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Search for: Edméa Rita Temporini
Abstract
Objetivo: Identificar obstáculos à realização de exame oftálmico de escolares em projeto comunitário, para subsidiar o planejamento de ações preventivas e assistenciais em oftalmologia direcionadas à comunidade Tipo de estudo: "Survey" descritivo. Local: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo (HCFMUSP), Brasil. Participantes: Escolares da primeira série do ensino fundamental de escolas do sistema público educacional, atendidos por meio da Campanha "Veja Bem Brasil, 1998". Métodos: Aplicou-se um questionário por entrevista em amostra de conveniência constituída de pais dos escolares atendidos. Resultados: A amostra foi composta por 227 pais, correspondendo a igual número de escolares. Características do núcleo familiar: 77,1% não apresentam o 1º grau de escolaridade completo e 39,6% apresentam renda familiar inferior a 2 salários mínimos. Características pessoais do escolar: 48,0% do sexo masculino e 52,0% do sexo feminino, 19,4% com idades igual ou superior a 8 anos, 67,8% deles não receberam atendimento oftalmológico anterior. Dificuldades apontadas para receber atendimento na campanha: falta de transporte (41,6%), falta de orientação (31,0%) e perda do dia de trabalho (24,8%). Razões apontadas para o não-comparecimento às convocações anteriores: não recebeu orientação (52,0%) e não podia faltar ao trabalho (19,4%). Conclusões: Foram identificadas dificuldades socioeconômicas para efetivar o atendimento oftalmológico de escolares no projeto comunitário de saúde ocular "Veja Bem Brasil". A solução ou minimização de distúrbios oftalmológicos de escolares dependem, significativamente, do esforço conjunto de pessoal de ensino, família, comunidade e pessoal de saúde.
Keywords: Oftalmologia em saúde pública; Saúde escolar; Educação em saúde; Reabilitação visual
Abstract
Objetivo: 1) Verificar a auto-avaliação do preparo e a necessidade de orientações entre professores do sistema regular de ensino, para atuarem junto a alunos portadores de visão subnormal; 2) Obter informações para subsidiar treinamento de professores do sistema regular de ensino na área da deficiência visual. Métodos: Realizou-se levantamento entre professores do ensino fundamental de escolas públicas municipais e estaduais da cidade de Campinas/SP, que atuavam com alunos portadores de visão subnormal em 1999. Foram incluídas neste estudo 11 escolas municipais e 9 escolas estaduais, respectivamente 79,0% e 90,0% das unidades existentes. Foi utilizado questionário auto-aplicável como instrumento de coleta de dados. Resultados: A amostra foi composta por 50 professores. O tempo médio de magistério foi de 20 anos. A maioria (94,0%) não relatou formação específica na área da deficiência visual. Somente 18 (36,0%) professores declararam ter recebido informações/orientações para atuar com seus alunos portadores de visão subnormal, embora todos tivessem manifestado o desejo de receber informações. Entre as informações solicitadas, destacaram-se: ampliação de materiais (66,0%), desempenho visual (50,0%), doença ocular (50,0%), acuidade visual/campo visual (46,0%). Conclusão: Os professores do ensino regular referiram pouco ou nenhum preparo para atuar com alunos deficientes visuais; a maioria dos professores não recebeu informações para lidar com o aluno portador de visão subnormal, mas manifestou desejo de recebê-las.
Keywords: Baixa visão; Baixa visão; Serviços de saúde escolar; Relações interpessoais; Baixo rendimento escolar; Saúde do escolar; Professor
Abstract
Objetivo: Estabelecer a prevalência de ametropias e afecções oculares em uma população pré-escolar e escolar de Ibiporã, Brasil. Métodos: Entre 1989 e 1996, realizou-se estudo populacional envolvendo crianças de 6 a 12 anos provenientes de escolas públicas e privadas de Ibiporã. Medidas de acuidade visual foram realizadas por professores treinados usando a Tabela de Snellen. Crianças com a acuidade visual <= 0.7 em pelo menos um dos olhos foram encaminhadas para exame oftalmológico completo. Resultados: Foram realizadas 35.935 medidas de acuidade visual em 13.471 crianças. Destas, 1966 crianças (14,59 %) foram encaminhadas para exame oftalmológico completo. Ambliopia foi observada em 237 (1,76%) casos, ao passo que estrabismo foi diagnosticado em 114 (0,84%) casos. Foram também observados 17 (0,12%) casos de catarata, 38 (0,28 %) casos de coriorretinite e 6 (0,04%) casos de ptose palpebral. Entre as 614 crianças diagnosticadas com erros refracionais, 284 (46,25%) tinham hipermetropia ou astigmatismo hipermetrópico, 206 (33,55%) apresentavam miopia ou astigmatismo miópico e 124 (20,19%) apresentavam astigmatismo misto. Conclusão: Este estudo determinou a prevalência local de ambliopia, erros refracionais e afecções oculares envolvendo crianças pré-escolares e escolares.
Keywords: Infecções oculares; Cegueira; Erros de refração; Ambliopia; Pré-escolar; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Identificar percepções de professores do sistema público de ensino, em relação aos erros de refração manifestados na idade escolar, a fim de subsidiar programas de treinamento para docentes, visando à detecção e posterior assistência a problemas oftálmicos de escolares. Métodos: Estudo transversal em população de professores de primeira série do ensino fundamental, de todas as escolas públicas da região sul do município de São Paulo. Aplicou-se questionário estruturado com base em estudo exploratório. Resultados: Foi obtida uma população de 545 sujeitos, distribuídos em 120 escolas. A população apresentou média de idade de 37,8 anos e média de tempo de magistério de 13,2 anos. A maioria (67,4%) não recebeu orientação sobre saúde ocular nos últimos três anos. Os professores distinguiram mais corretamente os sinais de miopia (70,8%) do que os de hipermetropia (42,9%) e astigmatismo (40,9%). Proporção significativa (48,5%) apontou sinais e comportamentos indicativos da presença de miopia no escolar; 40,9% apontaram dificuldades na leitura e na escrita, para a criança hipermétrope sem correção óptica. Na criança astigmata as manifestações mais mencionadas foram "vista embaçada" (45,4%) e desinteresse por atividades que exigem esforço visual (40,9%). Os professores classificaram todos os erros de refração como agravos muito graves. Conclusão: Foram evidenciados conhecimentos distorcidos e/ou insuficientes entre professores do ensino fundamental, a respeito de erros de refração manifestados na idade escolar.
Keywords: Erros de refração; Oftalmologia; Acuidade visual; Saúde escolar; Promoção da saúde; Serviços de saúde escolar
Abstract
Objetivo: Verificar características sociais e o impacto do custo do tratamento antiglaucomatoso na renda familiar entre pacientes do Serviço de Oftalmologia de hospital universitário. Métodos: Realizou-se estudo transversal entre 146 pacientes do Setor de Glaucoma do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), aplicando-se um questionário por entrevista. Foram investigadas as variáveis: escolaridade, exercício de atividade profissional, renda própria e familiar, quantidade e tipo de medicações e tempo de tratamento antiglaucomatoso. A partir do custo mensal de medicações antiglaucomatosas disponíveis no Brasil e dos dados obtidos na entrevista, calculou-se o custo médio mensal do tratamento clínico e a porcentagem da renda familiar destinada à aquisição desses medicamentos. Além disto, investigaram-se fatores associados à dificuldade de aquisição da medicação. Resultados: O custo mensal médio do tratamento antiglaucomatoso foi de 36,09 ± 31,99 reais, o que correspondeu a 15,5% da renda familiar média. Aproximadamente 24,0% dos pacientes tiveram 25% ou mais de sua renda comprometida com o tratamento e 45,2% relataram dificuldade de adquirir a medicação em algum momento do tratamento. Os principais fatores associados à dificuldade de compra da medicação foram a reduzida renda familiar (p=0,0001) e a expressiva parcela da renda familiar destinada ao tratamento (p=0,0002). Conclusões: O tratamento do glaucoma apresentou custo elevado em relação à renda familiar da amostra. Evidenciou-se tratar de pacientes de baixa renda, destinada em boa parte ao tratamento do glaucoma. Admite-se que possam apresentar maior risco de baixa adesão ao tratamento antiglaucomatoso por dificuldades para adquirirem a medicação.
Keywords: Glaucoma; Custos de cuidados de saúde
Abstract
OBJETIVOS: 1) Verificar os conhecimentos e ações desenvolvidas por professores do ensino fundamental, que atuam com alunos que apresentam visão subnormal, em relação aos sinais e sintomas indicativos de dificuldades visuais dos alunos; 2) Obter informações indispensáveis ao planejamento de ações preventivas direcionadas à saúde ocular na escola. MÉTODOS: Realizou-se levantamento entre professores do ensino fundamental de escolas públicas do município de Campinas/SP, que atuavam com alunos que apresentavam visão subnormal, no ano letivo de 1999. Foram incluídas 23 escolas onde se localizava essa população. Foi utilizado questionário auto-aplicável como instrumento de coleta de dados. RESULTADOS: De 84 professores, 68 (81%) responderam ao questionário. A média de tempo de experiência profissional de magistério era de 20,8 anos. A maioria (92,6%) não relatou formação na área da deficiência visual. Em relação ao conhecimento sobre os sinais e sintomas indicativos de dificuldade visual, a maioria indicou a dificuldade para ler na lousa (94,1%), seguida da cefaléia (89,7%) e a aproximação exagerada dos objetos aos olhos (88,2%). Desses professores, 55,9% identificaram alunos que apresentavam dificuldades visuais. Entre os que declararam ter identificado esses alunos, 84,2% proveram orientações ao escolar e 63,2% aos familiares para encaminhamento do problema. Somente 26,3% orientaram o aluno a procurar o oftalmologista. CONCLUSÃO: Os professores apresentaram conhecimento insuficiente quanto à saúde ocular e, portanto, as ações desenvolvidas não foram completas e abrangentes. Sugere-se a implantação de um programa de saúde ocular em todo o sistema público de ensino, visando desenvolver ações de prevenção da incapacidade visual, promoção e recuperação da saúde ocular.
Keywords: Baixa visão; Transtornos da visão; Saúde escolar; Saúde ocular; Conhecimentos atitude e prática; Educação em saúde; Estudantes; Acuidade visual; Serviços de saúde escolar
Abstract
OBJETIVO: Descrever a Campanha "Olho no Olho" - 2000, na perspectiva dos pais dos escolares da rede pública estadual, em Maceió/AL. MÉTODOS: Questionário aplicado a 263 pais de escolares, escolhidos por amostra aleatória, de um universo de 1.996 crianças encaminhadas à consulta. Entrevista realizada entre agosto e outubro de 2001, para coleta de dados a respeito das etapas da Campanha, da saúde ocular e aspectos sociais dos pais. RESULTADOS: Foram entrevistados pais de 263 crianças encaminhadas à consulta, das quais 89,35% compareceram à consulta e 82,98% foram acompanhadas pelo entrevistado; 82,13% das consultas foram realizadas em mutirão em escola da região; 73,85% acharam que a informação sobre a prescrição ou não de óculos na consulta foi satisfatória; foram prescritos óculos a 47,23% das crianças; dessas, 87,39 % receberam óculos; 65,77% dos entrevistados disseram que não houve demora na entrega dos óculos; 69,07% disseram que a criança gostou dos óculos recebidos; 79,38% das crianças estavam usando os óculos; aprovação da Campanha por 91,64% dos entrevistados; 69,96% eram mães das crianças; 66,92% sabiam ler; a renda da família era até dois salários mínimos em 71,86%; 15,59% dos entrevistados usavam óculos. Os 10,65%, que não foram à consulta, alegaram não ter dinheiro para o transporte em 28,57% dos casos. CONCLUSÕES: Alto nível de comparecimento das crianças e dos seus pais à consulta em mutirão. Pais satisfeitos com a Campanha. Produção e entrega dos óculos com resultado satisfatório. População alvo é carente e tem baixo nível de escolaridade. Necessidade de melhor informação à família do escolar sobre saúde ocular e sobre a prescrição e uso dos óculos, durante a consulta.
Keywords: Saúde Escolar; Educação em Saúde; Promoção da saúde; Saúde ocular; Testes visuais; Acuidade visual; Serviços de saúde ocular; Transtornos da visão; Transtornos da visão
Abstract
OBJETIVOS: 1) Identificar conhecimentos do pessoal de ensino anteriores ao treinamento da Campanha Olho no Olho. 2) Identificar percepção da qualidade do treinamento. 3) Identificar percepção sobre os benefícios e adesão à campanha. MÉTODOS: Estudo analítico transversal. Escolas municipais de Curitiba-PR. Aplicação de questionário auto-aplicável. RESULTADOS: Foram entrevistados 89% dos participantes e destes apenas 13% eram professores regentes. O treinamento global foi considerado bom por 85,9%. Dos professores todos tinham mais de 10 anos de magistério. Os professores consideraram importante obter em futuro treinamento melhores orientações sobre como controlar o caso de aluno encaminhado que necessite de tratamento (59,3%). Das crianças triadas, 94,2% foram atendidas e 84,9% dos óculos foram entregues. Dos alunos que tiveram pres-crição de óculos, 85,7% obtiveram melhora do desempenho escolar. O agente de saúde (36,1%) e o médico oftalmologista (29,7%) foram citados como responsáveis pela triagem; apenas 0,9% acham que a triagem compete ao professor. Cerca de 50,5% dos pais apresentaram interesse pelas atividades da campanha, e a maior justificativa para abstenções foi impossibilidade de faltar ao trabalho (68,5%) e desconhecimento da dificuldade visual do filho (50,0%). CONCLUSÕES: 1) Os professores do estudo apresentavam conhecimento satisfatório sobre triagem visual. 2) O treinamento produzido pela Campanha Olho no Olho foi considerado bom, ressaltando-se a necessidade de incluir explicações adicionais. 3) Houve melhora do desempenho do educando, a adesão dos pais à Campanha foi boa e o número de crianças atendidas excelente.
Keywords: Triagem de massa; Erros de refração; Saúde escolar; Serviços de saúde escolar; Capacitação em serviço; Ensino
Abstract
INTRODUÇÃO: A perda visual representa conseqüências adversas para o indivíduo e sociedade. O aumento da população mundial, com proporção maior de idosos, acarreta aumento de indivíduos com perda visual. A identificação e tratamento precoces de distúrbios oculares na infância constituem prioridades de programas de prevenção da cegueira. Medidas preventivas para doenças oculares devem ser planejadas e estabelecidas. COMENTÁRIOS: Apresentam-se estimativas referentes à prevalência da cegueira e de baixa visão realizadas pela Organização Mundial de Saúde. Discutem-se aspectos relacionados à problemática e estratégias com vistas ao planejamento de programas preventivos. Ressalta-se a necessidade de realizar pesquisas epidemiológicas e operacionais para conhecimento da realidade, formação de recursos humanos e aperfeiçoamento da infra-estrutura de serviços especializados. Destaca-se a importância de identificar fatores psicossocioculturais para direcionar tais intervenções.
Keywords: Cegueira; Oftalmopatias; Educação em saúde; Planejamento em saúde; Prestação de cuidados de saúde
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a observância da orientação médica pelo usuário de lentes de contato, oferecendo informações para o planejamento de programas de educação dirigidos à comunidade, visando contribuir para o uso confortável e prevenção de complicações. MÉTODOS: Realizou-se pesquisa entre usuários de lentes de contato que exerciam atividades profissionais no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. Fizeram-se entrevistas individuais por meio de questionário estruturado, utilizando-se amostra não probabilística formada por indivíduos que consentiram em tomar parte no estudo. RESULTADOS: Duzentos e um usuários de lentes de contato foram entrevistados. A média de idade foi de 23,5 anos. Observou-se predominância do sexo feminino, com 139 (69,2%) dos indivíduos sendo mulheres. Dos entrevistados, 171 (85,1%) relataram atuar no hospital, na área de medicina. Dos indivíduos, 172 (85,6%) declararam ter recebido orientação, entretanto, 109 (54,2%) não se consideraram bons usuários e apontaram, como razões, principalmente, a limpeza inadequada das lentes e do estojo e a falta de observância das orientações médicas. CONCLUSÕES: A simples informação ao paciente não assegura o seguimento da orientação, sendo necessário conferir o conhecimento e a conduta do usuário em cada consulta de controle. Campanhas de esclarecimento público devem ser realizadas com o objetivo de conscientizar os usuários da necessidade de seguirem as recomendações médicas.
Keywords: Lentes de contato; Lentes de contato; Atitude frente a saúde; Educação em saúde; Educação do paciente
Abstract
OBJETIVO: Verificar conhecimentos de pacientes portadores de glaucoma em relação a sua afecção, com a finalidade de obter subsídios para auxiliar a relação médico-paciente e estimular a observância do tratamento. MÉTODOS: No Hospital do Servidor Público Estadual do município de São Paulo, Brasil, foi realizado estudo transversal analítico aplicando-se questionário estruturado, com base em estudo exploratório e submetido a teste prévio para avaliação do nível conhecimento em relação ao glaucoma. A variável "auto-avaliação do conhecimento" foi mensurada por escala ordinal (sabe bem, sabe mais ou menos, sabe mal e nada sabe). RESULTADOS: A população foi constituída por 405 pacientes portadores de glaucoma; 72,6% do sexo feminino; idade média 66,2 anos; 54,3% cursaram até o ensino fundamental. Os resultados revelaram: dos que sabem bem sobre o controle da doença, 95, 8% declararam terem recebido explicações (p < 0,000); houve maior proporção (46,9%) de pacientes que afirmaram "saber mais ou menos" quando comparado com os demais grupos, porém aqueles com maior escolaridade referiram maior conhecimento quando comparado aos com menor escolaridade (p < 0, 000); em relação às fontes de informação sobre glaucoma 49,9% mencionaram unicamente o oftalmologista. CONCLUSÃO: O conhecimento dos pacientes em relação ao glaucoma foi relacionado às explicações recebidas e ao nível de escolaridade. Este estudo confirma a necessidade da manutenção de orientações, divulgação continuada de informações sobre prevenção e tratamento de glaucoma, nos consultórios e na comunidade, para melhora do prognóstico visual.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma; Educação do paciente; Saúde pública; Cegueira; Hospitais públicos
Abstract
OBJETIVO: Identificar conhecimentos e opiniões de um grupo de diabéticos referentes à retinopatia diabética e seu tratamento a fim de fornecer informações que possam contribuir para implementar e/ou aperfeiçoar programas e ações preventivas e de controle dessa afecção ocular. MÉTODOS: Realizou-se estudo transversal. A amostra foi obtida de população de 980 diabéticos atendidos em associação de diabéticos. Foi feito estudo exploratório no qual foram formuladas perguntas abertas e gerais sobre a temática do estudo, organizando-se questionários apropriados. RESULTADOS: A amostra foi formada por 299 sujeitos de idade entre 16 e 83 anos, média de 57 anos, predominância de sexo feminino (67,91%). Desconheciam a gravidade da própria afecção (30,8 %), ou consideravam-na sem gravidade (19,7%); o tratamento a laser da retinopatia diabética era conhecido por 60,2%, sendo citado como único tratamento por 24,1%. Entre as razões da ausência de tratamento, destacou-se a ausência de sentir necessidade (59,8%) e a de recursos financeiros (29,7%). CONCLUSÕES: Os sujeitos manifestaram acentuado desconhecimento sobre retinopatia diabética, tratamento a laser e gravidade da afecção; independente de acreditar na eficácia do tratamento, revelaram medo de submeterem-se a ele.
Keywords: Retinopatia diabética; Retinopatia diabética; Saúde ocular; Diabetes mellitus; Saúde Pública; Percepção; Relações profissional-paciente; Estudos transversais
Abstract
OBJETIVO: Verificar percepções e conduta de escolares portadores de deficiência visual, em relação aos recursos ópticos e equipamentos utilizados no processo de escolarização. MÉTODOS: Estudo descritivo transversal em população de escolares de 12 anos e mais, portadores de deficiência visual, congênita ou adquirida, em processo de escolarização, inseridos no sistema público de ensino no município de Campinas no ano de 2000. Aplicou-se questionário por entrevista, elaborado com base em estudo exploratório. RESULTADOS: Foi obtida população de 26 alunos, sendo 46,2% portadores de visão subnormal e 53,8% portadores de cegueira. A maioria cursava o ensino fundamental (65,4%) em escolas com salas de recursos (73,1%). Entre os recursos utilizados em atividades de leitura e escrita 94,1% dos escolares declararam utilizar a máquina Braille e 81,8% relataram que o colega dita a matéria. A maioria dos escolares com visão subnormal utilizavam óculos (91,7%) e 33,3% utilizavam lupa como recursos ópticos. Entre os recursos não ópticos destacaram-se os ambientais - aproximação da lousa (75,0%) e da janela (66,7%%) para maior iluminação. CONCLUSÕES: Foi evidenciado o fato de que escolares portadores de visão subnormal utilizavam recursos destinados a portadores de cegueira como a aplicação do sistema Braille. Verificou-se reduzido número de portadores de visão subnormal utilizando recursos ópticos e não ópticos referentes à sua problemática, o que indica provável desconhecimento de seu potencial visual e de recursos apropriados para melhorar sua eficiência.
Keywords: Recursos audiovisuais; Leitura; Baixa visão; Portadores de deficiência visual; Cegueira; Estudantes
Abstract
OBJETIVO: Identificar concepções e verificar aspectos socioculturais a respeito do uso de auxílios ópticos por escolares deficientes visuais e oferecer informações a profissionais das áreas de saúde e educacional. MÉTODOS: Utilizou-se pesquisa qualitativa mediante aplicação da técnica do teatro espontâneo - modalidade de teatro interativo, de improviso, construído a partir de histórias contadas pelos participantes. Para análise das informações colhidas, foi adaptada a técnica de análise do discurso do sujeito coletivo, conjunto de procedimentos de organização de dados discursivos de natureza verbal. Por se tratar de técnica psicodramática foram consideradas não somente as informações verbais, mas também as cênicas, que incluem gestos, expressões, silêncios e comportamentos. A população estudada constituiu-se da totalidade de escolares deficientes visuais, com idades entre 10 e 14 anos completos, inseridos no sistema público de ensino, que recebiam apoio pedagógico em sala de recursos para deficientes visuais da cidade de Santa Bárbara d'Oeste (SP), no período da pesquisa. Os sujeitos foram previamente examinados em Serviço de Visão Subnormal de Hospital Universitário. RESULTADOS: Foram identificados conhecimentos insuficientes sobre a própria deficiência e dificuldade de adaptação ao uso dos auxílios ópticos. Na observação de comportamentos, verificou-se desconforto no uso dos auxílios ópticos em público, negação da deficiência visual e falta de participação nas decisões sobre tratamentos para sua própria saúde. CONCLUSÃO: A análise de sessões de teatro espontâneo permitiu identificar necessidades, dificuldades e barreiras encontradas pelos sujeitos na efetivação dos tratamentos a eles prescritos, assim como concepções e comportamentos que dificilmente se revelam no ambiente de assistência à saúde.
Keywords: Baixa visão; Recursos audiovisuais; Fatores culturais; Psicodrama; Estudantes; Saúde do adolescente
Abstract
OBJETIVO: Identificar percepções referentes ao modelo de ensino em lentes de contato ao final de um curso intensivo teórico - prático realizado em 32 horas. MÉTODOS: Foi realizado estudo transversal em amostra prontamente acessível formada por oftalmologistas (n=39), por meio da aplicação de questionário. RESULTADOS: A amostra foi composta por 39 oftalmologistas, 51,3% do sexo masculino e 48,7% do sexo feminino. Quanto à freqüência anterior a cursos de lentes de contato, referiram somente um curso 28,2%; dois cursos 25,6%; três cursos 5,1%; cinco cursos 2,6% e mais de 10 cursos 2,6%. 23,1% nunca freqüentaram cursos de lentes de contato e 12,8% não responderam. Comparando o conhecimento anterior com o adquirido no treinamento oferecido, 59,0% declararam ter este acrescentado muito conhecimento; 33,3% conhecimento mediano; 2,6% pouco e 5,1% não responderam. Em relação a estágios em lentes de contato; 66,7% responderam que não fizeram nenhum estágio; 30,7% responderam afirmativamente; e 2,6% não responderam. Dentre os que já fizeram estágio, 75,0% declararam ter sido bom; 16,7% muito bom; e 8,3% regular. CONCLUSÃO: O modelo de ensino oferecido em lentes de contato foi considerado de grande valia, acrescentando muito conhecimento para a maioria dos sujeitos.
Keywords: Lentes de contato, cursos; Capacitação; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde; Educação em saúde; Oftalmologia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar características e satisfação de pacientes do ambulatório de oftalmologia de um hospital universitário, com vistas a obter subsídios para a padronização de um sistema de avaliação de qualidade. MÉTODO: Realizou-se estudo transversal analítico. Foi selecionada amostra de pacientes atendidos no ambulatório de Oftalmologia do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (UNICAMP). Aplicou-se por entrevista, questionário estruturado incluindo as variáveis: características pessoais (sexo, idade, escolaridade, exercício de atividade remunerada), tempo de espera para obter a consulta, opinião em relação à facilidade de acesso ao serviço, atendimento da recepção, tempo despendido na sala de espera, qualidade do atendimento recebido e satisfação com o atendimento. RESULTADOS: A amostra caracteriza-se por pacientes com escolaridade e nível socioeconômico baixos, e 21,7% exercem atividade remunerada. A maioria considera fácil obter consulta nesse serviço oftalmológico. O tempo médio na sala de espera referido foi de 94,6 minutos e 45,3% dos pacientes afirmam não terem recebido orientações na pós-consulta. Os pacientes encontram-se satisfeitos com o atendimento recebido e fazem avaliação positiva da qualidade do serviço prestado. CONCLUSÕES: Embora seja observado alto grau de satisfação com os serviços, em geral, quando diferentes fatores que podem influenciar a satisfação são abordados os pacientes apontam limitações à qualidade. A avaliação permitiu melhor conhecimento sobre os serviços oferecidos em hospital-escola e evidenciou a possibilidade de implantação de rotinas de revisão da qualidade desses serviços.
Keywords: Satisfação do paciente; Satisfação dos consumidores; Qualidade dos cuidados de saúde; Qualidade da assistência à saúde; acesso e avaliação; Garantia de qualidade dos cuidados de saúde
Abstract
OBJETIVOS: 1) Verificar opiniões de professores envolvidos na triagem visual e encaminhamento para exame oftalmológico de escolares na "Campanha Nacional de Prevenção e Reabilitação Visual Olho no Olho". 2) Identificar a percepção dos professores em relação ao treinamento fornecido para execução da campanha. MÉTODOS: Realizou-se estudo descritivo de dados registrados provenientes da aplicação de questionário a 1.517 professores da primeira série do Ensino Fundamental do sistema público de ensino de 27 Estados brasileiros. Foram investigados: recebimento de orientações, uso de manuais e vídeos ilustrativos, orientações fornecidas, dificuldades, dúvidas e avaliação geral da campanha. RESULTADOS: 82,0% dos educadores declararam ter recebido orientações e 92,0% terem lido o "Manual de Orientação ao Professor". Dos que receberam orientações, 47,0% declararam que foram ministradas por funcionários da escola; 30,0% por profissionais do serviço de Saúde e 23,0% por oftalmologistas. Na auto-avaliação de desempenho, 58,0% não apontaram dificuldades. 32,0% relataram dúvidas em relação às atividades da campanha e o profissional mais procurado para solucioná-las foi o profissional da Secretaria da Educação (38,0%), seguido do diretor da escola (20,0%). CONCLUSÕES: A maioria dos professores considerou-se bem orientado e treinado para participar da campanha. O treinamento aos professores foi fornecido por profissionais administrativos após orientação de oftalmologistas ("efeito multiplicador") e o pequeno percentual com dúvidas indica sua validade. Foram relatadas preocupações com o aviso para realização do exame oftalmológico, o transporte dos escolares e a entrega dos óculos.
Keywords: Saúde ocular; Saúde escolar; Serviços de saúde escolar; Promoção da saúde; Educação em saúde; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde; Oftalmopatias; Oftalmopatias; Erros de refração
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a relação entre aberrações de alta ordem e erros de refração e a relação entre aberrações de alta ordem e a idade. MÉTODOS: Realizou-se estudo retrospectivo analítico, de pacientes submetidos a exames de aberrometria. Foram incluídos neste estudo todos os indivíduos examinados com aberrômetro LadarWave® (Alcon, Fort Worth, Texas), no Hospital de Olhos do Paraná (Curitiba - Paraná) no período de abril de 2004 a abril de 2005, sendo o principal critério de inclusão acuidade visual corrigida ou não de 20/20 ou melhor e o principal critério de exclusão presença de cirurgia e/ou doença ocular prévia. Foram estudadas as seguintes variáveis: idade, grau de refração esféro-cilíndrica, medida do equivalente esférico, aberrações de alta ordem divididas em: coma, aberração esférica, outras e "root mean square" (RMS) de alta ordem. Todas as variáveis foram obtidas com exame de aberrometria realizado no aberrômetro LadarWave®, sob cicloplegia, considerando-se pupila de 6,5 mm. Foram avaliadas aberrações ópticas de alta ordem até a oitava ordem nos polinômios de Zernike. Os pacientes foram divididos em 6 grupos de acordo com o vício de refração e em 3 grupos de acordo com a idade. RESULTADOS: Foram avaliados no período estudado 312 olhos dos quais 201 foram incluídos no estudo. A idade média desses pacientes foi de 33,9 ± 10,1 anos variando de 7 a 62 anos. Na comparação geral entre os grupos de acordo com o vício de refração, foi observado que os pacientes hipermétropes com astigmatismo inferior a -0,75 D (Grupo 5) apresentaram maior quantidade de aberração esférica, e que os pacientes hipermétropes com astigmatismo superior a -0,75 D (Grupo 6) apresentaram maior quantidade de aberrações denominadas "outras" e RMS de alta ordem. Na comparação geral entre os grupos de idade, em relação as variáveis estudadas, o grupo de pacientes com 45 ou mais anos (Grupo C) apresentou maior quantidade de todas as aberrações estudadas. CONCLUSÕES: a) Houve relação positiva, estatisticamente significativa, entre hipermetropia, com e sem astigmatismo, e aberração esférica e RMS de alta ordem; b) Houve relação positiva, estatisticamente significativa, entre idade e aberrações ópticas de alta ordem.
Keywords: Refração ocular; Erros de refração; Erros de refração; Acuidade visual; Idade; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Estudos retrospectivos
Abstract
A pesquisa de conhecimentos no campo da oftalmologia constitui processo dinâmico que requer divulgação, em especial por meio de relatos escritos. A redação científica vale-se da terminologia greco-latina. Discutem-se aspectos referentes à clareza, objetividade e precisão da escrita e oferece-se glossário sucinto desses termos aplicados a textos científicos.
Keywords: Oftalmologia; Relatórios de pesquisa; Redação; Terminologia
Abstract
OBJETIVO: Verificar em dois grupos de pacientes com visão monocular (grupo 1) e com visão binocular (grupo 2), a serem submetidos à cirurgia de catarata num hospital universitário, opiniões em relação ao problema ocular, à qualidade da visão e à cirurgia de catarata. MÉTODOS: Foi realizado estudo transversal e comparativo, de forma consecutiva, por meio de questionário estruturado, aplicado por entrevista a pacientes, elaborado a partir de estudo exploratório e medidas acuidade visual e causa da perda visual. RESULTADOS: A amostra foi constituída por 96 indivíduos do grupo 1 (50,0% homens; 50,0% mulheres, com idade entre 41 e 91 anos, média 69,3 anos ± 10,4 anos) e 110, do grupo 2 (40,9% homens; 59,1% mulheres, com idade entre 40 e 89 anos, média 68,2 anos ± 10,2 anos). A maioria dos indivíduos de ambos os grupos apresentava baixa escolaridade. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação ao sexo (p=0,191), à idade (p=0,702) e à escolaridade (p=0,245). Não exerciam atividade laboral 95,8% dos indivíduos do grupo 1 e 83,6%, do grupo 2 (p=0,005) e 30,4% do grupo 1 mencionaram não ter possibilidade de trabalhar por causa da deficiência visual. Observou-se acuidade visual do olho a ser operado menor que 0,05 em 40,6% (grupo 1) e 33,6% (grupo 2), entre 0,25 e 0,05. Quase a totalidade dos indivíduos de ambos os grupos afirmou ter dificuldade para realização das atividades de vida diária e qualificou como insuficiente a respectiva acuidade visual; 71,9% dos entrevistados do grupo 1 e 71,6%, do grupo 2 mencionaram saber a causa da visão fraca; desses, 87,1% do grupo 1 e 83,3% do grupo 2 referiram a catarata como causa da baixa acuidade visual. CONCLUSÃO: Os indivíduos de ambos os grupos tiveram acesso à cirurgia de catarata com acuidade visual menor do que a idealmente indicada; os pacientes com visão monocular apresentaram acuidade visual significativamente menor em relação aos com visão binocular; a maioria dos entrevistados de ambos os grupos referiu dificuldades para realizar atividades cotidianas como consequência da baixa visão; muitos indivíduos de ambos os grupos desconheciam a causa da dificuldade visual ou a atribuíram a outra causa que não a catarata.
Keywords: Extração de catarata; Visão monocular; Visão binocular; Acuidade visual; Atividades cotidianas; Qualidade de vida; Questionários
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