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Search for: Pterigyum; Ethanol; Keratectomy; photorefractive; excimer laser
Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados clínicos da ceratectomia fotorrefrativa associada à ceratotomia lamelar pediculada (LASIK), para miopia moderada e alta, com ou sem secagem do leito estromal durante a foto-ablação. Pacientes e Métodos: Estudo retrospectivo de 39 olhos de 30 pacientes submetidos a LASIK sem secagem do leito estromal durante a foto-ablação no período de abril de 1996 a abril de 1997 (Grupo I) e 42 olhos de 28 pacientes com secagem do leito estromal durante a foto-ablação a cada 80 pulsos, no período de abril de 1997 a setembro de 1997 (Grupo II). Após a ceratotomia lamelar pediculada corneana com um microcerátomo automatizado (Chiron Corneal Shaper ®), foi realizada a foto-ablação com excimer laser de fluoreto de argônio de 193 nm da Summit modelo Apex Plus®. Em 2 olhos do Grupo I, a foto-ablação não foi realizada, devido a complicações durante a ceratotomia lamelar. Resultados: O tempo médio de seguimento pós-operatório foi de 8,7 meses no Grupo I e 7,7 meses no Grupo II. A média de tratamento foi de -10,81D (±2,38) no grupo I e -8,73D (±2,82) no grupo II. As médias das variações dos equivalentes esféricos obtidos em relação ao tratamento desejado nos meses 1, 3, 6 e 12 foram respectivamente, -0,96D (±1,19), -1,19D (±1,37), -1,06D (±1,41) e -1,10D (±0,66) no Grupo I e -0,23D (±1,02), -0,41D (±1,34), -0,75D (±1,16) e -1,03D (±1,31) no Grupo II. Três olhos do total (3,7%), todos do Grupo I, perderam 2 ou mais linhas de visão. Na visita mais recente, 17 olhos (45,9%) do Grupo I e 31 olhos (73,8%) do Grupo II apresentaram Acuidade Visual sem correção de 20/40 ou melhor. Ocorreram 4 complicações intra-operatórias no grupo I, sendo que 2 casos tiveram a foto-ablação não-efetuada e uma complicação intra-operatória no Grupo II. Conclusão: A secagem do leito estromal possibilitou recuperação visual mais rápida, devido a menor hipocorreção primária. O seguimento a longo prazo não evidenciou diferenças estatisticamente significantes entre os dois tratamentos.
Keywords: Miopia, cirurgia p.; Laser, cirurgia de; LASIK
Abstract
Objetivo: Descrever os resultados clínicos do tratamento do crescimento epitelial através da técnica de remoção manual seguido da utilização de um compressor de ar comprimido aquecido após a cirurgia de laser in situ keratomileusis (LASIK).
Métodos: Vinte olhos de 17 pacientes foram incluídos no estudo. Cada paciente havia sido submetido a cirurgia de LASIK com presença de crescimento epitelial e foi submetido a tratamento cirúrgico para sua retirada. O objetivo primário foi identificar a presença de crescimento epitelial recorrente ao final de 3 meses de seguimento. Os objetivos secundários foram as medidas de acuidade visual sem correção, acuidade visual com correção, e complicações pós-operatórias.
Resultados: Dez pacientes (58,8%) eram homens e 7 mulheres. Oito olhos de sete (41,2%) pacientes apresentavam cirurgia de LASIK primária e 12 olhos de 10 pacientes tinham cirurgia de LASIK com retratamento; dezesseis olhos (80%) utilizaram microcerátomo manual e quatro (20%) laser de femtosegundo. A média de idade no momento da cirurgia de remoção do epitélio era de 37,0 anos ± 9,3 (DP) (variando de 24 a 55 anos). Ocorreu recidiva do crescimento epithelial em dois olhos (10%) após 3 meses de seguimento. A acuidade visual sem correção antes da cirurgia era de 0,07 ± 0,09 logMAR, e após a cirurgia passou para 0,02 ± 0,04 logMAR (p=0,06). A chance (odds ration) de aparecimento do crescimento epithelial após uma reoperação de LASIK é 29,41 vezes maior do que no LASIK primário.
Conclusão: A técnica de remoção epitelial manual seguida da utilização de ar comprimido aquecido é segura e efetiva no tratamento do crescimento epitelial após LASIK. Ao final do último acompanhamento, nenhum olho apresentou perda de linhas de visão.
Keywords: Epitélio/crescimento & desenvolvimento; Endotélio corneano; Doenças da córnea; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Ceratectomia fotorrefrativa; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Avaliar e comparar a variação do diâmetro pupilar antes e após a cirurgia de catarata por facoemulsificação convencional versus cirurgia de catarata assistida por laser de femtossegundo, usando o LDV Z8 (Ziemer Ophtalmic). Também avaliamos a relação entre o diâmetro pupilar com o tempo da cirurgia e o tempo de ultrassom.
Métodos: Estudo comparativo prospectivo, realizado no Centro de Excelência em Oftalmologia, Brasil. Foram incluídos 79 olhos de 67 pacientes com opacidade nuclear. Os mesmos foram divididos em Grupo Controle, que foi submetido a cirurgia de catarata com facoemulsificação manual, e Grupo Estudo, com catarata assistida por laser de femtossegundo. Todas as cirurgias foram realizadas pelo mesmo cirurgião experiente. Todos os pacientes receberam antiinflamatório não esteróide tópico no dia anterior à cirurgia e o mesmo colírio midriático no pré-operatório. Para quantificar o tamanho da pupila, as medidas foram realizadas usando um compasso cirúrgico: anterior ao procedimento de facoemulsificação e ao final da cirurgia. No grupo de estudo, medidas após o laser foram adicionadas. O tempo cirúrgico e o tempo de facoemulsificação também foram analisados.
Resultados: Não foi encontrada diferença significativa entre o tamanho da pupila pré-femto x pré-faco (8,69 ± 0,44 mm x 8,63 ± 0,72 mm; p=0,643), bem como o tamanho da pupila no final da cirurgia (7,96 ± 0,98 mm x 7,78 ± 0,95 mm; p=0,480) e o tempo médio de cirurgia (p=0,780). No entanto, no grupo de catarata assistida por laser de femtossegundo, houve um aumento transitório do diâmetro pupilar após o laser, indicando uma tendência para maior variação no grupo femto.
Conclusões: Embora o diâmetro pupilar fosse semelhante ao final da cirurgia, o grupo com catarata assistida por laser de femtossegundo apresentou maior variação intraoperatória da pupila. Portanto, para uma cirurgia de catarata assistida por laser de femtossegundo mais eficiente e segura, o cirurgião deve estar ciente do tamanho do diâmetro pupilar antes do procedimento.
Keywords: Catarata; Miose; Facoemulsificação; Laser; Pupila
Abstract
Objetivo: Determinar se codeína (30 mg) mais paracetamol (500 mg) após ceratectomia fotorrefrativa fornece efeitos benéficos sobre a qualidade do sono, níveis de atividade e ingestão de alimentos além de seu efeito analgésico.
Métodos: Quarenta pacientes (80 olhos) foram incluídos neste estudo randomizado, duplo-cego, pareado, placebo-controlado, add-on. Cada olho foi tratado com 2 semanas de intervalo, sendo aleatoriamente alocado para placebo ou intervenção (4x/dia durante 4 dias). Os resultados incluíram a qualidade do sono, atividade diária e ingestão de alimentos dentro de 24-72 horas de pós-operatório, conforme medido pelo McGill Pain Questionnaire.
Resultados: A qualidade do sono e os níveis de atividade foram inversamente associados aos escores de dor nas primeiras 48 horas após o ceratectomia fotorrefrativa. Durante a intervenção, os pacientes foram significativamente mais propensos a classificar seu sono como bom em 24 horas (risco relativo=2,5, intervalo de confiança de 95%: 1,48-4,21, p<0,001) e 48 horas comparado ao placebo (risco relativo=1,37, intervalo de confiança de 95%: 1,03-1,84, p=0,023). A probabilidade de relatar bons níveis de atividade em 24 e 72 horas após ceratectomia fotorrefrativa também foi significativamente maior durante a intervenção em comparação com placebo (risco relativo=3,0, intervalo de confiança de 95%: 1,49-6,15, p=0,006 e risco relativo=1,31, intervalo de confiança de 95%: 1,02 -1,67, p=0,021, respectivamente). Nenhuma diferença foi observada entre a intervenção e placebo em relação à alimentação oral.
Conclusão: A combinação de codeína e paracetamol melhorou significativamente a qualidade do sono e atividades diárias nas primeiras 24-72 horas após o ceratectomia fotorrefrativa em comparação com placebo.
Keywords: Codeina; Ceratectomia fotorrefrativa; McGill Pain Questionnaire; Dor; Acetaminofen; Sono; Atividades cotidianas
Abstract
Objetivo: Relatar alterações no segmento anterior após cross-linking acelerado de colágeno da córnea e tratamento de ablação personalizado guiado por topografia com sistema laser de excimer de Nidek em um único procedimento.
Métodos: Foram revisados os prontuários de pacientes submetidos ao cross-linking para ceratocone progressivo. Dividimos os pacientes em quatro grupos com base no protocolo de tratamento. Os olhos foram avaliados quanto à distância da acuidade visual não corrigida, distância da acuidade visual corrigida, ceratometria (Kmax, leituras de ceratometria equivalentes, parâmetros Kíngreme e Kplano), elevações da córnea (anterior e posterior), raio anterior da curvatura, raio posterior da curvatura, volume da câmara anterior, profundidade da câmara anterior, ângulo da câmara anterior e paquímetro do ponto mais fino da córnea antes da cirurgia e com 1, 3, 6 e 12 meses após o procedimento.
Resultados: Foram incluídos duzentos e cinquenta e nove olhos de 227 pacientes com ceratocone progressivo submetidos a tratamento. A média da distância da acuidade visual não corrigida e a média da distância da acuidade visual corrigida foram 0,68 ± 0,45 e 0,34 ± 0,40 no grupo-1, 0,82 ± 0,44 e 0,33 ± 0,23 no grupo-2, 0,61 ± 0,36 e 0,21 ± 0,17 no grupo-3, 0,65 ± 0,38 e 0,23 ± 0,18 no grupo-4 em LogMAR sem diferença significativa entre os grupos (p=0,14 e p=0,06). Melhoras visuais foram superiores em grupos de cirurgia combinada. A média de Kmax em dioptria no grupo 1, grupo 2, grupo 3 e grupo 4 foi de 57,24 ± 7,51, 59,26 ± 6,94, 53,73 ± 4,60 e 54,31 ± 4,25 respectivamente. O grupo 1 demonstrou aumento do Kmax por seis meses. Máximo achatamento foi observado no grupo 4 por 3,38 ± 2,35 D 1 ano após a cirurgia (p<0,05). A diminuição do ângulo da câmara anterior, da profundidade da câmara anterior e do volume da câmara anterior foi semelhante, indicando a estabilidade da câmara anterior.
Conclusão: A melhora visual e anatômica é superior com a estabilidade melhorada do segmento anterior em grupos de cirurgia combinada em comparação com o cross-linking isolado.
Keywords: Ceratocone; Segmento anterior do olho; Reagentes para ligações cruzadas; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Avaliar a segurança e o efeito de 12 meses de tratamento com fotocoagulação pelo pattern scanning laser para neoplasia escamosa da superfície ocular em um ambiente com poucos recursos e acesso extremamente limitado a um tratamento cirúrgico.
Métodos: Pacientes adultos com diagnóstico de neoplasia escamosa de superfície ocular foram submetidos a exame oftalmológico completo. Após anestesia tópica e instilação de azul de toluidina 1%, a lesão foi tratada com laser por um tempo de duração que variou de 20 a 100 ms e potência de 600 a 1800 mW. Os pacientes foram examinados semanalmente durante o primeiro mês e foram retratados semanalmente das lesões restantes, conforme necessário. Os pacientes tiveram um seguimento mínimo de 12 meses.
Resultados: Trinta e oito pacientes (38 olhos) foram incluídos no estudo. Todos os pacientes apresentaram neoplasia escamosa da superfície ocular clínica, confirmada por citologia de impressão. A idade dos pacientes variou entre 40 e 83 anos (média de 65.5 anos) e 28 deles eram do sexo masculino (74%). Os pacientes foram divididos em dois grupos: Grupo I (imunocompetente) e grupo II (imunossuprimido). No grupo I, 23 pacientes (74%) apresentaram resposta completa com o controle da lesão após o tratamento com laser. No grupo II, dois dos sete pacientes (28%) apresentaram resposta ao tratamento durante o acompanhamento. A média de aplicações de laser foi de 2,5 (1 a 6 aplicações). Os procedimentos foram bem tolerados.
Conclusões: Os resultados a curto prazo da abordagem de fotocoagulação a laser para o tratamento das lesões conjuntivais de neoplasia escamosa de superfície ocular foram favoráveis, com uma taxa de sucesso de 74% observada em pacientes imunocompetentes. Essa nova estratégia é uma alternativa menos intensiva em recursos que pode demonstrar sua utilidade em ambientes com escassez de salas cirúrgicas e em casos recorrentes. Estudos com acompanhamentos mais longos e amostras maiores são necessários para confirmar nossos achados e avaliar a eficácia do tratamento a laser associado à quimioterapia tópica.
Keywords: Carcinoma de células escamosas/diagnóstico; Neoplasia da túnica conjuntiva/terapia; Terapia a laser; Fotocoagulação
Abstract
Objetivo: Comparar a dor e o desconforto da ceratectomia fotorefrativa mecânica vs transepitelial.
Métodos: Este estudo comparativo prospectivo incluiu 190 olhos de 95 pacientes com hipermetropia, astigmatismo e miopia que foram submetidos a ceratectomia fotorefrativa mecânica em um olho e ceratectomia fotorefrativa transepithelial no olho contralateral usando o laser excimer wavelight Allegretto EX500.O intervalo entre as operações no mesmo paciente foi de 15 a 30 dias. Ambos os olhos tiveram a refração similar antes da cirurgia, com uma diferença máxima de 15-µm na ablação. Os questionários pós-operatórios foram aplicados nos dias 1 e 7 para avaliar o nível de desconforto dos pacientes (0= sem desconforto para 5= desconforto extremo) com os seguintes sintomas: dor, sensação de queimação, coceira, lacrimejamento, fotofobia, vermelhidão dos olhos, sensação corpo estranho e inchaço das pálpebras. Os pacientes também foram questionados sobre qual método eles preferiram.
Resultados: A amostra foi composta por 61 (64,21%) mulheres e 34 (35,79%) Homens. A idade média (SD) do paciente era 31.66 (6.69) anos. No primeiro dia pós-operatório, os pacientes relataram menos desconforto no olho que recebeu ceratectomia fotorefrativa mecânica do que ceratectomia fotorefrativa transepithelial (1,9 ± 1,74 vs 2,5 ± 1,83; p=0,017), sensação de queimação (1,8 ± 1,56 vs 2,5 ± 1,68; p=0,004), lacrimejamento (2,3 ± 1,71 vs 3,1 ± 1,69; p=0,001), e sensação corpo estranho (1,9 ± 1,77 vs 2,5 ± 1,86; p=0,024). Não foram encontradas diferenças significativas entre ceratectomia fotorefrativa mecânica e ceratectomia fotorefrativa transepithelial no dia 7 pós-operatório. Cinquenta e nove pacientes (62,10%) preferiram ceratectomia fotorefrativa mecânica, enquanto 32 (33,68%) preferiram ceratectomia fotorefrativa transepithelial. Quatro pacientes (4,22%) não expressaram nenhuma preferência.
Conclusões: Nossos resultados mostraram que os escores de dor foram significativamente menores nos olhos tratados pelo ceratectomia fotorefrativa mecânica do que nos olhos tratados com ceratectomia fotorefrativa transepithelial no primeiro dia pós-operatório, o que pode ter proporcionado maior conforto do paciente após a cirurgia e os levou a ter uma preferência pela técnica ceratectomia fotorefrativa mecânica.
Keywords: Dor pós-operatoria; Astigmatismo; Miopia; Hiperopia; Ceratectomia fotorrefrativa; Laser de excimer/uso terapêutico
Abstract
Objetivo: Examinar a eficácia da ceratectomia fototerapêutica para o tratamento de patologias variáveis que apresentarem opacidades anteriores da córnea, e avaliar a distribuição das indicações de ceratectomia fototerapêutica nos últimos 10 anos.
Métodos: Foram revisados retrospectivamente os prontuários de 276 pacientes, com 334 olhos tratados com ceratectomia fototerapêutica entre março de 2010 e o ano de 2020. As etiologias dos pacientes submetidos à ceratectomia fototerapêutica foram anotadas e suas alterações foram examinadas. Os resultados refrativos e de acuidade visual antes e após a operação foram registrados e analisados de acordo com a etiologia.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 40,7 ± 16,2 anos (faixa: 19-84). O tempo médio de acompanhamento foi de 25,5 ± 19,1 meses (faixa: 3-96). A ceratectomia fototerapêutica foi aplicada com mais frequência para distrofias estromais corneanas (44%, 151 olhos de 111 pacientes); entre as distrofias corneanas como um todo, a distrofia granular foi a indicação terapêutica mais comum desse procedimento. Ao contrário de outras indicações, nos últimos 10 anos houve um aumento na aplicação de ceratectomia fototerapêutica em casos de opacidade subepitelial persistente causada por conjuntivite adenoviral. Houve um aumento significativo na acuidade visual em todos os grupos, exceto para o grupo com defeito epitelial recorrente (p<0,05). A maior melhora na acuidade visual foi detectada em casos de distrofia estromal, no subgrupo das distrofias granulares.
Conclusão: Apesar das mudanças nas tendências de indicação, a ceratectomia fototerapêutica continua sendo uma abordagem terapêutica eficaz e confiável para tratar lesões da córnea anterior.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Opacidade da córnea; Lesões da córnea; Distrofias da córnea; Fototerapia.
Abstract
PURPOSE: Myopia, or nearsightedness, is one of the most common eye conditions worldwide. However, a comparison of the effectiveness of different laser-assisted interventions is lacking. Thus, we aimed to compare the efficacy and safety of LASIK and IntraLASIK in addressing myopia.
METHODS: The study was conducted in two ophthalmology clinics in Beijing, China, in 2022. A total of 84 patients (152 eyes) with different degrees of myopia were examined and underwent LASIK (n=46, 80 eyes) or IntraLASIK (n=38, 72 eyes). Keratometry, corneal topography, pachymetry, visual acuity evaluation, and corneal biomechanical analysis were performed before and after the intervention.
RESULTS: IntraLASIK produced more precise flaps than LASIK, with deviations of <8 mm and 0.1 mm from the intended thickness and diameter, respectively. LASIK resulted in nonuniform flaps, with thickness deviations of 5-86 mm. IntraLASIK demonstrated a superior efficacy for patients with severe myopia and thin corneas, with a mean spherical equivalent of 0.9 D at 6 months compared to the 1.4 D for LASIK. Approximately 91% and 83% of the patients with mild to moderate and severe myopia, respectively, achieved results within ± 0.49 D from the refractive target with IntraLASIK.
CONCLUSIONS: Corneal hysteresis and corneal resistance factor decreased with an increase in laser intensity, and they decreased faster with thinner corneas. Thus, IntraLASIK is more useful than LASIK in patients with thin corneas and severe myopia.
Keywords: Myopia; Lasers; Cornea; Keratomileusis; Laser in situ
Abstract
Objetivo: Relatar um experimento projetado para determinar alterações anatômicas em córneas porcinas após a colocação de um novo implante depolímero na córnea.
Métodos: Foi utilizado olho de porco ex vivo. Um novo agente modelador biocompatível, de colágeno tipo 1, com 6mm de diâmetro foi moldado com excimer laser em sua face posterior, para criar três formatos planocôncavos. Os implantes foram inseridos dentro de um bolsão, dissecado manualmente, a 200 micrômetros (µm). Foram definidos três grupos de tratamento: grupo A (n=3), teve a profundidade máxima de ablação de70 µm; o grupo B (n=3), profundidade máxima de ablação de 64 µm; e o grupo C (n=3), profundidade máxima de ablação de 104 µm, com buraco central. O grupo controle, D (n=3), foi incluído, com a criação do bolsão estromal, porém sem inserir o material. A avaliação desses olhos foi realizada por tomografia de coerência óptica (OCT) e por tomografia corneana.
Resultados: A tomografia corneana mostrou uma tendência para diminuição da ceratometria média em todos os 4 grupos. A tomografia de coerência óptica mostrou córneas com implantes localizados no estroma anterior e aplanamento visível, enquanto as córneas não mudaram qualitativamente o formato no grupo controle.
Conclusões: O novo implante de biomaterial planocôncavo descrito aqui foi capaz de remodelar a córnea em modelo de animal ex vivo, resultando no aplanamento corneano. Novos estudos são necessários usando modelos animais in vivo para confirmar tais achados.
Keywords: Córnea; Cirurgia da córnea a laser; Substância própria; Proteses e implantes; Lasers de excimer; Materiais biocompatíveis; Animais; Suínos
Abstract
PURPOSE: To investigate the association of pre-photorefractive keratectomy Schirmer-1 test value with post-photorefractive keratectomy central corneal epithelial thickness, ocular surface disease index score, and uncorrected distance visual acuity.
METHODS: Patients were categorized according to preoperative Schirmer-1 value: the normal Schirmer Group (n=54; Schirmer-1 test value, >10 mm) and the low Schirmer Group (n=52; Schirmer-1 test value, between 6 and 10 mm). We analyzed ablation depth, visual acuity, result of Schirmer-1 test (with anesthesia), tear film break-up time, ocular surface disease index score, central corneal epithelial thickness, and spherical equivalent refraction.
RESULTS: We found significant differences between the groups in Schirmer-1 test value, tear film break-up time, and ocular surface disease index score, both preoperatively and postoperatively (p<0.001). The preoperative central corneal epithelial thicknesses of the two groups were similar (p>0.05). After photorefractive keratectomy, the Schirmer-1 test value and spherical equivalent refraction decreased in both groups (p<0.05), and ocular surface disease index scores and central corneal epithelial thickness values increased in the low Schirmer Group (p<0.001) but not in the normal Schirmer Group (p>0.05). The postoperative central corneal epithelial thicknesses of the low Schirmer Group were significantly higher than those of the normal Schirmer Group (p<0.001). Postoperative uncorrected distance visual acuity did not differ significantly between the two groups (p>0.05).
CONCLUSIONS: In patients with low Schirmer-1 test values before photorefractive keratectomy, the corneal epithelium thickened and ocular surface complaints increased during the postoperative period. However, changes in the corneal epithelium did not affect the postoperative uncorrected distance visual acuity. To reduce postoperative problems on the ocular surface in these patients, we recommend that dry eye be treated before photorefractive keratectomy.
Keywords: Epithelium, corneal; Cornea; Photorefractive keratectomy; Schirmer test; Visual acuity
Abstract
Os efeitos térmicos das máquinas de corte a laser podem danificar a mácula. Poucos estudos na literatura tem descrito a lesão macular por queimadura a laser industrial. Neste estudo, objetivamos relatar os achados clínicos, visuais e de tomografia de coerência óptica em um trabalhador de refinaria de ouro com maculopatia induzida por laser. O trabalhador da refinaria de ouro de 21 anos teve perda de visão no olho direito depois de usar uma máquina de corte a laser sem usar equipamento protetor ocular para laser. Sua acuidade visual melhor corrigida foi de 7/10 no olho direito e 10/10 no olho esquerdo na primeira consulta (24h depois). O exame do segmento anterior estava normal. No exame de fundo de olho, lesões focais, redondas e amareladas foram detectadas dentro da fóvea. Os achados da tomografia de coerência óptica revelaram rupturas na fóvea da retina externa e irregularidades estendendo-se da camada plexiforme externa ao epitélio pigmentar da retina. Após 4 meses, a acuidade visual melhor corrigida melhorou para 1,0 e os achados da tomografia de coerência óptica foram revigorados.
Keywords: Maculopatia; Degeneração macular; Tomografia de coerência óptica; Laser
Abstract
A ocorrência de ectasia corneana após ceratectomia fotorrefrativa é uma complicação rara, porém grave, em cirurgia refrativa. Os possíveis fatores de risco não são bem avaliados, mas a opinião atual é que a falha na detecção de ceratocone pré-operatório possa ser o principal motivo. Neste relato, descrevemos um caso de ectasia corneana após ceratectomia fotorrefrativa em paciente apresentando padrão tomográfico suspeito no pré-operatório, mas sem alterações degenerativas associadas a ceratocone patológico, conforme revelado por microscopia confocal in vivo da córnea. Além disso, revisamos, na literatura, relatos de casos elegíveis de ectasia pós-ceratectomia fotorrefrativa para encontrar características semelhantes.
Keywords: Córnea/patologia; Dilatação patológica; Ceratoconus; Ceratectomia fotorrefrativa; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Microscopia confocal; Humanos; Relato de casos
Abstract
We present a case of a patient complaining of monocular diplopia due to a decentered ablation after LASIK. The patient underwent a wavefront-guided retreatment, which resulted in an epithelial ingrowth complication. Additionally, the patient developed cataract, with cataract surgery requiring reliable biometric measurements. Therefore, we opted for corneal treatment and corneal surface regularization. Although we attempted to lift the flap and wash the interface initially, the procedure proved unsuccessful, thereby necessitating immediate flap amputation. Once the corneal surface was regularized in the seventh postoperative month, transepithelial photorefractive keratectomy was successfully performed to homogenize the ocular surface, thereby significantly improving the patient's corrected visual acuity and resolving monocular diplopia. The surface and corneal curvature stabilized by the fifth month after the procedure. Phacoemulsification was then performed along with the implantation of a toric monofocal lens, which was selected using an appropriate formula, resulting in an excellent uncorrected visual acuity.
Keywords: Refractive surgical procedures; Surgical flap/surgery; Keratomileusis laser In situ/methods; Biometry; Corneal topography; Lasers, Excimer/adverse effects; Dipoplia/etiologia; Visual acuity; Humans; Case reports
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