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Abstract
Sulfametoxazol e trimetoprima (cotrimoxazol) é uma combinação de drogas amplamente usada no tratamento e profilaxia de inúmeras infecções sistêmicas. Esta droga e outras derivadas da sulfa podem causar uma síndrome ocular rara caracterizada por efusão coroidal supracililar com miopização transitória e glaucoma por fechamento angular. A maioria dos autores atribui o glaucoma ao edema do corpo ciliar que leva ao deslocamento anterior do diafragma irido-cristaliniano causando fechamento do ângulo camerular. Este trabalho descreve um caso raro no qual a síndrome ocorreu após o uso desta combinação de drogas e evoluiu para um desfecho desfavorável. Paciente de 49 anos, sexo masculino, branco com diagnóstico de síndrome da imunodeficiência adquirida iniciou tratamento profilático para Pneumocystis carinii com cotrimoxazol. Quatro dias após, apresentou quadro de dor ocular, hiperemia e quemose conjuntival, glaucoma agudo por fechamento angular com pressões intra-oculares maiores que 50 mmHg e efusão coroidal 360º, com os achados presentes nos dois olhos. Nesse mesmo dia, a medicação foi suspensa com diminuição da pressão intra-ocular após quatro dias. O paciente evoluiu com catarata total e phthisis bulbi bilateral nos dois meses subseqüentes. Os casos já descritos mencionam a melhora clínica completa do quadro ocular após a suspensão da medicação. Este seria o primeiro caso na literatura no qual a evolução foi desfavorável apesar do diagnóstico e da suspensão precoce da medicação causadora.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma de ângulo fechado; Combinação trimetoprima-sulfametoxazol; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Relatar a evolução de 9 olhos (8 pacientes) submetidos ao implante da ceratoprótese de Dohlman-Doane tipo 1, com tempo médio de seguimento de 11,2 meses (2 a 25 meses). MÉTODOS: Trabalho retrospectivo, não comparativo, intervencionista de uma série de casos. Quanto à doença de base, em 4 olhos foram queimadura alcalina, 3 falência de múltiplos transplantes de córnea, 1 síndrome de Stevens-Johnson e 1 queimadura térmica. A acuidade visual pré-operatória era de movimento de mãos ou pior em todos os olhos. Três olhos apresentavam glaucoma pré-operatório, sendo submetidos a implante valvulado de Ahmed. RESULTADOS: A acuidade visual com correção pós-operatória foi melhor ou igual a 20/100 em 88,9% dos olhos e melhor ou igual a 20/40 em 44,4% dos olhos. Como intercorrências pós-operatórias, 3 olhos apresentaram opacidade de cápsula posterior tratada com capsulotomia com YAG laser; 3 olhos membrana retroprotética de fibrina tratada com injeção tPA ou corticoterapia; 2 olhos glaucoma tratado com medicação; 1 olho "melting" corneano tratado com a troca do botão e 1 olho endoftalmite fúngica tratada com transplante a quente, vitrectomia anterior, explante da ceratoprótese e da LIO e tratamento antifúngico. CONCLUSÃO: A ceratoprótese de Dohlman-Doane é uma boa opção para casos graves de cegueira corneana, em que o transplante penetrante de córnea não apresenta bom prognóstico. Sua principal vantagem é não necessitar imunossupressão sistêmica. Casos de queimadura alcalina e de alta chance de rejeição apresentaram os melhores resultados.
Keywords: Próteses e implantes; Ceratoplastia penetrante; Implante de prótese; Doenças da córnea; Cegueira; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a prevalência de catarata e seus fatores de risco em uma população portadora de diabetes mellitus tipo 1 (DM1). MÉTODOS: Estudo de casos e controles de um banco de dados de 181 pacientes (362 olhos) com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1. Os pacientes foram classificados como casos quando apresentavam diagnóstico de catarata. As variáveis estudadas foram a presença ou não de retinopatia diabética, tratamento com panfotocoagulação, presença de hipertensão arterial sistêmica e neuropatia periférica, colesterol total, triglicerídios séricos, HDL, LDL, índice de massa corporal, creatinina sérica, albuminúria, hemoglobina glicosilada e glicemia de jejum. RESULTADOS: A prevalência de catarata foi de 19,9%. Na análise univariada foi encontrada associação estatisticamente significativa (p<0,005) entre a presença de catarata e retinopatia diabética, neuropatia periférica, creatinina sérica elevada, panfotocoagulação e hipertensão arterial. Após a análise de regressão logística a variável que permaneceu com associação estatisticamente significativa foi a presença de retinopatia diabética. CONCLUSÃO: A prevalência de catarata foi de 19,9%, sendo a presença e a gravidade da retinopatia diabética os principais fatores de risco para desenvolvimento desta.
Keywords: Catarata; Retinopatia diabética; Diabetes mellitus tipo 1; Hipertensão; Hemoglobina A glicosilada; Catarata
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as diferentes técnicas cirúrgicas oftalmológicas nas quais se pode utilizar a cola biológica e possíveis complicações relacionadas ao seu uso. MÉTODOS: Estudo de série de casos retrospectivo, não-comparativo. Foram avaliados 161 olhos de pacientes com idade média de 51,8 anos em que foi utilizada cola biológica (Beriplast P® - Aventis Behring, Alemanha) para fixação de tecido ou fechamento incisional. RESULTADOS: Foram avaliados 76 pacientes com pterígio, 4 com ceratoconjuntivite límbica superior, 4 com tumor limbar, 21 com conjuntivocálase, 31 com ceratopatia bolhosa, 7 com deficiência límbica, 6 com queimadura alcalina, 2 com Stevens-Johnson, 5 com catarata e 5 com glaucoma. Complicações foram relatas em 28 casos (17,4%). Descolamento do tecido fixado e granuloma foram as complicações mais frequentes. Descolamento ocorreu em 10 casos (5,6%) (7 em transplante de membrana amniótica em ceratopatia bolhosa, 2 em transplante de conjuntiva autólogo após exérese de pterígio, 1 após transplante de limbo autólogo por Stevens-Johnson). Granuloma ocorreu em 9 casos (5,6%) (5 em pacientes com queimadura alcalina aguda tratados com transplante de membrana amniótica, 1 em paciente com sequela de queimadura tratado com transplante de limbo autólogo e 3 em pacientes após exérese de pterígio tratados com transplante de conjuntiva autólogo). Todas as complicações ocorreram dentro da primeira semana de pós-operatório. CONCLUSÃO: Embora o presente seja retrospectivo e não-comparativo, podemos observar que a utilização do adesivo de fibrina parece ser segura e efetiva, além de apresentar baixas taxas de complicações nas cirurgias de superfície ocular e de segmento anterior.
Keywords: Adesivo tecidual de fibrina; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Técnicas de sutura
Abstract
A síndrome KID é uma displasia ectodérmica congênita rara, caracterizada pela associação de lesões hiperceratóticas de pele, surdez neurossensorial e ceratite. O comprometimento ocular ocorre em 95% dos portadores da síndrome. Embora as manifestações dermatológicas tenham sido bastante estudadas, sabe-se pouco sobre o manejo e o prognóstico do acometimento oftalmológico. Até o momento, o tratamento ocular da síndrome KID inclui tratamento sintomático, não havendo na literatura drogas ou tratamento cirúrgico que possam modificar o curso e prognóstico da doença. Neste relato de caso, descrevemos os achados oftalmológicos de um portador de síndrome KID e o uso de bevacizumab (Avastin®) subconjuntival como sugestão para o tratamento da neovascularização corneana. Apesar da ausência de melhora e da raridade da doença, os autores acreditam que a utilização do bevacizumab subconjuntival possa ser útil para o tratamento da neovascularização corneana que se estabelece na síndrome KID e incentivam os pesquisadores a se aprofundar neste tema.
Keywords: Síndrome; Surdez; Displasia ectodérmica; Ceratite; Neovascularização corneana; Bevacizumab; Relatos de casos
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