Arq. Bras. Oftalmol. 2000;63 (2 )
:147-149
| DOI: 10.1590/S0004-27492000000200011
Abstract
Os autores relatam caso de paciente de 56 anos com alta miopia e estrabismo restritivo (eso e hipotropia) muito grande, desenvolvido progressivamente. O acesso operatório para a secção completa do reto medial foi facilmente conseguido por uma orbitotomia transcaruncular, não apenas pela impossibilidade de uso de técnicas convencionais, como pelo alto risco de rutura escleral em casos assim. O reto lateral foi ressecado e reinserido acima de seu trajeto original, após ter sido achado no quadrante ínfero-temporal do olho. O resultado cirúrgico imediato (uma exotropia de cerca de 12delta) foi considerado muito bom, já que tais desvios tendem à recidiva.
Keywords: Miopia; Estrabismo; Estrabismo; Orbitotomia
Arq. Bras. Oftalmol. 2000;63 (2 )
:151-154
| DOI: 10.1590/S0004-27492000000200012
Abstract
Objetivo: Descrição de quadro clínico de criança com síndrome de Opitz, estrabismo e outros distúrbios oculomotores. Relato de caso: Paciente de 3 anos com hipospádia peno-escrotal, escroto bífido, ânus anteriorizado, micrognatia, pálato alto, fronte ampla, raiz nasal baixa, hipertelorismo e epicanto, implantação baixa de orelhas, clinodactilia, espinha bífida e retardo do desenvolvimento neuromotor, interpretadas como manifestações da síndrome de Opitz (OMIM *145410). Apresentava uma ET alternante com fixação cruzada (síndrome de Ciancia), associada a manifestações da síndrome de Duane bilateral e desvio vertical (E/D), possivelmente devido a uma dissociação motora entre o RSD e músculos palpebrais do OD. A criança faleceu após cirurgia para reconstrução anorretal. Discussão: Apesar de comprometimentos oculares, não há publicações referentes à síndrome de Opitz em periódicos oftalmológicos. As com menções sobre estrabismo não são acompanhadas por relatos mais pormenorizados da motilidade ocular. O caso apresentava dissociações oculomotoras importantes, mas seus esclarecimentos não foram possíveis pelo falecimento prematuro da criança.
Keywords: Síndrome de Opitz; Estrabismo
Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (6 )
:523-534
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000600006
Abstract
Objetivo: Estudo retrospectivo dos resultados de cirurgias para correção de estrabismo horizontal num hospital-escola. Métodos: Selecionados casos de eso ou exotropias aproximadamente concomitantes, sem sinais evidentes de paralisias musculares ou de processos de contenção das rotações oculares, em que se realizaram, apenas, cirurgias de recuo dos retos mediais (grupo A), ou laterais (grupo C), ou de recuo e ressecção em esotropias (grupo B), ou exotropias (grupo D), com ou sem transposições das inserções dos músculos operados. Resultados: Esotropias foram mais freqüentes que exotropias (nA = 66; nB = 28; nC = 27; nD = 22) e cirurgias com transposições (96) superaram as sem (47). A distribuição dos ângulos pré-operatórios (m = 42,49D, s = 11,68D nas esotropias; m = 35,39D; s = 9,93D nas exotropias) e a das correções obtidas (m = 38,95D, s = 13,57D nas esotropias; m = 31,64D, s = 14,58D nas exotropias) são praticamente equivalentes e, além disso, altas correlações foram observadas entre o ângulo pré-operatório e a quantidade da operação respectiva. Todavia, as correlações entre os ângulos pré-operatórios e os resultados proporcionais da cirurgia (em D/mm) foram, todas, baixas. As quantidades de correções adequadas quando considerados ângulos residuais de desvio de ±5D, ±10D e ±15D, foram respectivamente de 31,9%, 62,8%, e 80,8% nas esotropias e 40,8%, 55,1% e 73,5% nas exotropias. Conclusões: Embora planejamentos cirúrgicos e suas execuções produzam resultados coletivos satisfatórios, os individuais mostram ainda uma imprevisibilidade muito alta.
Keywords: Músculos oculomotores; Estrabismo; Hospitais universitários; Estudos retrospectivos; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Movimentos oculares
Arq. Bras. Oftalmol. 2002;65 (5 )
:567-570
| DOI: 10.1590/S0004-27492002000500013
Abstract
Homem de 25 anos apresentou diplopia em todas as posições do olhar, associada à movimentação ocular dolorosa, após sofrer traumatismo contuso em região orbitária direita. Tomografia computadorizada revelou fratura isolada indireta de parede medial de órbita direita. A correção cirúrgica da fratura levou ao desaparecimento da queixa de diplopia e melhorou o campo de visão binocular.
Keywords: Fraturas orbitárias; Traumatismos oculares; Diplopia; Estrabismo; Movimentos oculares; Visão binocular; Campos visuais; Relato de caso
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (4 )
:681-867
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000400023
Abstract
O artigo descreve as células satélites musculares, marcadores, quantificação e distribuição, fatores de crescimento e hormônios envolvidos na sua regulação, interação com monócitos e macrófagos, respostas funcionais a estados fisiológicos e de doença, modelos genéticos de miopatia e de regeneração muscular, formação de músculo ectópico, formação do músculo e células precursoras, origem das células satélites, células periféricas, musculatura ocular externa e células satélites.
Keywords: Células satélites; Músculo esquelético; Fibra muscular; proteína MyoD
Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (5 )
:687-691
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000500022
Abstract
A posição viciosa de cabeça é uma condição compensatória que visa proporcionar aos pacientes melhor rendimento visual. Pode ser causada por problemas oftalmológicos, como distúrbios oculomotores (nistagmos, estrabismos) e altos astigmatismos. No entanto, compromete a estética e, a longo prazo, pode causar transtornos ortopédicos (coluna cervical) e assimetrias faciais. Relatamos o caso de uma garota, JL, 8 anos, com cabeça inclinada para esquerda havia vários anos. Fazia uso de óculos prescritos em outro serviço para correção de astigmatismo misto: OD= +2,00 DE Ç -5,50 DC a 180º e OE= +2,25 DE Ç -5,75 DC a 180º. No exame oftálmico, a paciente apresentava cabeça inclinada para a esquerda e acuidade visual com correção de 0,5 no OD e 0,7 OE. Os testes de cobertura simples e alternado não evidenciaram desvio ocular. Rotações oculares, biomicroscopia e fundoscopia também não mostraram alterações. Na refratometria sob cicloplegia e teste de lentes foram encontrados: OD= +3,50 DE Ç -6,00 DC a 10º e OE= +3,50 DE Ç -6,00 DC a 170º, com acuidade visual igual a 1,0 nos olhos direito e esquerdo. Foram prescritas as lentes encontradas no exame e a paciente retornou com a correção nova sem a inclinação de cabeça. Erros refracionais mal corrigidos também podem gerar torcicolo e, muitas vezes, passam despercebidos. Refratometria sob cicloplegia e teste de lentes são fundamentais para um diagnóstico preciso.
Keywords: Cabeça; Postura; Astigmatismo; Estrabismo; Reflexo vestibulo-ocular; Nistagmo patológico; Músculos oculomotores; Refratometria; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (4 )
:589-591
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000400024
Abstract
Este relato de caso descreve achados clínicos de mãe e filho com síndrome de Brown bilateral e discute a possibilidade de predisposição genética.
Keywords: Transtornos da motilidade ocular; Transtornos da motilidade ocular; Estrabismo; Síndrome; Tendões; Músculos oculomotores; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (1 )
:24-27
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000100006
Abstract
OBJETIVOS: Determinar as variações no ângulo de posicionamento ocular pós-operatório em pacientes submetidos a cirurgias para correção de estrabismo e identificar possíveis fatores de risco associados a tal ocorrência. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 819 pacientes portadores de estrabismo submetidos à cirurgia para correção do desvio ocular entre janeiro de 1995 e dezembro de 2005 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Os pacientes foram divididos em quatro grupos quanto ao tipo de desvio pré-operatório (esotropia alternante, esotropia monocular, exotropia alternante e exotropia monocular) e as variações no posicionamento ocular foram quantificadas em cada grupo. RESULTADOS: A prevalência de variações no posicionamento ocular (pós-operatório) maiores que 10∆ entre o total de pacientes estudado foi de 33,5% (274 pacientes). Entre estes, foi verificada maior frequência de desvios no sentido exotrópico (178 pacientes ou 65,0%) do que no sentido esotrópico (96 pacientes ou 35,0%), diferença esta que foi estatisticamente significativa (teste do qui-quadrado; p<0,001). CONCLUSÕES: Instabilidade no posicionamento ocular pode ocorrer ao longo do tempo em pacientes submetidos a cirurgias de estrabismo. Tal ocorrência reforça a necessidade do desenvolvimento de alternativas terapêuticas a fim de proporcionar maior estabilidade ao sistema oculomotor no pós-operatório de cirurgias de estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Esotropia; Exotropia; Músculos oculomotores; Estrabismo; Transtornos da motilidade ocular; Período pós-operatório