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Abstract
Objetivo: O autor descreve um caso de hemorragia sub-retiniana e subepitélio pigmentado da retina (EPR) bilateral, secundária a degeneração macular relacionada à idade, tratada com injeção intravítrea de ativador do plasminogênio tecidual (tPA) e gás perfluoropropano (C3F8). Relato do caso: Dois olhos de um paciente portador de hemorragia sub-retiniana macular e sub-EPR foram tratados com injeções intravítreas de 25 mig de tPA e 0,3 mL de C3F8. Avaliaram-se a acuidade visual e o aspecto da retinografia e angiofluoresceinografia pré e pós-operatória. Resultados: Uma semana após as injeções, os dois olhos apresentaram resolução completa da hemorragia subfoveal, porém resquícios de hemorragia sub-retiniana perimacular foram observados, mais acentuados no olho esquerdo. A hemorragia sub-EPR localizada no olho esquerdo, não apresentou sinais de melhora. A acuidade visual apresentou melhora em ambos os olhos, principalmente no olho direito. Conclusão: A injeção intravítrea de tPA associada ao C3F8 apresenta-se como uma alternativa viável no tratamento da hemorragia sub-retiniana secundária a DMRI, porém hemorragias situadas abaixo do EPR ainda permanecem um desafio terapêutico. Estudos futuros são necessários.
Keywords: Ativador do plasminogênio tecidual; Hemorragia retiniana; Degeneração macular; Idoso
Abstract
O autor descreve os achados clínicos e novos métodos diagnósticos da coroidoretinopatia central serosa. Discute os estudos experimentais e clínicos relacionados à patogênese da doença e apresenta as alternativas de tratamento e prognóstico da coroidoretinopatia central serosa, baseado em levantamento bibliográfico.
Keywords: Doenças da coróide; Doenças da coróide; Descolamento retinia; Angiofluoresceinografia; Diagnóstico diferencial; Epitélio pigmentado ocular; Prognóstico
Abstract
Os autores descrevem três casos de uma entidade rara, a síndrome da fibrose sub-retiniana difusa. Relatam as características clínicas da doença, os achados fundoscópicos e os resultados após a terapia com corticosteróides. Analisam ainda os diagnósticos diferenciais entre as doenças que compõem a síndrome dos pontos brancos por meio de revisão da literatura. Como conclusão, ressaltam a importância do diagnóstico e tratamento precoce da síndrome da fibrose sub-retiniana difusa no intuito de prevenir o acometimento do olho contralateral.
Keywords: Fibrose; Fibrose; Doenças da coróide; Doenças retinianas; Coroidite; Retina; Síndrome; Adulto
Abstract
OBJETIVO: Objetivo do artigo é apresentar os princípios básicos da anti-bioticoterapia intravítrea. Relatar os primeiros estudos relacionados à penetração intra-ocular dos antibióticos e o conceito das barreiras hemato-oculares. Ressaltar os achados associados à toxicidade retiniana e eficácia da injeção intravítrea dos antibióticos. Apresentar a antibioticoterapia intravítrea como uma opção segura e eficaz no tratamento das infecções intra-oculares.
Keywords: Endoftalmite; Infecções oculares; Antibióticos; Injeções; Corpo vítreo
Abstract
O autor descreve os aspectos epidemiológicos, histopatológicos e clínicos da endoftalmite endógena por Candida albicans. Apresenta ainda novos métodos diagnósticos e opções terapêuticas utilizadas no tratamento das infecções fúngicas intra-oculares, por meio de revisão bibliográfica.
Keywords: Endoftalmite; Candida albicans; Infecções oculares fúngicas
Abstract
Os autores descrevem um caso de endoftalmite endógena por Candida albicans, em recém-nascido prematuro, refratária ao tratamento com anfotericina B endovenosa e que apresentou resolução com o uso do fluconazol endovenoso. Ressaltam ainda os aspectos clínicos da endoftalmite endógena por Candida albicans por meio de revisão da literatura.
Keywords: Candidíase; Endoftalmite; Infecções oculares fúngicas; Prematuro; Candida albicans; Fluconazol
Abstract
O autor descreve os efeitos bioquímicos e estruturais das vitaminas e antioxidantes na retina. Apresenta as principais substâncias presentes na dieta alimentar e na suplementação vitamínica envolvidas na gênese da degeneração macular relacionada à idade. Relata ainda os resultados de estudos prospectivos multicêntricos relacionados ao assunto, por meio de revisão bibliográfica.
Keywords: Degeneração macular; Antioxidantes; Antioxidantes; Suplementos dietéticos; Zinco; Cobre; Dieta
Abstract
OBJETIVO: Descrever um caso de tumor vasoproliferativo associado à tuberculose ocular tratado com crioterapia e injeção de triancinolona intravítrea. DESENHO DO ESTUDO/PACIENTES E MÉTODOS: Relato de caso intervencional. Paciente do sexo feminino, 42 anos, referia inflamação do olho direito havia 1 ano, não diagnosticada, tratada com prednisona oral por 30 dias. Relatava baixa visão com o olho direito (OD) desde a infância. Negava antecedentes pessoais e familiares. Ao exame ocular, apresentava acuidade visual menor que 20/400 com o OD. Não apresentava alterações à biomicroscopia e a pressão intra-ocular era normal em ambos os olhos. A fundoscopia do OD mostrava lesão vascularizada, elevada, associada ao descolamento seroso e exsudatos duros, localizada na periferia inferior da retina. A lesão era cercada por extensa área de pontos de hiperplasia do epitélio pigmentar. A mácula apresentava diminuição do reflexo foveal. No exame de ultra-som ocular, a lesão apresentava altura igual a 2,25mm e consistência sugestiva de lesão vascularizada. Foram solicitados exames sorológicos, hemograma, RX tórax e PPD. Os exames foram normais, com exceção do PPD, considerado forte reator. A paciente foi encaminhada ao infectologista, que diagnosticou tuberculose após exame de pesquisa de BK no escarro. Em face do quadro clínico, foi feito o diagnóstico de tumor vasoproliferativo da retina associado à tuberculose ocular presumida. Iniciou-se o tratamento com esquema tríplice (rifampicina, isoniazida e piridoxina). Optou-se por tratar o tumor com crioterapia e injeção intravítrea de triancinolona (4 mg/ml). Após 30 dias, a paciente apresentava diminuição do descolamento seroso e áreas atróficas na lesão tumoral. O aspecto angiofluoresceinográfico mostrava algumas áreas de enchimento precoce da trama vascular com discreto extravasamento tardio do contraste, sem áreas de oclusão capilar. A maior parte da lesão apresentava hipofluorescência por bloqueio (proliferação do EPR). Os tumores vasoproliferativos secundários são proliferações gliovasculares da retina e estão associados a várias condições oculares que afetam a retina e a coróide. Devido ao grande número de complicações associadas aos tumores vasoproliferativos da retina, com perda visual significativa, estes devem ser tratados no momento do diagnóstico. O tratamento de escolha para estes tumores é a crioterapia. A triancinolona intravítrea, por seus efeitos antiangiogênicos, pode ser utilizada como tratamento adjuvante. Até o presente momento, a associação de tumor vasoproliferativo e tuberculose ocular não foi relatada na literatura. O tratamento do tumor vasoproliferativo secundário com crioterapia e injeção intravítrea da triancionolona surge como nova opção terapêutica. Mais estudos são necessários para comprovar a eficácia deste tratamento.
Keywords: Neoplasias da retina; Neovascularização retiniana; Tuberculose ocular; Crioterapia; Triancinolona; Relato de casos
Abstract
Apresentar a evolução de um caso de hemangioma circunscrito da coróide associado a descolamento total da retina tratado com vitrectomia posterior e endofotocoagulação. Relato de caso intervencional. Paciente do sexo feminino, com 41 anos, apresentava mancha escura na visão do olho direito há uma semana, com progressão da mancha para o campo inferior e diminuição súbita da acuidade visual há dois dias. Ao exame oftalmológico, apresentava acuidade visual menor que 20/400 no olho direito. À fundoscopia do olho direito, observava-se elevação da retina neurossensorial nos quatro quadrantes e uma lesão sub-retiniana avermelhada no pólo posterior, com bordas pouco nítidas. O ultra-som do olho direito mostrava membranas móveis de alta refletividade na cavidade vítrea (retina) aderidas ao nervo óptico e presença de lesão sólida hiperecogênica, homogênea, no pólo posterior, com picos de média refletividade no seu interior, sugestiva de hemangioma de coróide Todos os exames sistêmicos foram normais. Optou-se pela vitrectomia posterior com endodrenagem, retinopexia, endofotocoagulação do tumor e colocação de gás C3F8. A retina manteve-se aplicada nos quinze primeiros dias da cirurgia, quando então apresentou novo descolamento inferior da retina sobre o tumor. Optou-se por nova vitrectomia posterior com endofotocoagulação e colocação de óleo de silicone. A paciente encontra-se no 6º mês de pós-operatório com a retina aplicada, óleo de silicone na cavidade vítrea, hemangioma com marcas de fotocoagulação (inativo?), acuidade visual igual a 20/400 no olho direito. A vitrectomia posterior surge como opção no tratamento do hemangioma da coróide associado a descolamentos extensos da retina, visando restabelecer a anatomia e diminuir as complicações funcionais tardias na retina.
Keywords: Hemangioma; Neoplasias da coróide; Vitrectomia; Descolamento retiniano; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito da aplicação intravítrea de triancinolona na espessura macular medida pela tomografia de coerência óptica (Stratus-OCT), pressão intra-ocular e acuidade visual no tratamento do edema macular diabético não responsivo ao tratamento prévio com fotocogulação a laser, no período de 6 meses. MÉTODOS: Foram estudados 21 indivíduos (22 olhos) submetidos a exame oftalmológico completo, medida da acuidade visual, pressão intra-ocular e análise pela tomografia de coerência óptica, tratados previamente com no mínimo 2 sessões de laser. Os indivíduos participantes do estudo foram tratados com aplicação intravítrea de acetato triancinolona na dose de 4 mg / 0,1 ml. As visitas de acompanhamento foram agendadas no 1º dia pós-aplicação, 1º, 3º e 6º meses. Foram estudados o resultado visual e anatômico assim como as possíveis complicações relacionadas com o procedimento da aplicação intravítrea. RESULTADOS: O estudo demonstrou redução significativa da espessura macular média analisada pelo OCT nos 1º, 3º e 6º meses pós-aplicação (p=0,001), acompanhado de melhora da acuidade visual média (p<0,001). A espessura macular central média ± DP na primeira visita foi de 399 ± 121 µm e diminuiu em 39,9% (239 ± 53 µm) no primeiro mês (p<0,001), 35,5% (255 ± 93 µm) no terceiro mês (p<0,001) e 18,1% (326 ± 135 µm) no sexto mês (p=0,001). A melhora da acuidade visual média foi de 18 e 16 letras na tabela ETDRS nos 3º e 6º meses respectivamente. As complicações relatadas foram o aumento da pressão intra-ocular em 7 olhos (33,3% casos). CONCLUSÕES: Foi observada redução da média das espessuras da retina ao longo de todo o tempo de acompanhamento, com aumento significante da espessura macular entre o 3º e 6º mês. Foi observado melhora estatisticamente significante da média da acuidade visual ao final do acompanhamento, porém não houve melhora entre o 3º e 6º mês.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular cistóide; Triancinolona; Injeções; Corpo vítreo; Tomografia de coerência óptica; Macula lútea; Acuidade visual
Abstract
Os autores relatam a rara associação de efusão uveal e tuberculose ocular presumida em paciente do sexo masculino que apresentou melhora clínica com o uso sistêmico de prednisona 40 mg/d e rifampicina 600 mg/d. Descrevem, ainda, aspectos relevantes da efusão uveal, como etiopatogenia, evolução da doença, diagnóstico diferencial e tratamento, por meio de revisão da literatura.
Keywords: Doenças da coróide; Doenças da úvea; Descolamento retiniano; Uveíte; Tuberculose ocular; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar diferentes métodos diagnósticos para a avaliação de pacientes portadores de lúpus eritematoso sistêmico, usuários crônicos do difosfato de cloroquina (DFC) e, portanto, com alto risco para retinopatia tóxica. MÉTODOS: Foram analisados 72 olhos de 36 pacientes consecutivos, seguidos no Serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, de julho de 2007 a abril de 2008. Dados demográficos e clínicos foram avaliados com o intuito de estudar os fatores de alto risco e comparar os seguintes métodos oftalmológicos: acuidade visual, biomicroscopia da córnea, biomicroscopia do fundo, retinografia, angiofluoresceinografia da retina, campo visual macular com mira branca. RESULTADOS: Dos 36 pacientes, 34 (94,4%) eram mulheres. A média de idade foi 39,9 ± 9,8 anos, com tempo de doença igual a 13,9 ± 6,6 anos. Além do uso crônico da cloroquina, os pacientes apresentaram altas doses diárias (>3 mg/kg) e cumulativas. Não foi observada relação entre estes fatores de alto risco e maior prevalência de retinopatia. Foi encontrada prevalência de retinopatia igual a 38,9%, confirmada por alterações bilaterais, centrais ou paracentrais e reprodutíveis no exame de campo visual. Outros exames indicados para seguimento, como acuidade visual, biomicroscopia de fundo e angiofluoresceinografia não foram capazes de diagnosticar a maioria das alterações confirmadas pelo campo visual. CONCLUSÃO: Foi observada alta prevalência de retinopatia por cloroquina entre os pacientes com alto risco, usuários crônicos do DFC, segundo os achados do campo visual. A avaliação desses pacientes deve considerar a realização do exame de campo visual em intervalos menores que os propostos, mesmo quando não há suspeita clínica.
Keywords: Retina; Retina; Doenças da retina; Cloroquina; Lúpus eritematoso sistêmico; Fatores de risco
Abstract
Relata-se o caso de um paciente de 35 anos de idade, sexo masculino, com história de trauma cranioencefálico, que evoluiu com hemorragia pré-macular da síndrome de Terson no olho esquerdo. Após 45 dias de conduta expectante, sem resolução da hemorragia, foi realizada injeção intravítrea de gás hexafluoreto de enxofre e tPA, evoluindo com absorção quase completa da hemorragia após uma semana e considerável melhora da acuidade visual. Descreve-se também aspectos importantes da síndrome de Terson e da injeção intravítrea de gás e tPA por meio de revisão da literatura.
Keywords: Hemorragia subaracnóidea; Traumatismos craniocerebrais; Hemorragia retiniana; Ativador de plasminogênio tecidual; Síndrome; Injeções; Hexafluoreto de enxofre
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar os efeitos do acetato de triancinolona intravítreo em pacientes com edema macular diabético difuso na acuidade visual e pressão intraocular. Relatar os possíveis efeitos adversos e analisar a possível relação da idade dos pacientes com as variações da acuidade visual e pressão intraocular. MÉTODOS: O ensaio clínico controlado incluiu 14 pacientes (28 olhos), sendo que 14 olhos receberam injeção de 4 mg de acetato de triancinolona intravítreo para o tratamento de edema macular diabético difuso. O grupo tratado foi comparado a um grupo controle de 14 olhos sem edema macular diabético difuso. O tempo de seguimento foi de três meses. RESULTADOS: Os picos de pressão intraocular >21 mmHg ocorreram em 28,57%, com diferença significante entre a pressão intraocular do grupo tratado com o grupo controle na primeira semana após o tratamento. A acuidade visual mostrou uma significativa melhora quando comparada com o grupo controle desde o segundo dia após o tratamento. Não houve associação entre a idade com as variações da acuidade visual e a pressão intraocular. CONCLUSÃO: O acetato de triancinolona intravítreo mostrou-se ser eficiente para melhorar a acuidade visual em pacientes com edema macular diabético difuso, nos primeiros três meses de tratamento. A incidência de hipertensão intraocular foi de 28,57%, podendo ser caracterizada como de fácil controle.
Keywords: Acetato de triancinolona; Retinopatia diabética; Edema macular; Pressão intraocular; Hipertensão ocular; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Conhecer o perfil epidemiológico e nível de conhecimento de pacientes diabéticos sobre diabetes e retinopatia diabética (RD). MÉTODOS: Estudo transversal com pacientes atendidos no Ambulatório de Retina e Vítreo do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, os quais foram divididos em dois grupos: pacientes diabéticos encaminhados para primeira avaliação oftalmológica (G1) e pacientes já acompanhados no Ambulatório (G2). Os pacientes responderam questionário e submeteram-se a exame oftalmológico. Foram utilizados os testes x², exato de Fisher e não paramétricos de Mann-Whitney, presumindo nível de significância de 5%. RESULTADOS: A amostra total foi composta por 357 pacientes (109 no G1 e 248 no G2). A maioria dos pacientes era do sexo feminino, casada, com ensino fundamental incompleto, com média de idade de 63,3 anos e afirmou saber o que é diabetes. Entretanto, 53,2% não sabiam qual o seu tipo de diabetes. As complicações visuais do diabetes são as mais conhecidas. Menos de um terço dos pacientes já tinha ouvido falar em RD e 77,3% não sabiam se eram acometidos. A maioria dos pacientes nunca havia recebido alguma explicação ou algum tipo de material escrito sobre diabetes ou RD. Somente 3,6% dos pacientes participavam de algum programa de educação sobre diabetes. A AV média na amostra, em logMAR, foi de 0,57 no OD e 0,51 no OE. Metade dos pacientes não tinha RD. CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes, apesar de receber acompanhamento multidisciplinar, apresentou pouco conhecimento sobre o diabetes e suas complicações.
Keywords: Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Perfil de saúde; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde; Epidemiologia
Abstract
OBJETIVO: Comparar a pressão intraocular (PIO) pré e pós-LASIK, correlacionando-as com as mudanças da espessura corneana central (ECC) e ceratometria simulada média (K), assim como verificar o resultado de fórmula corretiva proposta anteriormente. MÉTODOS: Estudo longitudinal, prospectivo, realizado em pacientes submetidos a LASIK. Os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico completo, no pré operatório e após 2 meses da cirurgia. A pressão intraocular foi avaliada com tonômetro de aplanação de Goldmann entre 9 h e 11 h da manhã, a ceratometria simulada média foi avaliada por meio de topografia corneana e a espessura corneana central foi aferida por paquímetro ultrassônico, sendo considerada a média de três aferições. Foram excluídos dois pacientes com cirurgias ou doenças oculares prévias, e uso prévio de corticosteróide tópico nos últimos três meses. As cirurgias foram realizadas de acordo com os procedimentos-padrão. Foi utilizada a fórmula [PIO real = PIO aferida + (540 - ECC)/71 + (43 - K)/2,7 + 0,75 mmHg] proposta para correção da pressão intraocular pós-operatória. RESULTADOS: Quinze olhos de oito pacientes foram avaliados, a idade variou de 24 a 46 anos (média: 31,37 ± 7,27). Foi observada diferença estatisticamente significante entre as medidas da pressão intraocular, de ceratometria simulada média e da espessura corneana central pré e pós-LASIK. (p=0,0001). Foi observado que para cada 1D corrigida, há uma subestimação, em média, de 1,06 ± 0,59 mmHg (0,11 a 1,89 mmHg). A aplicação da fórmula corretiva levou a 80% dos olhos com a tonometria estimada entre ± 2,50 mmHg da pré-operatória, no entanto, quando comparada com a tonometria pré-operatória, estas são estatisticamente diferentes (p=0,0266). CONCLUSÕES: Os olhos submetidos a LASIK apresentaram PIO pós-operatória menor do que a pré-operatória. A pressão intraocular pôde ser moderadamente correlacionada com a espessura corneana central e fracamente com a ceratometria simulada média. Não houve correlação entre a profundidade de ablação e a variação da pressão intraocular, no pós-operatório. Usando a fórmula proposta, pudemos averiguar que 80% dos pacientes apresentaram pressão intraocular entre ± 2,50 mmHg da pré-operatória.
Keywords: Pressão intraocular; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Lasers de excimer; Tonometria ocular; Topografia da córnea; Procedimentos cirúrgicos refrativos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o edema macular após cirurgia não complicada de facoemulsificação com implante de lente intraocular por meio da tomografia de coerência óptica spectral domain (OCT-SD). MÉTODOS: Foi realizado estudo prospectivo em 62 olhos de pacientes submetidos à facoemulsificação com implante de lente intraocular. Os pacientes foram avaliados antes e após a cirurgia, no primeiro dia, e na primeira, segunda e quarta semanas. Acuidade visual (AV), células na câmara anterior e tomografia de coerência óptica macular cubo 200x200 foram medidos. RESULTADOS: Após a cirurgia de facoemulsificação houve melhora da acuidade visual, inflamação decrescente, e a espessura e o volume macular aumentaram. Ocorreu um caso de edema macular cistoide. Houve correlação inversa fraca entre a acuidade visual e a espessura macular central, e entre a acuidade visual e o volume macular. Foi observada correlação direta fraca entre a inflamação e o volume macular. CONCLUSÃO: Edema macular subclínico desenvolve-se mesmo após cirurgia de catarata não complicada em pacientes não predispostos. A tomografia de coerência óptica spectral domain foi capaz de detectar pequenos aumentos na espessura macular no período avaliado.
Keywords: Facoemulsificação; Edema macular; Tomografia de coerência óptica; Implante de lente intraocular; Período pós-operatório; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Avaliar se a adesão hialoidea é mais prevalente em pacientes com degeneração macular relacionada a idade (DMRI) (exsudativa e não exsudativa) comparado ao grupo controle e avaliar se a prevalência é maior na forma exsudativa comparada a forma não exsudativa. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, analítico, de grupo controle, com os pacientes atendidos no Departamento de Retina do Serviço de Oftalmologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE), que tiveram o diagnóstico de DMRI confirmado após a biomicroscopia de fundo e angiofluoresceinografia. Os pacientes foram divididos em três grupos, um composto por pacientes sem doenças vitreorretinianas (30 olhos), outro pacientes com DMRI exsudativa (22 olhos) e o terceiro grupo por pacientes com DMRI não exsudativa (11 olhos). Para melhor estudo da interface vitreorretiniana, todos os pacientes foram submetidos aos exames de SD-TCO (Cirrus HD-TCO, versão 4000; Carl Zeeis Meditec) e ultrassonografia (UltraScan®, Alcon). Foram considerados significativos os resultados com valor de p≤0,05. Resultados: Foram avaliados 75 olhos de 23 pacientes com DMRI e 15 no grupo controle, sendo que apenas 33 olhos que apresentavam DMRI obedeciam aos critérios de inclusão, sendo 11 pertencentes à forma seca (nenhuma forma atrófica) e 22 à forma exsudativa (11 de forma ativa e 11 disciforme). A adesão foi encontrada em oito olhos no grupo controle (26,67%), em sete olhos com DMRI exsudativa (31,82%) e em cinco olhos no grupo DMRI não exsudativa (45,45%). Conclusão: Neste estudo, pacientes com DMRI (formas exsudativa e não exsudativa) não apresentaram maior adesão vitreorretiniana quando comparados ao grupo controle, ao serem avaliados através SD-TCO (Cirrus HD-TCO, versão 4000; Carl Zeeis Meditec) e ultrassonografia (UltraScan®, Alcon). Neste estudo, pacientes com DMRI exsudativa (ativa e disciforme) não apresentaram maior adesão quando comparados à forma seca, ao serem avaliados pelos mesmos métodos.
Keywords: Degeneração macular/ultrassonografia; Macula lútea; Tomografia de coerência óptica/métodos; Aderências teciduais
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