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Search for: Strabismus; Strabismus; Eye health; School health services; Students
Abstract
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de evisceração e enucleação no pronto-socorro oftalmológico de um hospital terciário brasileiro.
Métodos: Análise retrospectiva dos casos tratados no pronto-socorro oftalmológico do Hospital São Paulo (Universidade Federal de São Paulo) entre os anos de 2013 a 2018. Os casos urgentes de evisceração e enucleação foram incluídos e os casos eletivos foram excluídos. A análise dos prontuários médicos foi baseada em: dados demográficos, causas imediatas e associadas ao procedimento, acuidade visual informada, duração dos sintomas antes do atendimento oftalmológico, complicações, distância da residência até o hospital e tempo de hospitalização.
Resultados: 61 enucleações e 121 eviscerações foram incluídas no estudo. Os pacientes tinham uma média de idade de 63,27 ± 18,68 anos; 99 eram do sexo masculino (54,50%) e 83 do sexo feminino (45,60%). As indicações de evisceração e enucleação foram: perfuração corneana com (44,50%) e sem (23,63%) sinais infecciosos, endoftalmite (15,38%), trauma ocular (14,29%), neoplasia (0,55%), queimadura (1,10%) e phthisis bulbi (0,55%). A acuidade visual informada foi de ausência de percepção luminosa (87,36%), percepção luminosa (1.10%), ausência de colaboração (3,30%) e sem dados informados (8,24%). A média de tempo até a busca pelo serviço oftalmológico foi de 18,32 dias. Houve 2 casos de oftalmia simpática após evisceração.
Conclusões: Eviscerações foram predominantemente realizadas em comparação a enucleações em todo o período de estudo. As características demográficas mais comuns foram idade >60 anos e sexo masculino. As principais indicações para procedimentos urgentes de evisceração e enucleação foram perfuração corneana com e sem infecção, endoftalmite e trauma ocular. Este estudo poderia guiar medidas preventivas para evitar procedimentos oculares destrutivos.
Keywords: Evisceração do olho; Enucleação ocular; Úlcera da córnea/epidemiologia; Endoftalmite; Traumatismos oculares; Serviços médicos de emergência; Serviços de saúde ocular.
Abstract
Objetivos: Relatar a distribuição dos motivos de encaminhamento de crianças para ambulatório de glaucoma infantil em um serviço oftalmológico terciário.
Métodos: Dados médicos de pacientes menores que 18 anos encaminhados para ambulatório de glaucoma infantil na cidade de São Paulo, Brasil, de 2012 a 2018 foram retrospectivamente analisados. Os dados incluíram os motivos de encaminhamento, a idade, a origem e quem detectou a alteração ocular. Para definição diagnóstica, a classificação do Childhood Glaucoma Research Network foi usada.
Resultados: 563 olhos de 328 pacientes foram incluídos no estudo. O diagnóstico de glaucoma foi confirmado em 162 crianças (49%). 83 (25%) pacientes tiveram diagnóstico de glaucoma descartado, e 83 (25%) continuaram em acompanhamento como glaucoma suspeito. Os principais motivos de encaminhamento foram relação escavação-disco >0,5 ou assimetria ≥0,2 (24%), pressão intraocular >21 mmHg (21%) e opacidade corneana (15%). No período neonatal, os motivos de encaminhamento foram opacidade corneana, buftalmo, lacrimejamento e fotofobia. Após o período neonatal, além desses sinais externos, outros sinais foram também motivos de encaminhamento, como escavação-disco >0,5 ou assimetria ≥0,2, pressão intraocular >21 mmHg e miopização. Os encaminhamentos ocorreram por profissionais de saúde em 69% e preocupação dos pais em 30%. Os pais foram os primeiros a identificar as alterações e procurar cuidado médico em 97% dos casos de glaucoma congênito primário.
Conclusões: Os motivos de encaminhamento de crianças para um serviço de glaucoma de glaucoma terciário foram determinados e diferem em diferentes faixas etárias e grupos. Os autores reforçam a necessidade de alertar diferentes grupos para os sinais mais comuns, a fim de evitar, não só o adiamento do diagnóstico, o que impacta no prognóstico, mas também despender recursos importantes direcionados ao enfrentamento dessas doenças, com encaminhamentos imprecisos.
Keywords: Glaucoma/congênito; Glaucoma/fisiopatologia; Opacidade da córnea; Criança; Acuidade visual; Encaminhamento e consulta; Serviços de saúde ocular
Abstract
Objetivo: Avaliar as razões para não comparecimento à clínica oftalmológica da universidade após triagem oftalmológica realizada usando uma unidade móvel oftalmológica que fornece exame oftalmológico para comunidades não assistidas em uma região do Brasil.
Métodos: Foi realizado um estudo observacional prospectivo no ano de 2017/2018 para avaliar as razões que fizeram com que os indivíduos triados usando uma unidade móvel oftalmológica e referenciados para a clínica oftalmológica da universidade não comparecessem à consulta agendada. A triagem foi feita em 10 municípios da região centro-oeste do estado de São Paulo, Brasil. Todos os 1.928 participantes fizeram o exame oftalmológico sem custo e 37,1% deles necessitaram de encaminhamento para a clínica oftalmológica da universidade para exames especializados ou cirurgias. O estudo usou duas ferramentas: (1) análise comparativa entre os dados dos indivíduos encaminhados que compareceram ao agendamento com os que não compareceram; (2) busca ativa dos indivíduos que não compareceram à consulta agendada, aplicando-se um questionário para avaliar os motivos para o não comparecimento.
Resultados: Fatores como idade, sexo, distância entre a cidade de origem e o hospital universitário, número de oftalmologistas na cidade de procedência, renda familiar média e acuidade visual não influenciaram no comparecimento ao encaminhamento. Catarata foi a maior causa para o encaminhamento (350 casos). O não comparecimento foi maior nos portadores de glaucoma/glaucoma suspeitos (54,1%), estrabismo (45%) e afecções do segmento anterior (33,6%). Muitos indivíduos que não compareceram ao serviço de referência procuraram por outro local para o atendimento oftalmológico.
Conclusão: O não comparecimento para tratamento oftalmológico sem custo depende de fatores relacionados ao paciente ou à falta de conhecimento das próprias condições oftalmológicas. Campanhas educativas nas comunidades assistidas devem ser feitas para alcançar maior comparecimento às consultas e melhor prevenir a cegueira evitável.
Keywords: Serviços de saúde ocular; Unidades móveis de saúde; Acesso aos serviços de saúde; Pacientes desistentes do tratamento; Promoção da saúde
Abstract
Objetivo: Avaliar o desempenho clínico do Spot Vision Screener e estabelecer correlações clínicas entre a triagem automatizada e a retinoscopia após indução de cicloplegia em crianças pré-verbais.
Métodos: Neste estudo transversal prospectivo, crianças de 6 a 36 meses foram avaliadas usando o Spot Vision Screener. O exame oftalmológico completo, incluindo refração cicloplégica, foi então realizado, seguido de repetição da triagem automatizada e retinoscopia em todos os casos, a fim de estabelecer correlações quanto à hipermetropia, miopia e astigmatismo após a indução de cicloplegia.
Resultados: O estudo incluiu 185 crianças. A sensibilidade do dispositivo de triagem automática após cicloplegia foi de 100% (IC 95%: 85,18-100%) e a especificidade foi de 87,04% (IC 95%: 80,87-91,79%). Os valores preditivos positivos e negativos foram de 52,27% (42,36 - 62,01%) e 100%, respectivamente. Em comparação com a retinoscopia, o Spot Vision Screener superestimou os valores esféricos em 0,62 D (IC 95%: 0,56 - 0,69) no olho direito e em 0,60 (IC 95%: 0,54 - 0,66) no olho esquerdo e os valores cilíndricos em -0,38 D (IC 95%: -0,42 a -0,33) no olho direito e por -0,39 D (IC 95%: -0,43 a -0,34) no olho esquerdo. A diferença para os valores esféricos e cilíndricos de forma geral foi de 0,61 D (IC 95%: 0,57 - 0,65) e -0,38 D (IC 95%: -0,41 a -0,35), respectivamente.
Conclusão: Foi encontrada correlação substancial entre a retinoscopia e os dados objetivos captados pelo dispositivo. Isso mostra que a tecnologia pode ser usada em conjunto, contribuindo para um diagnóstico mais preciso e identificando os fatores de risco de ambliopia o mais precocemente possível. A técnica automatizada pode fazer a diferença em nível populacional para triagem e intervenção precoce.
Keywords: Erros de refração; Ambliopia; Estrabismo; Refratometria; Retinoscopia
Abstract
Objetivo: Descrição de um método simples, acessível e confiável para a medida das disfunções dos músculos oblíquos, utilizando-se smartphone.
Métodos: Foi utilizado o recurso de rotação de fotografias do aplicativo FOTOS do iPhone®; 75 examinadores avaliaram 22 fotos de 9 pacientes, obtidas em infra e supra dextroversão, infra e supra levoversão (nem todos os pacientes foram fotografados nas 4 posições citadas). Conferiu-se aos pacientes uma pontuação para a função do músculo oblíquo superior e músculo oblíquo inferior, que variou de -4 (negativo para hipofunção) a +4 (positivo para hiperfunção), ou 0 (normofuncionantes), antes e depois da edição das fotografias. Esses valores foram comparados à avaliação prévia atribuída pelos assistentes do estrabismo. Computou-se a diferença da pontuação entre eles em números naturais (inteiros e não negativos); foram calculadas média e desvio padrão dessas medidas.
Resultado: A medida da maioria das fotos editadas apresentou média inferior as não editadas, à exceção de um paciente com hiperfunção de oblíquo superior esquerdo. Pacientes sem disfunção de oblíquos demonstraram, após edição das fotos, maior similaridade com o valor inicialmente determinado (p<0,05), assim como os pacientes com oblíquo superior direito hiperfuncionantes (p<0,01). Os mesmos resultados são encontrados nos pacientes com hipofunção dos oblíquos e hiperfunção de oblíquo inferior direito (p<0,01).
Conclusão: O método utilizado para medida das funções musculares nos estrabismos verticais é reprodutível, acessível, simples, confiável, e confere maior uniformidade à aferição.
Keywords: Estrabismo; Músculo oculomotor; Anisotropia; Smartphone; Telefone celular
Abstract
Objetivo: Determinar o impacto do uso de unidade móvel no acesso à saúde ocular e avaliar o perfil da população que necessita de cuidados oftalmológicos, as doenças oculares mais frequentes e o tratamento. Métodos: Estudo transversal realizado em 14 municípios da região sudoeste do Estado de São Paulo utilizando uma unidade móvel oftalmológica. Os participantes eram usuários do Sistema Único de Saúde que procuraram atendimento oftalmológico, sem restrição quanto a idade, gênero ou condição socioeconômica. Os dados foram transferidos para a tabela Excel para análise estatística. Resultados: Participaram do estudo 6.878 pessoas, com média de idade de 44 anos (variação de 4 meses a 96 anos) e 65,5% eram mulheres. Erros refrativos estavam presentes em 78,6% dos participantes, catarata em 9,6% e pterígio em 8,3%. Para 60% foram prescritos óculos, para 10% foi mantida a correção óptica em uso e para 28% foram necessárias apenas orientações. Exames especializados ou procedimentos cirúrgicos foram indicados para 18,1% dos casos que foram encaminhados para tratamento em serviço terciário. Dentre os pacientes referenciados, 36,4% necessitavam de cirurgia oculoplástica ou para tratar afecções externas do olho e 31,8%, de cirurgia de catarata. Conclusão: A grande maioria dos pacientes que procurou atendimento na unidade móvel necessitava de prescrição de óculos. A unidade móvel oftalmológica possui alto grau de resolutividade para os problemas oculares, com oportunidade de tratar os erros refrativos e referenciar os pacientes que necessitam de atendimento especializado, geralmente relacionado a condições cirúrgicas. Unidades móveis podem ser uma alternativa aos cuidados oftalmológicos básicos, melhorando o acesso, atuando na promoção da saúde ocular e prevenindo a cegueira.
Keywords: Unidades móveis de saúde; Saúde ocular; Transtornos da visão; Erros de refração; Óculos; Cegueira/prevenção & controle
Abstract
PURPOSE: This cross-sectional study compared best-corrected visual acuity obtained using Cloudscaper symbols, a novel optotype developed according to ETDRS specifications for children's virtual screening, with that obtained using LEA symbols.
METHODS: A total of 560 children aged 3-16 yr underwent visual acuity test with both Cloudscaper symbols and LS. The test application was standardized using the EyeSpy algorithm. Additionally, 147 participants were tested with the standard Snellen E paper chart. Paired t tests were performed to assess the clinical significance of logMAR visual acuity differences.
RESULTS: The mean logMAR visual acuity with LEA symbols was 0.12 (standard deviation [SD]=0.18; range, -0.10 to 0.80), while with Cloudscaper symbols it was 0.18 (SD=0.19; range, -0.10 to 0.80). The mean difference between Cloudscaper symbols and LEA symbols was 0.099 logMAR (approximately 0.5 optotypes; SD=0.08; range, 0.0-0.14; p<0.0001). Cloudscaper symbols slightly underestimated visual acuity compared to LEA symbols. Visual acuity measured by both methods was highly correlated (Spearman's r=0.74, p<0.0001). The mean visual acuity difference between Cloudscaper symbols and the Snellen E chart was 0.0045 (p=0.805; 95% confidence interval [95% CI]), whereas the difference between LEA symbols and Snellen E was 0.0883 (p<0.001; 95% CI).
CONCLUSIONS: Cloudscaper symbols provide a reliable tool for visual screening in children. Although they slightly underestimate visual acuity compared to LEA symbols – a finding also reported when comparing ETDRS letters with LEA symbols – Cloudscaper symbols show strong agreement with Snellen E chart measurements. This suggests that Cloudscaper symbols allow precise visual acuity assessment comparable to the gold standard.
Keywords: Vision screening; Vision tests; Visual acuity; Mobile applications; Eye health; Child health; Diagnostic techniques, Ophthalmological; Child; Preschool child; Adolescent
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate disparities in the distribution of ophthalmologists and the volume of cataract surgeries across Brazil, considering public and private health sectors and the country's federative units.
METHODS: Data on ophthalmologists were obtained from the National Medical Residency Commission and the Associação Múdica Brasileira. Information on cataract surgeries performed through the Unified Health System was collected from the DATASUS database, while data on procedures covered by private health plans were retrieved from the National Supplementary Health Agency. Population estimates from the 2024 Demographic Census of the Brazilian Institute of Geography and Statistics were used to calculate physician density and surgery rates per 100,000 inhabitants. Associations between the number of ophthalmologists and cataract surgery volume were analyzed using Spearman's correlation coefficient.
RESULTS: Brazil has 16,784 ophthalmologists, representing 8.96 specialists per 100,000 inhabitants. Marked disparities were observed: large cities (>500,000 inhabitants) had 18.75 ophthalmologists per 100,000 residents, whereas municipalities with <50,000 inhabitants had fewer than one. Across federative units, physician density ranged from 19.18 per 100,000 in the Federal District to 4.22 in Maranhão. In 2024, cataract surgery rates varied widely, from 1,012.61 per 100,000 inhabitants in the Southeast to 435.00 in the North. Nationally, Unified Health System performed 736.30 surgeries per 100,000 inhabitants, compared with 1,276.79 in the private sector. On average, each ophthalmologist performed 96.92 cataract surgeries annually.
CONCLUSION: Significant inequalities persist in the geographic distribution of ophthalmologists and in cataract surgery provision, with higher surgical volumes concentrated in the private sector. Targeted policies are required to address regional disparities and improve the equity and efficiency of cataract care delivery in Brazil.
Keywords: Ophthalmologists/supply & distribution; Ophthalmologists/statistics & numerical data; Cataract extraction; Health services accessibility/statistics & numerical data; Healthcare disparities; Health policy; Public health systems; Insurance, Heal
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify barriers to diabetic retinopathy screening among a socioeconomically vulnerable urban population in northeast Brazil.
METHODS: A cross-sectional study was conducted during a diabetic retinopathy screening campaign at primary healthcare units. Ninety-five patients with diabetes underwent retinal examinations and completed a structured interview. Clinical, demographic, and socioeconomic data were collected.
RESULTS: The study population consisted predominantly of older adults (mean age: 60.7 ± 10.5 years), with a high prevalence of type 2 diabetes (99.0%) and low educational attainment. Most participants were economically inactive (81.1%) and reported low income (83.2%). Diabetic retinopathy and maculopathy were highly prevalent, affecting 50.0% and 22.9% of participants, respectively. Longer duration of diabetes was significantly associated with greater awareness of diabetic retinopathy (p=0.035), higher HbA1c levels (p<0.001), and increased prevalence of diabetic retinopathy (p=0.013) and maculopathy (p=0.002). Notably, 33.3% of participants reported difficulties attending medical appointments for diabetes management. In addition, 78.1% experienced challenges scheduling ophthalmologic evaluations, and 76.3% reported that no ophthalmologist was available in their city through the public healthcare system. Financial constraints also limited adherence to recommended dietary practices (90.4%) and impaired glycemic control, with more than half of participants reporting difficulty maintaining target glucose levels.
CONCLUSION: Major barriers to diabetic retinopathy screening included limited awareness of the importance of screening, financial hardship, and transportation challenges. Targeted educational initiatives and structural interventions such as expanded screening programs incorporating telemedicine and subsidized transportation—may improve screening adherence among vulnerable populations.
Keywords: Diabetic retinopathy; Mass screening; Health services accessibility; Health knowledge, attitudes, practices; Socioeconomic factors
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify barriers to diabetic retinopathy screening among a socioeconomically vulnerable urban population in northeast Brazil.
METHODS: A cross-sectional study was conducted during a diabetic retinopathy screening campaign at primary healthcare units. Ninety-five patients with diabetes underwent retinal examinations and completed a structured interview. Clinical, demographic, and socioeconomic data were collected.
RESULTS: The study population consisted predominantly of older adults (mean age: 60.7 ± 10.5 years), with a high prevalence of type 2 diabetes (99.0%) and low educational attainment. Most participants were economically inactive (81.1%) and reported low income (83.2%). Diabetic retinopathy and maculopathy were highly prevalent, affecting 50.0% and 22.9% of participants, respectively. Longer duration of diabetes was significantly associated with greater awareness of diabetic retinopathy (p=0.035), higher HbA1c levels (p<0.001), and increased prevalence of diabetic retinopathy (p=0.013) and maculopathy (p=0.002). Notably, 33.3% of participants reported difficulties attending medical appointments for diabetes management. In addition, 78.1% experienced challenges scheduling ophthalmologic evaluations, and 76.3% reported that no ophthalmologist was available in their city through the public healthcare system. Financial constraints also limited adherence to recommended dietary practices (90.4%) and impaired glycemic control, with more than half of participants reporting difficulty maintaining target glucose levels.
CONCLUSION: Major barriers to diabetic retinopathy screening included limited awareness of the importance of screening, financial hardship, and transportation challenges. Targeted educational initiatives and structural interventions such as expanded screening programs incorporating telemedicine and subsidized transportation—may improve screening adherence among vulnerable populations.
Keywords: Diabetic retinopathy; Mass screening; Health services accessibility; Health knowledge, attitudes, practices; Socioeconomic factors
Abstract
PURPOSE: This study aimed to identify barriers to diabetic retinopathy screening among a socioeconomically vulnerable urban population in northeast Brazil.
METHODS: A cross-sectional study was conducted during a diabetic retinopathy screening campaign at primary healthcare units. Ninety-five patients with diabetes underwent retinal examinations and completed a structured interview. Clinical, demographic, and socioeconomic data were collected.
RESULTS: The study population consisted predominantly of older adults (mean age: 60.7 ± 10.5 years), with a high prevalence of type 2 diabetes (99.0%) and low educational attainment. Most participants were economically inactive (81.1%) and reported low income (83.2%). Diabetic retinopathy and maculopathy were highly prevalent, affecting 50.0% and 22.9% of participants, respectively. Longer duration of diabetes was significantly associated with greater awareness of diabetic retinopathy (p=0.035), higher HbA1c levels (p<0.001), and increased prevalence of diabetic retinopathy (p=0.013) and maculopathy (p=0.002). Notably, 33.3% of participants reported difficulties attending medical appointments for diabetes management. In addition, 78.1% experienced challenges scheduling ophthalmologic evaluations, and 76.3% reported that no ophthalmologist was available in their city through the public healthcare system. Financial constraints also limited adherence to recommended dietary practices (90.4%) and impaired glycemic control, with more than half of participants reporting difficulty maintaining target glucose levels.
CONCLUSION: Major barriers to diabetic retinopathy screening included limited awareness of the importance of screening, financial hardship, and transportation challenges. Targeted educational initiatives and structural interventions such as expanded screening programs incorporating telemedicine and subsidized transportation—may improve screening adherence among vulnerable populations.
Keywords: Diabetic retinopathy; Mass screening; Health services accessibility; Health knowledge, attitudes, practices; Socioeconomic factors
Abstract
OBJETIVOS: À medida que a utilização de equipamentos digitais no emprego aumenta, a avaliação do seu efeito na saúde visual necessita de ferramentas válidas e robustas. Este estudo teve como objetivo traduzir, adaptar culturalmente e validar para português o Questionário da Síndrome Visual do Computador (CVS-Q©).
MÉTODOS: O procedimento foi realizado em 5 fases: tradução direta, síntese da tradução, tradução inversa, consolidação por um painel de especialistas, e pré-teste. Para fazer o pré-teste foi realizado um estudo piloto transversal aplicado a uma amostra de 26 participantes que completaram a versão pré-final da versão portuguesa do CVS-Q©, questionando por dificuldades, compreensão e sugestões de melhoria do questionário. Para avaliar a confiança e validade da versão portuguesa do CVS-Q©foi realizado um estudo transversal de validação em uma amostra diferente (280 funcionários).
RESULTADOS: No pré-teste, 96.2% dos participantes não apresentaram dificuldades no preenchimento do questionário, enquanto 84.0% indicaram que era claro e compreensível. Obteve-se, então, o CVS-Q© em português (Questionário da Síndrome Visual do Computador, CVS-Q PT©). A sua validação revelou uma boa consistência interna
da sua escala (Cronbach's alpha=0.793), boa estabilidade temporal (coeficiente de correlação interclasse=0.847; 95% CI 0.764-0.902, kappa=0.839), sensibilidades e especificidades adequadas (78.5% e 70.7%, respetivamente), boa capacidade de discriminação (área abaixo da curva=0.832; 95% CI 0.784-0.879), e uma adequada validade da convergência com o índice de doença da superfície ocular (ocular surface disease index - OSDI; coeficiente de correlação de Spearman=0.728, p<0.001). A análise fatorial revelou um único fator responsável por explicar a variância comum em 37.7%. Um funcionário com uma pontuação ≥7 pontos sofria de síndrome visual do computador.
CONCLUSÃO: O CVS-Q PT© pode ser considerada uma ferramenta intuitiva, de fácil interpretação e com boas propriedades psicométricas para avaliar a síndrome visual do computador em funcionários portugueses expostos a ecrãs digitais. Este questionário facilitará as decisões sobre medidas preventivas, intervenções e tratamento, e a comparação entre as populações expostas em diferentes países de língua portuguesa.
Keywords: Síndrome visual do computador; Dispositivos digitais; Saúde ocular; Estudo de validação; Propriedades psicométricas; Inquéritos e questionários
Abstract
PURPOSE: To describe the ophthalmological findings of dry eye disease and its relation to the quality of life of COVID-19 survivors.
METHODS: COVID-19 survivors who had previously been hospitalized at Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto complex underwent an ophthalmological evaluation, which included a dry eye disease questionnaire, break-up time, fluorescein staining, and Schirmer test. We collected the presenting and best-corrected visual acuity, sociodemographic data, personal medical history, and scores from a self-reported quality of life questionnaire (WHOQOL-bref). According to the severity of the acute phase of the disease, the patients were classified into mild-to-moderate, severe, and critical groups.
RESULTS: Ninety-five patients (190 eyes) were evaluated 100 ± 44 days after the onset of COVID-19 symptoms. Of these, 83 patients (87.3%) completed the WHOQOL-bref questionnaire. Ten patients (12.0%) had mild-to-moderate COVID-19, 41 (49.4%) had severe COVID-19, and 32 (38.6%) had critical COVID-19. The median best-corrected visual acuity was logMAR 0 (0-1). Approximately 26.3% patients had a history of dry eye disease or severe dry eye symptoms (frequent or constant ocular dryness and irritation). There was an association between the proportion of patients with dry eye disease and the quality of life (p=0.014) and health (p=0.001). Furthermore, there was a significant trend between the proportion of patients with dry eye disease and how they rated their health and quality of life (p=0.0004 and 0.0027, respectively.
CONCLUSIONS: There is a significant negative correlation between the proportion of patients with dry eye disease and their self-reported quality of life.
Keywords: COVID-19; Coronavirus infections; SARS-CoV-2; Eye diseases; Epidemiology; Ocular surface; Public health
Abstract
A regeneração aberrante nas paralisias do terceiro nervo, ligando a contração do reto medial ao músculo levantador da pálpebra, é uma grande oportunidade para fazer um planejamento cirúrgico para tratar tanto a ptose quanto o desvio horizontal em um procedimento único. Relatamos uma ptose grave associada à exotropia corrigida com sucesso com uma única cirurgia de estrabismo horizontal devido à regeneração aberrante e discutimos as bases do planejamento cirúrgico.
Keywords: Doença do nervo oculomotor/cirurgia; Estrabismo; Blefaroptose; Movimento ocular/fisiologia; Procedimento cirúrgico oftalmológico; Regeneração nervosa; Humanos; Relato de caso
Abstract
A COVID-19 é uma doença infeciosa causada pelo SARS-CoV-2, sendo sua principal forma de transmissão através de gotículas respiratórias. Já existem relatos de caso descrevendo a presença desse vírus em materiais biológicos como sangue, fezes, urina e lágrima, o que gera hipóteses sobre outros meios de transmissão da doença. Neste estudo, descrevemos um caso de identificação do vírus SARS-CoV-2 na superfície ocular de um profissional de saúde assintomático. A transcrição inversa da reação em cadeia da polimerase da nasofaringe, coletada no mesmo dia, e o teste sorológico, realizado três meses após, não detectaram qualquer evidência de infecção pelo SARS-CoV-2. Esses dados alertam para a possibilidade de resultado falso positivo da transcrição inversa da reação em cadeia da polimerase da superfície ocular ou a presença do vírus na mucosa conjuntival sem infecção.
Keywords: Infecção por coronavírus; COVID-19; Infecção ocular viral; SARS-CoV-2; Profissional de saúde.
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