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Search for: Melkersson-Rosenthal syndrome; Melkersson-Rosenthal syndrome; Edema; Eyelids; Lymphangitis; X-ray tomography computed; Adrenal cortex hormones
Abstract
Objetivo: A síndrome de Alport caracteriza-se por nefropatia hereditária, geralmente associada à surdez neurossensorial (Alport, 1927) e alterações oculares (Sohar, 1954). Estudaram-se as manifestações da síndrome em membros de uma mesma família, considerando aspectos clínicos e genéticos. Pacientes e Método: Foram submetidos a exame oftalmológico quinze indivíduos de uma família, dos quais quatro apresentavam síndrome de Alport. Os exames foram realizados na Clínica Oftalmológica do Hospital Getúlio Vargas - Universidade Federal do Piauí (HGV/UFPI). Resultados: Revelaram-se quatro indivíduos afetados pela síndrome de Alport, dos quais três apresentavam surdez moderada, lenticone anterior bilateral e nefropatia crônica, e um tinha manifestação renal isolada. Todos os pacientes eram brancos, do sexo masculino, com idade entre 12 e 25 anos. A acuidade visual dos olhos com lenticone variou de 20/50 a 20/100. Conclusões: A análise da família identificou três casos confirmados e um suspeito, sugerindo padrão de herança recessiva ligada ao X, não sendo possível afastar a herança autossômica dominante com penetrância incompleta.
Keywords: Síndrome de Alport; Lenticone
Abstract
Objetivo: Investigar a densidade dos vasos interoculares da retina e assimetria na espessura na síndrome de pseudoexfoliação unilateral e o seu uso para a detecção precoce de glaucoma.
Métodos: Trinta pacientes com síndrome de pseudoexfoliação unilateral foram incluídos no estudo. As varreduras maculares de angiografia por tomografia de coerência óptica mediram a densidade dos vasos da retina, e as varreduras por tomografia de coerência óptica obtiveram parâmetros de espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e do complexo macular de célula ganglionar. A assimetria interocular foi determinada tomando o valor absoluto da diferença entre o olho da síndrome de pseudoexfoliação e o olho oposto nos parâmetros de densidade e espessura dos vasos.
Resultados: A média de idade foi 64,20 ± 7,05 anos no grupo de estudo. A assimetria interocular na espessura da camada de fibra nervosa da retina peripapilar e as medidas do complexo macular de célula ganglionar foram estatisticamente significativas no grupo de estudo (p=0,03 e p=0,001, respectivamente). Para os olhos com síndrome de pseudoexfoliação, a densidade do vaso da região macular superficial interna foi significativamente menor do que em olhos opostos (p=0,035). No entanto, não houve assimetria interocular estatisticamente significativa na densidade macular dos vasos superficiais da região central e completa entre os olhos da síndrome de pseudoexfoliação e os olhos opostos (p>0,05).
Conclusões: A densidade dos vasos da retina pode ser avaliada por medidas de angiografia por tomografia de coerência óptica. Houve assimetria interocular na densidade macular do vaso superficial da região interna, camada de fibra nervosa da retina peripapilar e espessura do complexo macular de célula ganglionar entre olhos com síndrome de pseudoexfoliação unilateral e olhos opostos. Novos estudos com um número maior de indivíduos podem fornecer a relação entre a assimetria interocular da densidade do vaso da retina e os parâmetros de espessura com detecção precoce de dano glaucomatoso.
Keywords: Síndrome de exfoliação; Glaucoma; Complexo de células ganglionares maculares, Angiofluoresceinografia; Tomografia de coerência óptica; Densidade de vasos retinianos
Abstract
Objetivo: Examinar o efeito de infiltrados sub-epiteliais corneanos nas propriedades biomecânicas da córnea após ceratoconjuntivite epidêmica, em comparação com controles saudáveis.
Métodos: Este estudo transversal incluiu pacientes consecutivos com infiltrados sub-epiteliais corneanos bilaterais após ceratoconjuntivite epidêmica e controles saudáveis. Foram medidas a melhor acuidade visual corrigida, uma pontuação do infiltrado sub-epitelial da córnea, a escala de graduação de Fantes e a espessura central da córnea. A histerese da córnea, o fator de resistência da córnea, a pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann e a pressão intraocular compensada da córnea foram avaliados com o Ocular Response Analyzer.
Resultados: Este estudo incluiu 66 olhos de 33 pacientes com infiltrados corneanos sub-epiteliais após ceratoconjuntivite epidêmica e selecionou aleatoriamente 37 olhos de 37 voluntários saudáveis. As pontuações médias da escala de Fantes e dos infiltrados sub-epiteliais corneanos nos primeiros olhos acometidos foram respectivamente de 1,8 ± 0,8 e 2,9 ± 1,3. Nos olhos contralaterais, foram respectivamente de 1,3 ± 1,1 e 1,9 ± 1,7 (p=0,009 e p=0,002, respectivamente). O primeiro e o segundo olhos envolvidos tinham córneas significativamente mais finas (respectivamente 526,1 ± 28,1 µm; p=0,005 e 523,4 ± 38,1 µm; p=0,044) em comparação com os controles saudáveis (557,0 ± 38,1 µm). Embora a acuidade visual melhor corrigida tenha mostrado uma correlação positiva com o fator de resistência da córnea (r=0,363, p=0,045) e com a histerese da córnea (r=0,414, p=0,021), a pontuação dos infiltrados sub-epiteliais corneanos mostrou uma correlação negativa com a pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann (r=-0,479, p=0,006) e com a pressão intraocular compensada da córnea (r=-0,413, p=0,021).
Conclusão: Os olhos com infiltrados corneanos sub-epiteliais tinham córneas significativamente mais finas em comparação com os controles saudáveis. Ao se medirem os valores de pressão intraocular em pacientes com infiltrados sub-epiteliais corneanos, deve-se levar em consideração tanto as correlações positivas do fator de resistência da córnea e da histerese da córnea com a melhor acuidade visual corrigida quanto as correlações negativas da pressão intraocular correlacionada à tonometria de Goldmann e da pressão intraocular compensada da córnea com a pontuação do infiltrado sub-epitelial da córnea.
Keywords: Ceratoconjuntivite; Pressão intraocular; Epitélio corneano; Corticosteroides; Ciclosporina;Tonometria ocular
Abstract
OBJETIVO: Avaliar achados de angiografia por tomografia de coerência óptica em pacientes com doença de Behçet com e sem acometimento ocular.
MÉTODOS: Foram incluídos 40 pacientes com doença de Behçet e 30 controles saudáveis. A densidade vascular retiniana nos plexos capilares superficial e profundo, a zona avascular foveal, o índice de circularidade, a densidade foveal e a área sem fluxo da retina superficial foram medidos automaticamente, através do software AngioVue para angiografia por tomografia de coerência óptica, e comparados entre os grupos.
RESULTADOS: A densidade vascular parafoveal e perifoveal média nos plexos capilares superficial e profundo, bem como a densidade foveal, foram significativamente menores nos olhos com uveíte de Behçet em comparação com os olhos sem uveíte de Behçet e os olhos dos controles saudáveis. Nos olhos com uveíte de Behçet, a acuidade visual logMAR mostrou correlação moderada com a densidade vascular parafoveal e perifoveal e com a densidade foveal (respectivamente, r=-0,43, p=0,006; r=-0,62, p<0,001; e r=-0,42, p = 0,008).
CONCLUSÃO: A doença de Behçet com uveíte posterior foi associada a decréscimos significativos da vascularização perifoveal e parafoveal na retina superficial e profunda.
Keywords: Angiography; Síndrome de Behçet; Fóvea central/ irrigação sanguínea; Tomografia de coerência óptica; Uveites
Abstract
OBJETIVO: Comparar a densidade vascular da cabeça do nervo óptico e a densidade capilar peripapilar radial em olhos em estágios iniciais de glaucoma primário de ângulo aberto e com glaucoma pseudoesfoliativo, bem como em olhos controle.
MÉTODOS: Este é um estudo observacional transversal, no qual foram incluídos 54 olhos com valores de desvio médio do campo visual superiores a -6,0 dB. Os olhos incluídos eram de 37 pacientes, diagnosticados com glaucoma primário de ângulo aberto (n=18), glaucoma pseudoesfoliativo (n=18) e controles saudáveis (n=18). Os valores de densidade vascular da cabeça do nervo óptico e a densidade capilar peripapilar radial foram obtidos a partir de angiografias por tomografia de coerência óptica, analisados de acordo com a distribuição dos dados e submetidos a testes estatísticos apropriados. Também foi avaliada a precisão diagnóstica dos parâmetros de densidade vascular.
RESULTADOS: Os valores para a densidade capilar peripapilar radial e no interior do disco óptico nas imagens inteiras foram significativamente menores no glaucoma primário de ângulo aberto e no glaucoma pseudoesfoliativo do que no grupo controle (p<0,05). A densidade vascular no interior do disco óptico na cabeça do nervo óptico foi significativamente menor no glaucoma primário de ângulo aberto do que no glaucoma pseudoesfoliativo (p<0,05). A densidade vascular no setor temporal inferior da cabeça do nervo óptico foi significativamente menor tanto no glaucoma primário de ângulo aberto quanto no glaucoma pseudoesfoliativo, em comparação com o grupo controle (p=0,009). A área abaixo da curva de ROC para a densidade vascular no interior do disco óptico na cabeça do nervo óptico, foi de 0,855 para a comparação do glaucoma primário de ângulo aberto com o controle (p<0,001) e de 0,731 para a comparação do glaucoma pseudoesfoliativo com o controle (p=0,018). Porém, na comparação do glaucoma primário de ângulo aberto com o glaucoma pseudoesfoliativo, os valores da área abaixo da curva de ROC para a densidade vascular na imagem inteira e no interior do disco óptico na cabeça do nervo óptico foram respectivamente de 0,707 e 0,722 (p=0,034, p=0,023).
CONCLUSÕES: A densidade vascular na cabeça do nervo óptico e a densidade capilar peripapilar radial mostraram-se significativamente diminuídas no glaucoma primário de ângulo aberto e no glaucoma pseudoesfoliativo, em comparação com olhos controle saudáveis. Nos estágios iniciais do glaucoma, a densidade vascular no interior do disco óptico, na cabeça do nervo óptico, pode ser menor em olhos com glaucoma primário de ângulo aberto do que em olhos com glaucoma pseudoesfoliativo.
Keywords: Densidade vascular; Nervo óptico; Glaucoma de ângulo aberto; Síndrome de exfoliação; Glaucoma; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Os efeitos dos hormônios esteróides sexuais nos parâmetros lacrimais são conhecidos. O objetivo deste estudo foi examinar como os efeitos nos parâmetros lacrimais durante a exposição a altas doses de esteróides sexuais em um curto período de tempo.
Métodos: Quarenta pacientes que foram admitidas na clínica de infertilidade do nosso hospital e planejavam a indução de ovulação por gonadotropinas exógenas. Antes do início da indução da ovulação, os níveis basais de estradiol foram medidos no terceiro dia do ciclo menstrual e os exames oftalmológicos foram efetuados pelo Departamento de Oftalmologia do nosso hospital. Os níveis de estradiol foram medidos no dia da indução da ovulação usando gonadotrofina coriónica humana e comparados aos estradiol basal; exames oftalmológicos também foram repetidos.
Resultado: Quarenta mulheres com período reprodutivo e idade média de 33,3 ± 4,2 anos foram incluídas neste estudo. Os níveis basais de estradiol foram significativamente maiores (p<0,001) após a indução da ovulação do que antes desta. Os resultados dos testes de ruptura do filme lacrimal e após a indução foi de 6,2 ± 2,8 s e 8,4 ± 1,4 s respectivamente. Os valores do teste de Schirmer foram 14,3 ± 7,1 mm e 20,6 ± 6,2 mm, respectivamente antes e depois da indução. Ambos os valores foram significativamente maiores após a indução da ovulação (p<0,001; p=0,001 respectivamente).
Conclusão: Observamos uma melhora nos testes de função lacrimal após o uso de estradiol, mesmo por tempo limitado. O uso de estradiol durante a menopausa poderá melhorar os sintomas do olho seco em pacientes.
Keywords: Estradiol; Síndromes do olho seco; Periodo fertil; Menopausa; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Comparar as características radiológicas e clínicas do adenoma pleomórfico primário e do carcinoma adenoide cístico da glândula lacrimal.
Métodos: Este estudo revisou retrospectivamente os achados de imagem e os prontuários médicos de casos de adenoma pleomórfico e carcinoma adenoide cístico da glândula lacrimal.
Resultados: Foram avaliados 11 pacientes com adenoma pleomórfico e 16 pacientes com carcinoma adenoide cístico. Não houve diferenças estatisticamente significativas em relação à idade e sexo. Proptose foi o sintoma de apresentação mais comum em ambos os grupos. Os carcinomas adenoides císticos foram mais propensos que os adenomas pleomórficos a apresentarem massas palpáveis, diplopia, dor e perda sensorial, mas essa diferença entre os grupos não foi estatisticamente significativa. Não houve diferenças estatísticas em termos de homogeneidade e indentação do globo ocular entre os dois tipos de tumores em imagens de tomografia computadorizada (p>0,05). Também à tomografia computadorizada, a invasão óssea, a calcificação do tumor e o sinal em cunha foram mais frequentes nos carcinomas adenoides císticos, enquanto a remodelação óssea foi mais frequente nos adenomas pleomórficos, com significância estatística para todas essas manifestações (p<0,05). À ressonância magnética, os adenomas pleomórficos foram significativamente mais propensos a terem margens bem definidas, contornos lobulados, realce heterogêneo pelo contraste e hiperintensidade na ressonância magnética ponderada em T2 (p<0,05).
Conclusão: Ao se diferenciar o adenoma pleomórfico e o carcinoma adenoide cístico da glândula lacrimal, é muito importante avaliar as características radiológicas juntamente com as características clínicas. Os contornos lobulados podem ser uma característica radiológica significativamente distinta em favor do adenoma pleomórfico.
Keywords: Aparelho lacrimal/patologia; Adenoma pleomorfo; Carcinoma adenoide cístico; Tomografia computadorizada por raios x; Imagem por ressonância magnética.
Abstract
PURPOSE: To evaluate the efficacy of different corticosteroid eye drop formulations (prednisolone acetate 1.0%, dexamethasone 1.0%, and loteprednol etabonate 0.5%) administered for different treatment durations (10 vs. 28 days) in controlling postoperative inflammation following uncomplicated cataract surgery.
METHODS: This randomized, masked clinical trial was conducted at the Instituto Cearense de Oftalmologia. Eligible participants were aged ≥50 yr and scheduled for routine cataract surgery. Exclusion criteria included preexisting ocular disease (elevated intraocular pressure, retinopathy, maculopathy, or uveitis) or concurrent medication use that could confound results. Patients were randomized to receive prednisolone acetate (1.0%), dexamethasone (1.0%), or loteprednol etabonate (0.5%) four times daily for 28 days (with tapering) or for 10 days. Medication bottles, prescriptions, and examiners were masked. Postoperative assessments included ocular symptoms, visual acuity, intraocular pressure, anterior chamber cell count and flare, pachymetry, endothelial cell density, and macular thickness over a 30-day follow-up.
RESULTS: A total of 140 eyes from 140 patients were analyzed (29 prednisolone acetate 1.0%, 18 dexamethasone 1.0%, and 21 loteprednol etabonate 0.5% for 28 days; 28 prednisolone acetate 1.0%, 22 dexamethasone 1.0%, and 22 loteprednol etabonate 0.5% for 10 days). No significant differences were found among the six groups during follow-up. However, eyes treated with dexamethasone (1.0%) showed greater intraocular pressure fluctuations, particularly on Days 7 and 30, and a higher incidence of rebound inflammation in the 28-day regimen. Structural cystoid macular edema without visual impact was observed in 5.9% of eyes in the 28-day groups and 14.2% of eyes in the 10-day groups, as detected by optical coherence tomography at 30 days.
CONCLUSION: Equivalent postoperative inflammation control can be achieved using different corticosteroid eye drop formulations at varying treatment durations following cataract surgery. Brazilian Registry of Clinical Trials (ReBEC): RBR-2frpntv
Keywords: Adrenal cortex hormones; Cataract; Cystoid macular edema; Corticosteroids; Inflammation; Loteprednol etabonate; Ophthalmic solutions; Postoperative period; Intraocular pressure; Visual acuity
Abstract
PURPOSE: To investigate choroidal structural and vascular changes in patients with mild autonomous cortisol secretion using enhanced depth imaging optical coherence tomography and optical coherence tomography angiography.
METHODS: This cross-sectional study included 60 eyes of 30 patients with mild autonomous cortisol secretion and 60 eyes of 30 subjects with nonfunctional adenoma (controls) between February 2023 and January 2024. Subfoveal choroidal thickness, pachychoroid spectrum disease and choroidal vascularity index were evaluated using spectral-domain optical coherence tomography. Group comparisons were performed, and correlations between subfoveal choroidal thickness and clinical features were analyzed.
RESULTS: Pachyvessels were more common in patients with mild autonomous cortisol secretion than in controls (71.4% vs. 42.9%, p=0.002). The frequency of pachychoroidal spectrum disease was significantly higher in the mild autonomous cortisol secretion Group (68.3% vs. 31.7%; p<0.001). Median subfoveal choroidal thickness was 355 μm (range, 150–535) in the mild autonomous cortisol secretion Group and 297 μm (range, 162–597) in controls (p=0.014). Choroidal vascularity index was comparable between groups (p=0.072). Subfoveal choroidal thickness correlated significantly with axial length, spherical equivalent, post-1-mg dexamethasone suppression test cortisol level, and disease duration.
CONCLUSION: Patients with mild autonomous cortisol secretion exhibited greater subfoveal choroidal thickness and a higher frequency of pachychoroidal spectrum disease compared with controls, whereas stromal and vascular structural alterations were proportionally similar between groups.
Keywords: Adrenal gland neoplasms; Central serous chorioretinopathy; Choroid; Cushing syndrome; Hydrocortisone; Optical coherence tomography
Abstract
Objetivo: Há poucos dados sobre o perfil de pacientes com blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial no Brasil. O objetivo deste estudo é avaliar de forma mais abrangente as características clínicas dos pacientes portadores dessas doenças acompanhados em dois centros de referência em oftalmologia no Brasil.
Métodos: Pacientes com blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial, acompanhados nos Departamentos de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo e da Universidade de São Paulo foram incluídos neste estudo. Além dos dados clínicos e demográficos, foram avaliados também a presença de eventos estressantes relacionados ao início dos sintomas (evento desencadeante), fatores agravantes, truques sensoriais, e outros fatores de melhora.
Resultados: Cento e dois pacientes foram incluídos no estudo. A maior parte dos pacientes era do sexo feminino (67,7%). Blefaroespasmo essencial foi a condição mais frequente, observada em 51 (50%) dos pacientes. Espasmo hemifacial correspondia a 45% dos casos, enquanto 5% dos pacientes apresentavam a Síndrome de Meige. 63,5% dos pacientes associaram o início dos sintomas com um evento estressante prévio. 76,5% dos pacientes relataram fatores de melhora para os espasmos; 47% relataram truques sensoriais. Além disso, 87% dos pacientes relataram fatores de piora; estresse (51%) foi o mais frequente.
Conclusão: Este estudo fornece informações a respeito das características clínicas dos pacientes com blefaroespasmo essencial e espasmo hemifacial acompanhados nos dois maiores centros de referência em oftalmologia do Brasil.
Keywords: Blefarospasmo; Espasmo hemifacial; Síndrome de Meige
Abstract
OBJETIVOS: À medida que a utilização de equipamentos digitais no emprego aumenta, a avaliação do seu efeito na saúde visual necessita de ferramentas válidas e robustas. Este estudo teve como objetivo traduzir, adaptar culturalmente e validar para português o Questionário da Síndrome Visual do Computador (CVS-Q©).
MÉTODOS: O procedimento foi realizado em 5 fases: tradução direta, síntese da tradução, tradução inversa, consolidação por um painel de especialistas, e pré-teste. Para fazer o pré-teste foi realizado um estudo piloto transversal aplicado a uma amostra de 26 participantes que completaram a versão pré-final da versão portuguesa do CVS-Q©, questionando por dificuldades, compreensão e sugestões de melhoria do questionário. Para avaliar a confiança e validade da versão portuguesa do CVS-Q©foi realizado um estudo transversal de validação em uma amostra diferente (280 funcionários).
RESULTADOS: No pré-teste, 96.2% dos participantes não apresentaram dificuldades no preenchimento do questionário, enquanto 84.0% indicaram que era claro e compreensível. Obteve-se, então, o CVS-Q© em português (Questionário da Síndrome Visual do Computador, CVS-Q PT©). A sua validação revelou uma boa consistência interna
da sua escala (Cronbach's alpha=0.793), boa estabilidade temporal (coeficiente de correlação interclasse=0.847; 95% CI 0.764-0.902, kappa=0.839), sensibilidades e especificidades adequadas (78.5% e 70.7%, respetivamente), boa capacidade de discriminação (área abaixo da curva=0.832; 95% CI 0.784-0.879), e uma adequada validade da convergência com o índice de doença da superfície ocular (ocular surface disease index - OSDI; coeficiente de correlação de Spearman=0.728, p<0.001). A análise fatorial revelou um único fator responsável por explicar a variância comum em 37.7%. Um funcionário com uma pontuação ≥7 pontos sofria de síndrome visual do computador.
CONCLUSÃO: O CVS-Q PT© pode ser considerada uma ferramenta intuitiva, de fácil interpretação e com boas propriedades psicométricas para avaliar a síndrome visual do computador em funcionários portugueses expostos a ecrãs digitais. Este questionário facilitará as decisões sobre medidas preventivas, intervenções e tratamento, e a comparação entre as populações expostas em diferentes países de língua portuguesa.
Keywords: Síndrome visual do computador; Dispositivos digitais; Saúde ocular; Estudo de validação; Propriedades psicométricas; Inquéritos e questionários
Abstract
This study aimed to evaluate the morphometric and volumetric dimensions of the lacrimal gland in patients with inactive thyroid eye disease and compare them with the values reported in the literature. This case series evaluated consecutive patients with inactive thyroid eye disease treated at a tertiary eye hospital from 2015 to 2020. The patients' baseline demographics and clinical characteristics were obtained. The axial and coronal length, width, and volume of the lacrimal gland were measured on computed tomography scan images, and the results were statistically analyzed. A total of 21 patients (42 orbits) with inactive thyroid eye disease were evaluated. Their mean age was 49.0 ± 14.6 years, and 12 (57.1%) of them were men. The main complaint was dryness, and the majority of the patients had good vision and mild proptosis. The mean axial length and width of the lacrimal gland were 19.3 ± 3.9 mm and 7.5 ± 2.1 mm, respectively; coronal length and width, 20.4 ± 4.5 mm and 7.5 ± 2.1 mm, respectively; and lacrimal gland volume, 0.825 ± 0.326 mm3. Age, sex, or laterality were not found to be determinants of lacrimal gland enlargement. Patients with thyroid eye disease have enlarged lacrimal gland even in the nonactive phase of the disease multifactorial aspects influence the lacrimal gland in thyroid eye disease, making it difficult to establish a clear correlation with predisposing factors. Further studies are warranted to better understand the association between thyroid eye disease and the lacrimal gland.
Keywords: Graves' ophthalmology; Graves' disease; Lacrimal apparatus; Lacrimal apparatus diseases; X-ray computed tomography
Abstract
PURPOSE: This study evaluated rates of thyroid eye disease-related eyelid surgeries, strabismus surgeries, and orbital decompressions in active thyroid eye disease patients treated with teprotumumab compared to those who were not.
METHODS: In this single-center longitudinal study, we compared patients with active thyroid eye disease evaluated from 02/01/2017 to 01/31/2020 (pre-teprotumumab era) with those seen from 02/01/2020 to 04/30/2023 (teprotumumab era). Patients from the pre-teprotumumab era who received corticosteroids and/or orbital radiation were compared with those in the teprotumumab era treated with teprotumumab, with or without corticosteroids and/or orbital radiation. The primary outcomes were rates of orbital decompressions, strabismus surgery, and eyelid surgery among patients with at least 6 months of follow-up. Orbital decompressions involving two or more walls were classified as severe.
RESULTS: Of 486 records reviewed, 106 patients had active thyroid eye disease. Among them, 33 were from the pre-teprotumumab era; 22 received corticosteroids and/or orbital radiation, and 11 received no treatment. Seventy three patients were from the teprotumumab era; 37 received teprotumumab (with or without corticosteroids and/or orbital radiation), 10 received corticosteroids and/or orbital radiation alone, and 26 received no treatment. Demographics were comparable between groups. Orbital decompression was performed in 11 of 44 eyes (25.0%) in the pre-teprotumumab era treated with corticosteroids and/or orbital radiation (8 one-wall, 3 ≥two-wall), compared to 3 of 74 eyes (4.1%) in the teprotumumab era treated with teprotumumab with or without corticosteroids and/ or orbital radiation (all one-wall). The overall rate of orbital decompressions and the rate of ≥two-wall decompressions were significantly lower in the teprotumumab era (p=0.02 and p=0.0496, respectively). There was no significant difference in one-wall decompressions between era (p=0.07). Rates of strabismus surgeries (27.3% vs. 13.5%, p=0.19) and eyelid surgeries (22.7% vs. 21.6%, p=0.92) did not significantly differ between the era.
CONCLUSIONS: In patients with active thyroid eye disease, treatment with teprotumumab was associated with a significantly lower rate and severity of orbital decompressions compared to treatment with corticosteroids and/or orbital radiation alone. However, the rates of strabismus and eyelid surgeries remained similar between groups.
Keywords: Teprotumumab; Adrenal cortex hormone; Decompression; Graves ophthalmopathy; Strabismus
Abstract
O lacrimejamento é um sinal comum na prática oftalmológica, porém frequentemente negligenciado. Os autores descrevem um caso de um paciente com epífora unilateral direita com 8 anos de história que só após evoluir com dacriocistite foi submetido a semiologia de vias lacrimais. Após o diagnóstico de obstrução baixa da via lacrimal foi submetido a cirurgia de dacriocistorrinostomia, onde o saco lacrimal de aparência atípica foi biopsiado e identificado como carcinoma espinocelular. O paciente foi submetido a ressecção oncológica do tumor seguido de radioterapia adjuvante, permanecendo livre de recidiva por 2 anos. Este caso ressalta a importância de investigar causas da epífora, especialmente quando unilateral, dada sua maior associação com a obstrução de via lacrimal. Uma semiologia oportuna das vias lacrimais podem evitar atrasos no diagnóstico de obstrução secundárias a neoplasia, que apesar de incomuns, são potencialmente fatais.
Keywords: Obstrução dos ductos lacrimais; Doenças do aparelho lacrimal; Neoplasias oculares; Carcinoma de células escamosas; Imagem por ressonância magnética; Tomografia computadorizada por raios X; Humano; Relato de casos
Abstract
Paciente feminina de 38 anos com queixa de fotopsias e perda visual indolor em seu olho direito 2 semanas após ter recebido a primeira dose de vacina de vírus inativo para COVID-19 (Sinovac/China National Pharmaceutical Group). Ao exame Oftalmológico, apresentava padrão granular macular, múltiplas lesões cinza-esbranquiçadas no polo posterior, associado à reação vítrea inflamatória. O diagnóstico de múltiplos pontos brancos evanescentes foi realizado após análise multimodal. A paciente foi tratada com corticosteroides sistêmico e evoluiu com melhora da acuidade visual e do quadro clínico.
Keywords: Múltiplos pontos brancos/diagnóstico; COVID-19; Infecção por coronavirus; Vacina; Vacinação; Corticosteroides
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