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Search for: Electroretinography; Electrodes; Skin; Eyelids; Comparative study
Abstract
Objetivo: Avaliar as possíveis variáveis relacionadas à ceratose actínica e lesões malignas cutâneas nas pálpebras.
Métodos: Estudo prospectivo de pacientes com lesões palpebrais suspeitas de malignidade. Os participantes foram submetidos à biopsia por trépano (punch) de 2-mm em dois pontos opostos da lesão como método diagnóstico e os resultados foram comparados com o estudo histopatológico da peça excisada cirurgicamente. Aqueles que apresentaram ceratose actínica como resultado foram divididos em dois grupos (ceratose actínica associada com malignidade e ceratose actínica isolada) e foram comparados de acordo com as variáveis: idade, tempo de doença, maior diâmetro, área do tumor, classificação de Fitzpatrick, gênero, localização e acometimento da margem palpebral. A análise de cluster também foi realizada.
Resultados: Foram analisadas 174 lesões e 50 delas tinham ceratose actínica como componente do tumor. Ceratose actínica esteve associada ao Carcinoma Espinocelular em 22% dos casos e ao Carcinoma Basocelular em 38%, mostrando que ambos podem ter ceratose actínica adjacente. A análise estatística não encontrou diferença entre as variáveis. A análise de cluster identificou quatro grupos e mostrou que lesões malignas no canto medial tinham maiores diâmetro e área. Acometimento da margem na pálpebra inferior relacionou-se em 100% com malignidade, enquanto a ausência de acometimento da margem mostrou menor chance de malignidade.
Conclusões: Lesões maiores de ceratose actínica no canto medial e lesões com acometimento da margem palpebral inferior têm maiores chances de associação com malignidade.
Keywords: Ceratose actínica/patologia; Biópsia; Neoplasmas palpebrais; Pálpebra/lesões
Abstract
Objetivo: o objetivo deste estudo foi relatar uma série de casos de fibrofoliculoma solitário, uma lesão raramente observada nas pálpebras. Demografia, bem como aspectos clínicos e histológicos da lesão foram avaliados.
Métodos: Trata-se de uma série de casos retrospectivos, com um período de 18 anos. Todos os pacientes incluídos foram diagnosticados com fibrofoliculoma solitário confirmado por exame histológico. Foram coletados dados referentes à demografia, sinais e sintomas dos pacientes, evolução da doença, localização da lesão, diagnóstico clínico e histológico e desfecho.
Resultados: Onze casos de fibrofoliculoma solitário foram diagnosticados no período do estudo. A média de idade dos pacientes de 51 ± 16,3 anos (variação: 27-78 anos). A maioria dos pacientes era do sexo feminino (7/11, 64%). Cinco dos pacientes (45%) eram assintomáticos; quatro (36%) relataram sangramento, um (9%) referiu coceira e um (9%) fricção da lesão. A lesão ocorreu em luma ampla variedade de locais; um deles sendo nas pálpebras. O diagnóstico de todas as lesões foi histológico com base nos achados característicos de um folículo piloso ocasionalmente dilatado e contendo material de queratina, cercado por um manto espesso de tecido fibroso moderadamente bem circunscrito. O epitélio infundibular folicular se estendeu até esse manto fibroso, formando cordões ou cordões epiteliais. Não houve recaídas após exérese.
Conclusão: Fibrofoliculoma solitário é uma lesão rara, mais ainda quando afeta as pálpebras. Relatamos 11 casos, e o terceiro relatado até o momento na literatura que afeta as pálpebras. O diagnóstico pode ser facilmente esquecido devido a sintomas inespecíficos e aparência clínica. Portanto, é necessário realizar biópsia excisional e exame histológico para o reconhecimento dessa lesão.
Keywords: Síndrome de Birt-Hogg-Dubé/patologia; Neoplasias palpebrais; Neoplasias cutâneas
Abstract
PURPOSE: This study aimed to compare the safety and effectiveness of intraocular pressure reduction between micropulse transscleral cyclophotocoagulation and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation in patients with refractory primary open-angle glaucoma.
METHODS: We included patients with primary open angle glaucoma with at least 12 months of follow-up. We collected and analyzed data on the preoperative characteristics and postoperative outcomes. The primary outcomes were a reduction of ≥20% of the baseline value (criterion A) and/or intraocular pressure between 6 and 21 mmHg (criterion B).
RESULTS: We included 128 eyes with primary open-angle glaucoma. The preoperative mean intraocular pressure was 25.53 ± 6.40 and 35.02 ± 12.57 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The mean intraocular pressure was reduced significantly to 14.33 ± 3.40 and 15.37 ± 5.85 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups at the last follow-up, respectively (p=0.110). The mean intraocular pressure reduction at 12 months was 11.20 ± 11.46 and 19.65 ± 13.22 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The median preoperative logMAR visual acuity was 0.52 ± 0.69 and 1.75 ± 1.04 in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The mean visual acuity variation was -0.10 ± 0.35 and -0.074 ± 0.16 in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation, respectively (p=0.510). Preoperatively, the mean eye drops were 3.44 ± 1.38 and 2.89 ± 0.68 drugs in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p=0.017), but those were 2.06 ± 1.42 and 1.02 ± 1.46 at the end of the study in the slow cook” and micropulse transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The success of criterion A was not significant between both groups. Compared with 11 eyes (17.74%) in the slow cook” transscleral cyclophotocoagulation group, 19 eyes (28.78%) in the micropulse transscleral cyclophotocoagulation group showed complete success (p=0.171). For criterion B, 28 (42.42%) and 2 eyes (3.22%) showed complete success after micropulse- and slow cook” transscleral cyclophotocoagulation, respectively (p<0.001).
CONCLUSION: Both techniques reduced intraocular pressure effectively.
Keywords: Sclera/surgery; Glaucoma, open-angle/surgery; Ciliary body/surgery; Intraocular pressure; Laser coagulation/methods; Lasers, semiconductor; Comparative study; Effectiveness
Abstract
PURPOSE: To analyze the association between corneal tomography patterns and atopic conditions in children and adolescents, and to investigate the relationship between corneal tomography findings, sleeping position, and dominant hand.
METHODS: Patients aged 8–16 yr underwent ocular and immunological examinations, including biomicroscopy, corneal tomography, the International Study of Asthma and Allergies in Childhood questionnaire, and an allergy skin test. Based on immunological results, participants were assigned to either the Control Group or the Atopic Group. Tomographic indices were analyzed alongside information on ocular itching, sleeping position, and dominant hand.
RESULTS: A total of 158 patients (mean age: 10.72 ± 2.13 yr) were evaluated, including 34 (21.52%) in the Control Group and 124 (78.48%) in the Atopic Group. Abnormal tomography was observed in 25 patients (15.82%), while 133 (84.18%) had normal results. Comparison between the Control and Atopic Groups regarding ocular itching episodes revealed a statistically significant difference (p≤0.05). Dominant hand and sleeping position showed no statistically significant associations with group classification, tomography results, or ocular itching.
CONCLUSION: Systemic allergies are strongly associated with biomechanical and structural corneal changes, which may or may not progress to different keratoconus patterns. No association was found between eye rubbing and any tomographic parameter, nor between sleeping position or hand dominance and tomography findings.
Keywords: Adolescent; Child; Hypersensitivity; Hypersensitivity, immediate; Cornea; Skin tests; Sleep; Tomography.
Abstract
Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os resultados clínicos após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante nos olhos contralaterais dos mesmos pacientes.
Métodos: Nesta série de casos comparativa e retrospectiva, avaliaram-se os seguintes dados de resultados clínicos: melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo, densidade de células endoteliais, perda de células endoteliais, espessura central da córnea e pressão intraocular. Esses dados foram avaliados aos 6, 12, 24 e 36 meses após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante. Também foram avaliadas as complicações.
Resultados: Foram incluídos 52 olhos (26 pacientes), sendo que 19 pacientes apresentavam ceratocone, 6 apresentavam distrofia estromal e 1 apresentava ectasia após ceratomileuse in situ assistida por laser. O tempo médio de acompanhamento foi de 44,1 ± 10,5 meses no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda e 47,9 ± 11,9 meses no grupo da ceratoplastia penetrante. Nenhuma diferença significativa foi observada nas médias da melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo e espessura central da córnea entre os grupos da ceratoplastia lamelar anterior profunda e da ceratoplastia penetrante durante o acompanhamento. A densidade de células endoteliais foi significativamente maior no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,022 e 0,013, respectivamente). A perda de células endoteliais foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,025 e 0,001, respectivamente). A pressão intraocular foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 6 meses de pós-operatório (p=0,015). Ocorreu microperfuração em 4 olhos (15%) durante a cirurgia de ceratoplastia lamelar anterior profunda; entretanto, a ceratoplastia penetrante não foi necessária. Não ocorreu nenhuma rejeição endotelial no grupo da ceratoplastia penetrante durante o período de acompanhamento.
Conclusões: Durante o acompanhamento de 3 anos, a perda de células endoteliais e a pressão intraocular foram significativamente menores no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante, mas os resultados visuais e refrativos foram semelhantes.
Keywords: Doenças da córnea/cirurgia; Ceratocone/cirurgia; Ceratoplastia penetrante/métodos; Transplante de córnea/métodos; Pressão intraocular; Estudo comparativo.
Abstract
Objetivo: Uma das desvantagens mais importantes do uso de stents Mini Monoka no reparo de lacerações canaliculares pediátricas é a perda prematura do stent. Neste estudo, objetivamos comparar os resultados clínicos dos stents monocanaliculares Mini Monoka e Masterka em crianças e discutir as possíveis causas da perda prematura do stent.
Métodos: Foram incluídos nesta revisão retrospectiva 36 pacientes <18 anos de idade que se submeteram ao reparo cirúrgico de uma laceração canalicular com um stent Mini Monoka ou Masterka e tiveram pelo menos 6 meses de acompanhamento após a remoção do stent. Foram analisados os dados demográficos, o mecanismo da lesão, o tipo de stent utilizado, a ocorrência de perda prematura de stent e o sucesso da intervenção. O sucesso foi definido como a ausência de epífora após a remoção do stent, sem a perda prematura deste.
Resultados: Vinte e sete pacientes preencheram os critérios do presente estudo e foram incluídos nas análises. O stent Mini Monoka foi usado em 14 pacientes (51,9%), enquanto o Masterka foi usado em 13 pacientes (48,1%). As características clínicas pré-operatórias, incluindo idade, sexo e mecanismo de lesão, foram semelhantes entre os dois grupos. A média de idade foi de 8,3 ± 5,5 anos no grupo Mini Monoka e de 7,8 ± 5,9 anos no grupo Masterka (p=0,61). Três pacientes do grupo Mini-Monoka (21,4%) tiveram que ser operados novamente por perda prematura do stent. Nenhuma perda prematura do stent foi observada no grupo Masterka. Como resultado, a taxa de sucesso foi de 78,6% no grupo Mini Monoka e de 100% no grupo Masterka (p=0,22).
Conclusões: Embora nenhuma diferença estatisticamente significativa tenha sido detectada entre os dois grupos em termos de taxas de sucesso, não observamos nenhuma perda prematura de stent no grupo Masterka. São necessários mais estudos, com séries maiores e randomizadas, para chegar a maiores conclusões sobre esses achados.
Keywords: Traumatismos oculares; Aparelho lacrimal/lesões; Ducto nasolacrimal; Lacerações; Stents; Microcirurgia; Intubação/métodos; Laceração canalicular; Criança; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: A doença de Stargardt é a forma mais comum de distrofia macular de início juvenil. É bilateral e simétrica em aparência, afeta a mácula e sua característica principal é a diminuição da visão central que geralmente inicia-se na primeira ou segunda década de vida. O objetivo do estudo é descrever o perfil clínico dos pacientes avaliados no Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, bem como descrever os achados eletrorretinográficos destes pacientes com o eletrorretinograma de campo total.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional retrospectivo, baseado na análise de prontuários e eletrorretinograma de 27 pacientes com Doença de Stargardt e Fundus Flavimaculatus, atendidos em consulta oftalmológica no ambulatório de Eletrofisiologia Ocular e Neuro-Oftalmologia do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, entre 1997 e 2014. Os pacientes incluídos no estudo apresentavam quadro clínico, fundoscopia e/ou achados eletrorretinográficos compatíveis com a doença.
RESULTADOS: A acuidade visual no melhor olho variou de 0 a 1,6 logMAR (20/20 a 20/800), com média de 0,89 ± 0,42 logMAR. A idade de aparecimento dos sintomas variou desde o nascimento a 36 anos (19,2 ± 9,2), sendo a maioria nas 1ª e 2ª década de vida. Em relação ao tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico, a média foi de 7,3 anos. Na fundoscopia, todos os pacientes apresentaram alguma alteração. Na análise do eletrorretinograma, a maioria dos pacientes demonstrou resultados que diferem da amostra de pacientes controles, ou seja, amplitudes reduzidas e tempos de culminação aumentados nas fases fotópicas e escotópicas.
CONCLUSÕES: A acuidade visual e idade de início de aparecimento dos sintomas encontrados neste estudo são compatíveis com a evolução desta distrofia. Achados fundoscópicos típicos da doença de Stargardt e eletrorretinograma alterados foram mais frequentes em decorrência do atraso no diagnóstico. Novos estudos prospectivos são necessários para avaliar estes pacientes, fundamentando-se em novas tecnologias.
Keywords: Eletrorretinografia; Doenças retinianas; Epitélio pigmentado da retina; Degeneração macular; Lipofuscina
Abstract
Objetivos: Blefaroptose e estrabismo podem ser coexistentes em adultos e ambos afetam a aparência estética e o domínio psicossocial. Ambos também geralmente requerem cirurgia, realizada tradicionalmente em uma abordagem sequencial. O objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia da execução simultânea da ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem cirurgia de tarsectomia, e da cirurgia de estrabismo em pacientes adultos com ptose e estrabismo coexistentes.
Métodos: Foram retrospectivamente avaliados pacientes com ptose e estrabismo coexistentes submetidos simultaneamente à ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem tarsectomia, e à cirurgia de estrabismo horizontal. A análise incluiu a mensuração do ângulo de desvio das dioptrias de prisma, a distância do reflexo à margem, a assimetria da altura palpebral e quaisquer complicações após a cirurgia. A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem sucesso na tarsectomia, foi considerada bem-sucedida com uma distância reflexo-margem medindo entre 3,5 e 5 mm, e uma diferença entre as duas pálpebras superiores menor que 1 mm. O sucesso da cirurgia de estrabismo foi definido como um alinhamento com ± 10 dioptrias prismáticas de ortotropia.
Resultados: Os pacientes foram 3 mulheres e 5 homens, com média de idade de 37,12 anos (faixa de 22 a 62 anos). A parte de estrabismo da cirurgia foi realizada primeiro em todos os pacientes. Os resultados da simetria palpebral superior foram avaliados como perfeitos (<0,5 mm) em 4 pacientes, bons (≥0,5 mm, <1 mm) em 4 pacientes e regulares (≥1 mm) em nenhum. A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem sucesso na tarsectomia, teve sucesso em 6 dos 8 pacientes (75%) e a intervenção para o estrabismo foi bem-sucedida em todos os pacientes. Não foi necessária cirurgia de revisão da pálpebra ou do estrabismo após a cirurgia simultânea em nenhum paciente.
Conclusões: A ressecção musculoconjuntival de Müller, com ou sem tarsectomia, pode ser combinada com a cirurgia de estrabismo em uma abordagem alternativa para pacientes com ptose e estrabismo coexistentes.
Keywords: Blefaroptose/cirurgia; Ambliopia; Estrabismo/cirurgia; Músculos oculomotores/cirurgia; Pálpebras; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos/métodos
Abstract
Objetivo: Compartilhar os resultados dos pacientes submetidos à rotação de retalho tarsal anterior, combinados com a reposição lamelar anterior devido à entrópio cicatricial da pálpebra superior e determinar a eficácia e a confiabilidade desta técnica cirúrgica.
Métodos: Foram incluídos neste estudo quinze olhos de 11 pacientes em quem realizamos cirurgia de rotação de retalho tarsal anterior combinada com reposição lamelar anterior devido ao entrópio cicatricial. Os registros médicos dos pacientes foram analisados retrospectivamente e as causas da entrópio cicatricial, bem como os achados do exame oftalmológico pré-operatório e pós-operatório foram registrados. A integridade anatômica e funcional da pálpebra foi considerada como sucesso cirúrgico.
Resultados: A idade média foi de 59,81 ± 18 anos. O período médio de seguimento foi de 21,72 ± 14 meses (intervalo 5-43 meses). As causas da entrópio cicatricial foram o desenvolvimento de cicatrizes pós-operatórias devido a eletrólises múltiplas para triquíase e/ou distiquiase em 7 olhos, tracoma em 6 olhos e trauma em 2 olhos. Todos os pacientes foram tiveram irritação e lacrimejamento pré-operatório, enquanto que 10 pacientes apresentavam opacidade e erosão da córnea e 1 paciente apresentava apenas erosão epitelial. O sucesso total anatômico e funcional foi alcançado em todos os casos.
Conclusão: A rotação do retalho tarsal anterior combinada com a reposição lamelar anterior no reparo da entrópio cicatricial é um procedimento cirúrgico alternativo efetivo e confiável.
Keywords: Tracoma/complicações; Pálpebras/cirurgia; Entrópio/cirurgia; Cicatriz; Retalhos cirúrgicos; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos/métodos
Abstract
Objetivo: Recentemente, o ácido hialurônico foi proposto como promissor no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior. No entanto, não foram feitas avaliações quantitativas para confirmar este efeito, motivo que levou a realização do presente estudo que visou avaliar o efeito do ácido hialurônico no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior.
Métodos: Oito portadores de ectrópio
cicatricial adquirido da pálpebra inferior (13 pálpebras) foram tratados com uma única dose de 1 mL de ácido hialurônico, injetada na área pré-septal da pálpebra inferior. Os sintomas e o exame biomicroscópico foram realizados antes e 30 dias após a injeção do ácido hialurônico. A análise quantitativa da posição palpebral inferior (com e sem tração palpebral) foi determinada antes e 30 dias após a injeção do ácido hialurônico por meio de fotografias que foram analisadas usando o programa ImageJ.
Resultados: Todos os pacientes apresentaram melhora parcial dos sintomas. A posição da pálpebra inferior foi elevada significativamente após a injeção do ácido hialurônico, com redução significativa dos ângulos medial e lateral, da distância entre o reflexo pupilar e a margem da pálpebra inferior, da área de fissura palpebral total e da área medial. No entanto, sinais de inflamação da margem palpebral e ceratite puntata da córnea persistiram.
Conclusão: O ácido hialurônico injetado na área pré-septal da pálpebra inferior, melhorou os sintomas do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior e elevou significativamente a posição da pálpebra inferior. Estudos com maior número de participantes e período de acompanhamento mais longo são necessários para melhor determinar os efeitos das injeções de ácido hialurônico a longo prazo no tratamento do ectrópio cicatricial adquirido da pálpebra inferior.
Keywords: Ectrópio; Cicatriz; Pálpebras; Anormalidades da pele; Ácido hialurônico; Preenchedores dérmicos; Injeções
Abstract
OBJETIVOS: À medida que a utilização de equipamentos digitais no emprego aumenta, a avaliação do seu efeito na saúde visual necessita de ferramentas válidas e robustas. Este estudo teve como objetivo traduzir, adaptar culturalmente e validar para português o Questionário da Síndrome Visual do Computador (CVS-Q©).
MÉTODOS: O procedimento foi realizado em 5 fases: tradução direta, síntese da tradução, tradução inversa, consolidação por um painel de especialistas, e pré-teste. Para fazer o pré-teste foi realizado um estudo piloto transversal aplicado a uma amostra de 26 participantes que completaram a versão pré-final da versão portuguesa do CVS-Q©, questionando por dificuldades, compreensão e sugestões de melhoria do questionário. Para avaliar a confiança e validade da versão portuguesa do CVS-Q©foi realizado um estudo transversal de validação em uma amostra diferente (280 funcionários).
RESULTADOS: No pré-teste, 96.2% dos participantes não apresentaram dificuldades no preenchimento do questionário, enquanto 84.0% indicaram que era claro e compreensível. Obteve-se, então, o CVS-Q© em português (Questionário da Síndrome Visual do Computador, CVS-Q PT©). A sua validação revelou uma boa consistência interna
da sua escala (Cronbach's alpha=0.793), boa estabilidade temporal (coeficiente de correlação interclasse=0.847; 95% CI 0.764-0.902, kappa=0.839), sensibilidades e especificidades adequadas (78.5% e 70.7%, respetivamente), boa capacidade de discriminação (área abaixo da curva=0.832; 95% CI 0.784-0.879), e uma adequada validade da convergência com o índice de doença da superfície ocular (ocular surface disease index - OSDI; coeficiente de correlação de Spearman=0.728, p<0.001). A análise fatorial revelou um único fator responsável por explicar a variância comum em 37.7%. Um funcionário com uma pontuação ≥7 pontos sofria de síndrome visual do computador.
CONCLUSÃO: O CVS-Q PT© pode ser considerada uma ferramenta intuitiva, de fácil interpretação e com boas propriedades psicométricas para avaliar a síndrome visual do computador em funcionários portugueses expostos a ecrãs digitais. Este questionário facilitará as decisões sobre medidas preventivas, intervenções e tratamento, e a comparação entre as populações expostas em diferentes países de língua portuguesa.
Keywords: Síndrome visual do computador; Dispositivos digitais; Saúde ocular; Estudo de validação; Propriedades psicométricas; Inquéritos e questionários
Abstract
PURPOSE: Evaluation of lid contour and marginal peak point changes to compare outcomes of external levator advancement and Müller’s muscle conjunctival resection surgery in unilateral ptosis.
METHODS: We reviewed the charts of unilateral ptosis patients who underwent external levator advancement or Müller’s muscle conjunctival resection. Eyelid contour analysis was conducted on preoperative and 6-month postoperative digital images. This was performed with the multiple margin reflex distances technique, measuring the vertical distance from a line intersecting the center of the pupil to the eyelid margin at 10 positions at 2 mm intervals. The marginal peak point changes were analyzed digitally using the coordinates of the peak point according to the pupil center. Each position’s mean distance was compared preoperatively, postoperatively, and with the fellow eyelid.
RESULTS: Sixteen patients underwent external levator advancement and 16 patients had Müller’s muscle conjunctival resection. The mean margin reflex distance was improved by both techniques (1.46 vs. 2.43 mm and 1.12 vs. 2.25 mm, p=0.008 and p=0.0001 respectively) and approached that of the fellow eyelid (2.43 vs. 2.88 and 2.25 vs. 2.58 mm, p=0.23 and p=0.19, respectively). However, statistically significant lid margin elevation was limited to between the N6 and T6 points in the external levator advancement group. Whereas, significant elevation was achieved along the whole lid margin in the Müller’s muscle conjunctival resection group. The marginal peak point was shifted slightly laterally in the external levator advancement group (p=0.11).
CONCLUSIONS: Both techniques provide effective lid elevation, however, the external levator advancement’s effect lessens toward the canthi while Müller’s muscle conjunctival resection provides more uniform elevation across the lid margin. The margin reflex distance alone is not sufficient to reflect contour changes.
Keywords: Blepharoptosis; Eyelids; Conjunctiva; Oculomotor muscles; Image processing, computer-assisted; Treatment outcome
Abstract
Este relato de caso tem como objetivo mostrar os resultados anatômicos e funcionais de um paciente com diagnóstico de retinopatia associada ao câncer tratado com implante de liberação controlada de dexametasona (Ozurdex®). Os resultados anatômicos foram avaliados por SD-OCT e os resultados funcionais por medida de acuidade visual, microperimetria e eletrorretinograma multifocal. O período de acompanhamento foi de um ano.
Keywords: Retinopatia; Dexametasona; Síndromes paraneoplásicas oculares; Eletroretinografia
Abstract
Mutações no gene ABCA4 são causa comum da doença de Stargardt, mas outros fenótipos da retina também foram associados a mutações nesse gene. Apresentamos um relato de caso observacional de um fenótipo clínico incomum da doença de Stargardt. O exame oftalmológico incluiu a acuidade visual com melhor correção, fotografia em cores e com autofluorescência, angiofluoresceinografia, tomografia de coerência óptica e testes de eletrofisiologia. Na paciente em questão, realizou-se o sequenciamento de próxima geração de 99 genes associados a distrofias retinais hereditárias. Tratava-se de uma mulher de 48 anos com melhor acuidade visual corrigida de 20/25 e 20/20. A fundoscopia revelou lesões puntiformes amarelas perifoveais. Os resultados da angiofluoresceinografia e da autofluorescência do fundo de olho foram consistentes com distrofia em padrão. A eletrorretinografia por padrões mostrou diminuição bilateral dos valores de p50. Os testes genéticos revelaram duas mutações missense heterozigóticas, c.428C>T, p. (Pro143Leu) e c.3113C>T, p. (Ala.1038Val), no gene ABCA4. Nossos resultados nos fazem pensar que essas mutações específicas em ABCA4 talvez possam estar associadas a um fenótipo específico da doença, caracterizado por uma aparência fundoscópica semelhante à da distrofia em padrão. Uma caracterização detalhada do fenótipo da retina em pacientes portadores de mutações específicas em ABCA4 é crucial para compreender a expressão da doença e para garantir o tratamento clínico ideal para pacientes com distrofias retinais hereditárias.
Keywords: Doença de Stargardt/diagnóstico; Distrofias retinianas; Membro 4 da Subfamília A de transportadores de cassetes de ligação de ATP; Tomografia de coerência óptica; Eletrorretinografia; Angiofluoresceinografia
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