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Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito imunossupressor da ciclosporina intramuscular (I.M.), administrada por tempo limitado em diferentes períodos do pós-operatório, no transplante penetrante de córnea em um modelo experimental em rato, por meio de avaliação clínica e anátomo-patológica do enxerto corneano. Método: Foram utilizados ratos isogênicos Fischer como doadores e Lewis como receptores, em um modelo ortotópico de transplante de córnea. A administração de ciclosporina I.M. 10 mg/kg/dia foi iniciada em diferentes períodos nos grupos estudados: no pós-operatório imediato, no 7º dia pós-operatório e no 9º dia pós-operatório. A ciclosporina quando iniciada foi administrada até o 30º dia pós-operatório. Um grupo controle não recebeu a ciclosporina I.M. Os enxertos corneanos foram avaliadas clínica e histologicamente. Resultados: Rejeição foi observada nas primeiras três semanas do pós-operatório em 100% dos casos no grupo controle (n = 5) que não recebeu a ciclosporina. Os ratos tratados com ciclosporina (n = 15) apresentaram rejeição em apenas um caso, que teve curta evolução e poucos sinais clínicos. Os estudos histológicos confirmaram as avaliações clínicas. O grupo controle apresentou infiltrado no enxerto corneal com predomínio de linfócitos sobre neutrófilos com mais neovasos, com mais fibrose e com infiltrado inflamatório mais intenso do que os grupos tratados com ciclosporina. Conclusão: Os dados obtidos indicam que a ciclosporina I.M., pode ter efeito benéfico sobre o controle da rejeição do transplante de córnea, mesmo na sua fase ativa.
Keywords: Ciclosporina A; Transplante de córnea experimental; Rejeição do enxerto
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Objetivos: O presente estudo prospectivo compara os resultados obtidos pela ceratectomia fotorrefrativa com uma ou duas zonas de ablação para tratamento de baixa miopia. Métodos: Dezenove pacientes com graus de miopia até 6,00 dioptrias foram submetidos a PRK com diferentes perfis de ablação em cada olho. Foi realizado tratamento esférico com uma única zona de ablação de 6,0 mm, ao passo que o outro olho recebeu tratamento com duas zonas de ablação, sendo uma de 6,0 mm e outra de 6,5 mm. Todos os tratamentos foram programados para correção total do equivalente esférico. Resultados: No grupo multizona (MZ), o equivalente esférico pré-operatório foi em média de -2,87 dioptrias (-1,25 a -4,62D). No grupo submetido à cirurgia com uma única zona de ablação (ZU), o equivalente esférico pré-operatório foi de -2,78 dioptrias (-1,37 a -4,62 D). Não foi observada diferença significante entre os resultados obtidos nos dois grupos com relação ao equivalente esférico final (p = 0,391). No primeiro mês de pós-operatório, 84% dos pacientes do grupo MZ (múltiplas zonas de ablação) e 95% do grupo ZU (única zona de ablação), apresentaram acuidade visual sem correção melhor ou igual a 20/40. Com relação ao tempo transcorrido até se atingir a melhor acuidade visual, não houve diferença significante entre os dois grupos (p = 0,53). Conclusão: Os resultados obtidos utilizando-se diferentes perfis de ablação para tratamento de baixas miopias foram equivalentes no que diz respeito a equivalente esférico final, indução de astigmatismo e incidência de complicações. O estudo conclui que não foi possível observar diferença estatisticamente significante entre os dois grupos, podendo-se utilizar qualquer um dos procedimentos no tratamento das baixas miopias.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa pro excimer laser; Miopia
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Objetivo: Estudar a topografia de córnea após perfurações oculares grau 1. Métodos: Por meio de estudo clínico transversal controlado, foram realizados exames de topografia computadorizada de córnea (topógrafo EyeTech CT-2000) em ambos os olhos em 21 pacientes que haviam sido atendidos e submetidos à correção cirúrgica de perfuração corneana em um dos olhos pela equipe do Pronto Socorro do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo no período de janeiro a dezembro de 1998. Os olhos contralaterais formaram o grupo controle. Resultados: Quinze pacientes (71%) apresentaram lesões menores que 4 mm. O astigmatismo topográfico no grupo de olhos perfurados foi 2,66 ± 2,64 D, e 0,52 ± 0,25 D no grupo controle. Ao comparar distribuição dos pacientes com astigmatismo topográfico maior ou menor que 2,00 D nas categorias do tamanho médio e da configuração da lesão, observaram-se diferenças estatisticamente significativas (p=0,04 e p=0,02 respectivamente). A localização não mostrou diferença estatisticamente significativa (p=1,00). Não houve diferença estatisticamente significativa (p=0,98) entre o poder dióptrico corneal de olhos perfurados e do grupo controle. A distribuição, quanto ao padrão topográfico corneal, foi semelhante no grupo de olhos perfurados, grupo controle, bem como na literatura. Melhor acuidade visual corrigida melhor ou igual a 0,5 foi encontrado em 81% dos pacientes. Conclusões: O astigmatismo topográfico resultante de lesão de córnea foi maior que o do grupo controle, porém não houve mudança qualitativa do padrão topográfico destes olhos, excluindo os casos de topografia irregular. Confirma-se a correlação do astigmatismo topográfico com o tamanho da lesão, reafirmando-se o tamanho crítico de 4 mm. Perfurações grau 1 têm bom prognóstico visual, ao passo que pior prognóstico é esperado para padrões topográficos irregulares ou lesões maiores que 4 mm.
Keywords: Topografia da córnea; Traumatismos oculares; Ferimentos oculares
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Objetivo: Estabelecer os agentes mais comumente isolados nas ceratites, conjuntivites e endoftalmites no Laboratório de Microbiologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, assim como determinar o perfil de sensibilidade destes agentes aos antibióticos. Métodos: Realizamos estudo retrospectivo analisando todos os prontuários oftalmológicos do banco de dados do Laboratório de Microbiologia da Santa Casa de São Paulo. Foram coletados os dados de todos os pacientes submetidos à colheita de material ocular nos últimos 5 anos (1994-1999). Selecionamos para o estudo apenas os pacientes com diagnóstico clínico de conjuntivite, ceratite e endoftalmite. Os respectivos antibiogramas foram realizados e somente dados de antibiótico com aplicação em oftalmologia foram analisados. Resultados: Dos 568 casos pesquisados, foram encontrados 282 casos de ceratite bacteriana (49,6%), 214 de conjuntivites (37,7%), 72 de endoftalmites (12,7%). Obtivemos cultura negativa em 333 casos (58,9%). O agente mais freqüentemente isolado foi S. aureus (73 casos; 31,0%). Nas conjuntivites, o segundo agente mais freqüente foi Candida sp (6,6%) e 38,3% das culturas foram negativas. Nas ceratites, Pseudomonas aeruginosa apresentou 3,9% de positividade. Nas endoftalmites, nas quais houve apenas 32% de positividade, o segundo agente mais freqüente foi o S. pneumoniae (4,2%). Conclusão: Culturas negativas foram achado mais freqüente. Quando nos deparamos com uma infecção ocular, as chances de o causador ser S. aureus são muito grandes, portanto antes mesmo de se obter o resultado da cultura, tratamento que inclua S. aureus pode ser indicado.
Keywords: Infecções oculares; Testes de sensibilidade microbiana; Conjuntivite bacteriana; Ceratite; Endoftalmite; Resistência microbiana a drogas
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OBJETIVO: Padronizar cultivo primário de células epiteliais germinativas do limbo de olhos doadores do Banco de Olhos da Santa Casa de São Paulo. MÉTODOS: Por meio de biópsias de aproximadamente 4 mm² realizadas na região do limbo cirúrgico do anel córneo-escleral remanescente de olhos doadores, foram obtidos explantes, que passaram por métodos de dissociação para obtenção de células epiteliais germinativas do limbo, as quais foram semeadas em placas de cultivo celulare encubadasna estufa a 37°C em atmosfera a 5% de CO2. As placas foram observadas em 21 dias, sendo avaliadas a aderência, a morfologia e a multiplicação celular. RESULTADOS: Observamos que as células no decorrer dos 21 dias multiplicaram-se, passando da forma arredondada inicial ao processo de dissociação, para a forma poligonal como in vivo, além de demonstrarem maior aderência à placa de cultivo. CONCLUSÃO: Neste estudo foi possível demonstrar que o cultivo de células epiteliais límbicas in vitro pode ser realizado.
Keywords: Células cultivadas; Células epiteliais; Limbo da córnea; Epitélio da córnea; Aderência celular; Córnea; Transplante celular
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OBJETIVOS: Relatar a experiência obtida com o uso de adesivo de cianoacrilato em 22 casos seriados, e não comparativos, de afinamentos ou perfurações corneais de etiologia variada. Também visa descrever a técnica proposta para a aplicação do adesivo. MÉTODOS: Foram estudados 22 olhos de 22 pacientes que apresentavam afinamentos ou perfurações corneais, tratados com adesivo de cianoacrilato (Super Bonder® - Loctite, Brasil), no Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, entre outubro de 1998 e abril de 2000. Os parâmetros avaliados foram: idade do paciente, sexo, acuidade visual antes e após aplicação do adesivo (com a correção em uso), medida (em milímetros) da perfuração ou afinamento, doença ocular que levou diretamente à necessidade da aplicação do adesivo, necessidade de "patch" ou transplante tectônico após tentativa de selar a lesão com o adesivo, número de aplicações realizadas, tempo de permanência da cola, efeitos indesejáveis após a colocação do adesivo e evolução do caso. RESULTADOS: A acuidade visual dos pacientes manteve-se inalterada após a aplicação da cola em 15 casos (68%). Com relação ao tamanho das lesões, a maioria pertence ao grupo que variou entre 1 e 2 milímetros (63%). As infecções constituíram a mais freqüente indicação para o uso do adesivo (50%). Doze pacientes (54%) não necessitaram transplante ou "patch" de córnea. Dos 22 olhos estudados, onze (50%) necessitaram de apenas uma aplicação do adesivo. CONCLUSÃO: No presente estudo, o cianoacrilato mostrou-se seguro e de grande utilidade na manutenção da integridade ocular em casos de afinamentos e perfurações corneais.
Keywords: Cianoacrilatos; Adesivos teciduais; Transplante de córnea; Córnea
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OBJETIVOS: Idealizar, desenvolver e verificar a funcionalidade um sistema de teleoftalmologia para diagnóstico remoto em casos clínicos. MÉTODOS: Descrever o funcionamento e utilização do sistema, sua capacidade de captura, arquivamento e envio de imagens via internet, e de um domínio virtual voltado ao telediagnóstico, aconselhamento ou segunda opinião. RESULTADOS: Foram definidos os requisitos básicos, detalhes de programação e de funcionamento de um programa de captura de imagens. O funcionamento do mesmo acoplado a uma placa de captura de imagens foi realizado com sucesso, bem como a criação, na internet, de um domínio médico-oftalmológico. CONCLUSÃO: Os resultados preliminares permitiram a avaliação de um sistema misto para o suporte médico em nosso meio. Os instrumentos diagnósticos disponíveis bem como suas conexões com a rede foram satisfatórias e suficientes para viabilizar um estudo piloto bem su-cedido. O sistema revelou-se potencialmente adequado para o telediagnóstico e segunda opinião. O método necessita de testes clínicos e compa-ração com métodos diagnósticos tradicionais para comprovar a sua eficácia.
Keywords: Telemedicina; Diagnóstico por computador; Redes de comunicação de computadores
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OBJETIVO: Traçar o perfil do paciente portador de alergia ocular baseado nos seus dados epidemiológicos, na sua resposta ao tratamento e nas complicações de sua doença. MÉTODOS: Foram analisados 172 prontuários dos pacientes com diagnóstico de ceratoconjuntivite alérgica primaveril (CCP), atópica (CCA), sazonal (CAS) e perene (CAP) e que tiveram seguimento mínimo de 6 meses no Ambulatório de Alergia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. A análise estatística foi feita pelo método da variância e qui-quadrado. RESULTADOS: A alergia ocular mais freqüente foi a CCP (n=95; 55,2%); com predominância do sexo masculino (n=117; 68,1%). A idade média foi 11,7 anos (± 8,7 anos). Também foi a doença que mais acometeu a visão, sendo que 52,7% tiveram AV = 1,0; dos pacientes com ceratoconjuntivite atópica, 54,4% tinham AV=1,0, daqueles com conjuntivite alérgica sazonal, 75% e daqueles com conjuntivite alér-gica perene, 100% tinham AV=1,0. 96,8% dos portadores de ceratoconjuntivite alérgica primaveril apresentaram maior freqüência das crises no calor, e 91,4% dos portadores de ceratoconjuntivite alérgica atópica no frio. As alterações corneais foram mais freqüentes nos pacientes com ceratoconjuntivite alérgica primaveril, com ceratite presente em 57 pacientes (60,0%). Entre as medicações usadas, 21,6% (n=45) precisaram de corticosteróides, sendo que 36,8% destes pacientes portavam conjuntivite alérgica perene (n=35). O cromoglicato dissódico foi, dentre as demais medicações, a que em mais pacientes pareceu controlar os sintomas, com algum sucesso, em todas as formas de alergia ocular. A ressecção de papilas gigantes com transplante autólogo de conjuntiva foi feita em oito pacientes, sendo sete deles portadores de ceratoconjuntivite alérgica primaveril e um de ceratoconjuntivite alérgica atópica. CONCLUSÕES: Ceratoconjuntivite alérgica primaveril é o tipo de conjuntivite alérgica mais freqüente em nosso serviço. A droga mais eficaz na nossa experiência parece ser o cromoglicato dissódico, sendo que os corticosteróides são potentes agentes antiinflamatórios que, nestes pacientes, muitas vezes são as únicas drogas capazes de fazer cessar as crises.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Conjuntivite alérgica; Conjuntivite alérgica; Ceratoconjuntivite; Cromoglicato dissódico; Cromoglicato dissódico
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OBJETIVO: Avaliar a ação antiinflamatória e antimicrobiana da injeção intravítrea de ozônio diluído em solução salina balanceada (BSS) em modelo experimental de endoftalmite por Staphylococcus epidermidis. MÉTODOS: Dezessete coelhos da raça Nova Zelândia receberam inoculação no olho direito de 0,1 ml de uma solução de 10(5) bactérias (S. epidermidis) por ml para indução de endoftalmite. Sete coelhos receberam injeção intravítrea de 0,1ml de BSS como controle e os outros dez coelhos receberam injeção intravítrea de 0,1ml de BSS com ozônio diluído a 2 ppm. Os dados foram quantificados de acordo com parâmetros clínicos e histopatológicos e computados numericamente para cada coelho após 24 horas de evolução. As médias e os desvios-padrão (DP) foram calculados e comparados por meio de teste t com duas amostras. RESULTADOS: A média da quantificação clínica dos olhos dos coelhos do grupo controle foi de 11,14 com DP de 1,04. A média clínica dos olhos tratados com ozônio foi de 4,90 com DP de 1,29. A média dos olhos tratados com ozônio foi significativamente menor do que os não tratados (P<0,01). A média da quantificação histopatológica dos olhos dos coelhos do grupo controle e do grupo tratado com ozônio foi de 17,00 (DP=0,57) e de 10,20 (DP=1,30), respectivamente. A resposta inflamatória do grupo tratado foi significativamente menor do que o não tratado (P<0,01). CONCLUSÃO: O ozônio diminuiu significativamente a reação inflamatória no modelo de endoftalmite pesquisado. Isto ocorreu possivelmente devido à redução da carga bacteriana provocado pelo ozônio. Ainda é necessário estudar vias de administração e concentrações de ozônio mais eficazes em outros modelos de infecção.
Keywords: Ozônio; Endoftalmite; Staphylococcus epidermidis; Solução salina hipertônica; Soluções oftálmicas; Coelhos
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OBJETIVO: Estudar a ação da injeção subconjuntival de soro autógeno na evolução das complicações, após queimadura ocular grave por álcali induzida experimentalmente em coelhos. MÉTODOS: Foram utilizados trinta olhos de coelhos da raça Nova Zelândia, divididos em dois grupos, de 15 coelhos cada, ambos submetidos à queimadura grave por álcali. Em 15 olhos (grupo tratado), efetuamos, imediatamente após a queimadura, injeção de soro autógeno subconjuntival. Os resultados foram avaliados e comparados logo após a queimadura e nos dias 1, 3, 7, 15 e 30 por meio de ectoscopia biomicroscopia ocular. RESULTADOS: O grupo tratado apresentou melhor resposta de reepitelização da córnea, na fase inicial do processo do que o grupo controle (grupo sem soro autógeno), diferença esta estaticamente significante, assim como resultado final com um menor número de complicações. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos neste estudo experimental sugerem que soro autógeno pode ter efeito no processo de cicatrização dos olhos após queimadura alcalina, diminuindo complicações tardias e melhorando o prognóstico quanto à estabilidade do processo inflamatório cicatricial.
Keywords: Córnea; Álcalis; Queimaduras oculares; Injeções; Soluções oftálmicas; Cicatrização de feridas; Microscopia eletrônica; Coelhos
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OBJETIVOS: Verificar a freqüência de tipos de desenho de estudo, métodos estatísticos empregados e aprovação por Comitê de Ética Médica de artigos científicos publicados nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia no intervalo de 10 anos de publicação, com posterior análise crítica comparativa com algumas das principais publicações internacionais na área de Oftalmologia. MÉTODOS: Realizado estudo de revisão sistemática sem metanálise, no qual se examinaram artigos científicos publicados nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, no período de janeiro de 1993 a dezembro de 2002, por dois revisores que, de modo independente, classificaram as publicações quanto ao desenho de estudo, método estatístico utilizado e aprovação por Comitê de Ética Médica. Foi realizada análise estatística descritiva para categorizar os desenhos de estudo e métodos estatísticos utilizados. RESULTADOS: Depois de aplicados os critérios de inclusão e exclusão, foram analisados 584 artigos quanto ao método estatístico empregado e 725 quanto ao desenho de estudo utilizado. Tabela de contingência (23,10%) foi o método estatístico mais apresentado, seguido de testes não paramétricos (18,19%), teste t de Student (12,65%), medidas de tendência central (10,60%) e análise de variância (9,81%). Dos 584 artigos analisados, 291 (49,82%) não apresentavam tratamento estatístico. Série de casos observacionais (26,48%) foi o desenho de estudo mais utilizado, seguido de série de casos intervencionais (18,48%), descrição de caso observacional (13,37%), estudo clínico não aleatório (8,96%) e estudo experimental (8,55%). CONCLUSÃO: Verificamos maior freqüência de estudos observacionais, a falta do emprego de método estatístico, em quase metade dos artigos analisados e o aumento de aprovações, por Comitê de Ética Médica, a partir de sua obrigatoriedade, em 1996.
Keywords: Oftalmologia; Métodos epidemiológicos; Projetos de pesquisa; Estatística; Publicações periódicas
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OBJETIVO: Avaliar a eficácia de substâncias consideradas estimulantes da cicatrização, como o mel puro e o soro autólogo a 20% na cicatrização do epitélio corneal de coelhos. MÉTODOS: Foi realizada a remoção do epitélio corneal de dois grupos de coelhos que receberam a instilação de solução de mel puro (G1) ou soro autólogo (G2) a cada 4 horas. O olho contralateral foi usado como controle e submetido ao mesmo procedimento de remoção do epitélio, recebendo a instilação de BSS®. A área de desepitelização corneal foi avaliada 12, 24 e 48 horas após a indução do defeito epitelial. RESULTADOS: Os grupos estudados foram estatisticamente semelhantes: mel (48 horas) e controle (48 horas) p<0,87; soro autólogo (48 horas) e controle (48 horas) p<0,072. CONCLUSÃO: Mesmo constatando-se discreta melhora clínica no uso tópico do soro autólogo, a cicatrização do epitélio corneal não foi significativamente diferente durante este estudo em nenhum dos grupos estudados.
Keywords: Epitélio da córnea; Cicatrização de feridas; Doenças da córnea; Infecção dos ferimentos; Mel; Soluções oftálmicas; Coelhos
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OBJETIVO: Propôs-se estudo clínico caso-controle de pacientes com cérato-conjuntivite vernal, com finalidade de obter-se, por meio de descritor quantitativo da superfície anterior da córnea (Sumário diagnóstico de Holladay), informações sobre as alterações topográficas, que pudessem determinar a freqüência da associação entre cérato-conjuntivite vernal e ceratocone, além de seus efeitos sobre o desempenho da visão destes pacientes. MÉTODOS: Foram examinados 342 olhos de 171 pacientes divididos em 2 grupos. Grupo 1 com 142 olhos de 71 pacientes com diagnóstico clínico de cérato-conjuntivite vernal (casos) e Grupo 2 com 200 olhos de 100 pacientes do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo (controles). Todos os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico completo, além de topografia de córnea com o uso de descritor quantitativo do contorno óptico da superfície anterior da córnea (Sumário diagnóstico de Holladay). Critérios clínicos e topográficos foram estabelecidos para o diagnóstico de ceratocone nos grupos estudados. RESULTADOS: Diagnóstico clínico de ceratocone associado a cérato-conjuntivite vernal correspondeu a 9,85% (7 pacientes), ao passo que 22,53% (16 pacientes), de acordo com critérios estabelecidos para diagnóstico topográfico, apresentavam ceratocone no Grupo 1 (p<0,05). CONCLUSÃO: Os resultados obtidos neste estudo mostram alta freqüência de ceratocone em pacientes com cérato-conjuntivite vernal. A performance visual destes pacientes é influenciada pelas aberrações provocadas por alterações da asfericidade corneal e de outras variáveis topográficas.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Conjuntivite alérgica; Ceratocone; Topografia de córnea; Córnea
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