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Abstract
Objetivo: Avaliar as condições de adaptação e venda de lentes de contato (LC) em óticas de quatro cidades do Estado de São Paulo, Brasil. Métodos: Realizou-se estudo por meio de respostas a um questionário aplicado por quatro estudantes de Medicina em óticas situadas em várias cidades do Estado de São Paulo. Foram obtidos dados sobre a necessidade da apresentação de receita médica para a compra das LC, os tipos de LC vendidas/adaptadas, o profissional que orienta a venda e/ou adaptação, os equipamentos usados no teste de tolerância, a conduta do cliente diante de complicações quando da adaptação da LC ou durante o uso, orientação quanto a possíveis sinais e sintomas de perigo, as doenças que contra-indiquem o uso e a higiene do usuário, as horas de uso e a possibilidade de pernoite. Resultados: Das 198 óticas pesquisadas, 121 (61,11%) vendem LC. Não foi necessária receita médica para a compra das lentes em 112 óticas (92,56%), sendo que nessas, a graduação era determinada pela medida dos óculos em 69 (61,61%) casos e por relato verbal em 28 (25,00%) casos. Quanto aos equipamentos, 102 (91,07%) óticas possuíam lensômetro; 41 (36,61%) possuíam ceratômetro e 14 (12,50%), lâmpada de fenda. Lentes descartáveis hidrofílicas foram encontradas para venda/adaptação em 66 (54,55%) óticas; lentes hidrofílicas de uso prolongado ou diário em 68 (56,20%) e lentes rígidas, em 54 (44,63%). Em 103 (85,12%) óticas, foram feitos testes de tolerância, sendo os responsáveis pelo atendimento e pela monitorização dos testes os profissionais autodenominados contatólogos em 78 (64,46%) dessas óticas, balconista em 20 (16,53%), óptico em 12 (9,92%) e oftalmologistas em 9 (7,44%). Quanto às complicações na adaptação, em 66 (54,55%) óticas, afirmou-se que elas só ocorreriam, se evidenciadas no teste de tolerância; em 35 (28,93%), aconselhou-se tratamento com oftalmologista e em 20 (16,53%), sugeriu-se o retorno à ótica para indicação de tratamento. Em apenas 15 (13,39%), o profissional orientou quanto à possível sintomatologia de perigo e em 13 (11,61%), preocupou-se com doenças que contra-indicassem o uso de LC. Em 105 (93,75%) óticas, a orientação foi insuficiente em relação à higiene com as LC, às horas de uso e à possibilidade de pernoite. Conclusão: Das 198 óticas pesquisadas, 61,11% vendem lentes de contato, sendo que em 92,56% não foram solicitadas receitas médicas; 14,88% não fizeram qualquer tipo de teste de tolerância e as óticas restantes (85,12%) fizeram testes normalmente insuficientes para detecção de alterações induzidas por LC. Não houve preocupação com contra-indicações, sinais e sintomas de perigo nem avaliação de possíveis complicações pela presença das LC e conduta em caso de sua ocorrência, além dos cuidados mínimos de higiene durante o teste de tolerância. O profissional responsável pela adaptação (autodenominado contatólogo, balconista, ótico; ou oftalmologista) não forneceu orientação adequada sobre o uso e, em muitos casos, não deu orientação em relação à higiene.
Keywords: Lentes de contato; Lentes de contato; Lentes de contato de uso prolongado; Lentes de contato hidrofílicas; Córnea; Equipamentos descartáveis; Acomodação ocular; Óptica; Questionários
Abstract
OBJETIVO: Verificar o efeito da instilação correta de colírios hipotensores oculares no comportamento pressórico de pacientes portadores de glaucoma crônico. MÉTODOS: Estudo prospectivo realizado em 90 olhos, de 47 pacientes. Em cada participante era realizada uma minicurva pressórica antes, e outra após lhe ser explicado como proceder à instilação correta de colírios. A seguir, as médias pressóricas obtidas nas duas minicurvas eram comparadas. RESULTADOS: Houve queda significativa de 22,3% na pressão intra-ocular média de 35 (38,9%) olhos. Dos restantes, 35 (38,9 %) olhos exibiram pequena queda (-8,2%) em sua média pressórica e, 20 (22,2 %), pequeno aumento (+8,4%), ambos não estatisticamente significantes. CONCLUSÕES: Verificou-se que parcela expressiva da população estudada conseguiu obter redução adicional em sua média pressórica por meio da instilação correta de colírios. Portanto, o ensino da técnica adequada da instilação de colírio é necessária a todos os pacientes, podendo resultar em benefício extra para os usuários de medicação hipotensora ocular.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma; Pressão intra-ocular; Prescrição de medicamentos; Soluções oftálmicas; Estudos prospectivos
Abstract
OBJETIVO: Verificar a técnica da instilação de colírio em pacientes portadores de glaucoma crônico. MÉTODOS: Estudo prospectivo realizado em 193 pacientes glaucomatosos. Para cada participante era entregue um frasco de colírio lubrificante (Dunason®, Laboratório Alcon, São Paulo, Brasil) e solicitado que realizasse uma instilação. RESULTADOS: Os participantes utilizaram, em média, 1,64 ± 1,26 gotas de colírio por instilação e 54,5% dos pacientes fizeram contato do bico do colírio com a superfície ocular. Em 3,1% das instilações nenhuma gota de medicamento atingiu o olho, com o paciente não se dando conta do fato. A oclusão do ponto lacrimal ou a manutenção do olho fechado por dois minutos após a instilação não foi realizada em 87,0% dos participantes, e 61,6% piscaram repetidas vezes imediatamente após instilar a droga. CONCLUSÕES: Verificou-se que a maior parte dos participantes deste estudo efetuou a instilação do colírio de modo incorreto. Isto significa desperdiçar grande parte do conteúdo do frasco, aumentar as possibilidades de toxicidade sistêmica, não aproveitar a plenitude do efeito hipotensor das drogas e contaminar a extremidade do frasco de colírio. Portanto, o ensino da técnica adequada da instilação de colírio é absolutamente necessária para todos os pacientes.
Keywords: Glaucoma; Soluções oftálmicas; Instilação de medicamentos; Prescrição de medicamentos
Abstract
O presente relato tem como objetivo apresentar um caso raro de síndrome do ápice orbital associado com herpes zoster oftálmico de prognóstico reservado em paciente HIV positivo que procurou o pronto-socorro com quadro clínico de lesões crostosas em hemiface esquerda, dolorosa, acompanhado de baixa acuidade visual, diminuição da sensibilidade corneal e oftalmoplegia completa do olho esquerdo. A síndrome do ápice orbital é entidade rara que se caracteriza por ptose, proptose, oftalmoplegia interna e externa (acometimento do II, III, IV e VI nervos cranianos), prejuízo funcional da primeira divisão do nervo trigêmeo (nervo oftálmico) e graus variados de diminuição da acuidade visual. O tratamento do herpes zoster oftálmico baseia-se no uso de antivirais sistêmicos, sendo que o prognóstico irá variar conforme o acometimento ocular.
Keywords: Oftalmoplegia; Blefaroptose; Exoftalmia; herpes zoster oftálmico; Síndrome; Úlcera da córnea; Relato de caso [Tipo de publicação]
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a confiabilidade das medidas de espessura central de córnea comparando o Orbscan II com o paquímetro ultra-sônico. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 134 olhos, por meio do levantamento de prontuários de 67 pacientes avaliados entre o período de janeiro a junho de 2001. Foram avaliados o sexo, idade, acuidade visual com a melhor correção, refração e medidas de espessura central corneal pelo paquímetro ultra-sônico e Orbscan II. Os dados paquimétricos foram submetidos à análise do teste t pareado e as diferenças consideradas significativas se p<0,05. RESULTADOS: Dos 67 pacientes avaliados 34 (50,7%) eram do sexo feminino e 33 (49,3%) eram do sexo masculino. A idade variou entre 20 e 59 anos com média de 32,44 anos (±9,98). A média do equivalente esférico foi de -2,68±2,62, da espessura central corneal avaliada com o Orbscan II foi de 534,81±34,45 e pelo paquímetro US foi de 535,00±29,53 não havendo diferença significativa entre os resultados das medidas de ECC (p = 0,8922). O coeficiente de correlação entre as duas medidas paquimétricas foi de 0,8774, sendo esta uma correlação forte. CONCLUSÃO: A análise de regressão demonstrou que houve alto grau de concordância entre as medidas do paquímetro ultra-sônico e do Orbscan II. O coeficiente de correlação (0,8774) demonstra que os dois métodos possuem significativa correlação linear na medida da espessura central da córnea. Desta maneira, na amostra estudada, o Orbscan II apresentou boa confiabilidade, demonstrando ser exame extremamente útil em pacientes que necessitam serem avaliados para posterior intervenção refrativa.
Keywords: Testes visuais; Córnea; Equipamentos de medição; Topografia da córnea; Confiabilidade da tecnologia; Erros de refração; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVOS: Determinar o potencial risco de contaminação do frasco de azul de tripano (AT) depois de utilizado pela primeira vez e estocado em diferentes condições de temperatura e umidade, assim como identificar os possíveis fatores de contaminação, microrganismos mais freqüentemente envolvidos e simultaneamente avaliar as propriedades bacteriostáticas e bactericidas do corante. MÉTODOS: Realizado estudo experimental, prospectivo, em que 30 frascos de AT foram divididos em três grupos (A: controle, B: armazenamento em geladeira e C: armazenamento em armário). O corante era aspirado e semeado em placas de ágar sangue e tubo de ágar Sabouraud. No grupo A o AT foi semeado apenas logo após a abertura dos frascos (tempo zero - T0), nos grupos B e C ocorreu semeadura nos T0, T1 (1 dia), T2 (2 dias), T7 (7 dias) e T10 (10 dias) após abertura dos frascos. No 10º dia os frascos dos grupos B e C também foram submetidos a um raspado do lado interno do frasco após abertura. Concomitantemente foi realizado teste de ação inibitória do corante AT para estudo da atividade bacteriostática e bactericida. RESULTADOS: As semeaduras realizadas no T0 não apresentaram contaminação. Entre os T1 e T10 mais o raspado houve apenas 1 frasco contaminado armazenado em geladeira. O microrganismo encontrado foi o Aspergillus niger. Foi comprovado que o corante não apresenta ação bactericida e bacteriostática para as bactérias testadas. CONCLUSÕES: Nas condições do estudo não houve contaminação dos frascos armazenados em armário e 1 frasco (10%) armazenado em geladeira apresentou contaminação após abertura e uso inicial. A fonte de contaminação talvez seja o lado externo do produto. O AT não apresenta propriedades bactericidas e bacteriostáticas para as bactérias testadas e na concentração utilizada.
Keywords: Azul tripano; Azul tripano; Aspergillus niger; Coloração e rotulagem; Tinturas; Catarata; Contaminação de medicamentos
Abstract
OBJETIVO: Identificar nos representantes de famílias com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) mutações no exon 3 do gene TIGR/MYOC e avaliar a expressão fenotípica associada às mutações encontradas em seus respectivos núcleos familiares. MÉTODOS: Setenta e oito pacientes (81,2%), com pelo menos um representante na família com GPAA, e dezoito pacientes (18,7%) com glaucoma esporádico tiveram o exon 3, do gene TIGR/MYOC, submetido a seqüenciamento automático para identificação de mutações. Os pacientes, com mutação não silenciosa identificadas nesta triagem inicial, tiveram os heredogramas de suas famílias construídos. Todos os seus familiares disponíveis foram submetidos a exame oftalmológico e seqüenciamento automático do exon 3, do gene TIGR/MYOC. RESULTADOS: Foram identificados quatro tipos de variações na seqüência do exon 3 do TIGR/MYOC (Cys433Arg, Pro370Pro, Lys398Arg e Tyr347Tyr) nos 96 pacientes inicialmente estudados. A mutação Lys398Arg previamente descrita como polimorfismo não segregou com a doença na família estudada. A mutação Cys433Arg foi a mais prevalente afetando 3,1% da amostra inicial (3/96). Em duas diferentes famílias (56 integrantes disponíveis para exame), 8/56 carregavam a mutação Cys433Arg e tinham GPAA, 5/56 com mutação eram hipertensos oculares e 8/56 com mutação não apresentavam manifestações da doença. Pacientes com GPAA apresentaram mediana de idade de diagnóstico de 43,25 anos, variando entre 17-58, e média de pressão intra-ocular (PIO) de 36,3±3,8 mmHg para olho direito e 37,6±9,75 mmHg para olho esquerdo. O grupo com a mutação Cys433Arg apresentou PIO significantemente mais elevada (p<0,0007) e relação escavação/disco vertical mais comprometida (p<0,023) que o grupo de pacientes sem mutação. CONCLUSÃO: A mutação no exon 3 do gene TIGR/MYOC associa-se com famílias brasileiras portadoras de GPAA de início precoce. O fenótipo desta mutação é caracterizado por variável idade de diagnóstico, causando GPAA-juvenil e GPAA do adulto, PIO bastante elevada, de difícil controle, freqüentemente levando a grave comprometimento visual.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Genes; Fenótipo; Genótipo; Mutação; Triagem genética; Brasil
Abstract
OBJETIVO: Comparar a eficácia e a segurança do uso da membrana amniótica (MA) na trabeculectomia para o tratamento cirúrgico do glaucoma primário de ângulo aberto. MÉTODOS: Estudo prospectivo aberto, randomizado, grupos paralelos de tratamento. Trinta e dois pacientes com indicação de tratamento cirúrgico para glaucoma foram selecionados e aleatoriamente divididos em dois grupos. O primeiro grupo foi submetido a trabeculectomia com o uso intra-operatório da membrana amniótica (grupo estudo) e o segundo grupo foi submetido a trabeculectomia sem o uso da membrana amniótica (grupo controle) comparando o efeito redutor da pressão intra-ocular, número de medicações e aparência da bolha filtrante. Trinta e dois pacientes divididos em dois grupos de 16 pacientes foram acompanhados por 12 meses. RESULTADOS: A média das pressões pós-operatórias no grupo da membrana amniótica 12,81± 2,48 e no grupo controle 15,19±3,33 não apresentaram diferença estatisticamente significante no seguimento de um ano (p=0,297). O número de medicações pós-operatórias diminuiu nos dois grupos (p<0,001 e p=0,007 grupo estudo e grupo controle respectivamente). No final de 12 meses de pós-operatório nove olhos (56,25%) apresentaram bolhas finas e avasculares no grupo estudo comparando com apenas um olho (6,25%) do grupo controle. CONCLUSÃO: A trabeculectomia com membrana amniótica e a trabeculectomia simples mostraram redução da pressão intra-ocular no pós-operatório, embora a diferença entre elas não seja estatisticamente significante.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Trabeculectomia; Pressão intra-ocular; Curativos biológicos; Complicações pós-operatórias
Abstract
OBJETIVO: Traçar o perfil funcional de crianças portadoras de deficiência visual. MÉTODOS: Foram avaliadas 27 crianças. Dezessete com acuidade visual normal (que freqüentavam a Escola Municipal Alto do Maracanã, em Recife, e dez portadoras de deficiência visual (que recebiam estimulação visual no Departamento de Estimulação Visual da Fundação Altino Ventura, Recife). Foi utilizado o teste funcional padrão PEDI. RESULTADOS: As crianças portadoras de deficiência visual apresentaram desempenho significantemente inferior nas áreas de autocuidado e mobilidade que as crianças do grupo controle. CONCLUSÃO: A deficiência visual traz conseqüências limitantes para o desempenho de atividades de autocuidado, locomoção, compreensão, comunicação e tarefas domésticas, na faixa etária estudada.
Keywords: Portadores de deficiência visual; Acuidade visual; Criança; Autocuidado; Bem estar da criança
Abstract
O interferon alfa (INF alfa) é droga atualmente utilizada no tratamento de várias doenças sistêmicas, como a hepatite C crônica. A ribavirina quando associada ao interferon alfa aumenta muito a resposta ao tratamento. Estima-se que a infecção crônica pelo vírus da hepatite C afete 170 milhões de pessoas no mundo, muitas delas em uso dessas medicações. A forma típica da retinopatia associada ao interferon alfa apresenta exsudatos algodonosos e hemorragias intra-retinianas. Há vários relatos de alterações oculares associadas ao uso do interferon alfa. Este trabalho descreve um caso de oclusão de veia central da retina em olho direito, com hemorragias no olho contralateral, em paciente usuária dessas medicações por dois anos. O caso descrito expõe em um dos olhos o quadro mais freqüente da retinopatia associada ao uso de interferon alfa (hemorragias de fundo) e no olho contralateral, uma apresentação muito mais atípica (trombose de veia central da retina). O quadro fundoscópico apresentou melhora com a interrupção da medicação.
Keywords: Hepatite C; Ribavirina; Interferon; Retinopatia; Oclusão da veia retiniana; Relato de casos [tipo de publicação]
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia e segurança da ceratectomia superficial com broca de diamante no tratamento das lesões anteriores da córnea. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 23 olhos de 23 pacientes. Foram avaliados acuidade visual e refração pré e pós-operatório, biomicroscopia e incidência de recorrência da doença após ceratectomia. RESULTADOS: Dos 23 olhos avaliados, 19 olhos apresentavam distrofia da membrana basal (map-dot-fingerprint) e 4 degeneração nodular de Salzmann. Todos os pacientes apresentavam diminuição da acuidade visual, assim como graus variados de ofuscamento, halos e diplopia monocular. O seguimento pós-operatório variou entre 3 e 39 meses (média de 10,6 meses) e não houve recorrência da doença original nesse período. O procedimento melhorou a acuidade visual com melhor correção de 20/36 (LogMar 0,250) para 20/24 (LogMar 0,076) com p<0,001. Em relação as mudanças refracionais não houve significância (p=0,232) sendo o equivalente esférico pré-operatório de - 0,36 ± 2,28DE e pós-operatório de -0,71 ± 2,26DE. As queixas de ofuscamento e diplopia monocular diminuíram ou foram eliminadas em todos os pacientes. Apenas 1 paciente apresentou nubécula no estroma anterior com diminuição da acuidade visual com melhor correção de 20/25 para 20/30. CONCLUSÃO: Ceratectomia superficial com broca de diamante parece ser método efetivo e seguro para remover opacidades anteriores de córnea.
Keywords: Córnea; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Diamante; Acuidade visual; Opacidade da córnea; Distrofias hereditárias da córnea
Abstract
A ceratoplastia lamelar consiste em transplante de espessura parcial da córnea doadora em um leito receptor complementar. A dissecção lamelar manual é técnica de difícil realização, imprecisa e que demanda tempo. Além disso, a interface lamelar freqüentemente apresenta irregularidade topográfica que pode comprometer a acuidade visual final. O laser clínico "femtosecond" (IntraLase FS LaserTM, Irvine, CA) é uma recente inovação que pode ser utilizado para produzir cortes lamelares precisos em qualquer profundidade da córnea, acompanhados de cortes verticais tanto para transplantes lamelares anteriores como posteriores sem a utilização de lâminas. Os cortes posteriores podem ser utilizados para a realização de ceratoplastia endotelial lamelar profunda ou ceratoplastia endotelial com remoção da membrana de Descemet.
Keywords: Córnea; Transplante de córnea; Transplante de córnea; Terapia a laser
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar, em mulheres em idade fértil, a associação entre o uso de anticoncepcionais (ACO) orais de baixa dosagem e alterações na visão de cores. MÉTODOS: Foram incluídas no estudo 30 mulheres, 16 usuárias de ACO oral há menos de cinco anos (Grupo I) e 14 usuárias de anticoncepcionais orais há mais de cinco anos (Grupo II). Foram utilizados os testes de Ishihara, City University Color Vision Test e D 15 dessaturado. RESULTADOS: Não foram observados padrões característicos de distúrbio da visão cromática em nenhum teste dos dois grupos. CONCLUSÃO: Na amostra estudada, o uso de ACO oral de baixa dosagem não influenciou a visão de cores, independente do tempo de uso.
Keywords: Percepção de cores; Visão; Defeitos da visão cromática; Anticoncepcionais orais
Abstract
OBJETIVO: Comparar as medidas da espessura da camada de fibras nervosas da retina e macular obtidas pela tomografia de coerência óptica na detecção da perda axonal progressiva após neuropatia óptica traumática aguda e durante o seguimento clínico. MÉTODOS: Três pacientes com neuropatia óptica traumática unilateral aguda foram avaliados sequencialmente após o trauma. Medidas da espessura macular e da camada de fibras nervosas da retina foram obtidas pela tomografia de coerência óptica semanalmente por 5 semanas consecutivas e ao redor da décima segunda semana após o trauma. RESULTADOS: Todos os pacientes apresentaram redução progressiva dos valores da espessura macular e da camada de fibras nervosas da retina. A espessura média da camada de fibras nervosas da retina foi de 114 μm na primeira semana e reduziu sequencialmente ao longo das primeiras cinco semanas e foi de 46 μm na décima segunda semana. Para parâmetros macular, a espessura média foi de 248 μm na primeira semana, e também reduziu ao longo das primeiras cinco semanas e foi de 218 μm na décima segunda semana. Quando comparado às medidas iniciais, a taxa de redução das médias da espessura macular foi 14% na décima segunda semana após o trauma, enquanto que a taxa de redução das médias da espessura da camada de fibras nervosas da retina foi 59%. CONCLUSÕES: Os valores da espessura da camada de fibras nervosas da retina apresentaram uma redução maior e mais rápida se comparada às medidas da espessura macular na neuropatia óptica traumática.
Keywords: Traumatismos do nervo óptico; Tomografia de coerência óptica; Retina; Fibras nervosas; Células ganglionares da retina; Mácula; Acuidade visual
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OBJETIVO: Avaliar a correlação entre o defeito de campo visual ao exame de perimetria computadorizada e a espessura macular quadrântica ao exame de tomografia de coerência óptica (OCT) em pacientes com hemianopsia temporal permanente causada por compressão quiasmática. MÉTODOS: Quarenta olhos de 40 pacientes com compressão quiasmática e 40 olhos de 40 indivíduos controles foram submetidos aos exames de perimetria computadorizada e tomografia de coerência óptica. Dados não processados foram exportados e as medidas de espessura macular foram calculadas para cada quadrante e metade da área macular central. A correlação entre o defeito campimétrico e as medidas de espessura macular foi avaliada por coeficiente de correlação de Pearson e por análise de regressão linear. RESULTADOS: Associação significante foi encontrada entre os parâmetros de espessura macular e seus respectivos defeitos campimétricos. A correlação mais forte foi encontrada entre o parâmetro espessura macular nasal superior e o defeito campimétrico médio temporal inferior medido em decibel (R=0,47; p=0,001) e em 1/Lambert (R=0,59; p<0,0001). CONCLUSÃO: Medidas de espessura macular avaliada através da tomografia de coerência óptica foi topograficamente relacionada ao defeito campimétrico em pacientes com hemianopsia temporal por compressão quiasmática. Estas medidas podem provar a importância clínica no diagnóstico e seguimento dos pacientes com compressão quiasmática. ClinicalTrial.gov identifier number: NCT0039122.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Perimetria; Atrofia óptica; Quiasma óptico; Hemianopsia; Campos visuais
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Paciente de 55 anos, sexo feminino, encaminhada para nosso serviço com história de perda de visão e aumento da pressão intraocular no olho esquerdo há uma semana seguida quatro dias após de perda visual no olho direito. À biomicroscopia hiperemia conjuntival bilateral, edema difuso da córnea, câmara anterior rasa e pupilas fixas e dilatadas em ambos os olhos. Separação do folheto anterior da íris no quadrante inferior estava presente em ambos os olhos. O exame do fundo do olho mostrava edema de disco sem tortuosidade vascular e sem escavação em ambos os olhos. O quadro clínico foi tratado como crise de fechamento angular bilateral num paciente com iridosquise. Após tratamento clínico e iridotomia bilateral com melhora da acuidade visual, a perimetria computadorizada revelou grave perda de campo visual, especialmente no olho esquerdo; este caso representa a rara ocorrência simultânea de crise de fechamento angular e neuropatia óptica isquêmica anterior não-arterítica bilateral. Embora a maioria dos casos com pressão intraocular elevada, incluindo crise de fechamento angular, não resulta em edema de disco e perda visual irreverssível, variações no suprimento vascular da cabeça do nervo óptico associados com outros fatores de risco sistêmicos, podem predispor certos indivíduos à neuropatia óptica isquêmica anterior durante períodos de elevação da pressão intraocular.
Keywords: Doenças da iris; Glaucoma de angulo fechado; Neuropatia óptica isquêmica; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as medidas da camada de fibras nervosas da retina com a tomografia de coerência óptica (OCT) "time domain" (TD) e "spectral domain" (SD), e testar a habilidade diagnóstica de ambas as tecnologias em pacientes com perda assimétrica glaucomatosa de hemicampo visual. MÉTODOS: Trinta e seis pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto com perda de campo visual em um hemicampo (acometido) e ausência de perda no hemicampo oposto (não-acometido), e 36 controles pareados por idade tiveram o olho de estudo examinado com Stratus-OCT (Carl Zeiss Meditec Inc., Dublin, California, USA) e 3 D OCT-1000 (Topcon, Tokyo, Japan). As medidas de espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e classificação normativa fornecida pelos aparelhos foram registrados para análise. A média aritmética dos valores do gráfico de desvio total em cada hemicampo foi calculada para cada indivíduo. "Índices de assimetria" para campo visual e camada de fibras nervosas da retina foram calculados como a razão entre hemicampos acometido e não-acometido e hemirretinas correspondentes, respectivamente. RESULTADOS: As medidas da camada de fibras nervosas da retina em hemicampos não-acometidos (média [SD] 87.0 [17.1] µm e 84.3 [20.2] µm, para TD e SD-OCT, respectivamente) foram menores do que em controles (119.0 [12.2] µm e 117.0 [17.7] µm, P<0.001). O banco de dados normativo classificou como alterado 42% e 67% das hemirretinas correspondentes a hemicampos não-acometidos com TD e SD-OCT, respectivamente (P=0.01). As medidas da camada de fibras nervosas da retina foram consistentemente mais espessas com TD comparados com SD-OCT. Índices de assimetria da camada de fibras nervosas da retina foram semelhantes entre TD (0.76 [0.17]) e SD-OCT (0.79 [0.12]) e significantemente maiores do que o índice de assimetria do campo visual (0.36 [0.20], P<0.001). CONCLUSÃO: Os hemicampos normais de pacientes com glaucoma apresentaram camada de fibras nervosas da retina mais fina do que olhos saudáveis. As medidas da camada de fibras nervosas da retina foram mais espessas com TD do que com SD-OCT, que por sua vez detectou anormalidades na espessura da camada de fibras nervosas da retina mais frequentemente do que o TD-OCT.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Campos visuais; Tomografia de coerência óptica; Disco óptico; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Retina
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a prevalência de sintomas decorrentes de doença de superfície ocular (DSO) em pacientes brasileiros com glaucoma ou hipertensão ocular que utilizam tratamento ocular tópico para redução da pressão intraocular (PIO). MÉTODO: Neste estudo multicêntrico, não intervencional de uma única visita, pacientes adultos com glaucoma ou hipertensão ocular em tratamento para redução da pressão intraocular (PIO) responderam aos 12 itens do questionário "índice de doença da superfície ocular" (OSDI). Cada resposta foi pontuada numa escala de 5 pontos, com 0 (zero) indicando a ausência de sintomas e 4 indicando sintomas presentes todo o tempo. A média de respostas dos 12 itens para cada paciente foi transformada numa escala de 0 a 100, com pontuações mais elevadas representando piores deficiências. Os resultados do OSDI foram categorizados como ausência de DSO (pontuação de 0-12), DSO leve (pontuação de 13-22), DSO moderada (pontuação de 23-32) ou DSO grave (pontuação de 33-100). RESULTADOS: Os 173 pacientes incluídos apresentavam idade média de 61,2 anos, 65,3% eram mulheres (65,3%), tinham glaucoma em 89,0% dos casos e hipertensão ocular em 11,0% dos casos. As pontuações do OSDI para os 158 pacientes utilizando uma medicação para redução da PIO indicaram "DSO ausente" em 37,3% dos pacientes (59/158), "DSO leve" em 20,9% (33/158), "DSO moderada" em 17,1% (27/158) e "DSO grave" em 24,7% (39/158). Para os 120 pacientes utilizando medicação redutora da PIO e com duração conhecida do diagnóstico de glaucoma ou hipertensão ocular, a pontuação média do OSDI foi numericamente superior (pior) para 39 pacientes com diagnóstico realizado há mais de 6 anos (pontuação 25 [± 20] indicando DSO moderado) do que para 81 pacientes com o diagnóstico realizado há menos de 6 anos (pontuação 22 [± 20] indicando DSO leve); no entanto, não houve diferença estatisticamente significativa na média da pontuação OSDI na duração do diagnóstico (P=0.49), distribuição (P≥0,26), ou correlação (P=0,77). CONCLUSÃO: Uma grande proporção de pacientes brasileiros tratados com uma medicação para redução da PIO apresenta sintomas decorrentes de doença da superfície ocular (DSO).
Keywords: Glaucoma; Hipertensão ocular; Síndrome do olho seco; Conservantes farmacêuticos
Abstract
Keywords:
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