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Abstract
O objetivo deste estudo é relatar um caso de trombose da veia central da retina associada à deficiência isolada de proteína C na forma heterozigótica. Oclusão aguda da veia central da retina é um dos mais dramáticos quadros oftalmológicos. Geralmente resulta tanto de fatores locais como sistêmicos. Uma causa sistêmica rara é a deficiência de proteína C na forma heterozigótica, ocorrendo usualmente associada a outras trombofilias. Este caso mostra que deficiência isolada de proteína C na forma heterozigótica pode ser a causa da trombose da veia central da retina e reforça a importância de sua investigação em pacientes jovens com esta doença ocular.
Keywords: Trombose venosa retiniana; Deficiência proteína C; Relato de caso
Abstract
OBJETIVOS: Verificar a freqüência de tonômetros de Goldmann descalibrados e a influência das seguintes variáveis: modelo, idade, número de utilizações diárias e freqüência de aferição. Avaliar o conhecimento dos oftalmologistas sobre a checagem da calibração. MÉTODOS: O estudo foi desenvolvido em Recife, Brasil. Foram identificados 79 tonômetros de Goldmann. O funcionamento dos tonômetros foi checado nas posições 0, 20 e 60 mmHg. Erros maiores que ± 2 mmHg foram considerados significativos. Numa ficha foram registrados: modelo (fixo à lâmpada de fenda ou removível), tempo de fabricação, número de utilizações diárias e freqüência de aferição. Um terço (92) dos oftalmologistas da cidade foram entrevistados e responderam um questionário perguntando se sabiam como fazer a checagem de calibração do tonômetro e se realizavam-na pessoalmente. RESULTADOS: Vinte tonômetros (25,3%) estavam descalibrados. Trinta e oito aparelhos (48,1%) eram fixos à lâmpada de fenda e 41 (51,9%) eram removíveis. Vinte e oito aparelhos (35,4%) tinham menos de 5 anos de fabricação. Quarenta e oito aparelhos (60,8%) eram utilizados em 20 ou menos pacientes por dia. A freqüência da checagem da calibração era anual ou mais freqüente em 36 (45,6%) aparelhos. Aparelhos descalibrados foram mais freqüentes entre os removíveis e entre os com mais de 5 anos de uso (p=0,008 e p=0,050, respectivamente). Apenas 37 (40,2%) oftalmologistas sabiam checar a calibração dos tonômetros. CONCLUSÕES: Um quarto dos tonômetros es-tava descalibrado. Os aparelhos removíveis e aqueles com mais de 5 anos de fabricação foram mais propensos à descalibração. A maioria dos oftalmologistas não sabe aferir o tonômetro.
Keywords: Tonometria; Equipamentos e provisões; Equipamentos de medicação
Abstract
OBJETIVO: Determinar o valor preditivo do resultado da glicemia de jejum pré-operatória de pacientes diabéticos tipo 2, com idade superior a 40 anos, sobre a acuidade visual pós-operatória e a ocorrência de complicações clínicas peroperatórias, em facectomias sob anestesia local, num centro médico acadêmico. MÉTODOS: Foram analisados pacientes diabéticos tipo 2, maiores que 40 anos de idade, com facectomias indicadas entre 10 de fevereiro de 2000 e 10 de janeiro de 2001 em hospital universitário, cujo Serviço de Oftalmologia assiste a região em torno da cidade de Campinas, São Paulo, Brasil. Os pacientes foram avaliados por um clínico uma semana antes da cirurgia, além de realizarem os exames glicemia de jejum e eletrocardiograma. Os pacientes com resultados de glicemia de jejum anormal não tiveram as cirurgias postergadas, ou seja, o resultado do exame laboratorial, isoladamente, não foi considerado motivo para suspender a cirurgia. De acordo com o resultado da glicemia de jejum, o paciente era designado para um dos grupos: grupo de glicemia normal (60-115 mg/dL) e grupo de glicemia anormal (>115 mg/dL). Acuidade visual pós-operatória corrigida e complicações clínicas peroperatórias eram registradas em formulário padronizado. RESULTADOS: A amostra incluiu um total de 193 pacientes diabéticos tipo 2, desses 67 (34,7%) tiveram o resultado da glicemia de jejum dentro dos limites normais (grupo glicemia normal) e 126 (65,3%) fora destes limites (grupo glicemia anormal). A média do resultado da glicemia de jejum nos pacientes com glicemia normal foi de 98,5±17,3 mg/dL e a do grupo com glicemia anormal foi de 166,5± 48,9 mg/dL (p< 0,001). Ocorreram complicações intra-operatórias em 21 (10,7%) pacientes, todos casos de hipertensão arterial. Desses, 7 (10,5%) em pacientes com glicemia normal e 14 (11,1%) pacientes com glicemia anormal (p<0,888). Não houve diferença estatisticamente significante, entre os grupos, em relação à acuidade visual pós-operatória corrigida. CONCLUSÕES: Não se observou influência da glicemia de jejum pré-operatória nas complicações clínicas intra-operatórias ou na acuidade visual final.
Keywords: Catarata; Glicemia; Jejum; Acuidade visual; Cuidados pré-operatórios; Valor preditivo; Idoso
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a estrutura das clínicas que realizam retinografia fluoresceínica em Pernambuco e, por meio de questionário, avaliar o preparo do oftalmologista para contornar reações adversas relativas ao exame e determinar se o tempo de conclusão do curso de especialização influencia nos resultados. MÉTODOS: Foi realizada entrevista com os 18 médicos nas dez clínicas que realizam este exame. O questionário era de múltipla escolha com dez questões. Versava sobre aspectos das reações adversas. RESULTADOS: Um médico recusou-se a participar e foi excluído. Entre os demais, quinze (88,2%) possuíam o título de especialista. Todas as clínicas estavam bem aparelhadas em relação à estrutura básica de equipamentos e medicações para o atendimento inicial de reações adversas. Metade das clínicas (cinco) realizava o exame com a presença de um anestesista na sala e a outra metade dispunha de um anestesista de sobreaviso dentro da instituição. O número de acertos obtidos pelos médicos variou de 3 a 8, com média de 5,2±1,6 acertos. Apenas quatro (23,6%) médicos obtiveram nota igual ou superior a sete acertos. Médicos com até cinco anos de conclusão do curso de especialização obtiveram melhor desempenho no questionário (p<0,001). CONCLUSÕES: Apesar das clínicas avaliadas contarem com boa estrutura física e disponibilidade de assistência por anestesista, os resultados deste estudo sugerem que a formação dos médicos oftalmologistas que realizam o exame de retinografia fluoresceínica apresenta deficiências em relação à condução de reações adversas deste contraste injetável, principalmente em médicos com mais de cinco anos de conclusão do curso de especialização.
Keywords: Angiofluoresceinografia; Fluoresceína; Meios de contraste; Náusea; Vômito; Anafilaxia; Especialidade médica; Questionários
Abstract
OBJETIVO: Determinar a retenção de conhecimento teórico ao longo dos anos, após a aprovação para o título de especialista em oftalmologia. MÉTODOS: Foram selecionados aleatoriamente três grupos, com sete médicos cada, entre ex-residentes do Departamento de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas. Os médicos do grupo 1 tinham sido aprovados para o título de especialista em oftalmologia do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) há um ano, os do grupo 2 há cinco anos e os do grupo 3 há dez anos. Cada oftalmologista respondeu um teste escrito composto por 25 questões escolhidas aleatoriamente entre as provas aplicadas pelo CBO entre os anos 1994 e 2003. Cada questão valeu 4 pontos de um total de 100 possíveis. RESULTADOS: A média de idade dos grupos 1, 2 e 3 foi de 27, 30 e 36 anos, respectivamente. Preponderância do sexo masculino ocorreu em todos os grupos. A média de acertos do grupo 1 foi de 88 pontos, do grupo 2 foi de 77 pontos e do grupo 3 foi de 64 pontos (p<0,05). CONCLUSÕES: Houve diminuição significativa da retenção de conhecimento teórico ao longo dos anos, após a aprovação para o título de especialista em oftalmologia.
Keywords: Educação médica continuada; Competência clínica; Oftalmologia; Ensaios controlados aleatórios; Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Abstract
Os autores apresentam relato de um caso de paciente de 44 anos, com história de dificuldade visual no olho esquerdo há 5 anos. A paciente referia a sensação de um círculo flutuando em sua visão. Os sintomas pioraram nos últimos dois anos, prejudicando suas atividades. Não havia história pessoal prévia de trauma ou de doença ocular inflamatória ou infecciosa. A avaliação clínica incluiu o exame físico, exames de laboratório, ultra-sonografia abdominal, radiografia de tórax e tomografia de crânio e o exame oftalmológico consistiu em medida de acuidade visual, testes de mobilidade, biomicroscopia, tonometria e oftalmoscopia indireta. Investigação complementar foi realizada com ultra-sonografia ocular (modo A e B). A terapêutica escolhida para exérese do cisto foi a vitrectomia via pars plana, que transcorreu sem complicações. A análise anatomopatológica revelou cisto do vítreo, pigmentado, de presumível etiologia congênita, compatível com coristoma cístico do sistema hialóide primitivo. A evolução benigna, os achados clínicos e a análise anatomopatológica reafirmam a hipótese diagnóstica de coristoma cístico do sistema hialóide primitivo. A intervenção cirúrgica (vitrectomia pars plana) obteve sucesso no tratamento da paciente, que retornou apresentando acuidade visual de 20/20 em ambos os olhos, sem outras queixas.
Keywords: Corpo vítreo; Coristoma; Vitrectomia
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OBJETIVOS: Determinar a eficiência da bromoprida na profilaxia de náuseas na angiofluoresceinografia, quando comparada a um placebo. MÉTODOS: O estudo foi um ensaio clínico aleatório duplo-mascarado, entre dezembro de 2004 e abril de 2005. Os exames foram realizados com fluoresceína sódica a 20% intravenosa em dose única de 2,5 ml. Os pacientes foram divididos em dois grupos: grupo 1, pacientes que receberam 10 mg/ 2 ml de bromoprida via intravenosa e o grupo 2, pacientes que receberam uma dose 2 ml de cloreto de sódio a 0,9% (placebo), ambos 20 minutos antes da injeção do contraste. Foram registrados os casos de náusea durante e após o exame. RESULTADOS: Foram selecionados 352 pacientes, 176 em cada grupo. Foram registrados casos de náusea em 12 (6,8%) pacientes do grupo da bromoprida e 11 (6,3%) pacientes do grupo placebo (p<0,829 - risco relativo=1,09). CONCLUSÃO: Neste estudo a bromoprida não preveniu a ocorrência de náuseas na angiofluoresceinografia, quando comparada a um placebo.
Keywords: Náusea; Metoclopramida; Angiofluoresceinografia; Hipersensibilidade a drogas; Ensaio clínico controlado aleatório
Abstract
OBJETIVO: Determinar a incidência de reações adversas em pacientes submetidos à angiofluoresceinografia pela primeira vez e determinar se hipertensão arterial sistêmica, diabetes ou história de alergia aumentam a chance de reações à fluoresceína intravenosa. MÉTODOS: Os dados foram coletados entre janeiro de 2001 e outubro de 2002 em Recife, Brasil. Pacientes com angiofluoresceinografia prévia, gestantes ou pacientes em uso de medicamentos corticosteróides, imunossupressores ou anti-histamínicos foram excluídos. RESULTADOS: Dos 1.500 pacientes iniciais, 1.039 (69,3%) realizavam o exame pela primeira vez. A idade média foi de 58 ± 16 anos e a mediana de 60 anos. Dentre esses, 628 (60,4%) pessoas eram do sexo feminino. Náusea ocorreu em 71 (6,83%) pacientes, vômito em 14 (1,35%), urticária em 11 (1,06%), broncoespasmo em 4 (0,38%) e edema de laringe em 1 (0,01%). Cinco pacientes apresentaram mais de uma reação adversa. Maiores incidências de reações adversas foram observadas em diabéticos [p<0,002, RR=1,80 (IC=1,24-2,60)], hipertensos [p<0,002, RR=1,84 (IC=1,26-2,71)] e pacientes com história de alergia [p<0,001, RR=3,90 (IC=2,70-5,63)]. CONCLUSÕES: Uma incidência cumulativa de 9,72% de reações adversas foi observada em pacientes submetidos à angiofluoresceinografia pela primeira vez. Presença de história de alergia, diabetes ou hipertensão arterial aumentou a incidência de reações adversas ao contraste.
Keywords: Angiofluoresceinografia; Anafilaxia; Hipersensibilidade a medicamentos; Reações adversas
Abstract
OBJETIVOS: Verificar a relação entre a prescrição de óculos e a presença de afecções oculares encontradas em crianças na idade escolar. MÉTODOS: Crianças na idade escolar que foram examinadas na Campanha " Olho no Olho" em Recife no ano de 2004. Foram seguidas etapas recomendadas pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia para realização desta Campanha, desde a preparação dos professores para triagem das crianças até a consulta com os oftalmologistas. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a necessidade de prescrição de óculos, sendo relacionados com a presença de doença ocular ou não. Trata-se de um estudo descritivo de delineamento transversal que teve seus resultados analisados a partir do programa estatístico Epi Info versão 6.0. RESULTADOS: De uma amostra de 1.994 escolares, 686 deles apresentaram necessidade de óculos (34,4% Grupo1), sendo que 543 (27,2%) não apresentaram qualquer doença ocular, enquanto 143 (7,17%) tinham alguma doença ocular. Em 1.308 crianças (65,5% Grupo 2) não houve necessidade de óculos. Destas, 1.256 (62,5%) não apresentavam doença oftalmológica, enquanto 52 (2,6%) apresentavam algum tipo de afecção ocular. Os grupos 1 e 2 foram comparados entre si verificando que crianças que necessitam de óculos apresentam um risco relativo de possuírem doença ocular de 5,24 (Intervalo de Confiança de 95%: 3,87 a 7,10) vezes maior que as crianças que não precisam dos mesmos, com diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (p= 0.0000001). CONCLUSÃO: Conclui-se que escolares que necessitam de óculos apresentam maior probabilidade de ter doença ocular, sendo necessário um exame oftalmológico completo na infância realizado por oftalmologistas capacitados para a detecção e tratamento das diversas afecções encontradas além da prescrição adequada dos óculos.
Keywords: Saúde escolar; Promoção da saúde; Óculos; Oftalmopatias; Acuidade visual
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OBJETIVOS: Avaliar a eficácia e segurança da fotocoagulação com laser verde na retinopatia da prematuridade (ROP) limiar. MÉTODOS: Foram revisados prontuários dos neonatos submetidos à fotocoagulação com laser verde para ROP limiar, na Universidade Federal de Pernambuco, entre janeiro 2004 e janeiro 2006. Tratamento foi realizado com anestesia tópica, sob monitorização de neonatologistas. Foi utilizado laser verde de estado sólido com diodo de freqüência dobrada de 532 nm. Presença de túnica vasculosa lentis ou catarata foi excluída antes do tratamento. Foram obtidos os seguintes dados pré-operatórios: idade, peso ao nascer e estágio da ROP. Dados pós-operatórios incluíram complicações associadas com o tratamento, estágio da ROP e avaliação da necessidade de cirurgia por falha do tratamento com fotocoagulação. RESULTADOS: Vinte e dois neonatos foram submetidos à fotocoagulação com laser verde para ROP limiar. Um total de 31 olhos foi incluído no estudo. A idade gestacional média foi de 30 ± 3 semanas e a média do peso ao nascer foi de 1120 ± 490 g. Regressão da doença após terapia com laser foi observada em 30 olhos (96,7%). Apesar do tratamento um olho evoluiu para estágio 4A. Apenas 7 olhos precisaram de mais uma sessão de laser. Não houve efeitos adversos na câmara anterior como queimaduras ou sangramentos. Também não foram observados efeitos colaterais no segmento posterior. Formação de catarata não foi observada até o final do acompanhamento. CONCLUSÕES: A fotocoagulação com laser verde é uma alternativa efetiva e segura à fotocoagulação com laser vermelho e à crioterapia para o tratamento da ROP limiar.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Coagulação por laser; Resultado de tratamento
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OBJETIVOS: Descrever as principais atitudes de sucesso de jovens oftalmologistas na primeira década de exercício da profissão. MÉTODOS: Tratou-se de um estudo descritivo. Os sujeitos da pesquisa foram selecionados a partir de amostra de participantes de congresso de oftalmologia, utilizando-se questionário semi-estruturado. Os critérios de inclusão foram: médico oftalmologista com menos de 40 anos e que tivesse entre 5 e 10 anos de conclusão da residência médica. Questionou-se sobre quais foram as três principais atitudes de sucesso na experiência pessoal durante esses primeiros anos do exercício da medicina. Após os resultados iniciais, foram relacionadas as dez atitudes mais citadas e os voluntários foram mais uma vez entrevistados para que escolhessem, dentro desta última listagem, as três principais atitudes. RESULTADOS: Foram entrevistados 48 oftalmologistas, destes 24 (50%) eram do gênero masculino, a média da idade foi 37 anos (DP 2 anos, intervalo de 33 a 40 anos) e a média do tempo de conclusão do curso de 8 anos (DP 1 ano, intervalo de 5 a 10 anos). A frequência de citação das atitudes de sucesso foi: investir continuadamente na formação profissional (22,9%), manter bom relacionamento com pacientes e colegas de profissão (18,8%), priorizar a felicidade individual e familiar (12,5%), inicialmente prestar serviço para grupo estabelecido (11,1%), ingressar no serviço público (9,7%), montar consultório próprio junto a grupo homogêneo (7,6%), hábito de poupança (7,6%), estar pronto para o recomeço profissional (4,2%), investir na formação complementar em administração (4,2%), e contratação de seguro profissional (0,7%). CONCLUSÕES: As três principais atitudes foram: investir continuadamente na formação profissional, manter bom relacionamento com pacientes e colegas de profissão, e priorizar a felicidade individual e familiar. Embora estes resultados não devam ser universalmente generalizados, eles ajudam não apenas aos ingressantes na profissão, mas todo oftalmologista que deseja refletir sobre o que priorizar em seu exercício profissional.
Keywords: Prática profissional; Educação médica continuada; Oftalmologia; Mercado de trabalho; Gestão em saúde
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Paciente feminina de 33 anos apresentando edema palpebral unilateral com baixa acuidade visual. Ao exame oftalmológico inicial apresentava reação de câmara anterior com precipitados ceráticos corneano, sem alterações no fundo de olho. Foi instituído tratamento para uveíte anterior e solicitado exames sistêmicos para investigação. Após alguns dias, paciente apresentou piora da acuidade visual, com edema de disco óptico unilateral. Sendo então solicitada ressonância nuclear magnética de crânio. Ambos exames de imagem e investigação sistêmica foram inconclusivos. Em vista da piora progressiva da acuidade visual e sob hipótese diagnóstica de neurite óptica, foi iniciado pulso intravenoso de metilprednisolona por 3 dias sem sucesso. A paciente apresentou dos dias seguintes, derrame pericárdico e tamponamento cardíaco, evoluindo para óbito. A necrópsia confirmou o diagnóstico de linfoma extranodal de células T e natural killers do tipo nasal com envolvimento ocular, através de imunoistoquímica.
Keywords: Neoplasias oculares; Linfoma de células T; Neoplasias nasaisl; Transtornos da visãol; Uveites; Neurite óptica; Células matadoras naturaisl; Imunoistoquímica; Humanos; Feminino; Adulto; Relato de caso
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OBJETIVO: Comparar ensaios clínicos publicados em periódicos brasileiros de oftalmologia e em periódicos estrangeiros de oftalmologia em relação ao número de citações e à qualidade da informação [através da aplicação do Consolidated Standards for Reporting Trials (CONSORT) statement]. MÉTODOS: A amostra desta revisão sistemática abrangeu os dois periódicos brasileiras de oftalmologia indexaoas no Science Citation Index Expanded (Grupo Brasileiro) e seis dos periódicos estrangeiros de oftalmologia com maior fator de impacto de acordo com o ISI (Grupo Estrangeiro). Todos os ensaios clínicos, publicados entre janeiro de 2009 a dezembro de 2010, nos dois periódicos brasileiros e numa amostra aleatória 1:1 dos periódicos estrangeiros foram incluídos. O desfecho primário foi o número de citações até o final de 2011. A análise de subgrupos incluiu o idioma. O desfecho secundário incluiu a probabilidade de citação (citado ao menos uma vez versus não citado), e a presença ou ausência de indicadores da declaração CONSORT. RESULTADOS: O número de citações foi significativamente maior (P<0,001) no Grupo Estrangeiro (10,50) em comparação com o Grupo Brasileiro (0,45). A probabilidade de citação foi estatisticamente superior (P<0,001) no Grupo Estrangeiro (20/20-100%) comparado com o Grupo Brasileiro (8/20-41%). A análise de subgrupo sobre a influência da língua em artigos Brasileiros mostrou que o número de citações foi significativamente maior nos artigos publicados em Inglês (P<0,04). Dos 37 itens do CONSORT possíveis, a média para o Grupo Estrangeiro foi de 20,55 e para o Grupo Brasileiro foi 13,65 (P<0,003). CONCLUSÃO: O número de citações e a qualidade da redação dos ensaios clínicos em periódicos Brasileiros de oftalmologia ainda são baixos quando comparados com os periódicos estrangeiros de oftalmologia com mais alto fator de impacto.
Keywords: Ensaio clínico; Oftalmologia; Bases de dados de citações; Fator de impacto de revistas; Controle de qualidade
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OBJETIVO: Determinar a associação entre a língua e o número de citações de artigos publicados em periódicos de oftalmologia brasileiros. MÉTODOS: Este estudo foi uma revisão sistemática. Artigos originais foram identificados a partir da revisão dos documentos publicados nos dois periódicos de oftalmologia brasileiros indexados no Science Citation Index Expanded - SCIE ["Arquivos Brasileiros de Oftalmologia (ABO)" e "Revista Brasileira de Oftalmologia (RBO)"]. Todos os tipos de documentos ("artigos" e "revisões") listados no SCIE em inglês (Grupo Inglês) ou em português (Grupo Português), de 1º de janeiro de 2008 a 31 de dezembro de 2009, foram incluídos, exceto: "editoriais"; "correções"; "cartas"; e "biografias". O desfecho primário foi o número de citações até o segundo ano após a data de publicação. Análise de subgrupo incluiu probabilidade de citação (citado pelo menos uma vez contra nenhuma citação), periódico e ano da publicação. RESULTADOS: A pesquisa na Web of Science revelou 382 artigos [107 (28%) no Grupo Inglês e 275 (72%) no Grupo Português]. Destes, 297 (77,7%) foram publicados na ABO e 85 (23,3%) na RBO. O número de citações foi significativamente maior (P<0,001) no Grupo de Inglês (1,51 - DP 1,98 - faixa 0 to 11) em comparação com o Grupo Português (0,57 - DP 1,06 - faixa 0 to 7). A probabilidade de citação foi estatisticamente superior (P<0,001) no Grupo de Inglês (70/107 - 65,4%) comparado com o Grupo Português (89/275 - 32,7%). Havia mais artigos publicados em Inglês na ABO (98/297 - 32,9%) do que no RBO (9/85 - 10,6%) [P<0,001]. Não houve diferença significativa (P=0,967) na proporção de artigos publicados em Inglês nos anos de 2008 (48/172 - 27,9%) e 2009 (59/210 - 28,1%). CONCLUSÃO: O número de citações de artigos publicados em Português em periódicos brasileiros de oftalmologia é menor do que o publicado em Inglês. Os resultados deste estudo sugerem que os conselhos editoriais devem incentivar fortemente os autores a adotar o Inglês como língua principal em seus artigos futuros.
Keywords: Linguagem; Oftalmologia; Bibliometria; Publicações de divulgação científica; Publicações científicas e técnicas; Fator de impacto de revistas; Artigo de revista
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Paciente feminina de 46 anos apresentando queixa de embaçamento visual e visão distorcida em ambos os olhos. Ao exame oftalmológico, sua acuidade visual era 20/200 no olho direito e conta dedos a 5 metros no olho esquerdo. A fundoscopia revelou hemorragias perimaculares, dilatação aneurismática dos vasos no polo posterior e uma lesão elevada e esbranquiçada ao lado das alterações vasculares. Relatamos um caso de telangectasia macular idiopática e membrana epirretiniana que ocorreram concomitantemente. Até o momento, não existem relatos de associação entre telangiectasia macular e membrana epirretiniana.
Keywords: Telangiectasia; Membrana epirretiniana; Retina/citologia; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Angiofluoresceinografia; Humanos; Feminino; Adulto; Relatos de casos
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Este relato de caso descreve os achados da tomografia de coerência óptica (TCO) da retina de uma criança com microcefalia e atrofia macular presumivelmente causada por infecção intra-uterina pelo vírus Zika. Tomografia de coerência óptica demonstrou camadas externas da retina e atrofia coriocapilar, incluindo a camada nuclear externa e zona de elipsóide, associada a hiperreflectividade do epitélio pigmentar da retina e aumento de penetração da tomografia de coerência óptica em camadas mais profundas da coróide e esclera. Uma grande preocupação associada com esta infecção é o aumento aparente da incidência de microcefalia em fetos nascidos de mães infectadas com o vírus Zika. É cada vez mais difícil ignorar o surto de microcefalia congênita observada no Brasil. Recentemente, foram descritos achados oculares em crianças com microcefalia associados à infecção pelo vírus Zika intra-uterino. Este é o primeiro relato de tomografia de coerência óptica com atrofia macular em uma criança com microcefalia associada a infecção presumida por vírus Zika.
Keywords: Retina; Microcefalia; Zika vírus; Tomografia de coerência óptica; Manifestações oculares
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