Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (1 )
:15-18
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150005
Abstract
Objetivo: A mielomeningocele é um dos mais frequentes defeitos do nascimento e está associada a disfunções neurológicas severas. Alterações oculares como estrabismo são muito comuns nesses pacientes. O objetivo deste estudo foi descrever as principais indicações de cirurgia de estrabismo em pacientes com mielomeningocele e avaliar os resultados atingidos com a correção cirúrgica. Métodos: Foi realizado estudo restrospectivo com revisão de prontuários de todos os pacientes com mielomeningocele submetidos à cirurgia para correção de estrabismo em um período de 5 anos em uma instituição de assistência a crianças deficientes. Resultados: As principais indicações para cirurgia de estrabismo foram esotropia e anisotropia com padrão em A. Resultados cirúrgicos excelentes foram alcançados em 60,9% dos pacientes, satisfatórios em 12,2% e insatisfatórios em 26,9%. Conclusão: Pacientes com mielomeningocele e estrabismo têm uma alta incidência de esotropia e anisotropia com padrão em A. A cirurgia de estrabismo nesta população teve uma elevada porcentagem de resultados excelentes e satisfatórios, não somente em relação ao desvio ocular, mas também na melhora na posição viciosa de cabeça
Keywords: Meningomielocele; Estrabismo/cirurgia; Anisotropia; Acuidade visual
Arq. Bras. Oftalmol. 2017;80 (6 )
:355-358
| DOI: 10.5935/0004-2749.20170087
Abstract
Objetivo: Descrever os resultados em pacientes submetidos à correção cirúrgica de exotropia intermitente e comparar o sucesso motor e sensorial em relação à idade na cirurgia.
Métodos: Estudo tipo coorte retrospectivo. Os resultados cirúrgicos de pacientes com exotropia intermitente foram avaliados em um período de 4 anos. Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com a idade na primeira cirurgia (antes ou após os 4 anos de idade) e foram comparados quanto aos resultados motores e sensoriais.
Results: 136 pacientes foram avaliados, 67 operados antes dos 4 anos e 51 operados após esta idade. A idade média na cirurgia foi de 6,8 ± 2,6 anos. A taxa de reoperação em pacientes operados antes dos 4 anos foi de 48% versus 42% naqueles operados mais tarde (p=0,93). A estereopsia pós-operatória mostrou uma associação linear inversa com a idade na cirurgia (p<0,001). Para cada mês mais jovem na idade da cirurgia, houve uma piora de 0,69 segundos de arco no teste de Titmus. Por outro lado, não foi encontrada correlação entre o alinhamento pós-operatório na primeira semana e o resultado sensorial na última visita, quando avaliamos separadamente os pacientes que se apresentaram com esotropia ou orto/exotropia na primeira semana pós-cirúrgica.
Conclusão: Havendo critério para cirurgia, os pacientes com exotropia intermitente podem ser operados com segurança antes dos 4 anos de idade, e podem muitas vezes apresentar um melhor resultado motor do que os pacientes operados mais tarde. A estereopsia pós-operatória em crianças mais jovens foi pior, mais provavelmente por imaturidade ao realizar o teste do que por idade inadequada na cirurgia.
Keywords: Exotropia/cirurgia; Músculos oculomotores/cirurgia; Procedimentos ci rúrgicos oftalmológicos; Fatores etários; Humanos; Criança