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Abstract
OBJETIVO: Relatar o caso de paciente de 17 anos de idade com granuloma eosinofílico (GE) na parede superior da órbita com regressão espontânea após biópsia. MÉTODOS: Relato de caso. RESULTADOS: Remissão espontânea após biópsia incisional, via palpebral, de lesão de teto orbitário, sem evidências clínicas e tomográficas de recorrência com seguimento de 22 meses. A análise histopatológica da biópsia confirmou granuloma de aspecto proliferativo apresentando macrófagos, eosinófilos e células de Langerhans sem características neoplásicas. CONCLUSÃO: A remissão espontânea do caso descrito levanta a hipótese de que seguimento cuidadoso de pacientes com GE orbitário, confirmado por biópsia incisional, com exames de controle rotineiros, pode ser uma maneira menos invasiva e eficaz de abordagem.
Keywords: Granuloma eosinófílo; Histiocitose de células de Langerhans; Doenças orbitárias; Biópsia; Relato de caso; Adolescente
Abstract
OBJETIVO: Comparar achados diagnósticos de olho seco em crianças normais e com artrite reumatóide juvenil. MÉTODOS: Neste estudo transversal, 30 olhos de 15 pacientes com artrite reumatóide juvenil (grupo 1) e 22 olhos de 11 crianças-controle (grupo 2) foram examinados clinicamente e submetidos a testes para ceratoconjuntivite seca: Schirmer tipo 1, tempo de quebra do filme lacrimal e coloração com rosa bengala. RESULTADOS: Seis crianças com artrite reumatóide juvenil apresentaram um ou mais sintomas de ceratoconjuntivite seca (40%) e cinco destas (83,3%) mostravam meibomite ou outros sinais dessa afecção. Nenhuma criança do grupo 2 apresentou sinais ou sintomas de ceratoconjuntivite seca. No teste de Schirmer não se observou diferença significativa entre os grupos 1 e 2 (p=0,156). Entretanto, o tempo de quebra do filme lacrimal foi significativamente menor no grupo 1 (p=0,0005) e de maneira semelhante, o escore do teste de rosa bengala foi significativamente maior no grupo 1 (p=0,0038). Cinco das 15 crianças estudadas do grupo 1 apresentaram um ou mais testes alterados e tiveram diagnóstico definitivo de ceratoconjuntivite seca, ao passo que quatro (26%) tiveram o diagnóstico de provável ceratoconjuntivite seca. No grupo 2, nenhuma criança apresentou mais de um teste positivo. CONCLUSÕES: Sinais e sintomas de ceratoconjuntivite seca constituem achados comuns em crianças com artrite reumatóide juvenil. Embora apenas o tempo de quebra do filme lacrimal e a marcação com rosa bengala tenham tido diferença significativa entre os grupos, parece haver tendência a resultados piores nos testes de olho seco realizados em crianças com artrite reumatóide juvenil.
Keywords: Artrite reumatóide juvenil; Ceratoconjuntivite seca; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Lágrimas; Rosa bengala; Criança; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da adaptação de lente de contato rígida gás-permeável (LCRGP) em pacientes com ceratocone e os custos do tratamento. MÉTODOS: Realizou-se análise retrospectiva dos prontuários de 126 pacientes atendidos no Ambulatório de Lente de Contato do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto no período de janeiro de 2001 a junho de 2002. Foram analisados sexo, idade e número de olhos adaptados. A acuidade visual sem e com correção foi relacionada à curva-base em K (meridiano mais plano da córnea) do paciente e à diferença ceratométrica dos meridianos corneanos. Determinou-se o custo unitário médio das lentes fornecidas aos pacientes. RESULTADOS: Obteve-se sucesso na adaptação de lente de contato rígida gás-permeável em 86,19% dos casos, com visão = 0,8 em 40,00% dos pacientes adaptados. Houve melhora visual tanto nos pacientes com curva-base elevada quanto naqueles que apresentavam alta diferença ceratométrica entre os meridianos corneanos. A faixa etária mais acometida encontrou-se entre 15 e 45 anos, sendo 60,31% dos pacientes do sexo feminino. A proporção de indicação de transplante de córnea foi de 11,42%. O custo unitário médio da lente foi de R$ 40,00. CONCLUSÃO: A adaptação proporcionou acentuada melhora visual na maioria dos pacientes portadores de ceratocone a custo relativamente baixo.
Keywords: Ceratocone; Lente de contato; Topografia da córnea; Córnea; Adaptação fisiológica; Acuidade visual
Abstract
Os autores relatam o caso de homem de 58 anos de idade que apresentou deslocamento espontâneo e tardio de lente intra-ocular dentro do saco capsular para o vítreo. O paciente havia sido submetido a facectomia extracapsular com capsulotomia do tipo abridor de latas e implante de lente de polimetilmetacrilato de três peças sem intercorrências e, dois anos após a cirurgia, desenvolveu síndrome de contração capsular com formação de um anel fibrótico na cápsula e subluxação da lente intra-ocular. Embora incomum e relacionada principalmente com capsulorexe curvilínea contínua, a síndrome de contração capsular pode ocorrer em pacientes submetidos a facectomia extracapsular com capsulotomia do tipo abridor de latas e implante de lente de polimetilmetacrilato e pode ser o fator causador do deslocamento da lente intra-ocular.
Keywords: Catarata; Extração de catarata; Implante de lente intra-ocular; Complicações pós-operatórias
Abstract
Endoftalmite por Aspergillus é geralmente relacionada à disseminação local ou sistêmica do agente em indivíduos imunocomprometidos. Os autores relatam um caso raro de glaucoma bilateral grave secundário a uma infecção intra-ocular por Aspergillus niger, na ausência de qualquer foco detectável de aspergilose em paciente HIV-positivo. Foram afastados sinais e antecedentes de uso de drogas injetáveis e o agente foi isolado após inoculação em animais experimentais. Este caso demonstra que a endoftalmite por Aspergillus deve ser considerada em pacientes HIV-positivos não-usuários de drogas injetáveis, mesmo na ausência de aspergilose sistêmica.
Keywords: Aspergillus niger; Endoftalmite; Glaucoma; Infecções oculares fúngicas; HIV; Hospedeiro imunocomprometido; Relatos de casos [tipo de publicação]
Abstract
A síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada é doença crônica, sistêmica e auto-imune, com manifestações oculares, nervosas, auditivas e tegumentares. Descrevemos aqui o caso de uma criança com início dos sintomas aos quatro anos e dois meses de idade, com positividade para o HLA DRB1*01.
Keywords: Síndrome uveomeningoencefálica; Criança; Antígenos HLA-DR; Uveite; Uveite; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: O filme lacrimal pode ser alterado por medicações crônicas, que podem comprometer o equilíbrio responsável pela função da glândula lacrimal e da superfície ocular. O objetivo desse estudo foi determinar se o tratamento crônico com drogas antiglaucomatosas induz alterações no filme lacrimal e superfície ocular. MÉTODOS: Após o consentimento informado, 21 pacientes usando drogas antiglaucomatosas por mais de 8 meses e 20 voluntários com similar distribuição etária e por sexo, não usuários de medicação ocular ou sistêmica (grupo controle) foram incluídos. Os dados do desconforto ocular, coloração com fluoresceína e lissamina verde, tempo de ruptura do filme lacrimal e teste de Schirmer foram colhidos e analisados pelo teste t de Student. A citologia de impressão foi avaliada e comparada pelo teste de qui-quadrado. RESULTADOS: Pacientes usando cronicamente medicação antiglaucomatosa apresentaram ignificativamente maior coloração por fluoresceína (p=0,003), lissamina verde (p=0,02) e menor TRFL (p=0,001). Os outros parâmetros comparados, incluindo a citologia de impressão foram similares entre o grupo tratado e controle (p>0,05). CONCLUSÕES: Esse estudo demonstra que o filme lacrimal e a superfície ocular estão alterados em usuários de medicação antiglaucomatosa. Essas medicações apresentam em comum o cloreto de benzalcônio como conservante. Esforços para minimizar efeitos adversos do uso crônico de drogas antiglaucomatosas devem ser considerados.
Keywords: Compostos de benzalcônio; Compostos de benzalcônico; Timolol; Timolol; Disco óptico; laucoma; Síndrome do olho seco; Indicadores e reagentes
Abstract
Os estreptococos beta-hemolíticos do grupo A são os agentes mais comumente envolvidos na glomerulonefrite aguda pós-infecciosa. Relatamos um caso de glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda associada a um abscesso orbitário secundário à sinusite, em menino de 11 anos de idade, o qual foi tratado com ceftriaxona e clindamicina endovenosas e drenagem cirúrgica. Doze dias após tratamento de suporte, a função renal se normalizou. Também discutimos a importância desta grave e potencial complicação não supurativa das celulites orbitárias causadas pelos estreptococos beta-hemolíticos do grupo A.
Keywords: Celulite; Órbita; Glomerulonefrite; Infecções estreptocócicas; Infecções oculares bacterianas; Sinusite; Humanos; Crianças; Relatos de casos
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OBJETIVO: As células intersticiais de Cajal estão presentes no trato gastrintestinal de diversas espécies animais, em íntima relação com o sistema nervoso entérico. Uma vez que as células intersticiais de Cajal expressam o produto do gene c-kit, realizou-se um ensaio imuno-histoquímico a fim de se verificar a marcação da proteína c-kit no músculo ciliar de amostras de olhos de macacos. MÉTODOS: Oito olhos de quatro macacos do novo mundo (Cebus apella) foram estudados. Após bloqueio da peroxidase endógena e de ligação protéica não específica, os tecidos receberam aplicação de anticorpos de camundongos antioncoproteína c-kit humana (1:100). A reação antígeno-anticorpo foi verificada através da aplicação do complexo avidina-biotinilada-peroxidase em cada lâmina. RESULTADOS: Foram observados grupos de células que expressam c-kit, localizadas entre as fibras do músculo ciliar. Mastócitos e outras células pigmentadas também foram observadas. CONCLUSÃO: Algumas células que expressam c-kit, observadas no músculo ciliar de Cebus apella, não mostraram similaridade com mastócitos ou melanócitos e podem ser classificadas como análogas das células intersticiais de Cajal gastrintestinais.
Keywords: Corpos enovelados; Corpo ciliar; Sistema nervoso entérico; Motilidade gastrointestinal; Proteínas proto-oncogênicas c-kit; Cebus
Abstract
A realização da capsulorrexis curvilínea contínua em olhos com catarata branca intumescente é ainda considerada um desafio pelo alto risco de extensão da capsulotomia para a periferia do cristalino. Apesar da descrição de diversas técnicas cirúrgicas voltadas para a prevenção de tal complicação, o uso de Nd:YAG laser no pré-operatório tem raros relatos na literatura internacional. Onze pacientes com cataratas brancas intumescentes foram submetidos a capsulotomia pré-operatória com Nd:YAG laser. Todos os pacientes apresentaram, após a aplicação do laser, a saída de córtex liquefeito para a câmara anterior. Nenhum paciente apresentou complicações cirúrgicas com o procedimento. Desta forma, a capsulotomia anterior com Nd:YAG laser representa uma opção técnica fácil e segura no manejo de cataratas brancas intumescentes.
Keywords: Capsulorrexe; Facoemulsificação; Catarata; Terapia a laser; Cuidados pré-operatórios; Relato de casos
Abstract
OBJETIVO: A exotropia intermitente pode ser diminuída pela estimulação da convergência acomodativa. Uma vez que uma acomodação excessiva tem sido relacionada à miopização, o objetivo deste trabalho foi o de avaliar alterações nos vícios de refração de crianças submetidas à hipercorreção com lentes negativas. MÉTODOS: Foi realizada revisão dos prontuários de 21 crianças com exotropia intermitente. Todos os pacientes foram tratados com oclusão, sendo que 13 deles foram submetidos à hipercorreção com lentes negativas (grupo A). As 8 crianças restantes receberam prescrições ópticas conforme necessário pelas suas ametropias (grupo B). A idade inicial, tempo de tratamento, equivalente esférico (EE) inicial e magnitude da hipercorreção foram considerados como covariáveis na análise das diferenças das médias de erro refrativo (EE de cada olho) entre os grupos, pela análise multivariada. RESULTADOS: A hipercorreção utilizada no grupo A variou entre 0,5 D e 3,5 D (2,46 ± 0,87 D). Embora o EE inicial de cada olho ter sido significativamente diferente entre os grupo A e B (olho direito - p=0,02; olho esquerdo - p=0,01), a idade inicial (p=0,69), o tempo de tratamento (p=0,90) e a variação média nos erros refrativos (p=0,36) não diferiram entre os grupos. A análise multivariada com regressão linear não mostrou diferença significativa, considerando as covariáveis em questão. CONCLUSÕES: O tratamento de crianças com exotropia intermitente por meio de hipercorreção óptica com lentes negativas não induziu alterações nos vícios de refração, mesmo considerando fatores como idade inicial, o tempo de tratamento, equivalente esférico inicial e a magnitude da hipercorreção utilizada.
Keywords: Exotropia; Óculos; Miopia; Erros de refração; Estrabismo
Abstract
OBJETIVO: Considerando que a não-adesão ao tratamento do glaucoma é um dos fatores de risco para a sua progressão, o objetivo do presente trabalho foi coletar informações sobre: 1) conhecimento e sentimentos dos pacientes sobre a doença; 2) a não-fidelidade ao tratamento e fatores relacionados; e 3) eventual influência da doença no estilo de vida participantes. MÉTODOS: Foram realizadas entrevistas, utilizando questionário semiestruturado, com 50 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto. A análise das respostas foi feita utilizando a técnica do ''Discurso do Sujeito Coletivo'' (DSC) (qualitativa/quantitativa). RESULTADOS: Trinta e oito por cento dos pacientes não se consideraram bem informados sobre o glaucoma. A porcentagem de pacientes que declararam nãofidelidade ao tratamento foi de 20%. Os principais fatores relacionados foram: efeitos colaterais dos medicamentos (24%); falta de informação sobre a doença (22%); dificuldade de comunicação com o médico (14%); dificuldades na administração do tratamento (14%); falta de recursos financeiros para adquirir medicamentos (10%); atitudes e crenças (10%). Dezoito por cento dos participantes afirmaram que a doença alterou a qualidade de vida. CONCLUSÃO: Na população estudada, os fatores relacionados à não-adesão ao tratamento de glaucoma, abrangem desde o desconhecimento do que é a doença até atitudes, valores e crenças. Na sua maioria, podem causar a progressão da doença. A influência desses fatores pode ser diminuída com medidas educacionais, intervenções sobre comportamentos e atitudes, melhora da relação médico-paciente e suprimento de medicamentos.
Keywords: Glaucoma; Atitude frente a saúde; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde; Cooperação do paciente; Relações médico-paciente; Anti-hipertensivos; Soluções oftálmicas
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as mudanças terapêuticas, dadas por decisão médica, relativas ao tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto em um centro de referência e a possível relação entre a persistência do tratamento e progressão da doença em casos controlados com medicação. MÉTODOS: Uma revisão de prontuários foi realizada em 65 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto encaminhados a um hospital terciário Os seguintes dados clínicos foram analisados: primeira medicação instituída, persistência com o tratamento inicial, melhor acuidade visual corrigida, índice ''desvio médio'' do campo visual, relação escavação/disco óptico e pressão intraocular. Os pacientes foram classificados em quatro categorias, a fim de se verificar a evolução clínica. RESULTADOS: A média do número de visitas/ano foi de 4,4 ± 3,5 e o período de seguimento foi de 40,7 ± 22,8 meses. A média de tempo persistência foi de 12,9 ± 13,9 meses. Em seis e doze meses, respectivamente, 39,1% e 62,5% dos pacientes tinham interrompido o regime terapêutico inicialmente previsto, principalmente pela adição (42%) ou mudança (26%) do esquema terapêutico. Treze pacientes (21%) evoluíram para uma pior categoria de glaucoma primário de ângulo aberto, no entanto, apesar desta tendência, nenhuma correlação significativa foi encontrada entre baixa persistência e agravamento do glaucoma primário de ângulo aberto. CONCLUSÕES: As taxas de persistência com o esquema terapêutico inicial foram baixas, quando medidas através das mudanças observadas por decisões médicas, durante o curso do tratamento. Uma melhor decisão terapêutica inicial é crítica, a fim de poder se oferecer um tratamento mais estável e eficaz para o glaucoma primário de ângulo aberto.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intraocular; Cegueira; Atitude frente a saúde; Comunicação; Cooperação do paciente; Relações médico-paciente; Avanço da doença
Abstract
Objetivo: Comparamos duas técnicas de cirurgia de catarata. A técnica cirúrgica tradicional, em que direciona a abertura do bisel da ponteira de facoemulsificação para o endotélio corneano, com a técnica oposta, onde a reversão da posição de abertura permite o direcionamento da energia de emulsificação para o núcleo. Estudamos seus efeitos sobre a córnea e possíveis complicações. Métodos: O trabalho foi divido em quatro tempos: pré-operatório e após 30, 60 e 180 dias. Os pacientes foram divididos em dois grupos: o grupo 1, tratado com a técnica cirúrgica tradicional, com a abertura da ponteira direcionada para o endotélio, e grupo 2, que recebeu tratamento com técnica oposta, direcionada diretamente para o núcleo ou para os fragmentos nucleares. Após as cirurgias, foram estudados: perda endotelial após 30, 60 e 180 dias, tempo total de cirurgia e tempo efetivo de faco. Resultados: Os resultados intraoperatórios apresentaram o tempo efetivo de facoemulsificação no GI teve média de 8,08 segundos (DP=6,75) e no GII, média de 7,0 segundos (P=0,1792) e o tempo total de cirurgia de 10,01 ± 2,46 minutos no GI e 9,86 ± 2,17 minutos no GII (p=0,6267) respectivamente. O teste pareado não revelou diferença estatística entre os grupos. As complicações foram similares nos dois grupos. A média de perda de células endoteliais foi de 6,9% no GI e2,8% in GII com um mês; 6,9% no GI e 3,6%noGIIcom trêsmeses e 11,9% no GI e 7,6% no GII com seis meses de pós-operatório. Conclusão: Concluímos que a variação da manobra apresentada é segura e pode minimizar perdas no endotélio corneano, podendo ser uma opção na cirurgia da catarata, de acordo com as preferências pessoais do cirurgião.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Epitélio posterior; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Descrever os procedimentos utilizados no desenvolvimento de Protocolos Clínicos e de Regulação, para equipes de atenção primária à saúde, voltados à condução dos cenários clínicos mais comuns de dificuldade visual observados na região sudeste do Brasil. MÉTODOS: Realizou-se a revisão retrospectiva de 1.333 guias de encaminhamento advindas de todos os profissionais da atenção primária da cidade de Ribeirão Preto, durante um período de 30 dias. As principais categorias diagnósticas oftalmológicas foram avaliadas nessas guias de referência. O processo de desenvolvimento dos Protocolos Clínicos e de Regulação ocorreu na sequência e envolveu a cooperação científica entre a universidade e o sistema de saúde, sob a forma de oficinas com médicos da atenção primária e membros da equipe do sistema de regulação, composto por gestores de saúde, oftalmologistas, além de professores de oftalmologia e medicina social. RESULTADOS: A dificuldade visual foi escolhida como tema central, uma vez que representou 43,6% dos encaminhamentos oftalmológicos advindos de serviços de atenção primária de Ribeirão Preto. Os Protocolos Clínicos e de Regulação desenvolvidos envolveram diferentes procedimentos diagnósticos e terapêuticos que podem ser executados na atenção primária e outros níveis ou contextos de cuidados à saúde. As intervenções clínicas e de encaminhamento mais relevantes foram expressas como algoritmos, a fim de facilitar a utilização do protocolo pelos profissionais da saúde. CONCLUSÕES: Os Protocolos Clínicos e de Regulação poderão representar uma ferramenta útil para os sistemas de saúde que contam com acesso universal, bem como para as redes de cuidados de saúde baseadas na atenção primária e nos sistemas de regulação. A implementação de Protocolos Clínicos e de Regulação poderá minimizar a disparidade entre as necessidades dos pacientes com dificuldade visual e as formas de condução de casos oftalmológicos, resultando em uma rede de saúde mais eficiente.
Keywords: Transtornos da visão; Assistência à saúde; Saúde Pública; Serviços de Saúde; Atenção primária à saúde; Sistema de saúde; Protocolos clínicos
Abstract
OBJETIVO: Realizar uma revisão sistemática com meta-análise sobre a eficácia da trabeculectomia (TREC), seguida ou não por irradiação beta (BRT/TREC) para o tratamento do glaucoma, em termos de controle da pressão intraocular (PIO) e de efeitos adversos, em diferentes grupos étnicos. MÉTODOS: Uma meta-análise de ensaios clínicos randomizados (RCT) foi realizada, comparando os resultados de 12 meses da TREC com o uso adjuvante de BRT, com aqueles da TREC padrão. Foram fontes de pesquisa as bases de dados MEDLINE, EMBASE, LILACS, Cochrane, além de sítios de registro de ensaios clínicos, estudos recentes em revistas da área e outras bases de dados bibliográficos. Dois revisores avaliaram independentemente publicações relevantes e as referências desses trabalhos foram pesquisadas para procura de ensaios adicionais, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelos critérios do QUOROM. RESULTADOS: De um total de 1.350 citações, oito estudos (cinco coortes e três aleatorizados) foram identificados e apenas 3 RCT foram incluídos nesta meta-análise. Maiores reduções na PIO foram verificadas no braço de estudo da BRT, comparado com o braço controle (diferença média=1,68 mmHg, 95% CI= 0,61-2,68, P=0,002). A frequência de PIO pós-operatória não controlada (>21 mmHg) foi menor quando utilizada a BRT (BRT/TREC) em relação ao grupo controle (38/218 =17,4% versus 9/239 =3,8%; OR= 6,7 IC 95% 3,2 14,3, P<0,0001). Apesar do melhor controle da PIO ter sido observada em todos os pacientes do braço BRT, apenas os pacientes negros apresentaram uma diferença significativa (P=0,005). Não houve diferenças significativas entre os braços BRT e controle, em termos de perda da acuidade visual, complicações pós-operatórias e necessidade de cirurgia de catarata. CONCLUSÃO: O uso de BRT adjuvante aumenta a taxa de sucesso da TREC, com melhores resultados em pacientes não-caucasianos, não influenciando a ocorrência de complicações pós-operatórias.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma; Trabeculectomia; Olho; Partículas beta; Metanálise
Abstract
OBJETIVO: Determinar a incidência de contaminação com o vírus Piry entre os instrumentos cirúrgicos e acessórios usados durante cirurgias sequenciais de facoemulsificação. MÉTODOS: Um modelo experimental foi realizado com quatro olhos de porcos que foram contaminados com o vírus Piry e quatro olhos de porcos não contaminados. A facoemulsificação foi realizada alternando um olho contaminado para outro olho não contaminado. Entre as cirurgias, os campos de operação, luvas, bisturi, pinças, agulhas, seringas, pontas e bolsa coletora foram trocados, mantendo somente a caneta e os sistemas de irrigação e aspiração do facoemulsificador. RESULTADOS: No saco coletor, três amostras de olhos contaminados (3/4) foram positivos, e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) também foram positivos; na ponta do facoemulsificador, uma amostra dos olhos contaminados (1/4) e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) apresentaram resultados positivos. No sistema de irrigação, uma amostra de um olho não contaminado (1/4) foi positivo, e no sistema de aspiração, duas amostras de olhos contaminados (2/4) e duas amostras de olhos não contaminados (2/4) foram positivos. Nas luvas, as amostras foram positivos em dois olhos não contaminados (2/4) e duas amostras de olhos contaminados (2/4). Nas amostras de bisturi, três olhos contaminados (3/4) e nenhum dos olhos não contaminados (0/4) foram positivos e, finalmente, duas amostras da câmara anterior dos olhos não contaminados (2/4) reunidos após a cirurgia foram positivos. CONCLUSÕES: Em dois olhos não contaminados, a presença de material genético foi detectado após a cirurgia de facoemulsificação, demonstrando que a transmissão do material genético do vírus Piry ocorreu em algum ponto durante a cirurgia para estes olhos não contaminados, quando a caneta de facoemulsificação e o sistema de irrigação e aspiração foram reutilizados entre as cirurgias.
Keywords: Facoemulsificação; Reutilização de equipamento; Arbovírus; Contaminação de equipamentos
Abstract
OBJETIVOS: Determinar a frequência de cegueira e investigar a relação entre os fatores de risco, com base nas características clínicas e no desenvolvimento da cegueira, em pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) tratados por mais de 15 anos. MÉTODOS: Realizou-se a revisão dos prontuários (estudo retrospectivo, observacional) de 403 pacientes referidos a um hospital de nível terciário, todos com diagnóstico de glaucoma primário de ângulo aberto feito em 1974 ou posteriormente, e tratados por no mínimo 15 anos. Cegueira atribuível ao glaucoma foi definida com base na acuidade visual e/ou exames de campo visual. Variáveis consideradas possíveis fatores de risco para cegueira (uni ou bilateral) foram avaliados usando odds ratio (OR), intervalo de confiança (IC95%) e análises uni e multivariadas. RESULTADOS: Trinta e um pacientes ficaram cegos [13/53 (24,5%) - um olho cego e 18/53 (34%) - cegueira bilateral] durante o período de seguimento (19,5 ± 4,6 anos, variando de 15 a 31 anos). Estatística multivariada com análise de regressão mostrou que persistência com a terapia inicial ≤6 meses está significantemente associada com cegueira, unilateral (OR: 8,4; 95% IC: 1,3-56,4) e bilateral (OR: 7,2; 95% IC: 1,3-39,6). Outros potenciais fatores como raça, idade, gênero ou número de medicações não estiveram associados com cegueira. CONCLUSÃO: Cegueira por glaucoma primário de ângulo aberto não foi incomum na população de pacientes tratados e seguidos por um longo período. As taxas de persistência com a terapia inicial, medidas pela decisão médica de mudar o tratamento, foram baixas. Persistência ≤6 meses foi estatisticamente associada com o desenvolvimento de cegueira uni ou bilateral por glaucoma.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Cegueira; Disco óptico; Glaucoma de ângulo aberto; Acuidade visual; Fatores de risco
Abstract
Keywords:
Abstract
O bevacizumabe (um agente anti-fator de crescimento endotelial vascular) tem sido sugerido como potencial modulador cicatricial na cirurgia do glaucoma. Este estudo objetivou melhorar a biodisponibilidade do bevacizumabe, investigando a viabilidade de uma nova mistura de bevacizumabe-metilcelulose (BMM) como terapia adjuvante para a esclerectomia profunda não-penetrante (DS). Dez olhos sem cirurgias prévias de 10 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto foram submetidos à DS associada à uma injeção subconjuntival de 0,3 ml da mistura de bevacizumabe-metilcelulose (bevacizumabe 3,75 mg incorporado em metilcelulose 4%) no sítio cirúrgico. A liberação de bevacizumabe foi avaliada in vitro através de cromatografia líquida de alta performance por exclusão de tamanho (HPLC). A pressão intraocular (PIO), a morfologia da ampola de filtração, a contagem de células endoteliais da córnea (CECC) e as complicações foram estudadas aos seis meses de seguimento. O bevacizumabe foi detectado a partir da mistura de bevacizumabe-metilcelulose por meio do HPLC até 72 horas. Além disso, todas as ampolas cirúrgicas permaneceram expandidas com material hialino durante a primeira semana. Uma redução significativa da pressão intraocular (média ± DP= -10,3 ± 5,4 mmHg, P<0,001) e ampolas difusas foram observadas ao final do período de seguimento. Embora a contagem de células endoteliais da córnea se mostrou discretamente diminuída (-7,4%), nenhuma complicação foi observada. Neste estudo, o bevacizumabe foi liberado da mistura de bevacizumabe-metilcelulose e o uso desta nova mistura se associou com bons resultados cirúrgicos e nenhuma complicação. Estudos futuros serão necessários para determinar sua eficácia, antes de se estabelecer a mistura de bevacizumabe-metilcelulose como um tratamento adjuvante às cirurgias penetrantes e não-penetrantes para o glaucoma.
Keywords: Trabeculectomia/efeitos adversos; Glaucoma/cirurgia; Esclerostomia; Anticorpos monoclonais humanizados/uso terapêutico; Metilcelulose/uso terapêutico; Mitomicina/uso terapêutico; Quimioterapia adjuvante; Pressão intraocular/fisiologia
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