Arq. Bras. Oftalmol. 2014;77 (3 )
:178-181
| DOI: 10.5935/0004-2749.20140045
Abstract
Objetivo: Identificar possíveis mudanças no exame de fundo de olho após o início do tratamento, bem como alterações na acuidade visual e campo visual. Métodos: Estudo observacional prospectivo realizado na Clínica de Hepatologia do Hospital Regional de São José e no Departamento de Vítreo e Retina do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, em pacientes com hepatite C crônica antes e durante o tratamento com interferon peguilado α-2b associado à ribavirina. Resultados: Six (37,5%) dos 16 participantes desenvolveram retinopatia durante o tratamento, dois dos quais (12,5%) apresentaram hemorragia retiniana unilateral, e quatro pacientes com exsudatos algodonosos (25%), seis olhos, que regrediu durante o tratamento. Um participante (6,25%) apresentou diminuição transitória da acuidade visual durante o tratamento com recuperação espontaneamente sem tratamento específico. Conclusão: O tratamento recomendado para a hepatite C pode estar associado com o desenvolvimento de retinopatia transitória, geralmente sem dano à função visual na maioria dos pacientes. Embora o envolvimento ocular seja raro, o acompanhamento com o médico oftalmologista é recomendado durante todo o uso da medicação.
Keywords: Agentes antivirais/efeitos adversos; Hepatite C crônica/quimioterapia; Interferon-alfa/efeitos adversos; Doenças retinianas/quimicamente induzido; Ribavirina/efeitos adversos
Arq. Bras. Oftalmol. 2018;81 (4 )
:281-285
| DOI: 10.5935/0004-2749.20180057
Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados anatômicos e funcionais após o tratamento do descolamento de retina secundário à toxoplasmose ocular.
Métodos: Análise retrospectiva de dados de um banco de dados validado, que incluiu registros de pacientes submetidos à cirurgia vitreorretiniana para descolamento de retina secundário a toxoplasmose ocular. Foram analisados procedimentos cirúrgicos, sucesso anatômico, acuidade visual e complicações pós-operatórias.
Resultados: Foram avaliados 22 olhos de 22 pacientes. Treze eram do sexo feminino (59,1%) e a idade média era de 28,5 anos (DP ± 14,5, intervalo de 12 a 78 anos). O período de acompanhamento variou de 1 a 163 meses (média de 64 meses). A melhor acuidade visual corrigida (BCVA) foi 2,0 logMAR (SD ± 1,0). Em geral, entre retinopexia (RSB) e vitrectomia pars plana (PPV) utilizando injeção de óleo de gás ou de silicone (SO), realizaram-se 31 cirurgias. A retina foi considerada colada em 15 olhos (68,2%) na primeira cirurgia e em 20 olhos (90,9%) ao final do estudo. A BCVA pós-operatória média melhorou para 1,3 logMAR (SD ± 0,9) (p<0,05). Dezenove olhos (86,4%) foram submetidos à cirurgia de catarata com implante de lente intraocular e 12 olhos (60,0%) tiveram remoção de óleo de silicone. Cinco olhos (22,7%) desenvolveram pressão intraocular elevada e 1 (4,5%) desenvolveu hipotonia.
Conclusão: A abordagem cirúrgica no descolamento de retina secundária a toxoplasmose ocular permitiu importante melhora anatômica e funcional. Embora a PPV com injeção de óleo de silicone tenha demonstrado melhores resultados, não é viável afirmar que é a melhor técnica cirúrgica, devido ao pequeno número e às particularidades dos olhos tratados.
Keywords: Toxoplasmose ocular; Descolamento retiniano; Vitrectomia; Recurvamento da esclera
Arq. Bras. Oftalmol. 2026;89 (5 )
:1-8
| DOI: 10.5935/0004-2749.2026-0041
Abstract
PURPOSE: To evaluate the efficacy of autologous fat grafting for treating enophthalmos in anophthalmic sockets.
METHODS: In this prospective interventional case series, consecutive patients with anophthalmic sockets and enophthalmos were enrolled between August 2013 and July 2025. Clinical ophthalmologic examination, Hertel exophthalmometry, and orbital computed tomography scans were performed. Enophthalmos was assessed clinically and radiologically before and after orbital lipofilling with autologous fat. Fat was harvested from the inner thigh and injected into the inferolateral orbital compartment. The volume of injected fat was determined according to the degree of enophthalmos measured by Hertel exophthalmometry. Follow-up ranged from 2 to 60 months (median, 7 months).
RESULTS: Thirteen patients (13 sockets) underwent orbital autologous fat grafting using Coleman's technique. The injected fat volume ranged from 3.7 to 6 mL per procedure (median, 4.2 mL). Clinically, a reduction in enophthalmos of 1–5 mm was observed in 12 cases (median, 2 mm), which was associated with a decrease in prosthesis thickness. One patient developed a fat cyst due to anterior fat migration, and three patients required repeat grafting because of undercorrection. Computed tomography scans, available for nine patients, demonstrated a 6.8%–10.8% increase in intraorbital volume, particularly in the inferolateral quadrant. Conclusions: Clinical and radiological assessments demonstrated that lipofilling is an effective technique for restoring orbital volume in anophthalmic sockets with enophthalmos.
Keywords: Anophthalmos; Enophthalmos; Orbital volumetry; Fat grafting; Orbital reconstruction