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Search for: Marcos P. Ávila
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Abstract
O sucesso recente no desenvolvimento de uma prótese eletrônica coclear para surdos estimulou vários grupos de cientistas ao desenvolvimento de próteses visuais. A maioria dos protótipos de próteses visuais está baseada em estimulação elétrica neuronal em diferentes localizações do sistema visual até o sistema nervoso central. Atualmente os esforços estão concentrados em três localizações de implantes visuais: retina, nervo óptico e córtex. Implantes de retina e do nervo óptico têm o potencial de restabelecer a visão em pacientes com degenerações retinianas progressivas por meio de estimulação elétrica de neurônios do sistema visual. Próteses corticais podem beneficiar um número maior de pacientes cegos devido à sua localização mais posterior no sistema visual. Apesar dos grandes avanços, torna-se ainda necessária a elucidação de questões importantes na avaliação do funcionamento, em longo prazo, dos vários implantes eletrônicos para cegos, em estudo. Neste artigo analisamos os motivos que justificam o início dos experimentos nas três posições mencionadas e os desafios advindos de tal decisão.
Keywords: Degeneração macular; Envelhecimento; Eletrodos implantados; Implante de prótese; Retina; Retinite pigmentosa; Córtex visual; Estimulação elétrica; Nervo óptico; Glaucoma
Abstract
OBJETIVO: Comparar a influência do tipo de tratamento em diferentes regiões do campo visual glaucomatoso após redução da pressão intra-ocular (Pio). MÉTODOS: Pacientes com glaucoma que obtiveram redução da Pio de pelo menos 20% em um período de 2 meses foram retrospectivamente selecionados e divididos em 2 grupos: 1) após trabeculectomia; 2) após tratamento clínico. Índices do campo visual e os limiares de sensibilidade (totais, e divididos de acordo com a gravidade no gráfico do "Pattern Deviation") foram anotados imediatamente antes e após a redução da Pio, comparados entre os grupos, e dentro dos mesmos. RESULTADOS: Trinta e um olhos de 22 pacientes foram incluídos no estudo (15 no grupo 1, e 16 no grupo 2). Ambos os grupos demonstraram alta habilidade na melhora de regiões do campo visual após a redução da Pio. Apenas a porcentagem da redução da Pio (52,3±18,9% e 37,8±15,2% para os grupos 1 e 2, respectivamente, p=0,02) e a porcentagem de melhora nos pontos lesados a 0,5% (186,0±213,3% e 30,1±35,2% para os grupos 1 e 2, respectivamente, p=0,02) foram diferentes entre os grupos, porém sem significância após correção do erro alfa. CONCLUSÃO: A redução da Pio acima de 20% pode estar associada à melhora em regiões do campo visual glaucomatoso, independente da modalidade de tratamento.
Keywords: Pressão intra-ocular; Glaucoma; Perimetria; Tonometria ocular; Estudos retrospectivos; Resultado de tratamento
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o desempenho do teste provocativo da ibopamina em pacientes com glaucoma usuários de drogas hipotensoras. MÉTODOS: Pacientes glaucomatosos foram recrutados do Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) da Universidade Federal de Goiás, e suas drogas hipotensoras em uso registradas. Indivíduos normais foram amigos e parentes dos pacientes. A seguir, foram instiladas duas gotas de ibopamina 2% com intervalo de 5 minutos. A pressão intra-ocular (Pio) foi medida previamente, e após 30, 60 e 180 minutos. No nosso estudo, o teste da ibopamina foi considerado positivo quando a pressão intra-ocular excedeu 4 mmHg em pelo menos uma das medidas. RESULTADOS: Cinquenta e oito olhos de 58 indivíduos (38 glaucomatosos e 20 normais) foram incluídos no estudo. O aumento da pressão intra-ocular foi maior nos pacientes com glaucoma aos 30, 60 e 180 minutos (p<0,001 em todas as ocasiões). O aumento da pressão intra-ocular foi estatisticamente maior aos 30 minutos nos indivíduos que não utilizavam análogos das prostaglandinas (p=0,01). A sensibilidade do teste foi de 68% (87% se excluirmos pacientes em uso de análogos das prostaglandinas), e a especificidade de 95%. CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina 2% pode ser ferramenta auxiliar no diagnóstico do glaucoma. Apesar da pequena amostra estudada, sugere-se que olhos em uso de análogos das prostaglandinas têm reduzido a sensibilidade do mesmo.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Pressão intra-ocular; Agonistas de dopamina; Sensibilidade e especificidade
Abstract
O interferon é uma citocina imunomoduladora utilizada no tratamento de diversas doenças, incluindo infecções crônicas pelo vírus da hepatite C. O interferon peguilado é uma nova forma de interferon, desenvolvida para aumentar o tempo de meia-vida da droga. Uma série de efeitos adversos têm sido associados ao uso do interferon, dentre eles a toxicidade ocular com desenvolvimento de retinopatia. As lesões oculares típicas incluem exsudatos algodonosos e hemorragias retinianas no pólo posterior, particularmente em torno do disco óptico. Descrevemos o caso de paciente tratado com associação de interferon peguilado e ribavirina com diminuição da acuidade visual e quadro oftalmológico compatível com retinopatia associada ao interferon. Quatro semanas após a suspensão do interferon, houve melhora da acuidade visual e diminuição importante das alterações retinianas.
Keywords: Hepatite C; Interferon alfa-2a; Ribavirina; Quimioterapia combinada; Retina; Retinite pigmentosa; Acuidade visual; Relatos de casos
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OBJETIVO: Avaliar prospectivamente os resultados das lentes intra-oculares de polímeros expansíveis implantadas em pacientes submetidos à facoemulsificação, quanto à incidência de opacificação de cápsula posterior, levando em consideração a biocompatibilidade das lentes expansíveis. MÉTODOS: O grupo de estudo foi composto por 830 pacientes, 1.200 olhos, que foram submetidos a facoemulsificação, utilizando a mesma técnica, variando-se apenas o diâmetro da capsulorrexe, pelo mesmo cirurgião, no período de 1998 a 2002, com implante de lente intra-ocular hidrofílica expansível. O acompanhamento médio foi de 2,4 anos, variando de seis meses a quatro anos. RESULTADOS: O número total de opacificação de cápsula posterior foi de 54 casos. CONCLUSÃO: A incidência de opacificação de cápsula posterior encontrada no grupo foi de 4,6%.
Keywords: Implante de lente intra-ocular; Lentes de contato hidrofílicas; Cápsula do cristalino; Acuidade visual; Facoemulsificação; Capsulorrexe
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OBJETIVO: Correlacionar o teste provocativo da ibopamina com a curva diurna de pressão intra-ocular (Pio máxima e flutuação da mesma) em pacientes com glaucoma. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo pacientes com glaucoma provenientes do CEROF-UFG. Duas gotas de ibopamina a 2% foram instiladas em um ou ambos os olhos dos pacientes com intervalo de 5 minutos entre elas. A pressão intra-ocular foi checada antes, 30 e 45 minutos após a segunda gota de ibopamina. Após, a curva diurna de pressão intra-ocular foi realizada com 5 medidas independentes (a cada 2:30 horas) entre 8:00 e 18:00 horas. A correlação de Pearson foi utilizada para se testar a relação linear entre a pressão intra-ocular após o uso da ibopamina, a pressão intra-ocular máxima e a flutuação diurna da pressão intra-ocular. RESULTADOS: Trinta e um olhos de 22 pacientes foram incluídos. Notou-se correlação estatisticamente significativa entre a Pio 30 e 45 minutos após a instilação da ibopamina e a máxima pressão intra-ocular obtida na curva diurna (r=0,356, p=0,04 e r=0,429, p=0,01, respectivamente). Entretanto, não foi observada correlação positiva com a flutuação diurna da pressão intra-ocular aos 30 (r=0,046, p=0,8) e 45 minutos (r=0,109, p=0,5). CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina apresentou alta correlação com a pressão intra-ocular máxima na curva diurna em pacientes com glaucoma. Entretanto, não foi notado relação linear direta com a flutuação diurna da pressão intra-ocular.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Pressão intra-ocular; Agonistas de dopamina; Ritmo circadiano; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Comparar a tolerabilidade e a eficácia do teste provocativo da ibopamina com diferentes concentrações em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma (mesmo olho) foram aleatoriamente submetidos ao teste provocativo da ibopamina com as duas concentrações comercialmente disponíveis: 1% e 2% com pelo menos 3 semanas de intervalo, mas não superior a 3 meses. Os indivíduos normais foram randomizados a uma das concentrações utilizadas. O teste era considerado positivo se houvesse elevação da pressão intra-ocular (Pio) superior a 3 ou 4 mmHg 30 ou 45 minutos após o início do teste para se estabelecer a melhor relação sensibilidade (Se)/especificidade (Es) do teste. RESULTADOS: Treze pacientes com glaucoma, 15 indivíduos normais com a ibopamina a 2% e 13 com a ibopamina a 1% foram incluídos. Não houve diferença estatisticamente significativa em qualquer uma das médias da Pio entre a ibopamina a 1% ou a 2%. A Pio foi significativamente maior aos 30 e 45 minutos com ambas as concentrações (p<0,001). A melhor relação Se/Es foi obtida com o aumento da Pio >3 mmHg, 45 minutos após o teste com a ibopamina a 2% (área abaixo da curva ROC: 0,864, Se: 84,6%; Es: 73,3%). Todos os pacientes referiram leve ardência à instilação da ibopamina. CONCLUSÃO: Sugere-se a utilização da ibopamina a 2% como teste provocativo para o glaucoma. Como ambas as concentrações apresentaram capacidade similar em elevar a Pio, a Ibopamina a 1% (menor concentração da droga) pode ser utilizada por períodos prolongados, como na hipotonia ocular.
Keywords: Agonistas dopaminérgicos; Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Soluções oftálmicas; Tolerância e eficácia; Sensibilidade e especificidade
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OBJETIVO: Avaliar a concordância e correlação entre a perimetria de freqüência dupla e a perimetria azul-amarelo no glaucoma. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma foram selecionados do Setor de Glaucoma do Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) da Universidade Federal de Goiás, e submetidos aos exames de perimetria de freqüência dupla e perimetria azul-amarelo em ambos os olhos (quando elegíveis) no mesmo dia de maneira aleatória. Foi obtido a correlação (Pearson) entre os índices globais (mean deviation - MD e pattern standard deviation - PSD) e a concordância entre os exames (índice Kappa) para a gravidade do dano glaucomatoso. RESULTADOS: Quarenta e três olhos de 26 pacientes foram incluídos no estudo. Comparando-se o MD (-4,5±4,5 dB para o perimetria de freqüência dupla e -8,0±6,8 dB para o perimetria azul-amarelo, p<0,001) e o PSD (6,4±2,8 dB para o perimetria de freqüência dupla e 5,8±2,4 dB para o perimetria azul-amarelo, p=0,1), verificamos que apenas o MD mostrou diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os índices globais MD e PSD foram altamente correlacionados comparando-se o perimetria de freqüência dupla e o perimetria azul-amarelo (r=0,644, p<0,001 e r=0,586, p<0,001, respectivamente). A concordância entre as classificações da gravidade da perda glaucomatosa mostrou-se significativa (Kappa=0,319, p<0,001). CONCLUSÃO: Existe alta correlação entre os índices globais e alta concordância em termos de classificação da gravidade do dano glaucomatoso entre a perimetria azul-amarelo e a perimetria de freqüência dupla, refletindo ausência de seletividade no dano glaucomatoso, ou que os instrumentos disponíveis não sejam capazes de isolar as células ganglionares de forma completa.
Keywords: Glaucoma; Perimetria; Pressão intra-ocular; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Comparar o perímetro de hiperacuidade preferencial (Preview PHP; Carl Zeiss Meditec, Dublin, Califórnia - EUA) com a tela de Amsler original na detecção de neovascularização de coróide (NVC) em pacientes com degeneração macular relacionada à idade (DMRI). MÉTODOS: Os pacientes foram classificados em grupos baseados no grau de gravidade da degeneração macular relacionada à idade e foram submetidos aos testes do perímetro de hiperacuidade preferencial e da tela de Amsler. Estabeleceu-se como alta sensibilidade e/ou alta especificidade de um dos métodos, a observação de pelo menos 80% de cada um dos parâmetros. RESULTADOS: Sessenta e cinco pacientes (65 olhos) foram analisados estatisticamente. A sensibilidade de detecção de neovascularização de coróide foi de 70% pela tela de Amsler e 90% pelo perímetro de hiperacuidade preferencial, ao passo que a especificidade da tela de Amsler foi de 85,5% e do perímetro de hiperacuidade preferencial 81,8%. CONCLUSÕES: O perímetro de hiperacuidade preferencial apresenta maior sensibilidade que a tela de Amsler original na detecção de neovascularização de coróide entre pacientes com idade superior a 50 anos e constitui um método promissor no monitoramento de pacientes com degeneração macular relacionada à idade. Apesar de a tela de Amsler original ser menos sensível, é método portátil, financeiramente acessível, e apresenta razoável sensibilidade e alta especificidade no diagnóstico da neovascularização de coróide. Sua utilização pode ser recomendada para o automonitoramento de pacientes com degeneração macular relacionada à idade como alternativa ao perímetro de hiperacuidade preferencial.
Keywords: Degeneração macular; Testes visuais; Neovascularização coroidal; Perimetria; Seleção de pacientes; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Comparar o teste da ibopamina 2% com o teste de sobrecarga hídrica como testes provocativos para glaucoma. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto, e indivíduos normais foram selecionados do CEROF-Universidade Federal de Goiás - UFG, e submetidos, de forma randomizada, e com intervalo mínimo de 1 semana, aos testes provocativos da ibopamina 2%, e sobrecarga hídrica. A pressão intra-ocular (Pio) antes e após os testes, confrontação entre os métodos (gráfico de Bland-Altman) além da melhor relação sensibilidade/especificidade (realizados por meio de curvas ROC) foram obtidos. RESULTADOS: Foram incluídos 47 olhos de 25 pacientes (27 olhos de 15 pacientes com glaucoma e 20 olhos de 10 pacientes normais), com idade média de 54,2 ± 12,7 anos. O MD médio dos pacientes com glaucoma foi de -2,8 ± 2,11 dB. Nos pacientes com glaucoma, não houve diferença estatisticamente significativa na Pio basal (p=0,8), ao passo que se notou diferença na Pio após os testes provocativos (p=0,03), e na variação da Pio após os testes (4,4 ± 1,3 mmHg para ibopamina e 3,2 ± 2,2 mmHg para ingestão hídrica, p=0,01). Nos pacientes normais, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para todos os parâmetros avaliados. O gráfico de Bland-Altman mostrou grande dispersão dos resultados. Finalmente, obteve-se áreas abaixo das curvas ROC de 0,987 para o teste da ibopamina e 0,807 para a ingestão hídrica. CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina apresentou melhor relação sensibilidade/especificidade que o teste de ingestão hídrica nesse subgrupo selecionado de pacientes com glaucoma com dano perimétrico inicial.
Keywords: Glaucoma ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Agonistas dopaminérgicos; Soluções oftálmicas; Ingestão de líquidos; Água; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Testes visuais; Sensibilidade e especificidade; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVOS: Comparar os ciclos de 14% e 67% de ultra-som ligado, módulo contínuo, e controle manual do pulso, no aparelho Sovereign® com sistema WhiteStarTM, para a cirurgia de catarata, utilizando-se a técnica de facoemulsificação "nuclear preslice" nos quesitos: tempo efetivo de ultra-som, porcentual de ultra-som, volume de solução salina e perda de células endoteliais. MÉTODOS: Estudo prospectivo, comparativo de 32 pacientes (38 olhos), com catarata nuclear senil NO3NC3 e NO4NC4 (LOCS III), randomizados em dois grupos, nos quais foi realizada a facoemulsificação com a técnica "nuclear preslice" e controle de pulso manual. No pré-operatório foram realizados: exame oftalmológico completo, biometria, paquimetria central corneana e microscopia especular. No pós-operatório foram avaliados, nas primeiras 24 horas após a cirurgia, a acuidade visual e paquimetria central corneana e, após 3 meses, realizada a microscopia especular. RESULTADOS: As cirurgias com ciclo 67% apresentaram tempo efetivo de ultra-som significantemente maior do que as cirurgias pelo ciclo 14%, em cataratas mais densas. O porcentual de ultra-som no ciclo 67%, em diferentes densidades de cataratas, foi significantemente maior do que no ciclo 14%. Não houve diferenças quanto ao volume de solução salina utilizado nas cirurgias. Não se observou diferença significante na perda de células endoteliais nos diferentes ciclos de ultra-som. Houve correlação positiva significante entre a perda de células endoteliais e as variáveis: tempo efetivo de ultra-som e volume de solução salina utilizado, em ambos os ciclos. CONCLUSÕES: O tempo efetivo e o porcentual de ultra-som foram menores nas cirurgias com ciclo de ultra-som 14%, em cataratas mais densas. O volume de solução salina utilizado e a perda de células endoteliais foram semelhantes em ambos os ciclos. O tempo efetivo de ultra-som e o volume de solução salina foram correlacionados à maior perda de células endoteliais.
Keywords: Facoemulsificação; Extração de catarata; Estudos prospectivos; Células endoteliais; Acuidade visual; Estudo comparativo
Abstract
Descrever diferentes técnicas para detecção do edema foveal diabético. Uma revisão da detecção do edema foveal diabético. Biomicroscopia com lente de não contato é relativamente insensível em edema leve aparente na tomografia de coerência óptica. Tomografia de coerência óptica pode detectar precocemente o dano retiniano inicial em pacientes com retinopatia diabética.
Keywords: Fóvea central; Tomografia de coerência óptica; Retina; Retinopatia diabética; Acuidade visual
Abstract
Apresentação de um caso de distrofia macular cristalina em paciente do sexo feminino com síndrome de Sjögren-Larsson. A doença caracteriza-se pela tríade: ictiose congênita, diplegia ou tetraplegia espástica e retardo mental. Os olhos são acometidos em até 100% dos casos sendo característica a presença de maculopatia cristalina como observado na paciente relatada. À fundoscopia observou-se a presença de depósitos esbranquiçados perifoveais. A tomografia de coerência óptica evidenciou pontos hiper-reflexivos correspondentes aos depósitos intrarretinianos, atrofia macular com redução na espessura macular em ambos os olhos. Os achados relacionados à síndrome, à tomografia de coerência óptica foram apresentados de maneira inédita em nosso meio.
Keywords: Macula lútea; Síndrome de Sjögren-Larsson; Tomografia de coerência óptica; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso do colírio de ibopamina a 2% nos resultados da campimetria visual computadorizada em indivíduos normais. MÉTODOS: Voluntários oriundos do CEROF-UFG, sem alterações ao exame oftalmológico que pudessem afetar o campo visual foram selecionados. Os indivíduos foram submetidos a exame de perimetria computadorizada SITA-standard 24-2 antes e após dilatação com o colírio de ibopamina a 2% ou ciclopentolato, com intervalo mínimo de 3 dias entre si e em ordem aleatória. Índices globais e número de pontos alterados foram comparados entre os grupos. RESULTADOS: Foram avaliados 30 olhos de 30 indivíduos normais. Não houve diferença estatisticamente significativa entre o "mean deviation" (MD) nos pacientes não dilatados e nos mesmos após a instilação da ibopamina (MD: -1,05 ± 0,26 dB vs. -1,47 ± 0,20 dB, P=0,08), o que ocorreu após cicloplegia (MD: -3,19 ± 0,29 dB), P<0,001 para ambos. Na avaliação entre cicloplegia e pré-dilatação, nota-se significância para o "pattern standard deviation" (P=0,04), o que não ocorreu na avaliação com ibopamina. O número de pontos alterados no "pattern deviation" não apresentou diferença significativa entre todos os pares. Quanto ao número de pontos do "total deviation", houve diferença estatisticamente significativa antes da dilatação e após o uso do cicloplégico (n: 8,86 ± 1,51 vs. 25,72 ± 2,96 pontos, P<0,001) e entre olhos após a instilação do cicloplégico e da ibopamina (ibopamina: 9,75 ± 1,85 pontos, P<001). CONCLUSÃO: O colírio de ibopamina 2% aparentemente não afeta os resultados da perimetria computadorizada em indivíduos normais.
Keywords: Ciclopentolato; Glaucoma; Hipertensão ocular; Pressão intraocular; Perimetria
Abstract
OBJETIVOS: 1) Diagnosticar a presença de edema macular diabético em pacientes com retinopatia diabética e acuidade visual igual ou melhor que 20/40, pela realização do exame de tomografia de coerência óptica, medindo a espessura foveal central, ao longo de um ano. 2) Avaliar a história natural do edema, ao longo de um ano, associando a espessura foveal central com a hemoglobina glicosilada (HbA1c) e alterações na acuidade visual. 3) Correlacionar os resultados obtidos com o grupo controle. MÉTODOS: Estudo prospectivo de uma amostra de 30 pacientes, com edema macular diabético e acuidade visual melhor ou igual a 20/40. O estudo contou com 30 olhos como grupo controle. Foram feitas medidas da melhor acuidade visual corrigida, dosagem de hemoglobina glicosilada, biomicroscopia com lente de 78 dioptrias, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica. Determinou-se, pelo propósito do estudo, a espessura foveal central como principal variável. Além da estatística descritiva, utilizaram-se testes para análise dos resultados: foi testada a homogeneidade de cada variável pelos testes t-Student, Qui-Quadrado e teste de Tukey; para correlacionar variáveis utilizou-se a análise de variância (ANOVA). A relação entre a espessura foveal central no tomografia de coerência óptica com a acuidade visual e a hemoglobina glicosilada foi estudada através de regressão linear. RESULTADOS: Registrou-se não haver diferença significativa entre casos e controles nas variáveis idade (p=0,343) e sexo (p=0,793). Os valores da espessura foveal central para o sexo masculino foram maiores que no sexo feminino (p<0,05) mostrando que a variável sexo interfere nos valores da espessura foveal central. Dos pacientes diabéticos com edema macular clinicamente significativo, 83,33% apresentavam retinopatia diabética não-proliferativa moderada, 10% retinopatia diabética não-proliferativa leve e 6,66% retinopatia diabética não-proliferativa grave. Os pacientes em tratamento combinado de insulina com hipoglicemiante oral apresentaram influência nos resultados da espessura foveal central pela tomografia de coerência óptica e na acuidade visual. A duração média do diabetes foi de 9,63 anos. Registraram-se valores da espessura foveal central pela tomografia de coerência óptica sempre maiores nos pacientes que no grupo controle (p<0,001). As medidas da HbA1c não influenciaram os valores da espessura foveal central (p=0,130) e as medidas da acuidade visual se correlacionaram significativamente com espessura foveal central (p=0,02). CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo mostraram a aplicabilidade da tomografia de coerência óptica na detecção do edema macular diabético em pacientes com acuidade visual melhor ou igual a 20/40, ao longo de um ano, mostrando o espessamento retiniano nos estágios iniciais de retinopatia diabética. Evidenciou-se a correlação entre o aumento da espessura foveal central e a piora da acuidade visual. As medidas da HbA1c não influenciaram nas medidas da espessura foveal central. A detecção precoce do edema macular clinicamente significativo leva-nos a redimensionar o real significado da retinopatia incipiente, podendo prevenir perdas acentuadas da visão.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular; Tomografia de coerência óptica; Fotocoagulação; Fóvea central; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Mensurar, utilizando o analisador de espessura retiniana, valores de média de espessura foveal e média de espessura perifoveal de pacientes portadores de retinopatia diabética não proliferativa leve com ausência de edema macular clinicamente detectável (classificados pelo estudo ETDRS), comparando-os com os de indivíduos normais. MÉTODOS: Estudo retrospectivo analítico observacional, caso-controle sobre uma amostra de 79 olhos (39 acometidos e 40 controles). A amostra foi selecionada dentro dos exames já realizados no Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos (CBCO) (de 1999 a 2003) arquivados no analisador de espessura retiniana (RTA). O grupo controle foi selecionado segundo critérios específicos. O grupo acometido foi constituído de acordo com os critérios de inclusão e exclusão da pesquisa. Os resultados encontrados foram submetidos a testes estatísticos para validação. RESULTADOS: No grupo controle, os valores encontrados para média de espessura foveal foram em torno de (média=147,4 micra ± desvio padrão de 15,4 micra) e média de espessura perifoveal em torno de (média=193,8 micra ± desvio padrão de 24,6 micra). Os pacientes com retinopatia diabética não proliferativa leve apresentaram espessura foveal em torno de (média= 198,9 micra ± desvio padrão de 48,3 micra) e espessura perifoveal em torno de (média de 194,2 micra ± desvio padrão de 26,4 micra). CONCLUSÃO: Foi observado um aumento da média de espessura foveal em pacientes diabéticos que ainda não apresentam sinais clínicos de edema macular, comprovado através de testes estatísticos. Os resultados estão de acordo com os valores encontrados na literatura.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular; Retina; Mácula lutea; Fóvea central; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a toxicidade do bevacizumabe na retina neurossensorial e epitélio pigmentado da retina (EPR) em olhos de coelhos não albinos pelos estudos histológicos. MÉTODOS: Trinta olhos de 15 coelhos foram distribuídos em três grupos: 10 olhos no grupo placebo (P), que recebeu uma injeção intravítrea de 0,1 ml de solução salina balanceada (SSB); 10 olhos no grupo 1, que recebeu uma injeção intravítrea de 1,25 mg (0,1 ml) de bevacizumabe; e 10 olhos no grupo 2, que recebeu uma injeção intravítrea de 2,5 mg (0,1 ml) de bevacizumabe. Os coelhos tiveram seus dois olhos enucleados sob anestesia geral e submetidos à eutanásia 90 dias após a injeção. Foi realizada avaliação histológica na retina neurossensorial e no epitélio pigmentado da retina e seus aspectos morfológicos e espessuras das camadas retinianas foram analisadas. RESULTADOS: Não foi observada diferença significante entre a morfologia histológica e espessura das camadas retinianas entre o grupo P (SSB) e os grupos 1 e 2 (bevacizumabe 1,25 mg e 2,5 mg, respectivamente). CONCLUSÃO: Após um seguimento de 90 dias, uma única injeção intravítrea de bevacizumabe com 1,25 e 2,5 mg não levou a danos histológicos na retina neurossensorial e epitélio pigmentado da retina em olhos de coelhos não albinos e parece ser um procedimento seguro para o tratamento das doenças neovasculares da retina.
Keywords: Inibidores da angiogênese; Degeneração macular; Neovascularização patológica; Macula lutea; Injeções; Retina; Coelhos; Modelos animais
Abstract
OBJETIVO: Comparar o efeito analgésico entre dipirona sódica e etoricoxib 90 mg após exérese de pterígio primário com transplante autólogo de conjuntiva. MÉTODOS: Trata-se de um ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo-mascarado. Três grupos de 26 pacientes (1 olho por paciente) foram operados e receberam as medicações em estudo durante os cinco dias seguintes à cirurgia. Foi utilizada uma escala de dor, numerada de zero a dez, para avaliação pelo paciente no 1É, 3É e 5É dias pós-operatórios. A dor foi classificada em ausente (zero), leve (1 a 3), moderada (4 a 7) e intensa (8 a 10). A análise estatística foi realizada com o software SPSS, versão 11.5. RESULTADOS: Foi observada diferença estatisticamente significativa entre etoricoxib e dipirona no 1É e 3É dia pós-operatório (PO) (p=0,001 e p=0,01; respectivamente). O etoricoxib foi superior ao placebo apenas no 1É PO (p=0,04). Não houve diferença de resultados entre dipirona e placebo. CONCLUSÕES: A analgesia do etoricoxib foi superior à do placebo no PO1 e à da dipirona no PO1 e PO3, na exérese de pterígio primário com transplante autólogo de conjuntiva. Não houve diferença significativa da analgesia pós-operatória entre dipirona e placebo no mesmo procedimento.
Keywords: Dor pós-operatória; Pterígio; Placebo; Piridinas; Dipirona; Analgesia; Conjuntiva
Abstract
Carcinoma basoescamoso é um tumor raro com características de tumor de células basais e escamosas interligados por uma área de transição. Tem sido descrito como um tumor agressivo com possibilidade de metástases à distância, o que difere substancialmente do carcinoma basocelular. Propomos neste relato a descrição de um caso de evolução crônica e das consequências do abandono do tratamento por causa do prognóstico reservado deste tipo de tumor de comportamento agressivo.
Keywords: Carcinoma basocelular; Carcinoma basoescamoso; Relatos de casos
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