Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (6 )
:499-506
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000600002
Abstract
Objetivo: Analisar a incidência, tipo, tratamento e evolução das complicações em LASIK. Métodos: Estudo retrospectivo de 1000 olhos submetidos a LASIK usando os microceratótomos Hansatome® ou Automated Corneal Shaper® e os aparelhos de Excimer Laser VISX 20/20B ou Chiron Technolas 217C. Complicações peroperatórias e pós-operatórias precoces e tardias foram analisadas. Resultados: A média do equivalente esférico pré-operatório foi de -4,29 ± 3,20D. A média do seguimento foi de 6,05 ± 6,69 meses. No período peroperatório foram encontradas cinco (0,5%) complicações do disco relacionadas ao microceratótomo (3 discos finos, 1 disco com perfuração central e 1 disco pequeno). As complicações mais freqüentes no período pós-operatório precoce foram as dobras de disco (6,4%), seguidas de debris na interface (4,1%), ceratite não específica da interface (1,1%), "haze" (0,4%), crescimento epitelial da interface (0,4%) e deslocamento de disco (0,3%). A maioria destes eventos foi prontamente tratada, alcançando-se bons resultados. Para as complicações tardias, relacionadas à refração, foram analisados 655 olhos que apresentavam seguimento mínimo de 3 meses. No último exame, a média do equivalente esférico neste grupo foi de -0,26±0,76D. Oito por cento dos olhos encontravam-se com hipocorreção superior a 1,00D; e 1,67% com hipercorreção > 1,00D. Retratamento foi necessário em 28 olhos (4,27%). Cinco casos (0,76%) perderam de 2 ou mais linhas da melhor acuidade visual corrigida. Não foram observadas outras complicações visualmente importantes. Conclusão: LASIK é um procedimento refrativo seguro e com poucas complicações.
Keywords: Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Erros de refração; Estudos retrospectivos; Complicações intra-operatorias; Complicações pós-operatorias
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (1 )
:51-57
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000100009
Abstract
OBJETIVO: Comparar o custo das técnicas anestésicas locais usadas em oftalmologia (retrobulbar, peribulbar, subtenoniana e tópica) para realizar cirurgia de facoemulsificação. MÉTODOS: Para análise de custo dos materiais usados para realizar os diferentes procedimentos anestésicos, adotamos as técnicas padronizadas pelo Setor de Catarata da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC. Para cada técnica foram tabulados os valores totais correspondentes aos materiais necessários para realizar os procedimentos anestésicos em questão. Todos os materiais utilizados foram adquiridos após a análise de preços de três fornecedores, tendo sido escolhido o de menor valor. RESULTADOS: O custo da anestesia tópica foi de 0,06 reais, da anestesia retrobulbar foi de 7,42 reais, da anestesia peribulbar foi de 24,96 reais e o da anestesia subtenoniana foi de 48,12 reais. CONCLUSÕES: 1. A anestesia tópica foi à técnica que apresentou o menor custo. 2. A anestesia retrobulbar apresenta custo mais baixo quando comparado a peribulbar e subtenoniana. 3. A anestesia subtenoniana apresenta custo mais elevado quando comparada a outras técnicas utilizadas neste estudo.
Keywords: Custos de cuidados de saúde; Anestesia local; Extração de catarata; Facoemulsificação
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (4 )
:519-525
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000400016
Abstract
OBJETIVO: Comparar os resultados obtidos após o Lasik personalizado utilizando duas plataformas diferentes. MÉTODOS: Estudo prospectivo, randomizado com 50 pacientes míopes submetidos a cirurgia refrativa em ambos os olhos. Foram selecionados para o estudo, pacientes com equivalente esférico semelhante entre os olhos. Todos foram submetidos a Lasik bilateral e simultâneo, sendo que um olho foi operado pela plataforma CustomCornea® e o outro pela Zyoptix®. Acuidade visual sem e com correção, refração dinâmica e estática, medida das aberrações oculares, teste de sensibilidade ao contraste foram realizados no período pré-operatório e pós-operatório de 1, 3 e 6 meses. RESULTADOS: No período pré-operatório a média do equivalente esférico era de -3,29 ± 1,56 D no grupo CustomCornea® e de -3,22 ± 1,50 D no Zyoptix® (p=0,267). No sexto mês de pós-operatório, a média do equivalente esférico no grupo CustomCornea® era de -0,077 ± 0,23 D e -0,282 ± 0,30 D no Zyoptix® (p<0,001*). Acuidade visual sem correção > 20/20 foi alcançada em 86% dos olhos no grupo CustomCornea® e 70% no grupo Zyoptix® (p=0,094). Nenhum paciente perdeu duas ou mais linhas da melhor acuidade visual corrigida. Cem por cento dos olhos CustomCornea® e 88% dos Zyoptix® ficaram entre ± 0,50 D da emetropia (p=0,014*). Melhora da sensibilidade ao contraste em todas as frequências espaciais testadas foi observada em ambos os grupos. A aberração esférica apresentou aumento em ambos os grupos, porém este foi estatisticamente maior na plataforma Zyoptix® (p<0,001). CONCLUSÃO: Não foram observadas diferenças entre os grupos quanto à eficácia e segurança. O tratamento com a plataforma Zyoptix® consumiu menor quantidade de estroma. Melhor previsibilidade da correção cirúrgica foi obtida pelo grupo CustomCornea®, bem como menor indução de aberração esférica.
Keywords: Miopia; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Erros de refração; Estudos comparativos
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (5 )
:428-432
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000500008
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia do uso das lentes de contato esclerais no manejo das sequelas oculares de pacientes portadores de síndrome de Stevens-Johnson. MÉTODOS: Foram avaliados, retrospectivamente, pacientes com sequelas oculares da síndrome de Stevens-Johnson que iniciaram o uso de lente de contato escleral. Os pacientes foram submetidos a avaliação subjetiva dos sintomas através de um questionário; exame oftalmológico (medida da acuidade visual, biomicroscopia, coloração da superfície ocular com colírio de fluoresceína, teste de Schirmer). RESULTADOS: Dez olhos de 7 pacientes foram analisados. A acuidade visual dos pacientes variou de movimentos de mão a 20/25. Todos os pacientes apresentavam algum grau de opacidade corneal e simbléfaro leve. A lente de contato escleral foi adaptada com sucesso em 90% dos olhos. Em todos estes casos os pacientes referiram melhora dos sintomas e da visão. Com relação aos achados biomicroscópicos observou-se melhora da hiperemia conjuntival e da ceratite, e diminuição da secreção mucosa em 90% dos olhos. CONCLUSÕES: Foi possível uma adaptação bem sucedida da lente de contato escleral em grande parte dos pacientes, com melhora dos sintomas e da acuidade visual provavelmente consequentes à melhora da regularização da superfície ocular. As lentes de contato esclerais representam uma importante e acessível alternativa para a redução da limitação ocasionada pelos danos sequelares da síndrome de Stevens-Johnson.
Keywords: Lente de contato; Esclera; Olho seco; Síndrome de Stevens-Johnson
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (4 )
:248-250
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000400003
Abstract
OBJETIVO: Avaliar pela citologia de impressão a superfície da córnea de doador vivo para transplante autólogo ou alógeno de células-tronco epiteliais. MÉTODOS: Vinte pacientes doadores de tecido límbico foram avaliados (17 para transplante autólogo e 3 para alógeno). Os exames citológicos foram realizados em dois momentos: antes da ceratectomia, que removeu tecido límbico dos quadrantes superior e inferior, e após o terceiro mês pós-operatório. RESULTADOS: Invasão de células da conjuntiva em direção ao centro além da margem da ceratectomia não ocorreu em nenhum olho estudado. Uma pequena área de conjuntivalização parcial, confirmada pela presença de células caliciformes, foi detectada dentro do limite da ceratectomia em 10% dos casos. CONCLUSÃO: A superfície central da córnea manteve-se transparente demonstrando que a manipulação de tecido límbico em doador vivo foi um procedimento seguro neste grupo de pacientes. Uma pequena porcentagem dos olhos pode ter o local do sítio da ceratectomia re-epitelizado com células da conjuntiva sobre a periferia da córnea.
Keywords: Células-tronco; Técnicas citológicas; Limbo da córnea; Células caliciformes; Células epiteliais; Doadores vivos; Transplante autólogo