Arq. Bras. Oftalmol. 2000;63 (2 )
:143-145
| DOI: 10.1590/S0004-27492000000200010
Abstract
Objetivo: Relatar um caso clínico de infecção por S. aureus no pós- operatório de LASIK, o tratamento adotado e a evolução clínica. Relato do caso: Paciente de 26 anos, masculino, submetido a LASIK tórico em OE, evoluindo com ceratite por S. aureus. Após diagnóstico clínico da infecção, realizamos estudo microbiológico e foi instituída a terapêutica adequada. O paciente evoluiu com recuperação da transparência corneana e acuidade visual 20/25, sem correção. Discussão: Infecção no pós-operatório de LASIK, quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente, pode evoluir sem maiores complicações e sem comprometimento visual significativo.
Keywords: Staphylococcus aureus; Ceratite; Córnea; Ceratomileuse in situ por laser (LASIK)
Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (5 )
:635-657
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000500020
Abstract
OBJETIVO: Comparar o resultado visual de uma série de casos de LASIK para correção de miopia e astigmatismo utilizando dois aparelhos de excimer laser de diferentes fabricantes. MÉTODOS: Foram estudados 22 olhos de 11 pacientes com miopia de -0,50 a -11,25 e astigmatismo de -0,50 a -4,75 no período de março de 2000 a julho de 2001. Os pacientes realizaram LASIK num olho com o excimer laser da Summit Apex Plus e no olho contralateral com o excimer laser Mel 70 (Aesculap-Meditec). RESULTADOS: A média do equivalente esférico (EE) pré-operatório foi de -4,74 no Summit, -4,8 no Mel 70, do pós-operatório de 1, 3, e12 meses foi 0,54; 0,58 e 0,014 no Summit e 0,02; 0,04 e -0,43 no Mel 70. Não houve diferença estatística significante entre eles em relação à acuidade visual sem correção (AVSC), acuidade visual com correção (AVCC), equivalente esférico (EE) nos tempos pré e pós-operatórios. Após 12 meses, 90,9% ficaram com AVCC=20/20 no Summit e 73% no Mel 70, 81,8% com AVSC =20/20 no Summit e 45,5% no Mel 70. Em relação ao EE aos 12 meses, 73% no Summit ficaram entre ±1,00D e 82% no Mel 70. Em relação à perda de 1 ou mais linhas tivemos 27,3% no Mel 70 e 9% no Summit. Complicações: 9% (2) casos de ceratite difusa lamelar e 45,5% de fibrose leve da borda do flap no Mel 70 em 1 ano de pós-operatório. CONCLUSÃO: Consideramos os 2 lasers eficientes e seguros para o tratamento de miopia e astigmatismo.
Keywords: Miopia; Astigmatismo; Estudo comparativo; Keratomileusis in situ assistida por excimer laser
Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (6 )
:811-817
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000700014
Abstract
OBJETIVO: Analisar as variações de custo das drogas para tratamento do glaucoma no mercado farmacêutico, nos últimos 30 anos, em intervalos de 10 anos. MÉTODOS: A partir dos Dicionários de Especialidades Farmacêuticas, dos anos de 1972, 1982, 1992 e 2002 nos quais foram anotadas as drogas utilizadas no tratamento do glaucoma, suas apresentações e laboratórios. Foram analisados os valores dos medicamentos no mercado brasileiro, nos diferentes anos, por meio do Guia Farmacêutico Brasíndice. Para análise dos dados, os preços foram convertidos para o dólar americano na época e estudada a relação percentual entre o preço dos medicamentos e o salário mínimo vigente na época, considerando-se como unidade de referência do produto os valores por mililitro, comprimido ou grama, dependendo da apresentação do fármaco. RESULTADOS: O número de laboratórios e medicações antiglaucomatosas variaram nestes últimos trinta anos. Drogas como a pilocarpina e acetazolamida continuam sendo utilizadas. Há predominância do uso de mióticos nos primeiros anos do estudo, e de beta-bloqueadores nos últimos anos. O custo médio das medicações disponíveis no mercado aumentou principalmente na última década. CONCLUSÃO: O preço dos medicamentos antiglaucomatosos variou de forma considerável no período estudado, bem como o tipo de medicação usada no tratamento.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma; Custos de medicamentos; Industria farmacêutica; Soluções oftálmicas; Anti-hipertensivos
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (1 )
:67-74
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000100017
Abstract
O cross-linking corneano é um procedimento usado para a estabilização mecânica e aumento da rigidez corneana em pacientes com ceratocone (reduzindo a possibilidade de progressão), e também em processos inflamatórios de afinamento corneano. Os segmentos de anéis corneanos intraestromais têm como princípio o aplanamento central da córnea. Inicialmente utilizados para correção de baixa miopia, a principal indicação atual é em pacientes com ceratocone, para melhorar a acuidade visual não corrigida, a acuidade visual corrigida e permitir uma melhor tolerância ao uso de lentes de contato como também retardar a necessidade de um transplante de córnea. O objetivo deste artigo é revisar algumas publicações relacionadas ao cross-linking corneano e à inserção do segmento de anel intraestromal, apresentando suas indicações, resultados e complicações relatadas até o momento.
Keywords: Córnea; Riboflavina; Colágeno; Terapia ultravioleta; Ceratocone