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Search for: Coiled bodies; Ciliary body; Enteric nervous system; Gastrointestinal motility; Proto-oncogene proteins c-kit; Cebus
Abstract
Objetivo: Avaliar o sucesso na redução da pressão intra-ocular, com a utilização de trabeculectomia simples e quando associada a 5-fluorouracil ou mitomicina-C e avaliar se o tempo de exposição à mitomicina-C modifica este índice de sucesso. Métodos: Analisaram-se retrospectivamente 171 olhos consecutivos, entre janeiro de 1989 e março de 1998, sendo 16 olhos submetidos à trabeculectomia simples, 38 olhos à trabeculectomia e aplicação pós-operatória de 5-fluorouracil e 117 olhos à trabeculectomia e aplicação intra-operatória de mitomicina-C. Resultados: Os resultados mostraram uma redução significativa da PIO (pressão intra-ocular), com o uso de antifibroblásticos (p < 0,05). O tempo de exposição à mitomicina-C não apresentou diferença estatisticamente significativa (p > 0,05). Conclusões: Os autores concluem que a trabeculectomia associada a drogas antifibroblásticas reduz a PIO de maneira significativa e promove estabilidade a curto prazo.
Keywords: Trabeculectomia; 5-Fluorouracil; Mitomicina C
Abstract
Objetivo: O melanoma da conjuntiva é um tumor raro e agressivo, com propensão à disseminação metastática regional e distante. Este estudo tem como objetivo analisar os marcadores BRAF e NRAS no melanoma da conjuntiva e sua relação com recidivas tumorais e com o prognóstico do paciente.
Métodos: Este foi um estudo retrospectivo, observacional e unicêntrico de pacientes consecutivos com diagnóstico anatomopatológico de melanoma da conjuntiva feito entre janeiro de 1992 e dezembro de 2019. As mutações BRAF e NRAS foram analisadas com o kit cobas® 4800 (Roche®) em amostras obtidas através de biópsia excisional ou por mapa. Além disso, foi avaliada a presença de lesões pré-cancerosas ou tumorais associadas.
Resultados: Foram incluídos 12 pacientes com amostras histológicas positivas para melanoma da conjuntiva (7 mulheres e 5 homens), com idade média ao diagnóstico de 60 anos e tempo médio de evolução de 6,38 ± 3,4 anos. A mutação BRAF V600E foi encontrada em 3 biópsias (25%), bem como a NRAS Q61X (25%). Ocorreram recidivas em todos os pacientes positivos para mutações de BRAF ou NRAS e 5 desses pacientes desenvolveram disseminação sistêmica (83,33%). Além disso, 4 dos 6 pacientes com BRAF ou NRAS mutante (66,66%) apresentaram achados histopatológicos de lesões tumorais ou pré-cancerosas.
Conclusões: As mutações BRAF e NRAS podem ser fatores de risco para recorrência e menor sobrevida no melanoma da conjuntiva, o que tornaria esses pacientes candidatos a terapias direcionadas e a um acompanhamento mais abrangente e individualizado. Todos esses dados justificam mais estudos prospectivos padronizados.
Keywords: Neoplasias da túnica conjuntiva; Melanoma; Biomarcadores tumorais; Proteínas proto-oncogênicas B-raf; Genes ras.
Abstract
OBJETIVO: Comparar os níveis de proteína de choque térmico 70, de periostina e de irisina no humor aquoso de pacientes com pseudoexfoliação com catarata sem glaucoma e compará-los com pacientes com catarata sem pseudoexfoliação.
MÉTODOS: Trinta e um olhos de 31 pacientes com pseudoexfoliação com catarata sem glaucoma e 30 olhos de 30 indivíduos com catarata foram incluídos neste estudo. Amostras de humor aquoso foram coletadas de todos os pacientes no momento da cirurgia de catarata e obtidas através de uma paracentese límbica por meio de uma cânula de calibre 25 acoplada a uma seringa com tuberculina. Foram coletados 100 a 150 µL de humor aquoso. Os níveis de proteína de choque térmico 70, de periostina e de irisina no humor aquoso foram medidos usando o método de ensaio imunossorvente ligado a enzima.
RESULTADOS: A média da idade (p=0,221) e sexo (p=0,530) foram semelhantes entre os grupos pseudoexfoliação e controle. Os níveis médios de proteína de choque térmico 70 foram 29,22 ± 9,46 ng/mL (17,88-74,46) e 19,03 ± 7,05 ng/ mL (9,93-35,52) nos grupos pseudoexfoliação e controle, respectivamente. Os níveis de proteína de choque térmico 70 foram maiores no grupo pseudoexfoliação (p<0,0001). O nível médio de periostina foi de 6017,32 ± 1271,79 pg/mL (3787,50-10803,57) no grupo pseudoexfoliação e 4073,63 ± 1422,79 pg/mL (2110,44-7490,64) no grupo controle. O nível médio de periostina também foi maior no grupo pseudoexfoliação (p<0,0001). Os níveis médios de irisina foram 53,77 ± 10,19 ng/mL (29,46-71,16) e 39,29 ± 13,58 ng/mL (19,41-70,56) nos grupos pseudoexfoliação e controle, respectivamente. O nível médio de irisina foi maior no grupo pseudoexfoliação do que no grupo controle (p<0,0001).
CONCLUSÕES: Os níveis de proteína de choque térmico 70, de periostina e de irisina aumentam no humor aquoso de pacientes com pseudoexfoliação sem glaucoma.
Keywords: Humor aquoso; Irisina; Proteínas de choque térmico HSP70; Periostina; Síndrome de pseudoexfoliação
Abstract
PURPOSE: This study aimed to compare the safety and effectiveness of intraocular pressure reduction between micropulse transscleral cyclophotocoagulation and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation in patients with refractory primary open-angle glaucoma.
METHODS: We included patients with primary open angle glaucoma with at least 12 months of follow-up. We collected and analyzed data on the preoperative characteristics and postoperative outcomes. The primary outcomes were a reduction of ≥20% of the baseline value (criterion A) and/or intraocular pressure between 6 and 21 mmHg (criterion B).
RESULTS: We included 128 eyes with primary open-angle glaucoma. The preoperative mean intraocular pressure was 25.53 ± 6.40 and 35.02 ± 12.57 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The mean intraocular pressure was reduced significantly to 14.33 ± 3.40 and 15.37 ± 5.85 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups at the last follow-up, respectively (p=0.110). The mean intraocular pressure reduction at 12 months was 11.20 ± 11.46 and 19.65 ± 13.22 mmHg in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The median preoperative logMAR visual acuity was 0.52 ± 0.69 and 1.75 ± 1.04 in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The mean visual acuity variation was -0.10 ± 0.35 and -0.074 ± 0.16 in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation, respectively (p=0.510). Preoperatively, the mean eye drops were 3.44 ± 1.38 and 2.89 ± 0.68 drugs in the micropulse- and “slow cook” transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p=0.017), but those were 2.06 ± 1.42 and 1.02 ± 1.46 at the end of the study in the slow cook” and micropulse transscleral cyclophotocoagulation groups, respectively (p<0.001). The success of criterion A was not significant between both groups. Compared with 11 eyes (17.74%) in the slow cook” transscleral cyclophotocoagulation group, 19 eyes (28.78%) in the micropulse transscleral cyclophotocoagulation group showed complete success (p=0.171). For criterion B, 28 (42.42%) and 2 eyes (3.22%) showed complete success after micropulse- and slow cook” transscleral cyclophotocoagulation, respectively (p<0.001).
CONCLUSION: Both techniques reduced intraocular pressure effectively.
Keywords: Sclera/surgery; Glaucoma, open-angle/surgery; Ciliary body/surgery; Intraocular pressure; Laser coagulation/methods; Lasers, semiconductor; Comparative study; Effectiveness
Abstract
PURPOSE: Polycystic ovary syndrome is frequently associated with autonomic nervous system dysfunction, even in the absence of obesity or overt metabolic abnormalities. Alterations in pupillary responses may reflect early autonomic involvement and serve as a potential tool for early diagnosis, risk stratification, and disease monitoring. This study aimed to investigate pupillary reflex parameters using dynamic pupillometry in newly diagnosed non-obese women with polycystic ovary syndrome and to compare the findings with those of healthy controls. Methods: This prospective cross-sectional study included 48 newly diagnosed women with polycystic ovary syndrome and 44 age- and sex-matched healthy controls. Pupillary function parameters were measured using dynamic pupillometry (MonPackOne; Metrovision, France). Results: The mean age did not differ significantly between the groups (p=0.870). Initial pupil diameter, pupil contraction amplitude, and contraction velocity were significantly lower in the PCOS group than in the control group, whereas pupillary dilation duration was significantly longer (p<0.001, p<0.001, p=0.007, and p=0.032, respectively). No significant differences were observed between the groups regarding contraction latency, contraction duration, dilation latency, or dilation velocity (p=0.749, p=0.925, p=0.653, and p=0.310, respectively). Conclusion: Newly diagnosed non-obese women with polycystic ovary syndrome exhibit significant alterations in pupillary dynamics, suggesting a generalized reduction in both sympathetic and parasympathetic activity. Dynamic pupillometry may represent a practical, noninvasive tool for detecting early autonomic hypoactivity and identifying patients at risk for future metabolic or cardiovascular complications.
Keywords: Autonomic nervous system; IPupil/physiology; Reflex, Pupillary/physiology; Polycystic ovary syndrome/diagnosis; Menstruation disturbances; Ideal body weight
Abstract
Objetivo: Sincinesias são resultado de inervações anômalas e ocasionam movimentos aberrantes dos músculos envolvidos. Apresentamos uma série com casos raros de sincinesias oculares congênitas dos músculos extraoculares e do levantador da pálpebra superior e especulamos a possibilidade de classificá-las dentro do espectro das desordens congênitas da desnervação cranianana.
Métodos: Prontuários de pacientes com diagnóstico de sincinesia ocular congênita foram estudados retrospectivamente. Analisamos sexo, lateralidade e as características completas do exame de motilidade de cada paciente.
Resultados: Nove pacientes com sincinesias oculares congênitas foram incluídos. Houve discreta predominância no sexo feminino. Em termos de lateralidade, o olho direito foi o único envolvido em 4 casos, o olho esquerdo também em 4 casos e 1 caso apresentou acometimento bilateral. 55,5% dos pacientes eram ortotrópicos na posição primária. Os III, VI e IV nervos participaram da sincinesia em 100%, 44,4% e 11,1% dos casos, respectivamente.
Conclusões: Sincinesias oculares congênitas podem se apresentar de modo bastante eclético e incomum. A inervação aberrante presente em cada um desses casos os coloca na lista de candidatos a integrar o grupo das desordens congênitas da desenervação craniana.
Keywords: Sincinesia; Nervo troclear; Nervos cranianos/ anormalidades; Músculos oculomotores; Transtornos da motilidade ocular/congênito
Abstract
PURPOSE: This study was conducted to report the histopathological and clinical features of the Marcus Gunn phenomenon and other similar conditions of upper eyelid misfiring.
METHODS: This was a retrospective study of patients with congenital ptosis with Marcus Gunn phenomenon who have undergone surgical repair over a period of 12 years and another two patients with upper eyelid misfiring in association with extraocular movements to identify their histopathological findings as subtypes representing ocular congenital cranial dysinnervation disorder.
RESULTS: Among 136 patients with congenital ptosis, 11 (8%) patients with Marcus Gunn phenomenon or misfiring were identified, of whom 9 (6.6%) had typical known Marcus Gunn phenomenon and 2 (1.4%) had eyelid misfiring similar to Marcus Gunn phenomenon. In all patients, the histopathological changes of the excised levator muscle included overall loss and/or atrophy of muscle fibers and irregular-modified Gomori trichrome staining.
CONCLUSION: The Marcus Gunn phenomenon and similar misfiring conditions with synkinetic extraocular muscle movements share findings that are consistent with the neurogenic type of muscle atrophy. This result suggests a common underlying etiology with variable clinical findings, representing the ocular counterpart of congenital cranial dysinnervation disorder, which has been reported as ocular congenital cranial dysinnervation disorder.
Keywords: Eyelid diseases; Ocular motility disorders/surgery; Ophthalmologic surgical procedures
Abstract
Objetivos: Avaliar a eficácia do uso de toxina botulínica tipo A no tratamento do estrabismo em pacientes com comprometimento neurológico e avaliar os fatores associados ao sucesso do tratamento.
Métodos: Cinquenta pacientes com estrabismo e comprometimento neurológico foram incluídos no estudo. Em todas as crianças, a toxina botulínica tipo A foi injetada no músculo extraocular apropriado. A relação entre características demográficas, características clínicas e o sucesso do tratamento foram analisadas.
Resultados: No grupo de estudo, 34 pacientes tiveram esotropia e 16 pacientes tiveram exotropia, sendo trinta e seis pacientes com paralisia cerebral e 14 pacientes com hidrocefalia. O tempo médio de acompanhamento foi de 15,3 ± 7,3 meses. O número médio de aplicações foi de 1,4 ± 0,6. O ângulo de desvio médio foi de 42,5 ± 13,2 DP antes do tratamento e diminuiu para 12,8 ± 11,9 DP após o tratamento. Alinhamento motor bem sucedido (ortotropia dentro de 10 DP) foi alcançado em 60% dos pacientes. A análise de regressão logística binária revelou que o desalinhamento esotrópico e uma menor duração do estrabismo foram significativamente associados ao sucesso do tratamento no grupo de estudo. Pacientes esotrópicos com ângulos de desalinhamento menores são mais propensos a serem tratados com uma única aplicação.
Conclusão: O uso da toxina botulínica tipo A para o tratamento de estrabismo em crianças com comprometimento neurológico é uma boa alternativa para a terapia cirúrgica convencional com menor risco de hipercorreção. O resultado do tratamento é melhor em exodesvios e em pacientes com estrabismo de menor duração, implicando em vantagem para o tratamento precoce.
Keywords: Estrabismo; Toxinas botulínicas; Manifestações neurológicas; Doenças do sistema nervoso; Paralisia cerebral; Hodrocefalia; Criança
Abstract
OBJETIVO: Descrever as características clínicas e os fatores associados à presença de ceratite em pacientes com corpos estranhos na córnea em uma população colombiana.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal baseado na revisão dos registros clínicos de pacientes com corpos estranhos na córnea admitidos em um departamento de emergência em Cali, Colômbia, entre junho de 2018 e junho de 2019. O desfecho primário foi a presença de ceratite diagnosticada através de critérios clínicos. Foram utilizados modelos de regressão logística univariada e multivariada para identificar os fatores associados.
RESULTADO: Neste estudo, foi analisado um total de 381 corpos estranhos na córnea em 372 pacientes (idade média: 40,0 anos, intervalo interquartil: 29,0-53,0; sexo masculino: 94,7% [352 casos]). Noventa e cinco casos desenvolveram ceratite (24,9%, intervalo de confiança de 95% — IC 95%: 20,8%-29,5%). Na análise multivariada, para idade ≤30 anos (razão de chances — RC: 2,15, IC 95%: 1,06-4,36), o achado de flare aquoso (RC: 2,81, IC 95%: 1,39-5,66]) e a presença de corpo estranho na periferia da córnea (RC: 2,05, IC 95%: 1,19-3,50) foram associados a um risco aumentado de ceratite. Sexo, tempo entre a lesão e a internação, e edema da córnea não foram relacionados à ceratite (p>0,05).
CONCLUSÃO: Há uma proporção elevada de ceratite em casos de corpos estranhos na córnea em Cali, Colômbia. Os três fatores associados à ceratite foram a idade, o achado de flare aquoso e a presença de corpo estranho na periferia da córnea.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Lesões da córnea; Ceratite/epidemiologia; Estudos transversais; Colômbia.
Abstract
OBJETIVO: A deficiência visual e a cegueira causadas pela catarata são um grande problema de saúde pública. Há vários fatores associados a um risco maior de catarata relacionada à idade na população mundial, tais como idade, tabagismo, consumo de álcool e radiação ultravioleta. Esta meta-análise foi realizada para avaliar a associação entre o índice de massa corporal e a catarata relacionada à idade.
MÉTODOS: Foi revisada a literatura sobre catarata relacionada a peso e idade publicada de janeiro de 2011 a julho de 2020, através de buscas nos bancos de dados PubMed, Medline e Web of Science. Na meta-análise, foram utilizados modelos de efeito aleatórios e de efeitos fixos e os resultados foram apresentados como razões de chances (OR).
RESULTADOS: Um total de 9 estudos foi incluído na meta-análise. Não houve correlação entre ausência de sobrepeso e cataratas nucleares (OR=1,31, IC 95%: −0,50-3,12, p=0,156). Os resultados do modelo de efeitos aleatórios mostraram que o excesso de peso estava significativamente associado a uma redução do risco de catarata relacionada à idade (OR=0,91, IC 95%: 0,80-1,02, p<0,0001, I2=62,3%, p<0,0001). Houve correlações significativas entre o excesso de peso e cataratas corticais (OR=0,95, IC 95%: 0,66-1,24, p<0,0001), nucleares (OR=0,92, IC 95%: 0,76-1,08, p<0,0001) e subcapsulares posteriores (OR=0,87, IC 95%: 0,38-1,02, p<0,0001) relacionadas à idade. Houve correlações significativas entre obesidade e cataratas corticais (OR=1,00, IC 95%: 0,82-1,17, p<0,0001), nucleares (OR=1,07, IC 95%: 0,92-1,22, p<0,0001) e subcapsulares posteriores (OR=1,14, IC 95%: 0,91-1,37, p<0,0001) relacionadas à idade.
CONCLUSÃO: Estes achados sugeriram uma correlação significativa entre o índice de massa corporal e a catarata relacionada à idade, com o excesso de peso e a obesidade reduzindo e aumentando o risco de catarata relacionada à idade, respectivamente.
Keywords: Envelhecimento; Catarata; Índice de massa corporal; Sobrepeso; Obesidade
Abstract
Os autores relatam o caso de paciente do sexo masculino, 8 anos de idade, com história de uveíte crônica anterior unilateral há quatro meses, associada a lesão pigmentada envolvida por material fibrinóide em ângulo camerular inferior e a lesão fibrótica em extrema periferia de retina inferior. Não havia histórico de trauma ou outros sintomas clínicos. A hipótese de toxocaríase foi afastada diante de testes sorológicos negativos. Melhoria sintomática parcial foi alcançada com administração de corticosteróide vias oral e tópica. Ademais, redução na quantidade de material fibrinóide ao redor da lesão camerular a revelou regular e cilíndrica. Foi realizada tomografia computadorizada de órbitas, permitindo a detecção de corpo estranho metálico na topografia de ângulo camerular inferior. O paciente foi submetido a remoção do corpo estranho através de incisão corneana e a fotocoagulação ao redor da tração retiniana inferior. Excelentes resultados visual e anatômico foram obtidos.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Uveíte anterior; Uveíte intermediária; Edema da córnea; Toxocaríase
Abstract
Reportamos o caso de homem previamente hígido, 48 anos, com paralisia isolada do nervo abducente 18 dias após infecção pelo novo coronavírus (COVID-19) confirmada por reação cadeia polimerase de transcriptase reversa. A principal queixa do paciente na admissão era diplopia. O exame ocular revelou paralisia do sexto nervo craniano do olho esquerdo. Esotropia incomitante no exame inicial media 30 dioptrias prismáticas. Abdução estava limitada com adução completa no olho esquerdo. O paciente foi submetido a investigação clínica e neurológica com exame de neuroimagem, incluindo análise de amostra do líquido cefalorraquidiano para descartar causas infecciosas. Optou-se por abordagem conservadora com terapia ortóptica e prisma de Fresnel. Oito meses após a infecção pelo COVID-19, o paciente evoluiu com regressão do estrabismo e informou recuperação completa do quadro. Este relato sugere que paralisia isolada do nervo abducente causada por SARS-CoV-2 pode melhorar com abordagem conservadora.
Keywords: Infecções por coronavirus; Doenças do nervo abducente; Estrabismo; Vírus da SARS; Transtornos da motilidade ocular; Humanos; Relatos de casos
Abstract
Apresentamos um caso incomum de paciente pediátrico com diagnóstico de mucocele de seio esfenoidal, que apresentou perda progressiva da acuidade visual ao longo de três meses, resultando em recuperação total da acuidade visual após a cirurgia. Paciente do sexo masculino, 13 anos, procurou o pronto-socorro, queixando-se de perda progressiva da acuidade visual do olho esquerdo nos últimos três meses. Exames de imagem revelaram uma massa cística sugestiva de mucocele de seio esfenoidal, causando neuropatia óptica compressiva e proptose. O paciente foi agendado para esfenoidectomia e ressecção da massa. Três dias após a cirurgia, a acuidade visual do paciente no olho esquerdo era de 20/20, apresentando recuperação completa dos sintomas. Diante dos resultados de nosso paciente, sugerimos que a idade do paciente pode ser decisiva na recuperação da acuidade visual de uma neuropatia óptica compressiva secundária à mucocele de seio esfenoidal. Mais pesquisas são necessárias para verificação desses dados.
Keywords: Seio esfenoidal; Mucocele; Doenças orbitárias; Doenças do nervo óptico; Doenças do sistema nervoso; Neuroimagem; Acuidade visual; Criança
Abstract
O melanoma iridociliar em anel é um tipo incomum de melanoma uveal. As manifestações clínicas variam desde casos assintomáticos até síndromes mascaradas que mimetizam um glaucoma refratário. As opções de tratamento incluem radioterapia e enucleação. O manejo do melanoma uveal metastático continua desanimador. Novas terapias usando inibidores de checkpoint imunológico estão atualmente em estudo. Apresentamos o caso de uma mulher hispânica de 54 anos com perda progressiva da visão por um melanoma metastático em anel, com semeadura de câmara anterior, tratada com pembrolizumabe.
Keywords: Neoplasia uveal/complicação; Melanoma; Neoplasia da íris/secundário; Corpo ciliar; Anticorpo monoclonal humanizado; Inibidor de checkpoint imunológico; Humanos; Relato de caso.
Abstract
O diagnóstico de glaucoma de ângulo fechado secundário a cistos iridociliares é desafiador e não possui suporte da literatura compilada. Apresentamos um caso bilateral raro de glaucoma de ângulo fechado associado à íris pseudoplateau devido a cistos ciliares múltiplos e realizamos uma revisão sistemática da literatura de relatos de casos similares publicados entre novembro de 2006 e novembro de 2016. Apenas 19 relatos de casos apresentaram as modalidades de tratamento e na maioria deles foi necessário mais de uma abordagem terapêutica para controlar a pressão intra-ocular. Íris pseudoplateau atribuída a cistos iridociliários deve ser considerada no diagnóstico diferencial de pacientes com ângulos estreitos, particularmente aqueles com hipertensão ocular e glaucoma, em que o manejo é complexo. Além da gonioscopia, a biomicroscopia ultra-sônica é considerada o método conclusivo para o diagnóstico correto.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado/etiologia; Cistos/complicações; Corpo ciliar; Doenças da íris; Biomicroscopia ultra-sônica; Diagnóstico diferencial; Íris pseudoplateau
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