Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (4 )
:523-526
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000400024
Abstract
OBJETIVO: Relatar o caso de paciente de 17 anos de idade com granuloma eosinofílico (GE) na parede superior da órbita com regressão espontânea após biópsia. MÉTODOS: Relato de caso. RESULTADOS: Remissão espontânea após biópsia incisional, via palpebral, de lesão de teto orbitário, sem evidências clínicas e tomográficas de recorrência com seguimento de 22 meses. A análise histopatológica da biópsia confirmou granuloma de aspecto proliferativo apresentando macrófagos, eosinófilos e células de Langerhans sem características neoplásicas. CONCLUSÃO: A remissão espontânea do caso descrito levanta a hipótese de que seguimento cuidadoso de pacientes com GE orbitário, confirmado por biópsia incisional, com exames de controle rotineiros, pode ser uma maneira menos invasiva e eficaz de abordagem.
Keywords: Granuloma eosinófílo; Histiocitose de células de Langerhans; Doenças orbitárias; Biópsia; Relato de caso; Adolescente
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (1 )
:153-156
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000100027
Abstract
Em crianças, as inflamações orbitárias idiopáticas são extremamente raras e de difícil diagnóstico. O presente trabalho tem por objetivo descrever um caso de inflamação orbitária idiopática aguda em criança de um ano e um mês de idade, que evoluiu com importante seqüela oculomotora. Além do estudo de caso, discute-se o diagnóstico diferencial entre a celulite orbitária e as inflamações orbitárias idiopáticas e faz-se uma revisão da literatura sobre a ocorrência das inflamações orbitárias idiopáticas na infância.
Keywords: Estrabismo; Doenças orbitárias; Diagnóstico diferencial; Celulite; Inflamação; Órbita; Tomografia computadorizada por raios x; Neoplasias orbitárias; Relato de caso; Criança
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (6 )
:969-972
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000600025
Abstract
Os autores relatam 2 casos de pacientes com melanoma em cavidade anoftálmica secundária a eviscerações ocorridas há 30 e 60 anos. Em ambos os casos a análise histopatológica mostrou que o tumor estava aderido a remanescentes esclerais. A implicação desses casos foi discutida no contexto das indicações de evisceração e enucleação.
Keywords: Melanoma; Neoplasias uveais; Exenteração orbitária; Anoftalmia; Adulto; Relato de caso; Revisão
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (1 )
:97-100
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000100020
Abstract
Paciente masculino de 68 anos com história de orbitotomia lateral para exérese de tumor no nervo óptico 18 meses antes em outro serviço. O exame histológico demonstrou glioma do nervo óptico com padrão pilocítico. Um ano após, observou-se novo episódio de proptose no olho direito. Ressonância nuclear magnética das órbitas mostrou massa preenchendo quase toda a cavidade orbitária direita com extensão pelo canal óptico até o quiasma. Foi realizada exenteração da órbita direita com excisão da porção posterior do tumor via transcraniana pela neurocirurgia e reconstrução orbitária. A histologia confirmou astrocitoma pilocítico de baixo grau do nervo óptico.
Keywords: Glioma do nervo óptico; Astrocitoma; Nervo óptico; Imagem por ressonância magnética; Idoso; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2009;72 (6 )
:799-804
| DOI: 10.1590/S0004-27492009000600011
Abstract
OBJETIVO: Avaliar se a carboximetilcelulose 6,0% é capaz de atuar como modificadora do sistema oculomotor de coelhos por meio de forças de ação viscoelástica, a durabilidade de seu eventual efeito e reações teciduais à aplicação. MÉTODOS: Foram utilizados 25 coelhos da raça Nova Zelândia, divididos em dois grupos experimentais: um tratado com injeção peribulbar de carboximetilcelulose (CMC) 6,0% e um controle que foi submetido à injeção peribulbar de 3,0 cc de soro fisiológico. No grupo tratado com CMC, variou-se o volume total injetado, obtendo-se, assim, quatro subgrupos (1,0, 1,5, 2,0 e 3,0 cc). Foram realizadas medidas da força necessária para promover movimentos tangenciais de adução, avaliação clínica e medidas da pressão intraocular antes, imediatamente após a injeção da substância e no 7º, 30º e 60º dia pós-operatório. A eutanásia dos animais foi realizada no 60º dia pós-operatório para análise histológica dos tecidos perioculares. RESULTADOS: A força média encontrada, 60 dias após a injeção da CMC 6,0%, foi menor no subgrupo tratado 1,0 e maior nos subgrupos tratados 1,5, 2,0 e 3,0 relativamente à força antes da injeção. Nos subgrupos em que houve aumento da força, a análise histológica revelou processo inflamatório do tipo histiocitário com formação de fibrose e a presença da CMC nos tecidos perioculares. CONCLUSÕES: A carboximetilcelulose 6,0% atuou como modificadora do sistema oculomotor de coelhos, podendo facilitar ou dificultar movimentos. Não foi possível concluir se o aumento da força deveu-se apenas ao processo inflamatório ou à soma de inflamação com um possível atrito viscoso provocado pela CMC.
Keywords: Músculos oculomotores; Viscosidade; Carboximetilcelulose; Injeções; Coelhos
Arq. Bras. Oftalmol. 2011;74 (1 )
:53-54
| DOI: 10.1590/S0004-27492011000100012
Abstract
A formação de granuloma tuberculoso na esclera posterior é um evento extremamente raro. Os poucos relatos de acometimento escleral na tuberculose referem-se a casos de esclerite anterior. No presente trabalho é descrito um caso de granuloma escleral posterior em um paciente portador de artrite reumatóide. A lesão provocou descolamento da retina e perda visual e só foi diagnosticada após enucleação por suspeita de melanoma de coróide.
Keywords: Tuberculose ocular; Tuberculose ocular; Mycobacterium tuberculosis; Esclera; Melanoma; Tuberculoma; Imunossupressores; Humano; Feminino; Idoso; Relatos de casos