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Search for: Fernando José De Novelli
Abstract
Objetivo: Avaliar as condições de adaptação e venda de lentes de contato (LC) em óticas de quatro cidades do Estado de São Paulo, Brasil. Métodos: Realizou-se estudo por meio de respostas a um questionário aplicado por quatro estudantes de Medicina em óticas situadas em várias cidades do Estado de São Paulo. Foram obtidos dados sobre a necessidade da apresentação de receita médica para a compra das LC, os tipos de LC vendidas/adaptadas, o profissional que orienta a venda e/ou adaptação, os equipamentos usados no teste de tolerância, a conduta do cliente diante de complicações quando da adaptação da LC ou durante o uso, orientação quanto a possíveis sinais e sintomas de perigo, as doenças que contra-indiquem o uso e a higiene do usuário, as horas de uso e a possibilidade de pernoite. Resultados: Das 198 óticas pesquisadas, 121 (61,11%) vendem LC. Não foi necessária receita médica para a compra das lentes em 112 óticas (92,56%), sendo que nessas, a graduação era determinada pela medida dos óculos em 69 (61,61%) casos e por relato verbal em 28 (25,00%) casos. Quanto aos equipamentos, 102 (91,07%) óticas possuíam lensômetro; 41 (36,61%) possuíam ceratômetro e 14 (12,50%), lâmpada de fenda. Lentes descartáveis hidrofílicas foram encontradas para venda/adaptação em 66 (54,55%) óticas; lentes hidrofílicas de uso prolongado ou diário em 68 (56,20%) e lentes rígidas, em 54 (44,63%). Em 103 (85,12%) óticas, foram feitos testes de tolerância, sendo os responsáveis pelo atendimento e pela monitorização dos testes os profissionais autodenominados contatólogos em 78 (64,46%) dessas óticas, balconista em 20 (16,53%), óptico em 12 (9,92%) e oftalmologistas em 9 (7,44%). Quanto às complicações na adaptação, em 66 (54,55%) óticas, afirmou-se que elas só ocorreriam, se evidenciadas no teste de tolerância; em 35 (28,93%), aconselhou-se tratamento com oftalmologista e em 20 (16,53%), sugeriu-se o retorno à ótica para indicação de tratamento. Em apenas 15 (13,39%), o profissional orientou quanto à possível sintomatologia de perigo e em 13 (11,61%), preocupou-se com doenças que contra-indicassem o uso de LC. Em 105 (93,75%) óticas, a orientação foi insuficiente em relação à higiene com as LC, às horas de uso e à possibilidade de pernoite. Conclusão: Das 198 óticas pesquisadas, 61,11% vendem lentes de contato, sendo que em 92,56% não foram solicitadas receitas médicas; 14,88% não fizeram qualquer tipo de teste de tolerância e as óticas restantes (85,12%) fizeram testes normalmente insuficientes para detecção de alterações induzidas por LC. Não houve preocupação com contra-indicações, sinais e sintomas de perigo nem avaliação de possíveis complicações pela presença das LC e conduta em caso de sua ocorrência, além dos cuidados mínimos de higiene durante o teste de tolerância. O profissional responsável pela adaptação (autodenominado contatólogo, balconista, ótico; ou oftalmologista) não forneceu orientação adequada sobre o uso e, em muitos casos, não deu orientação em relação à higiene.
Keywords: Lentes de contato; Lentes de contato; Lentes de contato de uso prolongado; Lentes de contato hidrofílicas; Córnea; Equipamentos descartáveis; Acomodação ocular; Óptica; Questionários
Abstract
OBJETIVO: Descrever os aspectos clínicos e tomográficos do microburaco macular. MÉTODOS: Estudaram-se pacientes portadores de microburaco macular de forma retrospectiva e observacional. Apurou-se história clínica, medida de acuidade visual, biomicroscopia de polo posterior, retinografia, angiofluoresceinografia retiniana e tomografia de coerência óptica. RESULTADOS: Examinaram-se oito olhos de sete pacientes portadores de microburaco macular. A idade variou entre 26 e 63 anos (média de 48,8 anos). Seis pacientes eram do sexo feminino (85,7%). Cinco pacientes apresentaram o microburaco macular no olho direito (62,5%). Quanto à sintomatologia, cinco indivíduos referiram diminuição da acuidade visual (71,4%), um referiu escotoma central (14,3%) e um não apresentou queixas visuais (14,3%). A angiofluoresceinografia retiniana não mostrou alterações maculares em cinco dos olhos (71,4%). À tomografia de coerência óptica, os oito olhos apresentaram uma lesão foveal hiporrefletiva e menor do que 100 micra, que acometia as camadas mais profundas da retina neurossensorial. CONCLUSÃO: Microburaco macular é um pequeno defeito lamelar presente na camada externa profunda da retina, que é evidente à biomicroscopia macular como uma lesão arredondada avermelhada de tamanho diminuto, levando a pouca repercussão na função visual, sem caráter progressivo. A história clínica, a acuidade visual, a biomicroscopia de fundo e a tomografia de coerência óptica são os principais elementos para a detecção e o estudo dos mecanismos fisiopatológicos responsáveis pela sua origem e evolução.
Keywords: Perfurações retinianas; Tomografia de coerência óptica; Angiofluoresceinografia
Abstract
Microftalmia é a alteração de desenvolvimento caracterizada pela redução do tamanho do bulbo ocular. Pode estar associada a manifestações estruturais do segmento anterior e posterior. As alterações mais comuns do segmento anterior são as opacidades corneanas, o estreitamento e fechamento do ângulo da câmara anterior e a catarata, e as mais frequentes no segmento posterior são a efusão uveal, as dobras de retina, a alteração da vascularização capilar macular, a ausência de depressão foveal e a retinosquise periférica. Este estudo descreve o caso de três pacientes com microftalmo e manifestações no segmento posterior documentadas com tomografia de coerência óptica. O primeiro caso apresentou a síndrome de efusão uveal, com descolamento de coróide e de retina, tratada com cirurgia de esclerectomia parcial nos quatro quadrantes. No segundo caso, havia a dobra retiniana neurossensorial na fóvea e feixe papilomacular em ambos os olhos sem o envolvimento de epitélio pigmentado retiniano e coriocapilar. No terceiro paciente, o microftalmo estava acompanhado de ausência da depressão foveal, cujo principal diagnóstico diferencial é a hipoplasia foveal.
Keywords: Microftalmia; Microftalmia; Microftalmia; Anormalidades do olho; Doenças da úvea; Retina; Fóvea central; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar as causas de interrupção do tratamento com bevacizumab intravítreo nos pacientes portadores da forma exsudativa de degeneração macular relacionada à idade acompanhados no Hospital de Olhos ''Sadalla Amin Ghanem'', em Joinville (SC). MÉTODOS: Série de casos retrospectiva, consecutiva e não-comparativa. Incluíram-se os pacientes com degeneração macular relacionada à idade exsudativa tratados com uma ou mais injeções intravítreas de bevacizumab entre janeiro de 2006 e janeiro de 2008. Os dados foram obtidos dos prontuários dos pacientes e de entrevistas telefônicas. O critério de descontinuação foi a ausência do paciente à consulta após o mínimo de três meses a partir da última avaliação oftalmológica. RESULTADOS: Dentre os 82 pacientes tratados, 24 interromperam o tratamento inadvertidamente (29,3%). A média de idade foi 75,2 anos (65-89 anos). O número médio de injeções intravítreas de bevacizumab foi 2,0 (variação 1-6). Dezenove pacientes responderam aos questionários através de contato telefônico. As principais causas de interrupção do tratamento foram o resultado visual abaixo do esperado (8 casos, 42,1%), a falta de informação sobre o controle clínico oftalmológico (5 casos, 26,3%) e comorbidades sistêmicas (3 casos, 15,8%). CONCLUSÃO: Um elevado número de pacientes interrompeu o acompanhamento após início de terapia intravítrea com bevacizumab. Muitos deles referiram causas evitáveis de descontinuação do tratamento. Esforços devem ser feitos para propiciar informação mais adequada aos portadores de degeneração macular relacionada à idade exsudativa em vigência deste tratamento, especialmente com relação aos resultados funcionais e acompanhamento prolongado.
Keywords: Degeneração macular; Membrana neovascular sub-retiniana; Fator A de crescimento endotelial vascular; Inibidores da angiogênese; Bevacizumab
Abstract
Objetivo: Identificar possíveis mudanças no exame de fundo de olho após o início do tratamento, bem como alterações na acuidade visual e campo visual. Métodos: Estudo observacional prospectivo realizado na Clínica de Hepatologia do Hospital Regional de São José e no Departamento de Vítreo e Retina do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, em pacientes com hepatite C crônica antes e durante o tratamento com interferon peguilado α-2b associado à ribavirina. Resultados: Six (37,5%) dos 16 participantes desenvolveram retinopatia durante o tratamento, dois dos quais (12,5%) apresentaram hemorragia retiniana unilateral, e quatro pacientes com exsudatos algodonosos (25%), seis olhos, que regrediu durante o tratamento. Um participante (6,25%) apresentou diminuição transitória da acuidade visual durante o tratamento com recuperação espontaneamente sem tratamento específico. Conclusão: O tratamento recomendado para a hepatite C pode estar associado com o desenvolvimento de retinopatia transitória, geralmente sem dano à função visual na maioria dos pacientes. Embora o envolvimento ocular seja raro, o acompanhamento com o médico oftalmologista é recomendado durante todo o uso da medicação.
Keywords: Agentes antivirais/efeitos adversos; Hepatite C crônica/quimioterapia; Interferon-alfa/efeitos adversos; Doenças retinianas/quimicamente induzido; Ribavirina/efeitos adversos
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Objetivo: Avaliar os resultados anatômicos e funcionais após o tratamento do descolamento de retina secundário à toxoplasmose ocular.
Métodos: Análise retrospectiva de dados de um banco de dados validado, que incluiu registros de pacientes submetidos à cirurgia vitreorretiniana para descolamento de retina secundário a toxoplasmose ocular. Foram analisados procedimentos cirúrgicos, sucesso anatômico, acuidade visual e complicações pós-operatórias.
Resultados: Foram avaliados 22 olhos de 22 pacientes. Treze eram do sexo feminino (59,1%) e a idade média era de 28,5 anos (DP ± 14,5, intervalo de 12 a 78 anos). O período de acompanhamento variou de 1 a 163 meses (média de 64 meses). A melhor acuidade visual corrigida (BCVA) foi 2,0 logMAR (SD ± 1,0). Em geral, entre retinopexia (RSB) e vitrectomia pars plana (PPV) utilizando injeção de óleo de gás ou de silicone (SO), realizaram-se 31 cirurgias. A retina foi considerada colada em 15 olhos (68,2%) na primeira cirurgia e em 20 olhos (90,9%) ao final do estudo. A BCVA pós-operatória média melhorou para 1,3 logMAR (SD ± 0,9) (p<0,05). Dezenove olhos (86,4%) foram submetidos à cirurgia de catarata com implante de lente intraocular e 12 olhos (60,0%) tiveram remoção de óleo de silicone. Cinco olhos (22,7%) desenvolveram pressão intraocular elevada e 1 (4,5%) desenvolveu hipotonia.
Conclusão: A abordagem cirúrgica no descolamento de retina secundária a toxoplasmose ocular permitiu importante melhora anatômica e funcional. Embora a PPV com injeção de óleo de silicone tenha demonstrado melhores resultados, não é viável afirmar que é a melhor técnica cirúrgica, devido ao pequeno número e às particularidades dos olhos tratados.
Keywords: Toxoplasmose ocular; Descolamento retiniano; Vitrectomia; Recurvamento da esclera
Abstract
Um paciente do sexo masculino, com 22 anos de idade, queixou-se de redução da acuidade visual no olho esquerdo por 5 dias. O exame oftalmológico mostrou reação de câmara anterior 2+ e uma lesão retiniana esbranquiçada, pouco definida, na porção proximal da arcada vascular temporal inferior. Foram observadas hemorragias retinianas na região temporal inferior estendendo-se à periferia, assim como ingurgitamento venoso, aumento da tortuosidade e palidez isquêmica da retina no mesmo quadrante. Exames laboratoriais corroboraram o diagnóstico de toxoplasmose ocular. O paciente melhorou lentamente após tratamento apropriado. Foi evidenciada atrofia da retina macular inferior interna e média à tomografia de coerência óptica, como sequela da isquemia retiniana. Para nosso conhecimento, este é o primeiro relato de oclusão retiniana combinada de ramo arterial e venoso em toxoplasmose ocular, levando a um aspecto fundoscópico atípico e peculiar.
Keywords: Toxoplasmose ocular; Uveítes; Oclusão da artéria retiniana; Vasos retinianos; Acuidade Visual; Tomografia de coerência óptica; Transtornos da visão
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