevemos um caso de celulite orbital bilateral com progressão rápida para trombose do seio cavernoso e trombose do seio sigmoide esquerdo, em um militar imunocompetente de 20 anos de idade que havia sido submetido a treinamento físico intenso. O paciente apresentou um inchaço rápido e doloroso no olho esquerdo por 2 dias. Os resultados do exame foram proptose macroscópica com oftalmoplegia total. Ele foi tratado com antibióticos intravenosos e costicosteróide. Em 1 semana, a acuidade visual melhorou para 20/20, com pressão intraocular normal. Houve uma melhora significativa na proptose. A motilidade ocular do olho direito foi totalmente restaurada, com leve oftalmoplegia residual no olho esquerdo. Não houve doença residual ou recorrência da doença após três meses de acompanhamento.
Keywords: Trombose do corpo cavernoso; Exercício físico; Celulite orbitária; Imunocompetência
Abstract
A sarcoidose é uma inflamação sistêmica generalizada que raramente envolve a órbita. Sendo uma inflamação crônica, a sarcoidose geralmente se manifesta com um início insidioso e uma evolução lentamente progressiva. Neste artigo, é relatado um caso de proptose de início agudo, resultante de uma massa orbitária difusa de rápido crescimento, simulando um crescimento maligno, mas cuja biópsia comprovou ser a primeira manifestação de uma sarcoidose sistêmica. O paciente apresentou resolução completa da proptose e do envolvimento sistêmico com tratamento de longo prazo com corticosteroides.
Keywords: Sarcoidose; Órbita/patologia; Exoftalmia; Linfadenopatia
Abstract
Hepatitis C virus infection may be implicated in 12.7% of ocular adnexal marginal zone lymphomas. We present the first case of an orbital-systemic mucosa-associated lymphoid tissue lymphoma that responded to hepatitis C virus medical treatment. A 62-year-old male with a right-sided orbital mass was diagnosed with stage IIA orbital marginal zone lymphoma in addition to hepatitis C virus infection based on clinical, imaging, laboratory, and histological examinations. The systemic and orbital responses were achieved 1 year after undergoing hepatitis C virus treatment with glecaprevir/pibrentasvir. The association between the hepatitis C virus infection and orbital-systemic mucosa-associated lymphoid tissue lymphoma is relevant. Accordingly, patients with orbital mucosa-associated lymphoid tissue lymphoma should be assessed for hepatitis C virus seroreactivity for therapeutic and prognostic purposes.
Keywords: Orbital disease; Orbital neoplasms; Lymphoma, B-cell marginal zone; Hepacivirus; Hepatitis C; Humans; Case reports
Abstract
O implante de dispositivos de drenagem para glaucoma (DDGs) é uma opção terapêutica valiosa, principalmente em crianças com glaucoma refratário ao tratamento cirúrgico primário. Os dispositivos de drenagem para glaucoma têm sido utilizados principalmente quando a cicatrização conjuntival dificulta a cirurgia fistulizante ou procedimentos angulares prévios não foram eficazes no controle da pressão intraocular. Apesar das complicações conhecidas, o uso de dispositivos de drenagem para glaucoma em crianças tem aumentado nos últimos anos, inclusive como opção cirúrgica primária. Nesta revisão, atualizamos os resultados de estudos recentes envolvendo o implante de dispositivos de drenagem para glaucoma em crianças, discutindo novos avanços e comparando diferentes dispositivos, taxas de sucesso e complicações.
Keywords: Glaucoma congênito; Implantes para drenagem de glaucoma; Tonometria ocular; Drenagem; Pressão intraocular
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