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Abstract
Objetivo: Descrever um caso de retinopatia persistente em transplante de medula na ausência de radioterapia prévia. Métodos: Relato de caso. Resultados: Paciente de 42 anos, sexo masculino, que apresentava diminuição bilateral da acuidade visual 15 meses após ser submetido a transplante de medula para tratamento de leucemia aguda. O paciente foi tratado com alta dose de ciclosporina A e corticosteróide oral. Nenhum tratamento adicional de radioterapia foi utilizado. Quinze meses após o transplante de medula o paciente apresentava exsudatos algodonosos múltiplos em ambos os olhos que persistem (3 anos após o transplante). Conclusão: Os exsudatos algodonosos podem ocorrer em pacientes submetidos a tratamento com combinações de quimioterapia ou imunossupressores e podem persistir na ausência de tratamento imunossupressor.
Keywords: Transplante de medula óssea; Corticosteróides; Ciclosporinas; Doenças retinianas; Combinação de medicamentos; Relato de caso; Seguimentos
Abstract
OBJETIVO: Relatar um caso de atrofia girata de coróide e retina com confirmação por meio da bioquímica do plasma. MÉTODO: Aferiu-se a melhor acuidade visual corrigida de ambos olhos (AO) em tabela de Snellen. Foram realizados biomicroscopia do segmento anterior, refração, mapeamento de retina, angiografia fluoresceínica, campo visual e dosagem da ornitina sérica (aminoacidograma). RESULTADOS: Paciente de 22 anos, sexo feminino, cor branca, apresentando alta miopia e acuidade visual (AV) 20/100 em AO. À biomicroscopia do segmento anterior apresentava catarata subcapsular posterior em AO. À oftalmoscopia foram verificadas lesões atróficas da coróide e da retina bem delimitadas em meia periferia de AO. O aminoacidograma constatou elevação correspondente ao complexo da ornitina. CONCLUSÃO: Relata-se um caso típico de atrofia girata, distrofia retiniana rara associada a hiperornitinemia.
Keywords: Atrofia girata; Coróide; Retina; Coroideremia
Abstract
O tratamento de doenças oculares que acometem o vítreo e a retina tem sido um problema devido à dificuldade de penetração das drogas no segmento posterior do bulbo ocular. A administração de colírios apresenta efeito terapêutico mínimo nessa região do olho, que, geralmente, é mantido com a administração de doses freqüentes do medicamento. Uma alternativa seria a injeção intra-ocular; entretanto, a rápida circulação sangüínea nesses locais promove uma redução da meia-vida das drogas, diminuindo, rapidamente, suas concentrações a níveis subterapêuticos. Visando a obtenção de níveis terapêuticos adequados de drogas no segmento posterior do bulbo ocular por longos períodos, sistemas de liberação poliméricos implantados intravítreo estão sendo investigados para o tratamento de várias doenças vítreo-retinianas. Esses implantes são preparados a partir de diferentes polímeros, os quais podem ser biodegradáveis ou não biodegradáveis. Os polímeros derivados dos ácidos lático e glicólico têm se revelados bastante promissores devido, principalmente, às suas características de biocompatibilidade e biodegradabilidade. De acordo com os estudos realizados até o momento, os implantes podem se apresentar na forma de bastão, de discos ou de membranas e ser obtidos pelos métodos de moldagem, de extrusão ou de preparação de filmes. O presente artigo objetiva uma revisão de literatura abordando o tema e os principais estudos relacionados com a utilização de implantes poliméricos como sistemas transportadores de drogas para aplicação intra-ocular.
Keywords: Implantes de medicamento; Implantes absorvíveis; Sistemas de liberação de medicamentos; Preparações de ação retardada; Tecnologia farmacêutica
Abstract
O vítreo exerce papel crucial na patogênese de vários distúrbios vitreoretinianos. As alterações moleculares e estruturais fisiológicas do gel vítreo evoluem para a liquefação e culminam com o descolamento do córtex vítreo posterior (DVP). A ocorrência do descolamento do vítreo posterior influencia positivamente o prognóstico de pacientes diabéticos, com maculopatias e vasculopatias. Abordaremos o conceito da vitrectomia farmacológica que se refere ao uso de agentes que alteram a organização molecular do vítreo, num esforço de reduzir ou eliminar seu papel na gênese de doenças vítreo-retinianas, sendo o seu objetivo final, o descolamento total do vítreo posterior. Vários agentes têm sido estudados durante a última década, porém, existem várias limitações na aplicabilidade clínica destes compostos. Nesse artigo de revisão, iremos abordar os diferentes agentes e os seus mecanismos de ação sobre a matriz extracelular e a interface vítreo-retiniana.
Keywords: Vitrectomia; Descolamento do vítreo; Corpo vítreo; Matriz extracelular; Doenças retinianas
Abstract
OBJETIVOS: Comparar os resultados cirúrgicos da vitrectomia com e sem "buckle" escleral para descolamento da retina regmatogênico (DR). MÉTODOS: Cinqüenta e um pacientes com descolamento da retina regmatogênico com proliferação vitreorretiniana (PVR) em diferentes estádios foram submetidos a vitrectomia pars plana como cirurgia primária; 23 pacientes (45,09%) com buckle escleral (grupo 1) e 28 pacientes (54,90%) sem "buckle" escleral (grupo 2). Acuidade visual, complicações do segmento anterior, pressão intra-ocular, estrabismo e razão do redescolamento da retina foram avaliados em ambos os grupos. RESULTADOS: O sucesso anatômico e complicações pós-operatórias foram semelhantes em ambos os grupos. A reaplicação da retina foi obtida em 20 dos 23 olhos (87%) no grupo 1 e em 24 dos 28 olhos (85,7%) no grupo 2 após a cirurgia inicial (p=1,000). Aumento da pressão intra-ocular foi notada em 2 olhos (8,7%) no grupo 1 e em 1 olho (3,6%) no grupo 2 (p=0,583). Anormalidades na córnea foram vistas em 3 olhos (13%) no grupo 1 e em 2 olhos (7,19%) no grupo 2 (p=0,647). A acuidade visual melhorou de uma média pré-operatória de 20/200 para uma média de 20/100 no grupo 1 e de 20/400 para 20/100 no grupo 2, com diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p<0,05). O período médio de seguimento foi de 10 meses, variando entre 6 e 18 meses. CONCLUSÕES: Ambos procedimentos cirúrgicos tiveram razão semelhante de reaplicação da retina. Complicações intra- e pós-operatória foram semelhantes em ambos os procedimentos. A acuidade visual melhorou significativamente no grupo 2 (vitrectomia sem "buckle" escleral).
Keywords: Descolamento retiniano; Recurvamento da esclera; Vitrectomia; Acuidade visual; Estudo comparativo
Abstract
Descrição de um caso de toxoplasmose ocular adquirida pós-síndrome pulmonar por hantavírus. Paciente com 41 anos do sexo masculino apresentando síndrome pulmonar por hantavírus, confirmado no laboratório pela detecção de anticorpos IGM para o vírus, foi submetido a altas doses de corticosteróides intravenosos durante dois meses. Após melhora clínica da síndrome pulmonar por hantavírus, apresentou perda visual em ambos os olhos secundária a retinite por toxoplasmose confirmada com sorologia (IGG e IGM positivo) A retinite resolveu após terapia sistêmica específica. A retinite por toxoplasmose pode ocorrer após terapia sistêmica com esteróide para síndrome pulmonar por hantavírus.
Keywords: Síndrome pulmonar por hantavírus; Coriorretinite; Retinite; Corticosteróides
Abstract
OBJETIVO: Descrever uma técnica cirúrgica alternativa para o tratamento de descolamento da retina sem ou com mínima vitreorretinopatia proliferativa (grau B) usando uma retinopexia transconjuntival com drenagem externa do fluido sub-retiniano. MÉTODOS: Prospectivo estudo intervencional, com oito pacientes consecutivos com descolamento da retina com nenhum ou mínima vitreorretinopatia proliferativa (grau B) que foram submetidos a retinopexia transconjuntival com drenagem externa ativa do fluido sub-retiniano. A drenagem externa transconjuntival do fluido sub-retiniano foi realizada com agulha calibre 29 colocada no espaço sub-retiniano e moni torada pela oftalmoscopia binocular indireta. A sucção ativa foi realizada (vácuo de 500 mmHg) usando a linha de extração do vitreófago conectado a agulha. Após a colagem da retina, crioterapia foi aplicada na região escleral correspondente a área da(s) ruptura(s). RESULTADOS: Em todos os casos a retina aplicou no final da cirurgia. O redescolamento da retina ocorreu em 4 pacientes pseudofácicos, que foram submetidos a seguir a vitrectomia pars plana. Os 4 pacientes fácicos mantiveram a retina aplicada durante o seguimento (13 a 20 meses). CONCLUSÃO: A retinopexia transconjuntival com drenagem externa ativa do fluido sub-retiniano representa alternativa útil, rápida e barata a cirurgia do descolamento da retina com implante escleral em pacientes com nenhuma ou mínima vitreorretinopatia proliferativa, fácicos e diferente do implante escleral não está associada a indução da miopia.
Keywords: Retina; Descolamento retiniano; Drenagem; Líquidos corporais
Abstract
OBJETIVOS: Relatar técnica cirúrgica para descolamento de retina utilizando sistema de 23-gauge com injeção de óleo de silicone. MÉTODOS: Trinta e um pacientes com descolamento da retina foram submetidos a cirurgia vitreorretiniana usando o sistema 23-gauge de vitrectomia transconjuntival sem sutura. Ao final do procedimento o óleo de silicone foi injetado em todos os olhos através de uma microcânula. Após a retirada da microcânula, foi utilizado cautério bipolar na incisão conjuntival para prevenir o vazamento do óleo de silicone. RESULTADOS: Em todos os pacientes foi possível reaplicar a retina e injetar o óleo de silicone através do sistema 23-gauge de vitrectomia transconjuntival. Redescolamento da retina ocorreu em 8 pacientes (25,80%) os quais foram submetidos a uma nova cirurgia vitreorretiniana com a mesma técnica, entretanto, uma retinotomia mais extensa foi necessária em todos estes casos especialmente na parte inferior que foi mais comprometido. Em 3 casos (9,67%) houve extravasamento do óleo de silicone para o compartimento subconjuntival. Novo procedimento foi necessário para remover o silicone subconjuntival. CONCLUSÕES: A cirurgia do descolamento da retina com injeção de óleo de silicone utilizando o sistema 23-gauge de vitrectomia transconjuntival é uma técnica segura e eficiente para o reparo do descolamento da retina e oferece a vantagem de ser um sistema minimamente invasivo.
Keywords: Descolamento retiniano; Vitrectomia; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Óleo de silicone; Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados da vitrectomia pars plana com tamponamento com óleo de silicone no tratamento de endoftalmite aguda. MÉTODOS: Trinta e cinco pacientes com endoftalmite, sendo 20 secundário à facoemulsificação, 8 por trabeculectomia, 2 por trauma perfurante, 2 por trauma, 1 por transplante de córnea, 1 por vitrectomia, e 1 por úlcera de córnea, foram estudados retrospectivamente. Os pacientes foram separados em dois grupos. Grupo 1 (n=24): injeção de antibiótico intravítreo (AIV), associado com antibióticos oral e sistêmico; Grupo 2 (n=11): vitrectomia com AIV e óleo de silicone. O seguimento variou de 1 a 48 meses (média de 16 meses). RESULTADOS: Dos 24 pacientes no Grupo 1, 11 (45,83%) tiveram controle da infecção apenas com injeção AIV, 13 (54,15%) não controlaram a endoftalmite, sendo que, dois destes (8,33%) foram submetidos à evisceração e um (4,16%) evoluiu para "melting" corneano. Os outros 10 (41,66%) pacientes foram submetidos à vitrectomia pars plana e óleo de silicone. Seis pacientes (25%) do Grupo 1 tiveram descolamento de retina e também necessitaram de vitrectomia pars plana e óleo de silicone. No Grupo 2 (n=11), todos tiveram controle da infecção no primeiro procedimento e não necessitaram de mais intervenções, exceto pela remoção do óleo de silicone três meses depois. CONCLUSÃO:Os resultados sugerem que o tamponamento por óleo de silicone parece ser benéfico na estratégia de tratamento da endoftalmite infecciosa aguda.
Keywords: Vitrectomia; Óleo de silicone; Endoftalmite
Abstract
Quando os meios oculares são transparentes, oftalmoscopia binocular indireta permite a identificação de descolamento de retina e roturas, bem como seu tratamento sob visibilização direta. Porém, em olhos que apresentam opacidades de meios impedindo o exame oftalmoscópico, a ultrassonografia constitui o exame mais importante do segmento posterior do olho. Além disso, o tratamento de roturas retinianas também pode ser auxiliado pelo uso desse equipamento, orientando a crioterapia. Neste trabalho será apresentada técnica de tratamento de descolamento de retina regmatogênico, no qual a criopexia e o posicionamento dos "buckles" episclerais circunferencial e radial foram guiados pelo ultrassom em paciente com leucoma corneano. O tratamento resultou em aplicação retiniana durante o seguimento em seis meses.
Keywords: Ultrassonografia; Descolamento retiniano; Recurvamento da esclera; Perfurações retinianas; Crioterapia; Opacidade da córnea; Humano; Masculino; Meia-idade; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Verificar a associação entre dois diferentes tipos de estrangulamento com a variação da pressão intraocular em atletas de jiu-jitsu. MÉTODO: Estudo observacional em grupo de 9 atletas de jiu-jitsu, com mínimo 6 meses de treinamento, sexo masculino, idades entre 20 e 30 anos, sem presença de lesões físicas e do bulbo ocular. Buscou-se associação entre a variação da pressão intraocular e os estrangulamentos Frontal da Guarda (E1) e Frontal da Montada (E2). A pressão intraocular foi determinada com o tonômetro de Perkins, inicialmente sem que o atleta tivesse realizado atividade física nas 24 horas antecedentes e após cada golpe. Realizou-se medidas da pressão intraocular por 12 minutos, uma a cada 3 minutos de recuperação (R1; R2; R3; R4), com o indivíduo deitado. Como procedimento estatístico foi empregado o teste ANOVA e o pós-teste de Bonferroni. RESULTADOS: Ocorreu redução significativa da pressão intraocular em ambos os olhos durante a situação E2 comparada a E1 em todos os momentos da aferição de recuperação: R1 (OD: 8,22 ± 1,39 vs.11,33 ± 2,00 / OE: 8,55 ± 1,23 vs. 11,88 ± 1,90), R2 (OD: 8,44 ± 1,87 vs.10,22 ± 2,53 / OE: 9,00 ± 1,80 vs. 10,44 ± 2,35), R3 (OD: 8,44 ± 1,74 vs.9,78 ± 2,54 / OE: 8,55 + 1,42 vs. 10,33 ± 1,93) todos com p<0,01 e R4 (OD: 8,88 ± 2,08 vs.9,55 ± 2,87 / OE: 9,11 ± 1,53 vs. 10,44 ± 2,18) com p<0,05. A redução da PIO foi significativamente maior (p < 0,05) no E2 no momento R1 (OD: 10,77 ± 1,92 vs.8,22 ± 1,39 / OE: 11,44 ± 1,94 vs. 8,55 ± 1,23). CONCLUSÃO: Houve associação entre a pressão intraocular e o estrangulamento no jiu-jitsu, com redução desta.
Keywords: Pressão intraocular; Traumatismos em atletas; Exercício; Asfixia; Pescoço
Abstract
OBJETIVO: Verificar a variação da pressão intraocular (PIO) decorrente da aplicação do teste de predição para uma repetição máxima (1RM). MÉTODOS: Foram avaliados em estudo observacional 145 calouros (22,04 ± 4,17 anos; de ambos os sexos) do curso de Educação Física da Escola Superior de Educação Física de Jundiaí (ESEFJ). Os critérios de exclusão foram: opacidade de meios, alteração de globo ocular ou ausência de globo ocular. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A avaliação da PIO foi determinada por duas medidas consecutivas com o tonômetro de Perkins: i) pré-teste: antes do teste de 1RM e ii) pós-teste: logo após a realização do teste. O teste de 1RM consistiu em predizer o valor de uma repetição máxima através de repetições até a fadiga. Foram utilizados os seguintes exercícios resistidos: supino, pulley dorsal, desenvolvimento, rosca direta e leg press 45º. Como procedimento estatístico foi empregado o teste "t" de Student pareado. RESULTADOS: Ocorreu redução da PIO após a realização do teste de predição de 1RM: 13,48 ± 3,32 vs.10,20 ± 3,72 mmHg (p<0,001) olho direito e 13,13 ± 3,96 vs.9,74 ± 3,33 mmHg (p<0,001) olho esquerdo. CONCLUSÃO: Foi verificada redução da PIO após a realização de teste de predição de 1RM em universitários.
Keywords: Pressão intraocular; Exercício; Esforço físico; Levantamento de peso; Hipotensão ocular
Abstract
OBJETIVOS: Definir a taxa de detecção de tracoma em escolares do Estado de Alagoas - Brasil. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 6.424 crianças e adolescentes. A avaliação clínica dos escolares foi realizada por graduandos da Faculdade de Medicina sob supervisão de professores do Departamento de Oftalmologia, seguindo os critérios da Organização Mundial de Saúde. A avaliação clínica foi caracterizada por exame dos cílios, das pálpebras, da conjuntiva e da córnea de ambos os olhos. Os estudantes foram catalogados, anotando-se nome, sexo, idade, diagnóstico da forma clínica e município. Quanto à idade, os escolares foram divididos em três grupos: grupo A (<10 anos), grupo B (10-14 anos) e grupo C (>14 anos). RESULTADOS: A taxa de detecção de tracoma foi de 4,5%. Dos 3.280 estudantes do sexo masculino, 161 (4,9%) casos foram considerados confirmados, e dos 3.144 estudantes do sexo feminino, 131 (4,2%) casos foram considerados confirmados. Do total de escolares do grupo A, B e C, respectivamente 175 (5,3%), 113 (8,0%) e 4 (1,6%), foram considerados casos confirmados. CONCLUSÃO: Nesta região, o tracoma parece não ter sido erradicado e, portanto, deve permanecer como diagnóstico diferencial de conjuntivite folicular crônica em crianças e adolescentes advindos dela.
Keywords: Tracoma; Tracoma; Conjuntivite; Córnea; Entrópio; Saúde escolar; Estudantes
Abstract
Retinopatia falciforme proliferativa é uma complicação incomum em indivíduos com traço falciforme, havendo, porém, risco aumentado de desenvolver retinopatia proliferativa em pacientes com hemoglobinopatia AS associada a condições sistêmicas ou trauma ocular. Neste artigo será apresentado um caso de paciente com diabetes gestacional, hipertensão arterial sistêmica associada à gravidez e traço falciforme. Eletroforese de hemoglobinas revelou a presença de A2 5,0%, S 35,0% e A 53,2%. Este caso ressalta a importância da avaliação de comorbidades sistêmicas em pacientes com traço falciforme no período gestacional, uma vez que pode ocorrer rápida progressão da retinopatia falciforme, devendo-se realizar também exames regulares do fundo de olho nestes pacientes.
Keywords: Traço falciforme; Neovascularização retiniana; Descolamento de retina; Diabetes gestacional; Hipertensão induzida pela gravidez
Abstract
OBJETIVO: Descrever técnica de injeção intravítrea utilizando agulha-seringa de 29 gauge (seringa 29GN) e agulha 21 gauge (G) comercialmente disponíveis, comparando perda de composto associada à aplicação desta técnica com a descrita nas instruções do kit do ranibizumabe (Lucentis®). MÉTODOS: Dez doses de 0,3 ml de água destilada foram aspiradas com a seringa 29GN e a agulha 21G (técnica PT) e outras dez doses iguais foram aspiradas utilizando-se o kit do Lucentis® (técnica LK). Para aspiração com a técnica PT, a agulha 21G é colocada sobre a seringa 29GN. Depois da aspiração, a agulha 21G é removida e a injeção intravítrea é realizada com a agulha 29G. A técnica LK utiliza seringa de tuberculina de 1 ml acoplada a agulha 18G para aspiração e agulha 30G para injeção intravítrea. Usando balança de precisão, as agulhas de aspiração (21G para PT; 18G para LK) foram pesadas antes e depois da aspiração da água e os complexos agulha-seringa para injeção (29GN para PT; 30G para LK) foram pesados antes da aspiração e após serem esvaziados. Os volumes restantes nas agulhas de aspiração e complexos agulha-seringa foram estimados pela diferença dos pesos em gramas com conversão para mililitros. RESULTADOS: O volume (ml) residual médio (±DP) das agulhas de aspiração (21G para PT; 18G para LK) foi significativamente menor com a técnica PT (0,0034 ± 0,0016) quando comparado à técnica LK (0,0579 ± 0,0011) (p<0,01). O volume (ml) residual médio (±DP) dos complexos agulha-seringa foi significativamente menor com a técnica PT (0,0056 ± 0,0011) do que LK (0,0906 ± 0,003 ml) (p<0,01). CONCLUSÃO: A técnica de injeção proposta é uma alternativa razoável para minimizar perda de medicação durante aplicação de injeções intravítreas.
Keywords: Inibidores da angiogênese; Injeções; Doenças retinianas; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Degeneração macular; Vias de administração de medicamentos; Corpo vítreo
Abstract
Trata-se de série retrospectiva de 10 pacientes com rotura retiniana e retinocoroidite por toxoplasmose atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, de janeiro de 2007 a abril de 2008, com objetivo de avaliar a relação entre lesões de retinocoroidite e a ocorrência de rotura retiniana. Foram utilizados teste de Fisher e qui-quadrado com nível de significância p<0,05. Oito casos (80%) apresentaram descolamento de retina. Doze roturas foram identificadas, localizando-se principalmente na periferia temporal superior (6 casos, 50%). Não foi observada relação estatisticamente significativa entre localização da rotura e da cicatriz coriorretiniana considerando a distribuição em cinco quadrantes (p=0,0828) ou em três zonas (p=0,2507). A ocorrência de roturas retinianas em pacientes com uveíte posterior pode estar relacionada ao descolamento precoce do vítreo posterior causado pelo processo inflamatório intraocular. Não foi observado neste estudo correlação entre a localização das roturas retinianas e as cicatrizes de coriorretinite, o que sugere um mecanismo não relacionado diretamente à cicatriz.
Keywords: Perfurações retinianas; Descolamento retiniano; Toxoplasmose; Coriorretinite; Uveíte; Humanos; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVOS: Determinar a frequência de retinopatia da prematuridade no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP) e verificar a associação da retinopatia da prematuridade com fatores de risco conhecidos. MÉTODOS: Foi realizada análise prospectiva de 70 pacientes, nascidos no HCFMRP-USP, com peso inferior a 1.500 gramas, no período de um ano. Os pacientes foram divididos em dois grupos (Retinopatia da prematuridade e Normal) para realização de análise estatística com relação a fatores de risco conhecidos. Adotou-se nível de significância de 5%. RESULTADOS: A frequência de retinopatia da prematuridade foi de 35,71% entre os pré-termos estudados. Os fatores pesquisados que apresentaram relação de risco para o desenvolvimento da doença foram: peso (p=0,001), idade gestacional (p=0,001), escore SNAPPE II (p=0,008), uso de oxigenoterapia por intubação (p=0,019) e por pressão positiva de vias aéreas (p=0,0017), múltiplas transfusões sanguíneas (p=0,01) e uso de diuréticos (p=0,01). CONCLUSÃO: A frequência de retinopatia da prematuridade foi de 35,71% entre os prétermos nascidos com menos de 1.500 g. Vários fatores de risco foram identificados nos recém-nascidos do HCFMRP-USP, sendo constatado que crianças mais pré-termos apresentam formas mais graves de retinopatia da prematuridade.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Recém-nascido; Fatores de risco; Estudos retrospectivos; Idade gestacional; Peso ao nascer
Abstract
A acuidade visual representa o inverso do ângulo visual, ou seja, da menor distância angular entre dois pontos que podem ser vistos como separados. Apesar de ser a medida da função visual mais comum na prática oftalmológica, é muitas vezes interpretada erroneamente, principalmente devido às inúmeras tabelas e diferentes sistemas de notações empregados na clínica. Este artigo revisa alguns conceitos sobre a quantificação da acuidade visual, suas principais notações e tabelas de medida, discutindo as vantagens do uso da escala logarítmica.
Keywords: Acuidade visual; Optometria
Abstract
As células tronco derivadas da medula óssea têm sido propostas como uma fonte em potencial de células para medicina regenerativa. No olho, a degeneração de células neurais da retina são a marca de doenças difusas, como a degeneração macular relacionada com a idade (DMRI) e a retinose pigmentar. A medula óssea é um tecido ideal para estudar as células tronco por causa da sua acessibilidade. Devido a estas características e a experiência do transplante de medula óssea no tratamento de doenças hematológicas, como as leucemias, as célulastronco derivadas da medula óssea têm se tornado a maior ferramenta na medicina regenerativa. Essas células podem ser capazes de restaurar a função da retina através dos seguintes mecanismos: A) diferenciação celular; B) efeito parácrino; C) reparo do epitélio pigmentado da retina. Nesta revisão nós descrevemos os possíveis mecanismos de recuperação da função da retina com uso de terapia celular com células tronco derivadas da medula óssea.
Keywords: Retinose pigmentar; Degeneração retiniana; Células tronco; Medula óssea
Abstract
As formas avançadas da retinopatia diabética com descolamento tracional de retina ou hemorragia vítrea persistente muitas vezes necessitam de tratamento cirúrgico com vitrectomia posterior. Apesar dos avanços em vitrectomia, a cirurgia em complicações da retinopatia diabética pode ser desafiadora e dificultada pela proliferação fibrovascular intensa. Os antiangiogênicos têm sido usados no tratamento da retinopatia diabética pela sua ação de inibição do fator de crescimento vascular endotelial. Nesta revisão, são discutidos os aspectos relacionados ao uso adjuvante de antiangiogênicos em vitrectomia para complicações da retinopatia diabética. O bevacizumabe mostra efeitos benéficos em facilitar a técnica cirúrgica, entretanto seu beneficio em longo prazo ainda precisa ser estudado.
Keywords: Inibidores da angiogênese; Vitrectomia; Retinopatia diabética; Descolamento retiniano; Hemorragia vítrea
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