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Abstract
OBJETIVO: Comparar dois métodos de aplicação de toxina botulínica A (TBA) em músculo ocular externo: com auxílio de eletromiógrafo (EMG) e com a pinça de Mendonça. MÉTODOS: Foram analisados no Departamento de Oftalmologia da UNIFESP 29 pacientes que apresentavam estrabismo e baixa acuidade visual em um olho. Foram divididos em dois grupos: grupo I - 17 pacientes que receberam a toxina botulínica A por meio de injeção com auxílio da pinça de Mendonça e grupo II - 12 pacientes que receberam a toxina botulínica A por injeção guiada pelo eletromiógrafo. Os pacientes dos dois grupos foram avaliados no 7º e no 14º dia após aplicação. Compararam-se os resultados dos dois grupos neste período de tempo. Os testes de correlação de Friedman e Mann-Whitney foram usados para análise estatística. RESULTADOS: Houve diferença estatística entre as médias de desvio pré-aplicação e em pelo menos um período (7º ou 14º dia) após aplicação, tanto no grupo dos pacientes em que foi utilizada a pinça, quanto no grupo de pacientes em que foi utilizado o eletromiógrafo. Não houve diferença estatística dos desvios pré-aplicação e pós-aplicação entre os dois grupos. CONCLUSÃO: Os dois métodos de aplicação da toxina botulínica A são equivalentes e portanto, o uso da pinça de Mendonça pode ser método alternativo ao uso do eletromiógrafo, para guiar a injeção de toxina botulínica A.
Keywords: Estrabismo; Toxina botulínica tipo A; Toxina botulínica tipo A; Injeções; Músculos oculomotores; Eletromiografia; Ambliopia; Resultado de tratamento
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da toxina botulínica no tratamento de estrabismo horizontal em crianças com paralisia cerebral. MÉTODOS: Um grupo de 24 pacientes com paralisia cerebral e estrabismo horizontal (17 esotropias variando de 25delta a 45delta e 7 exotropias variando de 20delta a 45delta), com idades variando entre 6 a 156 meses, foram tratadas com toxina botulínica (34 músculos retos mediais e 14 retos laterais). As crianças foram submetidas a exame oftalmológico completo. A injeção de toxina, utilizando-se a pinça de Mendonça, foi realizada sob sedação. O seguimento foi realizado mediante avaliação aos 7 dias, 15 dias e a seguir mensalmente. O resultado foi considerado bom quando se obteve desvio < 10delta após seis meses de seguimento. Caso o resultado não fosse satisfatório uma segunda aplicação poderia ser realizada. RESULTADOS: No grupo das esotropias, no seguimento de dois anos (n=17) 47,1% tiveram bons resultados, com apenas uma aplicação de toxina botulínica. Todos estes pacientes tinham desvio prévio < 35delta. No grupo das exotropias, após a primeira aplicação, não foi encontrado qualquer resultado satisfatório no sexto mês de seguimento. Os efeitos colaterais foram: hemorragia subconjuntival em 4 pacientes (16,7%), desvio vertical transitório em 4 pacientes (16,7%) e blefaroptose transitória em 22 (91,7%). CONCLUSÕES: O uso da toxina botulínica pode ser considerado como boa alternativa de tratamento em crianças com diagnóstico de paralisia cerebral e esotropia.
Keywords: Toxina botulínica tipo A; Estrabismo; Paralisia cerebral; Músculos oculomotores; Esotropia; Blefaroptose
Abstract
A ceratopigmentação, ou tatuagem do estroma corneano, é método utilizado para tratar cosmeticamente lesões corneanas como leucoma e coloboma traumático de íris. Pode-se realizar a aplicação do pigmento pela micropunção estromal ou associada à ceratectomia ou ceratoplastia lamelar. Demonstramos um caso de tatuagem estromal corneana associada a ceratoplastia lamelar em paciente com leucoma corneano extenso, com irregularidade de superfície, que não tolerava lentes de contato e sem prognóstico visual. Houve também correção do estrabismo divergente no mesmo tempo cirúrgico. Após um ano de seguimento, o pigmento mantém-se impregnado no estroma corneano, proporcionando bom aspecto estético. Em conclusão, a técnica da tatuagem associada ao transplante lamelar da córnea constitui bom método para tratamento cosmético do leucoma central com irregularidades da superfície corneana.
Keywords: Opacidade da córnea; Substância própria; Transplante de córnea; Tatuagem; Técnicas cosméticas; Lasers de excimer; Ceratectomia fotorrefrativa; Córnea; Humano; Masculino; Adulto; Relatos de casos
Abstract
Paciente apresentou falência de transplante de limbo e conjuntiva de doador vivo alógeno no olho direito após ceratoconjuntivite epidêmica. Após alguns meses, foi submetida a transplante de células-tronco epiteliais límbicas alógenas cultivadas ex vivo sobre membrana amniótica (primeiro caso no Brasil), tendo evoluído com epitelização total da córnea e melhora da acuidade visual. Após o 3º mês da cirurgia, iniciou-se neovascularização superficial periférica com piora da transparência corneana. A visão manteve-se 0,1 após um ano de cirurgia.
Keywords: Epitélio anterior; Limbo da córnea; Transplante de células-tronco; Âmnio; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Investigar o mecanismo do bloqueio pupilar em olhos com fechamento angular primário agudo ou intermitente por meio da biomicroscopia ultrassônica. MÉTODOS: Inicialmente, fez-se estudo piloto de 13 olhos com fechamento angular primário agudo sem medicação. Medimos pela biomicroscopia ultrassônica, no claro e no escuro, a amplitude do seio camerular, a profundidade da câmara posterior e a espessura da íris no quadrante temporal. Posteriormente, avaliamos pela biomicroscopia ultrassônica 32 olhos com fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente sem medicação, no claro e no escuro e antes e após iridectomia periférica. Medimos a distância de contato irido-cristaliniano e o ângulo irido-cristaliniano no quadrante temporal e a profundidade central da câmara anterior. RESULTADOS: No estudo piloto, demonstrou-se com significância estatística redução da amplitude do seio camerular e aumento da espessura iriana quando se passou do claro para o escuro. Antes e após a iridectomia periférica, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na distância de contato irido-cristaliniano (p<0,001) e no ângulo irido-cristaliniano (p<0,001) ambos no claro e no escuro. Foram encontradas diferenças, estatisticamente significativas, no claro e no escuro, antes da iridectomia periférica no ângulo irido-cristaliniano (p=0,005) e, após a iridectomia periférica na distância de contato irido-cristaliniano (p<0,001). Nenhuma diferença significativa ocorreu na profundidade central da câmara anterior. CONCLUSÕES: A diminuição da amplitude do seio camerular correspondeu somente ao aumento da espessura da íris. Após a iridectomia periférica, os olhos com fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente apresentaram, com significância estatística, aumento da distância de contato irido-cristaliniano e diminuição do ângulo irido-cristaliniano. A profundidade central da câmara anterior não se alterou. Esses achados contradizem a teoria de que o fechamento angular primário agudo ou fechamento angular intermitente ocorre por bloqueio pupilar.
Keywords: Glaucoma de ângulo fechado; Microscopia; Câmara anterior; Cristalino; Íris
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OBJETIVO: Avaliar a importância da medida da pressão intraocular (Po) às 6 h no leito e no escuro para o diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico e o controle do tratamento do glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). MÉTODOS: Análise retrospectiva da curva diária de pressão intraocular (CDPo) de suspeitos e glaucomatosos com perda de campo visual em tratamento. Suspeitos: Po de 19 a 24 mmHg e/ou relação escavação/disco (E/D) > 0,7 num olho ou nos dois olhos e/ou assimetria de E/D > 0,3 e campo visual normal. Cada curva diária de pressão intraocular: cinco a sete medidas (tonômetro de Goldmann) feitas às 9:00, 12:00, 15:00 e/ou 18:00 e 22:00 e/ou 24:00 h e na manhã seguinte às 6:00 h (tonômetro de Perkins) com o paciente em decúbito dorsal e no escuro, antes de levantar-se. Analisadas apenas as curvas diária de pressão intraocular que apresentavam pico de Po (diferença entre o maior e o menor valor de Po) >6 mmHg. Nessas curvas diária de pressão intraocular, calculamos a pressão média (Pm) e a variabilidade (V) e as comparamos com os limites superiores da normalidade: média + dois desvios-padrões da Pm e da V obtidos no Serviço de pacientes normais do mesmo grupo etário. As curvas diária de pressão intraocular com Pm e/ou V acima dos limites superiores da normalidade foram consideradas anormais. Excluídas: CDPos de glaucomas secundário e congênito. RESULTADOS: Analisadas curvas diária de pressão intraocular de 565 olhos: 361 olhos de suspeitos e 204 de glaucomatosos. Picos de Po às 6:00 h foram encontrados em 64,3% dos suspeitos e em 68,6% dos glaucomatosos. Em 5,3% dos suspeitos e em 5,9% dos glaucomatosos, o perfil da CDPo foi invertido (menor valor da Po às 6:00 h). CONCLUSÃO: Picos de Po às 6:00 h foram responsáveis pelo diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico em 64,3% dos suspeitos e revelaram inadequado controle da Po em 68,6% dos olhos glaucomatosos. Em casos duvidosos, a medida da Po às 6:00 h no leito e no escuro com um tonômetro de aplanação é indispensável para confirmar o diagnóstico de glaucoma pré-perimétrico e para a adequada avaliação do tratamento antiglaucomatoso.
Keywords: Pressão intraocular; Hipertensão ocular; Glaucoma de ângulo aberto; Ritmo circadiano; Tonometria ocular; Monitorização fisiológica
Abstract
OBJETIVO: Relatar os resultados da ceratoplastia endotelial com desnudamento da Descemet (DSEK) utilizando o dispositivo TAN EndoGlideTM para facilitar a introdução da membrana endotelial. MÉTODOS: Série de casos consecutivos, prospectiva. Foram incluídos 9 pacientes com edema corneano secundário à disfunção endotelial. Melhor acuidade visual corrigida, refração, astigmatismo ceratométrico, espessura corneana central, densidade das células endoteliais e complicações foram analisadas após seguimento de seis meses. RESULTADOS: Houve melhora do edema de córnea e da visão em 7 pacientes (77,78%). A melhor acuidade visual corrigida ficou entre 20/40 e 20/200. A densidade endotelial média após 6 meses variou entre 1.305 céls/mm² e 2.346 céls/mm² com média de perda de 33,14%. Desprendimento de parte do enxerto ocorreu em 1 olho (11,11%), falência primária do transplante endotelial em 2 olhos (22,22%). CONCLUSÃO: O dispositivo TAN EndoGlideTM facilita a introdução do enxerto na ceratoplastia endotelial com desnudamento da Descemet.
Keywords: Transplante de córnea; Edema de córnea; Perda de células endoteliais da córnea; Lâmina limitante posterior da córnea; Ceratoplastia endotelial com remoção da membrana de Descemet
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a mudança na motilidade ocular e espessura dos músculos medida por ultrassonografia após injeção intramuscular de bupivacaína e toxina botulínica tipo A. MÉTODOS: Oito pacientes (5 mulheres) foram incluidos para avaliar a mudança na motilidade ocular antes e após 1, 7, 30 e 180 dias da injeção de 2 ml de bupivacaína 1,5% e 2,5 U de toxina botulínica tipo A nos músculos agonista e antagonista, respectivamente, de 8 olhos amblíopes. A espessura muscular foi medida antes após 1, 7, 30 dias da injeção através de ultrassonografia ocular 10-MHz (técnica palpebral). RESULTADOS: A média de mudança no alinhamento ocular foi igual a 10 dioptrias prismáticas após 180 dias (n=6). Foi observado um aumento médio de 1,01 mm na espessura muscular após 30 dias da injeção de bupivacaína e 0,28 mm após a injeção de toxina botulínica A medido pela ultrassonografia. Os músculos reto laterais injetados com bupivacaína tiveram um aumento médio de 1,5 mm na sua espessura. CONCLUSÃO: Neste estudo, observou-se uma mudança no alinhamento ocular após 180 dias de injeção intramuscular de bupivacaína e toxina botulínica A. Em geral, houve um aumento da espessura muscular de ambos os grupos de músculos injetados com toxina botulínica A e com bupivacaína após 30 dias da injeção. Essa mudança foi mais pronunciada nos músculos retos laterais após a injeção de bupivacaína.
Keywords: Músculos oculomotores; Estrabismo; Estrabismo; Esotropia; Toxinas botulínicas tipo A; Toxinas botulínicas tipo A; Bupivacaína; Bupivacaína; Injeções intramusculares; Ultrassonografia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a prevalência de erros refrativos em crianças portadoras da sequência de Möbius. MÉTODOS: Trabalho realizado durante o encontro anual da Associação Möbius do Brasil (AMoB) em novembro de 2008. Quarenta e quatro pacientes com diagnóstico de sequência de Möbius foram submetidos a avaliação multidisciplinar: oftalmológica, neurológica, genética, psiquiátrica, psicológica e odontológica. Quarenta e três pacientes colaboraram com exame oftalmológico. Vinte e dois (51,2 %) eram do sexo masculino e 21 (48,8 %) do sexo feminino. A idade média foi de 8,3 anos (2 a 17 anos). A medida da acuidade visual foi realizada com tabela logMAR retro-iluminada, nos pacientes que colaboravam. Todas as crianças foram submetidas a exame da motilidade ocular, refração sob cicloplegia e fundo de olho. RESULTADOS: Do total de 85 olhos estudados, usando o equivalente esférico, a maioria dos olhos (57,6%) são emétropes (>-0,50 D e <+2,00 D). A prevalência de astigmatismo maior que 0,75D foi 40%. CONCLUSÃO: A prevalência de erros refrativos, pelo equivalente esférico, no grupo estudado foi de 42,4%.
Keywords: Síndrome de Möbius; Erros de refração; Estrabismo; Anisometropia; Astigmatismo
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