Showing of 1 until 15 from 182 result(s)
Search for: Endothelium, corneal; Simplexvirus; Corneal edema; Prednisolone; Acyclovir; Humans; Male; Adolescent
Abstract
Objetivo: Descrever os resultados clínicos do tratamento do crescimento epitelial através da técnica de remoção manual seguido da utilização de um compressor de ar comprimido aquecido após a cirurgia de laser in situ keratomileusis (LASIK).
Métodos: Vinte olhos de 17 pacientes foram incluídos no estudo. Cada paciente havia sido submetido a cirurgia de LASIK com presença de crescimento epitelial e foi submetido a tratamento cirúrgico para sua retirada. O objetivo primário foi identificar a presença de crescimento epitelial recorrente ao final de 3 meses de seguimento. Os objetivos secundários foram as medidas de acuidade visual sem correção, acuidade visual com correção, e complicações pós-operatórias.
Resultados: Dez pacientes (58,8%) eram homens e 7 mulheres. Oito olhos de sete (41,2%) pacientes apresentavam cirurgia de LASIK primária e 12 olhos de 10 pacientes tinham cirurgia de LASIK com retratamento; dezesseis olhos (80%) utilizaram microcerátomo manual e quatro (20%) laser de femtosegundo. A média de idade no momento da cirurgia de remoção do epitélio era de 37,0 anos ± 9,3 (DP) (variando de 24 a 55 anos). Ocorreu recidiva do crescimento epithelial em dois olhos (10%) após 3 meses de seguimento. A acuidade visual sem correção antes da cirurgia era de 0,07 ± 0,09 logMAR, e após a cirurgia passou para 0,02 ± 0,04 logMAR (p=0,06). A chance (odds ration) de aparecimento do crescimento epithelial após uma reoperação de LASIK é 29,41 vezes maior do que no LASIK primário.
Conclusão: A técnica de remoção epitelial manual seguida da utilização de ar comprimido aquecido é segura e efetiva no tratamento do crescimento epitelial após LASIK. Ao final do último acompanhamento, nenhum olho apresentou perda de linhas de visão.
Keywords: Epitélio/crescimento & desenvolvimento; Endotélio corneano; Doenças da córnea; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Ceratectomia fotorrefrativa; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Identificar parâmetros tomográficos de normalidade em córneas de crianças e adolescentes sem a presença de atopias sistêmicas e alergias oculares.
Métodos: Este estudo descritivo transversal avaliou pacientes com idade entre 8 e 16 anos que foram submetidos a exame biomicroscópico completo por lâmpada de fenda e avaliação tomográfica da córnea por tomógrafo dual Scheimpflug, excluindo pacientes com doença ocular (incluindo conjuntivite alérgica) ou prick test positivo para atopias sistêmicas.
Resultados: Cento e setenta pacientes foram avaliados e após cumpridos os critérios de exclusão, 34 (68 olhos) foram analisados. A média etária da amostra foi 10,76 ± 2,31 anos; 19 (55,9%) eram meninos e 15 (44,1%) meninas. A média da ceratometria em dioptrias (D) no meridiano mais plano (Kflat), mais curvo (Ksteep) e máxima (Kmax) foram 42,37 ± 1,63D, 43,53 ± 1,65D e 43,90 ± 1,73D, respectivamente. Os valores médios da asfericidade corneana (ε2) e do ponto mais fino da córnea foram 0,28 ± 0,11 e 550,20 ± 37,90 micras (μm). A assimetria corneana inferior-superior (I-S) e coma foi em média 0,74 ± 0,59D e 0,28 ± 0,12D, respectivamente.
Conclusão: O conhecimento dos valores médios e sua variação de parâmetros tomográficos da córnea em crianças e adolescentes sem atopias sistêmicas ou alergias oculares pode ser útil para o diagnóstico precoce do ceratocone e o seu tratamento em estágio inicial.
Keywords: Córnea; Topografia corneana; Astigmatismo; Conjuntivite alérgica; Tomografia; Ceratocone/diagnóstico; Humanos; Criança; Adolescente.
Abstract
OBJETIVO: O ceratocone na população pediátrica apresenta algumas particularidades em relação à população adulta. O maior desafio é devido à doença ser geralmente mais severa e rapidamente progressiva em crianças.
MÉTODOS: Este artigo utiliza uma análise retrospectiva para relatar o uso do crosslinking em jovens menores de 18 anos e sua evolução pelo menos 24 meses após o procedimento. Foram estudados 12 olhos de 10 pacientes, e dados como acuidade visual com e sem correção, ceratometria máxima, espessura corneana, espessura foveal e microscopia endotelial avaliados no pré e pós-operatórios. O crosslinking corneano foi realizado em todos os pacientes pelo mesmo cirurgião.
RESULTADOS: Observou-se uma tendência de redução do valor do Kmax e melhora da acuidade visual corrigida em todos os momentos de pós operatório. Com relação à paquimetria, observou-se afinamento corneano do ponto mais fino, nos primeiros quatro meses de pós-operatório.
CONCLUSÃO: Resultados encorajadores foram obtidos com relação à estabilização da doença, progressão e segurança do procedimento, corroborando com as conclusões de outros autores. A importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento a curto prazo do paciente deve ser destacada.
Keywords: Ceratocone/diagnóstico; Ceratocone/tratamento farmacológico; Córnea; Doenças da córnea; Topografia da córnea; Colágeno/metabolismo; Raios ultravioleta; Reagentes para ligações cruzadas/uso terapêutico; Riboflavina/uso terapêutico; Acuidade visual; Adolesc
Abstract
PURPOSE: Although the orthokeratology effects on corneal biomechanics have been proven with clinical trials, reports of stiffness parameter change are scarce. This study investigated the short-term orthokeratology effects in pediatric myopia and compared stiffness parameter changes to those published in recent clinical investigations. This prospective study aimed to investigate corneal biomechanics changes induced by short-term overnight orthokeratology treatment, focusing on stiffness parameter at A1 and stress-strain index
METHODS: Twenty-six children aged 8 to 18 were included in this study using orthokeratology lenses for two different durations: 1 day and 1 week. Corneal biomechanics were assessed using corneal visualization (Corvis) Scheimpflug technology. Measurements were taken at baseline and after each wearing session. Changes in corneal stiffness parameters and corneal curvature were analyzed.
RESULTS: All parameters changed significantly after 1 week of lens wear (p<0.05), except for velocity of corneal apex at the first and second applanation times highest concavity time, radius, stiffness parameter at A1 and stress-strain index. After 1 day, central corneal thickness, first applanation time, second applanation time, deformation amplitude ratio (2 mm), and Corvis biomechanical index (CBI) remained stable (p>0.05). After 1 week, central corneal thickness and first applanation time decreased, whereas second applanation time, deformation amplitude ratio, and Corvis Biomechanical Index significantly increased. With intraocular pressure and central corneal thickness as control variables, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05). With age as the control variable, no significant correlation was found between stress-strain index and curvature changes (p>0.05).
CONCLUSIONS: Short-term orthokeratology treatment induced notable changes in several corneal biomechanical parameters. Stiffness parameter at A1 and stress-strain index are unaffected by increasing lens wear duration and do not influence the orthokeratology effect.
Keywords: Orthokeratologic procedures; Epithelium, corneal; Corneal topography; Myopia/therapy; Diagnostic techniques, ophthalmological; Biomechanical phenomena; Refraction, ocular; Visual acuity; Humans; Children; Adolescent
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a morfologia da córnea e da câmara anterior em olhos fácicos com inflamação intraocular não infecciosa.
MÉTODOS: Esse estudo incluiu 59 olhos com uveíte ativa, 62 olhos com uveíte inativa e 95 olhos saudáveis. A densidade de células endoteliais da córnea, a proporção de células hexagonais, o coeficiente de variação, o volume e a espessura da córnea, a ceratometria máxima e o volume e profundidade da câmara anterior foram medidos com um microscópio especular e uma Pentacam HR.
RESULTADOS: A duração média da uveíte foi de 24,6 ± 40,5 (0-180) meses. O número médio de crises de uveíte foi de 2,8 ± 3,0 (1-20). O coeficiente de variação foi significativamente maior no grupo com uveíte ativa do que no grupo com uveíte inativa (p=0,017, Tukey post-hoc). Não houve diferença significativa nos demais parâmetros do segmento anterior entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle (p>0,05). A análise de regressão linear múltipla demonstrou que o coeficiente de variação foi maior na uveíte ativa do que na uveíte inativa, após ajustes para a duração e tipo de uveíte e a presença ou não de doença reumática e de tratamento imunossupressor (p=0,003). A duração da uveíte e o número de crises não demonstraram correlação significativa com os parâmetros oculares (p>0,05, correlação de Spearman). A diferença nos parâmetros não demonstrou correlação significativa com o tipo de uveíte (p>0,05).
CONCLUSÕES: O coeficiente de variação foi maior nos olhos com uveíte ativa do que naqueles com uveíte inativa, ao passo que a densidade de células endoteliais e a morfologia da câmara anterior não mostraram diferenças significativas entre os grupos com uveíte ativa, com uveíte inativa e controle.
Keywords: Câmara anterior; Inflamação; Epitélio posterior; Contagem de células; Uveites
Abstract
PURPOSE: To analyze the association between corneal tomography patterns and atopic conditions in children and adolescents, and to investigate the relationship between corneal tomography findings, sleeping position, and dominant hand.
METHODS: Patients aged 8–16 yr underwent ocular and immunological examinations, including biomicroscopy, corneal tomography, the International Study of Asthma and Allergies in Childhood questionnaire, and an allergy skin test. Based on immunological results, participants were assigned to either the Control Group or the Atopic Group. Tomographic indices were analyzed alongside information on ocular itching, sleeping position, and dominant hand.
RESULTS: A total of 158 patients (mean age: 10.72 ± 2.13 yr) were evaluated, including 34 (21.52%) in the Control Group and 124 (78.48%) in the Atopic Group. Abnormal tomography was observed in 25 patients (15.82%), while 133 (84.18%) had normal results. Comparison between the Control and Atopic Groups regarding ocular itching episodes revealed a statistically significant difference (p≤0.05). Dominant hand and sleeping position showed no statistically significant associations with group classification, tomography results, or ocular itching.
CONCLUSION: Systemic allergies are strongly associated with biomechanical and structural corneal changes, which may or may not progress to different keratoconus patterns. No association was found between eye rubbing and any tomographic parameter, nor between sleeping position or hand dominance and tomography findings.
Keywords: Adolescent; Child; Hypersensitivity; Hypersensitivity, immediate; Cornea; Skin tests; Sleep; Tomography.
Abstract
Objetivo: Comparar a estrutura da córnea e as alterações morfológicas endoteliais após cirurgia de catarata por facoemulsificação sem intercorrências entre pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e não diabéticos; e determinar quais fatores pré e intra-operatórios relacionados com a maior redução da densidade celular endotelial.
Métodos: Quarenta e cinco diabéticos (45 olhos) e 43 (43 olhos) controlos com catarata relacionada à idade foram incluídos neste estudo observacional prospectivo. Os parâmetros da córnea (espessura e volume) e do segmento anterior foram medidos pela tomografia Scheimpflug; a densidade e morfologia celular endotelial (coeficiente de variação do tamanho das células, células hexagonais) foram registrados usando microscopia especular não contato. Os pacientes foram avaliados no pré-operatório, 1 e 6 meses após a cirurgia. Foi realizada uma análise de regressão linear uni e multivariada para avaliar a relação entre os parâmetros demográficos, clínicos, oculares e intra-operatórios com a redução da densidade celular endotelial aos 6 meses.
Resultados: Nos dois grupos houve uma perda significativa de células endoteliais ao 1º mês pós-operatório (p<0,001), que permaneceu estável até ao 6º mês; sem diferenças estatisticas entre os grupos diabetes mellitus e não diabetes mellitus em qualquer avaliação. A espessura média da córnea no pós-operatório central aos 1 e 6 meses não mudou significativamente em relação ao valor médio pré-operatório nos dois grupos (p>0.05). A análise de regressão multivariada linear mostrou que a idade avançada (p=0.042) e os graus mais elevados de catarata (p=0.001) foram significativamente associados à maior redução densidade celular endotelial aos 6 meses de seguimento.
Conclusão: Este estudo mostrou que a idade avançada e as cataratas mais densas podem predispor a uma maior redução densidade celular endotelial após a cirurgia de catarata. Outros fatores, como diabetes mellitus e parâmetros pré-operatórios do segmento anterior, não influenciaram significativamente as alterações pós-operatórias da densidade celular endotelial.
Keywords: Catarata; Facoemulsificação; Diabetes mellitus tipo 2; Retinopatia diabética; Epitélio posterior; Paquimetria corneana; Perda de células endoteliais da córnea
Abstract
PURPOSE: Using advanced imaging techniques, this study aimed to evaluate corneal stability, epithelial remodeling, and tear film changes over a one-year period in first-time soft-contact lens wearers.
METHODS: A retrospective study was conducted on 100 eyes of 50 first-time daily soft-contact lens users aged 21–65 years with no prior rigid gas-permeable lens wear. The Sirius Scheimpflug imaging system was used to assess corneal topography, epithelial thickness, and non-invasive tear break-up time at baseline, 3, 6, and 12 months. Corneal warpage was evaluated using symmetry indices and Baiocchi Calossi Versaci indices. We performed statistical analysis using repeated-measures analyses of variance with Greenhouse-Geisser correction.
RESULTS: The mean baseline central corneal thickness was 537.83 (±7.92) µm, with no significant thinning after one year. The average simulated keratometry values remained stable, indicating no progressive corneal steepening or flattening. There were no significant changes in warpage indices over time, suggesting corneal shape preservation. Higher-order aberrations (coma, trefoil, and spherical aberrations) and non-invasive tear break-up time remained unchanged throughout the study period.
CONCLUSIONS: Modern silicone hydrogel soft-contact lenses do not induce significant corneal warpage, epithelial remodeling, or optical aberrations over a one-year period. We found that corneal morphology and tear film stability were preserved, supporting the safety of soft-contact lens use. These findings provide clinically relevant insights into the long-term impact of contact lens wear. They may facilitate improved lens fitting strategies and preoperative refractive surgery assessments.
Keywords: Contact lenses, hydrophilic; Cornea/surgery; Corneal diseases; Corneal topography; Adaptation, ocular/physiology; Endothelium, corneal/pathology; Refractive errors; Tears/metabolism.
Abstract
PURPOSE: To describe the technique and outcomes of intrastromal autologous blood injection in patients with severe corneal hydrops.
METHODS: Nineteen patients with corneal hydrops underwent intrastromal autologous blood injection. Postoperative assessments included best-corrected visual acuity and time to resolution of corneal edema
RESULTS: Corneal edema resolved within 1 week in 5 patients, within 1 month in 11, and within 3 months in 3. The mean duration of edema persistence was 37.94 ± 33.05 days (range, 6–124). Corneal thickness decreased from 2.06 ± 0.71-mm preoperatively to 1.34 ± 0.65-mm at day 7, 0.85 ± 0.56-mm at day 30, and 0.57 ± 0.13-mm at day 90 (p<0.001). Descemet’s membrane (DM) detachment decreased from 1.01 ± 0.75-mm to 0.44 ± 0.57-mm, 0.24 ± 0.36-mm, and 0.08 ± 0.11-mm on postoperative days 7, 30, and 90, respectively (p<0.001). DM break size decreased from 1.12 ± 1.19-mm to 0.62 ± 0.84-mm at 3 months (p<0.005). Three patients developed hematocornea; no other major complications were observed. At 3 months, mean best-corrected visual acuity improved from 2.37 ± 0.66 to 0.41 ± 0.17 logMAR with hard contact lenses (p<0.001).
CONCLUSIONS: Intrastromal autologous blood injection is an effective treatment for severe corneal hydrops, promoting faster edema resolution and visual improvement with minimal complications.
Keywords: Corneal edema; Corneal diseases; Edema; Visual acuity; keratoconus.
Abstract
MÉTODOS: Córneas humanas de treinamento disponibilizadas foram randomizadas em quatro grupos: Pachy-100 (profundidade de incisão = espessura corneana central - margem de segurança de 100 µm), Pachy-50 (margem de segurança de 50 µm), Pachy-0 (sem margem de segurança) e Pachy+50 (profundidade de incisão = espessura corneana central + 50 µm). Todas as lamelas foram dissecadas através um método padronizado e já publicado (Pachy-DSEK). As espessuras das lamelas (centro, zona de 3,0mm e zona de 6,0mm) foram medidas com tomografia de coerência óptica. A razão de espessura centro-periferia foi calculada aos 3,0 e 6,0 mm de diâmetro.
RESULTADOS: Perfuração endotelial ocorreu apenas no grupo Pachy+50 (n=3, 30%). A espessura central da lamela nos grupos Pachy-100, Pachy-50, Pachy-0 e Pachy+50 foi de 185 ± 42 µm, 122 ± 29 µm, 114 ± 29 µm, e 58 ± 31 µm, respectivamente (p<0,001). As razões C/P aos 3,0 e 6,0 mm foram de 0,97 ± 0,06 e 0,92 ± 0,14, respectivamente. Os parâmetros de características do doador não se correlacionaram com os resultados de espessura de lamela. A profundidade planejada de incisão se correlacionou com a maioria dos parâmetros de espessura de lamela (p<0,001). A espessura de lamela se correlacionou negativamente com a profundidade planejada da incisão (p<0.001, r=-0,580). O melhor resultado foi observado no grupo Pachy-0, em que 75% das lamelas mediram abaixo de 130 µm e não houve perfuração endotelial.
CONCLUSÃO: Através de um método padronizado de dissecção, a maioria das lamelas endoteliais apresentou uma configuração planar. O planejamento de profundidade de incisão igual à espessura corneana central resultou em alta porcentagem de lamelas ultrafinas sem ocorrência de perfuração.
Keywords: Transplante de córnea; Ceratoplastia lamelar; Endotélio corneano; Dissecção; Tomografia de coerência óptica
Abstract
PURPOSE: Posterior capsule rupture is defined as an intraoperative posterior capsule tear resulting in vitreous loss. This study aimed to analyze the clinical characteristics, preoperative risk factors, intraoperative management strategies, and postoperative complications associated with posterior capsule rupture during phacoemulsification surgery.
METHODS: This was a retrospective observational cohort study of the medical records for 25,224 phacoemulsification surgeries performed at our tertiary eye care center between 2017 and 2022. We collected and collated the demographic characteristics and clinical findings of the patients in our cohort. Intraoperative management strategies and postoperative outcomes over a 1-year followup period were also recorded.
RESULTS: Posterior capsule rupture occurred in 351 eyes (351 patients), giving an overall posterior capsule rupture rate of 1.3%. The mean patient age was 68.6 ± 10.8 years. Pseudoexfoliation syndrome, mature cataracts, brown cataracts, and surgery performed by a resident were identified as risk factors for posterior capsule rupture (p<0.05 for each; the risk ratios were 2.70, 2.15, 2.44, 1.34, respectively). The most common intraoperative complications were dislocated lens fragments in the vitreous (8%) and iris damage (7.1%). The mean best-corrected visual acuity improved from 1.31 ± 0.84 (logMAR) postoperatively to 0.51 ± 0.56 at the end of the 1-year follow-up period (p<0.001). Corneal edema (55.6%) and elevated intraocular pressure (33.3%) were the most common early postoperative complications. Persistently elevated intraocular pressure (11.1%) and cystoid macular edema (5.1%) were the most common late postoperative complications.
CONCLUSION: Posterior capsule rupture is a common complication of phacoemulsification surgery that requires prolonged postoperative follow-up and a multidisciplinary approach. Despite the increased incidence of complications when rupture occurs, appropriate intraoperative and postoperative management can lead to satisfactory visual outcomes.
Keywords: Cataract extraction; Phacoemulsification; Posterior capsule rupture; Corneal edema; Risk factors; Postoperative complications; Intraoperative complications
Abstract
PURPOSE: To compare endothelial corneal cell changes following cataract surgery performed by phacoemulsification with intraocular lens implantation, conducted by surgeons with varying levels of experience.
METHODS: Two hundred and eighty-three eyes diagnosed with cataract were included. Lens opacity was classified into three categories (I, II, and III). Surgeons were categorized into four experience levels (1, 2, 3, and 4), based on years of practice and lifetime surgeries performed. Corneal endothelial characteristics were assessed using non-contact specular microscopy, with measurements taken before surgery and 30-60 days post-surgery.
RESULTS: Pre- and postoperative endothelial analysis showed no significant differences between surgeon levels regarding visual acuity achieved, corneal thickness, and endothelial hexagonality. However, the central endothelial cell density index showed a significantly greater reduction among level 1 surgeons (p=0.026). Grade II cataracts exhibited significant variations in the central endothelial cell density (p=0.011) and average cell size, with level 1 surgeons showing the largest increases (p=0.024).
CONCLUSIONS: The analysis revealed significant differences in visual acuity and endothelial indices between surgeon experience levels, with less experienced surgeons showing greater variations and poorer performance. Clinical protocols should consider these data to establish safer training protocols.
Keywords: Cataract extraction; Phacoemulsification; Endothelium; corneal; Lens implantation, intraocular; Visual acuity; Internship and residency; Surgeons
Abstract
PURPOSE: To assess the outcomes of deep anterior lamellar keratoplasty or penetrating keratoplasty at the scar and the edema stages.
METHODS: Forty-five patients (45 eyes) with keratoconus scar stage (scar group, n=26; penetrating keratoplasty a subgroup, n=7; deep anterior lamellar keratoplasty b subgroup, n=19) and keratoconus edema stage (edema group, n=19; penetrating keratoplasty c subgroup, n=12; deep anterior lamellar keratoplasty d group, n=7) who received penetrating keratoplasty or deep anterior lamellar keratoplasty from 2000 to 2022 were retrospectively studied. At 1, 6, and 12 months after surgery, the best-corrected visual acuity, astigmatism, spherical equivalent, corneal endothelial cell density, and complications were analyzed.
RESULTS: The best-corrected visual acuity and average corneal endothelial cell loss rate were not significantly different between the scar and edema groups (p>0.05). At 6 and 12 months after surgery, the astigmatism and spherical equivalent in the scar group were significantly lower than those in the edema group (p<0.05). The spherical equivalent of the deep anterior lamellar keratoplasty b subgroup was lower than that of the penetrating keratoplasty a subgroup in the scar group 6 months after surgery (p<0.05). In the edema group, there was no significant difference in spherical equivalent between subgroups (p>0.05). There were no significant differences in best-corrected visual acuity and astigmatism between subgroups within the two groups (p>0.05). In comparison to the scar group, the edema group experienced more complications. According to a survival analysis, there was no statistically significant difference between the scar group and the edema group regarding the progression of vision.
CONCLUSIONS: In terms of the outcomes and prognosis for vision after keratoplasty with edema stage and scar stage, deep anterior lamellar keratoplasty may be as effective as penetrating keratoplasty.
Keywords: keratoconus; Edema; Cicatrix; keratoplasty, penetrating; Corneal transplantation; Astigmatism; Corneal endothelial cell loss; Endothelial cells
Abstract
Os autores relatam o caso de paciente do sexo masculino, 8 anos de idade, com história de uveíte crônica anterior unilateral há quatro meses, associada a lesão pigmentada envolvida por material fibrinóide em ângulo camerular inferior e a lesão fibrótica em extrema periferia de retina inferior. Não havia histórico de trauma ou outros sintomas clínicos. A hipótese de toxocaríase foi afastada diante de testes sorológicos negativos. Melhoria sintomática parcial foi alcançada com administração de corticosteróide vias oral e tópica. Ademais, redução na quantidade de material fibrinóide ao redor da lesão camerular a revelou regular e cilíndrica. Foi realizada tomografia computadorizada de órbitas, permitindo a detecção de corpo estranho metálico na topografia de ângulo camerular inferior. O paciente foi submetido a remoção do corpo estranho através de incisão corneana e a fotocoagulação ao redor da tração retiniana inferior. Excelentes resultados visual e anatômico foram obtidos.
Keywords: Corpos estranhos no olho; Uveíte anterior; Uveíte intermediária; Edema da córnea; Toxocaríase
Abstract
A falência primária do enxerto é uma complicação conhecida que pode ocorrer após o transplante penetrante de córnea. O tratamento usual dessa complicação é com um novo transplante penetrante. Apresentamos um caso em que foi usado o transplante endotelial de membrana de Descemet (DMEK - do inglês Descemet membrane endothelial keratoplasty) para o tratamento da falência primária após o transplante penetrante. Uma paciente submetida a transplante penetrante evoluiu com falência primária do enxerto a despeito do uso intenso de corticoide tópico e uma prova terapêutica de antivirais. Três meses após a cirurgia inicial, foi optado pela realização do transplante endotelial de membrana de Descemet sob o transplante penetrante. Houve um clareamento precoce e progressivo do enxerto com melhora importante da visão. Após um mês, a visão sem correção era de 20/40 melhorando para 20/20 com refração. O transplante endotelial de membrana de Descemet pode ser uma alternativa a um novo transplante penetrante como tratamento da falência primária.
Keywords: Doenças da córnea; Transplante da córnea/efeitos adversos; Rejeição do enxerto; Ceratoplastia penetrante; Lâmina limitante posterior; Ceratoplastia endotelial com remoção da lâmina limitante posterior; Infecções oculares virais; Humanos; Relatos de casos
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