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Abstract
Angiogênese é o processo de formação de vasos sangüíneos a partir de vasos preexistentes, que ocorre em condições fisiológicas e patológicas. É fenômeno complexo no qual participam inúmeras moléculas que estimulam e inibem a formação dos neovasos. O aumento da permeabilidade vascular e a neovascularização sub-retiniana são as causas da perda visual nas doenças proliferativas da retina, como a degeneração macular relacionada à idade e a retinopatia diabética, e o fator de crescimento do endotélio vascular ("vascular endothelial growth factor", VEGF) desempenha um papel muito importante nesse processo. Existem quatro isoformas da molécula de VEGF biologicamente ativas em seres humanos, das quais o VEGF165 é a isoforma predominante no olho humano, e existem evidências de que seja a isoforma responsável pela neovascularização patogênica no olho. Além de ser potente mitógeno de células endoteliais, o VEGF aumenta a permeabilidade vascular, inibe a apoptose das células endoteliais e promove migração de precursores de células endoteliais. O VEGF não é a única molécula cuja expressão está aumentada na angiogênese patológica. O fator de crescimento de fibroblasto ("basic fibroblast growth factor", bFGF), as angiopoetinas, o fator derivado do epitélio pigmentado ("pigment epithelium-derived factor", PEDF) e os fatores de adesão relacionados à matriz extracelular também exercem papel importante no balanço entre fatores pró- e antiangiogênicos. Todo o conhecimento adquirido sobre o mecanismo da angiogênese ocular patológica tem possibilitado o desenvolvimento de vários inibidores desse processo. Atualmente existem dois anticorpos anti-VEGF para uso intravítreo e outras abordagens terapêuticas do bloqueio da angiogênese ocular estão em fase de desenvolvimento. As novas drogas deverão ser armas poderosas no tratamento das principais causas de cegueira legal irreversível em indivíduos com mais de 65 anos.
Keywords: Neovascularização patológica; Degeneração macular; Retinopatia diabética; Inibidores da angiogênese; Agentes indutores da angiogênese
Abstract
A doença de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH) afeta vários órgãos que têm em comum a presença de pigmento. É doença autoimune que agride os melanócitos de indivíduos geneticamente susceptíveis. Inúmeras evidências clínicas e experimentais demonstram a importância de células T CD4+ como células efetoras da resposta imune celular, das citocinas pró-inflamatórias Th1, da procura da proteína-alvo dentro do melanócito, e da relevância do HLA-classe II DRB1*0405 na patogênese desta doença. A doença de Vogt-Koyanagi-Harada apresenta bom prognóstico visual desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento instituído seja adequado. Recidivas com acometimento do segmento posterior são raras após a fase aguda da doença. No entanto, achados clínicos como a progressiva despigmentação do fundo, incluindo o aspecto em por do sol, e as recidivas da uveíte indicam que a inflamação ocular pode persistir mesmo após a fase aguda da doença. Os achados da angiografia com indocianina verde também sugerem a presença de inflamação da coróide mesmo em olhos sem inflamação clinicamente detectável. O objetivo do presente trabalho é rever os mais recentes estudos sobre a patogênese da doença Vogt-Koyanagi-Harada e sobre os aspectos clínicos da fase crônica e/ou convalescente da doença, permitindo melhores conhecimentos sobre esta doença potencialmente mórbida e oferecendo terapias mais adequadas.
Keywords: Síndrome uveomeningoencefálica; Uveíte; Doença crônica; Doenças autoimunes; Antígenos HLA-DR; Melanócitos; Revisão
Abstract
Os novos tratamentos para a forma seca da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e da atrofia geográfica têm sido baseados em duas estratégias que abordam componentes envolvidos nos mecanismos fisiopatológicos da doença: prevenção da perda de fotorreceptores e células do epitélio pigmentado da retina (indução de neuroproteção, diminuição do dano oxidativo e modificação do ciclo visual) e supressão da inflamação. As drogas neuroprotetoras visam evitar a apoptose das células retinianas, como o fator neurotrófico ciliar, o tartarato de brimonidina, a tandosporina e anticorpos antiamiloide β. A redução do dano oxidativo e a complementação de micronutrientes essenciais são os objetivos da fórmula AREDS. Os modificadores do ciclo visual reduzem a atividade dos fotorreceptores e o acúmulo de fluoróforos tóxicos e lipofuscina na retina. Olhos com a forma seca da degeneração macular relacionada à idade apresentam inflamação crônica e os novos tratamentos incluem corticosteroides e inibidores do sistema complemento. Neste artigo, revisamos o estágio atual do tratamento da forma seca da degeneração macular relacionada à idade que provavelmente será feito através da combinação de drogas que agem em diferentes componentes envolvidos no aparecimento e na progressão da degeneração macular relacionada à idade.
Keywords: Degeneração macular; Retina; Epitélio pigmentado da retina; Inflamação; Ativação do complemento
Abstract
A inflamação ocular é uma das principais causas de perda visual e cegueira. As uveítes constituem um grupo complexo e heterogêneo de doenças caracterizadas por inflamação dos tecidos intraoculares. O olho pode ser o único órgão envolvido ou a uveíte pode ser parte de uma doença sistêmica. A etiologia é desconhecida em um número significativo de casos, que são considerados idiopáticos. Modelos animais têm sido desenvolvidos para estudar a fisiopatogênese da uveíte autoimune devido às dificuldades na obtenção de tecidos de olhos humanos inflamados para experimentos. Na maioria desses modelos, que simulam as uveítes autoimunes em humanos, a uveíte é induzida com proteínas específicas de fotorreceptores (antígeno-S, proteína ligadora de retinoide do interfotoreceptor, rodopsina, recoverina e fosducina). Antígenos não retinianos, como proteínas associadas à melanina e proteína básica de mielina, são também bons indutores de uveíte em animais. Entender os mecanismos básicos e a patogênese dessas doenças oculares é essencial para o desenvolvimento de novas formas de tratamento das uveítes autoimunes e de novos agentes terapêuticos. Nesta revisão serão abordados os principais modelos experimentais utilizados para o estudo de doenças inflamatórias oculares autoimunes.
Keywords: Modelos animais; Uveítes; Doenças autoimunes; Inflamação
Abstract
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