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Objetivos: Avaliar a eficácia e eficiência de um novo corante à base de luteína para coloração da cápsula anterior durante cirurgia de facoemulsificação em humanos. Métodos: Vinte e cinco olhos de 25 pacientes foram operados por 25 cirurgiões diferentes que realizaram capsulorrexis circular contínua e facoemulsificação após coloração da cápsula anterior com corante à base de luteína. Um questionário avaliou a opinião dos cirurgiões sobre a eficácia do corante. Exames pós-operatórios foram realizados nos dias 1, 7 e 30 por meio de exame oftalmológico completo, topografia/ paquimetria e contagem de células endoteliais. Resultados: De acordo com o questionário aplicado, o corante facilitou a cirurgia em todos os olhos. A classificação da catarata de acordo com o LOCS III foi de 3,24 ± 1,12. A acuidade visual pré-operatória com melhor correção foi de 0,89 ± 0,59 (logMAR), passando a 0,23 ± 0,22 no pós-operatório. A pressão intraocular (PIO) permaneceu estável e houve reação de câmara leve que desapareceu em todos os casos durante os primeiros 7 dias de pós-operatório. Não houve significância estatística comparando a paquimetria e PIO pré e pós-operatórios. Conclusão: O novo corante se mostrou eficiente e sem sinais de toxicidade ou efeitos adversos, após 30 dias, quando usado para auxiliar a cirurgia de facoemulsificação.
Keywords: Extração de catarata/métodos; Luteína; Facoemulsificação; Capsulorrexe; Lentes intraoculares
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RESUMOObjetivo:Reportar os resultados clínicos do tratamento local da retinocoroidite toxoplásmica com injeções intravítreas de clindamicina e dexametasona.Métodos:População do estudo: 16 olhos (16 pacientes) com retinocoroidite toxoplásmica ativa sem comprometimento da mácula e da área juxtapapilar, tratados com injeções intravítreas de clindamicina (1 mg) e dexametasona (1 mg) sem terapia sistêmica anti-toxoplásmica ou anti-inflamatória concomitante. Procedimento de observação: A melhor acuidade visual corrigida (BCVA) foi medida através da tabela ETDRS. A BCVA e as características clínicas da retinocoroidite foram avaliadas na qualificação, primeiro, terceiro, sexto e 12º mês. Medidas do resultado principal: resolução da retinocoroidite e mudanças na BCVA.Resultados:O controle da retinocoroidite toxoplásmica foi atingido em todos os casos com um intervalo médio de 2,48 ± 1,03 semanas (intervalo de 2 a 6 semanas). Uma única injeção intravítrea de clindamicina e dexametasona foi aplicada em 12 pacientes, e quatro pacientes precisaram de duas injeções durante o seguimento. Quatorze olhos (87,5%) melhoraram ≥ 2 linhas ETDRS de BCVA, a BCVA ficou estável em 2 olhos (12,5%) e nenhum paciente apresentou diminuição da acuidade visual no final do seguimento. Não foram observados eventos adversos sistêmicos ou oculares.Conclusão:O tratamento local com injeções intravítreas de clindamicina e dexametasona sem terapia sistêmica concomitante esteve associado com a resolução da retinocoroidite toxoplásmica em pacientes sem comprometimento macular ou juxtapapilar. A clindamicina e dexametasona intravítrea representam um tratamento promissor em pacientes com intolerância, contraindicação ou resposta inadequada a medicação oral.
Keywords: Coriorretinite/quimioterapia; Toxoplasmose ocular; Injeções intravítreas; Clindamicina/administração & dosagem; Dexametasona /administração & dosagem
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Objetivo: Analisar o uso do PCR em tempo real (qPCR) na detecção do DNA do T. gondii no sangue periférico e no humor aquoso de pacientes com lesões de retinocoroidite focal, ativa por toxoplasmose. Métodos: Cinquenta e cinco pacientes com uveite infecciosa foram incluídos neste estudo. Os pacientes foram atendidos entre 2009 a 2013, no Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Universidade Federal de São Paulo. Quarenta e três pacientes tiveram o diagnóstico de lesões de retinocoroidite focal, ativa por toxoplasmose e, os outros 12 tiveram o diagnóstico de uveíte infecciosa não toxoplásmica e, por isso foram usados como grupo controle. A técnica de qPCR foi utilizada na detecção de DNA do T. gondii em amostras de sangue periférico e humor aquoso. Resultados: O qPCR foi positivo para o DNA do T. gondii em 37,21% (16/43) das amostras de humor aquoso, 2,33% (1/43) nas amostras de sangue periférico e, 16,27% (7/43) em ambas amostras simultaneamente. Conclusão: O qPCR foi capaz de detectar o DNA do T. gondii em pacientes com lesões de retinocoroidite focal, ativa por Toxoplasmose, no sangue bem como, no humor aquoso, podendo ajudar no diagnostico.
Keywords: Toxoplasmose ocular/diagnóstico; Toxoplasma; Sangue/parasitologia; Coriodite; Reação em cadeia da polimerase em tempo real; Humor aquoso
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Introdução: No ano de 2015, foi identificado no Brasil um aumento da prevalência de microcefalia em vinte vezes. Esta malformação foi associada pelo Ministério da Saúde à transmissão vertical do Zika vírus (ZIKV). Método: Investigamos dez lactentes com diagnóstico clínico presumido de microcefalia relacionada à ZIKV, que apresentavam anormalidades oculares, nascidos entre maio e dezembro de 2015. Resultados: Sete mães (70,0%) relataram sintomas (mal-estar, rash e artralgia) durante a gestação, sendo seis (85,7%) no primeiro trimestre. No dia da avaliação nenhuma alteração ocular foi identificada nas mães e elas não relataram sintomas oculares durante a gestação. Sorologia foi negativa para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, sífilis e vírus da imunodeficiência adquirida (HIV) em todos os lactentes. Os achados oculares incluíram alterações maculares (depósito pigmentar grosseiro e/ou atrofia coriorretiniana) em 15 olhos (75,0%) e alterações do nervo óptico (hipoplasia do disco com sinal do duplo anel, palidez e/ou aumento da escavação papilar) em nove olhos (45,0%). Conclusões: Os pacientes apresentaram segmento anterior normal e importantes e anormalidades maculares e do nervo óptico. Estudos futuros vão avaliar a importância destas alterações visuais.
Keywords: Microcefalia; Zika vírus; Achados oculares; Transmissão vertical, Retina
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Objetivo: Comparar células endoteliais de córnea humana (HCECs) criopreservadas e cultivadas em meio suplementado com soro humano (HS-SM) com HCEC criopreservadas e cultivadas em meio suplementado com soro bovino fetal (FBS-SM). Métodos: Três pares de córneas humanas de doadores com 8, 28 e 31 anos de idade foram obtidos do banco de olhos e, de cada par, uma córnea foi utilizado para iniciar uma cultura com HS-SM e outra com FBS-SM. Ao atingir a confluência, as populações de células foram congeladas utilizando-se dimetil-sulfóxido 10% no respectivo meio de cultura. Após descongeladas, as células cultivadas em HS-SM foram comparados com as cultivadas em FBS-SM por meio de morfologia, curva de crescimento, imuno-histoquímica, reação em cadeia de Reação em cadeia da polimerase da transcrição reversa em tempo real (RT-PCR) para marcadores de células endoteliais e tempo de descolamento. Resultado: Não foram observadas diferenças morfológicas antes ou após a criopreservação. Curva de crescimento mostrou contagens celulares semelhantes em ambos os meios, com discreta tendência para um maior número em FBS-SM. As células cultivadas em ambos os meios mostraram expressão semelhante de marcadores celulares endoteliais quando avaliadas por imuno-histoquímica, embora a expressão genética de marcadores para HCEC tenha sido maior em HS-SM quando avaliado por RT-PCR. Houve uma tendência de maior tempo de descolamento com FBS-SM e passagens iniciais. Conclusões: HS-SM foi semelhante ao FBS-SM na criopreservação de HCEC cultivadas in vitro quando avaliadas por morfologia celular, proliferação celular e expressão proteica, embora a expressão genética de marcadores endoteliais tenha sido maior em células cultivadas em HS-SM quando comparadas a células cultivadas em FBS-SM. O tempo de descolamento foi maior quando utilizado FBS-SM e em passagens iniciais.
Keywords: Criopreservação; Córnea; Endotélio corneano; Técnicas de cultura de células; Meios de cultura
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Objetivo: Demonstrar a eficácia do colírio de tacrolimus 0,03% como único agente antialérgico versus o colírio de cromoglicato de sódio 4% no tratamento de ceratoconjuntivite primaveril (CCP). Métodos: Ensaio clínico randomizado duplo-mascarado comparando a eficácia do colírio de tacrolimus 0,03% 3 vezes ao dia, versus o colírio de cromoglicato 4% 3 vezes ao dia, no controle dos sintomas e sinais de pacientes com o diagnóstico de ceratoconjuntivite primaveril, durante o período de 3 meses, com avaliações nos dias 0, 15, 30, 45 e 90. Acuidade visual, pressão intraocular e outras possíveis complicações foram avaliadas para determinar segurança e efeitos adversos. Resultados: Dezesseis pacientes foram incluídos no estudo, sendo que oito fizeram uso de colírio de tacrolimus 0,03% (Grupo 1) e oito fizeram uso de colírio de cromoglicato de sódio 4% (Grupo 2). Dois pacientes do Grupo 2 foram excluídos da análise dos dias 45 e 90, devido à necessidade de utilização de corticosteroide tópico. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (81,8%) e 56,3% apresentavam a doença em sua forma limbar. Houve diferença estatisticamente significativa entre os Grupos 1 e 2 em relação à graduação de severidade para os sintomas de prurido no dia 90 (p=0,001), sensação de corpo estranho no dia 15 (p=0,042), fotofobia no dia 30 (p=0,041) e para os sinais de atividade inflamatória limbar nos dias 15 (p=0,011), 30 (p=0,007) e 45 (p=0,015), e ceratite no dia 30 (p=0,048). Nenhum efeito adverso relevante foi notado, exceto queixa de queimação ocular quando da instilação de tacrolimus, o que não comprometeu à adesão ao tratamento. Conclusão: O colírio de tacrolimus 0,03% foi superior ao colírio de cromoglicato de sódio 4% comparando a graduação de severidade para os sintomas de prurido, sensação de corpo estranho e fotofobia, assim como para os sinais de atividade inflamatória limbar e ceratite, em determinados períodos de tempo durante o seguimento.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Antialérgicos; Tacrolimo; Soluções oftálmicas; Cromolina sódica
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Objetivos: Determinar a visão, achados oftalmológicos e qualidade de vida em longevos. Métodos: Estudo observacional transversal em indivíduos com idade entre 80 anos ou mais. Realizado exame oftalmológico com medida da acuidade visual apresentada e da acuidade visual melhor corrigida. Foram administrados os questionários: Qualidade de Vida Forma Curta - 36 (SF-36) e Qualidade de Função Visual (VFQ-25). Resultados: Total de 150 indivíduos não-institucionalizados foram estudados, divididos em três faixas etárias: 80 a 89 anos (n=70); 90 a 99 anos (n=50) e 100 anos ou mais (n=30). Acuidade visual apresentada normal (≥20/30) foi encontrada em 20 (13,3%) participantes; deficiência visual leve (<20/30 a ≥20/60), em 53 (35,4%); deficiência visual moderada (< 20/60 a ≥20/200) em 50 (33,3%); deficiência visual grave (<20/200 para ≥20/400) em 8 (5,3%) e cegueira (<20/400) em 19 (12,7%). A acuidade visual com a melhor correção aumentou para 37 (24,7%) indivíduos normais; deficiência leve aumentou para 55 (36,7%); deficiência visual moderada diminuiu para 38 (25,3%); deficiência visual grave foi reduzida para 5 (3,3%) e cegueira foi reduzida para 15 (10%). As principais causas de deficiência visual/cegueira foram: catarata (43,8%) erro refrativo (21,5%), degeneração macular relacionada à idade (17,7%), e degeneração miópica (3,8%). A pontuação no Questionário de Qualidade de Vida foi pior naqueles com baixa visão para perto. No questionário VFQ -25 os domínios com menor pontuação ocorreram nos indivíduos com baixa visão/cegueira. Conclusão: Deficiência visual/cegueira mostrou-se presente em três quartos desta amostra de longevos. A prescrição de óculos adequados proporcionou melhora da acuidade visual, reforçando a necessidade de atendimento oftalmológico regular desses pacientes para assegurar a qualidade de vida e de visão.
Keywords: Envelhecimento; Transtornos da visão/diagnóstico; Avaliação geriátrica; Cegueira; Baixa visão; Qualidade de vida; Inquéritos e questionários. Idoso; Idoso de 80 anos ou mais
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Elucidar os efeitos adversos do uso de medicações imunossupressoras em pacientes com uveíte não diagnosticada por sífilis. Avaliação de quatro pacientes com uveíte por sífilis submetidos a tratamento com drogas imunossupressoras por suspeita de uveíte secundária a doenças reumáticas, que desenvolveram perda visual permanente. Sífilis deve ser sempre um diagnóstico diferencial nas doenças inflamatórias oculares, principalmente antes do início de terapia imunossupressora.
Keywords: Sífilis; Uveítes/quimioterapia; Imunossupressores/uso terapêutico; Imunossupressores/efeitos adversos; Transtornos da visão/etiologia; Relatos de casos
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Objetivos: Avaliar o implante intravítreo de liberação lenta de dexametasona 0,7 mg no tratamento do edema macular cistóide (EMC) secundário à uveíte intermediária refratária a corticosteroides orais. Métodos: Estudo retrospectivo da acuidade visual melhor corrigida, inflamação intraocular, pressão intraocular (PIO), retinografia, tomografia de coerência óptica (OCT), inflamação e reações adversas de cinco pacientes (mulheres, idade média 35 anos) com o edema macular cistóide tratado com implante de dexametasona. Pacientes foram avaliados em 7 consultas até o 150o dia pós implante. Rsultados: Quatro pacientes apresentaram parsplanite bilateral e um, uveíte intermediária bilateral associada à artrite idiopática juvenil. Seis implantes foram inseridos sob anestesia tópica. O tempo médio de acompanhamento foi de 5 meses. A acuidade visual melhorou em todos os olhos. A tomografia de coerência óptica mostrou afinamento da mácula em todos os olhos e houve correlação entre a acuidade visual e a retina mais fina. Não ocorreu evento adverso grave. Não ocorreu aumento significativo na pressão intraocular. Conclusão: O implante intravítreo é eficaz no tratamento do edema macular cistóide secundário a uveíte intermediária refratária a esteróides sistêmicos.
Keywords: Edema macular/etiologia; Uveíte/complicacões; Tomografia de coerência óptica; Dexametasona/uso terapêutico; Acuidade visual
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RESUMOApresentamos os casos de três meninas (duas de seis anos e uma de onze anos), com uveíte bilateral e suspeita de catarata em ambos os olhos e doença de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH) em dois casos. No terceiro caso, oftalmia simpática e suspeita de catarata em um olho e trauma com ceratoplastia penetrante no outro olho. Após controle da inflamação, indicou-se facoemulsificação sem LIO. No per-operatório, após retirada da membrana epicristaliniana, a transparência do cristalino foi percebida, não sendo realizada a facoemulsificação. No período de acompanhamento as pacientes não desenvolveram catarata e a acuidade visual variou de 20/30 a 20/100. O exame de fundoscopia reforçou o diagnóstico de VKH e oftalmia simpática. Portanto, é muito importante que o oftalmologista esteja sempre atento quando se deparar com um caso de uveíte com suspeita de catarata, porque, por trás da membrana epicristaliniana pode existir um cristalino transparente, o que leva a uma conduta terapêutica menos agressiva.
Keywords: Membrana epicristaliniana; Uveíte; Catarata; Facoemulsificação; Crianças; Oftalmia simpática
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Descrevemos um caso de importante despigmentação de início tardio de implante corneano de pequena abertura implantada para compensação de presbiopia. O paciente foi um dos participantes de ensaio clínico destinado a avaliar a segurança e eficácia do AcuFocusTM ACU-10R160, uma película de poliimida de 10 microns de espessura, tingida com um corante orgânico. A implantação ocorreu sob um flap de Lasik criado por microcerátomo mecânico ajustado para profundidade de 120 µm. O caso aqui descrito foi avaliado 11 anos após a cirurgia, relatando diminuição de acuidade de visão para perto. O exame clínico mostrou ausência total de pigmentos no dispositivo e perda total do efeito inicial na visão de perto, apesar da visão normal para distância. A refração manifesta permaneceu estável durante o período de seguimento. As imagens de Scheimpflug caracterizaram a perda do efeito da abertura pequena na luz entrante. A análise de microscopia confocal revelou pequenas imagens hiper-reflexivas redondas sobre o endotélio, sem sinais de inflamação.
Keywords: Transplante de córnea; Substância própria; Presbiopia/cirurgia; Polivinil; Acuidade visual; Relatos de casos
Abstract
Drusas são depósitos extracelulares localizados entre a lâmina basal do epitélio pig mentado da retina (RPE) e a camada colágena interna da membrana de Bruch. Drusas grandes coloidais (LCD) estão localizadas abaixo do EPR, e são caracterizadas por múltiplos descolamentos cupuliformes do EPR com atenuação da zona elipsoide sobrejacente às drusas. O objetivo deste relato é apresentar os achados de tomografia de coerência óptica (OCT en face estrutural em uma paciente com LCD, bem como correlacioná-los com angiografia fluoresceínica e angiografia com indocianina verde. Descrevemos o caso de uma paciente do sexo feminino, 55 anos, que referiu baixa acuidade visual em ambos os olhos há 5 anos. Sua acuidade visual corrigida era de 20/40 no olho direito e 20/400 no olho esquerdo. Ao exame fundoscópico a paciente apresentava lesões compatíveis com drusas grandes coloidais. As características tomográficas e angiográficas também são descritas neste relato de caso.
Keywords: Drusas retinianas; Tomografia de coerência óptica/métodos; Angiofluo resceinografia; Verde de indocianina
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RESUMOA expectativa de vida está aumentando na maioria dos países. Com o envelhecimento, muitos indivíduos desenvolverão doenças oculares crônicas e involucionais, tais como o envelhecimento palpebral. Dermatocálase, ptose, ectrópio e entrópio são doenças frequentes em adultos e idosos. Esta revisão destaca a fisiopatologia e a clínica de doenças palpebrais involucionais. Recentemente, uma diminuição de fibras elásticas com anormalidades ultraestruturais e um aumento de enzimas degradantes de elastina foram demonstrados em ectrópio e entrópio involucionais. Isto pode ser consequência de isquemia local, inflamação e/ou estresse mecânico crônico. O envelhecimento palpebral com perda progressiva de tônus e flacidez pode afetar a superfície ocular e os anexos oculares, resultando em sinais e sintomas clínicos diferentes. O tratamento cirúrgico depende da correção apropriada do defeito anatômico subjacente.
Keywords: Envelhecimento; Pálpebras; Doenças palpebrais; Ectrópio; Entrópio; Matriz extracelular; Elastina; Metaloproteinase da matriz
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Herpes zoster (HZ) corresponde à reativação do vírus varicela zoster (VVZ) e, entre os adultos, o envolvimento da divisão oftálmica do nervo trigêmeo é um dos locais mais comuns A vasculopatia associada ao HZ é uma complicação dotada de grande morbimortalidade e afeta diferentes estruturas, favorecendo, inclusive o acidente vascular cerebral. Nesta revisão analisamos aspectos epidemiológicos e clínicos da vasculopatia mediada pelo VZV, bem como as peculiaridades relacionadas com o HZ ocular. De acordo com dados disponíveis na literatura, o acometimento ocular pelo HZ mostrou ser um fator de risco para vasculopatia após se ajustar para idade, sexo, índice de massa corporal, tabagismo, indicadores da síndrome metabólica, doença vascular e cardiopatias. Em face da gravidade dessa complicação, a doença vascular mediada pelo VZV requer diagnóstico precoce e tratamento agressivo. A vacina anti-HZ tem sido recomendada profilaticamente em idosos, mas deve ser usada com cautela em indivíduos imunocomprometidos.
Keywords: Herpervirus humano 3; Herpes zoster oftálmico; Acidente vascular cerebral; Vacina contra herpes zoster
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