Showing of 1 until 15 from 240 result(s)
Search for: Keratoconus; Intraocular pressure; Cornea; Corneal stroma; Postoperative period; Tonometry ocular; Prostheses and implants
Abstract
Objetivo: Comparar as alterações nos parâmetros do segmento anterior após a cirurgia ExPRESS Mini Glaucoma Shunt vs. trabeculectomia usando a câmera Scheimpflug Pentacam rotativa.
Métodos: Neste estudo comparativo prospectivo, 27 pacientes com glaucoma tratados no Centro Médico Rabin de 2009 a 2013 foram incluídos neste estudo comparativo prospectivo: 19 participantes (19 olhos) foram submetidos ao implante de derivação ExPRESS e 12 (13 olhos) foram submetidos à trabeculectomia. Alterações nos parâmetros da câmara anterior no dia 1 e em 3 meses de pós-operatório foram avaliadas pelas imagens de Scheimpflug.
Resultados: A pressão intraocular diminuiu significativamente em relação aos valores iniciais nos dois grupos. A diminuição nos dois grupos foi semelhante no 3º mês pós-operatório (p=0,82). A cirurgia com ExPRESS causou um aumento temporário do astigmatismo posterior da córnea (p=0,008) e uma diminuição temporária da profundidade da câmara anterior (p=0,016) e do volume (p=0,006) no primeiro dia do pós-operatório. Ao final de três meses, esses parâmetros não foram mais estatisticamente significativos (p=0,065, p=0,51 e p=0,57, respectivamente). A trabeculectomia causou um aumento temporário do astigmatismo anterior e posterior da córnea no primeiro dia do pós-operatório (p=0,003 e p=0,005, respectivamente), mas isso não foi observado ao final de 3 meses (p=1,0 e p=1,0, respectivamente). Após 3 meses, tanto o EXPRESS quanto a trabeculectomia mostraram alterações semelhantes nos parâmetros da câmara anterior.
Conclusões: O implante ExPRESS Mini para glaucoma e a trabeculectomia diminuíram significativamente a pressão intraocular e tiveram efeitos temporários nos parâmetros do segmento anterior, com pequenas diferenças entre os métodos.
Keywords: Glaucoma/cirurgia; Implantes para drenagem de glaucoma; Trabeculectomia/métodos; Pressão intraocular
Abstract
Objetivo: Avaliar a pressão intraocular e as alterações da amplitude do pulso ocular em crianças e adolescentes obesos, usando tonometria de contorno dinâmico.
Métodos: Um total de 137 casos, sendo 64 crianças obesas e 73 crianças saudáveis, pareadas por idade e sexo, compôs a população estudada neste estudo transversal. Crianças com valores de índice de massa corporal superior ao percentil de 95% para seu sexo e idade foram consideradas obesas. Os participantes foram submetidos a exames oftalmológicos detalhados, incluindo a medição da pressão intraocular com um tonômetro de contorno dinâmico Pascal. As relações entre a pressão intraocular e as medidas da amplitude do pulso ocular com a idade, sexo, obesidade, estado puberal e resistência à insulina foram investigadas.
Resultados: A amplitude do pulso ocular bilateral foi menor no grupo obeso do que no grupo controle saudável (p<0,001), enquanto a pressão intraocular foi maior (p<0,001). Não foi observada nenhuma relação significativa entre a resistência à insulina e a pressão intraocular ou a amplitude de pulso ocular (p>0,005). Não foi determinada nenhuma correlação entre a pressão arterial sistólica e diastólica, a avaliação do modelo de homeostase para resistência à insulina ou os níveis de lipídios sanguíneos e a pressão intraocular e a amplitude de pulso ocular.
Conclusão: Os resultados mostraram que a obesidade causou um aumento da pressão intraocular e uma diminuição da amplitude do pulso ocular em crianças e adolescentes, independentemente da resistência à insulina. São necessários agora estudos prospectivos envolvendo o seguimento de longo prazo dos casos, para avaliar os prováveis efeitos adversos desses achados oculares observados em crianças obesas.
Keywords: Tanometria ocular; Pressão intraocular; Obesidade; Criança; Adolescente.
Abstract
Objetivo: Comparar a viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior com o implante de válvula de glaucoma de Ahmed para glaucoma secundário após remoção de óleo de silicone.
Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo de 43 olhos pseudofácicos vitrectomizados com glaucoma persistente após a remoção de óleo de silicone. Os pacientes foram randomizados para viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior ou implante de válvula de Ahmed. Todos os pacientes foram examinados no primeiro dia, na primeira semana e 1, 3, 6, 9, 12, 18 e 24 meses após a cirurgia. Observaram-se complicações pós-operatórias. O sucesso foi definido como uma pressão intraocular entre 6 e 20 mmHg e uma redução da pressão intraocular >30% em comparação com a pressão intraocular pré-operatória.
Resultados: Foram designados 22 olhos para o grupo da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e 21 olhos para o grupo do implante de válvula de Ahmed. A pressão intraocular média pré-operatória foi de 35,5 ± 2,6 mmHg para o grupo da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e pós- e de 35,5 ± 2,4 mmHg no grupo do implante de válvula de Ahmed. e Os valores pós-operatórios foram de 16,9 ± 0,7 mmHg e 17,9 ± 0,9 mmHg para esses mesmos grupos, respectivamente (p<0,0001). Ambos os grupos tiveram uma redução estatisticamente significativa da pressão intraocular em relação aos valores pré-operatórios (p<0,0001) em todos os momentos do acompanhamento. A taxa de sucesso não qualificado nos grupos da viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior e do implante de válvula de Ahmed foi de 72,73% e 61,9%, respectivamente. A complicação mais comum foi o hifema, autolimitado e mínimo.
Conclusões: Tanto a viscotrabeculotomia com irrigação da câmara anterior quanto o implante de válvula de Ahmed são eficazes na redução da pressão intraocular no glaucoma após injeção de óleo de silicone, mas a viscotrabeculotomia com irrigação em câmara anterior proporcionou maior redução da pressão intraocular e maiores taxas de sucesso, com complicações mínimas.
Keywords: Implante para drenagem de glaucoma; Glaucoma; Descolamento retiniano; Óleo de silicone; Trabeculectomia; Injeção intravítrea; Pressão intraocular; Complicação pós-operatória; Solução oftálmica; Dexametasona; Ofloxacino.
Abstract
Objetivo: Examinar o efeito de infiltrados sub-epiteliais corneanos nas propriedades biomecânicas da córnea após ceratoconjuntivite epidêmica, em comparação com controles saudáveis.
Métodos: Este estudo transversal incluiu pacientes consecutivos com infiltrados sub-epiteliais corneanos bilaterais após ceratoconjuntivite epidêmica e controles saudáveis. Foram medidas a melhor acuidade visual corrigida, uma pontuação do infiltrado sub-epitelial da córnea, a escala de graduação de Fantes e a espessura central da córnea. A histerese da córnea, o fator de resistência da córnea, a pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann e a pressão intraocular compensada da córnea foram avaliados com o Ocular Response Analyzer.
Resultados: Este estudo incluiu 66 olhos de 33 pacientes com infiltrados corneanos sub-epiteliais após ceratoconjuntivite epidêmica e selecionou aleatoriamente 37 olhos de 37 voluntários saudáveis. As pontuações médias da escala de Fantes e dos infiltrados sub-epiteliais corneanos nos primeiros olhos acometidos foram respectivamente de 1,8 ± 0,8 e 2,9 ± 1,3. Nos olhos contralaterais, foram respectivamente de 1,3 ± 1,1 e 1,9 ± 1,7 (p=0,009 e p=0,002, respectivamente). O primeiro e o segundo olhos envolvidos tinham córneas significativamente mais finas (respectivamente 526,1 ± 28,1 µm; p=0,005 e 523,4 ± 38,1 µm; p=0,044) em comparação com os controles saudáveis (557,0 ± 38,1 µm). Embora a acuidade visual melhor corrigida tenha mostrado uma correlação positiva com o fator de resistência da córnea (r=0,363, p=0,045) e com a histerese da córnea (r=0,414, p=0,021), a pontuação dos infiltrados sub-epiteliais corneanos mostrou uma correlação negativa com a pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann (r=-0,479, p=0,006) e com a pressão intraocular compensada da córnea (r=-0,413, p=0,021).
Conclusão: Os olhos com infiltrados corneanos sub-epiteliais tinham córneas significativamente mais finas em comparação com os controles saudáveis. Ao se medirem os valores de pressão intraocular em pacientes com infiltrados sub-epiteliais corneanos, deve-se levar em consideração tanto as correlações positivas do fator de resistência da córnea e da histerese da córnea com a melhor acuidade visual corrigida quanto as correlações negativas da pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann e da pressão intraocular compensada da córnea com a pontuação do infiltrado sub-epitelial da córnea.
Keywords: Ceratoconjuntivite; Pressão intraocular; Epitélio corneano; Corticosteroides; Ciclosporina;Tonometria ocular
Abstract
Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os resultados clínicos após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante nos olhos contralaterais dos mesmos pacientes.
Métodos: Nesta série de casos comparativa e retrospectiva, avaliaram-se os seguintes dados de resultados clínicos: melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo, densidade de células endoteliais, perda de células endoteliais, espessura central da córnea e pressão intraocular. Esses dados foram avaliados aos 6, 12, 24 e 36 meses após ceratoplastia lamelar anterior profunda e ceratoplastia penetrante. Também foram avaliadas as complicações.
Resultados: Foram incluídos 52 olhos (26 pacientes), sendo que 19 pacientes apresentavam ceratocone, 6 apresentavam distrofia estromal e 1 apresentava ectasia após ceratomileuse in situ assistida por laser. O tempo médio de acompanhamento foi de 44,1 ± 10,5 meses no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda e 47,9 ± 11,9 meses no grupo da ceratoplastia penetrante. Nenhuma diferença significativa foi observada nas médias da melhor acuidade visual corrigida, equivalente esférico refrativo, astigmatismo refrativo e espessura central da córnea entre os grupos da ceratoplastia lamelar anterior profunda e da ceratoplastia penetrante durante o acompanhamento. A densidade de células endoteliais foi significativamente maior no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,022 e 0,013, respectivamente). A perda de células endoteliais foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 24 e 36 meses de pós-operatório (p=0,025 e 0,001, respectivamente). A pressão intraocular foi significativamente menor no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante aos 6 meses de pós-operatório (p=0,015). Ocorreu microperfuração em 4 olhos (15%) durante a cirurgia de ceratoplastia lamelar anterior profunda; entretanto, a ceratoplastia penetrante não foi necessária. Não ocorreu nenhuma rejeição endotelial no grupo da ceratoplastia penetrante durante o período de acompanhamento.
Conclusões: Durante o acompanhamento de 3 anos, a perda de células endoteliais e a pressão intraocular foram significativamente menores no grupo da ceratoplastia lamelar anterior profunda que no grupo da ceratoplastia penetrante, mas os resultados visuais e refrativos foram semelhantes.
Keywords: Doenças da córnea/cirurgia; Ceratocone/cirurgia; Ceratoplastia penetrante/métodos; Transplante de córnea/métodos; Pressão intraocular; Estudo comparativo.
Abstract
Objetivo: Descrever a frequência, as características clínicas, as complicações e o manejo do glaucoma em olhos submetidos a implantes de ceratoprótese.
Métodos: Pacientes submetidos à cirurgia de ceratoprótese entre junho de 2010 e janeiro de 2020 foram avaliados retrospectivamente em termos de glaucoma associado e prognóstico.
Resultados: Dos 17 pacientes submetidos à cirurgia de ceratoprótese, em 9 (52,9%) foi constatado glaucoma subjacente ou induzido por ceratoprótese. Cinco olhos (29,4%) tinham glaucoma subjacente e receberam a implantação de um dispositivo de drenagem de glaucoma pelo menos 6 meses antes da cirurgia de ceratoprótese. Um olho (5,9%) com pressão intraocular normal teve implantado um dispositivo de drenagem de glaucoma na mesma sessão da cirurgia de ceratoprótese, devido às características de “alto risco” das estruturas do segmento anterior. Quatro dos olhos com glaucoma preexistente apresentaram progressão após a cirurgia de ceratoprótese. Foi iniciado um tratamento antiglaucomatoso adicional em 2 olhos, enquanto outros 2 olhos receberam o implante de um segundo dispositivo de drenagem de glaucoma. Foram observadas complicações pós-operatórias em 3 olhos (100%) com dispositivo de drenagem de glaucoma implantado 6 meses antes ou na mesma sessão da cirurgia de ceratoprótese tipo afácica com vitrectomia parcial, incluindo descolamento de retina regmatogênico em 2 olhos e endoftalmite bacteriana em 1 olho. Em 1 olho observou-se migração do óleo de silicone para a área subconjuntival através do tubo após vitrectomia via pars plana. Nenhum dos 3 olhos (0%) implantados com dispositivo de drenagem de glaucoma anos antes da cirurgia de ceratoprótese apresentou complicações do segmento posterior, exceto progressão glaucomatosa. Dos 11 olhos sem história prévia de glaucoma, 3 (27,3%) apresentaram alta pressão intraocular e alterações do disco glaucomatoso após cirurgia de ceratoprótese, condições que podem ser controladas clinicamente.
Conclusões: Nesta coorte, os olhos com glaucoma pré-existente foram mais difíceis de manejar, comparados àqueles que desenvolveram glaucoma após a cirurgia de ceratoprótese. Apareceram mais complicações retinianas quando o implante do dispositivo de drenagem de glaucoma foi realizado no máximo 6 meses antes da cirurgia de ceratoprótese do tipo afácico com vitrectomia parcial.
Keywords: Glaucoma/cirurgia; Pressão intraocular; Complicação pós-operatória; Implantação de prótese; Implante para drenagem de glaucoma
Abstract
Objetivo: Investigar a utilidade de quatro algoritmos diferentes para corrigir erros de medição sem contato da pressão intraocular em pacientes saudáveis e com ceratocone.
Métodos: A pressão intraocular não corrigida e as pressões intraoculares corrigidas foram medidas em um olho de 34 pacientes com ceratocone e 34 pacientes do grupo controle saudável pareados por idade e gênero usando a tecnologia Corvis Scheimpflug. Foi calculada a correlação da pressão intraocular não corrigida e das pressões intraoculares corrigidas com idade, comprimento axial e formato, espessura e biomecânica da córnea. As pressões intraoculares corrigidas foram comparadas com a pressão intraocular não corrigida usando o teste t pareado, e gráficos de Bland-Altman (limites de concordância de 95%).
Resultados: A pressão intraocular não corrigida correlacionou-se com a espessura da córnea e com os parâmetros biomecânicos em ambos os grupos (todos p≤0,047) e a ceratometria média frontal e posterior no grupo com ceratocone (r=-0,39, p=0,02, r=0,39, p=0,02, respectivamente). Após o ajuste com diferentes algoritmos de correção da pressão intraocular, a pressão intraocular corrigida biomecanicamente revelou uma correlação mínima com as características da córnea e uma diferença não significativa com a pressão intraocular não corrigida no grupo saudável (-0,1 ± 1,1 mmHg, p=0,58; limites de concordância de 95%: -2,3 a 2,1 mmHg).
Conclusões: A medição da pressão intraocular usando tonometria sem contato e suas formas corrigidas usando fórmulas lineares, simples, baseadas na espessura da córnea em pacientes com ceratocone estão associadas a muitos erros. O uso de fórmulas mais complexas que consideram mais parâmetros de rigidez da córnea além da espessura da córnea, como fórmula de pressão intraocular corrigida biomecanicamente, pode ser mais confiável e benéfico neste grupo de pacientes.
Keywords: Pressão intraocular; Tonometria sem contato; Córnea; Paquimetria corneana; Ceratocone
Abstract
PURPOSE: To determine the clinical outcomes in patients after type 1 Boston keratoprosthesis surgery and the significance of ultrasound biomicroscopy imaging for postoperative follow-up.
METHODS: This retrospective analysis included 20 eyes of 19 patients who underwent corneal transplantation with type 1 Boston keratoprosthesis between April 2014 and December 2021. Data on patient demographics, preoperative diagnosis, visual acuity, and postoperative clinical findings were analyzed.
RESULTS: Type 1 Boston keratoprosthesis implantation resulted in intermediate- and long-term positive outcomes. However, blindness and other serious complications such as glaucoma, retroprosthetic membrane formation, endophthalmitis, or retinal detachment also occurred. The use of ultrasound biomicroscopy imaging allowed for better evaluation of the back of the titanium plate, anterior segment structures, and the relationship of the prosthesis with surrounding tissues, which provided valuable postoperative information.
CONCLUSION: Regular lifetime monitoring and treatment are necessary in patients who undergo Boston type 1 keratoprosthesis implantation for high-risk corneal transplantation. ultrasound biomicroscopy imaging can be a valuable imaging technique for the evaluation of patients with Boston type 1 keratoprosthesis, providing important information on anterior segment anatomy and potential complications. Further studies and consensus on postoperative follow-up protocols are required to optimize the management of patients with Boston type 1 keratoprosthesis.
Keywords: Boston Keratoprosthesis; Corneal transplantation; Ultrasound biomicroscopy; Anterior segment; Prostheses and implants
Abstract
PURPOSE: To assess the reliability and penetration depth of an automated micropuncture system using a tattoo machine.
METHODS: Twenty human corneas were obtained and subjected to intrastromal micropuncture using a tattoo machine. Each cornea was divided into two halves: one received pigment, while the other received saline solution as a control. The Cheyenne tattoo machine was operated at 60 Hz, with standardized needle exposure (six passes per application). The machine used cartridges containing five microneedles. The study was registered with Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA (numbers 80281110015, 80281110016, and 80281110019). The pigment used was Electric Ink black ink, with a density of 1,271,460 μg/mL. Puncture depth was measured before and after the procedure using both anterior segment optical coherence tomography and histopathological analysis. Puncture depth measurements were analyzed using ImageJ software. Each cornea was measured thrice, and the results were subsequently compared.
RESULTS: No corneal perforations were observed with the use of the tattoo machine, and puncture depth measurements ranged from 107 to 486 µm.
CONCLUSIONS: The use of a tattoo machine represents a viable and accessible approach for keratopigmentation, with potential for both cosmetic and therapeutic applications. Its adaptation for controlled intrastromal drug delivery may enable the targeted treatment of deep infectious keratitis, corneal neovascularization, and stromal inflammatory disorders, representing a promising approach for corneal stromal diseases. Further research is needed to optimize techniques and evaluate long-term safety and efficacy, particularly for the delivery of antimicrobial, anti-inflammatory, and anti-vascular endothelial growth factor agents.
Keywords: Eye banks; Cadaver; Cornea; Corneal stroma; Drug delivery systems; Tissue donors; Tattooing/instrumentation; Punctures
Abstract
PURPOSE: To evaluate the efficacy of different corticosteroid eye drop formulations (prednisolone acetate 1.0%, dexamethasone 1.0%, and loteprednol etabonate 0.5%) administered for different treatment durations (10 vs. 28 days) in controlling postoperative inflammation following uncomplicated cataract surgery.
METHODS: This randomized, masked clinical trial was conducted at the Instituto Cearense de Oftalmologia. Eligible participants were aged ≥50 yr and scheduled for routine cataract surgery. Exclusion criteria included preexisting ocular disease (elevated intraocular pressure, retinopathy, maculopathy, or uveitis) or concurrent medication use that could confound results. Patients were randomized to receive prednisolone acetate (1.0%), dexamethasone (1.0%), or loteprednol etabonate (0.5%) four times daily for 28 days (with tapering) or for 10 days. Medication bottles, prescriptions, and examiners were masked. Postoperative assessments included ocular symptoms, visual acuity, intraocular pressure, anterior chamber cell count and flare, pachymetry, endothelial cell density, and macular thickness over a 30-day follow-up.
RESULTS: A total of 140 eyes from 140 patients were analyzed (29 prednisolone acetate 1.0%, 18 dexamethasone 1.0%, and 21 loteprednol etabonate 0.5% for 28 days; 28 prednisolone acetate 1.0%, 22 dexamethasone 1.0%, and 22 loteprednol etabonate 0.5% for 10 days). No significant differences were found among the six groups during follow-up. However, eyes treated with dexamethasone (1.0%) showed greater intraocular pressure fluctuations, particularly on Days 7 and 30, and a higher incidence of rebound inflammation in the 28-day regimen. Structural cystoid macular edema without visual impact was observed in 5.9% of eyes in the 28-day groups and 14.2% of eyes in the 10-day groups, as detected by optical coherence tomography at 30 days.
CONCLUSION: Equivalent postoperative inflammation control can be achieved using different corticosteroid eye drop formulations at varying treatment durations following cataract surgery. Brazilian Registry of Clinical Trials (ReBEC): RBR-2frpntv
Keywords: Adrenal cortex hormones; Cataract; Cystoid macular edema; Corticosteroids; Inflammation; Loteprednol etabonate; Ophthalmic solutions; Postoperative period; Intraocular pressure; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: This study aimed to report the surgical outcomes and success predictors of micropulse transscleral cyclophotocoagulation in eyes with refractory glaucoma.
METHODS: This was a noncomparative, interventional case series. Patients with refractory glaucomas, defined as eyes with prior incisional glaucoma surgery failure and uncontrolled intraocular pressure, who underwent micropulse transscleral cyclophotocoagulation between March 2017 and June 2021 were enrolled. A minimum follow-up period of 6 months was required. Preoperative and postoperative intraocular pressure, number of hypotensive medications, surgical complications, and any subsequent related events were recorded. Success criteria were as follows: 1) intraocular pressure reduction ≥20% and intraocular pressure ≤18 mmHg; 2) intraocular pressure reduction ≥30% and intraocular pressure ≤15 mmHg. The need for topical hypotensive medications was not considered a failure.
RESULTS: Seventy-nine (79) eyes (79 patients; mean age, 57.5 ± 20.6 years) were included. Overall, the median follow-up duration was 12.0 (interquartile interval, 6–24) months, and the mean intraocular pressure was reduced from 22.8 ± 6.8 mmHg to 15.5 ± 5.6 mmHg at the last follow-up visit (p<0.001). The mean number of medications was reduced from 2.8 ± 0.7 to 2.0 ± 1.0 (p<0.01). At 12 months postoperatively, the success rates for criteria 1 and 2 were 54.9% and 49.7%, respectively. Aside from one case of corneal ulcer, which fully resolved with clinical treatment, and two cases of persistent hypotony (with no visual acuity loss during follow-up), no other vision-threatening complications were observed during the postoperative period. The magnitude of intraocular pressure reduction at 1 month (adjusted to preoperative intraocular pressure; HR=1.01; p=0.002).
CONCLUSION: Our findings suggest that micropulse transscleral cyclophotocoagulation is a relatively effective alternative for managing refractory glaucomas, with minor postoperative complications. In addition, the initial intraocular pressure reduction was a statistically significant predictor of 1-year success in patients undergoing micropulse transscleral cyclophotocoagulation.
Keywords: Intraocular pressure/physiology; Glaucoma, open-angle/surgery; Trabeculectomy; Laser coagulation/methods; Tonometry, ocular/methods; Postoperative complications; Antihypertensive agents/therapeutic use.
Abstract
PURPOSE: To compare objective and subjective intraocular pressure measurements immediately after cataract surgery and intraocular pressure measurements between less experienced surgeons (Group 1) and experienced surgeons (Group 2).
METHODS: Surgeons were asked to estimate the IOP after corneal sealing after surgery based on their tactile perception of eye tension (subjective intraocular pressure) Objective intraocular pressure was measured using a Perkins tonometer while patients were still in the surgical field. Objective intraocular pressure was compared to subjective intraocular pressure. Results from less experienced surgeons were compared to more experienced surgeons.
RESULTS: The study comprised 81 surgeries (81 eyes) performed by 27 surgeons. The mean objective intraocular pressure (9.14 mmHg; SD=5.86) was statistically significantly lower (p<0.001) than the mean subjective intraocular pressure (19.21 mmHg; SD=4.82). Hypotony (intraocular pressure <6mmHg) was observed in 25 eyes (30.86%). The mean subjective intraocular pressure was 18.8 mmHg (SD=5.19) for less experienced surgeons and 19.5 mmHg (SD=4.46) for more experienced, without statistically significant difference (p=0.541). No statistically significant difference (p=0.71) was observed when comparing objective intraocular pressure in Group 1 (10.32 mmHg; SD=6.65) and Group 2 (7.97 mmHg; SD=4.7).
CONCLUSION: Objective intraocular pressure was significantly lower than subjective intraocular pressure, regardless of surgeons' experience. This study showed that the subjective method is unreliable compared to the gold standard (Perkins tonometer) and does not improve with surgeons' experience. Establishing standard training methods is paramount to developing surgeons' skills.
Keywords: Cataract; Intraocular pressure; Hypotony, Tonometry; Eye diseases; Training
Abstract
Objetivo: Avaliar a influência das alterações da pressão atmosférica no comportamento da pressão intraocular de indivíduos militares saudáveis-alunos e instrutores da Escola de Mergulho e Resgate da Marinha Nacional na base naval “ARC BOLÍVAR”-durante uma imersão simulada na câmara hiperbárica do Hospital da Marinha de Cartagena.
Métodos: Realizamos um estudo exploratório descritivo. A pressão intraocular foi medida em diferentes pressões atmosféricas durante sessões de 60 minutos na câmara hiperbárica respirando ar comprimido. A profundidade máxima simulada foi de 60 pés. Os participantes eram alunos e instrutores do Departamento de Mergulho e Resgate da Base Naval.
Resultados: Quarenta e oito olhos de 24 mergulhadores foram estudados. Vinte e dois participantes (91,7%) eram do sexo masculino. A média de idade dos participantes foi de 30,6 (DP=5,5) anos, variando de 23 a 40. Nenhum participante tinha histórico de glaucoma ou hipertensão ocular. A média de base da pressão intraocular ao nível do mar foi de 14 mmHg, diminuindo para 13,1 mmHg (queda de 1,2 mmHg) a 60 pés de profundidade (p=0,0012). Entretanto, durante a parada de segurança a 30 pés, a pressão intraocular média continuou diminuindo até atingir 11,9 mmHg (p<0,001). Ao final da sessão, a pressão intraocular média atingiu 13,1 mmHg, valor inferior e estatisticamente significativo quando comparada à média de base da pressão intraocular (p=0,012).
Conclusões: Em indivíduos saudáveis, a pressão intraocular diminui ao atingir uma profundidade de 60 pés (2,8 de pressão atmosférica absoluta) e diminui ainda mais durante a ascensão a 30 pés. As medidas em ambos os pontos foram significativamente diferentes quando comparadas à pressão intraocular de base. A pressão intraocular final foi menor do que a pressão intraocular de base, sugerindo um efeito residual e prolongado da pressão atmosférica sobre a pressão intraocular.
Keywords: Pressão atmosférica; Tanometria; Pressão intraocular; Hipertensão ocular; Glaucoma; Militares
Abstract
Objetivo: Relatar um experimento projetado para determinar alterações anatômicas em córneas porcinas após a colocação de um novo implante depolímero na córnea.
Métodos: Foi utilizado olho de porco ex vivo. Um novo agente modelador biocompatível, de colágeno tipo 1, com 6mm de diâmetro foi moldado com excimer laser em sua face posterior, para criar três formatos planocôncavos. Os implantes foram inseridos dentro de um bolsão, dissecado manualmente, a 200 micrômetros (µm). Foram definidos três grupos de tratamento: grupo A (n=3), teve a profundidade máxima de ablação de70 µm; o grupo B (n=3), profundidade máxima de ablação de 64 µm; e o grupo C (n=3), profundidade máxima de ablação de 104 µm, com buraco central. O grupo controle, D (n=3), foi incluído, com a criação do bolsão estromal, porém sem inserir o material. A avaliação desses olhos foi realizada por tomografia de coerência óptica (OCT) e por tomografia corneana.
Resultados: A tomografia corneana mostrou uma tendência para diminuição da ceratometria média em todos os 4 grupos. A tomografia de coerência óptica mostrou córneas com implantes localizados no estroma anterior e aplanamento visível, enquanto as córneas não mudaram qualitativamente o formato no grupo controle.
Conclusões: O novo implante de biomaterial planocôncavo descrito aqui foi capaz de remodelar a córnea em modelo de animal ex vivo, resultando no aplanamento corneano. Novos estudos são necessários usando modelos animais in vivo para confirmar tais achados.
Keywords: Córnea; Cirurgia da córnea a laser; Substância própria; Proteses e implantes; Lasers de excimer; Materiais biocompatíveis; Animais; Suínos
Abstract
O implante de dispositivos de drenagem para glaucoma (DDGs) é uma opção terapêutica valiosa, principalmente em crianças com glaucoma refratário ao tratamento cirúrgico primário. Os dispositivos de drenagem para glaucoma têm sido utilizados principalmente quando a cicatrização conjuntival dificulta a cirurgia fistulizante ou procedimentos angulares prévios não foram eficazes no controle da pressão intraocular. Apesar das complicações conhecidas, o uso de dispositivos de drenagem para glaucoma em crianças tem aumentado nos últimos anos, inclusive como opção cirúrgica primária. Nesta revisão, atualizamos os resultados de estudos recentes envolvendo o implante de dispositivos de drenagem para glaucoma em crianças, discutindo novos avanços e comparando diferentes dispositivos, taxas de sucesso e complicações.
Keywords: Glaucoma congênito; Implantes para drenagem de glaucoma; Tonometria ocular; Drenagem; Pressão intraocular
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000